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  1. 1. CAPÍTULO 8 A taxa natural de desemprego e a curva de Phillips Olivier Blanchard Pearson Education © 2006 Pearson Education Macroeconomia, 4/ e Olivier Blanchard
  2. 2. Capítulo 8: A taxa natural de desemprego e a curva de Phillips A taxa natural de desemprego e a curva de Phillips Figura 8.1 Inflação versus desemprego nos Estados Unidos, 1900-1960 Durante o período 19001960, uma taxa de desemprego baixa nos Estados Unidos esteve normalmente associada a uma taxa de inflação alta, e uma taxa de desemprego alta esteve associada a uma taxa de inflação baixa ou negativa. © 2006 Pearson Education A curva de Phillips mostra uma relação negativa entre inflação e desemprego. Macroeconomia, 4/ e Olivier Blanchard 2
  3. 3. Capítulo 8: A taxa natural de desemprego e a curva de Phillips 8.1 Inflação, inflação esperada e desemprego P = P e (1 + µ ) F ( u , z ) A equação acima é a relação de oferta agregada. Essa relação pode ser reescrita como uma relação entre inflação, inflação esperada e taxa de desemprego. Primeiro, a função F assume a forma: F (u ,z) = 1 − α u + z A seguir, substitua essa função na de cima: © 2006 Pearson Education P = P e (1 + µ )(1 − α u + z ) Macroeconomia, 4/ e Olivier Blanchard 3
  4. 4. Capítulo 8: A taxa natural de desemprego e a curva de Phillips Inflação, inflação esperada e desemprego P = P e (1 + µ ) F ( u , z ) O apêndice deste capítulo mostra a derivação, a partir da equação acima, da relação entre inflação, inflação esperada e taxa de desemprego mostrada abaixo: © 2006 Pearson Education π = π + (µ + z) − α u e Macroeconomia, 4/ e Olivier Blanchard 4
  5. 5. Capítulo 8: A taxa natural de desemprego e a curva de Phillips Inflação, inflação esperada e desemprego π = π e + (µ + z) − α u Segundo essa equação:  Um aumento da inflação esperada, πe, leva a um aumento da inflação efetiva, π.  Dada a inflação esperada, πe, um aumento da margem, µ, ou um aumento dos fatores que afetam a determinação dos salários, z, leva a um aumento da inflação, π.  Dada a inflação esperada, πe, um aumento da taxa de desemprego, u, leva a uma diminuição da inflação, π. © 2006 Pearson Education Macroeconomia, 4/ e Olivier Blanchard 5
  6. 6. Capítulo 8: A taxa natural de desemprego e a curva de Phillips Inflação, inflação esperada e desemprego π = π e + (µ + z) − α u Para podermos nos referir a variáveis como inflação, inflação esperada ou desemprego em um ano específico, será conveniente usar índices temporais: πt = π e t + (µ + z) − α u t As variáveis π, πet e ut referem-se, respectivamente, à inflação, inflação esperada e ao desemprego no ano t. µ e z são considerados constantes e não possuem índices temporais. © 2006 Pearson Education Macroeconomia, 4/ e Olivier Blanchard 6
  7. 7. Curva de Phillips Capítulo 8: A taxa natural de desemprego e a curva de Phillips 8.2 Se supusermos que πet = 0, então: πt = (µ + z) − α u t Essa é a relação negativa entre desemprego e inflação que Phillips encontrou para o Reino Unido e Solow e Samuelson encontraram para os Estados Unidos (ou a primeira versão da curva de Phillips). © 2006 Pearson Education Macroeconomia, 4/ e Olivier Blanchard 7
  8. 8. Capítulo 8: A taxa natural de desemprego e a curva de Phillips Primeira versão A espiral de preços e salários: Dado Pet =Pt-1: ↓ut ⇒ ↑W t ⇒       P t − P t−1 Pt↑ ⇒ ↑ ⇒ πt ↑ P t−1 O desemprego baixo leva a um salário nominal mais alto. Em resposta ao salário nominal mais alto, as empresas aumentam seus preços. Em reação, os trabalhadores pedem um salário nominal mais alto. O salário nominal mais alto leva as empresas a um aumento adicional de seus preços. Em resposta, os trabalhadores pedem um aumento adicional do salário nominal. A corrida entre preços e salários resulta em uma inflação contínua. © 2006 Pearson Education Macroeconomia, 4/ e Olivier Blanchard 8
  9. 9. Capítulo 8: A taxa natural de desemprego e a curva de Phillips Transformações Figura 8.2 Inflação versus desemprego nos Estados Unidos, 1948-1969 A diminuição contínua da taxa de desemprego nos Estados Unidos durante a década de 1960 esteve associada a um aumento contínuo da taxa de inflação. © 2006 Pearson Education Macroeconomia, 4/ e Olivier Blanchard 9
