Comunicação e tecnologia

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A TICs como ferramentas na prática pedagógica.

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Comunicação e tecnologia

  1. 1. COMUNICAÇÃO E TECNOLOGIA EM SUPERVISÃO PEDAGÓGICA E FORMAÇÃO DE PROFESSSORES Helena de Sá Melo Este estudo é parte de uma discussão mais ampla da disciplina acima nomeada. Trata-seda leitura do Capitulo III intitulado Internet e inclusão: otimismos exacerbados e lucidezpedagógica do livro de Suely Galli Soares: Educação e Comunicação. O ideal de inclusão pelastecnologias de informação e comunicação. Editora Cortez São Paulo 2006. Tem por objetivodesencadear as reflexões sobre tecnologia e inclusão social, por meio da educação, sobretudoda formação de professores e do trabalho pedagógico. Todas as análises desenvolvidas partem das colocações da autora, os quais nosapropriamos pra estudos e exercício de produção de conhecimento como ensaio de nossadissertação de mestrado prevista em nossa formação. Segundo GALLI SOARES(2006) devido ao crescimento da comunicação eletrônica nasúltimas décadas, várias atividades presentes nos mais diversos setores da atividade humanasocial e produtiva têm sido modificadas. Na busca constante de uma sociedade da informação,por conta da grande repercussão da globalização no mundo ocidental, a Internet tem sido amaior aliada na disseminação da informação e da produção de conhecimentos, sem fronteirasterritoriais. Entretanto, estudos concluem que as tecnologias enfrentam continuamentedesafios para manter o equilíbrio entre as diversas responsabilidades assumidas em toda asociedade. Como sugere Gally Soares (2006:100), “se por um lado as vantagens de seus benefícios eavanços científicos e tecnológicos reconhecem que problemas e perigos os acompanham...”Sabemos que as distorções das políticas públicas que contemplam a formação cidadã, condiçãoimperativa da nova sociedade, ainda apresentam descompasso entre distribuição democráticado conhecimento e a capacidade para produzi-lo. Porém, é inegável que os aspectos positivosdas tecnologias merecem reconhecimento, no entanto, isso acontece sob a ótica da realidadeem busca de uma lucidez pedagógica e o cuidado com o otimismo exacerbado de sua eficiênciana difusão de serviços. Nesse sentido buscamos refletir sobre a educação brasileira no contexto dastecnologias.
  2. 2. A educação brasileira passou nas últimas décadas por grandes transformações quelevaram um número significativo de pessoas a ter acesso às escolas. Infelizmente, essastransformações ainda não têm sido suficientes para garantir igualdade e oportunidades paratodos os cidadãos na sociedade. Com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei Federal 9394/96) sancionadapelo Presidente da República em 20 de dezembro de 1996, a educação ganhou amparo legal,podendo contribuir para a solução dos graves problemas educacionais do país A regulamentação do Art. 80 permitiu que se desenvolvesse uma política nacional deeducação a distância e que se fixassem diretrizes norteadoras para os sistemas de ensino dopaís. O Ensino a Distância, que pode ser de massa e que substitui a interação pessoal entreprofessor e aluno na sala de aula, acaba por se tornar uma excelente oportunidade para aspessoas concluírem sua graduação e outras especializações. No Brasil, a EAD também pode serconsiderada uma ferramenta que vem sendo utilizada para erradicar o mal do analfabetismoque ainda está muito presente em nossa sociedade, democratizando o acesso aoconhecimento e à informação. Com as TICs cada vez mais rápidas e integradas o conceito de ensino presencial e adistância estão caminhando para uma aproximação. Hoje, por exemplo, os cursos superioresreconhecidos já podem oferecer o método não presencial de até 20% de sua carga horária. A educação a distância conjuga as tecnologias para atender melhor as necessidades dosalunos, também contribui para que os professores ultrapassem as barreiras do tempo, doespaço e da falta de recursos financeiros e do principal ator desse processo que é o aluno, poisreduz com eficácia as dificuldades de acesso ao ensino. Num mundo globalizado, o conhecimento das novas tecnologias e o manejo dasferramentas são cada vez mais valorizados, favorecendo o ajustamento das pessoas nasociedade da informação e comunicação. No que concerne à formação do professor a Educação a Distância requer que todos osenvolvidos instalem uma nova fonte de autonomia nos estudos e pesquisas. É fundamental
