Pre socraticos à Aristóteles

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Apresentação de Filosofia Antiga

Dos pré socráticos
a
Aristóteles


Trabalho desenvolvido pelo Professor Alan Aparecido Gonçalves

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Pre socraticos à Aristóteles

  1. 1. "É sábio o homem que pôs em si tudo que leva à felicidade ou dela se aproxima"
  2. 2. O mito narrava a origem através de genealogias derivadas de forças divinas sobrenaturais e personalizadas. A Filosofia, ao contrário, explica a produção natural das coisas por elementos e causas naturais e impessoais. EVOLUÇÃO DO PENSAMENTO...?? O Mito pretende narrar como as coisas eram ou tinham sido no passado imemorial, longínquo e fabuloso, voltando-se para o que era antes que tudo existisse tal como existe no presente. O Mito aceita contradições e mesmo assim, era tido como verdadeiro. A Filosofia, ao contrário, se preocupa em explicar como e por que, no passado, no presente e no futuro (isto é, na totalidade do tempo), as coisas são como são; Não admite contradições – exige explicação coerente e racional. A Ciência Moderna não mostra a verdade das coisas em si mesmas; a ciência apresenta apenas modelos teóricos provisórios que tentam explicar a realidade. Essas ‘verdades’ que a ciência apresenta duram enquanto não surgirem outros modelos teóricos melhores
  3. 3. Os Pré-sOcráticOs
  4. 4. Os primeiros Filósofos/Cientistas: Filósofos da Natureza. Cerca de 550 a.C.. Interesse: Desvendar os fenômenos da natureza, as transformações da natureza. Estudar o Cosmos e o surgimento da vida. Tales de Mileto, Pitágoras de Samos, Anaximandro de Mileto, Anaxímenes de Mileto Heráclito de Éfeso, Parmênides, Demócrito
  5. 5. > Investigação cosmológicas (racionais) >Investigavam a natureza e os processos naturais >perceberam o dinamismo das mudanças que ocorrem na physis - realidade primeira, originária e fundamental (natureza). >procuravam uma substância básica, um princípio primordial (arché) causa de todas as transformações da natureza Os pré-socráticos filósofos da natureza (naturalistas) ou fisicistas
  6. 6. • A palavra grega Physis pode ser traduzida por natureza, mas seu significado é mais amplo. Refere-se também à realidade, não aquela pronta e acabada, mas a que se encontra em movimento e transformação, a que nasce e se desenvolve, o fundo eterno, perene, imortal e imperecível de onde tudo brota e para onde tudo retorna.
  7. 7. • Para os filósofos pré-socráticos, a arché ou arqué ( ρχή; origem), seria um princípio queἀ deveria estar presente em todos os momentos da existência de todas as coisas; no início, no desenvolvimento e no fim de tudo. Princípio pelo qual tudo vem a ser.
  8. 8. • Encontraram respostas diversas. • Não queriam recorrer ao mito. • Os primeiros a dar um passo na forma científica de pensar.
  9. 9. Escola Jônica • Tales de Mileto • Anaximandro de Mileto • Anaxímenes de Mileto • Heráclito de Éfeso
  10. 10. Mileto • Os três primeiros filósofos que surgiram foram de Mileto. • São eles: Tales Anaximandro Anaxímenes.
  11. 11. Tales de Mileto • O primeiro filósofo pré- socrático: Tales de Mileto (cerca de 625/4-558/6 a.C.) Queria descobrir um elemento físico que fosse constante em todas as coisas.
  12. 12. Água • Observando a vida animal e vegetal concluiu que a água, ou o úmido, é o princípio de todas as coisas. • somente a água permanece basicamente a mesma, em todas as transformações dos corpos, apesar de assumir diferentes estados.
  13. 13. Anaximandro de Mileto (610-547 a.C.) • Introduziu o conceito de arché para designar o primum, a realidade primeira e última das coisas. • A arché para ele é algo que transcende os limites do observável. • Denominou-o apeíron, termo grego que significa “indeterminado”, “o infinito” • O ápeiron seria a “massa geradora” dos seres, contendo em si todos os elementos contrários.
  14. 14. Anaxímenes de Mileto (588-524 a.C) • Admitia que a origem é indeterminada, mas não acreditava em seu caráter oculto. • Tentou uma possível conciliação entre as concepções de Tales e as de Anaximandro. • concluiu ser o ar o princípio de todas as coisas.
  15. 15. O ar • o ar é a própria vida, a força vital, a divindade que “anima” o mundo, aquilo que dá testemunho à respiração.
