Correção mat ling

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MATEMÁTICA - LINGUAGENS
CORREÇÃO DO SIMULADO DE 03 OUTUBRO

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Correção mat ling

  1. 1. MT - 2° dia | Ciclo 5 - Página 2 2014 MATEmÁTICA E SUAS TECNOLOGIAS QUESTÕES DE 1 a 45 QUESTÃO 1 O quadro de funcionários de uma escola técnica está dividido em três áreas: educação, limpeza e adminis- tração. Na área de educação, existem 36 funcionários; na limpeza, 12 funcionários; e no setor administrativo, 18 funcionários. Em todo final de ano, a escola realiza uma festa de confraternização envolvendo todos os seto- res, na qual são formados grupos com a mesma quanti- dade de funcionários de cada área, todos com a mesma quantidade de pessoas, para participar de gincanas. Considerando o exposto, o maior número de grupos que podem ser formados com a respectiva quantidade de funcionários será de A 13 grupos com 5 funcionários cada. B 11 grupos com 6 funcionários cada. C 10 grupos com 7 funcionários cada. D 8 grupos com 8 funcionários cada. E 7 grupos com 9 funcionários cada. Resposta correta: B Matemática e suas Tecnologias Competência: 1 Habilidades: 1, 2 e 3 Para encontrar a resposta, primeiramente, deve-se en- contrar o máximo divisor comum (MDC) entre 36, 18 e 12: 36 18 9 3 1 2 2 3 3 18 9 3 1 2 3 3 12 6 3 1 2 2 3 Decompondo-os em fatores primos, tem-se: 36 = 2 ⋅ 2 ⋅ 3 ⋅ 3 18 = 2 ⋅ 3 ⋅ 3 12 = 2 ⋅ 2 ⋅ 3 MDC (36, 18, 12) = 2 ⋅ 3 = 6 O número total de grupos é: 36 + 18 + 12 = 66 66 ÷ 6 = 11 Portanto, serão 11 grupos com 6 funcionários cada um. QUESTÃO 2 O gráfico a seguir mostra o lucro de uma empresa, em milhares de reais, desde o ano de sua fundação, repre- sentado pelo ano 0, até o ano 20: Lucro (em milhares de reais) 14 12 10 8 6 4 2 0 −2 −4 0 5 10 15 20 Ano (a partir da fundação da empresa) O gráfico indica que A o ano 0 foi o mais lucrativo dos 20 primeiros anos. B o ano 5 foi o mais deficitário dos 20 primeiros anos. C o ano 15 foi o mais deficitário dos 20 primeiros anos. D o lucro da empresa aumentou nos primeiros 10 anos. E a empresa lucrou mais no ano 20 do que no ano 0. Resposta correta: C Matemática e suas Tecnologias Competência: 6 Habilidade: 24 Como o eixo das ordenadas representa o lucro da em- presa, todos os anos deficitários foram os anos em que o lucro foi representado por um número negativo. Assim, o ano 15 foi o ano mais deficitário. 51 a 70 51 52
  2. 2. MT - 2° dia | Ciclo 5 - Página 3 2014 QUESTÃO 3 Senhora Mizuki e seus familiares vão montar uma bar- raca de pastel na feira do bairro para onde se mudaram recentemente. Para isso, compraram um tacho, em que serão fritos os pastéis, com as medidas segundo a figura a seguir: 68 cm 32 cm h = 18,5 cm Sabendo que o tacho tem o formato de um tronco de cone e que o seu volume é calculado por V h R R r r= ⋅ ⋅ + ⋅ +( )3 14 3 2 2, , o volume total desse objeto, em litros, é de, aproximadamente, A 70. B 63. C 51. D 42. E 38. Resposta correta: E Matemática e suas Tecnologias Competência: 5 Habilidades: 19 e 22 Calculando o volume do tacho, que é um tronco de cone, tem-se: R R cm e r r cm V h R R r r V = → = = → = = ⋅ ⋅ + ⋅ +( ) = ⋅ ⋅ 68 2 34 32 2 16 3 3 14 18 5 3 34 2 2π , , 22 2 34 16 16 58 09 3 1 156 544 256 19 36 1 956 37 86 + ⋅ +( ) = ⋅ + +( ) = ⋅ = V V V , . , . . 88 16 3 , cm Transformando as unidades, de centímetro cúbico para litro, tem-se: 1 1 10 37 868 16 37 868 16 1 10 3 3 3 cm L− ⋅ − = ⋅ ⋅ − − . , x x . , x = 37,87, ou seja, o volume do tacho é de, aproxima- damente, 38 litros. QUESTÃO 4 Segundo levantamento da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), a produção de grãos na América Latina e no Caribe cres- ceu, saindo de aproximadamente 205 milhões de to- neladas em 2012 para aproximadamente 220 milhões de toneladas em 2013. Esse aumento se deve à pro- dução de grãos secundários, na Argentina e no Brasil, chegando a 172,1 milhões de toneladas e superando em 10,5% a produção de 2012. Os dados levantados apontam que a produção de trigo superou em 6% a produção do ano anterior, alcançando 21,3 milhões de toneladas, e que a produção de arroz aumentou leve- mente, 2,2%, alcançando 28 milhões de toneladas. O aumento percentual da produção de grãos na América Latina e no Caribe em 2013, comparado à produção de 2012, foi de, aproximamente, A 0,07. B 0,08. C 0,09. D 0,10. E 0,11. Resposta correta: A Matemática e suas Tecnologias Competência: 5 Habilidades: 19 e 21 Cálculo da porcentagem de aumento (sabendo que se trata de milhões de toneladas): V V x x x x f = ⋅ +     ⋅ +     + − 1 100 220 205 1 100 220 205 1 100 107 1   , 1100 0 07 100 7 x x   , % ⋅ A taxa percentual unitária é o valor referente à divisão por 100, sendo transformada em um número decimal equivalente: 7 7 100 0 07% ,= = 53 54
  3. 3. MT - 2° dia | Ciclo 5 - Página 4 2014 QUESTÃO 5 Marcos recebeu uma herança e comprou uma casa, cuja a frente e o fundo são voltados para ruas diferen- tes, como mostrado na figura a seguir: 20 m (Fundo) Rua B Rua A 16 m 26 m (Frente) RuaC Sabendo que Marcos terá que refazer o muro do fun- do, que é voltado para a Rua B, o comprimento que deverá ser reconstruído terá a medida de A 0,09 m. B 11,1 m. C 25,4 m. D 28,7 m. E 32,5 m. Resposta correta: E Matemática e suas Tecnologias Competência: 2 Habilidades: 6 e 9 Aplicando o Teorema de Tales, tem-se: 26 16 20 16 26 20 16 520 520 16 32 5 x x x x x m = = ⋅ = = = , QUESTÃO 6 Em um hospital, a temperatura corporal de um paciente foi medida três vezes ao dia, durante cinco dias. Os re- sultados estão no gráfico a seguir: 41 40 39 38 37 36 35 34 33 Temperaturacorporal(°C) 1 2 Dia 3 4 5 Manhã Tarde Noite Um médico, preocupado com esse paciente, pediu a uma enfermeira um relatório informando quando hou- ve a maior amplitude na variação da temperatura corporal desse paciente ao longo do dia. A enfermeira, preenchendo corretamente o relatório, informou ao médico que essa variação ocorreu no A 1º dia. B 2º dia. C 3º dia. D 4º dia. E 5º dia. Resposta correta: E Matemática e suas Tecnologias Competência: 6 Habilidade: 26 Com base na leitura do gráfico, percebe-se que, no 5º dia, houve a maior variação de temperatura corporal desse paciente, com 36o no período da manhã e 40,5o no período da tarde (aproximadamente). 55 56
  4. 4. MT - 2° dia | Ciclo 5 - Página 5 2014 QUESTÃO 7 Segundo pesquisa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), o cus- to da cesta básica, em fevereiro de 2014, apresentou que- da em algumas cidades brasileiras e alta em outras. Con- siderando as cidades em que foi registrado o aumento de preço, o gráfico a seguir mostra os números aproximados: 6,0 5,0 4,0 3,0 2,0 1,0 0,0 Aumento de preço na cesta básica (%) 5,3 2,5 1,4 Aracaju Florianópolis Rio de Janeiro Em fevereiro de 2014, a cesta básica mais cara foi a encontrada em Florianópolis, no valor aproximado de R$ 330,00, e a de menor valor foi a de Aracaju, com preço aproximado de R$ 225,00. Caso não houvesse o aumento verificado no gráfico, o valor da cesta básica em Florianópolis seria de, apro- ximadamente, A R$ 305,90. B R$ 321,95. C R$ 332,20. D R$ 340,25. E R$ 348,60. Resposta correta: B Matemática e suas Tecnologias Competência: 5 Habilidades: 19 e 21 Sendo x o valor da cesta se não houvesse o aumento; então, após o aumento: x x⋅ +     = ⇒ =1 2 5 100 330 32195 , , QUESTÃO 8 O gráfico a seguir apresenta as flutuações, conferidas pelo administrador de uma loja, do preço de custo e de venda de certo produto nos oito primeiros meses do ano: 1 2 3 4 Mês Preços(emreais) 5 6 7 8 Preço de custo Preço de venda 140 130 120 110 100 90 80 70 60 50 Considerando que o volume de vendas foi igual nos oito meses, a leitura do gráfico mostra que A a loja não teve lucro em nenhum dos oito meses. B a loja obteve o maior lucro do período no mês de abril. C a loja começou a ter lucro a partir do mês de julho. D a loja teve prejuízo de R$ 50,00 por unidade em agosto. E o lucro obtido em janeiro foi igual ao lucro obtido em agosto. Resposta correta: B Matemática e suas Tecnologias Competência: 6 Habilidade: 24 O lucro pode ser representado pela diferença entre o preço de venda e o preço de custo de um produto. As- sim, pelo gráfico, tem-se que o lucro máximo ocorreu no mês de abril, quando o preço de custo foi o menor possível. O lucro pode ser obtido, graficamente, por meio do com- primento de um segmento vertical, do qual os extremos são os pontos cujas ordenadas representam o preço de venda e de custo. Assim, de todos os segmentos verticais, aquele em que a abscissa vale 4 (abril) é o maior possível. 57 58
  5. 5. MT - 2° dia | Ciclo 5 - Página 6 2014 QUESTÃO 9 Gilberto estava reorganizando seu quarto e contratou os serviços de um marceneiro para fazer duas prate- leiras de canto, com as dimensões representadas nas figuras a seguir: 30 cm 15 cm x 20 cm Em função do estilo de decoração, as duas prateleiras de canto triangulares devem ser semelhantes. Dessa forma, o valor da medida x da prateleira maior será de A 70 cm. B 60 cm. C 50 cm. D 40 cm. E 30 cm. Resposta correta: D Matemática e suas Tecnologias Competência: 2 Habilidades: 6 e 9 Utilizando o conceito de semelhança de triângulos, tem-se: x x x cm 20 30 15 20 2 40 = = ⋅ = 59
