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18       3.2. AGRICULTURA SUBSISTÊNCIAL.       No setor agrícola, historicamente, predominou a agricultura de subsistência...
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232.   A MIGRAÇÃO RURAL.       Desde o ciclo da mineração, no século XVIII, até os dias atuais, a região Nordeste vemsofre...
24movimento junto ao BACEN (Banco Central do Brasil), estas facilidades se reduzem comotambém é reduzida a participação do...
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26contratante do credito. Para os investimentos os recursos devem ser liberados diretamentepara os fornecedores do contrat...
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28Agropecuária, em maioria, projetados a partir da Fundação Santa Ângela, e dois através doINCRA. Esses Assentamentos Rura...
29como a melancia que teve o cultivo reduzido em -95,45%. A mandioca que tem umaprodutividade excelente, variando de 8.000...
30       Devido à forma de tecnificação da pecuária pedrosegundense, apesar do efetivo derebanho, que pode ser observado n...
318. O SETOR AGROPECUÁRIO E SUA REPRESENTATIVIDADE NA ECONOMIADE PEDRO II.         Pedro II tem sua economia desenvolvida ...
3248,8% destacaram a organização de suas atividades com auxilio de acessória técnicaespecializada.       Desta forma pode-...
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34                         REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICASANDRADE, Manuel Correia de. A Terra e o Homem no Nordeste. Recife – P...
35APÊDICES
36                                      APÊNDICE 01                                 PESQUISA DE CAMPO                     ...
37                                     APÊNDICE 02        TABULAÇÃO DOS DEDOS OBTIDOS COM A PESQUISA DE CAMPO QUESTÃO 01: ...
38                                    APÊNDICE 03                                  QUESTINÁRIO                            ...
39ANEXOS
40                                               ANEXO 01                      LOCALIZAÇÃO DO MUNICÍPIO DE PEDRO II - PIFo...
41                                           ANEXO 02                      ESBOÇO GEOLOGICO DE PEDRO IIFonte: Figura Ilust...
42                                     ANEXO 03Fonte: Figura Ilustrativa. RODRIGUES, Joselina Lima Pereira. Estudos Region...
43                                              ANEXO 04        QUADRO COMPARATIVO: PRICIPAIS CULTURAS DO MUNICÍPIO DE    ...
44                                              ANEXO 05   PRINCIPAIS CULTURAS AGRICOLAS E EXTARTIVISMO VEGETAL – 2008    ...
45                                            ANEXO 06                    PREINCIPAIS REBANHOS DE PEDRO II - 2009         ...
46    REBANHOS                     EFETIVO                    EFETIVO                    EFETIVO                          ...
47                          MERCADO INTERNO ¹                                          R$ 2,80 / kg  PEÇOS PRATICADOS     ...
48ANEXO 12
49                       Produto Interno Bruto de Pedro II - 2007                                                         ...
50      DISTRIBUIÇÃO                         Nº ABSOLUTO                 %Urbana                                         2...
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  1. 1. HÉLIO ULISSES OLIVEIRA CARMO O SETOR AGROPECUÁRIO DE PEDRO II:AS PERSPECTIVAS DA AGROPECUÁRIA FRANTE À ECONOMIA DE DO MUNICÍPIO DE PEDRO II. Monografia apresentada à Universidade Estadual de Piauí, núcleo de Pedro II, como requisito parcial para obtenção do grau de Licenciado em Geografia. Orientado pelo Professor Marcondes Francisco dos Santos Sales. PEDRO II - PI 2010
  2. 2. 2 HÉLIO ULISSES OLIVEIRA CARMO O SETOR AGROPECUÁRIO DE PEDRO II: AS PERSPECTIVAS DA AGROPECUÁRIA FRANTE À ECONOMIA DE DO MUNICÍPIO DE PEDRO II. Monografia apresentada à Universidade Estadual de Piauí, núcleo de Pedro II, como requisito parcial para obtenção do grau de Licenciado em Geografia. Orientado pelo Professor Marcondes Francisco dos Santos Sales.Aprovado em 30 de julho de 2010. BANCA EXAMINADORA Prof.º Marcondes Francisco dos Santos Sales Examinador Prof.º Hidelberto da Silva Carvalho Examinador Prof.ª Osmarina Teixeira de Castro Examinador PEDRO II - PI 2010
  3. 3. 3Dedico este trabalho a Deus, e aosmeus pais, familiares e amigos pelapaciência confiança e apoio.
  4. 4. 4AGRADECIMENTOS. Ao professor Marcondes Sales, pelo profissionalismo e orientação. Aos produtores rurais que dedicam suas vidas a alimentar o mundo. E a todas as pessoas que direta ou indiretamente colaboraram para a realização desse trabalho.
  5. 5. 5“É melhor atirar-se à luta em busca de diasmelhores, do que permanecer estático como os quenão lutam, mas também não vencem, que nãoconhecem a dor da derrota, mas não tem a glóriade ressurgir dos escombros.” Bob Marley
  6. 6. 6 RESUMO: Este trabalha busca descrever como o setor agropecuário do município de Pedro II secomporta em relação à economia local. Enfatizando o desenvolvimento histórico do setorprimário do Piauí, contextualizando-o à Pedro II. Abordam-se as condições produtivas locais.As características naturais do município, sua localização, os aspectos sociais. Se da ênfase aestrutura fundiária, os processo migratório acentuado da região, as políticas publicas voltadasà agropecuária, o credito rural e a assistência técnica. Destacando o modelo de produçãoagrícola e pecuário praticado no município, a agroindústria e a parcela de contribuição daagropecuária ao desenvolvimento econômico de Pedro II. Palavras-chave: agropecuária, economia, Pedro II, representatividade.
  7. 7. 7 ABSTRACT: This work seeks to describe how the agricultural sector in the municipality of Pedro IIbehaves in relation to the local economy. Emphasizing the historical development of theprimary sector of Piauí, contextualizing it to Pedro II. It addresses the local productionconditions. The natural characteristics of the municipality, its location, the social aspects. Ifthe emphasis on land ownership, the migration process accentuated the region, public policiesdirected to agriculture, the rural credit and technical assistance. Highlighting model ofagricultural production and animal husbandry practiced in the city, the agricultural industryand its share of contribution to economic development of Pedro II.Keywords: agriculture, economy, Pedro II, representative.
  8. 8. 8 SUMÁRIO.INTRODUÇÃO..…………………………………………………………………………….09CAPÍTULO I: A RELEVANCIA DO SETOR AGROPECUÁRIO..................................11 1. A AGROPECUÁRIA UM BREVE HISTÓRICO..................................................11 2. EVOLUÇÃO DA AGROPECUÁRIA BRASILEIRA............................................12CAPÍTULO II: PIAUÍ: UMA VISÃO HOLÍSTICA...........................................................13 1. DESNVOLVIMENTO HISTÓRICO.......................................................................13 2. ASPÉCTOS GERAIS DA ECONÔMIA DO PIAUÍ..............................................14 3. UMA VISÃO SUMÁRIA DO SETOR PRIMÁRIO PIAUÍENSE........................16CAPÍTULO III: CARACTERIZAÇÃO DO MUNICÍPIO DE PEDRO II.......................19 1. HISTÓTICO...............................................................................................................19 2. LOCALIZAÇÃO.......................................................................................................19 3. ASPECTOS SOCIAIS...............................................................................................20 4. ASPECTOS FISIOGRÁFICOS................................................................................20 5. GEOLOGIA...............................................................................................................21 6. RECURSOS HÍDRICOS..........................................................................................21CAPÍTULO IV: PEDRO II: O SETOR AGROPEUÁRIO EM UMA VISÃO AMPLA.22 1. ESTRUTURA FUNDIÁRIA.....................................................................................22 2. A MIGRAÇÃO RURAL...........................................................................................23 3. A POLÍTICA DE CRÉDITO RURAL.....................................................................23 4. POLÍTICAS PÚBLICAS AO SETOR AGROPECUÁRIO PEDROSEGUNDENSE.................................................................................................26 5 A AGRICULTURA EM PEDRO II..........................................................................28 6. A PECUÁRIA EM PEDRO II..................................................................................29 7. O SETOR AGROINDUSTRIAL DE PEDRO II....................................................30 8. O SETOR AGROPECUÁRIO E SUA REPRESENTATIVIDADE NA ECONOMIA DE PEDRO II.........................................................................................31CONSIDERAÇÕES FINAIS.................................................................................................33REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS..................................................................................34APÊNDICES............................................................................................................................35ANEXOS..................................................................................................................................39
  9. 9. 9 INTRODUÇÃO. A agropecuária teve grande relevância quanto à ocupação do território nacional queiniciou com a produção de cana-de-açúcar, posteriormente do café e, por fim, a pecuária, queconduziu o povoamento do interior do país. A atividade agropecuária no Brasil representa 8%do PIB (Produto Interno Bruto) e gera emprego para pelo menos 20% da populaçãoeconomicamente ativa do país. A produção agropecuária tem como objetivo destinar seusprodutos, tais como grãos, frutas, verduras e também carne, leite, ovos dentre outros, paraabastecer o mercado interno e especialmente o mercado externo. Nos últimos anos o cenárioagropecuário nacional alcançou grandes avanços. Novas tecnologias foram empregadasvisando o aumento da produtividade, conservação do solo o do meio ambiente em geral. Destacando a agropecuária do Piauí, esteve vinculada, em sua grande maioria, àsubsistência, no entanto, nos últimos anos essa atividade alcançou uma configuração voltadapara a comercialização da produção. Mesmo assim, os níveis de produtividade ainda sãomodestos e não conseguem sequer suprir as necessidades internas de consumo. Dentre asvárias culturas desenvolvidas ao longo do território piauiense, as de maior destaque são:milho, feijão, arroz, mandioca, algodão, cana-de-açúcar e soja (culturas temporárias),incluindo ainda a produção de manga, laranja, castanha de caju. A atividade pecuária noEstado é tradicional; a mesma foi uma das primeiras fontes de renda ao longo da história doPiauí. As principais criações praticadas no Estado são: caprinos, suínos, ovinos, bovinos eeqüídeos. No setor extrativista já foi destaque a produção de ceras vegetais, óleo do cocobabaçu, e maniçoba que dela se explorava o látex, utilizado para produção de borracha,aproximadamente de 1845 a 1916, período do auge da cultura. O maior destaque na pecuária éa criação de caprinos. Em Pedro II não há uma sistemática bem organizada para incrementar a políticadesenvolvimento da agropecuária. A maioria dos produtos agropecuários consumidos:(carnes, hortaliças, frutas, grãos e etc.) são oriundos de outros estados. Pedro II tem o quartomaior rebanho caprino do estado, além de condições favoráveis para produção de produtoshortifrutigranjeiros, um potencial inexplorado. Alem do pouco incentivo outro fator queimpede o fortalecimento da agropecuária Pedrosegundense é a redução de mão de obradisponível e apta ao trabalho devido à migração para grandes centros em busca de empregosmelhores. Este trabalho restringiu-se a destacar como está se comportando o setor agropecuáriodo município de Pedro II, enfatizando sua contribuição para economia da região. Por meio
  10. 10. 10deste, poderá se fazer uma análise da real situação em que se encontra o setor no município. Oque poderá desperta o interesse dos poderes públicos e privado, para promover investimentosnessas atividades, e desenvolver as potencialidades agropecuárias do município.
