Assistencia enfermagem-cirurgica-1

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Assistencia enfermagem-cirurgica-1

  1. 1. Técnicas de enfermagemna assistência ao paciente cirúrgico
  2. 2. “Cirurgia ou operação é otratamento de doença, lesãoou deformidade externa e/ouinterna com o objetivo dereparar, corrigir ou aliviar umproblema físico”
  3. 3. CLASSIFICADA DE ACORDO COM A FINALIDADE:Diagnóstica ou exploratória: para se visualizar as partes internase/ou realizar biópsias (laparotomia exploradora)Curativa: correção de alterações orgânicas (retirada da amígdalainflamada); reparadora, quando da reparação de múltiplosferimentos (enxerto de pele)Reconstrutora ou cosmética:reconstituição (plástica para modelaro nariz, por exemplo)Paliativa: corrigir algum problema, aliviando os sintomas daenfermidade, não havendo cura (abertura de orifício artificial paraa saída de fezes sem ressecção do tumor intestinal, por exemplo).
  4. 4. CLASSIFICAÇÃO DA CIRURGIA POR POTENCIAL DECONTAMINAÇÃO* Limpas: realizadas em tecidos estéreis ou de fácildescontaminação, na ausência de processo infeccioso local, sempenetração nos Tratos Digestório, respiratório ou urinário, emcondições ideais de sala de cirurgia. Exemplo: cirurgia de ovário;*Potencialmente contaminadas: realizadas em tecidos de difícildescontaminação, na ausência de supuração local, compenetração nos tratos digestório, respiratório ou urinário semcontaminação significativa. Exemplo: redução de fratura exposta;
  5. 5. *Contaminadas: realizadas em tecidos recentementetraumatizados e abertos, de difícil descontaminação, comprocesso inflamatório mas sem supuração. Exemplo:apendicite supurada;*Infectadas: realizadas em tecido com supuração local, tecidonecrótico, feridas traumáticas sujas. Exemplo: cirurgia do retoe ânus com pus.
  6. 6. NOMECLATURA CIRUGICAO nome composto de raiz (identifica a parte do corpo a ser submetida à cirurgia),somada ao prefixo ou ao sufixoAngio (vasos sangüíneos) Orqui (testículo),Flebo (veia) Atro (articulação),Traqueo (traquéia) Gastro (estômago),Rino (nariz) Entero (intestino),Oto (ouvido) Salpinge ( trompas de falópio),Oftalmo (olhos) Mamo ( mamas)Hister(o) (útero) Espleno ( baço),Laparo (parede abdominal), Nefro ( rin)
  7. 7. Prefixo EX (externo, fora) CIRCUN( ao redor) CISÃO( separação)Ex: Exoftalmia (Projeção acentuada do globo Ocular) Circuncisão ou postectomia (Excisão do prepúcio)
  8. 8. SUFIXOSTomia: Incisão, corteStomia: Comunicar um orgãotubular oco, com exterior atravésde uma bocaEctomia: retitada parcial ou total Ex:de um orgão LaparotomiaPlastia: reparação plástica ColostomiaPexia: fixação EsplenectomaCentese: punção de um orgão ou Rinoplastiatecido para drenagem ou coleta Nefropexiade um líquido LaparoscopiaScopia : visualização de umacavidade atravéz de um aparelhoespecial
  9. 9. CLASSIFICAÇÃO COM BASE NA URGÊNCIAEmergência : atenção imediata; distúrbio pode serameaçador a vida.Urgência: atenção rápidaRequerida: o paciente precisa realizar a cirurgiaEletiva: o paciente pode ser operadoOpcional: essa decisão e do paciente
  10. 10. ESTRUTURA DO CENTRO CIRÚRGICO (CC) Devido ao seu risco:* Não-restrita : as áreas de circulação livre ( vestiários, corredor deentrada e sala de espera de acompanhantes).*Semi-restritas : pode haver circulação tanto do pessoal como deequipamentos, sem contudo provocarem interferência nas rotinasde controle e manutenção da assepsia( salas de guarda de material,administrativa, , copa e expurgo)*Restrita - o corredor interno, as áreas de escovação das mãos e asala de operação (SO) ; para evitar infecção operatória, limita-se acirculação de pessoal, equipamentos e materiais.
  11. 11. O CUIDADO DE ENFERMAGEM NO PRÉ-OPERATÓRIOAbrange desde o momento peladecisão cirúrgica até a transferência docliente para a mesa cirúrgica.