  6. 6. MT - 2° dia | Ciclo 5 - Página 7 2014 QUESTÃO 10 O teste ergoespirométrico é um exame que ava- lia o desempenho físico máximo da pessoa e mede a resposta de seus sistemas cardiovascular, muscular e pulmonar em situações de esforço extremo. [...] O exame consiste em submeter o paciente a um esforço físico crescente, através da utilização de uma esteira ergométrica. Um sistema fechado com más- cara e cabo de coleta analisa os gases trocados na respiração durante o exame. [...] Durante o repouso (2 minutos), o esforço físico (8 minutos) e o período de descanso (recuperação) o sistema respiratório é avaliado a cada respiração, fornecendo dados como o volume de ar que entra e sai dos pulmões e o consumo de oxigênio. Disponível em: <www.institutodoatleta.com.br/website/index.php/ especialidades/medicina-esportiva/check-up-esportivo/285-teste- ergoespirometrico-teste-de-esforco-cardiopulmonar>. Acesso em: 23 jul. 2014. (Adapt.). Quando em repouso, uma pessoa troca com o meio ex- terno cerca de 0,5 litro de ar a cada respiração. Porém, em uma situação de esforço físico, como durante uma corrida, a pessoa pode exercer uma respiração forçada, fazendo com que o volume de ar eliminado chegue a cerca de 4,5 ou 5 litros (em um adulto saudável). Mes- mo após uma expiração profunda, cerca de 1,2 litro de ar ainda permanece no interior dos pulmões. Considere que, após um teste ergoespirométrico, um velocista obteve um relatório com os resultados de seu exame, dentre os quais constavam informações sobre a sua frequência respiratória e capacidade pulmonar. Dentre os diagramas a seguir, aquele que representa o volume de ar (em 1 3 de litro) nos pulmões do velocista, durante 10 segundos de corrida realizada na esteira, é mostrado em: A 18 16 14 12 10 8 6 4 2 0 0 2 4 6 8 10 B 16 14 12 10 8 6 4 2 0 0 2 4 6 8 10 C 16 14 12 10 8 6 4 2 0 0 2 4 6 8 10 D 16 14 12 10 8 6 4 2 0 0 2 4 6 8 10 E 16 14 12 10 8 6 4 2 0 0 2 4 6 8 10 Resposta correta: C Matemática e suas Tecnologias Competência: 4 Habilidade: 15 A respiração é um movimento periódico, em que, na inspiração, o volume de ar no pulmão é maximizado e, na expiração, esse volume é minimizado. Em média, leva-se de 2 a 3 segundos para se realizar um ciclo (inspiração-expiração) completo. Assim, o diagrama que mais se aproxima desse comportamento é o da alternativa c. 60
  7. 7. MT - 2° dia | Ciclo 5 - Página 8 2014 QUESTÃO 11 Ângela é proprietária de uma loja e quer fazer uma apli- cação única, a juros compostos, de R$ 10.000,00 em uma instituição financeira, porém ela precisa decidir entre os investimentos A, B e C,descritos na tabela a seguir: Investimento Juros (%) A 5 (mensal) B 15 (semestral) C 25 (anual) Para tomar sua decisão, Ângela fez os seguintes cálculos: n 1,05n 1,15n 1,25n 2 1,10 1,32 1,56 6 1,34 2,31 3,81 12 1,80 5,35 14,55 O investimento que lhe trará maior rentabilidade ao final de 1 ano será A o investimento B, já que a sua rentabilidade anual é maior que as dos investimentos A e C. B o investimento A, porque a sua rentabilidade gerada é menor ou igual às dos investimentos B e C. C o investimento C, porque a sua rentabilidade ao término de um ano é maior que as dos investimentos A e B. D o investimento B, pois este terá uma rentabilidade anual de 80%. E o investimento A, pois a sua rentabilidade em um ano é maior que as dos investimentos B e C. Resposta correta: E Matemática e suas Tecnologias Competência: 5 Habilidades: 19 e 21 Calculando o fator de capitalização, obtém-se: Capital (C) = 10.000 M = C ⋅ (1 + i)n • Investimento A (busca-se na segunda tabela o valor do fator no período): M = C ⋅ (1,05)12 → M = C ⋅ 1,80 Após 12 meses, o investimento A terá uma rentabilidade de 80%. • Investimento B: M = C ⋅ (1,15)2 → M = C ⋅ 1,32 Após 2 semestres, o investimento B terá uma rentabi- lidade de 32%. • Investimento C: M = C ⋅ (1,25)1 → M = C ⋅ 1,25 Após 1 ano, o investimento C terá uma rentabilidade de 25%. Portanto, o investimento que trará maior rentabilida- de para a proprietária da loja é o investimento A, com 80%. 61
  8. 8. MT - 2° dia | Ciclo 5 - Página 9 2014 QUESTÃO 12 As duas reportagens a seguir tratam de dois terremotos, de diferentes magnitudes, ocorridos na Venezuela e no Haiti. Terremoto de magnitude 5 atinge capital da Venezuela Epicentro foi a 40 quilômetros ao sul de Caracas; não há relatos de danos imediatos ou vítimas do tremor Um terremoto levou moradores a deixarem suas casas e sacudiu prédios na populosa região costei- ra da Venezuela, incluindo a capital Caracas, antes do amanhecer nesta segunda-feira, 4. O tremor teve magnitude 5 e epicentro a 40 quilômetros ao sul de Caracas, a 10 quilômetros de profundidade, de acordo comoServiçoGeológicodosEUA.A AgênciadeProteção Civil da Venezuela disse que o terremoto causou alarme, mas que não há relatos imediatos de danos ou mortes. O Estado de S. Paulo, 4 maio 2009. (Adapt.). Tremor de magnitude 7 no dia 12 matou ao menos 200 mil Foram confirmadas até agora as mortes de 21 brasileiros Um forte terremoto de magnitude 7 devastou o Haiti às 16h53 do dia 12 de janeiro, hora local – 19h53 de Brasília. O epicentro foi a poucos quilômetros da capital, Porto Príncipe. A situação humanitária do país, o mais pobre das Américas, é caótica. Pelo menos 200 mil pessoas morreram, 300 mil ficaram feridas, 4 mil foram amputadas. Há um milhão de desabrigados. Portal G1, São Paulo, 14 jan. 2010. Um modelo simplificado para medir amplitudes de ter- remotos é dado por A = 10R , em que A é a amplitude máxima medida por um sismógrafo e R é a magnitude do terremoto, medida na escala Richter. Considerando que a magnitude do terremoto que ocorreu na Venezuela foi de 5,0 na escala Richter, a amplitude do terremoto que ocorreu no Haiti, de magnitude 7,0 na escala Richter, foi equivalente a A 2 vezes a amplitude do terremoto da Venezuela. B 5 vezes a amplitude do terremoto da Venezuela. C 10 vezes a amplitude do terremoto da Venezuela. D 50 vezes a amplitude do terremoto da Venezuela. E 100 vezes a amplitude do terremoto da Venezuela. Resposta correta: E Matemática e suas Tecnologias Competência: 3 Habilidades: 10, 12 e 13 A amplitude do terremoto que ocorreu no Haiti foi 107,0 , e a amplitude do terremoto que ocorreu na Venezuela foi 105,0 . Assim, a amplitude do terremoto que ocorreu no Haiti foi 10 10 10 100 7 0 5 0 2 , , = = vezes a do terremoto da Venezuela. 62
  9. 9. MT - 2° dia | Ciclo 5 - Página 10 2014 QUESTÃO 13 Em uma feira de livros, um dos expositores decidiu fazer seu estande em forma triangular para chamar a atenção dos visitantes, porém ele precisava dividir o espaço com uma faixa central para organizar dois tipos de produto: livros didáticos e contos infantis. A figura a seguir mostra as dimensões do estande, onde o segmento MN representa a faixa divisória pre- tendida pelo expositor. A B C M N3 m 2,4 m Sabendo que MN é a base média do triângulo ABC, o comprimento da faixa divisória será de A 1,2 m. B 1,5 m. C 1,9 m. D 2,1 m. E 2,3 m. Resposta correta: A Matemática e suas Tecnologias Competência: 2 Habilidades: 7 e 9 De acordo com o Teorema da Base Média de um Triân- gulo, o segmento que une os pontos médios de dois lados M e N é paralelo ao terceiro lado e também cor- responde à metade do terceiro lado: AM AB AN AC MN BC MN BC MN MN m = = = = ⋅ = ⋅ = 1 2 1 2 1 2 1 2 2 4 12 , , QUESTÃO 14 O dono de uma loja de materiais de construção costuma iludir seus clientes com descontos irreais em seus produtos. Essa é uma prática muito utilizada por diversos comerciantes, já que garante o interesse do consumidor e mantém o lucro líquido sem alterar a receita da empresa. Sabendo que o dono da loja havia aumentado em 30% o valor de venda de um de seus produtos antes de anun- ciar um desconto de 25% em todos os preços da loja, o desconto real na venda de cada unidade desse produto foi de apenas A 1,5%. B 2,5%. C 3,5%. D 4,5%. E 5,5%. Resposta correta: B Matemática e suas Tecnologias Competência: 5 Habilidades: 19 e 21 Seja x o valor inicial, após o aumento de 30%, o valor passou a ser de: x x1 30 100 13+     = , . Foi oferecido um desconto de 25%; logo, o valor final a ser pago foi: 13 1 25 100 0 975, ,x x⋅ −     = . A mercadoria custava x e foi vendida por 0,975x, por- tanto, o desconto foi de: 0 975 1 100 2 5, , %x x= −     → = α α 63 64
  10. 10. MT - 2° dia | Ciclo 5 - Página 11 2014 QUESTÃO 15 Um artesão, inspirado pela matemática, elaborou uma exposição com o tema “Arte e geometria”, na qual apre- sentou uma exótica peça com as seguintes caracterís- ticas: suas diagonais estão nas bissetrizes dos ângulos internos e são perpendiculares entre si; essas diagonais o dividem, formando quatro triângulos congruentes, e os quatro lados da peça são congruentes. A descrição da peça da exposição só pode se referir a um A pentágono. B triângulo. C losango. D hexágono. E octógono. Resposta correta: C Matemática e suas Tecnologias Competência: 2 Habilidades: 7 e 8 As características descritas, referentes à peça elabo- rada pelo artesão, são de um dos chamados quadrilá- teros notáveis, o losango. A figura a seguir apresenta essas características: B D A C – As diagonais estão nas bissetrizes dos ângulos inter- nos e são perpendiculares entre si. – As diagonais que o dividem formam quatro triângulos congruentes. – Os quatro lados da peça são congruentes. QUESTÃO 16 Um prêmio de R$ 1.800,00 será dividido entre os 17 funcionários do setor de uma certa empresa, porém a divisão levará em conta a quantidade de filhos de cada funcionário desse setor. A tabela a seguir mostra a quantidade de funcionários que têm determinado número de filhos. Número de filhos Quantidade de funcionários 0 6 1 4 2 3 3 3 4 1 Estabeleceu-se que cada funcionário com 1 ou 2 filhos deverá receber o dobro da quantia que receberá cada um dos que não têm filhos; da mesma forma, cada fun- cionário com 3 ou 4 filhos deverá receber o dobro da quantia que receberá cada um dos que têm 1 ou 2 filhos. Desse modo, o número de funcionários que recebeu mais que R$ 150,00 é A 1. B 4. C 7. D 11. E 17. Resposta correta: B Matemática e suas Tecnologias Competência: 5 Habilidade: 21 Sendo x o valor que cada funcionário sem filhos re- cebeu, tem-se que os funcionários com 1 ou 2 filhos receberam 2x e que os funcionários com 3 ou 4 filhos receberam 4x. Logo, do enunciado, tem-se: 6 ⋅ x + 7 ⋅ 2x + 4 ⋅ 4x = 1.800 x = 50 Assim, os funcionários receberam R$ 50,00, R$ 100,00 ou R$ 200,00. O número de funcionários que recebeu mais de R$ 150,00 é dado pela soma da quantidade de funcionários que têm 3 ou 4 filhos, ou seja, 3 + 1 = 4 funcionários. 65 66
