Cana-de-açucar
Importância Econômica da Cana-de-açucarIntrodução        A cana-de-açúcar, Saccharum officinarum L., uma antiga fonte de e...
Cultura da cana-de-açucarOrigemA cana-de-açucar no mundo         A palavra que originou o nome açúcar é, provavelmente, gr...
A cana-de-açucar no Brasil        As primeiras mudas chegaram em 1532, na expedição de Martim Afonso de Souza. Aqui, aplan...
curvo, podendo as demais serem mais ou menos eretas. Bonnett (1998), ao relatou que emtemperaturas médias baixas, inferior...
produção. Vários fatores tais como cultivar, luz, temperatura, irrigação (umidade do solo) eadubação influenciam o perfilh...
Chuva: Um total de chuva entre 1100 e 1500 mm é suficiente se a distribuição for adequada(abundante nos meses de crescimen...
acamamento e quebra da cana. Também, ventos aumentam a perda de umidade das plantas e assimagravam os feitos de doenças de...
Adubação: Considera-se duas situações distintas, adubação para cana-planta e para cana-soca. Paracana-planta, o fertilizan...
Formação do viveiro de mudas: Ojetivos: Renovação do canavial (após 4º ou 5° corte); Sanidadeda lavoura ; Aumentar o númer...
Colheita da cana-de-açucar        A colheita inicia-se em maio e em algumas unidades sucroalcooleiras em abril,prolongando...
Operação de Corte manual: O corte pode ser manual, com um rendimento médio de 5 a 6toneladas/homem/dia, ou mecanicamente, ...
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Apostila de cana de açucar

  1. 1. Cana-de-açucar
  2. 2. Importância Econômica da Cana-de-açucarIntrodução A cana-de-açúcar, Saccharum officinarum L., uma antiga fonte de energia para os sereshumanos e, mais recentemente, um substituto para combustível fóssil para veículos automotores, foiprimeiro cultivado no Sul da Ásia Leste e Índia Ocidental. Ao redor de 327 BC essa era umimportante cultivo no subcontinente africano. A cana foi introduzida ao Egito ao redor de 647 a.D.e, aproximadamente um século depois a Espanha (755 A.D.).Distribuição Global de Cana-de-açucar Desde então, o cultivo de cana de açúcar foi estendido a quase todas as regiões tropicais esubtropicais. Portugueses e Espanhóis a levaram ao Mundo Novo no inicio do século XVI. Essa foiintroduzida aos Estados Unidos da América (Louisiana) ao redor de 1741. Os países de cultivo decana de açúcar no mundo encontram-se entre a latitude 36.7° norte e 31.0° sul da linha doEquador estendendo-se de zonas tropicais a subtropicais. A Figura a seguir ilustra a distribuição decana de açúcar no mundo. Cana de açúcar é um recurso agrícola natural e renovável porque produzaçúcar, além de biocombustível, fibra, fertilizante e uma miríade de derivados/co-produtos comsustentabilidade ecológica. O suco da cana de açúcar é usado para fazer açúcar branco, açúcar mascavo (Khandsari),Jaggery (Gur) e etanol. Os derivados principais da indústria de açúcar são bagaço e melaço. Melaço,o derivado principal, é a mais importante matéria prima para álcool e, portanto para as indústriasbaseadas no álcool. Excesso de bagaço está agora sendo usado como matéria prima na indústria depapel. Além disso, a geração de potência usando bagaço como combustível é considerado possívelna maioria das usinas de cana.Produção de cana-de-açucar no Brasilhttp://www.portalunica.com.br/portalunica/?Secao=referência&SubSecao=estatísticas&SubSubSecao=produção%20Brasil
  3. 3. Cultura da cana-de-açucarOrigemA cana-de-açucar no mundo A palavra que originou o nome açúcar é, provavelmente, grão, sarkar, em sânscrito. Noleste da Índia, o açúcar era chamado shekar, enquanto os povos árabes o conheciam como alzucar, que se transformou no espanhol azucar, e daí, açúcar, em português. Na França, o açúcar échamado de sucre e, na Alemanha, de zücker, daí o inglês sugar. Não se pode definir com precisão a época do surgimento da cana-de-açúcar no mundo,tampouco dizer, com exatidão, seu berço geográfico. Alguns pesquisadores admitem que a cana-de-açúcar tenha surgido primeiramente na Polinésia; outros arriscam a Papua Nova Guiné. Para essesestudiosos, a primeira aparição da cana no mundo se deu há 6 mil anos. A maior parte doshistoriadores, porém, aceita a tese de surgimento da cana entre 10 e 12 mil anos atrás e data em3.000 a.C. o caminho percorrido pela cana da Península Malaia e Indochina até a Baía de Bengala.A origem asiática da planta é consensual. A cana foi introduzida na China por volta de 800 a.C. e oaçúcar cru já era produzido em 400 a.C. Porém, só a partir de 700 d.C. o produto começou a sercomercializado. A cana e o seu doce caldo foram mantidos em segredo, já que os povos distantes docomércio entre os asiáticos pagavam altas somas em troca de produtos luxuosos. E o açúcar era umdeles. A comercialização do açúcar a partir de 700 enriqueceu os árabes e o produto da cana entrouna lista de preciosidades a que os países ocidentais quase não tinham acesso. A cana continuou suaviagem rumo ao Ocidente, passando pela África do Norte até alcançar o Marrocos. Depois, sul daEspanha, por volta de 755, e à Sicília em 950. O primeiro registro da chegada do açúcar naInglaterra é