Felizmente há luar - trabalho de carolina morna

9.454 visualizações

Publicada em

Felizmente há luar!

Publicada em: Educação
2 comentários
4 gostaram
Estatísticas
Notas
Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
9.454
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
110
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
155
Comentários
2
Gostaram
4
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Felizmente há luar - trabalho de carolina morna

  1. 1. Escola Secundária Jaime Moniz Português Felizmente Há Luar! Carolina Morna Nº2 12º2
  2. 2. Contexto da acção da peça Período Após Invasões Francesas <ul><li>Napoleão – imperador francês; </li></ul><ul><li>Aliança de Portugal com a Inglaterra; </li></ul><ul><li>Partida da Corte Portuguesa para o Brasil; </li></ul><ul><li>Administração do Reino entregue a uma Junta Provisória. </li></ul><ul><li>Instabilidade social; </li></ul>
  3. 3. Contexto da acção (cont.) <ul><li>Repressão contra conjurados de 1817; </li></ul><ul><li>Perseguições políticas à: </li></ul><ul><ul><li>Liberdade de expressão; </li></ul></ul><ul><ul><li>Circulação de ideias; </li></ul></ul><ul><ul><li>Tentativas de implementar o Liberalismo. </li></ul></ul><ul><li>Condenação do General Gomes Freire de Andrade. </li></ul>
  4. 4. Espaço Físico da peça <ul><li>Acto I: </li></ul><ul><ul><li>Ruas da cidade de Lisboa; </li></ul></ul><ul><ul><li>Palácio dos governadores; </li></ul></ul><ul><ul><li>Casa do general, para os lados do Rato; </li></ul></ul><ul><ul><li>Uma loja na rua de S. Bento. </li></ul></ul><ul><li>Acto II: </li></ul><ul><ul><li>Ruas da cidade; </li></ul></ul><ul><ul><li>Casa do general; </li></ul></ul><ul><ul><li>Gabinete do marechal Beresford; </li></ul></ul><ul><ul><li>Casa do D. Miguel (entrada); </li></ul></ul><ul><ul><li>Serra de Santo António; </li></ul></ul><ul><ul><li>Forte de S. Julião da Barra. </li></ul></ul>
  5. 5. Tempo da peça <ul><li>Tempo histórico : século XIX </li></ul><ul><li>Tempo da escrita: 1961, época dos conflitos entre a oposição e o regime salazarista </li></ul><ul><li>Tempo da acção dramática: a acção está concentrada em 2 dias </li></ul><ul><li>Tempo da narração: informações respeitantes a eventos não dramatizados, ocorridos no passado, mas importantes para o desenrolar da acção. </li></ul>
  6. 6. Personagens <ul><li>Gomes Freire de Andrade; </li></ul><ul><li>Matilde; </li></ul><ul><li>Principal Sousa; </li></ul><ul><li>Marechal Beresford; </li></ul><ul><li>D. Miguel Forjaz; </li></ul><ul><li>Sousa Falcão; </li></ul><ul><li>Manuel e Rita; </li></ul><ul><li>Vicente; </li></ul><ul><li>Morais Sarmento; </li></ul><ul><li>Andrade Corvo. </li></ul>
  7. 7. Caracterização de Personagens <ul><li>General Gomes Freire de Andrade: </li></ul><ul><ul><li>Personagem principal; </li></ul></ul><ul><ul><li>Homem honesto e instruído; </li></ul></ul><ul><ul><li>Representa a modernidade , o progresso e a luta pela liberdade. </li></ul></ul><ul><li>Matilde: </li></ul><ul><ul><li>Carácter forte; </li></ul></ul><ul><ul><li>Corajosa; </li></ul></ul><ul><ul><li>Denunciadora da hipocrisia e da malvadez do Estado e da Igreja; </li></ul></ul>
  8. 8. Caracterização (cont.) <ul><li>Sousa Falcão: </li></ul><ul><ul><li>Grande amigo de Gomes Freire de Andrade; </li></ul></ul><ul><ul><li>Representa a impotência perante os governantes; </li></ul></ul><ul><ul><li>Assume a sua cobardia perante o exemplo de Gomes Freire de Andrade. </li></ul></ul><ul><li>Manuel e Rita: </li></ul><ul><ul><li>Representam o povo oprimido e esmagado; </li></ul></ul><ul><ul><li>Impotentes para alterar a situação; </li></ul></ul><ul><ul><li>Símbolo da frustração, desespero e desilusão. </li></ul></ul>