  12. 12. PERÍODO PRÉ-OPERATÓRIO DIVIDE-SE EMMEDIATO E IMEDIATO:*Pré-operatório mediato: o cliente ésubmetido a exames que auxiliam naconfirmação do diagnóstico e que auxiliarão oplanejamento cirúrgico, o tratamento clínicopara diminuir os sintomas e as precauçõesnecessárias para evitar complicações pós-operatórias, ou seja, abrange o período desde aindicação para a cirurgia até o dia anterior àmesma;
  13. 13. * Pré-operatório imediato: corresponde às 24 horasanteriores à cirurgia e tem por objetivo preparar ocliente para o ato cirúrgico mediante os seguintesprocedimentos: jejum, limpeza intestinal,esvaziamento vesical, preparo da pele – banho comsoluções antissépticas e aplicação de medicação pré-anestésica. A tricotomia quando indicada, serárealizada 2 horas antes da cirurgia para evitarcolonização da pele
  14. 14. PRÉ-OPERATÓRIO MEDIATOPreparo emocionalOrientar quanto a dor e náuseaOrientar quanto a deambulação precoce,ensinar movimentosativos dos MMIIMensurar dados Antropométricos(peso e altura), sinais vitaispara posteriores comparações.Encaminhar para realizar exames de sangue, raio-X, ECG, TC eoutros.Preparo do intestino quando indicado dias antes ou na noiteanterior a cirurgia.
  15. 15. PREVENINDO INFECÇÕESFATORES_ Quantidade e virulência dos microrganismos_Capacidade de defesa do clienteCUIDADOS DA EQUIPEUniformes limpos e unhas curtas e limpas, lavando as mãos antes eapós cada procedimento, respeitando as técnicas assépticas naexecução dos cuidados, oferecendo ambiente limpo e observandoos sinais iniciais de infecção.
  16. 16. CUIDADOS COM O PACIENTEBanho com antissépticos específicos (clorexidina ousolução de iodo PVPI) na noite anterior e no dia dacirurgia, tricotomia, lavagem intestinal, retirada deobjetos pessoais, próteses e outros. Entregar aoacompanhante do paciente ou listar os pertences – ocliente assina e guardar em cofre no Hospital
  17. 17. PRÉ-OPERATÓRIO MEDIATOPrevenindo complicações anestésicas1. Jejum de 6 a 12 horas antes da cirurgia objetiva evitar vômitose prevenir a aspiração de resíduos alimentares por ocasião daanestesia – redução dos Reflexos.
  18. 18. Prevenção de complicações com relação a infecçãoPele2.Higiene pessoal ( banho com germicida clorexidina ou soluçãode iodo PVPI)3. Tricotomia : máximo 2 horas antes ou no próprio centrocirúrgico, em menor área possível e com método o menosagressivo Staphylococcus aureus
  19. 19. 4.Esvaziamento Intestinal (8 a 12 horas antes do ato cirúrgico)Laxativos (medicamentos) Lavagem intestinal ou Enteroclisma – é a introdução de líquido (volumemáximo de 2000ml) no intestino, através do ânus ou da boca dacolostomia, com o objetivo de promover o esvaziamento intestinal)Enema (é a aplicação de no máximo 500ml de substância (contrasteradiológico, medicamento, etc.) pelo reto.5. Remoção de jóias, anéis , próteses dentárias, lente de contato6. Esvaziamento da bexigaEsvaziamento espontâneo: antes do pré-anestésico.Sonda vesical de demora: cirurgias em que a mesma necessite ser mantidavazia, ou naquelas de longa duração , o que é feito, geralmente e realizadono centro cirúrgico.
  20. 20. RELIZANDO ENTEROCLISMA OU LAVAGEM INTESTINALIndicação: aliviar constipação , evitar distenção e flatulencia,preparar o intestino para exames, partos e cirurgia.Material: frasco com solução própria prescrita aquecida a 36graus em media( morma), supeorte de soro, sonda retal denúmero indicado (14 a 20 crianças e adolescentes/22 a 24 paraas mulheres / 24 a 26 para os homens), gazes, lubrificantes, forroimpermeável, cuba rim, comadre, biombo, luvas deprocedimento.
  21. 21. CLISTER OU ENEMASemelhante a lavegem intestinal , diferindo apenas a quantidadede líquido.* Nunca devemos forçar a entrada da sonda, caso encontreresistência, aconselha-se afastar a sonda e com cuidado tentarnovamente. Se não conseguir certificar se não há obstáculo,suspender o procedimento, comunicar ao médico. Anotarrelatório.
