Fases pré clínica e clínica no desenvolvimento de medicamentos

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Fases pré clínica e clínica no desenvolvimento de medicamentos

  1. 1. AULA 1 Fases Pré-Clínica e Clínica do desenvolvimento de um medicamento Prof. Herbert Cristian de Souza Economia e Gestão da Saúde II
  2. 2. EGS II – Prof. Herbert Cristian de Souza Visão Geral do Desenvolvimento de um Medicamento
  3. 3. EGS II – Prof. Herbert Cristian de Souza
  4. 4. EGS II – Prof. Herbert Cristian de Souza Fase Pré-Clínica  Teste das substâncias em laboratórios e animais de experimentação  Precede os testes em seres humanos  Verifica como a substância se comporta no organismo  Segue normas de proteção aos animais  Eliminação de > 90% dos compostos estudados nesta fase
  5. 5. EGS II – Prof. Herbert Cristian de Souza Ensaios pré-clínicos Onde se situam no desenvolvimento de um medicamento
  6. 6. EGS II – Prof. Herbert Cristian de Souza Fases de desenvolvimento de um medicamento  Ensaios laboratoriais (in-vitro)  Aula 1 – Pesquisa de novos compostos potencialmente ativos  Ensaios pré-clínicos (in-vivo)  Investigação realizada em animais de experimentação  Definição do perfil farmacológico  Definição do perfil toxicológico (efeitos colaterais, carcinogenia, etc.)  Demonstração de segurança  Avaliação processos farmacocinéticos  Estudos de pré-formulação e formulação
  7. 7. EGS II – Prof. Herbert Cristian de Souza Teste pré-clínico in vitro para avaliar irritabilidade a produtos químicos e cosméticos http://www.narcissus.com.br/servicos_testespreclinicos.php
  8. 8. EGS II – Prof. Herbert Cristian de Souza Teste pré-clínico in vitro para avaliar irritação ocular O ensaio é baseado na medida da opacidade e da permeabilidade da córnea de bezerro após o contato com o produto teste. VIEIRA, M. S et al
  9. 9. EGS II – Prof. Herbert Cristian de Souza Animais de experimentação  1790 as primeiras utilizações Fonte: Centro de Criação de Animais de Laboratório/Fiocruz. Camundongos, Ratos e Hamsters 90% de todas as pesquisas
  10. 10. EGS II – Prof. Herbert Cristian de Souza Animais de Experimentação Legislação Brasileira  1934 – Primeira Legislação  1978 – Normas para práticas didático científicas  2008 – Lei nº 11.794/08 (Lei Arouca)  Cria o CONCEA (Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal) e torna obrigatória a constituição das CEAUs (Comissões de Ética no Uso de Animais) em instituições com atividades de ensino ou pesquisa com animais. (MIZIARA et al., 2012)
  11. 11. EGS II – Prof. Herbert Cristian de Souza Animais de experimentação  Mitos em testes de animais:  1 – Não existem leis e regulamentações sobre pesquisa em animais  2 – Modelos de computadores podem substituir os testes em animais (eles complementam)  3 – Cães, gatos e macacos são usados mais que qualquer outro animal em pesquisa (< 1%)  4 – Animais perdidos são vendidos para centros de pesquisa (não tem procedência)  5 – Não existem centros clandestinos de testes em animais  6 – Animais são mal tratados e mal cuidados  7 – Faz testes sem critérios  8 – Humanos são utilizados nesta fase
  12. 12. EGS II – Prof. Herbert Cristian de Souza Boas Práticas em Experimentação animal
  13. 13. EGS II – Prof. Herbert Cristian de Souza Centros de Pesquisa com experimentação animal  Modelos mais adequados para experimentações de um composto  Variáveis altamente controladas  Animais com linhagens próprias para pesquisas específicas  Animais com procedência Ativistas invadem o Instituto Royal Assista este vídeo em: https://goo.gl/Ks0Yjf
  14. 14. EGS II – Prof. Herbert Cristian de Souza Centros de Pesquisa com experimentação animal Instituto Royal Assista este vídeo em: https://goo.gl/Ks0Yjf
  15. 15. EGS II – Prof. Herbert Cristian de Souza Passado e presente dos estudos pré-clínicos  Início do século XX e avanços da indústria farmacêutica:  Experimentações em humanos e animais  Sem regulamentações sobre os experimentos e aumento destes durante a 2º guerra mundial  Criação do Código de Nuremberg  Estabeleceu que nenhum composto poderia ser testado em seres humanos sem antes passar por uma série de estudos em animais.