  16. 16. Heráclito de Éfeso 544-484 a.C • Concebia a realidade do mundo como algo dinâmico, em permanente transformação. • A vida era impulsionada pela luta das forças contrárias. • É pela luta dessas forças que o mundo se modifica e evolui.
  17. 17. Luta dos contrários
  18. 18. • só a mudança e o movimento são reais • identidade das coisas iguais a si mesmas é ilusória • Nessa dualidade, que é uma guerra, no fundo é harmonia entre os contrários • O que mantém o fluxo do movimento é a luta dos contrários, pois “a guerra é pai de todos, rei de todos”
  19. 19. Doutrina dos contrários • O ser é múltiplo, por estar constituído de oposições internas. • a forma do ser é devir pelo qual todas as coisas são sujeitas ao tempo e à sua relativa transformação • Heráclito chamou seu princípio de logos, que significa regra segunda a qual todas as coisas se realizam e lei comum que a todos governa– incluiu racionalidade e inteligência.
  20. 20. Devir- vir a ser • “Nunca nos banhamos duas vezes no mesmo rio”, pois na segunda vez não somos os mesmo, e também o rio mudou.
  21. 21. Escola itálica • Pitágoras de Samos • Filolau • Arquitas.
  22. 22. Pitágoras de Samos (570-490 a.C.) • Fundador de poderosa sociedade de caráter religioso e filosófico - Sociedade pitagórica • As contribuições da escola pitagórica são encontradas matemática, música e astronomia.
  23. 23. Número • a essência de todas as coisas reside nos números, os quais representam a ordem e a harmonia.
  24. 24. Filolau • Discípulo de Pitágoras, segue a doutrina pitagórica.
  25. 25. Arquitas de Tarento • Representante da escola pitagórica de grande destaque • um dos responsáveis por mudanças fundamentais na matemática do quinto século antes de Cristo.
  26. 26. Escola Eleata • Parmênides de Eléia • Zenão.
  27. 27. Parmênides de Eléia: o ser é imóvel (540-470 a.C.) • o principal expoente da chamada escola eleática. • critica a filosofia heraclitiana. • ao “tudo flui”, contrapõe a imobilidade do ser. • Arché- “o ser é”
  28. 28. Defendia a existência de dois caminhos para a compreensão da realidade – expressou esse pensamento no poema Sobre a Natureza. • caminho da razão, que permite encontrar a Verdade, imutável e perfeita (épistêmê) • o dos sentidos, ou da Opinião (doxa) que só nos permite conhecer as aparências das coisas, confusas e contraditórias
  29. 29. O ser e o não ser O caminho da verdade nos leva a compreender que: • “o ser é” - e o “não ser não é” - o não ser não pode ser conhecido. • O ser, portanto, é e deve ser afirmado, o não- ser não é e deve ser negado, e esta é a verdade • o ser é a única coisa pensável e exprimível • o ser é único, imutável, incriado e eterno.
  30. 30. Mundo sensível e mundo inteligível • o movimento existe apenas no mundo sensível, e a percepção pelos sentidos é ilusória. • Só o mundo inteligível é verdadeiro, pois está submetido ao princípio que hoje chamamos de identidade e de não-contradição.
  31. 31. • Uma das conseqüências dessa teoria é a identidade entre o ser e o pensar: o que não conseguir pensar não pode ser na realidade. Penso, logo sou! Descartes
  32. 32. Zenão • o que se move sempre está no mesmo agora • Tenta demonstrar que a própria noção de movimento era inviável e contraditória • paradoxo de Zenão, que se refere à corrida de Aquiles com uma tartaruga
  33. 33. Aquiles e a tartaruga • Zenão sabia que Aquiles pode alcançar a tartaruga. • ele pretendia demonstrar as conseqüências paradoxais de encarar o tempo e o espaço como constituídos por uma sucessão infinita de pontos e instantes individuais consecutivos
  34. 34. Isso demonstram as dificuldades por que passou o pensamento racional para compreender conceitos como : • movimento, espaço, tempo e infinito
  35. 35. Escola pluralista • Empédoclis de Agrigento: água, fogo, ar e terra. • Anaxágoras de Clazómena • Leucipo de Abdera • Demócrito de Abdera
  36. 36. Empédoclis de Agrigento • arché: água, fogo, ar e terra. • elementos são movidos e misturados de diferentes maneiras em função de dois princípios universais opostos
  37. 37. • Amor (philia, em grego) – responsável pela força de atração e união e pelo movimento de crescente harmonização das coisas; • >ódio (neikos, em grego) – responsável pela força de repulsão e desagregação e pelo movimento de decadência, dissolução e separação das coisas.