  22. 22. 7. Verificar Sinais Vitais antes de encaminhar para CC8.Verificar o prontuário, exames, consentimento livre informado,prescrição e registro de enfermagem e encaminhamento junto aopaciente9.Administrar medicamento Pré-anestésico (MPA- 45 a 60 minutosantes do início da anestesia)10.Manter ambiente silenciosos para promover relaxamento11.Vestir o paciente (camisola, gorro, prope)12. Promover limpeza e arrumação da unidadeOS MPA MAIS COMUNS SÃO : Opiáceos -Benzodiazepínicos - Hipnóticos - Neurolépticos -
  23. 23. PERÍODO TRANSOPERATÓRIOCompreende desde o momento em que o paciente é recebidono CC até o momento de seu encaminhamento para a sala depós-recuperação anestésica (SRA)PERÍODO INTRA-OPERATÓRIOCompreende desde o início até o final da anestesia
  24. 24. As ações assistenciais desenvolvidas nessafase devem atender não só as atividadestécnicas mas também as expectativas dopaciente. Toda equipe deve estar atenta nosentido de oferecer ao paciente apoio,atenção, respeitando sua crenças, seusvalores, seus medos, suas necessidades,atendendo-o com segurança, presteza eeficácia.
  25. 25. TRANSOPERATÓRIOReceber o paciente no CC, apresentar-se ao paciente,verificar a pulseira de identificação e o prontuário.Confirmar informações sobre o horário de jejum,alergias, doenças anteriores como condutas desegurança;Encaminhar o paciente à sala de operaçõesColocar o paciente na mesa cirúrgica de modoconfortável e seguro.
  26. 26. INTRA-OPERATÓRIO Realizar o cateterismo vesical doMonitorizar o paciente e paciente, quando necessáriomantê-lo aquecido Proteger a pele do pacienteAuxiliar a equipe durante a anti-sepsia comcirúrgica a posicionar o produtos químicos, aquecê-lo,paciente para a cirurgia promover o massageamento ou realizar enfaixamento dosAuxiliar o membros, evitando a formação deanestesiologista durante trombos vascularesa indução anestésica Registrar todos os cuidados prestados
  27. 27. FUNÇÃO DE ENFERMAGEM NO INTRA-OPERATÓRIO1.As funções de enfermagem na sala de operação sãofreqüentemente descritas nos termos das atividades decirculação e instrumentação.2.A circulante gerencia a sala de operação e protege opaciente quanto suas necessidades de saúde e segurança ,monitoriza as atividades dos componentes da equipe cirúrgicae checa as condições da SO.3.Montagem da sala de operações (SO)4.Circulação em SO5.Desmontagem da SO
  28. 28. Funções da circulante1.Garantir a higiene /Adequar a temperatura, a umidade eluminosidade/Garantir o funcionamento dos equipamentoscom segurança /Disponibilizar os suprimentos e materiais/Monitorizar as praticas assépticas para evitar falhastécnicas /Coordena a equipe; médica, RX,laboratório/Monitoriza o paciente durante o procedimentogarantindo segurança e comodidade.
  29. 29. OUTRAS CONSIDERAÇÕESBisturi:Faz-se necessário aplicar gel condutor na placa neutra, paraneutralizar a carga elétrica quando do contato da mesma com ocorpo do cliente, conforme orientação do fabricante.A seguir, colocar a placa neutra sob a panturrilha ou outra regiãode grande massa muscular, evitando áreas que dificultem o seucontato com o corpo do cliente, como saliências ósseas, peleescarificada, áreas de grande pilosidade, pele úmida.
  30. 30. TEMPO CIRÚRGICOPRIMEIRO:diérese, que significa dividir, separar ou cortar os tecidos através dobisturi, bisturi elétrico, tesoura, serra ou laser. (Bisturi, tesouras, trépano)SEGUNDO: hemostasia, através de compressão direta com os dedos, uso depinças, bisturi elétrico (termocautério) ou sutura para prevenir, deter ou impediro sangramento. (Kelly, Kocher, Rochester)TERCEIRO: Ao se atingir a área comprometida, faz-se a exérese, que é a cirurgiapropriamente dita.QUARTO: A etapa final é a síntese cirúrgica, com a aproximação das bordas daferida operatória através de sutura, adesivos e/ou ataduras. agulha de suturapresa no porta-agulha;
  31. 31. FIOS CIRÚRGICOS com ou sem agulhas, e sua numeração varia de 1 a 5 e de 0-0 a 12-0 (doze-zero).CLASSIFICADOSFios absorvíveis : absorvidos pelo organismo após determinado período. Ocatgut é de origem animal (do intestino delgado dos bovinos), podendo sersimples ( 2 a 3 semanas) ou cromado (6 meses.).Fios não-absorvíveis permanecem encapsulados (envolvidos por tecidofibroso) nas estruturas internas e nas suturas de pele; devem ser removidosentre o 7° e o 10° dia de pós-operatório. O sangramento de capilares pode ser estancado pela aplicação desubstância hemostática no local.ex, a cera para osso - utilizada para estancar osangramento ósseo nas cirurgias ortopédicas e neurocirurgias. Outro recursoé o bisturi elétrico, que pode ser utilizado com a função de coagulação esecção (corte) dos tecidos, através da aplicação local de descargas elétricas .