  11. 11. MT - 2° dia | Ciclo 5 - Página 12 2014 QUESTÃO 17 Uma costureira elabora dois tipos de produto com deter- minados materiais, conforme mostra a tabela a seguir: Material Produto Linha Pano de saco Tecido de algodão Fita Pano de copa 0,5 1 1 2 Avental 1 0 2 1 Observe, na tabela a seguir, o preço dos materiais: Material Preço (R$) Linha 1,50 Pano de saco 2,50 Tecido de algodão 5,00 Fita 2,00 O preço de custo do pano de copa e o do avental, res- pectivamente, serão de A R$ 9,50 e R$ 10,20. B R$ 10,10 e R$ 10,50. C R$ 11,00 e R$ 11,25. D R$ 12,25 e R$ 13,50. E R$ 14,30 e R$ 16,10. Resposta correta: D Matemática e suas Tecnologias Competência: 6 Habilidades: 25 e 26 Para resolver essa questão, utilizamos as matrizes: A e B=       =             0 5 1 1 0 1 2 2 1 150 2 50 5 00 2 00 , , , , , O preço de custo do pano de copa será o resultado da multiplicação da linha 1 da matriz A pela matriz B: (0,5 ⋅ 1,50) + (1 ⋅ 2,50) + (1 ⋅ 5,00) + (2 ⋅ 2,00) = = 0,75 + 2,50 + 5,00 + 4,00 = R$ 12,25 O preço de custo do avental será o resultado da multi- plicação da linha 2 da matriz A pela matriz B: (1 ⋅ 1,50) + (0 ⋅ 2,50) + (2 ⋅ 5,00) + (1 ⋅ 2,00) = = 1,50 + 0 + 10,00 + 2,00 = R$ 13,50 QUESTÃO 18 Dona Célia é comerciante e vende doces em um local próximo a uma escola. Decidida a ampliar o seu negó- cio, ela alugou o imóvel vizinho para vender lanches também, além dos doces. A figura a seguir mostra o for- mato trapezoidal do salão e suas medidas. Para dividi-lo, Dona Célia precisa construir uma parede divisória, de forma a separar um ambiente para doces e outro para lanches. b = 6 m b’ = 2,8 m BC = 3,6 m DA = 3,3 m A B D b’ b M N C A parede será construída unindo-se o ponto médio M do segmento DA com o ponto médio N do segmento BC; portanto, o comprimento dela terá A 2,3 m. B 2,9 m. C 3,2 m. D 4,4 m. E 5,1 m. Resposta correta: D Matemática e suas Tecnologias Competência: 2 Habilidades: 7 e 8 O segmento MN é a base média do trapézio ABCD e é calculado por: b b , b , b , M M M M = = + = + = = MN AB CD m 2 6 2 8 2 8 8 2 4 4 67 68
  12. 12. MT - 2° dia | Ciclo 5 - Página 13 2014 QUESTÃO 19 O estoque de uma loja varejista só tem geladeiras e fo- gões. Sabe-se que 1 5 das geladeiras e 2 5 dos fogões são defeituosos e que uma contagem dos eletrodomésticos desse estoque revelou que 3 7 deles são geladeiras. Assim, quando um funcionário entrar nesse estoque e escolher um eletrodoméstico aleatoriamente, a probabi- lidade de ele ser defeituoso é de: A 8 15 B 5 12 C 10 23 D 13 20 E 11 35 Resposta correta: E Matemática e suas Tecnologias Competência: 7 Habilidade: 28 Há dois modos de se resolver a questão. 1º modo: Sendo x o total de eletrodomésticos no esto- que, tem-se que 3 7 x são geladeiras e 4 7 x são fogões. O total de geladeiras defeituosas é: 1 5 3 7 3 35 ⋅ = x x O total de fogões defeituosos é: 2 5 4 7 8 35 ⋅ = x x Assim, a probabilidade pedida é dada por: 3 35 8 35 11 35 x x x + = 2º modo: A probabilidade de um funcionário escolher um eletrodoméstico defeituoso está representada a seguir: Geladeira e Ser defeituosa ou Fogão e Ser defeituoso 3 7 1 5 4 7 2 5 11 35 ⋅ + ⋅ = QUESTÃO 20 A Represa Billings é um dos maiores e mais importantes reservatórios de água da região metropolitana de São Paulo e localiza-se entre os municípios de Santo An- dré, São Bernardo do Campo, Diadema, Ribeirão Pires e São Paulo. A represa armazena cerca de 995 milhões de metros cúbicos de água. Já o piscinão de São Caeta- no do Sul, localizado na região do Grande ABC, é usado no controle de enchentes e tem capacidade para reter 235 mil metros cúbicos de água. Ao compararmos a Represa Billings com o piscinão de São Caetano do Sul, a razão entre a capacidade daquela e a capacidade deste indica que A a Represa Billings é aproximadamente 6.500 ve- zes maior que o piscinão de São Caetano do Sul. B a Represa Billings é aproximadamente 4.200 vezes maior que o piscinão de São Caetano do Sul. C a Represa Billings é aproximadamente 2.500 vezes maior que o piscinão de São Caetano do Sul. D a Represa Billings é aproximadamente 1.700 vezes maior que o piscinão de São Caetano do Sul. E a Represa Billings é aproximadamente 1.500 vezes maior que o piscinão de São Caetano do Sul. Resposta correta: B Matemática e suas Tecnologias Competência: 1 Habilidades: 1, 2 e 5 Dados: Represa Billings: 995 milhões de metros cúbicos de água = 995 ⋅ 106 m3 Piscinão de São Caetano do Sul: 235 mil metros cúbi- cos de água = 235 ⋅ 106 m3 Comparando o volume dos dois por meio da razão entre os valores, tem-se: 995 10 235 10 4 2 10 4 2 10 4 200 6 3 6 3 3⋅ ⋅ ≅ ⋅ ≅ ⋅ ≅− , , . Portanto, a Represa Billings é, aproximadamente, 4.200 vezes maior que o piscinão de São Caetano do Sul. 69 70
  13. 13. LC - 2° dia | Ciclo 5 - Página 27 20142014 linguagens, códigos e suas tecnologias QUESTÕES DE 46 a 95 QUESTÃO 46 Naquela noite de lua cheia estavam acocorados os vizinhos na sala pequena de Alexandre: seu Libório, cantador de emboladas, o cego preto Firmino e Mestre Gaudêncio curandeiro, que rezava contra mordedura de cobras. Das Dores benzedeira de quebranto e afilhada do casal, agachava-se na esteira cochichando com Cesária. – Vou contar aos senhores... principiou Alexandre amarrando o cigarro de palha. Os amigos abriram os ouvidos e Das Dores inter- rompeu o cochicho: – Conte, meu padrinho. Alexandre acendeu o cigarro ao candeeiro de folha, escanchou-se na rede e perguntou: – Os senhores já sabem porque é que eu tenho um olho torto? Mestre Gaudêncio respondeu que não sabia e aco- modou-se num cepo que servia de cadeira. – Pois eu digo, continuou Alexandre. Mas talvez nem possa escorrer tudo hoje, porque essa história nasce de outra, e é preciso encaixar as coisas direito. Querem ouvir? Se não querem, sejam francos: não gosto de cacetear ninguém. Seu Libório cantador e o cego preto Firmino jura- ram que estavam atentos. E Alexandre abriu a torneira: – Meu pai, homem de boa família, possuía fortuna grossa, como não ignoram. A nossa fazenda ia de ri- beira a ribeira, o gado não tinha conta e dinheiro lá em casa era cama de gato. Não era, Cesária? – Era, Alexandre, concordou Cesária. Quando os escravos se forraram, foi um desmantelo, mas ainda sobraram alguns baús com moedas de ouro. Sumiu- -se tudo. Suspirou e apontou desgostosa a mala de couro cru onde seu Libório se sentava: – Hoje é isto. Você se lembra do nosso casamento, Alexandre? – Sem dúvida, gritou o marido. Uma festa que durou sete dias. Agora não se faz festa como aquela. Mas o casamento foi depois. É bom não atrapalhar. – Está certo, resmungou mestre Gaudêncio curan- deiro. É bom não atrapalhar. – Então escutem, prosseguiuAlexandre. Um domingo eu estava no copiar, esgaravatando unhas com a faca de ponta, quando meu pai chegou e disse: – “Xandu, você nos seus passeios não achou roteiro da égua pampa?” E eu respondi: – “Não achei, nhor não.” – “Pois dê umas voltas por aí, tornou meu pai. Veja se encontra a égua.” – “Nhor sim.” Peguei um cabresto e saí de casa antes do almoço, andei, virei, mexi, procu- rando rastos nos caminhos e nas veredas. […] Graciliano Ramos. “Primeira aventura de Alexandre”. Disponível em: <www.releituras.com/graciramos_alexandre_imp.asp>. Acesso em: 26 jun. 2014. Graciliano Ramos, autor muito conhecido e laureado por sua produção romanesca largamente explorada nos vestibulares, também produziu literatura infantil. O excerto acima pertence ao conto “Primeira aventura de Alexandre”, publicado na década de 1940. A maneira como as vozes e discursos se organizam no texto permite dizer que A a repetição da frase “É bom não atrapalhar” evi- dencia que o personagem narrador se irritou com as constantes interrupções de seus interlocutores e decidiu dar um basta nas intromissões que atra- palhavam o desenrolar de sua estória, como se constata também no segmento “Então escutem”, proferido grosseiramente em sequência. B o narrador que observa a cena nas primeiras linhas do conto dá lugar, definitivamente, a outro, a perso- nagem Alexandre, que “abriu a torneira”. Essa tro- ca de vozes narrativas ocorre de maneira abrupta, confundindo o leitor, que não consegue perceber os limites entre a ficção e a realidade no conto. C o pretérito perfeito expresso nos verbos “princi- piou”, em “principiou Alexandre amarrando o cigar- ro de palha”, “acendeu”, em “Alexandre acendeu o cigarro ao candeeiro de folha”, e “forraram”, em “Quando os escravos se forraram”, se refere deno- tativamente ao mesmo tempo: o momento simultâ- neo às falas das personagens. D o pretérito imperfeito “sabia”, em “Mestre Gaudên- cio respondeu que não sabia”, se deve ao enun- ciado ter sido estruturado em discurso indireto; a oração que funciona como complemento direto do verbo dicendi “respondeu” narra um evento conco- mitante aos demais constantes das falas das ou- tras personagens, que, no entanto, se apresentam no presente do indicativo, porque foram transcritas em discurso direto. 71 a 90 71
  14. 14. LC - 2° dia | Ciclo 5 - Página 28 2014 E as expressões “dinheiro lá em casa era cama de gato”, “abriu a torneira” e “amarrando o cigarro de palha” têm sentido figurado e demonstram a cria- tividade da gente simples na sua maneira de co- municar, entretanto, não encontram respaldo tais expressões, na língua padrão, distante da fala dos habitantes pouco escolarizados das zonas rurais. Resposta correta: D Linguagens, Códigos e suas Tecnologias Competências: 6 e 8 Habilidades: 18, 26 e 27 Alternativa a: incorreta. O enunciado “É bom não atra- palhar” é proferido por personagens diferentes nas duas vezes em que ocorre no texto. Na primeira, pertence à fala de Alexandre, na segunda, à de Gaudêncio. Alternativa b: incorreta. A alternância de vozes narra- tivas de fato acontece no excerto, entretanto, isso se dá de maneira gradual até que, finalmente, Alexandre assume como narrador que nos contará sobre o desa- parecimento da égua e as suas consequências. Alternativa c: incorreta. O pretérito perfeito, nos dois pri- meiros casos, se refere àquilo que acontece na cena que reúne as personagens “seu Libório”, ”Firmino”, “Gaudên- cio”, “Das Dores”, “Cesária” e “Alexandre”. Já em “forra- ram”, que faz parte de uma fala de Cesária, a referência é a um tempo passado, anterior ao momento de reunião. Alternativa d: correta. Na passagem do discurso direto para o indireto, a mudança na correlação dos tempos verbais da oração principal e da subordinada forçou o deslocamento do presente do indicativo ao pretérito im- perfeito, observando o aspecto durativo de “saber”. Com- prova-se essa tese observando que as ações e aconte- cimentos que estão no mesmo tempo cronológico são expressas pelo tempo verbal presente no discurso direto. Alternativa e: incorreta. Amarrar o cigarro de palha e depois acendê-lo são ações, praticadas por Alexandre, que pertencem ao plano dos acontecimentos da nar- rativa, por isso não podem ser lidos de maneira cono- tativa. A alternativa também é inadequada porque traz uma visão estereotipada dos falantes de variedades menos prestigiadas.