  38. 38. • Aceitava de Parmênides a racionalidade que afirma a existência e permanência do ser • procurava encontrar uma maneira de tornar racional os dados captados por nossos sentidos.
  39. 39. Anaxágoras de Clazómena • propôs, um princípio que atendesse tanto às exigências teóricas do "ser" imutável, quanto à contestação da existência das múltiplas manifestações da realidade. • faz da multiplicidade o principal objeto do seu pensamento, • manifestando-se acerca da natureza do múltiplo:
  40. 40. Arché: nous • Nous:a força motriz que formou o mundo a partir do caos original, iniciando o desenvolvimento do cosmo.  é ilimitado, autônomo e não misturado com nada mais,  age sobre as homeomerias (sementes) ordenando-as e constituindo o mundo sensível • Homeomerias: sementes que dão origem a realidade na pluralidade de manifestações
  41. 41. Leucipo de Abdera • Primeiro professor da escola atomista. • Não se tem muito informação sobre ele.
  42. 42. Demócrito de Abdera (430-370) • Responsável pelo desenvolvimento do atomismo • todas as coisas que formam a realidade são constituídas por partículas invisíveis e indivisíveis
  43. 43. • Para ele, o átomo seria o equivalente ao conceito de ser em Parmênides. • Tudo tem uma causa. E os átomos são a causa última do mundo.
  44. 44. Os SOFISTAS Os mestres da argumentação
  45. 45. • Eram professores viajantes que, por determinado preço, vendiam ensinamentos práticos de filosofia.
  46. 46. • Levando em consideração os interesses dos alunos, davam aulas de eloquência e de sagacidade mental. Ensinavam conhecimentos úteis para o sucesso nos negócios públicos e privados. Objetivo:
  47. 47. • Era uma época de lutas políticas e intenso conflito de opiniões nas assembleias democráticas. Por isso, os cidadãos mais ambiciosos sentiam necessidade de aprender a arte de argumentar em público para conseguir persuadir em assembleias e, muitas vezes, fazer prevalecer seus interesses individuais e de classe.
  48. 48. mundodafilosofia.com
  49. 49. • Essas características dos ensinamentos dos sofistas favoreceram o surgimento de concepções filosóficas relativistas sobre as coisas. • o relativismo de suas teses fundamenta-se numa concepção flexível sobre os homens, a sociedade e a compreensão do real. • Para os sofistas, as opiniões humanas são infindáveis, diversas e não podem ser reduzidas a uma única verdade. Assim, não existiriam valores ou verdades absolutas.
  50. 50. • o termo sofista significa “sábio”. Entretanto, com o decorrer do tempo, ganhou o sentido de “impostor”, devido às críticas de Platão.
  51. 51. • Considerou-se a sofística - a arte dos sofistas - apenas uma atitude viciosa do espírito, uma arte de manipular raciocínios, de produzir o falso, de iludir os ouvintes, sem qualquer amor pela verdade.
  52. 52. •A verdade, em grego – aletheia - a manifestação daquilo que é, o não-oculto, se opõe a pseudos que significa o falso, aquilo que se esconde, que ilude. Os sofistas parecem não buscar a aletheia, se contentam com pseudos. Tanto assim, que se usa a palavra sofisma, derivada de sofista, para designar um raciocínio aparentemente correio, mas que na verdade é falso ou inconclusivo, geralmente formulado com o objetivo de enganar alguém.
  53. 53. Sócrates • Com o desenvolvimento das cidades (polis) gregas, a vida em sociedade passa a ser uma questão importante. • Sócrates vive em Atenas, que é uma cidade de grande importância, nesse período de expansão urbana da Grécia, por isso, a sua preocupação central é com a seguinte questão: como devo viver? • As pessoas precisavam desenvolver normas de convivência para o espaço da cidade que era um fenômeno relativamente novo na história da humanidade, diferente da vida do campo, com mais agitação política, comercial e social. Nesse sentido, debatiam questões importantes para o convívio em sociedade, ex: ética, fazer o bem, virtudes, política, etc.
  54. 54. Sócrates • Toda a sua filosofia é exposta em diálogos críticos com seus interlocutores. • Sócrates andava pela cidade (feiras, mercados, praças, prédios públicos, etc.)e debatia com as pessoas interessadas sobre assuntos referentes a vida em sociedade. • O conteúdo dos diálogos chegou até nós por meio de seus discípulos, especialmente de Platão, pois Sócrates não deixou nada escrito.