  10. 10. Capítulo 8: A taxa natural de desemprego e a curva de Phillips Transformações Figura 8.3 Inflação versus desemprego nos Estados Unidos desde 1970 A partir de 1970, a relação entre a taxa de desemprego e a taxa de inflação desapareceu nos Estados Unidos. © 2006 Pearson Education Macroeconomia, 4/ e Olivier Blanchard 10
  11. 11. Capítulo 8: A taxa natural de desemprego e a curva de Phillips Transformações A relação negativa entre desemprego e inflação se manteve ao longo da década de 1960, mas desapareceu após esse período por dois motivos:  O grande aumento no preço do petróleo, mas principalmente porque  Os fixadores de salário mudaram o modo como formavam suas expectativas, devido a uma mudança no comportamento da inflação. • A taxa de inflação se tornou positiva de forma consistente, e • A inflação se tornou Olivier Blanchard mais persistente. © 2006 Pearson Education Macroeconomia, 4/ e 11
  12. 12. Capítulo 8: A taxa natural de desemprego e a curva de Phillips Transformações Figura 8.4 Inflação nos Estados Unidos desde 1900 Desde a década de 1960, a taxa de inflação dos Estados Unidos mostrou-se consistentemente positiva. A inflação também se tornou mais persistente. Uma taxa de inflação alta no ano corrente provavelmente será seguida por uma taxa de inflação alta no ano seguinte. © 2006 Pearson Education Macroeconomia, 4/ e Olivier Blanchard 12
  13. 13. Capítulo 8: A taxa natural de desemprego e a curva de Phillips Transformações Suponha que as expectativas de inflação sejam formadas de acordo com π e t = θπ t−1 O valor do parâmetro θ representa o efeito da taxa de inflação do ano anterior, πt-1, sobre a taxa de inflação esperada do ano atual, πet. O valor de θ aumentou constantemente na década de 1970, de zero a um. © 2006 Pearson Education Macroeconomia, 4/ e Olivier Blanchard 13
  14. 14. Capítulo 8: A taxa natural de desemprego e a curva de Phillips Transformações Podemos pensar no que aconteceu na década de 1970 como um aumento do valor de θ ao longo do tempo:  Enquanto a inflação permanecia baixa e não muito persistente, era razoável que trabalhadores e empresas ignorassem a inflação passada e supusessem que o nível de preços de um ano fosse aproximadamente igual ao nível de preços do ano anterior.  No entanto, à medida que a inflação se tornava mais persistente, trabalhadores e empresas começaram a mudar o modo de formar expectativas. © 2006 Pearson Education Macroeconomia, 4/ e Olivier Blanchard 14
  15. 15. Capítulo 8: A taxa natural de desemprego e a curva de Phillips Transformações π t = θπ t−1 + (µ + z) − αu t  Na equação acima, quando θ é igual a zero, a relação entre a taxa de inflação e a taxa de desemprego é: π t = (µ + z) − αu t  Quando θ é positivo, a taxa de inflação depende tanto da taxa de desemprego quanto da taxa de inflação do ano anterior: π t = θπ t−1 + (µ + z) − αu t  Quando θ é igual a um, a relação se torna: © 2006 Pearson Education πt − π t−1 = (µ + z) − αu Macroeconomia, 4/ e t Olivier Blanchard 15
  16. 16. Capítulo 8: A taxa natural de desemprego e a curva de Phillips Transformações πt − π t−1 = (µ + z) − αu t Quando θ = 1, a taxa de desemprego afeta não a taxa de inflação, mas a variação da taxa de inflação. Desde 1970, uma relação claramente negativa surgiu entre a taxa de desemprego e a variação da taxa de inflação. © 2006 Pearson Education Macroeconomia, 4/ e Olivier Blanchard 16
  17. 17. Capítulo 8: A taxa natural de desemprego e a curva de Phillips Transformações Figura 8.5 Variação da inflação versus desemprego nos Estados Unidos desde 1970 Desde 1970, há uma relação negativa entre a taxa de desemprego e a variação da taxa de inflação nos Estados Unidos. A reta que se ajusta melhor aos pontos para o período 1970-2000 é: π − π = 6 % − 1 .0 u t © 2006 Pearson Education Macroeconomia, 4/ e t−1 Olivier Blanchard t 17
  18. 18. Capítulo 8: A taxa natural de desemprego e a curva de Phillips Transformações A curva original de Phillips é: π t = (µ + z) − αu t A curva modificada de Phillips, ou curva de Phillips aumentada pelas expectativas, ou ainda curva de Phillips aceleracionista, é: © 2006 Pearson Education πt − π t−1 = (µ + z) − αu Macroeconomia, 4/ e t Olivier Blanchard 18