  15. 15. LC - 2° dia | Ciclo 5 - Página 29 2014 QUESTÃO 47 A história do ódio no Brasil “Achamos que somos um bando de gente pacífica cercado por pessoas violentas”. A frase que bem defi- ne o brasileiro e o ódio no qual estamos imersos é do historiador Leandro Karnal. A ideia de que nós, nossas famílias ou nossa cidade são um poço de civilidade em meio a um país bárbaro é comum no Brasil. O “mito do homem cordial”, costumeiramente mal interpretado, acabou virando o mito do “cidadão de bem amável e simpático”. Pena que isso seja uma mentira. “O homem cordial não pressupõe bondade, mas somente o pre- domínio dos comportamentos de aparência afetiva”, explica o sociólogo Antonio Candido. O brasileiro se obriga a ser simpático com os colegas de trabalho, a receber bem a visita indesejada e a oferecer o pedaço do chocolate para o estranho no ônibus. Depois fala mal de todos pelas costas, muito educadamente. [...] Fred di Giacomo. Disponível em: <www.revistaforum.com.br/blog/2014/02/a- historia-do-odio-no-brasil/>. Acesso em: 24 fev. 2014. (Adapt.). No texto, são utilizadas estratégias argumentativas para conduzir o leitor a determinada conclusão sobre o povo brasileiro. Acerca dessa afirmação e da estraté- gia utilizada, observa-se que o autor do texto A refuta a ideia da bondade e cordialidade do brasi- leiro usando argumento de autoridade, com citações de estudiosos sobre o assunto. B utiliza argumento de causa e consequência, visto que o motivo de o povo brasileiro ser cordial é, na realidade, a sua falta de bondade com o outro. C busca comprovar as ideias por meio de exemplifi- cações e ilustrações que deixem evidente o argu- mento que se quer mostrar. D trabalha as estratégias argumentativas com ele- mentos extraídos diretamente da observação da realidade, fazendo uso de dados estatísticos. E não apresenta um posicionamento claro, que pos- sa ser depreendido, uma vez que tem como estra- tégia ser evasivo; além disso, há inconsistência no uso do termo cordialidade. Resposta correta: A Linguagens, Códigos e suas Tecnologias Competência: 7 Habilidade: 24 As citações são todas de autoridades no assunto, como o historiador e o sociólogo, o que condiz com a estratégia argumentativa de citação de autoridade. A ideia refutada no fragmento se refere ao fato de a cordialidade do brasileiro se dever à bondade do povo. 72
  16. 16. LC - 2° dia | Ciclo 5 - Página 30 2014 QUESTÃO 48 Gordo ativo é tão saudável quanto magro, dizem estudos Dois estudos publicados [...] questionam o conceito já cristalizado de que gordura extra é sempre sinal de maior risco para a saúde. [...] A primeira pesquisa analisou dados de 43 mil ame- ricanos divididos em grupos conforme o nível de obesi- dade e os resultados em testes de colesterol, pressão arterial e condicionamento físico. Após um acompa- nhamento de cerca de 14 anos, [...] os obesos consi- derados saudáveis após os exames tiveram um risco 38% menor do que os não saudáveis de morrer por qualquer causa. A redução de morte por problema car- díaco ou câncer foi de 30% a 50%. O desempenho desses gordos “em forma” ao longo do tempo foi similar ao dos magros saudáveis, segun- do o estudo, publicado no European Heart Journal. Outro trabalho, na mesma edição da revista especia- lizada, analisou, por três anos, a mortalidade de 64 mil suecos com problemas cardíacos (como angina e in- farto), submetidos a um exame de imagem para deter- minar a saúde de suas artérias coronárias. Os pacien- tes foram subdivididos de acordo com seu IMC (Índice de Massa Corporal, calculado dividindo o peso, em quilos, pela altura ao quadrado, em metros). O gráfico de mortalidade ficou em forma de “U”, quem estava nos extremos (muito magros ou obesos mórbidos) tinha risco mais alto de morrer do que pacien- te intermediários, com sobrepeso ou obesidade mode- rada. De acordo com o cardiologista Eduardo Gomes Lima, do Hospital 9 de Julho, esses achados propõem um questionamento ao uso do índice de massa corpo- ral como método para avaliar obesidade. [...] A pesqui- sa que acompanhou os americanos credita o melhor condicionamento físico dos obesos saudáveis como responsável pelo menor risco de morte observado nes- se grupo em relação aos não saudáveis. De acordo com o cardiologista Raul Santos, diretor da unidade de lípides do Incor (Instituto do Coração do HC de São Paulo), os exercícios reduzem o impacto dos efeitos prejudiciais da gordura. “O exercício tem ação anticoagulante, ajuda a dilatação dos vasos e melhora a resistência à insulina, tendo um efeito con- trário ao da obesidade. É melhor um obeso que se exercita do que um magro sedentário.” Para Santos, no caso do estudo com cardíacos, o efeito protetor conferido aos obesos moderados é mais difícil de explicar. Uma possibilidade é a de esse grupo ter pessoas com menos gordura abdominal, que pro- duz substâncias inflamatórias e é um conhecido fator de risco cardíaco. [...] Lima afirma que não se deve ficar com a im- pressão de que a obesidade não tem consequências. “A obesidade mórbida sempre está associada a um prognóstico pior”. Para ele, o importante é a neces- sidade de redefinir os limites da obesidade. “Talvez a gente esteja sendo muito rígido nessa avaliação”. Disponível em: <www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2012/09/ 1148508-gordo-ativo-e-tao-saudavel-quanto-magro-dizem-estudos.shtml>. Acesso em: 28 maio 2014. O texto aborda duas pesquisas que divergem do senso comum no que diz respeito à relação entre aparência física e saúde. Se, no final das contas, quem é magro tem o mesmo risco de doenças cardíacas que os obesos, a diferença entre quem tem maior ou menor risco de ter algum problema cardíaco, segundo a reportagem, está em fatores como A a ingestão de gorduras e açúcares, que aumenta o risco de doenças cardíacas. B um estilo de vida com alimentação saudável e exercício físico regular. C os exercícios físicos, pois, quanto mais exercícios, menor o risco de doença cardíaca. D a atividade física, pois qualquer atividade evita pro- blemas de saúde. E a manifestação de doenças cardíacas e a influência genética. Resposta correta: B Linguagens, Códigos e suas Tecnologias Competência: 3 Habilidade: 11 Tanto a genética como a alimentação e os exercícios têm alguma influência, mas a diferença apontada está no estilo de vida, haja vista que os exercícios regulares e a alimentação adequada (independentemente de a pessoa ser magra ou gorda) diminuem o risco de doen- ças cardíacas. 73
  17. 17. LC - 2° dia | Ciclo 5 - Página 31 2014 QUESTÃO 49 Segundo pesquisas promovidas pela Anvisa, a bula é dirigida a dois tipos de leitores – o profissional de saúde e o paciente – e em ambos os casos ela apre- senta problemas. A bula dirigida aos profissionais de saúde apresenta falhas em relação à pouca informa- ção do conteúdo. Por outro lado, a bula dirigida ao pa- ciente (o leigo) apresenta problemas que dificultam a sua leitura e compreensão, principalmente: • tamanho da letra (muito pequeno); • excesso de informação e de termos técnicos; • frases longas, complexas e confusas; • excesso de nominalização; • uso predominante da voz passiva. Anvisa. Guia de redação de bula. Gerência Geral de Medicamentos (GGMED), Setembro, 2009. Disponível em: <http://portal.anvisa.gov.br/wps/ wcm/connect/e7ad858047458ed497f1d73fbc4c6735/guia_redacao.pdf? MOD=AJPERES>. Acesso em: 5 jun. 2014. O fragmento em questão pertence a um guia disponibili- zado pela Anvisa acerca de orientações sobre como re- digir bulas para que os leitores possam compreendê-las melhor. Segundo o que se pode depreender do texto, A a bula é um gênero que só poderia ser lido por médi- cos; no entanto, os pacientes também a leem, por isso acabam entendendo de forma errada as instruções. B como a bula tem dois tipos de leitor muito diferen- tes, ao escrevê-la, encontram-se dificuldades para estabelecer uma comunicação com ambos. C poucas pessoas compreendem o real significado por trás do texto da bula, devido ao excesso de normas que há para escrevê-la. D devido à falta de regulamentação e regras para a es- crita da bula, seu texto de orientação é muito pobre, o que confunde tanto pacientes quanto médicos. E a bula é um gênero propício ao mau entendimento por parte de seus leitores, pois, nela, utiliza-se de uma linguagem com muita conotação. Resposta correta: B Linguagens, Códigos e suas Tecnologias Competência: 6 Habilidade: 18 Conforme aponta o Guia de redação de bula, esse gê- nero apresenta problemas para os dois tipos de leitor que tem: o médico e o paciente. Para o primeiro, por haver falta de informações e, para o segundo, pelo ex- cesso, pela forma de escrita e pelo tamanho das letras. 74
  18. 18. 2014 LC - 2° dia | Ciclo 5 - Página 32 2014 QUESTÃO 50 Pesquisas científicas podem e devem ser mais populares, visto que possuem informações muito im- portantes para o uso imediato da sociedade. Recen- temente, encontrei um artigo na internet intitulado “Conservação pós-colheita de mangaba em função da maturação, atmosfera e temperatura de armazena- mento” (Santos et al. 2009). De cara, qualquer dona de casa, se tivesse acesso a esse artigo, poderia deixá-lo de lado, por se tratar de artigo científico, mas, ao fo- lheá-lo, ignorando as várias figuras com gráficos com- plicados, essa dona de casa poderia chegar à seção “Conclusão” e, então, encontrar mais um segredo para a sua cozinha: O uso de “...filme de PVC de 13 mm de espessura é eficiente na conservação de mangabas... e sob refrigeração” (p. 90). Italo de Souza Aquino. Como ler artigos científicos: da graduação ao doutorado. 2 ed. São Paulo: Saraiva, 2010. (Adapt.). O texto trata do gênero artigo científico e do acesso da população a ele. Nas considerações do autor, ele demonstra preocupação com o entendimento desse gênero, por exemplo, por parte das donas de casa, o que estaria sendo dificultado, de acordo com o que se pode depreender do excerto, pelo uso de A referenciais abstratos, tornando o texto mais filosó- fico do que prático. B figuras de linguagem em excesso, o que torna o texto hermético a quem não conhecer o código. C informações especializadas, tornando o texto, em vários momentos, incompreensível ao leigo. D linguagem excessivamente prática, o que torna o artigo científico coloquial e carregado de oralidade. E elementos da retórica, com o intuito de convencer o leitor de que o argumento defendido é o melhor. Resposta correta: C Linguagens, Códigos e suas Tecnologias Competência: 6 Habilidade: 18 O gênero artigo científico é voltado, prioritariamente, ao público acadêmico, o que requer, por parte de seu escritor, o uso de informações especializadas sobre um tema que, muitas vezes, é difícil de ser compreendido por um leigo. O fragmento em questão aborda essa lin- guagem ao tratar de figuras e gráficos presentes nesse tipo de texto, os quais, no caso de um artigo como o citado, são tidos como uma informação intrínseca à es- sência do gênero e do assunto tratado. 75