  11. 11. 11CAPÍTULO I - A RELEVÂNCIA DO SETOR AGROPECUÁRIO.1. A AGROPACUÁRIA UM BREVE HISTÓRICO. Há cerca de doze mil anos, durante a pré-história, no período Neolítico ou período dapedra polida, alguns indivíduos de povos caçadores e coletores notaram que alguns grãos queeram coletados da natureza para sua alimentação poderiam ser semeados a fim de produzirnovas plantas iguais às que os originaram. Essa prática permitiu o aumento da oferta de alimento dessas pessoas, as plantascomeçaram a ser cultivadas muito próximas uma das outras. Isso porque elas podiam produzirfrutos, que eram facilmente colhidos quando maturassem o que permitia uma maiorprodutividade das plantas cultivadas em relação ao seu habitat natural. Logo, as freqüentes e perigosas buscas á procuram de alimentos eram evitadas. Com otempo, foram selecionados os grãos selvagens aqueles que possuíam as características quemais inteiriçavam aos primeiros agricultores, tais como tamanho, produtividade, sabor, etc.Assim surgiu o cultivo das primeiras plantas domesticas, entre as quais se inclui o trigo ecevada. O inicio das atividades agrícolas separa o período neolítico imediatamente doanterior, o período da idade da pedra lascada. Como anterior a história escrita, os primórdios da agricultura são obscuros, masadmiti-se que ela tenha surgido independentemente em diferentes lugares do mundo,provavelmente nos vales e várzeas fluviais habitadas por antigas civilizações. Durante o período neolítico, as principais áreas agrícolas estavam localizadas nosvales dos rios Nilo (Egito), Tigre e Eufrates (Mesopotâmia, atual Iraque) e rios Amarelo eAzul (China). Há registros de cultivos em pelo menos três regiões diferentes do mundo emperíodos distintos: Mesopotâmia (provavelmente pala cultura Natufianal), America Central(pelas culturas pré-colombianas) e nas bacias hidrográficas da China e da Índia. Mudanças no clima ou desenvolvimento da tecnologia humana podem ter sito asrazões iniciais que levaram à descoberta da agricultura. A agricultura permite a existência de aglomerados humanos com maior densidadepopulacional que os que podem ser suportados pela caça e coleta. Houve uma transiçãogradual na qual a economia de caça e coleta coexistiram a economia agrícola: algumasculturas eram deliberadamente plantadas e outros alimentos obtidos da natureza.
  12. 12. 12 A importância da prática da agricultura na história do homem é tanto elogiada comocriticada: alguns consideram que o passo decisivo para o desenvolvimento da humanidade,críticos afirmam que foi o maior erro na história da raça humana.2. EVOLUÇÃO HISTÓRICA DA AGROPECUÁRIA BRASILEIRA. Desde o início da colonização, até os dias atuais, a agropecuária sempre teve um papelde destaque na economia brasileira, sendo que ela é de fundamental importância para ageração de riquezas e o aumento do bem estar social. Pode-se dizer que produtos agrícolas como o pau-brasil (extrativismo), a cana deaçúcar, o fumo, o algodão, o café, a borracha e o cacau foram os principais geradores de rendapara o pais no período de 1500 a 1930. Nesta fase caracterizou-se como modelo econômico primário exportador, quase todosos outros bens de consumo que não eram produzidos internamente dependiam da renda geradapala exportação de produtos agropecuários para serem adquiridos. A partir de 1920, e principalmente após a década de 1930, a indústria brasileiracomeça a desenvolver-se com maior intensidade. O financiamento desse crescimento ébaseado na riqueza gerada pela agropecuária. A maior parte dos incentivos e políticasgovernamentais, a partir de então, esteve voltada para o desenvolvimento da indústria. Em 1960 a renda gerada pelo setor agropecuário já é menor que a produzida pelo setorindustrial, passando este último a ganhar cada vez mais destaque na economia brasileira. O Brasil dispõe de uma das mais extensas áreas agrícolas do mundo. Embora onúmero desses estabelecimentos tenha diminuído, eles ocupam cerca e 3,5 milhões de km² ou353,6 milhões de hectares (41,4%, a área territorial do país). O espaço agrícola brasileiro nãodepende exclusivamente das condições naturais como solo e o clima. Na verdade asatividades agropecuárias dependem fortemente de outros fatores de influência, como adisponibilidade de capital, o perfil do mercado consumidor e as características das tecnologiasutilizadas, entre tantas outras variações. Essas variações, por sua vez, dependem de eventuais mudanças que afetam ascaracterísticas socioeconômicas do sistema capitalista vigente no Brasil. Enfim, ao longo dotempo, as atividades rurais vão refletindo cada vez mais o modelo econômico brasileiro. O que permitiu grandes mudanças nos últimos anos no setor. Como a utilização edifusão de novas tecnologias, cresceram o número de estabelecimentos que possuem tratores,
  13. 13. 13empregam fertilizantes e outros insumos agrícolas e adotam práticas de conservação do solo,como a recuperação de terrenos e a irrigação de regiões com baixo índice pluviométrico.CAPÍTULO II - PIAUÍ: UMA VISÃO HOLÍSTICA.1. DESENVOVIMENTO HISTÓRICO. Em começo do século XVII, fazendeiros do São Francisco procuravam expandir suascriações de gado, quando os vaqueiros, vindos principalmente da Bahia, chegaram procurandopastos e passaram à ocupar as terras ao lado do rio Gurguéia. Em 1718, o território, até entãosob a jurisdição da Bahia, passou para a do Maranhão. Para estas terras existiam as sesmarias.O capitão Domingos Afonso Mafrense ou capitão Domingos Sertão como era conhecido, eraum desses sesmeiros; possuía trinta fazendas de gado e foi o mais alto colonizador da regiãodoando suas fazendas - após sua morte - aos padres jesuítas da Companhia de Jesus. A contribuição dos padres jesuítas foi decisiva, principalmente no desenvolvimento dapecuária que em meados do século XVIII atingiu seu auge. A região Nordeste, o Maranhão eas províncias do sul eram abastecidas pelos rebanhos originários do Piauí até a expulsão dosjesuítas (período pombalino), quando as fazendas foram incorporadas à Coroa e entraram emdeclínio. Quanto à colonização esta se deu do interior para o litoral. Em 1811, o Piauí tornou-se uma capitania independente. Após a idependência doBrasil em 1822, algumas províncias continuaram sobre o poder de Portugal (entre essas oPiauí), e esta com medo de perder essa província mandou de Oeiras à cidade de Parnaíbatropas portuguesas; o grupo recebeu adesões, mas acabou derrotado em 1823, por ocasião daBatalha do Jenipapo onde piauienses lutaram contra os portuguese com armas brancas emCampo Maior. A tropa de Fidié, capitão da tropa portuguesa, saiu enfraquecido e acabou porser preso em Caxias no Maranhão. Alguns anos depois, movimentos revoltosos, como aConfederação do Equador e a Balaiada, atingiram também o Piauí. Em 1852, a capital foi transferida de Oeiras para Teresina, tendo início um período decrescimento econômico. A partir da República, o Estado apresentou tranquilidade no terrenopolítico, mas grandes dificuldades no desenvolvimento econômico-social.
