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Recomendação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), de 08/03/2007, aosTribunais de Justiça de todo o país para que promova...
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4.2   Distribuição de acordo com grupo de raça e cor, da notificação aoMinistério da Saúde de violência Contra a Mulher em...
As denúncias de “Estupro” eram responsáveis por 10.378 registros de violênciapraticada contra mulheres. Dos casos totais, ...
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5.3 Organização dos integrantes nos órgãos da entidadeDiretoria: Coordenará todos os demais departamentos, pertencendo ao ...
públicos externos, divulgando o trabalho da ONG e promovendo encontros epalestras para que seja explanada a questão da con...
Acolhimento temporário visando o encaminhamento das vítimas de violências aosórgãos competentes. Instruindo em quais locai...
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Referências BibliográficasBlog Gogó da Mídia. Grafite: mídia radical na ampla mídia alternativa. Disponívelem:    http://g...
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Grafite e vestuário mídia radical

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Trabalho Apresentado à disciplina de Comunicação Comunitária.
8º Período - Publicidade e Propaganda - Faculdade Estácio de Sá BH - Orientado pela profª Vanessa Lacerda

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Grafite e vestuário mídia radical

  1. 1.     Diego Quintão Idênio Rodrigues Jéssica Rocha Pâmela Guimarães Raniere TavaresGRAFITE E VESTUÁRIO: Mídia Radical Trabalho apresentado à disciplina de Comunicação Comunitária, do Curso de Publicidade & Propaganda/8º Período, da Faculdade Estácio de Sá, orientado pela professora Vanessa Lacerda. Belo Horizonte Novembro 2012
  2. 2. 1. Grafite e Vestuário: mídia radicalO conceito de mídia alternativa está inserido em um amplo e complexo debatehistórico e que pode ser definido como o interesse em canalizar conteúdosamplificados por vozes de indivíduos sem representação no formato tradicional dacomunicação de massa, que é o produto final da mídia hegemônica. As ações damídia alternativa devem produzir a contra-informação no intuito de abrir caminho àopinião pública para a diversidade de grupos sociais esquecidos ou excluídos pelahegemonia da comunicação, sejam eles políticos, étnicos, religiosos, de gênero ouorientação sexual.As práticas da mídia alternativa devem se basear em fornecer ao público os fatosque lhe são negados, pesquisar novas formas de construir o questionamento doprocesso hegemônico e alimentar o sentimento de confiança do público na suacapacidade de promover mudanças significativas.O capítulo 11, de tema Grafite e Vestuário, aborda os movimentos ativistas contra-hegemônicos que tratam da mistura das culturas popular e de oposição, focalizandono impacto estético, na acessibilidade de baixo custo e sua função exercida emsituações de extrema repressão.O grafite é uma expressão de arte contemporânea radical por excelência porquecarrega na essência a contestação. A palavra deriva do italiano graffiti, que é pluralde graffito, desenhos riscados com a ponta do carvão. Discriminado desde suaorigem (sempre visto como poluição visual e vandalismo contra o patrimônio públicoe privado) surgiu no final da década de 1960 no bairro do Bronx, na cidade de NovaIorque, nos Estados Unidos. A tinta spray de encontro ao muro teve peso e volumeao se mesclar com a cultura hip hop e tornou-se um dos baluartes da tríadeelementar dessa cultura: o rap, o break e o grafite. Prova da vocação do grafite paraa contestação está no seu principal expoente norte-americano: Jean-Michel Basquiat(1960-1988) era de uma família haitiana e gravou nos muros de Nova Iorque seustextos pintados que abordavam a exclusão social, o universo dos imigrantes e orepertório cultural dos afro-americanos.