  19. 19. LC - 2° dia | Ciclo 5 - Página 33 20142014 QUESTÃO 51 Termos como gênio, genialidade, engenho, enge- nhosidade são parâmetros empregados frequente- mente. O senso comum até mais do que a ciência abu- sa deles como fator de reconhecimento da criatividade ou do desempenho acima dos padrões em crianças e jovens. Sendo mais do que uma categoria cultural, “Gênio” pode também ser considerado um conceito existencial e psicológico. Aos 15 anos de idade, um jovem estudante de um colégio batista no Recife, edi- tor de um jornalzinho batizado de O Lábaro, já osten- tava estrelado na imaginação o tal “borbulhar do gê- nio” a que se refere o poeta romântico Castro Alves. Entranhava-se nisso. Psicológica e existencialmente. Mário H. G. de Lima. Gilberto Freyre. Recife: Fundação Joaquim Nabuco. Massangana, 2010. É possível observar no texto em questão uma distinção entre duas variantes da linguagem no que se refere ao uso do termo gênio. Considerando o que é afirmado no texto, acerca dessas duas variantes mencionadas, tem-se que A uma variante é utilizada pelo gênio que detém a fala científica e a outra é o discurso produzido em pesquisas de opinião. B uma é a variante do senso comum, que vê no ter- mo certa relatividade, enquanto a ciência não vê. C a variante coloquial vê o termo gênio como inato, enquanto a norma prescritiva o vê como aquisição. D uma é a variante do senso comum, que utiliza o termo como distintivo, e a outra é a dos discursos da ciência. E ambas referem-se ao termo genialidade enquanto aquisição de conhecimento pelo estudo. Resposta correta: D Linguagens, Códigos e suas Tecnologias Competência: 8 Habilidade: 26 De acordo com o texto, o termo gênio é utilizado em dois tipos de discurso, o do senso comum e o cientí- fico, que correspondem a duas variantes linguísticas. O discurso do senso comum, segundo o texto, vê no conceito do termo gênio a criatividade ou o desempe- nho de crianças e jovens acima do “normal”, portanto o termo carrega um caráter distintivo. QUESTÃO 52 A variação linguística pode ser dividida em variação social e variação estilística. A primeira se refere à diferença nas frequências observadas na fala dos diversos segmentos sociais (classe alta, classe média, classe operária, classe baixa etc.). A segunda se refere à variação observada na fala do indivíduo consoante a situação em que se encontra, do que temos, por exemplo, a fala espontânea, a fala formal, a leitura de texto ou de pares mínimos, de acordo com os tipos de registro colhidos na pesquisa. Dante Lucchesi. “Norma linguística e realidade social”. In: Marcos Bagno (Org.). Linguística da norma. 2 ed. São Paulo: Edições Loyola, 2004. O texto distingue dois tipos de variações linguísticas: a variante social e a estilística. Segundo o que se depreende do texto sobre essas duas variantes, A a variação social depende de fatores inatos; e a variação estilística, de fatores cambiáveis confor- me o momento de sua produção. B nenhuma das duas leva em consideração fatores históricos e acidentais, como as diversas situações de fala. C ambas dependem de fatores sociais, como a classe dos falantes e a situação social de produção da fala. D nenhuma delas é afetada pelo universo de regras da norma-padrão, da fala culta e da variante escrita. E ambas dependem da existência da norma-padrão para serem realmente produzidas. Resposta correta: C Linguagens, Códigos e suas Tecnologias Competência: 8 Habilidade: 26 As variantes social e estilística, conforme o texto, de- pendem de fatores sociais. No primeiro caso, é levada em conta a situação de classe social do falante; já no segundo, leva-se em consideração o contexto social em que o falante se encontra, se é um contexto de formalidade ou informalidade, por exemplo. 76 77
  20. 20. LC - 2° dia | Ciclo 5 - Página 34 2014 QUESTÃO 53 Texto I Delacroix. Liberdade guiando o povo, 1830. Texto II O Romantismo nutriu-se fervorosamente, ao mes- mo tempo, da realidade e da possibilidade de uma mudança radical da história. Todas as suas correntes, ideologias e projetos alimentaram-se – como sonho ou pesadelo, como esperança ou medo – de uma ruptura e de uma quebra sem precedentes com o passado. Elias Thomé Saliba. As utopias românticas. 3 ed. São Paulo. Estação Liberdade, 2004. p. 15. A relação observada entre a imagem e o texto permi- te entender o período do Romantismo. Sendo assim, a obra de Delacroix apresenta característica romântica ao A utilizar a estratégia de várias personagens em um único plano. B empregar os contrastes de luz e sombra, conferin- do maior emoção à cena. C apresentar linhas verticais que sugerem exatidão, imobilidade das personagens. D representar as personagens de maneira formal, com racionalidade. E apresentar fielmente a cena da forma como acon- teceu naquele momento. Resposta correta: B Linguagens, Códigos e suas Tecnologias Competência: 4 Habilidades: 12 e 13 O movimento do Romantismo nas artes plásticas teve como principais características as composições em dia- gonal, sugerindo instabilidade e movimento à cena, o co- lorido, o resgate da luz e sombra – claro e escuro – e a busca por emoções humanas e fatos históricos da época, apresentados, na maioria das vezes, de forma fantasiosa. 78
  21. 21. LC - 2° dia | Ciclo 5 - Página 35 2014 QUESTÃO 54 Ora sabereis que a sua riqueza de expressão in- telectual (dos paulistas) é tão prodigiosa, que falam numa língua e escrevem noutra. Assim chegado a estas plagas hospitalares, nos demos ao trabalho de nos inteirarmos da etnologia da terra, e dentre muita surpresa e assombro que se nos deparou, por certo não foi das menores tal originalidade linguística. Nas conversas utilizam-se os paulistanos de um lingua- jar bárbaro e multifário, crasso de feição e impuro na vernaculidade, mas que não deixa de ter seu sabor e força nas apóstrofes, e também nas vozes do brincar [...]. Mas si de tal desprezível língua se utilizam na conversação os naturais desta terra, logo que tomam da pena, se despojam de tanta asperidade, e surge o Homem Latino de Lineu, exprimindo-se numa outra linguagem, mui próxima da vergiliana, no dizer dum panegirista, meigo idioma, que, com imperecível ga- lhardia se intitula: Língua de Camões. Mário de Andrade. “Carta pras Icamiabas”. In: Macunaíma: o herói sem nenhum caráter. Rio de Janeiro: Agir, 2008. (Adapt.). O texto trata de um fragmento do capítulo “Carta pras Icamiabas”, do romance Macunaíma. No trecho em questão, o narrador afirma que há, em São Paulo, a presença de duas línguas (duas variantes linguísticas). Acerca dessas variantes, o narrador A atribui à oralidade um caráter de barbarismo e à variante escrita um caráter culto, tradicional. B segrega a variante da classe desfavorecida da va- riante estilística da classe social mais abastada, caracterizando-a como bárbara. C faz uma observação acerca da variação histórica, uma vez que a língua falada por Camões não é a mesma utilizada pelos falantes. D não vê nada de positivo ou mesmo atrativo na va- riante oral, enquanto, para ele, a culta é dotada de qualidades superiores. E considera as duas como praticamente iguais, em- bora haja pequenas diferenças com relação ao uso de algumas palavras. Resposta correta: A Linguagens, Códigos e suas Tecnologias Competência: 8 Habilidade: 27 O texto estabelece a distinção entre duas variantes: a oral e a escrita. O autor refere-se à oral em termos de barbarismo, sem elaboração refinada; já a variante escrita é associada à tradição clássica. 79
  22. 22. LC - 2° dia | Ciclo 5 - Página 36 2014 QUESTÃO 55 João e Maria Agora eu era o herói E o meu cavalo só falava inglês A noiva do cowboy Era você além das outras três Eu enfrentava os batalhões Os alemães e seus canhões Guardava o meu bodoque1 E ensaiava o rock para as matinês […] Agora era fatal Que o faz de conta terminasse assim Pra lá deste quintal Era uma noite que não tem mais fim Pois você sumiu no mundo sem me avisar E agora eu era um louco a perguntar O que é que a vida vai fazer de mim? Disponível em: <http://letras.mus.br/chico-buarque/45140/#radio>. Acesso em: 25 jun. 2014. 1 Bodoque: brinquedo usado para atirar pedras, feito com uma forquilha e elástico; atiradeira. Essas são a primeira e a última estrofes de uma val- sinha, composta por Sivuca no final dos anos 1940. Décadas depois, à melodia somou-se a letra de Chico Buarque, que, como seu intérprete, a tornou conhecida no fim dos anos 1970. Os efeitos de sentido presentes no texto revelam que A o pretérito imperfeito do indicativo (“era”, “falava”, “enfrentava” etc.) intensifica o caráter de “faz de conta” da canção, visto que eu lírico fantasia inusi- tadas situações de interação com a amada, fazen- do referência a elementos do universo infantil. B o advérbio “Agora” só aparece na letra da composi- ção por licença poética, uma vez que essa palavra está ancorada no contexto da fala, o que impossi- bilita, pelo fenômeno da indexação, a associação com verbos conjugados no pretérito, como “era” ou “falava”. C a alternância entre as formas de pretérito perfeito (“sumiu”) e imperfeito (“era”) está veiculada à ne- cessidade de o letrista transitar pelos diferentes tempos verbais do português a fim de demonstrar cultura e erudição em suas composições, o que, em um período de censura, era uma maneira de despistar os censores. D o eu poemático, ao assumir seu estado de loucura (“E agora eu era um louco a perguntar”), denuncia a esquizofrenia anunciada nos versos iniciais, que trazem a mudança rápida e intempestiva de ideias e opiniões da enunciação, que associa elementos de universos distintos. E o uso de palavras em inglês inteligente e sutilmen- te faz alusão a um discurso contrário ao governo militar, que era ultranacionalista e, por isso, per- seguia os jovens compositores e músicos, que de- viam criar maneiras inovadoras de criticar o regime vigente no Brasil. Resposta correta: A Linguagens, Códigos e suas Tecnologias Competências: 5 e 7 Habilidades: 15, 16 e 23 Alternativa a: correta. O uso do pretérito imperfeito no lugar do presente do indicativo realça o elemento fan- tástico e lúdico no texto, que nos remete ao universo infantil pelas brincadeiras de criança, dado que o eu lírico se traveste de personagens comuns a esse ima- ginário. Corroboram essa leitura a referência a “bodo- que”, espécie de estilingue ou atiradeira, o ensaio para a “matinê” e o próprio título da canção. Alternativa b: incorreta. Eminentemente dêitico, o ad- vérbio “Agora”, nos versos em que aparece, não cria nenhuma impertinência semântica, pois, como se ob- servou no comentário da resposta correta, trata-se aqui de embreagem verbal, ou seja, o uso conotativo, das formas “era”, “falava”, “enfrentava” etc. Alternativa c: incorreta. Não se faz presente na letra da canção qualquer afetação de erudição ou cultura. Ao contrário, por remeter ao universo da criança, há simplicidade na linguagem utilizada. Alternativa d: incorreta. O estado de “loucura” do eu lírico advém do desaparecimento da amada e não de qualquer patologia como se afirma na alternativa. Alternativa e: incorreta. As palavras em inglês cola- boram com a ambientação de uma infância orientada por ícones do cinema e da televisão norte-americanos, muito influentes nos países do chamado terceiro mun- do daquelas décadas. 80
