Obra Cutnplcl. :

 

Ilustrado por Raquel Leitão

 

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O rapaz que tinha zero a matemática (teresa ferreira's conflicted copy 2011 03-16) (teresa ferreira's conflicted copy 2011-03-21)

  1. 1. Obra Cutnplcl. : Ilustrado por Raquel Leitão 1., . ' ” 7 ' 5"? Jú» . .A . ._ 7 J. V
  2. 2. 44/4'. L Ê 1 na». q unu-aíunizíxuee. rc. m. ” nu «gr-run 1px'. n¡ nuhre 149110» 1, g1- diulnvu» u. qleajgamlo, gnu' ? laguna ggru n: .mm-nn. - nnirn» eu¡ _m5_ il. Ísrflkngéíg. ¡uÍ-qaunz -9l'(I›-*h'ln1›-g› . x "na qua¡ : r-u¡ mister-pe _unuannâftqn wing mui: ÍIIIQ3Q in 69.142¡- -blltlknllbzlue a gugu-rumo. na : AV-Êta (ane. : : nf en hnucfí. _Par_ «unter n : u _onqpnçglngrgu -. nnnnuk_ . xa-future _manha 1 vrnndTâlutfk. -cuqgne no ue culta-gene frevo_ -Í âr-lñíçdllñlík- 'insert 'MIIC| Q›: nrznlunkr a lcd¡ uoulav _uniu n “Hit t(n: I-gcuuglgç. _vAjavaotí-s* a : :Íullla tl. «nun-mn cine meu» e unu-cupvfuúua. . l. à: :manu-nn: - e non-JE¡ u¡ uuhflluol . anunciava e _auuÊ-wwunn.
  3. 3. _ÓTviVÍ-i-: BAÍH _o _ía-nn its dia (uvãn "ÍÚÍQ, ÍICiBJJSÍF-Ê Iii: : titan, ,iÀi-trku-, Aõuvãilaqglk ? nr-mini 'líuíÇ-Hgllhunrfr "it-Í ; w460i V' ¡ggílúii i1* gñeléi-; Ece 'sie gi-Miwokw i ; Ínudm 111o _íjãlln é( a¡ I- 1+9.. u. ? 'sw V . J ; wa-tac u n n u (r »Ju 'uam-txt -Í'(-. muié(- _um r. ma: »me n nn mu” (t, âlygàqevrgqolfngé' , iexíhügqgtílçjsg _Ç , jjktõfü 41-113] P_ [Calil-FACAS ; es-asas " i 7 ? kar- 'Íovlvuq : :Fu [llü _ul-iu »xoÍf-. Iluonw auxiliar-quit? , à Jg' 34h01m r 'Fiquei »eqprgsanpnacgs rVÍfe-gçqgç dia¡ a ! il/ u- : :qem- _o›: '*_l. IÍ-I, d_tL~r-< qaitslilaul , uyegtapuírií-jítqeâ íü-çyç . qi-ee ; xau u. : #Gia-m OJ~“_; ;A= I(O›~1 en, n; Jr-¡Fenunxaxw *Eh* ¡JQJ-ljl -g-, urg s-kànpfupgg; Kirk , u!u, I,l9_, (2>~: Lair-Te , clix-rT0,-, n59,ts›:19is-_u, i mu. a~vs. _w ~ "às ü"
  4. 4. (35 ciias. os meses, os anos Foram passando. Aprendeu a ler enquanto o diabo esfrcgn un1 olho e ¡passou a devorar os livros da biblioteca. Entusíasn1ou-sc com o llmcionanrncnto do corpo humano. a vida dos ; inim-. Iis, os se- gredos dos oceanos e dos planetas distantes. Era o n1elhor nas corridas de bicicletas. ninguén1 o batia em combates de judo, como guarda-redes não havia outro igual. lVlas conrinuax-'a a ter zeros a ITKIÍCFDIÍTÍCH! - (Que vais fazer quando lbres grande? - perguntou-lhe un) dia a professora. prcoctqaada.
