Literatura do Romantismo e Pré Rafaelitas

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Literatura do Romantismo e Pré Rafaelitas

  1. 1. Literatura Romântica e a Irmandade Pre - Rafaelita John Everett Millais, Ofélia
  2. 2. O Inferno canto V “Divina comédia” de Dante por William Blake <ul><li>O Romantismo foi um movimento que surgiu em meados do século XVIII tendo as seguintes características : </li></ul><ul><li>Liberdade de criação e de expressão Nacionalismo Historicismo Medievalismo </li></ul><ul><li>Sentimentalismo Individualismo, egocentrismo Pessimismo </li></ul><ul><li>Intimismo e melancolia. Evasão </li></ul><ul><li>Escapismo </li></ul><ul><li>Crítica social Nostalgia do infinito </li></ul><ul><li>Natureza sádica </li></ul><ul><li>Sonho como forma de vidência e criação poética </li></ul>“ I swooned away as if I had been dying, And fell, even as a dead body falls” Dante
  3. 3. Lord Byron <ul><li>A Época. </li></ul><ul><li>A literatura “gótica” proliferou por toda a Europa, como género dominante, durante mais de um século. Era basicamente uma literatura romântica de emoções exacerbadas. Uma literatura do sentir estremado . </li></ul><ul><li>Em Inglaterra o principal fundador do romantismo literário foi o caríssimo Lord Byron que representava na perfeição o herói romântico, arrebatado, melancólico e virtuoso (“Versos Inscritos numa Taça Feita de um Crânio”). Outros autores ingleses importantes: William Blake , poeta e pintor, o mestre romântico do misticismo que preconiza o Simbolismo (“O Casamento do Céu e Inferno”). Percy Shelley , importante poeta inglês, amigo e companheiro de Byron nas noitadas e discussões filosóficas tal como a sua amante Mary Shelley , escritora interessada e criadora da maior obra de terror da História “Frankenstein”.E Edgar Allan Poe que focou nas suas obras o romantismo negro/macabro mesmo ao gosto do seu humor sarcástico (“ O Corvo ”). </li></ul>“ Oh! na flor da beleza arrebatada, Não há de te oprimir tumba pesada; Em tua relva as rosas criarão Pétalas, as primeiras que virão, E oscilará o cipreste em branda escuridão”
  4. 4. Goethe <ul><li>Na Alemanha , os escritores formaram o movimento Sturm und Drang (tempestade e desejo) que consiste em desejar tempestades e desordens interiores para melhor chorar sobre si próprio, levar todas as sensações ao extremo desde a paixão à morte . Escritores como Byron, Alfred de Musset e Álvares de Azevedo beberam deste movimento, perpetuando as fontes sentimentais. Goethe foi um dos líderes do movimento literário romântico alemão Sturm und Drang, é o autor de “Os Sofrimentos do Jovem Werther” uma obra-prima da literatura mundial, marco inicial do romantismo. Schiller juntamente com Goethe foi um dos grandes homens das letras, uma de suas mais famosas poesias, a &quot;An die Freude&quot; (Ode à Alegria), inspirou Beethoven a escrever, o quarto movimento da sua Nona sinfonia. Herder , insistiu no carácter natural evolutivo da linguagem, que teria surgido da imitação dos sons da natureza e seria capaz de evolução e crescimentos contínuos assim sendo desempenhou um papel fulcral na história da literatura alemã. Provocou um movimento de ideias e impulso às novas gerações (a de Goethe). Novalis , um dos símbolos mais duráveis do movimento romântico afirmou que a literatura, enquanto arte literária, precisava expressar não só o sentimento como também o pensamento, fundidos na ironia e na auto-reflexão. </li></ul>“ Todo o nosso saber reduz-se a isto: renunciar à nossa existência para podermos existir “