  14. 14. 14 Em 1880, em troca do município de Crateús, a então Província do Ceará cede ao Piauía cidade de Parnaíba possibilitando ao estado a tão almejada saída para o mar.2. ASPÉCTOS GERAIS DA ECONÔMIA DO PIAUÍ. A economia do estado é baseada no setor de serviços (comércio), na indústria(química, têxtil, de bebidas), na agricultura (soja, algodão, arroz, cana-de-açúcar, mandioca) ena pecuária extensiva. Ainda merecem destaque a produção de mel, o caju e o setor terciárioem Picos e produção de biodiesel através da mamona em Floriano. No setor de mineração, a Vale do Rio Doce está em operação no município de CapitãoGervásio Oliveira, onde foi encontrada a segunda maior reserva de níquel do Brasil, pesquisasestão sendo realizadas para verificar a viabilidade de exploração de petróleo e gás natural aolongo do Rio Parnaíba, provavelmente, em Floriano. No tocante à industrialização, ressalta-se a multinacional Bunge, instalada em Uruçuípara exploração da soja e da empresa de cimento Nassau, em Fronteiras, onde se obtémmatéria-prima para sua produção. A agricultura é forte em Altos (manga) e União (cana-de-açúcar). Há previsão daconstrução de um porto seco em Teresina e, também, da construção de oito novas usinashidrelétricas no Piauí, para tornar possível a navegação do Rio Parnaíba e gerar mais energiaelétrica. 2.1. EXTRATIVISMO VEGETAL. Ocorre principalmente nos vales úmidos, onde predominam as matas de babaçu ecarnaúba. Estudos de laboratório sobre a carnaúba demonstraram ser possível a elevado donível tecnológico de seu aproveitamento, sendo a celulose o derivado de maior potencial paraviabilizar a exploração dessa imensa riqueza natural do Estado. 2.2. EXTARTIVISMO MINERAL. Diversos estudos geológicos demonstram a existência de potencial bastante promissorde exploração mineral. Entre as ocorrências de maior interesse econômico, encontram-se oMármore, o amianto, as gemas, a ardósia, o níquel, o calcário e a vermiculita.
  15. 15. 15 Vale ressaltar que o Piauí é dotado de grandes reservas de águas subterrâneasartesianas e possui a segunda maior jazida de níquel do Brasil, localizada no município de SãoJoão do Piauí. Ainda em 2009 foi anunciada a descoberta de uma grande jazida de ferro nomunicípio de Paulistana. Ferro este que a companhia siderúrgica brasileira tem muitointeresse. 2.3. PECUÁRIA. A pecuária foi a primeira atividade econômica desenvolvida no estado, fazendo partede sua tradição histórica. O folclore e os costumes regionais derivam em grande parte daatividade pastoril. Entre os rebanhos, destacam-se os caprinos, bovinos, suínos, ovinos easininos. A Caprinocultura, pela capacidade de adaptação dos animais a condições climáticasinóspitas, tem sido incentivada pelo Governo, proporcionando meio de vida a significantesparcelas da população carente, principalmente nas regiões de Campo Maior e do Alto Piauí eCanidé. No Sul do estado algumas fazendas estão investindo bastante na qualidade genéticado rebanho. Podemos citar a cidade de Corrente no sul do estado que possuem fazendas comum rebanho de alta qualidade genética. 2.4. AGRICULTURA. A agricultura no Piauí desenvolveu-se paralelamente á pecuária, como atividade quaseque exclusivamente de subsistência. Posteriormente, adquiriu maior caráter comercial,embora de forma lenta e insuficiente para abastecer o crescente mercado interno do Estado.Entre as culturas tradicionais temporárias sobressaem-se o milho, o feijão, o arroz, amandioca, o algodão herbáceo, a cana-de-açúcar e a soja. Entre as culturas permanentes,destacam-se a manga, a laranja, castanha-de-caju e o algodão. O Piauí tem intensificado investimentos em sua agricultura que está se mecanizando.No sul do Estado cidades como Uruçui, Bom Jesus e Ribeiro Gonçalves, produzem soja,sorgo, milho e algodão para exportação. O estado é o terceiro maior produtor de grãos donordeste, devido os seus cerrados.
  16. 16. 163. UMA VISÃO SUMÁRIA DO SETOR PRIMÁRIO PIAUÍENSE. O estado do Piauí é uma das unidades mais pobres da federação. Localizado no oesteda região Nordeste do País, tem pouco mais de 3,1 milhões de habitantes distribuídos em umaárea de 251.529,186 km², estabelecendo a menor densidade demográfica do Nordeste, daordem de 12,06 habitantes por quilometro quadrados. A população de Piauí representa 6% e1,7%, respectivamente, da população do Nordeste e do Brasil. Uma análise mais geral das condições socioeconômica do Estado permite afirmar quepredomina uma situação de pobreza da maioria da população e que os indicadores dedesenvolvimento mostram existir, ainda, uma razoável distância em relação às condiçõesmedia da região Nordeste. Esse quadro não foi alterado nem com o crescimento econômicorecente. Entretanto, ao contrário da situação socioeconômica, o Estado é dotado de condiçõesambientais melhores que as demais da região Nordeste, sobretudo em se tratando de terrasagricultáveis, recursos hídricos (de superfície e subterrâneo) e, para espanto, volumes deprecipitações pluviométricas com certa regularidade. É importante destacar que as dinâmicas na economia do Piauí fazem parte de umprocesso que atingiu toda a região Nordeste, particularmente a partir dos anos 1960. Deacordo com Araujo (1997, p. 7 - 8), “o lento crescimento econômico, que durante muitas décadas caracterizou o ambiente econômico nordestino [...], foi substituído pelo forte dinamismo de numerosas atividades que se desenvolveram recentemente na região [...]. A pobreza, porém, continua a ser uma das características mais marcantes do Nordeste, quando visto no contexto nacional. É um traço antigo que o dinamismo econômico das últimas décadas não conseguiu alterar significativamente,” “a partir dos anos 60, impulsionado por isenções fiscais - 34/18 – Finor e isenção de impostos sobre a renda, principalmente -, por investimento de empresas estatais [...], complementados com créditos públicos (do BNDS e BNB, particularmente) e com recursos próprios de importantes empresas locais, nacionais e multinacionais, as atividades urbanas – e, dentro delas, as atividades industriais – ganham crescente espaço no ambiente econômico do Nordeste e passam a comandar o crescimento econômico na região, rompendo a fraca dinâmica preexistente. Entre 1967 e 1989 agropecuária reduziu sua contribuição ao PIB regional de 27, 4% para 18, 9% (...). Enquanto isso, a indústria passou de 22, 6% para 29, 3%, e setor de terciário cresceu de 49, 9% para 58,6% [...].”
  17. 17. 17 Esses avanços econômicos sofreram retração a partir da década de 1990, com a criseinstaurada na economia brasileira. Que sofre modificações com a implantação do Plano Real eabertura do mercado brasileiro para o capital estrangeiro. Para explicar o atraso da economia piauiense, deve-se compreender que,historicamente, a integração do Piauí na economia nacional e internacional se deu de formasubordinada e dependente. O Piauí sempre foi importador de produtos industrializados eexportador de matérias-primas e alimentos. Até o final do século XIX predominaram naeconomia piauiense a pecuária extensivo e a agricultura de subsistência. Posteriormentedestacou-se o extrativismo vegetal, através da exploração da maniçoba, da cera de carnaúba eda amêndoa do babaçu, cuja produção sobressaiu durante a primeira metade do século XIX,estava voltado para o atendimento das demandas, no mercado interno brasileiro e no mercadointernacional. Segundo Queiroz (1998, p. 57), “as atividades econômicas do Piauí desde o inicio da colonização têm confluído no sentido da consolidação de certos traços básicos. Dentre esses traços, a extrema concentração de riquezas e, por conseqüência de poder. Essa riqueza se expressa, em grande parte, na posse da terra, seja em fazendas de criação extensiva de bovinos, seja em áreas imensas de exploração extrativista [...].” 3.1. PECUÁRIA EXTENSIVA. A criação extensiva de gado no Piauí tinha como objetivo a comercialização de carnee o destino eram outras províncias do Nordeste ou mesmo da região Norte. No mercadoexterno, destacava-se o mercado da Guiana Francesa. Os derivados da pecuária, no momentoo couro, seguiam para o exterior, cujo principal mercado era a Inglaterra. “Entre 1850 e 1890,as receitas derivadas da pecuária correspondiam a uma media de 50% do total das receitasalfandegárias pelo Tesouro Provincial [...]” (QUEIROZ, 1998, p. 21). Atualmente os principais rebanhos em termos quantitativos, em ordem decrescente,são: bovinos (1.750.910), ovinos (1.444.373), caprinos (1.370.372) e suínos (1.150.329).Embora as técnicas de criação tenham se modernizado, permanece o latifúndio improdutivo ea pecuária extensiva. De todo modo, a pecuária está muito longe da importância que járepresentou para a economia do Piauí.
  18. 18. 18 3.2. AGRICULTURA SUBSISTÊNCIAL. No setor agrícola, historicamente, predominou a agricultura de subsistência. O Piauísempre dependeu de outros Estados no suprimento de produtos agrícolas. De certo modo esseresultou de uma estrutura agrária baseada no latifúndio, onde a maior parte dos pastos foidesenvolvida à pecuária extensiva, bem como da ausência de um mercado interno queestimulasse a agricultura. 3.3. O EXTRATIVISMO VEGETAL. A exploração da borracha de maniçoba, da cera de carnaúba e o coco babaçu,mudaram a economia do Piauí entre o final do século XIX e a primeira metade do século XX.Queiroz (1998, p. 33) diz que, “ao longo de cinco décadas [...], sobrepujaram e alteraram a função ate então exercida pela atividade pecuária. Se por mais de dois séculos, a base da economia do Piauí fora a criação de gado e à volta dela apenas desenvolveu-se rudimentarmente agricultura de subsistência, na primeira metade do século XX o Estado concretiza o objetivo de integração ao modelo nacional, passando a ocupar lugar mais ativo da divisão internacional do trabalho.” Esses produtos alcançaram valor comercial na primeira metade do século atual, o queproporcionou certo desenvolvimento para o Piauí, com grande absorção de força de trabalho,advinda, inclusive, de outros estados. Entretanto, a vulnerabilidade da economia através dadependência das mudanças no mercado externo e da concorrência internacional, levou à crisedo extrativismo. A década de 1950 marca o declínio do extrativismo vegetal.