  32. 32. TIPOS DE ANESTÉSIA Objetivo: Estado de relaxamento, perda da sensibilidade e dos reflexos, deforma parcial ou total, provocada pela ação de drogas anestésicas, é evitar a dore facilitar o ato operatório pela equipe cirúrgica. Anestesia geral( inconsciência.)Anestesia geral: administra-se o anestésico por via inalatória, endovenosa oucombinado (inalatória e endovenosa), com o objetivo de promover um estadoreversível de ausência de sensibilidade, relaxamento muscular, perda dereflexos e inconsciência devido à ação de uma ou mais drogas no sistemanervoso.Raquianestesia é indicada para as cirurgias na região abdominal e de membrosinferiores, porque o anestésico é depositado no espaço subaracnóide da regiãolombar, produzindo insensibilidade aos estímulos dolorosos por bloqueio dacondução nervosa.
  33. 33. Anestesia peridural o anestésico é depositado no espaçoperidural, ou seja, o anestesista não perfura a duramater. Oanestésico se difunde nesse espaço, fixa-se no tecido nervoso ebloqueia as raízes nervosas.Anestesia local infiltra-se o anestésico nos tecidos próximos aolocal da incisão cirúrgica. Utilizam-se anestésicos associadoscom a adrenalina, com o objetivo de aumentar a ação dobloqueio por vasoconstrição e prevenir sua rápida absorçãopara a corrente circulatória.Anestesia tópica está indicada para alívio da dor da pele lesadapor feridas, úlceras e traumatismos, ou de mucosas das viasaéreas e sistema geniturinário
  34. 34. POSIÇÃO DO PACIENTE NA MESA DE CIRURGIAA posição na qual o paciente é colocado na mesa cirúrgicadepende do procedimento operatório a ser realizado comotambém da condição física do pacientePosição dorsal RecumbenteA posição comum para a cirurgia é com o paciente deitado nahorizontal; um braço está ao lado da mesa cirúrgica, com apalma da mão colocada para baixo; o outro estácuidadosamente posicionado sobre a braçadeira para a infusãovenosa.
  35. 35. Posição de TrendelemburgEsta posição é utilizada para cirurgia na baixo abdome e napelve, obtendo-se uma boa exposição pelo deslocamento dosintestinos em direção ao abdome superior. Nesta posição, acabeça e o corpo estão abaixados, e os joelhos fletidos. Opaciente é mantido na posição por contenção ao nível doombro. Posição de litotômicaNesta posição o paciente está deitado de costas com ad pernase coxas fletidas em ângulos agudos. A posição é mantida pelacolocação dos pés em estribos. È utilizada em procedimentoscirúrgicos no períneo, reto e vagina.
  36. 36. Posição para cirurgia do RimO paciente é colocado sobre o lado não operatório em posiçãode Sims, com um travesseiro de ar 12,5 a 15 cm firme sob aregião lombar ou em uma mesa com elevador para as costas ouregião lombar.
  37. 37. O CUIDADO DE ENFERMAGEM NO PÓS-OPERATÓRIOPós-operatório inicia-se a partir da saída do cliente da sala deoperação e perdura até sua total recuperação.Subdivide-se :Pós-operatório imediato (POI): até às 24 horas posteriores àcirurgia;Pós-operatório mediato: após as 24 horas e até 7 dias depois; etardio, após 7 dias do recebimento da alta.Objetivos: identificar, prevenir e tratar os problemas comuns aosprocedimentos anestésicos e cirúrgicos, tais como dor, laringitepós- entubação traqueal, náuseas, vômitos, retenção urinária,flebite pós-venóclise e outros, com a finalidade de restabelecer oseu equilíbrio.
  38. 38. ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NA RECUPERAÇÃO PÓS-ANESTÉSICAO período de recuperação anestésica é consideradocrítico, pois os pacientes encontram-se muitas vezesinconscientes, entorpecidos e com diminuição dosreflexos protetores.A enfermagem deve estar voltada para aindividualidade de cada paciente, desde a admissão, atéa alta da unidade. (prestando também informações aosfamiliares que aguarda notícias).
  39. 39. VIGILÂNCIA CONSTANTE ATÉ SUA COMPLETA RECUPERAÇÃOEstabilidade hemodinâmicaAmplitude respiratória normalizadasSaturação de O² nos limites normaisEstabilidade da temperatura corporalEstado de consciente
  40. 40. AVALIAÇÃO BÁSICA PÓS-OPERATORIO IMEDIATAAvaliação da permeabilidade da via aérea e toma providênciasnecessárias. Avalia a presença de ronquidão, estridor, sibilos oudiminuição do murmúrio vesicular;Aplicar oxigênio umidificado através de cânula nasal ou máscarafacial;Registrar os SSVV (pressão arterial, freqüência, força e ritmocardíaco, freqüência e profundidade das respirações, saturação deoxigênio, coloração da pele e temperatura.)Avaliar condição do local da cirurgiaAvaliar nível de consciência.