  5. 5. Álvares de Azevedo <ul><li>Álvares de Azevedo , o mais sombrio e maldito byroniano do Brasil . A sua imaginação esteve mais voltada para as ideias fantásticas e terríveis, comprazia-se com as coisas fúnebres e sinistras (“Noite na Taverna”). </li></ul><ul><ul><ul><li>Outros românticos inesquecíveis foram Gonçalves Dias e Castro Alves cujas poesias são marcadas pela crítica à escravidão, motivo pelo qual é conhecido como &quot;Poeta dos Escravos”. E na prosa brasileira romântica temos como grande nome José de Alencar tendo escrito vários tipos de ficção românticos (“Encarnação “). </li></ul></ul></ul><ul><li>Os grandes precursores do romantismo em Portugal podem resumir se a Almeida Garrett que é considerado o autor mais representativo deste movimento em Portugal pelas suas obras seduzem não só pela recriação do ambiente medieval , mas sobretudo pela qualidade da prosa, longe das convenções anteriores e muito mais próxima da linguagem falada. E a liberdade da metrificação, o vocabulário corrente, o ritmo e a pontuação carregados de subjectividade são as principais marcas destas obras. A Alexandre Herculano , conhecido pela sua minuciosa reconstituição do passado procurando reconstituir uma época, as suas intervenções e comentários filosóficos e as suas descrições pormenorizadas (“Eurico, o Presbítero: Época Visigótica ”). </li></ul><ul><li>Camilo Castelo Branco , nos enredo dos seus livros são retratados acontecimentos da sua vida e as suas tendências literárias divergem para as situações ridículas e originais, as novelas passionais, os acontecimentos dramáticos e finais trágicos (“Amor de Perdição “). </li></ul>“ Tudo se escureceu - e pela treva No chão sem sepultura Os mortos se revolvem tiritando, A longa noite escura”
  6. 6. Soares de Passos <ul><li>Finalmente, como poeta do expoente máximo do Ultra-Romantismo português houve Soares de Passos , a sua qualidade pode ser creditada ao facto de ter escrito com autenticidade, pois os sentimentos derramados nos seus textos são os que realmente viveu, já que foi uma pessoa extremamente sofrida, por vezes dominada por uma doença que, reza a lenda, deixou-o preso por anos no seu quarto. Isso explica a proeza de ter trabalhado muito bem com clichés que nas mãos dos outros poetas são extremamente ridículos. Melhor exemplo disso é” O Noivado no Sepulcro ”, que foi muito ironizado pelos escritores realistas. Os seus poemas são fruto de uma angústia da sensação da proximidade da morte precoce juntamente ao desgosto pela situação em que se encontrava o seu país . O incrível é que sabe alternar esses aspectos soturnos a momentos de extrema confiança na mudança das condições sociais. Essas oposições dramáticas talvez sejam a causa da visão trágica com que o poeta enxerga o mundo. Quando parte para a religião, foca a tragédia de Deus castigando todos; quando foca a História, mostra uma sucessão de episódios lastimosos; quando olha o quotidiano, enxerga somente a desgraça. </li></ul><ul><li>Alexandre Herculano considera-o “ o primeiro poeta lírico português deste século (XIX)” </li></ul>“ Do sofrimento o arcanjo lamentoso Sobre a face do mundo estende o braço: Um diadema ofertava, e pavoroso: “ Para o que mais sofreu!” gritou no espaço .”