  19. 19. 19CAPÍTULO III - CARACTERIZAÇÃO DO MUNICÍPIO DE PEDRO II.1. HISTÓRICO. O Município de Pedro II, primitivamente chamado Piquizeiro, foi fundado no final doséculo XVIII, por João Alves Pereira, seus irmãos e alguns amigos, todos de origemportuguesa. Levados pelo espírito de regiliosadade, edificaram uma pequena capela,consagrada a Nossa Senhora da Conceição, mandando vir de Portugal uma imagem. paraconstituição do patrimônio da igreja, João Alves Pereira doou um quilômetro e meio de terra. Em 1851, foi criada a paróquia de Nossa Senhora da Conceição dos Matões,denominação indicativa que havia substituido o nome Piquizeiro. O Povoado elevou-se a Vila e Município, com a denominação de Pedro II, emhomenagem ao Imperador do Brasil, desmembrado do Município de Piracuruca, criado pelaResolução nº 367, de 11/08/1854. No ano seguinte foi estabelecido o patrimônio municipal,abrangendo todo o território correspondente à Serra dos Matões. Com a queda do Império,tomou a denominação de Matões em dezembro de 1889. O Decreto Estadual nº 50, de21/02/1891, elevou a Vila à categoria de Cidade, com a denominação de Itamarati, emhomenagem ao Palácio da Presidência da República. O Topônimo Pedro II foi estabelecidoem obdiência à Lei Estadual nº 641, de 13/ 07/ 1911. Na divisão Adminstrativa de 1911, o Município de Pedro II figurou apenas como oDistrito Sede, criado pela Resolução Provincial nº 295, de 20/ 08/ 1851, situação em quepermanece.2. LOCALIZAÇÃO. O município está localizado na mesorregião do Centro-Norte Piauiense, microrregiãode Campo Maior, compreendendo uma área irregular de 1.948 km², tendo como limites aoNorte com os municípios de Domingos Mourão e Lagoa de São Francisco; ao sul com MiltonBrandão, Buriti dos Montes e Jatobá do Piauí; a Leste com o Estado do Ceará e a Oeste comos municípios de Capitão de Campos e Piripiri. A sede municipal tem as coordenadas
  20. 20. 20geográficas de 04°25’29” de latitude sul e 41°27’31” de longitude oeste de Greenwich edistancia-se cerca de 212 km de Teresina, Capital do Estado.3. ASPECTOS SOCIAIS. O município foi criado pela Lei Estadual nº 641 de 13/07/1911, sendo desmembradodo município de Piracuruca. A população total, segundo o Censo Demográfico 2007 doIBGE, é de 36.675 habitantes e uma densidade demográfica de 18,58 hab/km2, onde cerca de58% das pessoas estão na zona urbana. Com relação à educação, 63,90% da população acimade 10 anos de idade é alfabetizada. A sede do município dispõe de abastecimento de água, energia elétrica distribuída pelaCompanhia Energética do Piauí S/A - CEPISA, terminais telefônicos atendidos pelaTELEMAR Norte Leste S/A, agencia de correios e telégrafos, escolas de ensino fundamentale médio e instituições de ensino superior publica, como a Universidade Estadual do Piauí, eprivada, e intuições de crédito como o Banco do Brasil S/A, entra outras.4. ASPECTOS FISIOGRÁFICOS. As condições climáticas do município de Pedro II (com altitude da sede a 630 m acimado nível do mar) apresentam temperaturas mínimas de 18° C e máximas de 28° C, com climaquente tropical. A precipitação pluviométrica média anual (registrada, na sede, 1.000 mm) édefinida no Regime Equatorial Marítimo, com isoietas anuais em entre 800 a 1.600 mm, cercade 5 a 6 meses como os mais chuvosos e período restante do ano de estação seca. Os meses defevereiro, março e abril correspondem ao trimestre mais úmido da região. Os solos da regiãocompreendem principalmente plintossolos álicos de textura média, fase complexo campomaior. Solos podzólicos vermelho-amarelos, plínticos e não plínticos com transições vegetaiscaatinga/cerrado caducifólio, floresta ciliar de carnaúba e caatinga de várzea e,secundariamente, solos arenosos essencialmente quartzosos, profundos, drenados,desprovidos de minerais primários, de baixa fertilidade, com transições vegetais, fase caatingahiperxerófila e/ou cerrado sub-caducifólio/floresta sub-caducifólia e/ou carrasco. As feiçõesgeomorfológicas da região compreendem superfície aplainada com presença de áreasdeprimidas, que formam lagoas temporárias; superfícies tabulares reelaboradas (chapadasbaixas), relevo plano com partes suavemente onduladas e altitudes variando de 150 a 300metros; superfícies onduladas, relevo movimentado, correspondendo a encostas e
  21. 21. 21prolongamentos residuais de chapadas, desníveis e encostas acentuadas de vales e elevações,altitudes entre 150 a 500 metros (serras, morros e colinas) e superfícies tabulares cimeiras(chapadas altas), com relevo plano, altitudes entre 400 a 750 metros, com grandes mesasrecortadas.5. GEOLOGIA. A totalidade da área do município é ocupada por litologias pertencentes às coberturassedimentares. Destacam-se sedimentos da Formação Longá, com folhelho, siltito e calcário. Adenominada Formação cabeça, reunindo arenito, conglomerado e siltito. Presença daFormação Pimenteira, englobando folhelho, siltito e arenito. E, na base do pacote sedimentar,o grupo Serra Grande, incluindo arenito, siltito, conglomerado e folhelho. Verificar Anexo 02.6. RECURSOS HÍDRICOS. 6.1. ÁGUAS SUPERFICIAIS. O Município é banhado pelos rios, Piracuruca, Caldeirão, Corrente, Parafuso,Capivara, Macambira e Rio dos Matos, todos temporários. Existem ainda quatro lagoas, cincoriachos temporários, vinte e três barragens e um açude, o Joana. 6.2. ÁGUAS SUTERRÂNEAS. No município de Pedro II distingue-se somente o domínio hidrogeológico pertencenteàs rochas sedimentares, da Bacia do Parnaíba e representadas pelo Grupo Serra Grande eformações Cabeças e Longá. O Grupo Serra Grande é constituído litologicamente de arenitos e conglomerados enormalmente apresentam um potencial médio, sob o ponto de vista da ocorrência de águasubterrânea, tanto do ponto de vista quantitativo quanto qualitativo. A Formação Pimenteiras não apresenta importância hidrogeológica pelo fato depossuir constituintes litológicos da baixa permeabilidade.
  22. 22. 22 As características litológicas da Formação Cabeças indicam boas condições depermeabilidade e porosidade, favorecendo, assim, o processo de recarga por infiltração diretadas águas de chuvas. Tal aqüífero se constitui num importante elemento de armazenamento deágua subterrânea, também pelo fato de ocorrer em cerca de 50% da área do município. A Formação Longá, pela sua constituição litológica quase que exclusivamente defolhelhos, que são rochas que apresentam baixíssima permeabilidade, não apresentaimportância hidrogeológica.CAPÍTULO IV - PEDRO II: O SETOR AGROPECUÁRIO EM UMA VISÃO AMPLA.1. ESTRUTURA FUNDIÁRIA. O latifúndio é uma característica predominante no Brasil, Piauí, e Pedro II, em particular, não iria fugir a essa regra. Segundo Manuel Andrade (1998), “a concentração fundiária existente no Nordeste é conseqüência do caráter essencialmente comercial de agricultura, Carter este que se manifestou desde o inicio da colonização e que ainda hoje, a pesar do crescimento cessível classe media e do mercado interno, conseqüência da industrialização, é predominante. Seu domínio se manifesta através da proteção desempenhada pelos órgãos governamentais á grande lavoura – à cana de açúcar, ao café, ao cacau, etc. – e ao completo disperso às lavouras de subsistência ou “lavouras de pobres”, [...]. Daí o florescimento constante da grande lavoura e, conseqüente da grande propriedade, e o estacionamento, talvez mesmo a decadência da pequena lavoura, à qual esta ligada a pequena propriedade.” As atividades que propiciaram a estrutura fundiária no município foram abovinocultura criada extensivamente, e o extrativismo vegeta, em especial a exploração dopó-de-carnauba. Em maioria predomina os minifúndios, com áreas inferiores a 100 hectares,correspondendo a 96,1%, porém os latifúndios, com área superior a 100 hectares, detêm70,4% das terras do município. Esta configuração fundiária dificulta o desenvolvimento das atividadesagropecuárias do município. Pois as maiorias das grandes propriedades não são, no total desua área, produtivas por falta de exploração.