de 1099 e, em 1150 a Espanha já investia em uma florescente indústria canavieira. Em1319, um quilo de açúcar valia, aproximadamente, US$ 100. Isso manteve o status de artigo de luxoatribuído ao produto da cana e, mais tarde, motivou o aproveitamento de colônias conquistadas paraa implantação de cultivares da cana-de-açúcar. Em 1425, D. Henrique (Príncipe Português) mandou buscar na Sicília as primeiras mudasde cana, que plantou na Ilha da Madeira. Começou, assim, a formação dos primeiros canaviais doAtlântico, que chegaram às Canárias (1480), Cabo Verde (1490) e Açores. No século XV, todo o açúcar produzido na Europa, era refinado em Veneza e isso anulava apossibilidade de diminuição de custos de transporte. Mesmo com os plantios recentes dasmetrópoles européias, o refino do açúcar ainda era um entrave. No Novo Mundo , a primeira inserção da cana deveu-se a Cristóvão Colombo, levada emsua segunda viagem marítima, em 1493, e plantada na República Dominicana, na ilha de LaEspañola, e no Haiti. Daí, a gramínea expandiu-se para Cuba (1516) e México (1520). O primeiroengenho do continente foi instalado em La Española, em 1516. A cana chegou ao Brasil por ordem do rei D. Manuel, introduzida na Capitania de SãoVicente pelo governador-geral Martim Afonso de Souza, em 1532, tornando-se a primeira atividadeagrícola do País. A cana também se adaptou bem ao clima e ao solo de massapé nordestino, com avantagem de contar com a produção mais próxima do mercado consumidor europeu. Em 1600, as lavouras e indústrias da cana do Novo Mundo já haviam se tornado oinvestimento mais lucrativo do globo e o Brasil tornou-se o maior produtor de açúcar do mundo.Em 1613, o novo engenho de três cilindros foi implantado no Brasil, o que consolidou a posição deliderança como produtor e a liderança comercial da metrópole. A cultura da cana, foi introduzida na Louisiana, em 1751; no Havaí, em 1802; e naAustrália, em 1823. Também foram criadas outras técnicas de extração, e a descoberta de mais umafunção para a cana, ou melhor, para o seu bagaço, em 1838, na Martinica, a produção de papel.
  4. 4. A cana-de-açucar no Brasil As primeiras mudas chegaram em 1532, na expedição de Martim Afonso de Souza. Aqui, aplanta espalhou-se no solo fértil de massapê, com a ajuda do clima tropical quente e úmido e damão-de-obra escrava trazida da África. Era o início do primeiro ciclo econômico brasileiro, o Cicloda Cana-de-Açúcar. A colônia enriqueceu Portugal e polvilhou o açúcar brasileiro - assim comoaquele produzido na América Central, por franceses, espanhóis e ingleses - em toda a Europa. A capitania mais importante na época do ciclo da cana era a de Pernambuco, onde foiimplantado o primeiro centro açucareiro do Brasil. Depois a Capitania da Bahia de Todos os Santos,e com o desmatamento da Mata Atlântica, os canaviais expandiram-se pela costa brasileira. Mas,para que a cultura prosperasse, foi necessária a criação de engenhos: as fábricas onde a cana viravaaçúcar. Essas instalações sustentaram a economia açucareira brasileira até o desenvolvimento denovas técnicas em colônias de países concorrentes. Os engenhos e vilas surgidos com a expansão docultivo de cana-de-açúcar foram responsáveis pelo desenvolvimento da produção, do comércio e dacultura do Nordeste brasileiro. Morfologia da cana-de-açúcarColmo: Se desenvolve á partir da gema do tolete de cana. Quando a cana é plantada, cada gemapode formar um colmo primário. Colmos secundários chamados de "perfilhos" podem se formar apartir as gemas subterrâneas do colmo primário. Além disso, perfilhos podem formar-se á partir dasgemas subterrâneas dos colmos secundários. O colmo é formado por nós e entrenós. O nó é onde afolha está presa ao colmo e onde as gemas e a raiz primária são encontradas. Uma cicatriz da folhapode ser encontrada no nó das folhas quando estas caem. O comprimento e o diâmetro dos nós eentrenós variam muito de com as cultivares e as condições de cultivo. As cores do colmo vistas nos entrenós dependem das cultivares de cana e das condiçõesambientais. Por exemplo, a exposição dos entrenós ao sol pode resultar em uma alteração completade cor. A mesma cultivar cultivada em climas diferentes pode exibir cores diferentes.Todas as cores do talo derivam de dois pigmentos básicos: a cor vermelha da antocianina e o verdeda clorofila. A proporção de concentração desses dois pigmentos produz cores de verde aovermelho púrpuro ao vermelho para quase preto. Colmos amarelos indicam uma relativa faltadesses pigmentos. A superfície dos entrenós, com a exceção do anel de crescimento, é mais oumenos coberta por cera. A quantidade de cera depende da variedade. O topo do colmo é relativamente baixo em sacarose e, portanto tem pouco valor industrial.O 1/3 superior do colmo, porém, contém muitas gemas e um bom suprimento de nutrientes, o que otorna valioso na propagação da cana (plantio). Dois tipos de rachaduras podem ser encontradas nasuperfície do Colmo; rachaduras inofensivas com pequenas espirais, que são restritas a epiderme, erachaduras de crescimento que podem ser profundas e ocorrem ao longo de