  7. 7. O Mal-do-Seculo <ul><li>Estrutura : </li></ul><ul><li>Culto da Noite </li></ul><ul><li>Amada Mortuária </li></ul><ul><li>Doenças Psíquicas </li></ul><ul><li>Grotesco e sublime </li></ul><ul><li>Desvios de Moral e de Comportamento </li></ul><ul><li>Angústia </li></ul><ul><li>Degeneração </li></ul><ul><li>Sentido Trágico </li></ul><ul><li>Morbidez </li></ul><ul><li>Byronismo </li></ul><ul><li>Características: </li></ul><ul><li>Aprecia-se o uso de clichés e chavões das diversas obras, principalmente de poesias, em todo o mundo. </li></ul><ul><li>Mulher Amada – Pálida, sombria, doentia, virgem, etérea, transparente, leviana, lânguida, nívea, angelical, trémula, gélida. </li></ul><ul><li>Sujeito Amante – Pobre, infeliz, desgostoso, louco, insano, altivo, ingénuo, triste, amargurado, doente, perdido, desdenhado. </li></ul><ul><li>Ambiente Lírico – Noite, lua, bálsamo, céu enluarado ou céu estrelado, praia, peregrinação, lamúria. </li></ul><ul><li>Sentimentos Imperativos – Amor, melancolia, resignação, ódio, rancor, medo, terror, desgosto, fracasso, depressão. </li></ul>
  8. 8. A irmandade Pré - Rafaelita <ul><li>Em meados do século XIX, um pequeno grupo de jovens artistas ingleses reagiu vigorosamente contra a frívola arte da época, rejeitando as convenções de estúdio e voltaram à simplicidade medieval. Esta reacção ficou conhecida por movimento Pré – Rafaelita. A irmandade foi fundada em Londres em 1848. A sua ambição era devolver a arte inglesa (tal como era) a uma maior « verdade para com a natureza ». Admiravam profundamente a simplicidade característica do principio do século XV e essa admiração fez deles uma irmandade. </li></ul><ul><li>Entre os membros iniciais contavam-se Rossetti , Holman Hunt e Millais mas pouco tempo depois o número aumentava para 7. Um dos seus principais defensores e patronos foi John Ruskin . </li></ul>Rossetti Millais Hunt
  9. 9. Arte anterior a Rafael <ul><li>Enquanto os críticos e os historiadores de arte da época veneravam Rafael, estes jovens estudantes revoltaram-se contra o que consideravam ser a teatralidade de Rafael, a hipocrisia vitoriana e a pompa da tradição artística académica. A sociedade P.R foi criada em sinal de veneração pela primeira fase do Renascimento , antes de Rafael desenvolver o seu grande estilo. </li></ul><ul><li>Os P.R adoptaram uma elevada postura moral que abrangia uma combinação por vezes desajeitada de simbolismo e de realismo. </li></ul><ul><li>Eles pintaram apenas temas sérios, em geral religiosos ou românticos, e ao seu estilo era claro e muito centrado. A sua única imposição era pintar tudo a partir da observação directa. Apôs o escândalo da irmandade secreta as suas primeiras obras foram expostas em 1849.Os seus temas profundamente religiosos e realistas, tão diferentes das pinturas históricas populares, também foram considerados ofensivos. </li></ul>Mulher com um véu (La Donna Velata) - Rafael
  10. 10. Influências literárias <ul><li>Dante Rossetti, o terceiro fundador dos pré – rafaelitas tornou-se o líder reconhecido e formou mesmo um segundo agrupamento da irmandade em 1851, depois de Millais e de Hunt terem seguido caminhos separados. Rossetti provinha de uma família italiana artística e versátil, e foi talvez a confiança que lhe granjearam uma posição proeminente. </li></ul><ul><li>Rossetti foi poeta e pintor e, à semelhança de outros pré – rafaelitas, a sua arte foi uma fusão de invenção artísticas e de versões autênticas de fontes literárias. </li></ul><ul><li>A irmandade apoiava-se fortemente em Shakespeare , Dante e em poetas contemporâneos como Robert Browning e Alfred Lord Tennyson . Rossetti; em especial, sentiu-se muito atraído pelas versões das lendas de Artur da autoria de Tennyson. </li></ul><ul><li>Especializou-se em donzelas de alma nobre e beleza extraordinária para os seus temas românticos, recorrendo à sua bela mas neurótica esposa Elizabeth Siddal como modelo. O seu rosto admirável, de nariz alongado e expressão lânguida, surge em muitos quadros. </li></ul><ul><li>Edward Burne – Jones, influenciou os simbolistas franceses e era amigo de Rossetti e de William Morris. Em “A escadaria Dourada”, ele coloca as suas heroínas introspectivas e medievalizadas numa terra de ninguém onírica que se aproxima das suas próprias convicções destituídas de mundanismo. </li></ul><ul><li>Este universo romantizado pode saturar, mas há muita gente que se sente no seu ambiente como jogo sério dos pré – rafaelitas e que não tem dificuldade em reagir aos seus temas. </li></ul>“ A escadaria Dourada” De Edward Burne - Jones