  41. 41. Escala de Aldrete e KroulikAtividade Capaz de mover 4 membros voluntariamente ou sob comando 2 Capaz de mover 2 membros voluntariamente ou sob comando 1 Incapaz de mover os membros voluntariamente ou sob comando 0Respiração Capaz de respirar profundamente ou tossir livremente 2 Dispnéia ou limitação da respiração 1 Apnéia 0Circulação PA 20% do nível pré-anestésico 2 PA 20-49% do nível pré-anestésico 1 PA 50% do nível pré-anestésico 0Consciênci Lúcido, orientado no tempo e espaço 2a Desperta, se solicitado 1 Não responde 0Saturação Capaz de manter sat de O² maior que 92% respirando em ar ambiente 2 Necessita de O² para manter sat de O² maior que 90% 1 Saturação de O² menor que 90% com O² suplementar 0
  42. 42. O PÓS- OPERATÓRIO IMEDIATOManutenção da hemostasia ôrganicaPromoção dos parametros e funções ôrganicos vitaisMonitorização das funções vitais (repiração, circulação,metabolismo, sensorial e excretora)Manutenção da vias aéreas• Aspiração traqueal•Ambu ou ventilador mecânico ou artificial•Hiperestensão do pescoço ( se não houver contra indicação)•Posição no leito
  43. 43. Controle e equilíbrio hemodinâmico• Monitorização continua da atividade elétrica do coração•PA•PVC•Investigar e observar criteriosamente sinais de sangramento(cirurgia)Controle e balanço hidrícoControle da dor e promoção de conforto•Posicionamento adequado• Administração de analgésico
  44. 44. PÓS –OPERATÓRIO MEDIATOAs primeiras 24 horas após o ato cirúrgico (há dor mas commenos intesidade)Promoção de deambulação precoceHigiene após a cirurgiaRealizar curativo após o banho
  45. 45. PÓS – OPERATÓRIO TARDIODíficil determinaçãoSe relaciona com o desaparecimento dos achados clínicos(dor ,mal estar, instabilidade dos sistemas ôrganicos)Evolução da cicatrização do processo cirúrgicoAs ações de enfermagem se baseam nas manifestações do clienteapós a cirurgiaOrientação do auto cuidado
  46. 46. PRINCIPAIS COMPLICAÇÕES•Alteração dos sinais vitais (TPR- A hipotensão arterial:PA) Hidratação rigorosa pela via EV, Mantendo-se posição deHipertermia :retirar os cobertores, Trendelemburg - para melhorarresfriar o ambiente, aplicar o retorno venosocompressas frias nas regiões da Administrando-lheoxigênio.fronte, axilar e ingüinal e medicarantitérmico, de acordo com aprescrição;Hipotermia: o cliente deve seragasalhado e sua temperaturamonitorada•
  47. 47. ALTERAÇÕES NEUROLÓGICAS•a) Dor: Geralmente na região da cirurgia Cefaléia pós Raquianestesia:•Ações: Decúbito baixo em posição•afrouxar e/ou trocar os curativos, aliviar supina,a retenção de urina e fezes, fazer a Hidratação adequada por VOmudança de decúbito, apoiar segmentos e/ou EVdo corpo em coxins e aplicar compressas Administração de analgésicosfrias ou quentes, escurecer o ambiente e prescritosdiminuir os barulhos, estimulando ocliente a repousar e/ou proporcionar-lhealgo que o distraia, por exemplo,televisão, música, revistas,etc.Administração de medicação
  48. 48. Sonolência A sonolência é uma característica muito freqüente no cliente cirúrgico.Ações:avaliação do nível de consciência deve ser sempre verificada mediantealguns estímulos (perguntas, estímulo tátil) alterações podem indicarcomplicações graves – como, por exemplo, hemorragia interna. Soluço Os soluços são espasmos intermitentes do diafragma, provocados pelairritação do nervo frênico. No pós-operatório, suas causas mais comuns são adistensão abdominal e a hipotermia. Ações:aspiração ou lavagem gástrica (na distensão abdominal),deambulação, aquecimento do cliente hipotérmico e mudança de decúbito.Outras, orientar o cliente para inspirar e expirar em um saco de papel, porqueo dióxido de carbono diminui a irritação nervosa; ou administrar lhemetoclopramida (Plasil®) de acordo com a prescrição médica
  49. 49. COMPLICAÇÕES RESPIRATÓRIAS: Limitação na expansão pulmonaracumulo de secreção traqueobronquica e dificuldade do cliente em elimina-la.Atelectasia: colabamento dos alvéolos Ações:pulmonares pela obstrução dos brônquiospor tampão mucoso Manutenção da ventilação (artificial)Manifestações: aumento na frequencia Permeabilidade das viasrespiratória Dispnéia, hipoventilação aéreas(Aspiração traquealpulmonar, cianose, agitação, alteração de posicionamento adequado)nível de consiência. Estimulação da tosse, Estimulação de exercícios respiratórios, Realizar neanbulização, Mudança de decúbito.
