A escolha da melhor parte

85 visualizações

Publicada em

Mensagem espírita

Publicada em: Espiritual
0 comentários
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
85
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
2
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
1
Comentários
0
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

A escolha da melhor parte

  1. 1. No caminho de Jerusalém para Gericó, havia uma aldeia com o nome de Betânia, distante a cerca de uma hora de Jerusalém. Ela era cercada por imensos campos de cevada e pequenos bosques de oliveros e figueiras, que sombreavam a estrada para Gericó. O vilarejo ficava no sopé do Monte das Oliveiras, cenário de algumas passagens evangélicas. Lá viviam os irmãos Lázaro, Marta e Maria, amigos de Jesus. Em Suas andanças, sempre que ia a Jerusalém, o Mestre se hospedava na casa de Lázaro. Os irmãos de Betânia haviam feito do Rabi da Galiléia membro da família. Ali era o único lugar onde Ele podia gozar algumas horas de sossego, de intimidade familiar, era como se estivesse em casa.
  2. 2. Em uma das oportunidades em que Jesus foi a Betânia, com Seus discípulos, aconteceu o célebre episódio em que o Mestre enfatiza a escolha da melhor parte. No episódio, Maria, sem deveres de hospitalidade a desempenhar (Marta é a irmã mais velha, e é quem hospeda o ilustre visitante), está sentada no chão junto aos pés de Jesus, indiferente ao serviço da casa, ouvindo o Seu ensino, provavelmente, desejando beber avidamente de tudo o que saia daqueles lábios, e O ouvia atentamente, embevecida com Sua palavra suave e envolvente. Marta, entretanto, estava atarefada com muito serviço. Exercendo as rotineiras tarefas domésticas: preparar o repasto, dispor a mesa, arrumar os leitos. Desejava oferecer a Jesus e a seus acompanhantes o melhor.
  3. 3. Em suas idas e vindas, Marta fica aflita, ao ver que perde grande parte dos ensinos do Mestre. Mas o sentido da obrigação de dona-de-casa foi mais forte que o desejo de aprender. Aproveitando-se, então, de uma aproximação, reclama com o Rabi da Galiléia da calma despreocupada de Maria, e pede-Lhe que diga a irmã que vá ajudá-la nas tarefas. Exercitando o dom de converter as situações mais delicadas e difíceis, e aproveitando a oportunidade para transmitir valiosas lições, Jesus fitou compassivo a sua hospedeira e respondeu serenamente: - Marta, Marta! Estás ansiosa e preocupada com muitas coisas, no entanto, poucas são necessárias, ou melhor, uma só. Como Maria escolheu a melhor parte, esta não lhe será tirada.
  4. 4. A resposta de Jesus é clara, e condena as preocupações de Marta, louvando a preferência de Maria. Variados problemas que enfrentamos nascem de excessivo envolvimento com situações transitórias, o excesso de preocupação com a vida material. Muitas pessoas são excessivamente preocupadas com a subsistência, com a limpeza da casa, com os negócios. Apegam-se a situações efêmeras e bens transitórios; vivem estressadas, inquietas, irritadas, abrindo campo a desajustes físicos e psíquicos. Qual a melhor parte da vida? Para responder a esta pergunta é preciso definir o que viemos fazer na Terra, e qual a finalidade da jornada humana.
  5. 5. O Espiritismo revela que estamos aqui como alunos num educandário, convocados ao aprendizado das leis divinas. Isto envolve o aprimoramento espiritual, a aquisição de valores e de virtudes, o desenvolvimento de nossas potencialidades criadoras. Escolhem a melhor parte as pessoas que orientam suas ações em direção a esses objetivos, desapegando-se dos interesses do mundo. Daí, podemos concluir que, de bem pouco precisa o homem na Terra para seu sustento. As complicações e complexidades são criadas pelos desejos do próprio homem, não pela necessidade. Não há razão para preocupações desnecessárias. O essencial é pouca coisa; aliás, o essencial é apenas uma coisa: o reino de Deus.
  6. 6. Assim sendo, Maria é que estava com a razão. Escolheu o que é bom, a “PARTE BOA”, e esta jamais lhe será tirada. Trata-se da conquista do Espírito que, à medida da evolução, aprende a selecionar o essencial do supérfluo. Uma lição curta em seus termos, mas profunda em seus significados. MUITA PAZ! Meu Blog: http://espiritual-espiritual.blogspot.com.br

×