toda a extensão doentrenó. Rachaduras de crescimento são prejudiciais pois permitem aumento de perda de água ,exposição do colmo para microrganismos e insetos. Rachaduras de crescimento dependem davariedade e condições de crescimento.Folhas: A folha da cana-de-açúcar é dividida em duas partes: bainha e lâmina. A bainha, cobrecompletamente o colmo, estendendo-se sobre pelo menos um entrenó completo. As folhas sedesenvolvem de forma alternada, nos nós, portanto formando duas fileiras em lados opostos. Aprimeira folha de cima para baixo do colmo com aurículas bem visíveis é designada +1. Para baixoelas recebem, sucessivamente, os números +2, e +3. Para cima, 0, -1, -2 etc. A folha com a aurículavisível (+3) é a considerada adulta e usada em determinações (avaliação do estado nutricional;índice de área foliar) A planta madura de cana de açúcar tem uma superfície foliar, em media, de0,5 metros quadrado, nas folhas superiores. O número de folhas verdes por colmo é ao redor dedez,(6 a 12) dependendo da variedade e condições de crescimento. O número de folhas é menor emcondições de déficit hídrico ou em temperaturas baixas. As folhas velhas ao receberem poucaintensidade luminosa, tornam-se senescentes. As folhas verdes do topo são eretas, com o ápice
  5. 5. curvo, podendo as demais serem mais ou menos eretas. Bonnett (1998), ao relatou que emtemperaturas médias baixas, inferiores a 8 ºC, o desenvolvimento das folhas de alguns cultivares foiprejudicado. Sinclair et al. (2004), ao estudar o efeito das temperaturas mínimas ideais para odesenvolvimento das folhas, encontrou limites diferentes de temperatura para cada cultivaravaliado, tendo observado que a temperatura base para desenvolvimento dos aparatos foliaresestaria em torno de 10 ºC, variando conforme o cultivar.Inflorescência: Quando a planta da cana-de-açúcar atinge uma maturação relativa dedesenvolvimento, seu ponto de crescimento pode, sob certo fotoperíodo e condições de umidade dosolo, passar de vegetativo para reprodutivo. O ponto de crescimento para de formar folhas e começaa produzir uma inflorescência. A cana é uma planta de dias curtos. Suas condições fotoperiódicassão alcançáveis nos trópicos. A inflorescência da cana de açúcar é uma panícula aberta. Cadapanícula possui milhares de flores, cada uma capaz de produzir uma semente. Os sementes sãoextremamente pequenas e cerca de 250 sementes pesam 1 grama. Para a produção comercial decana-de-açúcar, o desenvolvimento da inflorescência tem pouca importância econômica. Oflorescimento é importante para cruzamento e produção de variedades híbridas. Geralmente diascom duração de 12,5 horas e temperaturas noturnas entre 20° e 25° C induzirão o início doflorescimento. Condições de crescimento ótimas na fase vegetativa (solo fértil, suprimentoabundante de nitrogênio e umidade) restringem a inflorescência enquanto condições de estresseinduzem a formação de florescimento.Raízes: As primeiras raízes formadas são as raízes do tolete, que emergem de banda de raizprimárias acima da cicatriz da folha nos nós do tolete. Raízes do tolete podem emergir dentro de 24horas após o plantio. Essas raízes são finas e com muitas ramificações, que sustentam a planta emcrescimento nas primeiras semanas depois da brotação. Raízes do broto são tipos secundários deraízes, que emergem da base do novo colmo 5 - 7 dias após o plantio. Esta raízes são mais grossasque as raízes do tolete e vão formar o sistema de raiz principal da planta. As raízes do toletecontinuam a crescer por um período de 6 - 15 dias após o plantio, a maioria desaparecendo aos 60 -90 dias enquanto o sistema de raízes do broto desenvolve-se e apropria-se do suprimento de água enutrientes. Até a idade de três meses, as raízes do tolete contêm menos que 2% da massa seca daraiz. Estádios de desenvolvimento da cana-de-açucar A Cana-de-açúcar tem essencialmente quatro estádios de desenvolvimento: brotação,perfilhamento (formação), crescimento dos colmos e maturação. O conhecimento prévio dessesestádios de desenvolvimento ajudará a gerenciar melhor o cultivo.Brotação e Estabelecimento : A brotação vai do plantio até a completa brotação das gemas.Conforme as condições do solo, a brotação começa de 7 a 10 dias após o plantio e geralmente duraao redor de 30-35 dias. A brotação da gema é influenciada por fatores externos e internos. Osfatores externos são a umidade do solo, temperatura do solo e aeração. Os fatores internos são asaúde da gema, a umidade do tolete, a redução do conteúdo de açúcar do tolete e o estado nutritivodo tolete. A Temperatura ideal para a brotação é de 28 - 30o C. A temperatura básica para brotaçãoé ao redor de 12o C. Solo úmido e calor asseguram uma brotação rápida. Os resultados da brotaçãoresultam em uma respiração aumentada e assim uma boa aeração do solo é importante. Portanto,solos porosos bem estruturados facilitam uma melhor brotação. Conforme as condições do solo,considera-se que cerca de 60 por cento das brotações serão efetivamente estabelecidas.Perfilhamento : O perfilhamento começa ao redor de 40 dias depois do plantio e pode durar até120 dias. O perfilhamento proporciona ao cultivo o número de colmos necessários para uma boa