  23. 23. LC - 2° dia | Ciclo 5 - Página 37 2014 QUESTÃO 56 A Europa jaz, posta nos cotovelos: De Oriente a Ocidente jaz, fitando, E toldam-lhe os românticos cabelos Olhos gregos, lembrando. O cotovelo esquerdo é recuado; O direito é em ângulo disposto. Aquele diz Itália onde é pousado; Este diz Inglaterra onde, afastado, A mão sustenta, em que se apoia o rosto. Fita, com olhar esfíngico e fatal, O Ocidente, futuro do passado. O rosto com que fita é Portugal. Fernando Pessoa. Fernando Pessoa: Obra poética. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. O poema em questão foi construído a partir de uma figura de linguagem, à qual estão relacionadas a figura e a geografia da Europa. A figura de linguagem empregada denomina-se A metonímia, que atribui uma relação parte-todo, ha- vendo acréscimo de sentido. B quiasmo, com o qual se inverte a posição de dois termos de modo a estabelecer um contraste. C hipérbole, que ocorre quando há exagero na des- crição ou qualidade de determinado objeto. D comparação, com a qual se estabelece identidade por comparação entre objetos distintos. E personificação, que dá qualidades e características humanas a seres inanimados ou a animais. Resposta correta: E Linguagens, Códigos e suas Tecnologias Competência: 5 Habilidade: 16 No poema, o autor faz uma personificação, descreven- do a Europa como uma espécie de corpo cujo rosto é Portugal e os olhos fitam a América sem cessar. QUESTÃO 57 A carta escrita com lápis, e dirigida a Honorina, era assim concebida: “Honorina! Eu ouvi os teus pensa- mentos da noite passada; e portanto eu te amo! Eu te amo com esse ardor de poeta, com esse amor de fogo, que ainda quando acaba na desgraça e na morte, e contanto que seja sempre o mesmo amor, é por força bem belo! Sim: eu te amo! E tu me verás em toda a parte, seguindo-te, beijando as pisadas de teus pés, obrigando-te a amar-me ainda contra a tua vontade, e não me deixando conhecer na hora em que tiveres de ser minha para sempre... oh! Moça cheia de imagina- ção e sensibilidade... querias um amor de poeta? Uma paixão de louco? Em mim tens.” Joaquim Manuel de Macedo. O moço loiro. 7 ed. São Paulo: Ática, 1994. O texto mostra um bilhete anônimo recebido pela pro- tagonista do romance O moço loiro. Atitude corrente na estética romântica, que privilegia sentimentos exacer- bados, nesse bilhete é utilizada, de forma muito aguda, uma das funções da linguagem, a qual A tem o objetivo de persuadir o leitor. B torna a linguagem referente dela mesma. C busca transmitir informações objetivas sobre de- terminado referente. D faz com que a atitude pessoal do autor transpareça no texto. E baseia-se na elaboração estética da mensagem. Resposta correta: D Linguagens, Códigos e suas Tecnologias Competências: 5 e 6 Habilidades: 16 e 19 A função da linguagem que faz transparecer a emoção do autor é a função emotiva, em que a atitude do autor transparece na elaboração de sua mensagem. 81 82
  24. 24. LC - 2° dia | Ciclo 5 - Página 38 2014 QUESTÃO 58 Os sapos Enfunando os papos, Saem da penumbra, Aos pulos, os sapos. A luz os deslumbra. Em ronco que aterra, Berra o sapo-boi: – “Meu pai foi à guerra!” – “Não foi!” – “Foi!” – “Não foi!”. O sapo-tanoeiro, Parnasiano aguado, Diz: – “Meu cancioneiro É bem martelado. Vede como primo Em comer os hiatos! Que arte! E nunca rimo Os termos cognatos. O meu verso é bom Frumento sem joio. Faço rimas com Consoantes de apoio. Vai por cinquenta anos Que lhes dei a norma: Reduzi sem danos A fôrmas a forma. Clame a saparia Em críticas céticas: Não há mais poesia, Mas há artes poéticas...” Urra o sapo-boi: – “Meu pai foi rei!” – “Foi!” – “Não foi!” – “Foi!” – “Não foi!” [...] Outros, sapos-pipas (Um mal em si cabe), Falam pelas tripas: – “Sei!” – “Não sabe!” – “Sabe!” [...] Manuel Bandeira. Disponível em: <http://webcache.googleusercontent.com/ search?q=cache:1S098GHjRGwJ:www.gpesd.com.br/baixar.php%3Ffile %3D25+&cd=9&hl=pt-BR&ct=clnk&gl=br>. Acesso em: 6 jun. 2014. Nesse poema de Manuel Bandeira, o sapo-boi, o sa- po-tanoeiro e o sapo-pipa constituem metáforas para designar os diferentes poetas, que discutem o fazer poético: de que forma a poesia não deveria mais ser produzida e de que maneira ela deveria ser construída. Considerando o papel de cada sapo, essas diferentes posições com relação ao fazer poético apontam para A o desejo exclusivo do poeta de romper com o liris- mo romântico. B a percepção de cada um dos poetas representa- dos no poema. C a visão que Manuel Bandeira tinha de sua própria poesia. D a oposição entre a poesia parnasiana e a moder- nista. E a aspiração dos poetas parnasianos. Resposta correta: D Linguagens, Códigos e suas Tecnologias Competência: 5 Habilidades: 15 e 16 No poema, os poetas parnasianos são identificados como os sapos-tanoeiros (parnasiano aguado). A opo- sição está entre os poetas parnasianos e os modernis- tas, representados no poema como as “artes poéticas”. 83
  25. 25. LC - 2° dia | Ciclo 5 - Página 39 2014 QUESTÃO 59 Assim como outras “modalidades de comunicação não verbal”, a dança é uma forma de expressão primal que se complexifica, principalmente a partir de sua pro- fissionalização. Manifestação social, a dança é, ainda, fenômeno estético, cultural e simbólico que expressa e constrói sentidos através dos movimentos corporais. Como expressão de uma cultura, está inserida em uma rede de relações sociais complexas, interligadas por diversos âmbitos da vida. Como objeto de estudo, a questão é problematizar o significado da dança como sinal das transformações por que passa a sociedade – atentando para o perigo das generalizações. Denise C. O. Siqueira. Corpo, comunicação e cultura: a dança contemporânea em cena. Campinas-SP: Autores Associados, 2006. A comunicação pode ser realizada não somente com elementos verbais, mas também com elementos não verbais, como gestos, imagens, sons etc. A dança, con- forme o texto, é também uma forma de se comunicar. Tendo por base o excerto apresentado, depreende-se que a dança, no que diz respeito à sua relação com o corpo, A evoluiu de seu estado corporal primal, passando a pertencer ao domínio cultural após seu processo de profissionalização. B modela o corpo dos artistas por meio dos movi- mentos rítmicos convencionais pelos quais se transforma a sociedade. C constrói e expressa, a partir dos movimentos do corpo, sentidos que estão atrelados à cultura e à sociedade de um lugar. D faz com que seus estudos problematizem a rela- ção do corpo com as mudanças e transformações da sociedade e da cultura. E é uma manifestação corporal que não se deixa afe- tar por elementos culturais e sociais, sendo uma manifestação primal. Resposta correta: C Linguagens, Códigos e suas Tecnologias Competência: 3 Habilidade: 9 Segundo o texto, “Manifestação social, a dança é, ainda, fenômeno estético, cultural e simbólico que ex- pressa e constrói sentidos através dos movimentos corporais”, isto é, a dança é uma manifestação do cor- po que revela caracteristicas de determinada cultura e sociedade. 84
  26. 26. LC - 2° dia | Ciclo 5 - Página 40 2014 QUESTÃO 60 As palavras multifacetadas A escrita gera um problema extra, pois dobra o nú- mero de possibilidades, ao dividir a expressão de um conceito em escrito ou falado. Podemos dizer que as formas “farmácia” e “pharmacia” têm significado e pro- núncia idênticas, mas escritas distintas. Nesse caso, sabe-se que isso se deve à natureza diacrônica da língua (“pharmacia” é grafia antiga, cuja revitalização atualmente só se justifica por algum efeito comercial). Trata-se de uma situação de sinônimos homófonos he- terógrafos. A variação de uma língua no espaço é distinta da variação no tempo e sempre traz em si, entre outras coisas, diferenças de pronúncia: o mesmo vocábulo pasta, pronunciado por um paulista e por um carioca, rigorosamente falando, são sinônimos heterófonos ho- mógrafos. Também o caso de “cão” e “cachorro” [...] seria na verdade sinônimos heterófonos heterógrafos. Tudo depende da perspectiva que adotamos: intui- tivamente, palavras com mesmo significado, mesma pronúncia e mesma escrita (ou seja, sinônimos homó- fonos homógrafos) seriam, na verdade, a mesma pala- vra, no entanto, um estudo de fonética acústica prova- rá que nunca duas produções da mesma palavra terão a mesma pronúncia, ou seja, a situação da homofonia só existe no nível ideal (o mesmo se pode pensar, em certa medida, da homografia e mesmo da sinonímia). É sobre essa postura ideal (platônica) que se alicerça o falante, para não perder-se no infinito móvel que é a língua, caso contrário, não conseguiria entender nem ser entendido. M. E. Viaro. Revista Língua, n. 82. O autor do texto utiliza alguns conceitos tradicionais como sinonímia, homofonia e heterofonia, sob abordagens inovadoras. Segundo essas inusitadas perspectivas, A os vocábulos abóbora e jerimum seriam sinôni- mos heterófonos homógrafos, um exemplo de pa- lavras que coexistem com o mesmo significado em regiões diferentes. B a palavra telephone, escrita em um anúncio pu- blicitário, confundiria um falante atual sobre sua pronúncia correta, uma vez que ninguém poderia prever antigamente as mudanças ortográficas que aconteceriam na língua e que viabilizaram a forma moderna telefone. C a noção de homofonia é necessariamente uma idealização, dentro de um modelo que enxerga a língua como um sistema abstrato, dado que mes- mo um único falante não articula duas vezes idên- ticas a mesma sequência de fones. D os sinônimos heterófonos heterógrafos cão e ca- chorro, apresentados pelo autor, reforçam o fato de que um sinônimo forte é equivalente ao seu respectivo par em qualquer situação, semântica ou pragmática. E se desconsideradas as grafias, que são evidente- mente diferentes, os vocábulos incipiente e insi- piente são idênticos do ponto de vista fonológico, no entanto, um falante experiente consegue distin- guir as duas palavras pela pronúncia. Resposta correta: C Linguagens, Códigos e suas Tecnologias Competências: 6 e 8 Habilidades: 20 e 25 Alternativa a: incorreta. Conforme a perspectiva ado- tada, a relação que existe entre os dois vocábulos é a sinonímia, entretanto suas grafias e fonemas são distintos, portanto são heterógrafos e heterófonos e costumam mesmo ocorrer em lugares distintos, uma marca de variação diatópica. Alternativa b: incorreta. Assim como o exemplo do par “farmácia” e “pharmacia”, “telefone” e “telephone” têm a mesma pronúncia, portanto, mesmo com a variação diacrônica da língua, um falante atual não teria dificul- dades em supor uma pronúncia para a palavra, mes- mo estranhando sua grafia. Alternativa c: correta. A noção que está em jogo neste caso é a distinção entre fones e fonemas, ou seja, en- tre os sons que de fato são articulados e o conjunto de suas abstrações, que permitem que se entendam fa- lantes de variedades geográficas distintas e, em última instância, possibilitam a interação entre os indivíduos. Alternativa d: incorreta. Nas línguas naturais, não há sinonímia perfeita, então, mesmo que as duas pala- vras sejam equivalentes em muitas situações, não o são em absolutamente todas. Alternativa e: incorreta. Sendo homófonas, qualquer falante, ainda que ideal, não conseguiria diferenciar as duas pela pronúncia, que é o que se afirma na alter- nativa. A distinção entre os vocábulos é somente ob- servável na escrita, ou quando estão inseridos em um contexto, visto que têm significados distintos. 85
  27. 27. LC - 2° dia | Ciclo 5 - Página 41 2014 QUESTÃO 61 Os nomes dados à terra descoberta Por se tratar de uma ilha deram-lhe o nome de ilha de Vera Cruz. Ilha cheia de graça Ilha cheia de pássaros Ilha cheia de luz. Ilha verde onde havia mulheres morenas e nuas anhangás a sonhar com histórias de luas e cantos bárbaros de pajés em poracés batendo os [pés. Depois mudaram-lhe o nome pra terra de Santa Cruz. Terra cheia de graça Terra cheia de pássaros Terra cheia de luz. [...] Cassiano Ricardo. In: Geraldo Cantarino. Uma ilha chamada Brasil: o paraíso irlandês no passado brasileiro. Rio de Janeiro: Mauad, 2004. p. 242. Para os autores modernistas, a valorização da iden- tidade nacional era importante, atitude que era recor- rente e se apoiava em diretrizes dos manifestos mo- dernistas ou das vanguardas europeias. No poema em questão, de Cassiano Ricardo, a valori- zação nacional A segue os princípios do Futurismo, guiando-se pelo enaltecimento da imobilidade pensativa, pelo mo- vimento agressivo. B é inspirada nos princípios do Expressionismo, guiando-se pela valorização das impressões do poeta sobre a vida urbana e rural. C é construída por meio dos princípios do manifesto Verde-Amarelismo, guiando-se pelo nacionalismo, pelo ufanismo e pela nação sem problemas. D é construída por meio dos princípios do manifesto Pau-Brasil, guiando-se pela manifestação da re- volta contra a dominação cultural estrangeira. E segue os princípios cubistas, em que a poesia se deforma tal como as imagens e as representações humanas nas pinturas. Resposta correta: C Linguagens, Códigos e suas Tecnologias Competência: 5 Habilidade: 15 O poema de Cassiano Ricardo adota a defesa do manifes- to Verde-Amarelismo, no qual se declara um nacionalismo exagerado e ufanista. Percebe-se isso nas passagens em que o poeta apresenta a terra cheia de graça, cheia de luz e cheia de pássaros, em uma idealização perfeita. 86