  3. 3. No entendimento da artista plástica Monica Monka o grafite pode atuar tanto noespaço político da contestação quanto no comercial, gerando negócios.Apesar do inegável dinamismo do grafite permitir a sua entrada nas fileirashegemônicas a essência contestatória de resistência é muito forte e atuante, indo aoencontro da mídia radical que Downing aponta como “a forma mais atuante daaudiência ativa e que expressa as tendências de oposição, abertas e veladas, nasculturas populares”.O grafite constitui um aspecto da cultura popular que as pessoas respeitáveisgeralmente consideram como poluição visual, muitas vezes, obcecado com temasobscenos e racistas e às vezes utilizado por gangues de jovens rivais para delimitarseus territórios (com sinais que são incompreensíveis para o observador comum).Assim, o grafite apresenta uma significativa dimensão contra-hegemônica e é umrecurso de acesso extremamente fácil, tendo sito utilizado por gangues de latinos enegros na década de 1990. O grafite também pode ser utilizado para desfigurar ecomentar anúncios de publicidade.No vestuário, o modo de trajar de uma pessoa comunica sua riqueza, seu statusoficial, seu sexo, sua inclinação sexual, de que lado do campo de batalha ela está,às vezes seu gosto pelo estilo de vanguarda - mas o vestuário também pode sercontra-hegemônico.Algumas vestimentas, por se tornarem muito difundidas, passam a significarsimplesmente estar na moda; em seu início, porém, cada um delas representa umaforma de auto-afirmação e símbolo de potência contra a rejeição de uma minoria.A diversidade de cores e tecidos podem transmitir um significado cultural e políticoatravés de formas e mensagens inclusas durante sua confecção para demonstrarsua voz que não era ouvida pela sociedade hegemônica. Citamos as roupas dosmeninos do hip-hop e dos punks têm um discurso. Em alguns casos, a mensagemque é passada pela roupa é determinada pelo contexto. É o caso das jovensmulheres que vivem em países islâmicos, onde algumas usam calça jeans para secontrapor a uma política do Estado. A simples utilização de uma calça tem uma
  4. 4. característica radical desde que esteja sustentado em um movimento de açãopolítica de oposição ao status quo.Os buttons (broches e emblemas de lapela) foram outro adereço muito usado paratransmitir uma infinidade de mensagens, entre elas, zombaria política. Os broches eemblemas eram muito baratos e, nos cenários urbanos, podiam ser exibidos amuitas pessoas num só dia. Representavam um compromisso pessoal declaradopelo seu próximo e um convite à participação política, o que lhes confere imediação,podendo facilmente encetar a conversa política, expandido a esfera pública.2. Grafite e Vestuário na atualidadeNo Brasil a pichação, que durante os anos de ditadura militar entrou em decadênciapela força da censura e do autoritarismo, surgiu com frases de protesto, humor efrases enigmáticas. Por ser considerada ilegal e subversiva, de caráter político, estaatividade acontecia sempre à noite, evidenciando a necessidade de materiais quecontribuíssem com a rapidez necessária para a sua execução. Com suapopularização, perdeu um pouco de seu caráter político, tornando-se espaço paradeclarações de amor, piadas ou registros de nomes de seus autores. Recentementeo grafite passou a ser utilizado por muitos partidos políticos marginais e oficiais emovimentos sociais para fins de propaganda política, o que não acontece, porenquanto, com os artistas de rua, embora precedentes já existam.Em toda a vida colegial, partilhamos de manifestações do grafite nas escolas, emparedes, portas, cadeiras, carteiras e outras superfícies. Essa ação dentro daescola, muitas das vezes, reflete a rigidez e como são levadas as ideias e propostasali discutidas. Parte dos alunos vê nessa forma, sua maneira de manifestação, deser visto e admirado. Muitas escolas e outras instituições, diante de tal fato quecausaria a depredação do ambiente escolar, destinou seus muros para que osgrafiteiros pudessem mostrar sua arte e tornar a visão dos demais mais aberta paracom sua obra.Na atualidade, percebe-se grande preocupação dos órgãos oficiais com relação aografite e à pichação. Universidades brasileiras têm também investido neste tipo demanifestação humana, buscando não só o sentido de melhor compreender seus