  3. 3. que o profissional compreenda a relevância de manter-se profissionalmente e constantementeatualizado. Essa questão se insere na linha de pesquisa de formação de professores de nossa pós-graduação, razão pela qual buscamos aprofundar tendo em vista a tecnologias e as práticas deensino. As tecnologias a serviço das práticas pedagógicas Os meios digitais como ferramentas didáticas há décadas promovem uma mudança deparadigmas em nossa sociedade, principalmente no tange o processo ensino-aprendizagem.Nesse sentido, a escola deve estar alicerçada em políticas públicas voltadas para as novastecnologias da informação e da comunicação. Logo, não resta dúvida, que a apropriação das novas tecnologias por todos nós é quepermitirá a atuação profissional nessa sociedade da informação. A atual sociedade vemimprimindo a importância das TICs em nosso cotidiano, nas relações sociais e profissionais. Nesse contexto, as escolas se veem diante do desafio de inserir os meios digitais naspráticas pedagógicas. Para que isso ocorra é necessário repensar sobre a formação doprofessor, para que este possa acompanhar essas mudanças. Portanto, o professor assumeum papel de grande relevância no processo educacional, promovendo e auxiliando o aluno nouniverso das tecnologias. Não obstante, é fundamental uma sólida formação inicial semprevinculada à realidade em que se insere. É fundamental que o professor tenha uma percepção clara do contexto sócio-político-econômico e cultural, característica fundamental para ser um profissional crítico-reflexivo, queseja comunicativo, criativo e consciente de sua responsabilidade com a era da informação ecomunicação. Lamentavelmente, precisamos romper com a resistência de alguns professores àinovação. Esses acreditam que essas ferramentas são negativas ao processo ensino-aprendizagem. Não identificam as novas tecnologias como oportunidades para aumentar aeficiência da aprendizagem e motivar os alunos para o conhecimento.
  4. 4. Para tanto, a formação do profissional de educação deve passar por reformulações,adequando-se a sua realidade e a sua necessidade. É fundamental incluir os estudos das novastecnologias nos currículos de formação de professores. De acordo com GALLY SOARES (2006:109), “a formação continuada de professores rumoà profissionalização, responde à necessidade de qualificar a educação e suas relações, damesma forma que os outros segmentos produtivos buscam em relações aos seus processos”.Diante desse cenário, a formação continuada do professor deve incentivar a apropriação desaberes rumo a uma autonomia e levar a uma prática crítico - reflexiva sobre a relevânciasocial da apropriação das novas tecnologias com ferramentas que promovem ao aluno umensino de qualidade e não menos importante, que coloque o professor como produtor de suaprópria vida, da sua profissão, da instituição escolar em que atua, associando, formação,condições dignas de trabalho e salário rumo a uma excelência em educação. Essa reflexão nos remete aos sistemas de comunicação e seu potencial para oestabelecimento dessa excelência em educação ao qual a autora nos remete. Sistemas de comunicação e educação Os sistemas de comunicação e educação em nossa sociedade passam a serfundamentais para ampliar a nossa compreensão do mundo contemporâneo e dos reflexos nosistema educacional. Podemos afirmar que os benefícios trazidos pelos sistemas de comunicação promovemuma disseminação de informação em massa. Estamos diariamente cercados de inúmerasinformações vindas do mundo todo, inclusive, em tempo real. Porém na educação ainda não háo uso crítico desses recursos transformados em conhecimentos para o aluno, tampoucocontribuem definitivamente para a prática pedagógica do professor. Para a autora desseestudo: “o conhecimento técnico ferramental da informática torna-se, como outros, exigência eparte do cotidiano e das relações sociais como componente curricular da formação” GALLYSOARES (2006: 111). De acordo com a citação esse conhecimento esbarra no trabalho do docente e acabatransformando-se em uma problemática, haja vista o despreparo do professor em sua
  5. 5. formação frente às novas tecnologias a até mesmo do sistema de ensino, que ainda apresentaposturas tradicionais que não condizem com a atual realidade. Percebe-se assim o grande desafio que é inserir e contemplar os sistemas decomunicação na escola, bem como configurar o espaço educacional num lugar em que oprocesso ensino-aprendizagem se aproprie de fato desse ferramental que hoje é realidade emtoda a sociedade. Nesse desafio encontra-se a compreensão dos limites da tecnologia em suaaplicação no ensino a distancia. Ação a distância: entendimento e explicações As ações a distância estão cada vez mais presentes em todas as áreas de nossasociedade e no que tange à educação o ensino e a aprendizagem apresentam-se formalmenteconceituados por educação a distância. Com o advento da internet a educação a distância ganhou novas perspectivas. No quediz a respeito ao processo, professores e alunos embora separados pelo espaço e tempoestão juntos virtualmente por meios das tecnologias, principalmente pela internet. Nossaautora e estudiosa do assunto explica: “Com o desenvolvimento das tecnologias de informação e comunicação na rede de Internet, a educação a distância ganhou novas perspectivas no que diz respeito à interatividade do aluno com os demais estudantes, o professor e os conteúdos, por meio de ferramentas educacionais que permitem encontros virtuais on line para discussão de conteúdo, reuniões de estudos, entre outros. (Gally Soares, 2006:117)”. Sem perder a independência e a autonomia que há na modalidade de educaçãopresencial o Brasil caminha a largos passos sobre essa modalidade de ensino-aprendizagem adistância, principalmente na graduação que tem atraído cada vez mais um númeroconsiderável de alunos pela flexibilidade e qualidade do ensino.