  55. 55. Sócrates • Para viver bem (de acordo com a virtude) é preciso ser sábio. • Como atingir a sabedoria? • Para Sócrates a sabedoria é fruto de muita investigação que começa pelo conhecimento de si mesmo. • Segundo ele, deve-se seguir a inscrição do templo de Apolo: conhece-te a ti mesmo. • À medida que o homem se conhece bem, ele chega à conclusão de que não sabe nada. • Para ser sábio, é preciso confessar, com humildade, a própria ignorância. Só sei que nada sei, repetia sempre Sócrates.
  56. 56. Sócratese a Maiêutica • Maiêutica: método para chegar ao conhecimento. • Para Sócrates o papel do filósofo fazer com que as pessoas chegassem ao conhecimento e para isso criou a maiêutica. • Sócrates tinha um método de diálogo para levar o seu interlocutor (pessoas com quem estava debatendo) a perceber por si só sua própria ignorância sobre os assuntos tratados. • Por meio da ironia, fazendo perguntas e respondendo as perguntas com outras perguntas, levava o interlocutor a cair em contradição, Sócrates o conduzia a confessar a própria ignorância. • Uma vez confessada a ignorância, o interlocutor estaria disposto a percorrer o caminho da verdade.
  57. 57. Sócratese a Maiêutica • Quando se diz que a maiêutica é a arte de dar à luz as idéias, está se subentendendo que o conhecimento está dentro da pessoa e por meio maiêutica ela vai “parir” o conhecimento. • Para Sócrates, uma mente submetida a um interrogatório adequado seria capaz de explicitar conhecimentos que já estavam latentes na alma. Afinal, tanto para Sócrates quanto para Platão, a alma, antes de se unir ao corpo, contemplara as idéias na sua essência, no mundo das Idéias. Bastava, portanto, fazer um esforço para recordar. Conhecer é recordar. • O objetivo mais importante do diálogo é encontrar o conceito. Ele pergunta, por exemplo, o que é justiça? E, aos poucos, eliminando definições imperfeitas, ele vai chegando a um conceito mais puro, mais correto.
  58. 58. O Destino de Sócrates • A maior arte de Sócrates era a investigação, feita com o auxílio de seus interlocutores. Aquele que investiga, questiona. Aquele que questiona, perturba a ordem estabelecida. Isso faz surgir muitos inimigos de Sócrates. • Sócrates é acusado de corromper a juventude e de desprezar os deuses da cidade. Com base nessas acusações ele é condenado a beber cicuta (veneno extraído de uma planta do mesmo nome). Segundo testemunho de Platão em Apologia de Sócrates, ele ficou imperturbável durante o julgamento e, no final, ao se despedir de seus discípulos, ele diz: Já é hora de irmos; eu para a morte, vós para viverdes. Quanto a quem vai para um lugar melhor, só deus sabe.
  59. 59. Platão
  60. 60. Platão • É filho de uma nobre família ateniense e seu nome verdadeiro é Arístocles. Seu apelido de Platão é devido à sua constituição física e significa “ombros largos”. Ele foi discípulo de Sócrates e após a sua morte, fez muitas viagens, ampliando sua cultura e suas reflexões. • Por volta de 387 a.C., Platão fundou sua própria escola de filosofia, nos jardins construídos pelo seu amigo Academus, o que deu à escola o nome de Academia. É uma das primeiras instituições de ensino superior do mundo ocidental. • Platão, diferentemente se Sócrates, tinha o hábito de escrever sobre suas idéias. Foi ele quem resgatou boa parte do pensamento de seu mestre Sócrates. • Platão não andava promovendo debates pelos locais públicos como seu mestre, mas ao contrário, fundou uma academia de filosofia. • Devido a isso, Platão era mais restrito, pois para chegar a ele somente quem pudesse entrar na academia, ou seja, os filhos dos aristocratas da época.
  61. 61. Platão • Do mundo sensível das opiniões ao mundo inteligível das idéias. • Segundo Platão, os sentidos só podem nos fornecer o conhecimento das sombras da verdadeira realidade, e através deles só conseguimos ter opiniões. • O conhecimento verdadeiro se consegue através da dialética, que é a arte de colocar à prova todo conhecimento adquirido, purificando-o de toda imperfeição para atingir a verdade. • Cada opinião emitida é questionada até que se chegue à verdade. • Platão, assim como seu mestre Sócrates, acreditava que o conhecimento era inato ao ser humano, ou seja, todo o conhecimento estava na pessoa, bastava exercitar ou refletir para “relembrar” as respostas dos questionamentos. Aristóteles, discípulo de Platão, não compartilha dessa idéia, para ele o conhecimento só era possível por meio da experiência e da percepção, ou seja, deveria ser adquirido.