  19. 19. Capítulo 8: A taxa natural de desemprego e a curva de Phillips De volta à taxa natural de desemprego Friedman e Phelps questionaram a existência de um dilema entre desemprego e inflação. Eles argumentaram que a taxa de desemprego não poderia ser sustentada abaixo de certo nível, um nível que eles chamaram de “taxa natural de desemprego”. A taxa natural de desemprego é a taxa de desemprego em que a taxa de inflação efetiva é igual à taxa de inflação esperada. 0 = (µ + z) − αu © 2006 Pearson Education n µ + z então u n = α Macroeconomia, 4/ e Olivier Blanchard 19
  20. 20. Capítulo 8: A taxa natural de desemprego e a curva de Phillips De volta à taxa natural de desemprego µ + z logo α u un = α Dado π = π e n = µ + z + (µ + z) − α u então π t − π e t = αu n − α u t Finalmente, supondo que πet pode ser aproximada por πt-1, temos: π t − π t − 1 = − α ( u t − u n ) Esta relação é importante porque proporciona outra maneira de pensar na curva de Phillips como uma relação entre a taxa de desemprego efetiva e a natural, e a variação da taxa de inflação. © 2006 Pearson Education Macroeconomia, 4/ e Olivier Blanchard 20
  21. 21. Capítulo 8: A taxa natural de desemprego e a curva de Phillips De volta à taxa natural de desemprego πt − π t−1 = −α (u t − u n )  Proporciona também outra maneira de pensar a taxa natural de desemprego. A taxa de desemprego não aceleradora da inflação (ou TDNAI) é a taxa de desemprego necessária para manter a taxa de inflação constante. © 2006 Pearson Education πt − πt Macroeconomia, 4/ e − 1 Olivier Blanchard 21
  22. 22. Capítulo 8: A taxa natural de desemprego e a curva de Phillips 8.3 Um resumo e muitas advertências Resumindo o que aprendemos até agora:  A relação de oferta agregada hoje nos Estados Unidos é bem representada por uma relação entre a variação da taxa de inflação e o desvio da taxa de desemprego em relação à taxa natural de desemprego.  Quando a taxa de desemprego supera a taxa natural de desemprego, a taxa de inflação diminui. Quando a taxa de desemprego está abaixo da taxa natural de desemprego, a taxa de inflação aumenta. © 2006 Pearson Education Macroeconomia, 4/ e Olivier Blanchard 22
  23. 23. Capítulo 8: A taxa natural de desemprego e a curva de Phillips Milton Friedman e Edmund Phelps © 2006 Pearson Education A teoria antes dos fatos: Milton Friedman e Edmund Phelps Os economistas, em geral, não são muito bons em prever grandes mudanças antes que elas aconteçam. Aqui está uma exceção. Macroeconomia, 4/ e Olivier Blanchard 23
  24. 24. Capítulo 8: A taxa natural de desemprego e a curva de Phillips Mudanças na taxa natural de um país para outro Mudanças na taxa natural de desemprego de um país para outro µ + z un = α Os fatores que afetam a taxa natural de desemprego acima diferem entre países. Portanto, não há motivos para se esperar que todos os países tenham a mesma taxa natural de desemprego. © 2006 Pearson Education Macroeconomia, 4/ e Olivier Blanchard 24
  25. 25. Capítulo 8: A taxa natural de desemprego e a curva de Phillips A taxa de desemprego japonesa A taxa média de desemprego no Japão desde 1960 é de 2,1%, comparada aos 6,1% dos Estados Unidos. Um dos principais motivos para essa diferença parece ser a confiança generalizada no emprego vitalício do mercado de trabalho japonês. © 2006 Pearson Education Macroeconomia, 4/ e Olivier Blanchard 25
  26. 26. Capítulo 8: A taxa natural de desemprego e a curva de Phillips Mudanças na taxa natural ao longo do tempo πt − π t−1 = (µ + z) − αu t Na equação acima, os termos µ e z podem não ser constantes, mas mudar ao longo do tempo, provocando alterações na taxa natural de desemprego. A taxa natural de desemprego nos Estados Unidos baixou para um nível entre 4% e 5%. © 2006 Pearson Education Macroeconomia, 4/ e Olivier Blanchard 26
  27. 27. Capítulo 8: A taxa natural de desemprego e a curva de Phillips Mudanças na taxa natural ao longo do tempo πt − π t−1 = (µ + z) − αu t Uma taxa de desemprego alta não necessariamente reflete uma taxa natural de desemprego alta. Por exemplo: Se a inflação está caindo rapidamente, isso é um indício de que a taxa de desemprego efetivo está muito acima da taxa natural de desemprego. Se a inflação estiver aproximadamente estável, trata-se de um indício de que a taxa de desemprego efetivo e a taxa natural de desemprego são aproximadamente iguais. © 2006 Pearson Education Macroeconomia, 4/ e Olivier Blanchard 27