  5. 5. significados, mas também, a partir da elaboração de pesquisas, presentear acomunidade com novas significações a respeito do tema.Projetos vêm sendo desenvolvidos por universidades, prefeituras municipais,escolas e outros órgãos oficiais, envolvendo crianças e jovens. Estes órgãos não sócontratam grafiteiros para que estes ministrem cursos a grupos de crianças,adolescentes, jovens e demais interessados, como também são responsáveis portoda a infra-estrutura necessária a esses cursos, como divulgação, materiais,espaço físico, etc. Além dessas ações, os grafiteiros também conquistaram espaçona mídia, em revistas, jornais, televisão, empresas, participação em exposições,inclusive na Bienal, e em outros espaços onde esta arte está sendo compreendida,divulgada e esclarecida à população, com investimentos que procuram tirá-la dacondição única de marginalidade, da condição de contracultura, neste casoentendida de forma pejorativa.Pode ser que o nome “Femen” não lhe seja tão familiar, mas você provavelmente selembra de ter visto, em portais de notícias, fotos de mulheres protestando com osseios de fora nas ruas da Europa e do Brasil.O Femen, movimento que nasceu em 2008 na Ucrânia, ex-república soviética, eficou famoso no mundo todo, é o protesto de mulheres com seios de fora nas ruasda Europa e do Brasil. Essas ativistas dizem que “defendem com seus seios aigualdade sexual e social no mundo” e definem o Femen como “uma nova onda defeminismo do terceiro milênio”.Suas críticas mais recorrentes são contra a prostituição e o sexismo, mas o grupotambém se manifesta em prol de outras causas, como pelo “fim da conspiração” noFórum Econômico Mundial, na Suíça, pela queda de Silvio Berlusconi na Itália,contra o ex-diretor do FMI Dominique Strauss-Khan, na França, e contraa realização da Copa da Uefa na Ucrânia (o que, segundo elas, iria estimular oturismo sexual).A estratégia de despir-se em ambientes públicos de grande visibilidade é a principalferramenta de protesto das Femen. Despindo-se, estas mulheres mostram àsociedade que seus corpos não são objetos passíveis de comercialização pela
  6. 6. indústria da pornografia, turismo sexual ou prostituição. A nudez surge como umamanifestação autêntica e espontânea da liberdade sexual e principalmente dedomínio sobre o corpo. Ao tirarem a roupa, elas procuram dar ao mundo a lição deque são livres e donas de seus corpos (que não possuem armas pra lutar, senão opróprio corpo), orgulhosamente exibidos para alertar sobre o forte caráterconservador e patriarcal da maioria das sociedades.No Brasil. o movimento chama a atenção ao modo machista de se olhar a mulherexclusivamente como objeto de desejo ou de satisfação das necessidades dohomem. Nesse sentido, as denúncias quanto ao tráfico de mulheres e à escravidãosexual são pertinentes. O Brasil, a Ucrânia e a Tailândia são os principais‘fornecedores’ de mulheres para serem colocadas em tal situação. O Brasil tambémé um dos campeões mundiais de agressões a mulheres, com aumento nas mortespor essa razão, nos últimos anos mesmo tendo a Lei Maria da Penha que pune asagressões contra a mulher quando ocorridas no âmbito doméstico ou familiar.Outros movimentos, como a “Marcha das Vadias”, também buscam ampliar aautonomia feminina contra os fortes traços machistas presentes na maioria dospaíses. Nesse último movimento, abordaremos com mais detalhes no decorrer dotrabalho.3. CausaViolência Sexual Contra a Mulher.4. DefesaA ideia da causa é inspirada na causa defendida pelo movimento “Marcha dasVadias”. O movimento surgiu em Toronto no Canadá, quando após uma sequenciade casos de estupros em um campus de uma universidade, um policial deu umaentrevista onde afirmou que a culpa era das vítimas por se vestirem como vadias.Essa declaração causou indignação da população e principalmente dos grupos dedefesa dos direitos humanos e da mulher. Vale ressaltar que a causa, visadesconstruir, especificamente, a ideia de que agressão sexual acontece por culpa