  6. 6. produção. Vários fatores tais como cultivar, luz, temperatura, irrigação (umidade do solo) eadubação influenciam o perfilhamento. Luz é o mais importante fator externo que influencia operfilhamento. É de extrema importância ter a luminosidade adequada alcançando a base da plantadurante o período de perfilhamento. Temperatura ao redor de 30o C é considerada ideal para operfilhamento. Temperatura abaixo de 20o C retarda o perfilhamento. Perfilhos formados mais cedoajudam a produzir colmos mais grossos e mais pesados. Perfilhos formados mais tarde morrem oupermanecem curtos ou imaturos. A população de perfilho máxima é alcançada ao redor de 90 - 120dias depois do plantio. Ao redor de 150 - 180 dias, pelo menos 50 por cento dos brotos(perfilhos)morrem e uma população estável é estabelecida. Práticas de cultivo tais como espaçamento, tempo de fertirrigação, disponibilidade de águae controle de plantas daninhas influenciam o perfilhamento. Embora 6 - 8 perfilhos são produzidosde uma gema, no final somente 1.5 a 2 perfilhos por gema restam para formar colmos. O cultivo decana-soca produz muito mais e mais cedo o perfilhamento que um cultivo de cana-planta.Crescimento dos Colmos : A fase de crescimento dos colmos começa a partir de 120 dias depoisdo plantio e dura até 270 dias em um cultivo de 12 meses. Durante o período anterior , noperfilhamento, ocorre uma estabilização. Do total de perfilhos produzidos somente 40 - 50%sobrevivem até 150 dias para formar colmos. Essa é a fase mais importante do cultivo onde ocorre aformação e alongamento do colmo e assim resultando na produção da cana. A produção foliar éfreqüente e rápida durante essa fase com IAF alcançando ao redor de 6 - 7. Sob condiçõesfavoráveis, os colmos crescem rapidamente quase que de 4 - 5 entrenós por mês. Irrigação,fertirrigação, calor, umidade e condições climáticas solares favorecem um melhor alongamento decana. Falta de umidade reduz a extensão dos entrenós. Uma temperatura ao redor de 30o C com umaumidade ao redor de 80% é o ideal para esta fase.Maturação: A fase de maturação em um cultivo de doze meses dura ao redor de três mesescomeçando de 270 - 360 dias. A síntese de açúcar e acumulo rápido de açúcar acontece durante essafase, e o crescimento vegetativo é reduzido. Conforme a maturação avança, açucares simples(monossacarídeo, frutose e glicose) são convertidos na cana de açúcar(sacarose, um dissacarídeo).A maturação da cana acontece de baixo para cima e assim a parte de baixo contém mais açúcar quea porção de cima. Bastante luminosidade, céu limpo, noites frescas e dias quentes e clima seco sãoaltamente benéficos para a maturação. Ecofisiologia da cultura da cana-de-açucarIntrodução: A cana-de-açúcar se desenvolve no mundo entre a latitude 36.7° N e 31.0° S, do níveldo mar até 1000m de altitude ou um pouco mais. É considerada essencialmente como uma plantatropical. É um cultivo de longa duração e, portanto convive com todas as estações, chuvosa, invernoe verão durante seu ciclo de vida.Clima: Os principais componentes climáticos que controlam o crescimento, a produção e qualidadeda cana são: temperatura, luz e umidade disponível. A planta vive melhor em áreas ensolaradasquentes e tropicais. O clima "ideal" para máxima produção de açúcar da cana-de- açúcar écaracterizado como: Uma estação longa, quente com alta incidência de radiação solar e umidadeadequada (chuva) - a planta usa de 148 a 300g de água para produzir 1.0g de substância seca. Umaestação razoavelmente seca, ensolarada e fresca, mas sem geada para amadurecimento e cultivo – aporcentagem de umidade cai de forma regular ao longo da vida da planta, de 83% em uma canamuito jovem para 71% em cana madura, enquanto a sacarose cresce de menos que 10 para mais de45% do peso seco. Livre de tufões e furacões (ventos fortes)
  7. 7. Chuva: Um total de chuva entre 1100 e 1500 mm é suficiente se a distribuição for adequada(abundante nos meses de crescimento vegetativo seguido por um período de amadurecimento).Durante o período de crescimento ativo, a chuva favorece um crescimento rápido da cana,alongamento da cana e formação de entrenós. Durante o período de amadurecimento, não édesejável muita chuva porque isso causa a baixa da qualidade do suco, aumenta o crescimentovegetativo, e aumento da umidade do tecido. Isto também prejudica a colheita e operações detransporte.Temperatura: O desenvolvimento está intimamente ligado à temperatura. A temperatura ideal parabrotação de cortes no caule é de 32° a 38°C. Diminui abaixo de 25°C, e é reduzida acima de 35°C epraticamente para quando a temperatura está acima de 38°C. Temperaturas acima de 38°C reduzema fotossíntese e aumentam a respiração. Para amadurecimento, as temperaturas devem serrelativamente baixas ( 12° a 14°C são desejáveis), pois diminui o desenvolvimento vegetativo eaumenta a sacarose da cana. Em temperaturas altas uma reversão da sacarose em frutose e glicosepode ocorrer além do aumento da fotorespiração, o que diminui o acúmulo de