  16. 16. EGS II – Prof. Herbert Cristian de Souza Vídeo Código de Nuremberg Assista este vídeo em: https://goo.gl/Ks0Yjf
  17. 17. EGS II – Prof. Herbert Cristian de Souza Estudos toxicológicos e segurança farmacológica  Condução de estudos não clínicos de segurança durante o desenvolvimento de medicamentos
  18. 18. EGS II – Prof. Herbert Cristian de Souza Estudos toxicológicos e segurança farmacológica  Principais características avaliadas:  Vias de administração  Seleção e determinação da dosagem  Parâmetros clínicos  Mortalidade, sinais clínicos, variações no peso e consumo de ração e água, patologia clínica, duração e reversibilidade da toxicidade, investigações anátomo e histopatológicas.  Fertilidade e desenvolvimento embrionário inicial  Potencial de causar mutações gênicas, alterações cromossômicas ou alterações carcinogênicas  Impacto da substância no local de aplicação  Potenciais efeitos farmacodinâmicos indesejáveis da substância teste nos diversos sistemas do organismo
  19. 19. EGS II – Prof. Herbert Cristian de Souza Parâmetros farmacocinéticos do LASSBio-596 após administração de 10 mg/kg a ratos Wistar
  20. 20. EGS II – Prof. Herbert Cristian de Souza Análise histopatológica do estudo de toxicidade
  21. 21. EGS II – Prof. Herbert Cristian de Souza Estudos de eficácia de uma substância Teste placa quente para testes de substâncias frente a analgesia Assista este vídeo em: https://goo.gl/Ks0Yjf
  22. 22. EGS II – Prof. Herbert Cristian de Souza Ensaios pré-clínicos (in-vivo)  Estudos de pré-formulação  Possibilidade de produção em grande escala  Custos de produção?  Solubilidade ?  Adequação do veículo ?  Estabilidade?  Concentrações / doses ?  Vias de administração?  Significado de resultados positivos e negativos ?  Conhecimento do(a) modelo/técnica?
  23. 23. Fase Clínica do desenvolvimento de um medicamento Prof. Herbert Cristian de Souza
  24. 24. EGS II – Prof. Herbert Cristian de Souza Fase Clínica do desenvolvimento de um medicamento  A fase clínica é a fase de testes em seres humanos.  Descobrir ou verificar:  Efeitos clínicos e farmacológicos (farmacocinéticos ou farmacodinâmicos)  Efeitos indesejáveis  É composta por quatro etapas sucessivas  Fase Clínica I  Fase Clínica II  Fase Clínica III  Fase Clínica IV
  25. 25. EGS II – Prof. Herbert Cristian de Souza Fase Clínica do desenvolvimento de um medicamento  Características da fase clínica:  São conduzidos de forma sequencial e de acordo com objetivos bem definidos.  Cada fase tem por base os resultados da fase anterior  A segurança dos doentes não deve ser colocada em risco
  26. 26. EGS II – Prof. Herbert Cristian de Souza Fase Clínica I  Primeiros estudos em seres humanos:  20 a 80 voluntários saudáveis  Visa a segurança: estabelece evolução preliminar de segurança  Resultados criam um perfil farmacocinético  Análise preliminar do metabolismo e biodisponibilidade do fármaco  Quando possível um perfil farmacodinâmico  Voluntários  São saudáveis  Em alguns casos:  Podem ser conduzidos em doentes com patologias graves tais como doença oncológica ou SIDA.