  7. 7. da vítima. Toda construção é passível de uma desconstrução, e é esse viés queobjetivamos.Em uma sociedade de base patriarcal e machista, que apresenta uma acentuadadesigualdade de gênero, onde a mulher é vista como o sexo frágil, a violência contraa mulher pode ser entendida como resultado de uma construção histórica derelações de gênero e poder. Essa construção trata da valoração de um sexo sobre ooutro, podendo ser constatada desde as épocas mais remotas. Biblicamente, Eva foiquem deu ouvidos a serpente e depois convenceu Adão a comer o fruto,desobedecendo a Deus e resultando em um castigo eterno. Na Grécia, segundo osmitos, Pandora, foi quem não conteve a curiosidade própria do seu sexo e abriu acaixa de todos os males, sendo responsável assim, por todos os males dahumanidade. Existem os mais diversos relatos sobre essa questão, cada época ecada sociedade, contribuíram para essa construção social onde a figura feminina,não era considerada como cidadã, em alguns casos nem mesmo como ser humano,mas sim como objeto. A mulher, no entanto, começou a ser legitimada como serhumano e cidadã, a partir dos movimentos feministas.Diante do exposto, vemos que a fala do policial, esta carregada de um conceitocultural a muito difundido na sociedade. Esse conceito é uma construção social, quelegitima o homem como um ser superior a mulher. Ora, se segundo essaconstrução, a mulher é um ser inferior ao homem, e ele é o responsável por ela, pelacasa e pelo sustento, nada mais justo que o homem tenha total controle sobre amulher, afinal ela é quem esta em dívida. Embora esse postulado não seja umaverdade, ele esta cunhado na sociedade e é dele que surgem colocações machistasbizarras, como a declaração policial.A agressão sexual, diz do agressor e não da vítima. Freud (xxxx) exemplifica issodizendo que, quando Pedro me fala sobre Paulo, sei mais de Pedro que de Paulo. Éincoerente dizer que uma a forma como uma mulher se veste é tão provocativa, quea torno vitima de agressão sexual. Se um homem não consegue se controlar porquea roupa de uma mulher é provocativa, esse homem tem algum tipo de desviopsicológico.
  8. 8. Ressaltamos aqui que, como exposto na 1º parte do trabalho, o vestuário é umaforma de expressão do individuo e que deve ser respeitado como tal. Inclusive, se ovestuário em questão for uma roupa provocativa. O vestuário como forma deexpressão, também acontece no sentido contra hegemônico, o movimento “Marchadas Vadias”, é uma prova disso. Como argumento de acusação citou roupas, éusando mesmo elemento que os participantes manifestam. Nas imagens dasmanifestações, a quase totalidade das pessoas estão seminuas, nuas ou com umaroupa provocante.4.1 Marcos regulatórios na área da violência contra mulherLei Maria da PenhaA Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006, conhecida como Lei Maria da Penha, criamecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher, nos termosdo § 8odo art. 226 da Constituição Federal, da CEDAW (Convenção sobre aEliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres) e daConvenção de Belém do Pará (Convenção Interamericana para Prevenir, Punir eErradicar a Violência contra a Mulher); dispõe sobre a criação dos Juizados deViolência Doméstica e Familiar contra a Mulher; altera o Código de Processo Penal,o Código Penal e a Lei de Execução Penal; e estabelece medidas de assistência eproteção às mulheres em situação de violência doméstica e familiar.Até setembro de 2006, a violência doméstica no Brasil era julgada nos chamados“tribunais de pequenas causas”, que em geral terminavam em acordos e penasleves, como pagamento de multas ou de cestas básicas. A impunidade era tãogrande que se tornou motivo de deboche e até estimulava mais agressões.Um dos principais benefícios da Lei Maria da Penha foi definir com clareza quais sãoos tipos de violência doméstica e familiar contra a mulher – física, psicológica,sexual, patrimonial e moral – e estabelecer os procedimentos que as autoridadespoliciais e judiciais devem seguir se a mulher fizer a denúncia e precisar deproteção.