  23. 23. 232. A MIGRAÇÃO RURAL. Desde o ciclo da mineração, no século XVIII, até os dias atuais, a região Nordeste vemsofrendo um processo contínuo esvaziamento populacional relativo, em geral a favor daregião Sudeste. Ambas são, portanto, regiões bem caracterizadas do ponto de vista migratório:a primeira é uma típica região emigratória, ou de evasão populacional, e a segunda é umaregião imigratória, ou de atração populacional. Se, por um lado, a cultura do café, a indústria e o rápido desenvolvimento do estado deSão Paulo transformaram-no em um dos mais importantes pólos de atração dos fluxosmigratórios, por outro, as desigualdades econômicas e sociais associadas às secas noNordeste, na década de 1950, além da construção de rodovias interligando as duas regiões,contribuíram decisivamente para essas migrações. Além da região Sudeste, todas as demaisregiões recebem migrantes nordestinos. No entanto, em sua maioria, a miséria segue juntocom os migrantes nordestinos, contribuindo para a ocupação irregular e ampliação dasdesigualdades sociais nos grandes cetros. Em Pedro II o processo migratório é bastante acentuado. A pouca oferta de trabalho, epouco incentivo ao empreendedorismo, principalmente rural, leva uma parcela significativada população a migrar para grandes cetros urbanos, como as regiões metropolitanas de SãoPaulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal. Reduzindo assim a mão-de-obra apta a desempenhar atividades agroprodutivas nomeio rural. Segundo o IBGE (2000) 57,8% da população pedrosegundense vive na zonaurbana, e 42,2% na zona rural. A transferência da população do meio rural para o urbanocontribui para o mau desempenho produtivo do setor agropecuário.3. A POLITICA DE CRÉDITO RURAL. Pode-se dividir a política de crédito rural no Brasil em dois grandes períodos, a partirda criação do SNCR (Sistema Nacional de Cadastro Rural): um primeiro que abrange ointervalo de 1965 a 1985; e outro, de 1986 a 1996. Os 20 anos iniciais da política de créditorural caracterizam-se pela relativa facilidade de expansão creditícia e condições de repasseaos beneficiários. Notam-se ainda a presença significativa do Tesouro Nacional como fonteoriginária dos recursos e a atuação do BB (Banco do Brasil S/A) como agente intermediário.No segundo período, em virtude da unificação orçamentária e do encerramento da conta-
  24. 24. 24movimento junto ao BACEN (Banco Central do Brasil), estas facilidades se reduzem comotambém é reduzida a participação do Tesouro no financiamento do programa. Verifica-se acriação de novos instrumentos de captação de recursos, como a poupança rural e a emissão detítulos privados. Tanto o primeiro quanto o segundo momento podem ser, ainda, subdividos em outrosdois períodos. No primeiro caso, tem-se um contexto inicial de concessão farta de créditos esubsídios aos produtores que se estende até 1980. A partir desta data, existe claramente umapreocupação de reduzir os recursos transferidos, mediante a indexação dos empréstimos. Nosegundo período assinalado, a criação do Orçamento das Operações Oficiais de Crédito (OC)atuantes para o exercício de 1988 impõe uma transparência às operações de crédito e umalimitação no volume concedido. O setor agrícola experimentou, praticamente até o final dos anos de 1980, a existênciade taxas de juros reais negativas, valendo-se do índice geral de preços como deflator. Talsituação irá reverter-se fortemente nos anos de 1990, em especial no ano de 1995, quandoeclodiu o movimento de produtores rurais contestando o veto presidencial ao artigo 16 da Lei8.880, que previa a indexação do empréstimo rural pelos mesmos parâmetros empregados nacorreção dos preços mínimos (LEITE, 1998). No período que compreende as décadas de 1970 e 1980, como ocorreu em todo oBrasil, o setor agropecuário de Pedro II teve grandes avanços devido o volume de créditoconcedido. Tanto créditos concedidos a fundos perdidos como em instituições bancarias. Osfinanciamentos eram realizados em maiorias, através do BB, BNB e BEP, e os projetoselaborados e acompanhados pela EMATER. Funcionava da seguinte forma: a EMATERrecebia o Manual de Crédito Rural onde descrevia toda a política de financiamento adotadapelo banco, para elaborar os projetos; para financiamento de custeio agrícola os valores erambaseados no VBC (Valor Básico de Custeio), este com linhas de financiamento para culturaspuras ou consorciadas; o credito era concedido em grupos de no mínimo três agricultares ondeum avalizava o outro, ou individual, porém necessitando avalista. E para financiamento deinvestimentos agrícolas, havia a necessidade do penhor de bens que equivalessem a 60% amais do valor creditado. Os recursos eram liberados em três fases, primeiramente implantaçãoda atividade (preparação de área para plantio, confecção de cerca, implantação de pastagens,etc.), segundo para manutenção da atividade (tratos culturais, fitossanitários, construção deinstalações, etc.), e terceiro para beneficiamento da produção (colheita, armazenamento da
  25. 25. 25produção, aquisição de animais, etc.), as parcelas eram liberadas logo após laudo emitidopelos técnicos da EMATER atestando que os recursos foram devidamente empregados e senão havia percas de produção. Deste modo esses financiamentos tinham um constanteacompanhamento técnico. Além do seguro garantindo indenização se houvesse percassignificativas de produção, através do PROAGUA (Programa de Garantia da AtividadeAgropecuária) Este modelo de financiamento modificasse a partir da década de 1990 com asmudanças nas políticas de crédito rural e na retração da economia brasileira. O que tambémocasionou o sucateamento dos órgãos de assistência técnica de todo Brasil, restringido suaatuação junto ao produtor rural. A partir de 2003 há uma oferta maior de crédito rural através de linhas definanciamento do PRONAF (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar).Criado em 1994, através de reivindicação da CONTAG (Confederação Nacional dosTrabalhadores Rurais na Agricultura). Com a finalidade de financiamento de projetosindividuais ou coletivos de agricultores familiares e assentados da reforma agrária. Paraacessar o crédito é preciso obter nos sindicatos ou EMATER a Declaração de Aptidão aoPronaf (DAP), que é emitida segundo a renda anual e as atividades exploradas. Para osbeneficiários da reforma agrária e do crédito fundiário, procura-se o Instituto Nacional deColonização e Reforma Agrária (INCRA) ou a Unidade Técnica Estadual (UTE). Os pricipais financiamentos contardados pelos produtores de Pedro II segundo aEMATER, são os PRONAF “B”, “A” e Comum, além do FNE Rural para aqueles produroresque não se enquadram no PRONAF. Os financiamentos são principalmente para custeioagricola. Onde segundos criterios de financiamento, a área deve ser mecazinada, o produtordeve ter a DAP inguadrando-no ao PRONAF Comum com reda familiar bruta superior a seismil reais, financia somente culturas puras, e aquisição de ensumos agricolas e mão-de-obra,com devida comprovação dos gastos dos recursos. Além do produtor assinar uma carta decredito rural, onde o mesmo comprometi-se a cumprir todos os requezitos do crétito decusteio, para o mesmo poder ter as culturas cobertas pelo seguro Garantia Safra ouPROAGUA +. Para investimentos agriculas os creditos mais procurados são financiamento deatividades pecuárias (caprinovinocultura e suinocultura são as principais). Em relação asformas de liberação dos recursos são feitas de duas formas bem distintas.Nas lihas credito doPRONAF “B” e custeio agricola os valores são liberados em pracela única diretamente ao
  26. 26. 26contratante do credito. Para os investimentos os recursos devem ser liberados diretamentepara os fornecedores do contratante do credito. Este financiamento podem ser feitos atravesde BB (Banco do Brasil S/A) ou do BNB (Banco do Nordeste do Brasil S/A). Segundo os técnico da EMATER em Pedro II, os criterios do credito de custeiodescritos anteriormente não são seguidos pelos produtores da região. Primeiramente não seplanta culturas puras, em maioria as áreas são inferiores as que são colocadas no projeto e nãotrabalham com mecanização agrícola. Como os produtores tem acesso direto aos recursoscontratados, empregam-nos em outras finalidades. O mesmo acontesse com o PRONAF “B”,os recurso são gastos em outras finalidades. Isto promove o crescimento da inadimplencia nomunicipio, que está em torno de 15%, segundos dados obtidos na Agencia de BB em Pedro II.E faz com que os produtores não tenham acesso ao Garantia Safra, devido não teremcumprido o contrato da carta de crédito. Outor problema verificado é a falta de assistencia técnica. Em pesquiza realiza com osprodutores rurais notou-se que 96,8% não resecebem assitencia técnica efetiva no seusprojetos. O que leva a ineficiencia das atividades agropecuárias e endivademento dosprodutores.4. POLÍTICAS PÚBLICAS AO SETOR AGROPECUÁRIO PEDROSEGUNDENSE A partir de 1990, segundo o IBGE, o estado do Piauí passa a ter seus municípiosagrupados em meso e macrorregiões geográficas, para planejamento de ações visando odesenvolvimento econômico. De acordo com essa divisão o estado possui quatromesorregiões e 15 microrregiões. Com o objetivo de dar um sentido organizativo consistente e compatibilizar as linhasdo estudo ao modelo de regionalização, através da lei complementar Lei Complementar Nº 85de 08/06/2007, proposta pela Secretaria do Planejamento para o Estado do Piauí, tomaram-secomo referencial geográfico as unidades definidas como Territórios de Desenvolvimento e apartir das quais se elegeram dois municípios como representantes, recaindo a escolha sobre ocentro polarizador regional, em função de gravitarem sobre seus interesses os demaismunicípios e território. E supletivamente tomou-se outro município que, mesmo tendo suas
  27. 27. 27atividades atreladas ao primeiro, destaca-se por um segmento econômico específico ou poruma atividade sociocultural de grande atratividade populacional. A partir do cruzamento das variáveis ambientais, sociais, econômicas e políticoinstitucional, foi estabelecida como base da divisão territorial aspectos da geografia política eeconômica da bacia do Rio Parnaíba, permitindo uma primeira divisão em macrorregiõesbaseadas nas características físicas, potencialidades de produção e dinâmica dedesenvolvimento, configurando-se em quatro macrorregiões conforme mostra o anexo. Além disso, outro aspecto importante é a diferença de níveis de desenvolvimento dosmunicípios que compõem essas regiões (tomando-se como indicadores o IDH, os aspectostecnológicos, acesso à informação e capacidade de resposta a estímulos vinculados aodesenvolvimento). Estas diferenças exigem outro nível de divisão territorial que permitaaproximar mais municípios com realidade semelhantes. Diante desta análise, optou-se pela divisão das macrorregiões em territórios dedesenvolvimento (TD). Para tanto, a atenção foi concentrada no estudo das vocaçõesprodutivas e dinâmicas de desenvolvimento das regiões, tendo como base a divisão dosmunicípios. Desta forma, foi possível estabelecer um corte que permitiu a divisão do Estadoem 11 territórios de desenvolvimento. Esta divisão visa viabilizar políticas de desenvolvimento econômico sustentável àregião. Pedro II está situado no território do desenvolvimento dos Cocais. Outras ações de políticas públicas para o setor agropecuário de Pedro II são realizadaspor ONGs (Organizações Não Governamentais), como a Fundação Santa Ângela, o Centro deFormação Mandacaru, a Obra Kolping, e o CERAC (Centro Regional de Assessoria eCapacitação). Estas instituições coordenam políticas nas áreas de educação voltada para omeio rural, capacitação técnica, captação de água das chuvas e suas utilizações, divulgação detecnologias de produção contextualizadas para a convivência com o clima semi-árido,financiamento de projetos agroprodutivos, reforma agrária, etc. Infelizmente esses trabalhosainda são insuficientes para atender as deficiências instaladas no setor agropecuário domunicípio, quer seja por falta de recursos humanos e/ou financeiros, ou pro falta de umagestão dos projetos coordenados por algumas dessas ONGs. Em relação às ações dos poderes públicos, são colocadas a disposição dos produtoresrurais, as linhas de crédito do PRONAF, do Credito Fundiário através do PCPR, do INCRA, eo Bolsa Família. Os financiamentos do PRONAF, como já foram abordados anteriormente,operam de forma ineficiente. Através do Crédito Fundiário, existem no município oitoAssentamentos, sendo dois deles formados somente por jovens com formação Técnica em