  11. 11. Millais <ul><li>John Everett Millais (pronunciado Mih-lay) nasceu a 8 de Junho de 1829 em Londres. Foi um pintor e ilustrador inglês. Fundador juntamente com Rossetti e Hunt da Irmandade Pré - rafaelita, um grupo artístico entre o espírito revivalista do romantismo e as novas vanguardas do século XX. O seu prodigioso talento artístico forneceu-lhe um lugar na escola Royal Academy aos 11 anos. Lá, conheceu os seus futuros amigos e fundadores da irmandade. Para além de pintor também era um ilustrador de sucesso, ilustrou várias vezes poemas de Tennyson. Mais tarde tornou-se um membro da academia após a morte de Leighton foi eleito presidente desta, mas morreu no mesmo ano (1896 – 13 de Agosto) com um cancro na garganta. Foi cremado na Catedral de St.Paul. </li></ul>Auto-retrato de Millais Ilustração de Millais (detalhe)
  12. 12. Fotografia de família <ul><li>Millais, a sua mulher Effie e 2 das suas mulheres </li></ul>
  13. 13. OFÉLIA MORTA - MILLAIS
  14. 14. Ofélia Morta é um belo exemplo da estranha amálgama de pormenores específicos e temas românticos dos pré – rafaelitas. <ul><li>As peças de Shakespeare proporcionaram um material extremamente rico aos pintores vitorianos e exerceram uma grande influência em vários pintores pré – rafaelitas. A trágica história de Ofélia, uma heroína de Shakespeare que é levada à loucura e ao seu suicídio devido ao facto de Hamlet ter assassinado o seu pai, Polónio, foi cuidadosamente recriada por Millais. Em 1851. As flores requintadas a flutuar à superfície da água não são meramente decorativas e naturalistas. Foram escolhidas segundo a descrição de Shakespeare e reflectem o interesse Victoriano pela “linguagem das flores” ou seja o seu significado simbólico tradicional : </li></ul><ul><li>Papoilas – Sono e Morte </li></ul><ul><li>Violetas – Fidelidade e Morte precoce </li></ul><ul><li>Malmequeres – Inocência </li></ul><ul><li>Rosas – Juventude </li></ul><ul><li>Amores -perfeitos - Amor em vão </li></ul>
  15. 15. A Morte de Oféliapor Machado de Assis <ul><li>There is a willow grows aslant a brook, That shows his hoar leaves in the glassy stream. There with fantastic garlands did she come Of crow-flowers, nettles, daisies, and long purples (…) When down her weedy trophies and herself Fell in the weeping brook. Her clothes spread wide, And, mermaid-like, awhile they bore her up; </li></ul><ul><li>-Hamlet, Act IV, Scene VII, - Shakespeare </li></ul>
  16. 16. Millais passou quatro meses a pintar a vegetação que vemos em segundo plano, no mesmo local, em Surrey, Inglaterra. Criou densas e elaboradas superficies pictóricas baseadas na integração dos elementos naturalistas. Este procedimento foi descrito como uma espécie de «ecosistema pictórico». Depois regressou a Londres para pintar a sua modelo Elizabeth Siddal , na altura com 19 anos, que pousou numa banheira cheia de água, tal era a determinação do pintor em captar a imagem com autenticidade. Ou seja, a Ofélia foi modelada com uma atenção esmerada a um corpo verdadeiro na água, rodeada de uma profusão encantadora de flores selvagens genuínas. O resultado é estranhamente deslocado, como se o cenário, a rapariga e as flores não pertencessem uns aos outros, conservassem a sua própria realidade e ignorassem a dos outros.