  9. 9. Com a Lei Maria da Penha, o juiz passou a ter poderes para definir as chamadas“medidas protetivas” – afastamento do agressor, suspensão de porte de armas,entre outras – e também as “educativas”, obrigando o agressor a frequentarprogramas de reabilitação. Caso seja condenado, o juiz irá determinar uma pena,que pode variar de 3 meses a 3 anos de prisão e que será aumentada em um terçose o crime for cometido contra portadora de deficiência.Determina que a violência doméstica contra a mulher independe de sua orientaçãosexual, isto é, pode ocorrer entre lésbicas. Determina a criação de juizadosespeciais de violência doméstica e familiar contra a mulher com competência cível ecriminal para abranger as questões de família decorrentes da violência contra amulher. Determina que a mulher somente poderá retirar a denúncia perante o juiz eque ela será notificada sobre o andamento do processo, em especial quando daentrada e saída do agressor da prisão. A mulher deverá estar acompanhada deadvogado(a) ou defensor(a) em todos os atos processuais. Altera o código deprocesso penal para possibilitar ao juiz a decretação da prisão preventiva quandohouver riscos à integridade física ou psicológica da mulher e altera a lei deexecuções penais para permitir o juiz que determine o comparecimento obrigatóriodo agressor a programas de recuperação e reeducação. A autoridade policial poderequerer ao juiz, em 48h, que sejam concedidas diversas medidas protetivas deurgência para a mulher em situação de violência (suspensão do porte de armas doagressor, afastamento do agressor do lar, distanciamento da vítima, dentre outras),dependendo da situação. O juiz do juizado de violência doméstica e familiar contraa mulher terá competência para apreciar o crime e os casos que envolveremquestões de família (pensão, separação, guarda de filhos etc.).Constituição Federal de 1988Parág. 8º/art. 226 “O Estado assegurará a assistência à família na pessoa de cadaum dos que a integram, criando mecanismos para coibir a violência no âmbito desuas relações.”Recomendação nº 9, do CNJ, para criação de juizados de violência doméstica
  10. 10. Recomendação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), de 08/03/2007, aosTribunais de Justiça de todo o país para que promovam a criação dos Juizados deViolência Doméstica e Familiar contra a Mulher e a adoção de outras medidasprevistas na Lei nº 11.340/2006 (Lei Maria da Penha), como a divulgação dasmudanças trazidas pela lei e a capacitação multidisciplinar em direitos humanos eviolência de gênero aos operadores de direito, preferencialmente magistrados.Lei nº 10.224, de 15/05/01 (assédio sexual no trabalho)Define o crime de assédio sexual como: “constranger alguém com o intuito de obtervantagem ou favorecimento sexual, prevalecendo-se o agente da sua condição desuperior hierárquico ou ascendência inerentes ao exercício de emprego, cargo oufunção. A pena para esse crime é de 1 a 2 anos de detenção”.Lei nº 10.778, de 24/11/03 (notificação compulsória pelos serviços de saúde)Estabelece a notificação compulsória do caso de violência contra a mulher que foratendido em serviços de saúde, públicos ou privados, em todo o território nacional.O Decreto nº 5.099, de 03/06/04 regulamenta a Lei nº 10.778, de 24/11/03, e instituios serviços de referência sentinela, para recepção das notificações.Constituição Federal de 1988 - artigo 5º/I (discriminação por motivo de sexo)Se uma pessoa deixa de ter direitos porque é mulher, ela está sendo vítima do crimede discriminação por motivo de sexo. A Constituição Federal (artigo 5º/I) diz quesomos todos iguais, mulheres e homens têm os mesmos direitos e as mesmasobrigações. E o artigo 7º/XXX proíbe diferença de salários, de exercício de funçõese critério de admissão por motivo de sexo, idade, cor ou estado civil.Lei nº 11.489, de 20 de junho de 2007Institui o dia 6 de dezembro como o Dia Nacional de Mobilização dos Homens peloFim da Violência contra as Mulheres. Essa data ficou conhecida mundialmente comoo dia do Massacre de Montreal, em memória ao assassinato, em sala de aula, de 14mulheres estudantes de engenharia, por um homem de 25 anos em 6 de dezembro