  28. 28. 28Agropecuária, em maioria, projetados a partir da Fundação Santa Ângela, e dois através doINCRA. Esses Assentamentos Rurais em maioria estão em fase de implantação, os jáconsolidados funcionam em condições precárias de produção. Praticam uma agriculturasubsistêncial, atividade pecuária ineficiente, e baixo nível de organização. Outro entrave é apolítica assistencialista do Programa Bolsa Família, promovendo a acomodação de muitasfamílias rurais, esses produtores restringem-se a sobreviver desse recurso mínimo e nãobuscam melhorias de vida. De um modo geral as políticas públicas destinadas ao setor agropecuário tanto emPedro II como nos demais municípios do Piauí, devem sofre um planejamento condizentecom a realidade da região. Segundo o artigo 187 da Constituição Federal, diz que “a políticaagrícola deve ter origem num sistema de planejamento eficaz e que incorpore a participaçãode produtores e trabalhadores, procurando garantir resultados satisfatórios, inclusiveaumentando os investimentos públicos no setor agropecuário”.5. A AGRICULTURA EM PEDRO II. Pedro II é dotado de condições favoráveis a prática agrícola. A região não tem muitasrestrições naturais, como as demais localidades do semi-árido nordestino. Há disponibilidadede água no subsolo e sobre o solo, o índice pluviométrico varia de 800 a 1600 mm,abundância de áreas com solos profundos, planos e mecanizáveis, com característicasagronômicas favoráveis, além de áreas de vazante. Mesmo com essas condições favoráveis a produção agrícola do município é totalmentesubsistêncial e insuficiente para atender as demandas de consumo interno. Segundodiagnóstico realizado pelo SEBRAE (1991, p.40), “[...] isto vem reforçar a necessidade de redirecionar ações no sentido de implementar a atividade agrícola e a partir daí incentivar a comunidade para esse segmento econômico bastante subdesenvolvido como também favorecer incentivos para o cultivo de outras culturas que poderiam ser realizadas no município, como por exemplo, produtos de horticulturas e fruticultura[...].” Observando o Anexo 04, do ano de 1996 a 2008 a área total de produção agrícolasofreu um decréscimo de –84,13%, saindo de 33.088 hectares de área cultivada, para 5.250hectares respectivamente. Algumas culturas deixaram de ser contabilizado pelo IBGE, taiscomo algodão arbóreo, fumo, abacate, por não possuírem mais área significativa. Culturas
  29. 29. 29como a melancia que teve o cultivo reduzido em -95,45%. A mandioca que tem umaprodutividade excelente, variando de 8.000 a 18.000 mil quilos por hectare, reduziu de 3.150hectares em 1989, para 108 hectares em 2008, decrescendo -96,57%. A cajucultura ésignificativa no município tem sua produção (a castanha) destinada, quase em sua totalidade,a atravessadores que a enviam para os outros estados, esta adquirida a preços relativamentebaixos. Outro fator indesejado é o abastecimento local de hortaliças e frutas ser oriundo deoutros estados, principalmente do Ceará. São culturas que poderiam está sendo eficientementeconduzidas no município gerando empregos, rendas e, evitando a migração tão acentuada naregião. A redução nas áreas plantadas das principais culturas do município, esta aliada a doisfatores. O primeiro é a emancipação dos municípios de Milton Brandão e Lagoa de SãoFrancisco, onde Pedro II teve redução significativa de sua área territorial. O segundo fatordeve-se as mudanças na política de crédito rural e crise na economia brasileira na primeirametade da década de 1990.6. A PECUÁRIA EM PEDRO II. A produção pecuária de Pedro II é significativa em relação à microrregião a quepertence, destacando-se os rebanhos respectivamente de caprinos, suínos, ovinos, bovinos,asininos, equinos, e muares. Os rebanhos mais representativos são os de caprinos (o quartomaior do estado com 26.129 cabeças) e suínos (16.446 cabeças). Porém as técnicasempregadas pela grande maioria dos produtores ainda são precárias e ultrapassadas, osanimais são criados extensivamente, o que dificulta o controle sanitário das enfermidades e atecnificação das propriedades. Com a instalação de granjas e frigoríficos no município a avicultura ganhou um papelsignificativo. Além da apicultura que é uma atividade com potencial crescente na região. Noano de 2009 contabilizo-se 2.534 colméias produtivas, rentabilizando uma produção de51.280 kg de mel, com uma produtividade média de 20 kg de mel por colméia, 2.564 kg decera bruta. Em média 80% da produção de mel são destinadas as empresas de exportação, estefato ocorre devido ao preço pago pelo quilo do produto, que é de três reais e de dois reais eoitenta centavos, praticados no mercado externo e interno respectivamente.
  30. 30. 30 Devido à forma de tecnificação da pecuária pedrosegundense, apesar do efetivo derebanho, que pode ser observado no anexo, tal qual a agricultura não atende as necessidadesdo mercado interno. Para se ter uma idéia, segundo dados do serviço de inspeção municipalS.I.M. No ano de 2009 foram abatidos no Abatedouro Público de Pedro II 3.256 bovinos.Deste total apenas 433 animais, ou seja, 13,2% tiveram procedência do município. Os demaisvieram em maioria de outros estados como Tocantins, Goiás, Maranhão e Pará.7. O SETOR AGROINDUSTRIAL DE PEDRO II. As empresas agroindustriais de Pedro II beneficiam apenas cinco tipos diferentes deprodutos. Este fato por si só evidencia a fragilidade do setor na transformação dos produtosprimários que seriam a base para viabilizar a implantação e diversificação de pequenosempreendimentos agroindustriais que garantiriam ao produtor rural mais facilidade para acomercialização e escoamento da sua produção. Dentre os principais produtos beneficiadospelas agroindústrias do município, se destacam o arroz, carnes de aves, bovina, caprina, suínae ovina, e cachaça. No geral, o que ocorre com o setor primário de Pedro II, que supostamente dariasustentáculo às agroindústrias, é que os principais produtos do município são escoados “innatura” e de modo informal, como é o caso da castanha de caju, água ardente, peles e o mel. Numa visão ampla, o setor agroindustrial formalmente constituído no município dePedro II representa uma parcela reduzida na produção municipal e na geração de renda eemprego. Além disso, não há efetiva integração entre a produção do setor primário e aagroindústria local. Daí surge à dependência do município as outras regiões no que se refere àaquisição da matéria-prima, apontado como maior entrave ao pleno emprego dos fatoresprodutivos.
  31. 31. 318. O SETOR AGROPECUÁRIO E SUA REPRESENTATIVIDADE NA ECONOMIADE PEDRO II. Pedro II tem sua economia desenvolvida em atividades informais. Sendo ummunicípio onde os setores produtivos são incipientes e o complexo rural não dispõe detécnicas que lhes permita sair do atual estágio de produção, buscou dentro das atividadesautônomas supri todas as carências e com isto garantir um nível de emprego e renda a umaparcela da população local. Tais atividades, apesar de não gerarem uma renda tãosignificativa, através da coleta de impostos, fazem com que um montante de recursosadvindos do processo de comercialização informal, notadamente dos seus produtos artesanaisseja uma parte integrante no município e que favorece a presença de turistas, potenciaiscompradores destes produtos de uma maneira cada vez mais crescente. Dentre as atividadesinformais destacam-se as de artesanato em fios, micro-destilarias, cerâmica e a exploração deopala. Não sendo indiferente a maioria dos municípios do Piauí, o setor de serviços públicosdá sustentáculo à economia local. De acordo com dados do IBGE (2005) os serviços públicosrepresentaram 42,46%, tornando a economia local dependente em sua maioria a repasses deverbas públicas, através dos salários dos servidores públicos, dos benefícios sociaisprincipalmente previdenciários, e da manutenção dos órgãos públicos, podendo ser visto noanexo. Os serviços e comércio somados aos serviços públicos representaram segundo o IBGE(2007), 81,50% do PIB (Produto Interno Bruto) do município, como mostra o anexo. O setor agropecuário é o menos representativo, 10,13% das receitas do município em2005 segundo o IBGE (2005). Em relação a o PIB do ano de 2007 correspondeu a 7,3% domontante total. Essa diferença é devida a pouca importância que é dado ao setor no município,pelos poderes públicos. Desperdiçando assim a vocação natural que o município tem nestesetor. O que poderia incrementar de forma significativa a economia local, gerando empregos erenda. Em pesquisa de campo realizada com produtores rurais do município, 51% afirmaramque as maiores dificuldades enfrentadas para desempenharem suas atividades, é a carência derecursos financeiros e a escasseeis de mão-de-obra. Os demais destacaram pragas e doenças efalta de planejamento da produção, correspondendo a 15% e 34% respectivamente. Quandoquestionados em relação ao que os ajudariam a solucionar os problemas de suas propriedades,51,2% afirmaram que um projeto de investimento ou custeio, melhoraria suas atividades e,
  32. 32. 3248,8% destacaram a organização de suas atividades com auxilio de acessória técnicaespecializada. Desta forma pode-se destacar a insipiência do setor agropecuário pedrosegundensecomo anteriormente já se enfatizara. De acordo com o SEBRAE (1991), em diagnósticosocioeconômico realizado no município, “[...] é necessário que se de apoio efetivo ao pequeno produtor, responsável pela maior parcela da produção agropecuária local, de modo a modificar as condições de produção tais como: financiamentos, custeio e investimento, inventivo a irrigação de culturas adequadas às características do município, [...]”. Faz-se necessário investir mais nas atividades agropecuárias em Pedro II, tendo emvista, a expansão do setor turístico proporcionado pelo evento cultural Festival de Inverno,realizado anualmente na cidade. O que garantiu a presença constante de turistas na cidade e oaumento do número estabelecimentos comerciais fornecedores de refeições. Aumentandoainda mais a demanda de alimentos no município.