  17. 17. Alheia ao que a cerca, o seu semblante melancólico não esboça qualquer reacção. O artista procura imprimir uma visão imaterial da mulher, cuja textura do rosto, em tom de mármore, assemelha-se às madonas renascentistas. O corpo e principalmente os rosto emanam luz, conferindo-lhe intensa carga simbólica. A pose de Ofélia remete-nos aos tradicionais retratos de santos e mártires, contudo também já foi interpretada como erótica. As mãos abertas encontram-se pousadas sob a água enquanto ela flutua pela água. Abertas, mas acolhendo nada. Existe um certo vazio. Nós sabemos que ela já partiu…
  18. 18. A alegada Caveira na folhagem <ul><li>Centralizada na composição, a mulher flutua num lago com a vegetação fechada de modo a emoldurar o seu corpo. </li></ul><ul><li>Tem sido excessivamente clamado que um crânio humano encontra-se insinuado na folhagem à direita, mas não existe nenhuma prova concreta de que isso foi intencional. Não obstante, a forma de uma caveira foi indiscutivelmente usada por Hunt na sua obra ” The Hireling Shepherd ” </li></ul>
  19. 19. Cor Luminosa <ul><li>A teatralidade da obra é arrebatadora. Todavia, as cores estranhamente ácidas apesar de honestamente conseguidas, são desagradáveis à vista. </li></ul><ul><li>Somos obrigados a acreditar, mas contra a nossa vontade; o amarelo – vivo é tão berrante como os verdes agressivos do mar. </li></ul><ul><li>Os pré – rafaelitas atingiram essa luminosidade intensa na sua obra pintada com cores puras em telas previamente preparadas com tinta branca, por vezes aplicada de novo em fresco antes de cada dia de trabalho, de modo a dar mais brilho aos matizes. </li></ul><ul><li>“ Da paisagem emana uma luz contrastante com a temática fúnebre do quadro… como se fosse uma aura envolvendo o cadáver da bela donzela e o mar o seu sudário que em vez de branco era negro tal como o interior do seu corpo jazendo já desprovido de alma.” F.G </li></ul>
  20. 20. Proprietários e valores <ul><li>A Ofélia foi comprada a Millais no dia 10 de Dezembro de 1851 por um negociante de arte, Henry Farrer pelo preço de300 guineas. Farrer vendeu o quadro a B. G. Windus, um ávido coleccionador de arte Pré – Rafaelita, este por sua vez vendeu-o em 1862 por 748 guineas. O quadro actualmente encontra-se no museu Tate Britain em Londres e o valor que lhe foi estimado é pelo menos o de30 millhões de libras. </li></ul>
  21. 21. Bibliografia <ul><li>História da Pintura – Irmã Wendy – Editora LivroseLivros </li></ul><ul><li>História da Beleza – Umberto Eco – Editora Difel </li></ul><ul><li>História da Cultura e das Artes – 11º ano – Porto Editora </li></ul><ul><li>The Victorian Web: An Overview ( http://www.victorianweb.org/ ) </li></ul><ul><li>Wikipédia a enciclopédia livre ( http://pt.wikipedia.org/ ) </li></ul><ul><li>Museum Quality ( http://www.huntfor.com/ ) </li></ul><ul><li>Morris Society Web Site ( http://www.morrissociety.org/ ) </li></ul><ul><li>The Pre-Raphaelites: Links ( http://persephone.cps.unizar.es/~spd/Pre-Raphaelites/Links.html ) </li></ul><ul><li>Art Renewal Center ( http://www.artrenewal.org/ ) </li></ul><ul><li>PRS ( http://www.pre-raphaelitesociety.org/society.htm ) </li></ul><ul><li>Exploring Elizabeth Siddal ( http://lizziesiddal.com/portal/ ) </li></ul><ul><li>Pre - Raphaelite Sisterhood ( http://preraphaelitesisterhood.com/ ) </li></ul><ul><li>The Lady of Shalott ( http://www.theladyofshalott.co.uk/ ) </li></ul><ul><li>The Millais Site ( http://www.millais.info/ ) </li></ul><ul><li>Millais Ophelia ( http://www.cazbo.co.uk/MillaisOphelia1000.shtml ) </li></ul>
  22. 22. Acompanhamento musical: <ul><li>“ Nocturne ” para violino e piano </li></ul><ul><li>de Frederic Chopin </li></ul><ul><li>E </li></ul><ul><li>“ Where the Wild Roses Grow “ </li></ul><ul><li>de Nick Cave e Kylie Minogue </li></ul>
  23. 23. <ul><li>Fim </li></ul>
  24. 24. <ul><li>Obrigado pela vossa atenção </li></ul>