  28. 28. Mudanças na taxa natural ao longo do tempo Capítulo 8: A taxa natural de desemprego e a curva de Phillips Figura 8.6 Variação da inflação versus desemprego: a área do euro desde 1961 (Os quadrados representam a década de 1960; os losangos, a década de 1970, e os triângulos, o período a partir da década de 1980) A relação da curva de Phillips entre a variação da taxa de inflação e a taxa de desemprego se deslocou para a direita ao longo do tempo, sugerindo um aumento contínuo da taxa natural de desemprego na Europa desde 1960. © 2006 Pearson Education Macroeconomia, 4/ e Olivier Blanchard 28
  29. 29. Capítulo 8: A taxa natural de desemprego e a curva de Phillips A taxa natural de desemprego dos Estados Unidos caiu desde o início da década de 1990? E, se caiu, por quê? Figura 1 Variação da inflação versus desemprego nos Estados Unidos na década de 1990 Desde meados da década de 1990, a variação da inflação normalmente tem sido menor do que a prevista pela relação média entre inflação e desemprego desde 1970. © 2006 Pearson Education Macroeconomia, 4/ e Olivier Blanchard 29
  30. 30. Capítulo 8: A taxa natural de desemprego e a curva de Phillips A taxa natural de desemprego dos Estados Unidos caiu desde o início da década de 1990? E, se caiu, por quê? Parte da diminuição da taxa natural pode ser atribuída a outros fatores. Entre eles:  Envelhecimento da população dos Estados Unidos.  Aumento da população carcerária.  Aumento do número de trabalhadores inválidos.  Aumento dos empregos temporários.  Taxa de crescimento da produtividade inesperadamente alta desde o final da década de 1990. © 2006 Pearson Education Macroeconomia, 4/ e Olivier Blanchard 30
  31. 31. Capítulo 8: A taxa natural de desemprego e a curva de Phillips Inflação alta e a relação da curva de Phillips A relação entre desemprego e inflação provavelmente muda com o nível e a persistência da inflação. Quando a taxa de inflação se torna alta, a inflação tende a ser mais variável. Os termos dos acordos salariais também mudam com o nível da inflação. A indexação de salários, uma cláusula que aumenta automaticamente os salários de acordo com a inflação, torna-se mais difundida quando a inflação é alta. © 2006 Pearson Education Macroeconomia, 4/ e Olivier Blanchard 31
  32. 32. Capítulo 8: A taxa natural de desemprego e a curva de Phillips Inflação alta e a relação da curva de Phillips Se λ representar a proporção dos contratos de trabalho que é indexada, e (1− λ) a proporção que não é indexada, então, se torna: πt − π e t = −α (u t − u n ) π t = [ λπ t + (1 − λ ) π e t ] − α(u t − un ) A proporção de contratos que é indexada responde a πt, enquanto a proporção que não é indexada responde a πet. Quando λ = 0, todos os salários são fixados com base na inflação esperada (igual à inflação do ano passado), então: π t − π t − 1 = − α ( u t − u n ) © 2006 Pearson Education Macroeconomia, 4/ e Olivier Blanchard 32
  33. 33. Capítulo 8: A taxa natural de desemprego e a curva de Phillips Inflação alta e a relação da curva de Phillips Quando λ é positivo, π t − π t −1 α = − (u (1 − λ) t − un) Conforme essa equação, quanto maior a proporção de contratos de salário indexados — quanto maior λ —, maior o efeito da taxa de desemprego sobre a variação da inflação. Quando λ se aproxima de 1, pequenas mudanças no desemprego podem levar a variações muito grandes da inflação. © 2006 Pearson Education Macroeconomia, 4/ e Olivier Blanchard 33
  34. 34. Capítulo 8: A taxa natural de desemprego e a curva de Phillips Deflação e a relação da curva de Phillips Dada a alta taxa de desemprego durante a Grande Depressão, teríamos esperado uma alta taxa de deflação, mas a deflação foi limitada e a inflação foi, na verdade, positiva. A explicação para isso pode ser que a relação da curva de Phillips desapareça ou, pelo menos, enfraqueça quando a economia estiver próxima de uma inflação zero. © 2006 Pearson Education Macroeconomia, 4/ e Olivier Blanchard 34

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