  5. 5. 7 amena. «'19 ag' -cugeq-auiirn-íirra ir- menu-ae. .UIII ap: l-III? .Klãlwulllx. es: _II-sullât medem¡ I¡¡3~z PMI! ! O -lzslualc dude "uv «flam- dk. 'eu-uniu _goma-ave a1- : y-c : nan-run: the. ,nu sn run: «eita-uniram 'inc _mantem na _an-Juana «wenn 7 : :museum-nu as) 91761143455», , ,Panair-c (gv Luíz¡ : nur: gtKÁÍIJ_IJ_(H'¡ta. , c¡ c . u liunlbnaru- e sentiu-L_ qu' . npc uuúqu gaulawy_ , “tia : Jú-aid: dflllnçeyr4lltv . un- e Êta-i' IJIMUIIJIL-I' : WIÍLN: uma- In, 1 inúuue ? bpm-ç u- c¡ : :e : p: *roubei
  6. 6. Foram 1;ll'; l (1153 dcla. vcnnrnln nuln livro dc rcccínu'. c cscUll1cr-4n1 ;1 c uc lhcs Uarcccu Í : v ! nais fácil. o [in/ o r/ z' / qgurizc PJRI É) wuxsoas cru wcciso 1 baião dc invurrc. 1 lóniñn dc ólcn. 230 - dc ; Icúczng _$()() g F o Ê-n , . g da' farinha com fcrlncnto, 4 oxios c uln l›(, ›c;1dinh<) dc raspa dc Íinlfu). A ¡sabcl pós ns ¡waCnlL-: s cn) cinn¡ do balcão da ur/ .inha, Ibi buscar J balança c pôs~sc ;1 fÉr/ u' Lunlus. Snmux 21 na nussa uuLL . N-"lnànos .7. que Lust-Cu) com gripc. ¡ncnos . É que fÊ17.Ltn1 dÍCR] par: : não faicarcxn ainda nmis ganha. Níuis ; a proíizssora quc. iníL-liznlcl1tc'. nunra Falta. 13 COHVÍLILILIUS! l'5;1;l. clnx, ›s _Z rcccítns porquc . I X 9 suo IS. Vascn. 'QUE/ R :1 Farinha c o ; zçl'u*;1l' c pnc dcntn) da ¡igcl-_I cnçpulnrt) cu ; Iqucço o Forno c vou buscar ; l FUYIITJ.
  7. 7. Vasco pegou no pacote de Farinha. Quanto seria 300 X 2? C)ra. n1ais grama, menos rama não havia de Fazer dífercn a. . . Entornou mcío acotc ara dentro do rcci icnte. _ P Pe ou no a úcar e fez o mesmo. Mas não seria melhor acrescentar o ue estava no ç q açucareiro? Assim Fez. Depois foi à despensa buscar a garrafa de óleo de girassol e, pimba, entornou-a toda. Só faltavam os ovos. (Quanto seria 4 X 2? 'Valve-L n1cia dúzia. . . Foi ao frigorífico e, um a um. cuidadosamente, partiu os ovos. -já puseste tudo? (Que Llespacho! - ad mirou~se a Isabel. - Deixa-me juntar a casqui- nha dc limão para dar sabor. Vai Ficar uma delícia. Corn a colher de au. envolveran) a n1assa e or fim Fizeram-na rodo iar com a P batedeira eléctrica. A Isabel meteu o bolo no Forno e rcgulou a temperatura. (Quando o retiraram tinha um aspecto Eantástico, todo tostadinhol Puseram-lhe em ein1a uma vela: ia ser um bolo de anos! No dia seguinte, no intervalo da tarde, colocaram-no em cima da secretária c come- J? _[7 É q_ f¡ muitas felicidades, x X muitos anos de vida. . a 9 n: , . r S 3 r, çaran1 todos a cantar: Parabéns a você, 9 nesta data querida,
  8. 8. Havia um ambiente de encantamento. Cortar-am a primeira fatia e deram-na à Professora Graça. - Ai! - gritou ela. - Isto pinga gordura por toda a parte. já sujci o vestido. - Que doce! Está mesmo cnjoativo! - queixou-se a Sandra. - Que porcaria! - exclamou o João. - Acho que até vou vomitar. . .