  11. 11. de 1989. O assassino deixou um bilhete no qual dizia: “as mulheres sãoresponsáveis pelos fracassos dos homens; toda mulher que cruza o caminho de umhomem bem sucedido deve ser castigada; e as mulheres bem sucedidas nãoaceitam ser protegidas por um homem”.Em 1991, o governo do Canadá proclamou o dia 6 de dezembro como o DiaNacional de Lembrança e Ação sobre a Violência contra as Mulheres. Desde então,vários homens e grupos de homens e de mulheres reuniram-se em torno daCampanha do Laço Branco, elegendo o laço branco como símbolo e adotando comolema: jamais cometer um ato violento contra as mulheres e não fechar os olhosfrente a essa violência. Saiba mais na Campanha Brasileira do Laço Branco.4.2 Notificação ao Ministério da Saúde de violência Contra a Mulher emnúmeros absolutos
  12. 12. 4.2 Distribuição de acordo com grupo de raça e cor, da notificação aoMinistério da Saúde de violência Contra a Mulher em números absolutosDentro da categoria “Violência sexual”, há a possibilidade de distinção por tipologiade violência sofrida, sendo estas: Assédio sexual, Estupro, Atentado violento aopudor, Pornografia infantil e Exploração sexual.Por “Assédio sexual” entende-se a insistência, por forma de abordagem inoportuna,que visa obter algum tipo de vantagem sexual. Na base do SINAN, no período 2009e 2010, encontram-se 3.045 denúncias deste tipo de delito.Do total de mulheres vítimas de “Assédio sexual”, 1.212 eram brancas, 1.315 erampretas e pardas e 475 tinham cor ou raça ignorada. Em termos relativos, de todos oscasos registrados por pessoas do sexo feminino, 39,8% eram de mulheres brancas,43,2% de mulheres pretas e pardas e 15,6% de mulheres de cor ou raça nãodeclarada.
  13. 13. As denúncias de “Estupro” eram responsáveis por 10.378 registros de violênciapraticada contra mulheres. Dos casos totais, 3.968 foram registrados por mulheresbrancas, 5.046 por pretas e pardas e 1.220 mulheres vítimas de estupro tiveram acor ou raça ignorada. Desta forma, de acordo com os dados do SINAN, entre 2009e 2010, quase metade (48,6%) das vítimas de estupro eram mulheres pretas epardas. As vítimas de sexo feminino brancas respondiam por 38,2% do total decasos notificados e 11,8% das vítimas não tiveram sua cor ou raça declarada. Nabase do SINAN, no período 2009-2010, foram notificados 4.661 casos de “Atendadoviolento ao pudor”. Este tipo de delito corresponde às vítimas de constrangimentopor práticas de atos libidinosos, através de violência ou ameaça.Do total de registros deste tipo de violência contra mulheres, 1.658 haviam sidocontra mulheres brancas, 1.852 contra pretas & pardas e 606 contra mulheres cujacor ou raça era ignorada. Em termos relativos, nota-se que, em 2009 e 2010, 39,8%das mulheres vítimas de “Atentado violento ao pudor” eram brancas, enquanto44,5% eram pretas & pardas. Já 14,6% das mulheres tiveram sua cor ou raçaignorada na Ficha de Notificação daquela base.Entre os casos de “Violência sexual” notificados entre 2009 e 2010, 334corresponderam a casos de “Pornografia infantil”. Do total de casos notificados, asmeninas pretas & pardas vítimas de tal forma de violência somavam 168 registros.Portanto, as pretas & pardas representavam mais da metade do total de (50,3%)vítimas de “Pornografia infantil”. Em 114 registros as meninas brancas foram asvítimas (34,1%), e outros 44 casos de denúncias (13,2% do total) não tiveram a corou raça da vítima declarada.Por fim, a “Exploração sexual”, que se caracteriza pela utilização sexual de pessoas,objetivando lucro ou interesses comerciais, teve 592 casos registrados no SINANentre 2009 e 2010.Do total de denúncias totais por “Exploração sexual”, 228 possuíam vítimas de sexofeminino brancas; 307 eram mulheres pretas & pardas; e 47 mulheres de cor ou raçaignorada. Em termos relativos, 38,5% das denúncias de exploração sexual tinham
  14. 14. como vítimas mulheres brancas e 51,9%, mulheres pretas & pardas. Do total, 7,9%das vítimas tiveram sua cor ou raça ignorada.5. ONG5.1 FREEDOMO nome, que em tradução literal quer dizer liberdade representa a totalidade dospúblicos atendidos. Liberdade para à vitimas, através do acolhimento temporário eacompanhamento. Liberdade preventiva, através da conscientização da sociedadesobre os direitos da mulher. Liberdade das construções sociais de que a mulher éum ser inferior. Liberdade baseada no respeito ao próximo.5.2 Quantidade de integrantesA quantidade de integrantes do quadro de funcionários e voluntários tende a alterarde acordo o número de pessoas atendidas pela ONG.