  9. 9. Caracterização (cont.) <ul><li>Vicente: </li></ul><ul><ul><li>Faz parte do povo; </li></ul></ul><ul><ul><li>Traidor da sua classe social; </li></ul></ul><ul><ul><li>Representa o hipocrisia e o oportunismo; </li></ul></ul><ul><ul><li>Materialista. </li></ul></ul><ul><li>Morais Sarmento e Andrade Corvo: </li></ul><ul><ul><li>Representam a cobardia, a traição e a vilania. </li></ul></ul>
  10. 10. Junta Representativa <ul><li>Nobreza: D. Miguel Forjaz </li></ul><ul><ul><li>Prepotência; </li></ul></ul><ul><ul><li>Absolutismo; </li></ul></ul><ul><ul><li>Corrupção. </li></ul></ul><ul><li>Clero: Principal Sousa </li></ul><ul><ul><li>Conservadorismo da Igreja; </li></ul></ul><ul><ul><li>Ódio aos revolucionários e aos franceses; </li></ul></ul><ul><ul><li>Poder da Igreja e influência no poder. </li></ul></ul><ul><li>Exército: Marechal Beresford </li></ul><ul><ul><li>Sentido prático; </li></ul></ul><ul><ul><li>Sentimento de desprezo e superioridade aos portugueses; </li></ul></ul><ul><ul><li>Castigo e denúncia de traidores. </li></ul></ul>
  11. 11. Linguagem Recursos de Estilo <ul><li>Aliteração (p.111) </li></ul><ul><li>Antítese (p.91) </li></ul><ul><li>Comparação (p.27) </li></ul><ul><li>Hipérbole (p.56) </li></ul><ul><li>Hipálage (p.57) </li></ul><ul><li>Interjeição (p.29) </li></ul><ul><li>Ironia (p.23) </li></ul><ul><li>Metáfora (p.53) </li></ul><ul><li>Repetição (p.23) </li></ul><ul><li>Interrogação retórica (p.57) </li></ul><ul><li>Personificação (p.77) </li></ul><ul><li>Paralelismo (p.21) </li></ul><ul><li>Onomatopeia (p.21) </li></ul>
  12. 12. Síntese da acção <ul><li>Perseguição política ao General Gomes Freire; </li></ul><ul><li>Prisão do General; </li></ul><ul><li>Condenação à morte; </li></ul><ul><li>Revolta de Matilde e Sousa Falcão; </li></ul><ul><li>Resignação do povo. </li></ul>
  13. 13. “Felizmente Há Luar!” <ul><li>O título da peça aparece duas vezes ao longo da peça, ora inserido nas falas de um dos elementos do poder – D. Miguel – ora inserido na fala final de Matilde. </li></ul><ul><li>D. Miguel (p.131): </li></ul><ul><ul><li>salientando o efeito dissuasor das execuções, querendo que o castigo de Gomes Freire se torne num exemplo. </li></ul></ul><ul><ul><li>o luar permitiria que as pessoas vissem mais facilmente o clarão da fogueira, isso faria com que elas ficassem atemorizadas e percebessem que aquele é o fim ultimo de quem afronta o regime. A fogueira teria um efeito dissuasor. </li></ul></ul><ul><li>Matilde (p.140): </li></ul><ul><ul><li>na altura da execução são proferidas palavras de coragem e estímulo, para que o povo se revolte contra a tirania. </li></ul></ul><ul><ul><li>fruto de um sofrimento interiorizado reflectido, são a esperança e o não conformismo nascidos após a revolta, a luz que vence as trevas, a vida que triunfa da morte. A luz do luar (liberdade) vencerá a escuridão da noite (opressão) e todos poderão contemplar, enfim, a injustiça que está a ser praticada e tirar dela ilações. </li></ul></ul>
  14. 14. Simbolismos <ul><li>Saia verde: </li></ul><ul><ul><li>Em vida – esperança, felicidade, liberdade; </li></ul></ul><ul><ul><li>Na morte – alegria do reencontro, tranquilidade. </li></ul></ul><ul><li>A fogueira: </li></ul><ul><ul><li>Presente – Tristeza, escuridão; </li></ul></ul><ul><ul><li>Futuro – Esperança, liberdade. </li></ul></ul><ul><li>O Luar: </li></ul><ul><ul><li>Noite – Mal, morte, infelicidade; </li></ul></ul><ul><ul><li>Luz – Vida, saúde, felicidade. </li></ul></ul>
  15. 15. Fim !

×