  9. 9. 4-' *Í saibas_ ? E *atraiu-q . .t , ILFÍÇImP-. nuiãk- ciliar¡ : acusava-Hit _oi-Luíz n "Éqctdi. 5px*- eg- -swquuç-Ílaa* , Àxumggçemanauyne e 'Pinky &A-&uy , tio-J «à ¡coiuienq deu-t ! urg : :g manu; qçiuqgu- (Agro e; n : P: : (23) tai *il-H L , k animacao o o, ›:ae_c_vn, n,u, u_»-, x,- riu'- íturr -ndlie - ÊK§Q~jgIêÍFII_D"-Í_IU_LJI(O -ío qbjuiáí-Ílçit 1- Sana¡ Bege, qgvll- : :Jin Qenudinâju. _ufàg ggrvt-qéf ; Yani 5px- n¡ praia-tw l. ”_. _PLÀ-': EVIS; ÁV _ÍI
  10. 10. O rapaz Ficou desiludido. Ivlas à tarde, em casa. procurou reagir. Nalgun1a profissão havia de ser bon). . . - Vou ser poeta. . . Sc-ntou-se no sofá e as ideias conurçaram a saltítar. Como gostava da originalidade. pensou Fazer un¡ poema à careca do director, que parecia n1esn1o uma pista de aterragem para moscas. Também seria engraçado escrever sobre certas meninas vnidosas que nunca se riam das anedotas por usarem aparelhos nos dentes. Não. . . Lembrotkse então da matemática, a sua inimiga número um. Foi rabiseando, mbíseancjo, rabiscando. (M: versos saíanrllme nun¡ jacto. Passotuos a limpo, csmerando-se na letra, numa Folha de papel brilhante. No dia seguint * apresentou-se na : aula com o trabalho. ¡ " 7
  11. 11. 'lbdos os colegas subiram ao estrado e Foram¡ lendo as redacções que tinhan) Feito como trabalho de casa. (Jmas dedicadas à Primavera. outras à paz. outras à zllílizade, à protecção da natureza, porque os professores adoraln estes temas. Finalmente, chegou a vez dele. (Íomo se chanrava Vasco, era sempre o último. Fitou os olhos cinzentos da professora, escondidos por detrás de uns óculos redondos, e declamou, muito sério: l-iá coisa mais antipátíca, pior que a matemática? Nem sequer a dor cíátíca, a tortura asiática, a tosse de cão asmática ou as regras da gramática. . . Há coisa mais antipática, pior que a matemática? (35 Colegas estavam en1basbacados. - Nlas que lata! Agora vai ter zero a português. .. - murmuravam entre si. A professora corou. corou até as suas bochechas parecerem um balão vermelho quase a explodir e depois ficou branca. branca. branca. (Que iria acontecer? *Ê 'R E10. q/ H/feq * 12
  12. 12. Lil 'a
  13. 13. A0 contrário do que todos imaginavam), cla disse: - C)ra lê lá outra vez e pendura depois o poema no quadro dc cortiça. C) rapaz, mais à vontade. repetiu: Há coisa mais antipática, pior que a matemática? - Exprinncs bem os teus sentilncnros. E estou a ver que estás a começar a usar a disciplina que dctcstas. - Eu? - rc licou o ra a7., indianado. - Nunca! É - IVIas o teu poema só tem versos de sete sílabas. Muito bem contados! Os ritmos da poesia e da ¡Iaúsica obedeceu¡ a esquemas matemáticos. Vasco cmbatucou. 14
  14. 14. I v * o 4 - A_ _ C é 1 í . 4 > [ 7*: 1 2mm. .. ¡ n e Ó Í o 'Warren' . auvzvuv. .¡. ›«. .s-2. v: ' Zu; n_ : nas: nur: 'a nl¡ Inúíizia. "átõsto M5:: montana¡ 1 : no: na». »meu I. 'En' “burn : :cu-uz às_ u u- uuaam. ; aureus-nl 'lnulxcc uma-ni - mui'. 'seu m. : . . snalkx. uva-nc - o-. snnhmnaç nur'. urñ : qn-ul -zhcnudír 4. , ÍÍlnHn Ir: a¡ : e : mui-c- y arnuoagna ç- Ílwrsp n #C &VRIU fil : :une «antenas at- ? cousa-n kxxx J un- . eu a| liulrct$ ^l"k*íull 4 Énnoníhe : :nc-k an: : suma* 'IuI-Úiv: ç »api-inn gui- a ? Elllulo : EVE edu-garras. ;