  28. 28. LC - 2° dia | Ciclo 5 - Página 42 2014 QUESTÃO 62 Tenho um amigo cujo filho pretendeu entrar para a di- plomacia. Não que tivesse vocação para a carreira; a vo- cação dele era para o turismo, mas como quem é pobre a maneira mais fácil de fazer viagem é fazer-se diploma- ta, candidatou-se ao curso do Instituto Rio Branco. Foi reprovado em português no vestibular. Os leitores hão de imaginar que ele redigia mal, ou que havia na banca um funcionário do Dasp* que lhe tinha perguntado, por exemplo, o presente do indicativo do verbo “precaver”. Foi pior do que isso: um dos examinadores saiu-se com essa questão absolutamente inesperada para um candi- dato a diplomata: “Qual o nome da fêmea do cupim?”. O rapaz embatucou e o mais engraçado é que ignora até hoje. Inquiriu todo mundo, ninguém sabia. *Antigo Departamento de Administração do Serviço Público, do Governo Federal. Manuel Bandeira. “A fêmea do cupim”. In: Humberto Werneck (Org.). Boa companhia: crônicas. São Paulo: Companhia das Letras, 2005. Com base no que está implícito no fragmento apresen- tado, pode-se concluir que A o concurso do Instituto prezou por um conheci- mento que não só não interessa a ninguém como não tem uso prático. B o rapaz não estudou suficientemente para a prova, pois, apesar de não ser de conhecimento popular, a resposta está nos livros de Português. C o examinador fez uma pergunta que nem mesmo ele sabia apenas com o intuito de testar a capaci- dade criativa do candidato. D o narrador mostra não compreender a importância do uso do feminino do cupim para um diplomata, o que demonstra seu preconceito. E os concursos, como o do Dasp, cobram conheci- mentos sobre aspectos da língua portuguesa que não são necessários. Resposta correta: A Linguagens, Códigos e suas Tecnologias Competência: 5 Habilidade: 15 Pode-se concluir, com base no texto, que o concurso do Instituto prezou por um conhecimento sem qualquer uso prático em diplomacia nem, sequer, um uso co- mum ou mesmo popular, tanto que ninguém a quem o rapaz perguntou sabia a resposta. 87
  29. 29. LC - 2° dia | Ciclo 5 - Página 43 2014 QUESTÃO 63 Texto I Victor Meirelles. Moema. Óleo sobre tela, 1866. Masp, São Paulo. Disponível em: <http://masp.art.br/masp2010/acervo_detalheobra. php?id=357>. Acesso em: 6 jun. 2014. Texto II Embora Moema fosse uma das personagens mais lembradas dessa literatura (indianista) em construção, ela não passava de uma imagem mental e não visual. Victor Meirelles pintou seu quadro de grandes dimen- sões e o expôs no Rio de Janeiro em 1866. Trata-se da primeira grande imagem de Moema. Mas não é uma cena de Caramuru. Mais do que obedecer à obra lite- rária, Meirelles integrou-se a uma ampla tradição pic- tórica, recriando a história de Moema. O quadro atuou profundamente nas artes do Brasil. Sua fortuna crítica, contudo, é consideravelmente menor mesmo em rela- ção a outros quadros do pintor. Alexander Gaiotto Myoshi. “Moema é morta”. 420f. Tese (Doutorado em História) – Instituto de História e Filosofia, Unicamp, 2010. O texto II discute a relação de intertextualidade entre a obra literária indianista Caramuru, de Diogo Álvares Correia, e a obra de arte Moema, de Victor Meirelles. Segundo esse texto, a cena retratada no quadro A não leva em conta nada da obra literária; dessa forma, não poderia ser considerada como uma in- tertextualidade visual real, mas apenas mental. B considera apenas a tradição literária indianista, compondo uma identidade visual à índia Moema, que, antes, era apenas uma construção mental. C foi uma das menos estudadas pela crítica devido ao descuido do autor ao representar uma cena não pertencente à obra literária Caramuru. D distorce o verdadeiro sentido da obra literária, estabelecendo um modelo inteiramente novo de identidade visual para o indígena. E não representa uma cena da obra literária; pois, em vez de basear sua construção visual na litera- tura, o pintor preferiu recorrer à tradição da pintura. Resposta correta: E Linguagens, Códigos e suas Tecnologias Competência: 4 Habilidade: 12 Segundo o texto, o pintor de Moema não representou uma cena de Caramuru, pois preferiu, ao transformar a índia em imagem, seguir alguns preceitos e modelos já estabelecidos pela tradição pictória, ou seja, da pin- tura. Sendo assim, ele dá uma identidade visual à índia (que antes existia apenas no universo do pensamento literário), mas a constrói com base em modelos já exis- tentes, e não de cenas da obra literária. 88
  30. 30. LC - 2° dia | Ciclo 5 - Página 44 2014 QUESTÃO 64 Segundo o crítico literário Alfredo Bosi, em seu livro História concisa da literatura brasileira, o intenso amor à música, que acompanharia Mário de Andrade até à morte, leva esse autor a dois sistemas de compor: o me- lódico e o harmônico. No sistema melódico, o verso é um “arabesco horizontal de vozes (sons) consecutivas” e, no sistema harmônico, o verso organiza-se “por pa- lavras sem ligação imediata entre si”; essas palavras se sobrepõem umas às outras, formando harmonias. Nesse contexto, considera-se como exemplo da har- monia de Mário de Andrade o trecho reproduzido em: A “Moça linda bem tratada Três séculos de família Burra como uma porta: Um amor.” B “Monotonias das minhas retinas... Serpentinas de entes frementes a se desenrolar... Todos os sempres das minhas visões! ‘Bom giorno, caro’.” C “Mamãe! me dá essa lua, Ser esquecido e ignorado Com esses nomes de rua” D “A vida é pra mim, está se vendo, Uma felicidade sem repouso; Eu nem sei mais se gozo, pois que o gozo Só pode ser medido em se sofrendo.” E “Antes que chegasse a noite se lembraram de voltar. Disseram adeus para todos e se puseram de novo pelos atalhos da serra cada qual no seu cavalo.” Resposta correta: B Linguagens, Códigos e suas Tecnologias Competência: 5 Habilidades: 15 e 16 Um exemplo claro da harmonia de Mário de Andrade está na alternativa b, pois apenas nesse trecho as pa- lavras se sobrepõem sem ligação imediata entre si, formando harmonias. QUESTÃO 65 Cantiga Nas ondas da praia Nas ondas do mar Quero ser feliz Quero me afogar. Nas ondas da praia Quem vem me beijar? Quero a estrela-d'alva Rainha do mar. Quero ser feliz Nas ondas do mar Quero esquecer tudo Quero descansar. Disponível em: <https://poemadodia.wordpress.com/category/ manuel-bandeira/>. Acesso em: 6 jun. 2014. Esse poema de Manuel Bandeira, como muitos outros de sua autoria, foi musicado e é cantado, o que é de- corrente do fato de o poema apresentar A o mar cantado pelas inspirações poéticas como tema. B métrica livre de 4 sílabas poéticas. C métrica de 5 sílabas poéticas. D ritmo associado ao tema e ao lirismo. E métrica livre. Resposta correta: C Linguagens, Códigos e suas Tecnologias Competências: 4 e 5 Habilidades: 12, 14 e 16 A métrica é importante para a musicalidade do poema; nesse caso, ela é de cinco sílabas poéticas. 89 90
  31. 31. 2014 LC - 2° dia | Ciclo 5 - Página 62 2014 Atenção: Escolha apenas uma língua estrangeira: Inglês (86 a 90) OU Espanhol (91 a 95). Marque, em sua folha de respostas, somente os itens que correspondem à numeração da prova escolhida. Independentemente da opção de língua estrangeira feita pelo aluno, qualquer marcação na prova de Inglês fará com que esta prova – e somente esta – seja considerada no momento da correção. QUESTÃO 86 Disponível em: <www.gocomics.com/garfield#.U5i2hfldV8E>. Acesso em: 13 jan. 2014. Na tirinha, John questiona sobre a possibilidade de o mundo explodir e de aqueles serem seus últimos momentos de vida. Segundo Garfield, se houvesse um botão, ele o apertaria, A para que John parasse de reclamar sobre o fim do mundo. B para que o mundo explodisse, e, assim, ele se livrasse de John. C para que uma máquina o levasse para onde só houvesse gatos. D para que John passasse seus últimos momentos somente com ele. E para mostrar ao John que ele não precisa ter medo de morrer. Resposta correta: B Linguagens, Códigos e suas Tecnologias Competência: 2 Habilidade: 6 Como John estava se referindo ao final da sua vida por causa de uma possível explosão do mundo, Garfield faz referência a um botão, como se este fosse suficiente para realizar essa hipótese, para que ele não tivesse mais que suportar os lamentos de John. 91
  32. 32. LC - 2° dia | Ciclo 5 - Página 63 20142014 QUESTÃO 87 Disponível em: <http://timbuktu.me/blog/wp-content/uploads/2012/11/letter-to- santa-580x750.jpg>. Acesso em: 12 jun. 2014. (Adapt.). Muitas crianças, perto do Natal, escrevem cartas para o Papai Noel pedindo presentes e justificando por que deveriam ganhá-los. A carta reproduzida anteriormente pertence a Nitya; nela, a menina pede ao Papai Noel um cachorro de presente e diz ser merecedora desse presente porque A o cão seria uma companhia para o seu coelho entediado. B é a melhor aluna da escola. C tem o poder de falar com os animais. D toma conta muito bem dos animais. E tirou ótimas notas na escola. Resposta correta: E Linguagens, Códigos e suas Tecnologias Competência: 2 Habilidade: 7 Em sua carta, Nitya diz que merece ganhar um cachor- ro porque tirou ótimas notas na escola; além disso, ela acha que ter um coelho é muito entediante. A alternati- va d não é correta, pois ela é a justificativa de por que ela merece ter o poder de falar com os animais. QUESTÃO 88 Disponível em: <http://static.neatorama.com/images/2013-01/new-year- resolution.jpg>. Acesso em: 12 jun. 2014. Uma prática comum para muitas pessoas em todo co- meço de ano é fazer uma lista de resoluções para o ano que se inicia. A lista reproduzida anteriormente foi reaproveitada e reformulada por vários anos. O único item da lista original que foi cumprido foi A perder peso. B parar de beber. C ser bom com a esposa. D enfrentar o chefe. E ficar em forma. Resposta correta: D Linguagens, Códigos e suas Tecnologias Competência: 2 Habilidade: 5 Quando o item 4 da lista foi alterado para “procurar empre- go”, percebe-se que a pessoa realmente enfrentou o che- fe, porém acabou sofrendo as consequências desse ato. Alternativa a: incorreta. Ele não conseguiu perder peso e remarca esse objetivo duas vezes. Alternativa b: incorreta. Fica implícito que ele não con- seguiu parar de beber, mas vai se esforçar para beber menos, pois risca o item e escreve ao lado “drink less” (beber menos). Alternativa c: incorreta. Ele não conseguiu cumprir, tanto que acabou se divorciando da esposa. Alternativa e: incorreta. Não conseguiu emagrecer, tam- pouco ficar em forma. 92 93
  33. 33. LC - 2° dia | Ciclo 5 - Página 64 2014 QUESTÃO 89 Disponível em: <http://bellroy.com/>. Acesso em: 12 jan. 2014. As propagandas têm sempre preferência por trabalhar mais a linguagem visual para convencer o leitor de algo. Nessa propaganda, assimilando imagem e texto, ob- serva-se que a sugestão dada para diminuir o volume da carteira é A usar menos cartões de crédito. B usar um tipo novo de couro feito para carteiras. C contratar uma empresa que remova o couro de dentro dela. D usar uma que tenha menos couro entre as partes internas. E usar carteiras de tecido em lugar das de couro. Resposta correta: D Linguagens, Códigos e suas Tecnologias Competência: 2 Habilidades: 6 e 7 Segundo a propaganda, para reduzir o volume da car- teira, é necessário que haja menos couro entre os seus cartões e, para conseguir uma carteira assim, basta comprar as da marca Bellroy. 94