açucares.Umidade relativa: Alta umidade (80 - 85%) favorece um alongamento de cana rápido durante operíodo de crescimento. Um valor moderado de 45 - 65 % junto com um suprimento de águalimitado é favorável durante a fase de amadurecimento.Luz Solar : A Cana-de-açúcar é uma planta que necessita muita luz solar. Ela se desenvolve bemem áreas que recebem energia solar de 18 - 36 MJ/m2. Sendo uma planta C4, a cana de açúcar écapaz de produzir altos índices de fotossintéticos e o processo mostra uma variação de altasaturação em relação à luz. O perfilhamento é afetado por intensidade e duração do brilho do sol.Alta intensidade de luz e longa duração promovem o perfilhamento enquanto dias curtos e nubladosdiminuem. O crescimento do colmo aumenta quando a luz do dia está entre uma faixa de 10 - 14horas. O aumento do índice de área da foliar é rápido durante o terceiro e quinto mês, e alcança seusvalores de pico durante a fase inicial de crescimento dos colmos.Requerimentos climáticos ideais: A radiação total média recebida em 12 meses de crescimentotem sido estimada ao redor de 6350 MJ/m2. Ao redor de 60% dessa radiação foi interceptada poruma cobertura durante as fases de crescimento. A produção de matéria seca total mostrou umarelação linear com o PAR interceptado e o teste de correlação resultou R2 valor de 0.913.Porém, a proporção de conversão de energia em termos de produção de matéria seca por unidade deradiação interceptada mostrou uma resposta quadrática com porcentagem de intercessão de luzindicando que a proporção de conversão de energia aumentou de forma linear até 50% daintercessão de luz e acima desse nível; a proporção da conversão fotossintética da radiação solar éreduzida No cultivo de cana de açúcar, a cobertura superior de 6 folhas interceptam 70% da radiaçãoe a proporção fotossintética das folhas inferiores diminuiu devido ao sombreamento. Locais que temum período de crescimento curto beneficiam-se de um espaçamento mais próximo para interceptaruma quantidade maior de radiação solar e produzir maiores resultados. Porém com uma estação decrescimento longo o espaçamento maior é melhor para evitar sombreamento e mortalidade dosperfilhos. Por sua vez a proporção de conversão de energia em termos de produção de matéria secapor unidade de radiação interceptada mostrou uma resposta quadrática com a porcentagem deintercessão de luz. Isto indica que a proporção de conversão de energia aumentou de forma linearaté 50% da intercessão de luz e acima desse nível; a proporção da conversão fotossintética daradiação solar é reduzida. Algumas estimativas mostram que 80% da perda de água são associadascom energia solar, 14% com vento e 6% com temperatura e umidade. Altas velocidades de ventoexcedendo 60-km/hora são prejudiciais às canas em crescimento, uma vez que elas causam
  8. 8. acamamento e quebra da cana. Também, ventos aumentam a perda de umidade das plantas e assimagravam os feitos de doenças de estresse de umidade.Efeito do clima na produção de cana de açúcar e do açúcar: A produtividade e a qualidade dosuco de cana de açúcar são profundamente influenciadas pelas condições climáticas prevalecentesdurante os vários sub-períodos do crescimento do cultivo. A concentração do açúcar é maiorquando o clima é seco com baixa umidade; horas de radiação solar, noites frescas com variaçõesdiurnas frescas e muito pouca chuva durante o período de amadurecimento. Essas condiçõesfavorecem o acúmulo alto de açúcar. Plantio da cana-de-açucarClima: O clima ideal é aquele que apresenta duas estações distintas, uma quente e úmida, paraproporcionar a germinação, perfilhamento e desenvolvimento vegetativo, seguido de outra fria eseca, para promover a maturação e conseqüente acumulo de sacarose nos colmos.Solo: Solos profundos, pesados, bem estruturados, férteis e com boa capacidade de retenção são osideais para a cana-de-açúcar que, devido à sua rusticidade, se desenvolve satisfatoriamente em solosarenosos e menos férteis, como os de cerrado. Solos rasos, isto é, com camada impermeávelsuperficial ou mal drenados, não devem ser indicados para a cana-de-açúcar. Para trabalhar com segurança em culturas semi-mecanizadas, que constituem a maioria dasnossas explorações, a declividade máxima deverá estar em torno de 12% ; declividade acima desselimite apresentam restrições às práticas mecânicas. Para culturas mecanizadas, com adoção decolheitadeiras automotrizes, o limite máximo de declividade cai para 8 a 10%. Tendo a cana umsistema radicular profundo, um ciclo vegetativo econômico de 4,5 anos ou mais e uma intensamecanização que se processa durante esse preríodo, o preparo do solo deve ser profundo eesmerado. No preparo do solo, temos de considerar duas situações distintas:– a cana vai ser implantada pela primeira vez;– o terreno já se encontra ocupado com cana. Quando a cana vai ser implantada pela primeira vez. Fazer uma aração profunda, combastante antecedência do plantio, visando à destruição, incorporação e decomposição dos restosculturais existentes, seguida de gradagem, com o objetivo de completar a primeira