  50. 50. PNEUMONIA: Inflamação do parenquima pulmonar (alvéolos) normalmenteprovocada por um processo infecciosos, geralmente de origem bacteriana(Estase pulmonar) Prevenção:Manifestações: Mudança de decúbitoDor torácica Promoção de expectoraçãoFebre Ações;Tosse produtiva Administração de medicaçãoCalafrios Higiene corporalProstação Estimular ingesta hídricaEliminação de muco purulento Estimular deambulaçãoDispnéia
  51. 51. COMPLICAÇÕES PULMONARES•Embolia Pulmonar: embolo de Ações:gordura de ar ou de coagulo sanguíneo Prevenção do quadro de trombose desloca através da corrente embolismosanguínea ate o ramo de um vaso Exame físicopulmonar(artéria e veias pulmonares) Realizar exercícios ativos ouocasionando obstrução parcial ou total passivos (simples contrações musculares podera ajudar noManifestações: retorno venoso)Dor aguda no peito Utilizar meias( comum na fase aguda), Controlar administração deDispnéia, medicamento,Diaforese, Estimular a deambulação ,Ansiedade mudança de decúbito emAgitação intervalos regulares)Alterações de nível de consciênciapodendo levar a morte.
  52. 52. Complicações urináriasComplicações urinárias: infecção urinária e a retenção urinária (bexigoma), égeralmente causada por falhas na técnica de sondagem vesical e refluxo daurina.Manifestação: hipertermia, disúria e alterações nas características da urina. Ações:higiene íntima adequada do cliente, bem como técnica asséptica napassagem da sonda e sempre utilizar extensões, conectores e coletoresesterilizados com sistema fechado de drenagem.Retenção urinária: medicando o cliente contra a dor, promovendo suaprivacidade, mudando-lhe de posição (se não houver contra-indicação) eavaliando a presença de dobraduras e grumos nas extensões das sondas edrenos nas proximidades da bexiga.
  53. 53. ! COMPLICAÇÕES GASTRINTESTINAISa) Náuseas e vômito Os efeitos colaterais dos anestésicos e a diminuição do peristaltismoocasionam distensão abdominal, acúmulo de líquidos e restos alimentares notrato digestório; em conseqüência, o cliente pode apresentar náuseas e vômito. Ações: clientes sem sonda nasogástrica devem ser colocados em decúbitolateral ou com a cabeça lateralizada para facilitar a drenagem do vômito pelaboca.Ações: clientes com sonda nasogástrica, abrir a sonda e, mantendo-a aberta,proceder à aspiração para esvaziar a cavidade gástrica.Administrar antieméticos, passar a sonda nasogástrica (mantendo- a aberta) easpirar mais freqüentemente o conteúdo gástrico, de acordo com as orientaçõesda enfermeira e/ou médico
  54. 54. Constipação intestinal:Diminuição do peristaltismo provocada pelo efeito colateral do anestésico,imobilidade prolongada no leito, quadro inflamatório, exposição emanipulação do intestino durante as cirurgias abdominais e o medo da dor.Como resultado, ocorre retenção de fezes acompanhada ou não de dor,desconforto abdominal e flatulência.Ação:movimentação no leito, deambulação precoce, ingestão de líquidos eaceitação de alimentos ricos em celulose. A aplicação de calor na regiãoabdominal e a orientação, ao cliente, para que degluta menos ar ao beber ouingerir alimentos pode ajudar no retorno do movimento peristáltico ediminuir o acúmulo de gases. promover sua privacidade para que possaeliminar os gase, o médico pode prescrever laxante no período noturno e/oulavagem intestinal.
  55. 55. SedeProvocada pela ação inibidora da atropina, perdas sangüíneas e de líquidospela cavidade exposta durante o ato operatório, sudorese e hipertermia.Ação: A equipe de enfermagem deve observar a presença de sinais dedesidratação (alteração no turgor da pele e da PA e diminuição da diurese),manter a hidratação por via oral e, nos clientes impossibilitados dehidratar-se por via oral, umidificar os lábios e a boca, realizar higiene orale manter hidratação endovenosa.