  27. 27. EGS II – Prof. Herbert Cristian de Souza Fase Clínica I  Objetivos da Fase I  Tolerância em voluntários saudáveis  Maior dose tolerável  Menor dose efetiva  Relação dose/efeito  Duração do efeito  Efeitos colaterais
  28. 28. EGS II – Prof. Herbert Cristian de Souza Fase Clínica II  Quantidade  70 a 200 (até 500) geralmente doentes  Selecionados por critérios rigorosos  Uso de diferentes formulações e formas farmacêuticas  Objetivos da Fase II  Indicação da eficácia  Confirmação da segurança (toxicidade)  Biodisponibilidade e bioequivalência de diferentes formulações  Avalia a dose e a frequência de administração para os ensaios de Fase III.  Estabelece as relações dose-resposta
  29. 29. EGS II – Prof. Herbert Cristian de Souza
  30. 30. EGS II – Prof. Herbert Cristian de Souza
  31. 31. EGS II – Prof. Herbert Cristian de Souza Fase Clínica III  Estudos Internacionais acima 800 pacientes  Multicentros com diferentes populações de pacientes para demonstrar eficácia e segurança.  Compara-se o novo com o existente  Estudos randomizados  Divididos em dois grupos  Grupo controle - recebe o tratamento padrão  Grupo investigacional - recebe a nova medicação  Combinação de substâncias  Pode haver a combinação de dois medicamentos
  32. 32. EGS II – Prof. Herbert Cristian de Souza Fase Clínica III  Visa o estabelecimento do perfil terapêutico:  Indicações  Dose e via de administração  Contra-indicações  Efeitos colaterais  Medidas de precaução  Interações clinicamente relevantes (idade, peso, sexo, etc.)  Demonstração de vantagem terapêutica  Novo fármaco frente aos de escolha  Estratégias de Farmacoeconomia  Definição de preços, distribuição, publicações, etc.
  33. 33. EGS II – Prof. Herbert Cristian de Souza Fase IV (Farmacovigilância)  São pesquisas realizadas depois da sua comercialização  Objetivos  Restabelecer o valor terapêutico  Identificar o surgimento de novas reações adversas  Confirmação da frequência de surgimento das reações já conhecidas  Avaliar as estratégias de tratamento  Aspectos mercadológicos  Estudos de suporte ao marketing  Estudos adicionais comparativos com produtos competidores  Novas formulações (palatabilidade, facilidade de ingestão)
  34. 34. EGS II – Prof. Herbert Cristian de Souza Rede de Hospitais Sentinela  Rede Sentinela funciona como observatório no âmbito dos serviços para o gerenciamento de riscos à saúde, em atuação conjunta e efetiva com o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS).
  35. 35. EGS II – Prof. Herbert Cristian de Souza Referências  Rocco, P. R. M. LASSBio-596: da Descoberta aos Ensaios Pré-clínicos. Rev. Virtual Quim. |Vol 2| |No. 1| |10-27  PORTAL DOS FÁRMACOS - Observatório de mídia do INCT-INOFAR. http://www.inct- inofar.ccs.ufrj.br/videos.html. Acessado em 10 de abril de 2015.  ANVISA. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Guia para a condução de estudos não clínicos de toxicologia e segurança farmacológica necessários ao desenvolvimento de medicamentos. Disponível em: http://migre.me/rDal9. Acesso em 10 de abril de 2015.  ANDRADE, A., PINTO, SC., and OLIVEIRA, RS., orgs. Animais de Laboratório: criação e experimentação [online]. Rio de Janeiro: Editora FIOCRUZ, 2002. 388 p.  MIZIARA, Ivan Dieb et al . Ética da pesquisa em modelos animais. Braz. j. otorhinolaryngol., São Paulo , v. 78, n. 2, p. 128-131, Apr. 2012 . Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1808- 86942012000200020&lng=en&nrm=iso. access on 26 Sept. 2015.  ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Guia de Estabilidade de Produtos Cosméticos, Brasília, 2004.  VIEIRA, M. S et al. Avaliação da irritação ocular do 4NC: livre e lipossoma por método alternativo ao uso de animais. Disponível em: http://www.sbpcnet.org.br/livro/63ra/conpeex/doutorado/trabalhos- doutorado/doutorado-marcelo-sousa.pdf

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