operação. Seconstatada a existência de uma camada impermeável, seu rompimento é feito através desubsolagem, que só é aconselhada quando a camada adensada se localizar a uma profundidade entre20 e 50 cm da superfície e com solo seco. Nas vésperas do plantio, faz-se nova gradagem, visandoao acabamento do preparo do terreno e à eliminação de ervas daninhas. Se o terreno já se encontra ocupado com cana. O primeiro passo é a destruição da soqueira,que deve ser realizada logo após a colheita. Essa operação pode ser feita por meio de aração rasa(15-20 cm) nas linhas de cana, seguidas de gradagem ou através de gradagem pesada, enxadarotativa ou uso de herbicida. Se confirmada a compactação do solo, a subsolagem torna-senecessária. Nas vésperas do plantio procede-se a uma aração profunda (25-30 cm), por meio dearado ou grade pesada. Seguem-se as gradagens necessárias, visando manter o terreno destorroado eapto ao plantio.Plantio Direto: Atualmente esta técnica esta sendo implementada na cultura da cana-de-açucar,principalmente com máquinas plantadoras especiais.Calagem: A aplicação de calcário é determinada pela análise química do solo, devendo serutilizado para elevar a saturação por bases a 60%. A época mais indicada para aplicação do calcáriovai desde o último corte da cana, durante a reforma do canavial, até antes da última gradagem depreparo do terreno. Dentro desse período, quanto mais cedo executada maior será sua eficiência.Adubação.
  9. 9. Adubação: Considera-se duas situações distintas, adubação para cana-planta e para cana-soca. Paracana-planta, o fertilizante deverá ser aplicado no fundo do sulco de plantio, após a sua abertura, oupor meio de adubadeiras conjugadas aos sulcadores em operação dupla. Para cana-planta aplicarmais 30 a 60 kg/ha de N, em cobertura, durante o mês de abril; em solo arenoso dividir a cobertura,aplicando metade do N em abril e a outra metade em setembro - outubro. Adubações pesadas deK2O devem ser parceladas, colocando no sulco de plantio até 100 kg/ha e o restante juntamente como N em cobertura, durante o mês de abril. Para cana-soca, a adubação deve ser feita durante os primeiros tratos culturais, em ambos oslados da linha de cana; quando aplicada superficialmente, deve ser bem misturada com a terra oualocada até a profundidade de 15 cm.Uso de Resíduos da Agroindústria Canavieira: Pode-se substituir a adubação química das socaspela aplicação de vinhaça, cuja quantidade por hectare esta na dependência da composição químicada vinhaça e da necessidade da lavoura em nutrientes. Os sistemas básicos de aplicação são porinfiltração, por veículos e aspersão. A torta de filtro (úmida) pode ser aplicada em área total (80-100 t/ha), em pré-plantio, nosulco de plantio (15-30 t/ha) ou nas entrelinhas (40-50 t/ha). Metade do fósforo aí contido pode serdeduzido da adubação fosfatada recomendada. (Boletim Técnico 100 IAC, 1996)Época de plantio: Existem duas épocas para a região Centro-Sul:–setembro-outubro–janeiro a março. Setembro-outubro não é a época mais recomendada, é indicada em casos de necessidadeurgente de matéria prima, quer por recente instalação ou ampliação do setor industrial, quer porcomprometimento de safra devido à ocorrência de adversidade climática. Plantios efetuados nessaépoca propiciam menor produtividade agrícola e expõem a lavoura à maior incidência de ervasdaninhas, pragas, assoreamento dos sulcos e retardam a próxima colheita. Janeiro a março é feito o plantio da cana de "ano e meio", (+ recomendado tecnicamente).Além de não apresentar os inconvenientes da outra época, permite um melhor aproveitamento doterreno com plantio de outras culturas. Em regiões quentes, como o oeste do Estado de São Paulo,essa época pode ser estendida para os meses subseqüentes, desde que haja umidade suficiente.Espaçamento e profundidade de plantio: O espaçamento entre os sulcos de plantio é de 0,9 a1,40 m, sua profundidade de 20 a 25 cm e a largura é proporcionada pela abertura das asas dosulcador num ângulo de 45º, com pequenas variações para mais ou para menos, dependendo datextura do solo.Plantio: Os colmos com idade de 10 a 12 meses são colocados no fundo do sulco, sempre cruzandoa ponta do colmo anterior com o pé do seguinte e picados, com podão, em toletes deaproximadamente de três gemas. A densidade do plantio é em torno de 12 gemas por metro linearde sulco, que, dependendo da variedade e do seu desenvolvimento vegetativo, corresponde a umgasto de 7-10 toneladas por hectare. Os toletes são cobertos com uma camada de terra de 7 cm,devendo ser ligeiramente compactada. Dependendo do tipo de solo e das condições climáticasreinantes, pode haver uma variação na espessura dessa camada.Produção da muda de cana para o plantio: Após, em média, quatro ou cinco cortes consecutivos,a lavoura canavieira precisa ser renovada. A taxa de renovação está ao redor de 15 a 20% da áreatotal cultivada, exigindo grandes quantidades de mudas. A boa qualidade das mudas é o fator deprodução de mais baixo custo e que maior retorno econômico proporciona ao agricultor,principalmente quando produzida por ele próprio.