  62. 62. Alegoria da Caverna • Aprisionado no seu corpo, o homem só consegue enxergar as sombras e não a realidade em si. Para explicar isso, Platão cria a • Alegoria da Caverna. • Há homens presos, desde meninos, por correntes nos pés e no pescoço, com o rosto voltado para o fundo da Caverna. Próximo à entrada da caverna desfila-se com muitos objetos diferentes, cujas sombras são projetadas pela luz do Sol na parede do fundo. Os prisioneiros contemplam as sombras, pensando tratar-se da realidade, pois é a única que conhecem. • Um dos prisioneiros consegue escapar, e, voltando-se para a entrada da caverna, num primeiro momento tem sua vista ofuscada pela luz intensa, mas aos poucos ele se acostuma e começa a descobrir que a realidade é bem diferente daquela que ele conheceu a vida toda, por meio das sombras. Esse homem se compadece dos companheiros da prisão e volta para lhes anunciar aquilo que contemplara. Ele é chamado de louco e é morto pelos companheiros.
  63. 63. Alegoria da Caverna Explicação: • As sombras que os homens enxergam no fundo da caverna representam as aparências da realidade e não a realidade em si. Mas aqueles homens que foram, desde a infância, acostumados a crer que as sombras eram a realidade, não podiam imaginar que a realidade verdadeira estava lá fora. • Quando um desses homens consegue escapar da caverna e tem contato com o mundo verdadeiro, ele percebe que as projeções na parede nada mais são do que uma ilusão, pois a realidade das coisas era outra. O homem cai em si e entende que sempre foi enganado pelas sombras. • Quando volta para caverna e tenta convencer os outros de que aquelas sombras não representam a realidade dos fatos, ninguém acredita e o chamam de louco. • Esse mito se refere a Sócrates que tentava demonstrar a realidade ou a verdade de vários fatos de Atenas, como a política, por exemplo, uma vez que as pessoas acreditavam em discursos que não condiziam com a realidade, mas eram só uma forma de enganar. Contudo, como vimos, Sócrates desagradou muita gente ao tentar esclarecer as pessoas sobre a verdade e, por isso, foi condenado a morte.
  64. 64. Aristóteles • Nascimento: 384 a.C. – Estagira (Macedônia) • Morte: 322 a.C. – Cálcis (Eubéia).
  65. 65. Aristóteles • Sua vida: Aristóteles foi preceptor de Alexandre Magno, na corte de Pela, e isso facilitou suas pesquisas pois, quando Alexandre expandiu o império Macedônico, o filósofo teve mais acesso às informações sobre formas de governo e sobre o mundo natural (do qual Aristóteles fez uma das primeiras classificações conhecidas). • O Liceu: Quando Alexandre sobe ao trono na Macedônia, Aristóteles deixa a corte de Pela e volta para Atenas, onde funda sua própria escola de filosofia, próxima ao templo de Apolo Liceano (por isso passa a se chamar LICEU), seguindo orientação que rivaliza com a Academia de Platão que, nesse tempo, é dirigida por Xenócrates. A Academia era mais voltada para as Matemáticas, enquanto o Liceu se dedicava principalmente às ciências naturais.
  66. 66. Aristóteles • Aristóteles foi discípulo de Platão, mas seguiu o próprio caminho, com uma filosofia bem diferente do mestre. • Quanto ao método de exposição da filosofia, enquanto Platão utilizara os diálogos, Aristóteles foi um sistematizador. Embora ele também tenha escrito diálogos, o que chegou até nós foi apenas uma parte das suas obras produzidas em forma descritiva e ordenada.
  67. 67. Aristóteles • Aristóteles organizou o conhecimento de até então. Criou sistemas classificatórios para a natureza, sobre o céu, sobre os fenômenos atmosféricos; exame da física como movimento, infinito, vazio, lugar, tempo, etc. • Também estudou sobre sensação, memória, respiração, história dos animais; classificou as espécies vivas, etc. • Formas de governo, retórica (argumentação), etc. • Em suma, ele organizou ou sistematizou praticamente todo conhecimento acumulado até então.

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