  33. 33. 33 CONSIDERÇÕES FINAIS. É inegável a expressão que o setor agropecuário tem no que diz respeito a prestarcontribuição para a geração de emprego, renda e por conseqüência garantir qualidade de vida.Uma agricultura desenvolvida e equilibrada traz para a sociedade significativos resultados quenormalmente são esquecidos pelos consumidores. Produtos com qualidade, produzidos comorientação técnica, comercializados de forma correta chegam à mesa da sociedade paracontribuir e atender as necessidades alimentares da população, melhorando sua nutrição erenda. Independente de se fortalecer a agricultura de subsistência, dar maior apoio técnicoaos agricultores assentados e também aos produtores rurais, é necessário ampliar os trabalhosde habitação rural, saúde e educação, sobretudo para diminuir as migrações. É preciso capacitar pessoas, mão-de-obra, é essencial que se tenha um modelo deassistência técnica e de geração de tecnologias modernas e adequadas às características daregião. É urgente que o associativismo em suas diversas formas se manifeste para ajudar nodesenvolvimento sustentável e modernização da economia de Pedro II. Sem que ocorrammodificações no perfil da produção agropecuária, aumento de produtividade e produção,torna-se difícil melhorar as condições nutricionais, de alimentação e renda da população. Podem-se destacar algumas atividades agropecuárias com potencial ainda inexploradoem Pedro II como: a apicultura, a ovinocaprinocultura, a piscicultura, o extrativismo vegetal,a fruticultura irrigada, a agroindústria, o turismo e artesanato, e o cultivo do arroz. Tendo omunicípio que vencer sérias limitações para o seu melhor aproveitamento seja com relação àinfraestrutura de apoio à produção, de organização e fortalecimento dos produtores, naqualificação dos recursos humanos, e outros mais, além da apresentação de baixos indicadoressociais e econômicos.
  34. 34. 34 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICASANDRADE, Manuel Correia de. A Terra e o Homem no Nordeste. Recife – PE. Editora da UFPE, 1998.ARAÚJO, Tênia Bacelar. O Nordeste: herança de diferenciação e futuro de fragmentação. Revista do Instituto de Estudos Avançados (IEA) as USP. São Paulo: EDUSP, n. 29, 1997.BRASIL. Constituição (1988). Constituição da Republica Federativa do Brasil. Brasília, DF: Senado Federal, 1988.BRASIL, Ministério de Minas e Energia. Projeto cadastro de fontes de abastecimento por água subterrânea do estado do Piauí: Diagnostico do Município de Pedro II/ Organização do texto [por] Roberto Boto Aguiar [e] José de Carvalho Gomes – Fortaleza: CPRM – Serviço Geológico do Brasil, 2004.INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATISCA – IBGE. Disponível em: < http : // www.ibge.gov.br/ >. Acesso em: 23 de mai. 2010.PIAUÍ. Lei Complementar nº 87, de 22 de gosto de 2007. Estabelece o Planejamento Participativo Territorial para o Desenvolvimento Sustentável do Estado do Piauí e dá outras Providências. DOE nº 159 de 22 de gostode2007. Disponível em < http: //www.piaui.pi.gov.br/ índex.php>. Acesso em: 17 de jun. 2010.QUEIROZ, Terezinha de J.M. Economia piauiense: da pecuária ao extrativismo. 2. ed. Teresina: EDUFIPI, 1998.SEBRAE. Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas. Diagnostico Sócio-Econômico do Município de Pedro II. Teresina: SEBRAE/PI, 1998. 36 p.SEBRAE. Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas. Diagnostico Sócio-Econômico do Município de Pedro II. Teresina, COMEPI. 1991. 105 p.SILVA, Réia Silva Rios Magalhães e. A monografia na pratica do graduando: como elaborar um trabalho de conclusão de curso – tcc /José Augusto Paz Ximenes. Teresina, CEUT, 2002.
  35. 35. 35APÊDICES
  36. 36. 36 APÊNDICE 01 PESQUISA DE CAMPO QUETIONÁRIO“Questionário aplicado à produtores rurais do município de Pedro II no período de 03 de maiode 2010 a 09 de junho de 2010.”1. Nas atividades agropecuárias da sua propriedade quais os principais problemas que você enfrenta?( ) Pragas e doenças( ) falta de organização da produção( ) falta de recursos humanos e financeirosOutro:_____________________________________________________________________________________________________________________________________________2. O que você apontaria como solução para seus problemas nas atividades agropecuárias:( ) Organização e orientação das atividades com ajuda de um técnico;( ) Financiamento de um projeto de investimento ou custeio;( ) Você acha que não precisa de ajuda para solucionar os problemas da sua propriedade;Outro:_____________________________________________________________________________________________________________________________________________ 3. Você recebe assistência técnicas em sua propriedade de forma direta ou indiretamente?( ) Sim( ) Não
  37. 37. 37 APÊNDICE 02 TABULAÇÃO DOS DEDOS OBTIDOS COM A PESQUISA DE CAMPO QUESTÃO 01: Nas atividades agropecuárias da sua propriedade quais os principais problemas que você enfrenta. ALTERNATIVAS INDICES OBTIDOS Pragas e doenças 15% Falta de organização da produção 34% Falta de recursos humanos e financeiros 51% TOTAL 100%QUESTÃO 02: O que você apontaria como solução para seus problemas nas atividades agropecuárias. ALTERNATIVAS INDICES OBTIDOSOrganização e orientação das atividades com 47% ajuda de um técnico. Financiamento de um projeto de 53% investimento ou custeio. Você acha que não precisa de ajuda para 00%solucionar os problemas da sua propriedade. TOTAL 100%QUESTÃO 03: Você recebe assistência técnicas em sua propriedade de forma direta ou indiretamente. ALTERNATIVAS INDICES OBTIDOS SIM 3,2% NÃO 98,8% TOTAL 100%
  38. 38. 38 APÊNDICE 03 QUESTINÁRIO PESQUIZA DE CAMPO“Questionário aplicado à funcionário do EMATER – Instituto de Assistência Técnica eExtensão Rural do Piauí, unidade de Pedro II.” 1. Como funcionou a extensão rural no período das décadas de 1980 a 1990? ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ 2. Como está funcionando a assistência técnica atualmente? ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ 3. Como era a política de crédito rural nas décadas de 1980 a 1990? ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ 4. Como funciona a política de crédito rural atualmente? ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ 5. Faça um comparativo do setor agropecuário de Pedro II, a partir da década de 1980.______________________________________________________________________________________________________________________________________________________
  39. 39. 39ANEXOS
  40. 40. 40 ANEXO 01 LOCALIZAÇÃO DO MUNICÍPIO DE PEDRO II - PIFonte: Figura Ilustrativa. BRASIL, Ministério de Minas e Energia. Projeto cadastro de fontes de abastecimento por água subterrânea do estado do Piauí: Diagnostico do Município de Pedro II/ Organização do texto [por] Roberto Boto Aguiar [e] José de Carvalho Gomes – Fortaleza: CPRM – Serviço Geológico do Brasil, 2004..
  41. 41. 41 ANEXO 02 ESBOÇO GEOLOGICO DE PEDRO IIFonte: Figura Ilustrativa. BRASIL, Ministério de Minas e Energia. Projeto cadastro de fontes de abastecimento por água subterrânea do estado do Piauí: Diagnostico do Município de Pedro II/ Organização do texto [por] Roberto Boto Aguiar [e] José de Carvalho Gomes – Fortaleza: CPRM – Serviço Geológico do Brasil, 2004.
  42. 42. 42 ANEXO 03Fonte: Figura Ilustrativa. RODRIGUES, Joselina Lima Pereira. Estudos Regionais: Geografia e Historia do Piauí. Ed. Halley S/A. Teresina, 2004.