  15. 15. 'leve uma sorte fantástica! Só a 130m: : Rosa, da tabacaria. é que destoou. ofcrccendor -Ihe un1a caixa dc chocolates. [Õe resto. os pais dcranplhe 30 euros, os avós de lIsboa. 30, os do Porto. SO. os tios de Cascais entrcgaran1-lhe um envelope corn 20 euros. os de ! Vlassanui imitaram-nos c. rnoedzls aqui, notas acolá, juntou Luna mão-cheia de dinheiro. _ Finaltncntc vou cotnprar u ma consola! - IVÍas quanto juntaste? - perguntaram os prin1os. curiosos. Vasco etnpcrrou. ~ lintão. nem sequer sabes fazer contas de somar? Í)i7. lá, depressa! lile Ficou calado. E toda a noite os núrncros bailaram na sua cabeça. 50 +30+50+20+20+10+lO+5 +5 Ao jantar. não conseguiu engolir o bacalhau_ engasgou-sc con1 o peru, as Fillioscs pareceram-lhe amargas, atual-gas. arnargas. lrritado. innpaciente. teve Finalrnent '- urna ideia salvadora. Pediu ao avô IVIário: ~ Por favor. não n1e troca este dinheiro en¡ notas grandes? () avô tirou a carteira do bolso e retirou 4 notas de “'50 euros. - Aqui estão duzentos euros! Que vais Fazer com eles? Wasco deu urn salto de contentalncnto, ao descobrir quanto tinha. 7 Vou comprar tuna consola no hiperinerczujlo. Urna destas! - exclarnou, abrindo o Folheto com as promoções de l)ezcnibro. - Que ta! ? 'Também há jogos fantásticos. .. vou coniprar alguns, todos os que puder. 16
  16. 16. e J/ t
  17. 17. Essa consola custa cento c sctc euros. C)s jogos cusuun vinte c cinco. cada um. (Quantos vais querer? Diante do avô não queria fazcr má Figura. Quanto sería 200 menos 107? 1X dividir por 25. . . ainda por cima. . . Resolveu disfhrçar. r Ah, tenho dc ajudar a 111110 a levantar ;1 mesa. Coitada. . . (Íontru os seus hábitos c, [nais ainda, contra a sua vontade. levou para a cozinha as travessas, os pratos. os copos. ;ls garrafas vazias. - (Ínrho u Vasco está mudado! Tão prcstávcl! 7 admirava-sc ; l Eur1ili4. No silêncio da cozinha cheia dc bar-afunda. duas lágrinuas tcimosas cmbaciavam-ihc os olhos. «f -
  18. 18. No dia a seguir '.10 Natal está o comércio fechado. Mas, logo que abriu, o rapaz pediu ¡ILÕS PHÍS qllC () ÁICOÍTIIJiIIIhÁISSCIÍT para CUIIÍIJFRI' Ô TÃO desejado FÔTCSCHÍC. - Hoje é impossível - desculpou-se ;1 mãe. - Não estou de Férias como tu. - Nem eu - disse o ? jíliv + Tenho trabalho até dizer chega. ~ Pede a Luh dos primos que vá contigo. Vocês já estão crescidinhos. ! vias ; l Marta ia 11o cinema, :l Ana tinha ficado en) casa duma ; imig-a. o Luís con1bi› nara um treino de Futebol. Pediu às gemeas do andar de baixo, no Filho da porteira, ;i este e àquele. Ninguém podia. Foi então que o imtriola do Raul lhe bateu à porra. Vinha entusiasmado para io- gar na consola nova. Vasco deixou-o entrar, contr-. irindo. ~ famos os dois buscar a consola! Vasco hesitou. [Izquele nunca se podia esperar algo dc bom. . . ~ Então? Tomamos o autocarro para o Feira Nova. Pára mesmo à porta. 19
  19. 19. Num instante chegaram. Foran1 logo direitinhos a secção de jogos. Lá estavam as consolas dentro de uma vitrine e os jogos todos arrumados mesiho ali ao lado. Havia os de corridas e os de guerras, os de n1onstros e os de labirintos. L)iante de tantos. tornava- 7se ¡Jlifhícil escolher. Raul vibrava de entusiasmo. 7 á. mostra lá o dinheirinho. (Quantos jogos vais levar? (D rapaz não quis dar parte Fraca. 7 Ainda não lqi7. as contas. 7 l)ois dias não te chegaram para fazer as contas? 1)eixa isso comigo. l)esembaraçado, pediu ao empregado a consola. tirou dois jogos da prateleira e pre» cipitou-se para a caixa. (Íomo não havia Fila, pagou nun1 instante, meteu as con1pras guardou o troco, à sorrelF-a. na algibeita. Tinha ganho ben¡ o dia! no saco plástico e
  20. 20. Seguiram silenciosos no autocarro. À porta de Vasco, Raul despediu-sc, estranhamente. 7 Afinal tenho que fazer. 7 l, );í$-tne o recibo? lí'. preciso para pedir a garantia. 7 Não sei dele. . . Ii desapareceu.