  56. 56. COMPLICAÇÕES VASCULARES HemorragiaPrimaria: se relaciona com o processo cirurgicoIntermediaria: primeiras 12 horas de pós operatorioSecundaria: ate 24 horas após a cirurgiaInterna: se faz para o interior de uma cavidadeExterna: a localização do sangramento e visível o sangue seexteriorizaManifestações:taquicardia, taquipnéia, acrocianose, hipotensão ,choque.
  57. 57. Ações:Controlar SV,PosicionamentoAdequado de acordo com possibilidade,Supressão do sangramento(compressão dos vasosou tecidos quando possível),Cateterismo vesical, sondanasogástrica,Lavagem gastrica no caso de hemorragia digestiva,Controlar medicamentos e soluções administradasincluindo hemoderivados, coleta e amostra deexames
  58. 58. INFECÇÃO DA FERIDA CIRÚRGICA Caracteriza-se pela presença de secreção purulenta que varia de clarainodora a pus espesso com odor fétido, com a presença ou não de necrose nasbordas da ferida. Quando ocorre um processo inflamatório, normalmente os sintomas semanifestam entre 36 e 48 horas após a cirurgia, mas podem passardesapercebidos devido à antibioticoterapia.Prevenção: preparo pré-operatório adequado, utilização de técnicas assépticas,observação dos princípios da técnica de curativo e alerta aos sinais quecaracterizam a infecção. Os clientes devem ser orientados quanto aos cuidados, durante o banho, como curativo fechado. Nas instituições que têm por rotina trocar o curativosomente após o 2o dia pós-operatório (DPO), o mesmo deve ser coberto complástico, como proteção à água do chuveiro - caso molhe-se acidentalmente, istodeve ser notificado. Nas instituições onde os curativos são trocados diariamente, o curativo podeser retirado antes do banho, para que o cliente possa lavar o local com água esabão, e refeito logo após.
  59. 59. Deiscência Abertura total ou parcial da incisão cirúrgica provocada porinfecção, rompimento da sutura, distensão abdominal, ascite eestado nutricional precário do cliente.Ação: lavagem ou irrigação do local com solução fisiológica,podendo haver a necessidade de o cliente revisar os pontoscirúrgicos. A troca do curativo pode ou não ser atribuição da equipe deenfermagem e o tempo de permanência dos curativos fechadosdepende da rotina da instituição ou da equipe médica. Todos oscurativos com saída de secreções (purulenta, sangüinolenta)devem ser do tipo fechado; nos casos de sangramento, indica-se o curativo compressivo.
  60. 60. Manifestações:* CHOQUE Importante hipotensão arterial, baixoEstado inadequação circulatória débito cardiaco (exeto no choquegrave(condições orgânicas e séptico)fisiológicas que impossibilitam a Hipoperfusão tecidualmanutenção do debito cardíaco Importante hipóxiacapaz de atender as necessidades Baixo débito urinário(oligúria)metabólicas do organismo. Taquicardia e bradicardia(achados no choque tardio)Choque Hipovolêmico: relacionado Pulso filiformea grande hemorragia Alterações importante do nível deChoque séptico: Infecção consiênciaChoque Cardiogênico: insuficiênciacardiaca Ações:Choque neurogênico: alterações Decúbito dorsal ao nível da cabeçaneurológicas Permebilidade das vias aéreas Avaliar dinâmica ventilatória Realizar rigoroso balanco hidríco Monitorizar sinais vitais Manter cliente aquecido
  61. 61. CUIDADOS COM DRENOSDreno pode ser definido como um objeto de forma variada,produzido em materiais diversos, cuja finalidade é manter asaída de líquido de uma cavidade para o exterior.Cuidados gerais de enfermagem são: manter apermeabilidade, visando garantir uma drenagem eficiente;realizar o adequado posicionamento do dreno, evitando queocorra tração e posterior deslocamento; realizar o curativoconforme a necessidade e com o material determinado para aprevenção de infecções; controlar a drenagem, atentandopara a quantidade e aspecto da secreção drenada, e registrarcorretamente todos estes dados.
  62. 62. Sistema para drenagem fechada de feridas realiza a drenagem com o auxíliode uma leve sucçcão (vácuo), sendo composto por uma extensão onde umaextremidade fica instalada na cavidade e a outra em uma bolsa com oaspecto de sanfona. Seu manejo consiste em manter essa sanfona com apressão necessária para que a drenagem ocorra com mais facilidade. Estesistema é utilizado principalmente para a drenagem de secreçãosangüinolenta, sendo amplamente utilizado nas cirurgias de osteosíntese edrenagem de hematoma craniano.Uma outra forma de drenagem fechada são os drenos com reservatório deJackson-Pratt (JP), que funciona com pressão negativa e diferencia-se doanterior por possuir a forma de pêra – sendo comumente utilizado paracirurgias abdominais. O principal cuidado com esse tipo de dreno é a corretamanutenção do vácuo, obtido com a compressão do reservatório. Casocontrário, a drenagem não será eficaz, podendo ocorrer acúmulo de secreção- o que provocaria no cliente dor, desconforto e alterações dos seus sinaisvitais, entre outras intercorrências.