  6. 6. Os meios de comunicação como o correio, o rádio, televisão, o vídeo, CD-ROM, otelefone, o fax e outras tecnologias semelhantes também são utilizados como ações a distância,tendo cada um as suas peculiaridades. As novas tecnologias da informação e da comunicação permitem um desenvolvimentode oportunidades de aprendizagens a partir das combinações de recursos tecnológicos erecursos humanos. Nesse contexto, o ensino a distância não apresenta fronteiras ou limitesterritoriais, ou seja, o ambiente de educação a distância viabiliza essa nova modalidade deensino. Dentre os questionamentos em torno da confiabilidade do ensino a distância e daqualidade da aprendizagem, bem como a das ideologias implícitas nos conceitos que delasurgem, encontramos o letramento, letramento digital e o currículo oculto que a autora noscobra refletir. Sobre letramento, a autora nos remeta ao conceito de alfabetização que trata oAlfabetizado é como aquele indivíduo que sabe ler e escrever; letrado é aquele que sabe ler eescrever, mas que responde adequadamente às demandas sociais da leitura e da escrita, ouseja, ultrapassa o simples conceito de que a alfabetização é somente o domínio da codificação edecodificação da língua pátria. No caso do Letramento Digital significa como entrar em contato com os meioseletrônicos de maneira significativa, entendendo seus usos e possibilidades em nossa vidasocial, ou seja, ter o domínio e articulação com o conhecimento técnico da leitura e escrita queos meios eletrônicos disponibilizam em crescente escala, porém, ainda restrito a uma parcelada sociedade dado a complexidade desses processos de apropriação. O currículo oculto da internet parte de uma visão crítica da educação, isto é, surge apartir de críticas aos currículos convencionais. Devido aos interesses da classe dominante emengessar os conhecimentos transmitidos para o educando o currículo oculto permite que osalunos assimilem valores que orientem para o sucesso, ou seja, para que este se ajuste ouenquadre à sociedade. Sobre essa sociedade que exige novas aprendizagens e posturas diante do uso detecnologias a autora destaca para nossas reflexões:
  7. 7. Os sistemas de comunicação disponíveis socialmente, não apenas mudaram o cenário urbano em suas relações virtuais, como tornou a sociedade mais inteligente e veloz nos processos que eliminam o dispêndio de tempo e a locomoção no ir e vir, entre outras tarefas que sobrecarregam e atrasam o cotidiano. Os contatos e interações passam de um universo já ampliado pela telefonia e pelo fax, para outros que reconfiguram limites profissionais e sociais, modificando as perspectivas de comunicação e organização das pessoas de qualquer 1 idade, situação e lugar, redefinindo o envelhecimento e a solidão . Estudiosos como MORAN explicam as mudanças na comunicação com o processamento multimidiático, isto é, com as possibilidades abertas com as diferentes formas de veiculação da informação... (GALLI SOARES, 2006:110) Hoje, mais do que nunca, a sociedade vive sob os domínios das novas tecnologias e opoder de sua inserção em quase todas as áreas da sociedade, principalmente no campoeducacional. Portanto, sentimos de modo intenso e marcante as mudanças decomportamentos que já imprimem uma forma revolucionária em nossas vidas. O impacto com o uso das TICs mudou de fato a nossa forma de agir, pensar, as nossasrelações interpessoais, enfim, várias são as implicações que estão embutidas nessa novarealidade que podem interferir de forma positiva quanto negativa na vida de cada um. Para destacarmos o que é positivo ou negativo é preciso que tenhamos claras asdiferentes faces que elas assumem em nosso cotidiano. É inegável a sua contribuição para esse novo milênio em todos os campos da sociedade:educação, saúde, cultura, economia, lazer, política, entre outros. Os sistemas de comunicação devem ser ferramentas que promovam odesenvolvimento, que se dissolvam fronteiras corroborando com as novas formas departicipação de todos os cidadãos rumo a uma autonomia do exercício da cidadania.1 Em pleno início do 3º. Milênio (ano 2004), pessoas envelhecidas que carregam um certo potencial de vulnerabilidade socialcausado pela solidão e isolamento, recorrem aos software de bate papo ou a troca de e-mail na Internet para relacionar-se.Esse contato descarta limites e limitações que o meio físico impõe, instalando uma nova cultura de sociabilidade ecomunicação.