  10. 10. Formação do viveiro de mudas: Ojetivos: Renovação do canavial (após 4º ou 5° corte); Sanidadeda lavoura ; Aumentar o número de cortes; Menor tempo de implantação do canavial; Método derenovação de menor custo–Tratamento térmico para raquitismo: Submeter o colmo à temperatura de 50,5°C por 2horas–Extração das gemas Gemas + zona radicular, Tratamento para raquitismo em banho com fungicida(10 a 15 min). Os brotadores devem ser de areia, com boa drenagem. Após brotação as mudas sãotransferidas para saquinhos plásticos. A época de transplante é na fase de “esporão” com as folhasfechadas. Realizar adubação nitrogenada na fase de produção da muda para acelerar o crescimento–Viveiro multiplicador primário Os esporão são transferidos para este local, o espaçamento de 50 a75 cm na linha. Após 20 dias se faz o plantio no viveiro multiplicador secundário. O material a sertransferido para o campo é destacado da touceira, sem o uso de ferramentas, quebrando os colmosmanualmente. O colmo é plantado com a palha e os colmos.Viveiro primário : Inicia-se a colheita dos colmos por meio de ferramentas (podão). Inicia-sequando o viveiro multiplicador já atingiu o tamanho ideal dentro do planejamento da propriedade .As mudas podem ir ainda para um viveiro secundário (1:2000)Viveiro multiplicador secundário : Viveiro permanente para a multiplicação de mudas.Tratos Culturais: Os tratos culturais na cana-planta limitam-se apenas ao controle das ervasdaninhas, adubação em cobertura e adoção de uma vigilância fitossanitária para controlar aincidência do carvão. O período crítico da cultura, devido à concorrência de plantas daninhas, vai daemergência aos 90 dias de idade. O controle mais eficiente é o químico, através da aplicação deherbicidas em pré-emergência, logo após o plantio e em área total. Dependendo das condições deaplicação, infestação e eficiência do herbicida, há necessidade de uma ou mais capinas mecânicas ecatação manual até o fechamento da lavoura. A partir dai a infestação é praticamente nula. Instalada a cultura, após o surgimento do mato, procede-se seu controle mecanicamente,com o emprego de cultivadores de disco ou de enxadas junto às entrelinhas, sendo complementadocom capina manual nas linhas de plantio, evitando, assim, o assoreamento do sulco. Essa operação érepetida quantas vezes forem necessárias. As soqueiras exigem enleiramento do "paliço",permeabilização do solo, controle das ervas daninhas, adubação e vigilância sanitária. Após a colheita da cana, ficam no terreno restos de palha, folhas e pontas, cuja permanênciaprejudica a nova brotação e dificulta os tratos culturais. A maneira de eliminar esse material (paliço)seria a queima pelo fogo, porém essa prática não é indicada devido aos inconvenientes que elaacarreta, como falhas na brotação futura, perdas de umidade e matéria orgânica do solo e quebra doequilíbrio biológico. O enleiramento consiste no amontoamento em uma rua do "paliço" deixandoduas, quatro ou seis ruas livres, dependendo da quantidade desse material. É realizado porenleiradeira, implemento leve com pouca exigência de potência. Após a colheita da cana, o solo fica superficialmente compactado dificultando a penetraçãode água, ar e fertilizantes. Pode-se usar implementos que realizam simultaneamente, operações deescarificação, adubação, cultivo e preparo do terreno para receber a capina química. Normalmente,essa prática, conhecida como operação tríplice, seguida do cultivo químico, é suficiente para mantera soqueira no limpo. Devido ao rápido crescimento das soqueiras, o número de capinas exigidos émenor que o da cana planta.Maturadores Químicos: São produtos com a propriedade de paralisar o desenvolvimento da canainduzindo a translocação e o armazenamento dos açúcares. É um instrumento auxiliar noplanejamento da colheita e no manejo varietal. Há uma ação inibidora do florescimento, em algunscasos, viabilizando a utilização de variedades com este comportamento.–Produtos comerciais utilizados como maturadores: Ethepon, Polaris, Paraquat, Diquat, Glifosato eModdus.–O uso desses produtos, pode representar acréscimos superiores a 10% no teor de sacarose.