  15. 15. Coordenação da ONG FreedomDepartamento Departamento Departamento Departamento Departamentode Psicologia de de de Serviço de Gestão Comunicação Planejamento Social Financeira Social estratégico e G. de projetos Sub Sub Gestão de Gestão e Departamento Departamento planejamento de Planejamento de comunicação de comunicação Projetos de em de inserção de interna: para captação áreas de risco projetos e Colaboradores e de recursos, palestras para de apoio as mantenedores e conscientizar a vítimas que investidores população estão atendendo no local   Sub Departamento de Comunicação Externa. Material para conscientização da causa
  16. 16. 5.3 Organização dos integrantes nos órgãos da entidadeDiretoria: Coordenará todos os demais departamentos, pertencendo ao diretor aresponsabilidade, o direito e o dever de aprovar ou reprovar cada projeto einvestimento da ONG. Os quais serão apresentados pelo chefe do departamento deplanejamento Estratégico e Gestão de projetos, em formato de plano de ação,contendo metas, estratégias para implantação e alcance de cada meta. Previsãopara duração de cada etapa, além do plano de controle e solução para problemasposteriores.Departamento de Planejamento Estratégico e Gestão de Projetos: Contará com umcoordenador com formação como planner, que será devidamente remunerado e umaequipe de voluntários. Os demais departamentos, não estão subordinados a esse,mas devem apresentar, quando solicitado, um relatório técnico de como o seudepartamento atuará em cada plano de atuação desenvolvido por essedepartamento.Departamento de psicologia: Contará com um coordenador com formação empsicologia, devidamente remunerado e uma equipe de voluntários. Como áreatécnica estará subordinada exclusivamente a Diretoria. Porém deve disponibilizarquando solicitado, plano de técnico de atuação em cada projeto. Essedepartamento contará com um profissional remunerado, que atuará com uma equipede voluntários (estudantes de psicologias, ou profissionais da área que queiramtrabalhar como voluntários.) Caberá ao coordenador de cada departamento aestruturação de horas trabalhadas de sua equipe, uma vez que serão voluntários epossivelmente não se dedicarão em tempo integral a ONG. Também atuará emparceria com o Departamento de Serviço Social, no atendimento direto as vítima.Departamento de Comunicação Social: Contará com um coordenador devidamenteremunerado e com formação em comunicação social. Esse departamento terá 3núcleos de atuação, visando seus 3 principais públicos. Os mantenedores, atuandono sentido de captação de recursos. Os colaboradores e vítimas acolhidas,desenvolvendo métodos eficazes de comunicação entre os colaboradores e adiretoria e materiais informativos e apoio às vitimas de agressão sexual. E por fim, o
  17. 17. públicos externos, divulgando o trabalho da ONG e promovendo encontros epalestras para que seja explanada a questão da conscientização da população.Departamento de Serviço Social: Contará com um profissional com formação serviçosocial, devidamente remunerado e uma equipe de voluntários alunos do curso deserviço social, ou profissionais da área que queiram voluntarar-se. Essedepartamento será responsável pelo contato direto com as vítimas, juntamente comdepartamento de psicologia, atuando no acolhimento temporário e direcionamentodas vítimas aos órgão competentes para tratá-las e formalizar o registro do ocorrido.Também será responsável pelo mapeamento e elaboração de áreas de maiorincidência de agressão sexual contra a mulher e da população desses locais.Desenvolvendo juntamente com Dep. Planejamento formas de atuação junto apopulação desses locais, para conscientizá-los e instrui-los no sentido de diminuir oscasos ou evitar novos casos.Departamento de Gestão financeira: Contará com um coordenador com formaçãoem Ciências Contábeis e uma equipe de voluntários. Esse departamento atuará deforma global, todos os projetos deverão ser submetidos a aprovação dessedepartamento, no sentido de verificar se há verbas ou formas de consegui-las.Também será responsável pela contabilidade (fluxo de caixa, investimento, folha depagamento, aquisições e gastos da ONG.5.4 FinalidadeObjetiva questionar e conscientizar a sociedade sobre a violência sexual contra amulher. Como forma de ação efetiva produzirá campanhas educativas que trazemuma desconstrução da mulher como “sexo frágil” e inferior. Usando comoferramentas palestras a serem ministradas em instituições de ensino e corporações,com temas relacionados, construindo e apresentando um novo conceito sobre oassunto aos participantes.Divulgar os serviços de denúncias: 181 (disque-denuncia) e do 100 (disque direitoshumanos).