  8. 8. A sociedade do conhecimento deve ser dinâmica, dispor de acessibilidade deinformações independente do fator econômico, social e faixa etária de sua população. Devetambém preparar os indivíduos para vivenciarem essa nova realidade dentro do campo daética e principalmente valorizando os relacionamentos interpessoais. Não podemos perder de vista o compromisso de proporcionar análises reflexivas acercada temática. Haja vista, a complexidade desse sistema de comunicação e educação. Para desenvolver mais essa reflexão a autora nos indica: Com o advento do paradigma educacional emergente do ciberespaço, surge uma demanda de um profissional arquiteto da comunicação na web, que não se limite ao domínio técnico do ferramental em sua funcionalidade, do analista de sistemas, de estudos sobre usabilidade, ou estética visual e plasticidade, mas um perfil profissional aberto para agregar a multiplicidade de áreas envolvidas no processo de elaboração e gestão da comunicação, tendo em vista o caráter de sociabilidade que carrega. Pedagogos, Artistas Plásticos, Arquitetos, Analistas de Sistemas e de Telecomunicações, Tecnólogos, Roteiristas, Fotógrafos, e outros são chamados a compor equipes multidisciplinares em resposta a essa demanda. Dentre os equívocos que transparecem nesse sistema de comunicação, diz respeito àdeterminação dos conteúdos. A idéia de que basta ter um projeto detalhado e dele fazer o site,é a que predomina. No entanto resta saber: Qual é o conceito de projeto? Como se dá alinguagem e potencial de compreensão quanto ao objeto principal ou produto, objetivosgerais, ações previstas, públicos identificados como demanda, desenvolvimento e avaliaçãoprocessual das ações, previsão e resultados que espera obter de sua ação e para quê? ...A definição de conteúdos de um site pode ser feita a partir de um projeto, no entanto, deve ser feita a partir de estudos e planejamento do grupo que vai desenvolver as ações previstas ou declaradas no projeto. Deve ter a clareza dos objetivos e da forma como se realizará, dos procedimentos metodológicos, ferramental didático e da avaliação. Estabelecer um roteiro detalhado da metodologia da comunicação pretendida é uma forma de prever os resultados e proporcionar pistas para a avaliação de sua eficácia...(GALLI SOARES,2006:129)
  9. 9. As evoluções das possibilidades de comunicação, por meio das novas tecnologias, estãoexigindo cada vez mais dos profissionais de comunicação da web, ou seja, há uma novaremodelação desse profissional. Constantes transformações marcam rapidamente as informações e os saberes,portanto, a importância desse profissional nos processos midiáticos e sua interferência nocontexto atual apresentam muita relevância. Profissionais de outras áreas também são bem vindos dentro do ciberespaço devido aosconhecimentos de sociabilidade, contribuindo assim na formação de equipesmultidisciplinares. Com relação aos conteúdos apresentados nesse sistema de comunicação éimprescindível uma atenção sistematizada. Não basta ter um belo projeto é necessário ter claroo público que se quer atingir, uma linguagem adequada, objetivos previamente definidos,assim como as ações e os resultados. Diante desse contexto, o sucesso dessa ferramenta transpassa necessariamente pelosprofissionais que atuam, pelo conteúdo apresentado, pelos objetivos claros e acima a de tudopelo público que se quer atingir. Logo, é um ambiente de comunicação, socialização e tambémpode atuar como um mercado da informação e do conhecimento. Longe de esgotar essa discussão esse trabalho busca desencadear o debate no sentidode avançar as possibilidades de uso de tecnologia na formação de professores e na sua praticacomo instrumental de cidadania. Helena de Sá Melo

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