  63. 63. Sistemas de drenagem aberta: o dreno mais utilizado é o de Penrose,constituído por um tubo macio de borracha, de largura variada, utilizadoprincipalmente para cirurgias em que haja presença de abcesso na cavidade,particularmente nas cirurgias abdominais – nas quais se posiciona dentro dacavidade, sendo exteriorizado por um orifício próximo à incisão cirúrgica. Com relação aos cuidados de enfermagem, por se tratar de um sistema aberto- que deverá estar sempre protegido por um reservatório (bolsa) - amanipulação deve ser feita de maneira asséptica, pois existe a comunicação domeio ambiente com a cavidade, o que possibilita a ocorrência de infecção – e oprofissional deve estar atento para a possibilidade de exteriorização, o que nãoé incomum.
  64. 64. Dreno de tóraxNa cavidade toracica a pressão é menor que a do ar atmosférico, o quepossibilita a entrada de ar. Sempre que o pulmão perde essa pressãonegativa, seja por abertura do tórax devido à cirurgia, trauma ou porpresença de ar, pus, ou sangue no tórax ocorrerá o colapso pulmonar.Na presença desse colapso faz-se necessária a realização de drenagemtorácica para a reexpansão pulmonar pela restauração da pressão negativa.Para tal procedimento faz-se necessária a utilização de máscara, aventais eluvas estéreis, solução para a assepsia do local de punção, sistema dedrenagem montado, anestésico local e material para curativo Durante oprocedimento, a equipe de enfermagem deve auxiliar a circulação dosmateriais e promover conforto e segurança ao cliente.
  65. 65. Em relação à manutenção do sistema fechado, a equipe de enfermagem deveobservar e realizar algumas ações específicas para impedir a entrada de ar nosistema pois, caso isto ocorra, o ar pode entrar nas pleuras (colabamentopulmonar) e comprimir os pulmões, provocando dispnéia e desconfortorespiratório para o cliente. Como precaução a esta eventualidade o drenodeve estar corretamente fixado ao tórax do paciente com fita adesiva – o queimpede seu deslocamento.Visando evitar o colabamento pulmonar a equipe deve adotar os seguintescuidados: certificar-se de que as tampas e os intermediários do dreno estejamcorretamente ajustados e sem presença de escape de ar, o que prejudicaria adrenagem; manter o frasco coletor sempre abaixo do nível do tórax do cliente– o qual, durante a deambulação, poderá utilizar uma sacola como suportepara o frasco coletor. O cliente deve ser orientado para manter o frascocoletor sempre abaixo do nível de seu tórax, e atentar para que não quebre -caso isto ocorra, deve imediatamente pinçar com os dedos a extensão entre odreno e o frasco, o que evitará a penetração de ar na cavidade pleural.
  66. 66. Princípios importantes no manuseio do sistema de drenagem torácica1.Trocar o frasco a cada 24 horas da seguinte maneira2.Pinçar o dreno 15 cm acima da inserção no frasco3.O frasco a ser colocado deve ser estéril, graduado em ml e composto por um selode água de maneira que o tubo extensor de vidro fique submerso4.Deve estar identificado com data e horário da troca5.Conectar a extensão de látex no vidro6.Despinçar o drenoCUIDADOS1.Jamais o dreno torácico deve ser separado do sistema de drenagem, antes de sergrampeado, isto é fechado.2.Jamais levante o sistema de drenagem, acima da cintura sem antes grampear osistema
  67. 67. 3. O sistema estéril, então ao manuseá-lo deve-se tomar as precauções de manuseio de material estéril4. O selo d água deve ser verificado se está no nível coletor antes de abrir o sistema novamente5. Adicinar água destilada até a marca apropriada, caso nível de líquido esteja abaixo do padrão.6. Deve-se instruir o cliente para deambular com o sistema7. Ao desprezar o conteúdo não esquecer de medi-lo diminuindo o valor refernte ao selo d água, descrever o aspecto e característica do líquido drenado8. Examinar diariamente o local de inserção do dreno torácico, averiguando se está corretamente preso e palapando o local a procura de edema subcutâneo.9. Verificar se o selo d água apresenta movimentos de acordo com a respiração10. Jamais grampeie o dreno torácico durante um longo período.11. Manter o curativo do local do dreno seco e intacto.

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