  18. 18. Acolhimento temporário visando o encaminhamento das vítimas de violências aosórgãos competentes. Instruindo em quais locais ela deve ir para apresentar denunciaformal, conseguir atendimento e exames médicos, solicitar medidas protetivas.Garantindo assim um acompanhamento interdisciplinar que assegure que a vítimatenha apoio e atendimento necessário legais, médicos, psicológico e social.
  19. 19. Rádio - Questionamentos1. Explique a importância da emissora “A Voz da Argélia Combatente” para a difusão do rádio como mídia radical.A emissora de rádio dos rebeldes ocupou um papel bastante significativo para adifusão do rádio na Argélia, uma vez que durante décadas os argelinos serecusaram a ter um aparelho de rádio e, nesse momento, ter um aparelho de rádiotornava-se indispensável para se obter informações sobre o andamento da luta pelalibertação e o meio passou a reunir famílias diante dele para isso.2. Qual o motivo da notoriedade da rádio Alice na Itália em 1997? Nessa rádio, qual transmissão marcou o confronto entre policiais e estudantes?A emissora era considerada o “centro nervoso” do movimento estudantil nacional,durante o período em que os confrontos entre policiais e estudantes na Universidadede Bolonha se tornaram mais intensos. Além de ser considerada como um centro deorganização, diferente da imagem convencional de uma emissora de rádio, eratambém responsável pelo surgimento da poesia e da imaginação política.O final do confronto, que se deu em transmissão ao vivo, quando finalmente ospoliciais invadiram a estação e ouvia-se os estudantes gritando: “Estamos com asmãos para o alto! Não atirem!”.3. Sobre a rádio livre na França, cite temas abordados pelas estações, que eram omitidos pela mídia francesa convencional.Repressões praticadas pelo Estado, como abusos e brutalidade nas prisões,confissões de ex-soldados sobre atos de tortura contra os rebeldes argelinos,depoimentos de oficiais ativos sobre treinamentos que os preparava psiquicamentepara violência e homicídios, além de emissoras que levavam mensagens aosprisioneiros, abriam espaços para temas gay, davam voz aos muçulmanos etambém estações de forte tendência conservadora.
  20. 20. Referências BibliográficasBlog Gogó da Mídia. Grafite: mídia radical na ampla mídia alternativa. Disponívelem: http://gogodamidia.wordpress.com/2011/08/13/grafite-midia-radical-na-ampla-midia-alternativa/ Acesso em 19 de novembro de 2012.DOWNING, John D. H. Mídia Radical: rebeldia nas comunicações e movimentossociais. São Paulo: Senac, 2002.MARTINS DA CRUZ, Dayse e COSTA, Maria Tereza. Artigo Grafite e Pichação: QueComunicação é esta? UDESC, Florianópolis. 2008.PRADO, Ana. Feministas de topless: o movimento Femen pode cair novestibular? Disponível em: http://guiadoestudante.abril.com.br/blogs/atualidades-vestibular/ Acesso em 19 de novembro de 2012.

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