  34. 34. LC - 2° dia | Ciclo 5 - Página 65 2014 QUESTÃO 90 Stages of sleep Every 60-100 minutes we go through a cycle of four stages of sleep • Stage 1 is a drowsy, relaxed state between being awake and sleeping – breathing slows, muscles relax, heart rate drops • Stage 2 is slightly deeper sleep – you may feel awake and this means that, on many nights, you may be asleep and not know it • Stage 3 and Stage 4, or Deep Sleep – it is very hard to wake up from Deep Sleep because this is when there is the lowest amount of activity in your body • After Deep Sleep, we go back to Stage 2 for a few minutes, and then enter Dream Sleep – also called REM (rapid eye movement) sleep – which, as its name suggests, is when you dream In a full sleep cycle, a person goes through all the stages of sleep from one to four, then back down through stages three and two, before entering dream sleep Source: Gregg Jacobs Disponível em: <www.bbc.co.uk/news/magazine-16964783>. Acesso em: 12 jun. 2014. Em uma notícia relacionada ao sono, o site da BBC acrescentou esse boxe com informações sobre os es- tágios do sono. Com base no que foi exposto pelo site, para que uma pessoa possa sonhar, ela tem que passar A duas vezes pelos estágios 2 e 3. B duas vezes pelo estágio 2. C duas vezes pelo estágio 3. D duas vezes pelos estágios de 1 a 3. E uma vez por todos os estágios. Resposta correta: A Linguagens, Códigos e suas Tecnologias Competência: 2 Habilidade: 6 A leitura do último item do texto leva a pensar que, após o estágio 4, uma pessoa passa diretamente para o estágio 2, sem passar pelo estágio 3. Entretanto, no último parágrafo está escrito que, para chegar ao es- tágio do sonho, é necessário passar pelos estágios de 1 a 4 e depois voltar pelos estágios 3 e 2. Sendo as- sim, passa-se pelos estágios 2 e 3 duas vezes antes de chegar ao estágio do sonho. 95
  35. 35. LC - 2° dia | Ciclo 5 - Página 66 2014 Atenção: Escolha apenas uma língua estrangeira: Inglês (86 a 90) OU Espanhol (91 a 95). Marque, em sua folha de respostas, somente os itens que correspondem à numeração da prova escolhida. Independentemente da opção de língua estrangeira feita pelo aluno, qualquer marcação na prova de Inglês fará com que esta prova – e somente esta – seja considerada no momento da correção. QUESTÃO 91 Evo Morales dice que no debería eliminarse el trabajo infantil El Presidente Evo Morales defendió el trabajo infantil y consideró la posibilidad de rebajar la edad tope de 14 años para que los menores accedan al trabajo en el nuevo Código niño, niña y adolescentes en el país. Luego de sostener una reunión con niños trabajadores en palacio de gobierno, el Presidente Evo Morales dijo que, según su opinión, no debería prohibirse por ley el trabajo de menores de edad, pero tampoco promover su explotación. “No se puede explotar al niño, por supuesto, no se puede explotar al niño pero a veces la necesidad te obliga a trabajar, la vivencia te obliga a trabajar, pero lo más importante coincidimos con los niños esta mañana cuando uno trabaja desde niño o niña tiene más conciencia social”, dijo Morales. Disponível em: <http://cnnespanol.cnn.com/2013/12/23/evo-morales-dice- que-no-deberia-eliminarse-el-trabajo-infantil/>. Acesso em: 5 jan. 2014. De acordo com o texto, uma das justificativas do Presiden- te Evo Morales para não eliminar o trabalho infantil é que A esse trabalho está previsto por lei no Código da Criança e do Adolescente da Bolívia; por essa ra- zão, acabar com ele seria inconstitucional. B ele passa a ser regulamentado se houver uma lei para isso, o que acabaria com a exploração de me- nores. C as próprias crianças e adolescentes bolivianos dis- seram, em reunião com o governo, que gostam de trabalhar e pediram ao presidente uma lei que re- gularizasse essa situação. D a pobreza do país obriga crianças a trabalharem muito cedo, e, como não é possível acabar com a exploração infantil, é melhor seguir a constituição e permitir que se possa trabalhar a partir dos 14 anos. E tanto o presidente quanto as crianças e adolescen- tes que trabalham e que estiveram reunidos com ele acreditam que, quando se começa a trabalhar cedo, se desenvolve maior consciência social. Resposta correta: E Linguagens, Códigos e suas Tecnologias Competência: 2 Habilidade: 5 Uma das justificativas usadas por Evo Morales para não acabar com o trabalho infantil é dizer que ele e as crianças acreditam que, trabalhando desde cedo, aprenderiam a ter mais consciência social, o que seria bom para o futuro do país. Ele deseja alterar a consti- tuição, para que as crianças possam começar a traba- lhar a partir dos 14 anos; dessa forma, o caso em que crianças com idade inferior a essa já trabalham deixa- ria de ser considerado trabalho infantil ou exploração. 96
  36. 36. LC - 2° dia | Ciclo 5 - Página 67 2014 QUESTÃO 92 “La policía me ha detenido 160 veces por mi cara” Yafar, de 29 años y nacido en Camerún, atravesó a pie dos desiertos africanos. Sus pies encallecidos conservan las huellas de varios miles de kilómetros a lo largo de casi tres años de agotadoras caminatas antes de saltar la valla y alcanzar Melilla, puerta de la anhelada Europa. Él lo logró, pero recuerda que algunos que buscaban lo mismo murieron en el trayecto. En febrero de 2005 arribó por fin a Madrid. Y se instaló en la localidad de Parla, donde no le esperaba ningún edén, sino una odisea de detenciones sistemáticas. Tantas, y tan seguidas, que hace un año dejó la vivienda quecompartíaconotrosinmigrantesycambiódedomicilio y población. Los agentes le tenían breado. Yafar se ríe cuando se le pregunta cuántas veces ha sido detenido o identificado en la calle desde que llegó a España. “¡Uf!, dejé de contarlas hace tiempo, pero calculo que unas 160... Hubo un mes en que me llevaron 17 veces detenido a la comisaría, y días en que me detenían por la mañana y también por la tarde, solo por mi cara”. Disponível em: <http://politica.elpais.com/politica/2014/01/04/ actualidad/1388867602_475432.html>. Acesso em: 5 jan. 2014. De acordo com o trecho, o camaronês A é alvo de discriminação racial, pois já foi detido vá- rias vezes somente por sua “cara”, ou seja, por não ter o biótipo típico do espanhol. B é alvo de xenofobia, pois seus traços faciais e pés ca- lejados deixam claro que ele entrou no país clandes- tinamente em busca de melhores condições de vida. C acha normal ser detido tantas vezes por ser afri- cano, já que os amigos que viviam com ele faziam coisas erradas, e, por isso, ele preferiu se mudar de casa. D acha engraçado que os espanhóis tenham tanto medo dele por ser africano e, por isso, dá risada quando o detêm. E acredita que, se ele não tivesse entrado ilegalmente no país, seria mais bem tratado pelos espanhóis. Resposta correta: A Linguagens, Códigos e suas Tecnologias Competência: 2 Habilidade: 5 Yafar, o camaronês, é alvo de discriminação racial. Por ser negro, a polícia espanhola sempre o detém, mes- mo quando nada justifica essa ação. 97
  37. 37. LC - 2° dia | Ciclo 5 - Página 68 2014 QUESTÃO 93 Según datos de la Comisión Europea, cada vez más el desperdicio de alimentos se produce por el mundo. Algunos de esos datos están en el grafico a seguir: DESPERDICIO DE ALIMENTOS PÉRDIDA Y DESPERDICIO DE ALIMENTOS PER CÁPITA En kilos al año por persona Europa América del Norte y Oceania América Latina Asia industria- lizada África sub- sahariana África del Norte, Asia occidental y central Asia meri- dional y sudoriental 300 250 200 150 100 50 Consumidor Producción para el comercio minorista Fonte: <http://ep01.epimg.net/sociedad/imagenes/2014/01/04/ actualidad/1388855561_420931_1388865479_sumario_normal.p>. Acesso em: 5 jan. 2014. (Adapt.). Com base no gráfico, é possível inferir que A um europeu joga 300 quilos de comida por ano no lixo, sendo o povo que mais desperdiça alimentos no mundo. B um norte-americano desperdiça mais alimentos do que um asiático. C um habitante da Ásia Central joga no lixo mais ali- mentos do que um morador da América Latina. D um africano subsaariano desperdiça mais alimentos que um africano que vive no norte do continente. E quem menos desperdiça alimentos são os africanos. Resposta correta: B Linguagens, Códigos e suas Tecnologias Competência: 2 Habilidade: 6 O gráfico mostra que quem mais joga comida no lixo são os habitantes da América do Norte e da Oceania, portanto eles desperdiçam mais que um asiático, seja um morador da Ásia industrializada (como Japão) ou de outras partes do continente. QUESTÃO 94 Disponível em: <www.gaturro.com/tiras/tiras.php?id=8024&seccion=TR2&id_ categoria=&id_personaje=>. Acesso em: 5 jan. 2014. A personagem da tirinha, Gaturro, foi criada por um car- tunista argentino. O último quadrinho faz uma síntese da tirinha em questão, na qual se deseja exprimir que A o gato não sabe escrever, mas isso não importa, pois está contente e demonstra isso com atos de carinho e gentileza. B os jovens argentinos, embora gentis em excesso, têm pouca proficiência na leitura e na escrita. C podemos nos sentir felizes quando agimos de for- ma gentil e carinhosa com as pessoas. D podemos ser felizes quando recebemos, entre ou- tras coisas, presentes de nossos amigos e fami- liares. E a simpatia da personagem faz ser irrelevante, para os leitores do quadrinho, seu erro ortográfico. Resposta correta: C Linguagens, Códigos e suas Tecnologias Competência: 2 Habilidade: 7 No último quadrinho, o autor faz uma brincadeira entre a palavra “felicidades” e a oração “feliz si das” (feliz se você dá algo a alguém). Assim, a história deseja exprimir, mostrar, o quão felizes podemos ser ao de- monstrar afeto. 98 99
  38. 38. LC - 2° dia | Ciclo 5 - Página 69 2014 QUESTÃO 95 En Brasil, el escenario es de las mujeres El país de la samba ya tuvo en primera línea a voces femeninas legendarias, como Rita Lee, Maria Bethânia, Gal Costa, Clara Nunes y la fallecida Elis Regina, que surgieron en las décadas de los sesenta, setenta y ochenta. Esas mujeres emblemáticas forman ahora una histórica vieja guardia en un país que comienza a prestar la atención a nuevas voces femeninas de una generación de cantantes con nombres hippies y actitud moderna. Una de ellas es Mariana Aydar. Con más influencia de la samba y de la MPB, Aydar tiene cuatro discos en el currículo y su brasilidade aparece bien clara. No solo en la música, sino también en el discurso. “Musicalmente creo que estamos acostumbrados a la diversidad y al ritmo intrínsecos a nuestra música”, dice. “La suavidad, el swing... Aquí todo el mundo hace percusión con alguna cosa, la mesa, el tamborín, el plato”, cuenta. Disponível em: <http://cultura.elpais.com/cultura/2014/01/04/ actualidad/1388866538_319611.html>. Acesso em: 6 jan. 2014. De acordo com o texto, a brasilidade é expressa por Mariana Aydar em sua(seu) A música, por ser suave e contar com o tamborim na percussão. B discurso, quando diz que os brasileiros gostam de tamborilar com alguma coisa. C discurso, ao dizer que os brasileiros preferem os diversos ritmos nacionais aos internacionais. D música, influenciada por cantoras como Rita Lee e Gal Costa. E aparência, caracterizada como hippie e com atitude moderna. Resposta correta: B Linguagens, Códigos e suas Tecnologias Competência: 2 Habilidade: 5 Para o autor do texto, Mariana Aydar expressa sua brasilidade na música, por ter forte influência do sam- ba e da MPB, e, em seu discurso, quando diz que o povo brasileiro está acostumado à diversidade de rit- mos intrínsecos à cultura musical brasileira e que, no Brasil, todos tamborilam (ou seja, batem com os dedos em alguma superfície de forma ritmada), criando uma percussão com a mesa, por exemplo. 100

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