Georges La Tour

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Georges La Tour

  1. 1. Georges De La Tour Maria Madalena com Lamparina de Azeite
  2. 2. Quem foi? <ul><li>Primeiro pintor francês importante do século XVII </li></ul><ul><li>Especializou-se em cenas nocturnas à luz de velas derivadas de Caravaggio. </li></ul><ul><li>Simplificou todas as formas, chegando a uma abstracção quase geométrica, de modo que a luz parece cair suavemente, sem retracção. Esse efeito traz o espectador para dentro do círculo de luz, levando-o a participar do clima de quietude e intimidade. </li></ul>
  3. 3. <ul><li>Nasceu em 1539 em Lorena (França) e morreu em 1652. </li></ul><ul><li>La Tour viveu sempre no luxo e podia exigir quantias exorbitantes pelas suas oras. Estes factos são supreendentes uma vez que o artista nunca saiu da sua terra natal exceptuando uma ida a Paris e outra muito duvidosa a Roma. </li></ul><ul><li>Apôs a sua morte logo caiu no esquecimento. Só nos anos 20 de 1900 foi redescoberto quando alguns artistas da Nova Objectividade pensaram encontrar nele alguns dos seus conceitos (ele foi visto como um predecessor). </li></ul><ul><li>Apenas 20 trabalhos dele chegaram aos nossos dias, as cenas diurnas e as cenas nocturnas. Não assinava as suas obras e sendo assim não se conhece a sua ordem cronológica certa. </li></ul>
  4. 4. <ul><li>&quot;Uma vela conquistou a noite enorme&quot; </li></ul>
  5. 5. Algumas Obras <ul><li>O Recem nascido </li></ul>
  6. 6. <ul><li>Prestou menos atenção ao pormenor rigoroso (ao contrário dos caravaggistas) Os seus estranhos efeitos de luz, particularmente na sua produção mais tardia, não cria formas indefinidas, antes moldam os contornos. </li></ul><ul><li>As figuras, mesmo quando pouco e parcialmente iluminadas são de uma plasticidade notável. </li></ul>
  7. 7. <ul><li>O sonho de S.José </li></ul>
  8. 8. São Sebastião Assistido por Santa Irene
  9. 9. O Batoteiro com o Ás de Ouros
  10. 10. O Batoteiro com Às de Ouros <ul><li>Nesta pintura as personagens parecem personificar uma incredibilidade que é ainda sublinhada pela técnica pictórica opaca, como se fosse esmaltada. </li></ul>
  11. 11. Mulher apanhando moscas
  12. 12. <ul><li>A penitencia de Madalena </li></ul>
  13. 13. Maria Madalena e a lamparina de azeite
  14. 14. <ul><li>Expressão facial e corporal. </li></ul><ul><li>Nesta pintura arriscamo-nos a interpretar o intenso estado de reflexão de M.Madalena à luz da lamparina. A melancolia também ocupa espaço nesta pintura e a relação com a morte. Sobre o crânio em seu regaço Madalena apoia serena e delicadamente a mão, como um simples acto de aceitação do fim e da condição humana. </li></ul><ul><li>Que segredo terrível possuí em seu corpo! Nada deve ser precipitado. Todas as acções devem ser reflectidas e ponderadas. À luz da chama procura lucidez… </li></ul>
  15. 15. O Segredo <ul><li>Neste detalhe podemos constatar o actual estado de Maria Madalena, grávida, possivelmente carregando uma , jamais revelada filha de Jesus (segundo alguns historiadores) </li></ul>
  16. 16. <ul><li>Nos Evangelhos de Maria Madalena e de Felipe, encontra-se a nítida valorização da mulher, pois em ambos se vê que Jesus fazia revelações privilegiadas a Maria Madalena por ser ela quem mais estava em sintonia com os ensinamentos do Mestre. Mas, a ligação de Jesus e Maria Madalena ia mais além, como se lê no Evangelho de Felipe, no seguinte trecho:  </li></ul><ul><li>E a companheira do Salvador é Maria Madalena. Cristo amava-a mais do que a todos os discípulos e costumava beijá-la com frequência na boca. O resto dos discípulos ofendia-se com isso e expressava sua desaprovação. Diziam a ele: Porque tu amas mais do que a nós todos?  </li></ul>
  17. 17. A Esperança e a Plenitude <ul><li>A morte em todo o seu simbolismo nas pálidas mãos de Madalena, possui também referências bíblicas: </li></ul><ul><li>Frente à morte insuperável (de Jesus)e ao silêncio que Deus guarda diante dela, a palavra de Jesus é isso: Esperança. A libertação que ele anuncia, vencerá também a “última inimiga”, a morte (1Cor 15, 26). </li></ul>
  18. 18. A Revelação <ul><li>A lamparina, a luz, é o símbolo da descoberta, da essência, da revelação. </li></ul><ul><li>O escuro do fundo representa o passado, o inconsciente, o oculto. </li></ul>
  19. 19. <ul><li>“ Nenhum pintor, nem mesmo o Rembrandt, sugere este vasto e misterioso silêncio: La Tour é o único intérprete da participação serena da escuridão.” </li></ul><ul><li>André Malraux,1951 </li></ul>
  20. 20. <ul><li>Obrigado </li></ul><ul><li>pela vossa atenção </li></ul><ul><li>… </li></ul>
  21. 21. <ul><li>Fim </li></ul>Trabalho elaborado por Filipa Galo

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