  11. 11. Colheita da cana-de-açucar A colheita inicia-se em maio e em algumas unidades sucroalcooleiras em abril,prolongando-se até novembro, período em que a planta atinge o ponto de maturação, devendo,sempre que possível, antecipar o fim da safra, por ser um período bastante chuvoso, que dificulta otransporte de matéria prima e faz cair o rendimento industrial. Uma colheita apropriada devegarantir:–Colher a cana no pico da maturidade (ex: evitar cortar a cana antes do tempo ou tarde demais)–Cortar a cana a um nível próximo ao solo para que internódios de baixo ricos em açúcar sejacolhido.–Poda na altura certa para que os internódios imaturos superiores sejam eliminados–Limpeza apropriada da cana para remover folhas, cinzas, raízes etc.–Entrega rápida da cana colhida para a usina.Métodos para se determinar a época certa da colheita de cana :Idade do cultivo: A colheita é feita baseada na idade das plantas. Os agricultores que cultivam umavariedade em particular são geralmente experientes com o tempo de colheita. Esse não é um métodocientífico uma vez que a época de plantio, as práticas de gerenciamento do cultivo e as condiçõesclimáticas influenciam na maturação.Sintomas visuais: Amarelamento e ressecamento das folhas, som metálico das canas madurasquando batidas, aparência de açúcar cristal brilhando quando a cana madura é cortada de formainclinada e segurada contra o sol, são alguns parâmetros visuais para se determinar a maturação dacana.Parâmetros de qualidade: Os parâmetros importantes de qualidade da cana de açúcar paraverificar maturação são o Brix, pol ou porcentagem de sacarose e pureza da sacarose.Determinação do Estágio de Maturação: O ponto de maturação pode ser determinado pelorefratômetro de campo e complementado pela análise de laboratório. Com a adoção do sistema depagamento pelo teor de sacarose, há necessidade de o produtor conciliar alta produtividade agrícolacom elevado teor de sacarose na época da colheita. O refratômetro fornece diretamente aporcentagem de sólidos solúveis do caldo (Brix). O Brix esta estreitamente correlacionado ao teorde sacarose da cana. A maturação ocorre da base para o ápice do colmo. A cana imatura apresentavalores bastante distintos nesses seguimentos, os quais vão se aproximando no processo dematuração. Assim, o critério mais racional de estimar a maturação pelo refratômetro de campo épelo índice de maturação (IM), que fornece o quociente da relação. IM = Brix da ponta do colmo Brix da base do colmoAdmitem-se para a cana-de-açúcar, os seguintes estágios de maturação As determinações tecnológicas em laboratório (brix, pol, açúcares redutores e pureza)fornecem dados mais precisos da maturação, sendo, a rigor, uma confirmação do refratômetro decampo.
  12. 12. Operação de Corte manual: O corte pode ser manual, com um rendimento médio de 5 a 6toneladas/homem/dia, ou mecanicamente, através de colhedoras.UTILIZAÇÃO DO FOGO EM CULTURA DE CANA-DE-AÇUCAR A queima da palha da cana-de-açúcar anteriormente à colheita é prática usual na maioriados países produtores. Os países que fazem o corte de cana crua (sem queimar) o fazem por motivosbastante específicos.MOTIVOS DA QUEIMA NA COLHEITA MANUAL Vários são os motivos para a utilização da queima da palha de cana antes de se efetuar ocorte manual. Entre eles, podemos destacar:– Segurança do trabalhador;– Rendimento do corte;– Eliminação de impurezas.MOTIVOS DA QUEIMA NA COLHEITA MECÂNICA A colheita mecânica, independente de cana crua ou queimada, impõe algumas condiçõespara sua viabilidade como–formato dos talhões,–declividade máxima do terreno,–preparo de solo diferenciado etc. Por isso, sua utilização não pode ser implantada rapidamente nem pode ser da área total.Os principais motivos de se queimar antes da colheita mecanizada são:– Eliminação de impurezas;– Rendimento;– Perdas.DESVANTAGENS DA QUEIMA Apesar de usar uma prática generalizada a queima de cana apresenta algumas desvantagens,entre elas:–O fogo conduz à exsudação da água e açúcares, predispondo os colmos à deterioração microbiana;–As folhas e bainhas secas e parcialmente verdes que são eliminadas pelo fogo poderiam serutilizadas como cobertura morta, incorporada ao solo ou até mesmo como fonte energética;–Os produtos da queima (gases e partículas) podem atingir cidades e populações.Operação de Corte mecanizada: Existem basicamente dois tipos: colhedoras para cana inteira,com rendimento operacional médio em condições normais de 20 t/hora, e colhedoras para canapicada (automotrizes), com rendimento de 15 a 20 t/hora. Após o corte, a cana-de-açúcar deve ser transportada o mais rápido possível ao setorindustrial, por meio de caminhão ou carreta tracionada por trator.

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