  25. 25. <ul><li>O Noivado do Sepulcro </li></ul><ul><li>por Soares de Passos </li></ul>
  26. 26. <ul><li>“… No mundo, então, que faremos </li></ul><ul><li>Com tanto amor, tão fiéis? </li></ul><ul><li>Se põem de lado o velho, </li></ul><ul><li>O novo o que nos reserva? </li></ul><ul><li>Mas que só, desconsolado, </li></ul><ul><li>O devoto do passado! </li></ul><ul><li>… Do tempo em que altas brilhavam </li></ul><ul><li>As chamas da luz dos sentidos… </li></ul><ul><li>… Do tempo em que ainda floriam </li></ul><ul><li>Antigas Estirpes magníficas,… </li></ul><ul><li>… Do tempo em que jovem e ardente </li></ul><ul><li>A Si mesmo Deus se mostrou. (…) </li></ul><ul><li>… Mas vê temerosa saudade </li></ul><ul><li>Estarem na noite encobertos. </li></ul><ul><li>Jamais a transitoriedade </li></ul><ul><li>Acalma sede que aperta. </li></ul><ul><li>Nós vamos voltar à pátria, </li></ul><ul><li>Ver esse tempo sagrado.” </li></ul><ul><li>(Novalis. Saudades da Morte) </li></ul>
  27. 27. O Corvo de Edgar Allan Poe
  28. 29. <ul><li>The Roseleaf </li></ul><ul><li>Beata Beatrix </li></ul><ul><li>Lady Lilith </li></ul><ul><li>The Blessed Damozel </li></ul><ul><li>La Pia de’ Tolommei </li></ul><ul><li>The Beloved </li></ul><ul><li>The Bower Meadow </li></ul><ul><li>Astarte Syriaca </li></ul><ul><li>Aspecta Medusa </li></ul>
  29. 30. <ul><li>The Hireling Shepherd </li></ul><ul><li>The Light of the World </li></ul><ul><li>Isabella and the Pot of Basil </li></ul><ul><li>The Shadow of Death </li></ul><ul><li>The Lady Of Shallot </li></ul><ul><li>Claudio and Isabella </li></ul>
  30. 31. <ul><li>Autumn Leaves </li></ul><ul><li>The Somnambulist </li></ul><ul><li>Bubbles </li></ul><ul><li>The North-West Passage </li></ul><ul><li>Cinderella </li></ul><ul><li>Mariana in the Moated Grange </li></ul><ul><li>Sophie Gray </li></ul><ul><li>The Black Brunswicker </li></ul><ul><li>Huguenot </li></ul>
  31. 32. Elizabeth Siddal poeta, modelo, pintora… Foi talvez a modelo mais importante para a sociedade pré – rafaelita. Para além de pousar também começou a pintar segundo este movimento. Possuía o papel de musa inspiradora de vários pré – rafaelitas mas principalmente de Rossetti que a retratou em vários quadros e que por fim se casou com ela. Enquanto pousava para a Ofélia de Millais, Siddal havia flutuado numa banheira cheia de água ilustrando o afogamento. Ele punha lamparinas debaixo da banheira para aquecer a água contudo numa ocasião as lamparinas apagaram-se e a água foi-se tornando cada vez mais gélida. Millais que estava completamente absorvido na sua pintura não se apercebeu disto. Ela não se queixou. Apôs esta sessão ela adoeceu padecendo de uma gravíssima gripe ou pneumonia. O seu pai culpou Millais e obrigou-o a pagar as contas médicas.
  32. 33. Beata Beatrix de Rossetti Beata Beatrix é provavelmente uma das mais famosas imagens de Elizabeth Siddal, logo ao pé da Ofélia de Millais. Rossetti pintou Beata Beatrix após a morte de Siddal, causada por overdose de Laudanum . Contudo alguns estudos foram feitos antes dessa tragédia, a obra é considerada um tributo à memória da falecida mulher. B.B é considerada a obra prima do pintor e está cheia de simbolismos. Rossetti sempre se identificou com Dante, logo, era perfeitamente natural usar Siddal como o amor de Dante, Beatrice. Como de costume a sua visão de Siddal foi sempre uma extensão da sua própria experiência. Dante foi a sua constante obssessão, por isso Siddal tinha que ser a sua Beatrice. Esta foi a segunda vez que Siddal foi representada morta ou perto da morte. No fundo podemos observar as figuras do Amor e da Morte. Também vemos a sombra do número 9. Numa versão tardia do mesmo quadro Rossetti detalhou mais as figuras e mudou a expressão de Beatrice. E mudou a cor da pomba de vermelho para branco enquanto que as papoilas passaram de vermelhas para brancas.
  33. 34. A Morte de Ofélia
  34. 35. Trabalho elaborado por Filipa Galo

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