  21. 21. Quando o rapaz pulou. escadas acima, encontrou o avô lVlário que subia devagar. conu) scmprc. r Vinha perguntar-tc* se querias quc lbssc contigo fazer a : nais maravilhosa dc todas as compras ñ graccjou ele. r _lá está aqui a consola. Sohrou dinheiro para dois jogos. ~ Só para dois jogos? Chcgava para três c ainda sobravatn 18 euros. Dcixasrc-tc cn- ganar! (Que nota é qua: tiveste a nwatcnnáticn? - Zero. . . C) avó quase ia caindo da escada abaixo. Zero ;1 Inarcxnática! Era incrível! ~ Está-sc a Ver o resultado. . . - 'Talvez o avô mc pudesse ajudar. Sc ; nc cmprcstassc uma nníquína de calcular Ela llr/ .ia tudo por nním. . . r lVIas tu já tens u 171a nIáquina de calcular! - Ora C554! (Óndt: é que está? r E111 cima dos ombros. cnrrc as duas orelhas. por baixo dos cabelos. Vasco apalpou a cabeça. - ; unos pôr : :ssa nníquina a luncíonar r propôs o avô. 22
  22. 22. Durante o resto das ferias de Natal, brincando. brincando. Foram¡ fazendo em con- junto exercícios de matemática. Solnavann os autonníveis que passavam de manhã com l os que passavann à tarde, iam ao cafe, com uma notíta na n1ão, comiam bolos, refres- cos c viam se o troco vinha certo. Compararam os preços da mercearia com os do su- permercado. Dividir-am o quintal en¡ canteirínhos para semear, dividiran¡ as cartas do baralho, as peças do dominó para jogarem em Fanülia. Fizeram¡ contas de multiplicar para calcular quantas passas era preciso pôr na taça para cada um comer na passagem do ano. quando exprilnisse un1 desejo. - Qual é o seu desejo. avô? - quis saber o Íascu - (Íonrinuar a fazer ginástica para não Ficar velho - confessou ele, a rir. - Mas nunca o vejo de fato-de-treino. . . - 'lhn1bén1 se 15.12 ginástica com a cabeça. Sem ir ao ginásio nen) mudar de roupa. . . - A n1atemática é uma ginástica da cabeça, não é? Afinal é tão giro fazer ginástica com a cabeça colno com as pernas.
  23. 23. .Iouuíkl. , [bill _lríríu
  24. 24. ~ Sabe, avô, esta conversa está a «dar-me ideias pa ra escrever um poema. Vai ser o ¡neu trabalho de Férias. Pegou num papel e pôs-se a rabiscar: Ai, não há coisa lnaís prática Que usar a matemática! lVIesnu) uma pessoa asmática. muito velha, com ciática faz, ginástica acrobátíca com essa jovem simpática que se chama niaternática- As aulas i-ettonneçararn. Logo no primeiro dia, a professora, para variar. propôs: ~ Hoje sào vocês que inventam os problemas. Quem é o primeiro a vir ao quadro? vhsco levantou-se logo. r líul Hu! 'lbdos a rregalarain os olhos. Estariam a sonhar? lile avançou. pegou no giz e escreveu no quadro os números. enquanto falava. -- Um rapaz Foi ao hipermercado con¡ 200 euros. (Êornproti l consola por 107 e 'Z jo- gos a 25 euros cada un1. (Iom que troco Ficou? 26 (Õ Raul con1eçou a remexer-sc* na cadeira. Un¡ suor Frio percorria-lhe o corpo. [intão, picouwe ; alguma pulga? Estás nervoso? -« perguntaram os colegas.
  25. 25. r ¡irenbesuiüllt P' msltinau- . .sua ¡fi-Iro-¡Ímqe da- ou: .. :elll-¡Hnáia n -oI-qyalríanovn u «âya-xa. n cvs ? uno-c 'llaUíc ima-a- e seu¡ n_ ãl-Illtll¡ u¡ qu- fan' dana-k_ n». 0191;¡ s- »âhunnufus "n- a Vu ¡uábe saíu nx- : ta: a fumus. : :aptas _Audaduuul a» ÍuonrÍaxwqnu-a. _eme-nm 'I' , ones-r u- : nen: of *“ (s. tqígesvz mafia : ema-ó e «nun -Yleunua u- : leu-n e nunca-isenta, !aqui ynnuu-u-u› : às _nzgígo ou traga. cnnounndiã wv-. çâqc on É «turma _DJIXIF-NSHQIH_ oíunys¡ cçgnuuteñlou ¡n3- _eaz ! M5 : nar: hein. &W151; 1 "a e : entre quo¡ : em: 1 nnnllannnT-ílo-. J *até : na 'r- : nun agr» nur: : "W'Í: Q:E”'-! C1kh'§

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