  43. 43. 43 ANEXO 04 QUADRO COMPARATIVO: PRICIPAIS CULTURAS DO MUNICÍPIO DE 1989 (A) 1996 (B) 2008 (C) (%) CULTURA PLANTADA COLHIDA PLANTADA COLHIDA PLANTADA COLHIDA VARIAÇÃO ÁREA ÁREA ÁREA ÁREA ÁREA ÁREA (ha) (ha) (ha) (ha) (ha) (ha) (A) (B) (C) ABACATE 10 10 - - - - - 100% ALGODÃO RABÓRIO 60 60 - - - - - 100% ARROS SEQUEIRO 1958 1958 1988 1988 290 290 - 85,50% BANANA 160 160 - - 34 34 - 78,75% CAJU 3456 1440 3850 3850 1280 1280 - 66,75% CANA DE AÇUCAR 936 * 940 940 54 54 - 94,25% COCO 56 56 - - 08 08 - 85,71% FAVA 55 55 - - 10 10 - 81,81% FEIJÃO 8400 8400 10945 10945 1729 1623 - 84,20% FUMO 39 39 - - - - - 100% MANDIOCA 3150 * 2536 2536 108 108 - 96,57% MANGA 320 320 - - 36 36 - 88,75% MELANCIA 220 220 - - 10 10 -95,45% MILHO 9492 * 12829 12829 1691 1606 - 86,81% TOTAL 28092 12718 33088 33088 5250 5059 - 84,13% PEDRO II, 1989 / 1996 / 2008.Fonte: Produção Agrícola Municipal – FIBGE – Teresina/EMATER – Pedro II – 1990. Produção Agrícola Municipal 2008. Rio de Janeiro: IBGE, 2009.* Dados não disponibilizados.
  44. 44. 44 ANEXO 05 PRINCIPAIS CULTURAS AGRICOLAS E EXTARTIVISMO VEGETAL – 2008 PEDRO II LAVOURA PERMANENTE - 2008 ÁREA ÁREA QUANTIDADE RENDIMENTO CULTURA PLANTADA COLHIDA PRODUZIDA MÉDIO BANANA 34 ha 34 ha 408 t 12000 kg / ha CASTANHA DE CAJU 1280 ha 1280 ha 425 t 332 kg / ha COCO 08 ha 08 ha 40 Mil Frutos 5000 frutos/ha LARANJA 06 ha 06 ha 120 t 20000 kg / ha MANGA 36 ha 36 ha 270 t 7500 kg / haFonte: IBGE, Produção Agrícola Municipal 2008. Rio de Janeiro: IBGE, 2009. PEDRO II LAVOURA TEMPORARIA - 2008 QUANTIDADE RENDIMENTO CULTURA ÁREA PLANTADA ÁREA COLHIDA PRODUZIDA MÉDIO Arroz (em casca) 290 ha 290 ha 412 t 1498 kg/ha Cana-de-açúcar 54 ha 54 ha 3348 t 62000 kg/ha Fava (em grão) 10 ha 10 ha 04 t 400 kg/ha Feijão (em grão) 1729 ha 1623 ha 199 t 122 kg/ha Mandioca 108 ha 108 ha 140 mil t 8648 kg/ha Melancia 10 ha 10 ha 210 t 210000 kg/ha Milho 1691 ha 1606 ha 883 t 549 kg/ha Tomate 04 ha 04 ha 27 t 6750 kg/haFonte: IBGE, Produção Agrícola Municipal 2008. Rio de Janeiro: IBGE, 2009. EXTRAÇÃO VEGETAL E SILVICULTURA - 2008 QUANTIDADE VALOR DA ATIVIDADE PRODUZIDA PRODUÇÃOCarnaúba - Pó 334 t 1086 mil reaisCarvão Vegetal 597 t 269 mil reaisMadeira- Lenha 22826 m³ 80 mil reaisFonte: IBGE, Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura 2008. Rio de Janeiro: IBGE, 2009.
  45. 45. 45 ANEXO 06 PREINCIPAIS REBANHOS DE PEDRO II - 2009 ESPÉCIE EFEVITO EM CABEÇAS AVES 68,7 MIL CAPRINOS 26.129 SUINOS 16.446 OVINOS 12.234 BOVINOS 8.523 ASININOS 1.338 EQUÍNOS 526 MUARES 377 Fonte: Cadastro de Propriedades Rurais. Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Piauí – ADAPI, Unidade de Pedro II – 2009. ANEXO 07ORIGEM DOS BOVINOS ABATIDOS NO MATADOURO PÚBLICO DE PEDRO II 2009 ORIGEM DO OUTRAS TOTAL DE BOVINOS (%) ORIGEM DO MESES MUNICÍPIO REGIÔES ABATIDOS MUNICÍPIO JANEIRO - 244 244 0% FEVEREIRO 28 192 220 12,7% MARÇO 08 234 242 03,0% ABRIL 10 182 192 05,2% MAIO 22 242 264 08,3% JUNHO 31 271 302 10,2% JULHO 36 265 301 11,9% AGOSTO 53 226 279 18,9% SETEMBRO 36 268 304 11,8% OUTUBRO 78 225 303 25,7% NOVEMBRO 47 238 285 16,4% DEZEMBRO 84 236 320 26,25% TOTAL GERAL 433 2.823 3.256 13,2%Fonte: Serviço de Inspeção Municipal S.I.M. Mapas de Abate de Bovinos, fornecidos à Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Piauí - ADAPI, 2009. ANEXO 08 QUADRO COMPARATIVO: PRINCIPAIS REBANHOS DO MUNICÍPIO DE PEDRO II 1988 / 1996 / 2009
  46. 46. 46 REBANHOS EFETIVO EFETIVO EFETIVO 1988 1996 2009 AVES 153,3 MIL 144 MIL 68,7 MIL BOVINOS 21.217 21.101 8.523 CAPRINOS 42.741 47.368 26.129 OVINOS 11.414 17.928 12.234 SUINOS 37.689 34.219 16.446Fonte: Produção Pecuária Municipal – FIBGE – 1988. / Censo Agropecuário – IBGE – 1996. / Cadastro de Propriedades Rurais. Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Piauí – ADAPI, Unidade de Pedro II - 2009. ANEXO 09 PECUÁRIA DO PEAUÍ 2008 Bovinos 1.750.910 cabeças Eqüinos 146.039 cabeças Bubalinos 594 cabeças Asininos 197.927 cabeças Muares 36.367 cabeças Suínos 1.150.329 cabeças Caprinos 1.370.372 cabeças Ovinos 1.444.373 cabeças Galos, frangas, frangos e pintos 7.790.609 cabeças Galinhas 2.474.754 cabeças Codornas 31.518 cabeças Coelhos - cabeças Vacas ordenhadas 194.194 cabeças Ovinos tosquiados - cabeças Produção de leite 77.784 mil litros Ovos de galinha 16.449 mil dúzias Ovos de codorna 341 mil dúzias Produção de mel de abelha 4.143.804 Kg Produção de casulos do bicho-da-seda - Kg Produção de lã - Kg Fonte: IBGE, Produção da Pecuária Municipal - 2008. ANEXO 10 PRODUÇÃO APÍCOLA DE PEDO II 2009 COLMÉIAS PRODUTIVAS 2.534 unidades PRODUTIVIDADE DE MEL 20 kg/colméia/ano PRODUÇÃO DE MEL 51.280 kg PRODUÇÃO DE CERA 2.564 kg GALPÕES APÍCOLAS 03 unidades DISTRIBUIÇÃO DA MERCADO INTERNO ¹ 10.256 kg PRODUÇÃO MERCADO EXTERNO ² 41. 024 kg
  47. 47. 47 MERCADO INTERNO ¹ R$ 2,80 / kg PEÇOS PRATICADOS MERCADO EXTERNO ² R$ 3,00 / kg RETABILIDADE DA PRODUÇÃO R$ 151.788, 80Fonte: Produção de Apícola de Pedro II, 2009. ACPC - Associação Comunitária de Produtores e Consumidores de Pedro II, Av. Coronel Cordeiro n° 734, Pedro II-PI.¹ Mercado Nacional.² Mercado Internacional. Setores Econômicos de Pedro II - 2005³ 46,42% 33,98% 10,13% 9,47%ANEXO 11 AGROPECUÁRIA INDUSTRIA SERVIÇOS* ADMINSTRAÇÃO PÚBLICA *O setor Serviços compreende as atividades de serviços e comércio(exclusive administração pública) Fo nte: IB GE - Pro d uto Interno B ruto , 2 005
  48. 48. 48ANEXO 12
  49. 49. 49 Produto Interno Bruto de Pedro II - 2007 66.631 81,50% 9.146 5.972 11,18% 07,30% ·                     Agropecuária ·                     Indústria ·                     ServiçosFonte: IBGE - Produto Interno Bruto dos Municípios, 2007. ANEXO 13 PEDRO II: DISTRIBUIÇÃO DA POPULAÇÃO SEGUNDO A LOCALIDADE
  50. 50. 50 DISTRIBUIÇÃO Nº ABSOLUTO %Urbana 20.917 57,8Rural 15.284 42,2TOTAL 36.201 100,0 Fonte: IBGE, Censo Demográfico – 2000 PEDRO II: DISTRIBUIÇÃO DAS TERRAS POR GRUPO DE ÁREA E ESTABELECIMENTO ESTABELECIMENTOS ÁREA (ha) GRUPO DE ÁREA (ha) N° ABSOLUTO % N° ABSOLUTO %Menos de 10 2.255 80,0 5.227 8,3De 10 a menos de 50 370 13,1 7.610 12,1De 50 a menos de 100 86 3,0 5.707 9,1De 100 a menos de 500 75 2,7 16.122 25,8De 500 a mais 18 0,6 27.986 44,7Sem declaração 16 0,6 - - TOTAL 2.820 100,0 62.651 100,0 Fonte: IBGE, Censo Agropecuário – 1995-1996 PEDRO II: CONDIÇÃO DO PRODUTOR POR ESTABELECIMENTO E ÁREA. CONDIÇÃO DO ESTABELECIMENTOS ÁREA (ha) PRODUTOR N° ABSOLUTO % N° ABSOLUTO %Proprietário 962 34,1 56.521 90,2Arrendatário 06 0,2 11 0,0Parceiro 978 34,7 2.668 4,3Ocupante 874 31,0 3.450 5,5 TOTAL 2.820 100,0 62.651 100,0 Fonte: IBGE, Censo Agropecuário – 1995-1996

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