A InfluêNcia Humana Na Natureza Buziana

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A InfluêNcia Humana Na Natureza Buziana

  1. 1. A influência humana na natureza buziana.
  2. 2. <ul><li>A ação antropogênica mais antiga data de cerca de 2.500 anos , quando pequenos grupos humanos chegaram à região . </li></ul><ul><li>Com uma economia baseada na caça , na pesca e na coleta , alteraram pequenas porções de paisagem com a formação dos sambaquis. </li></ul>
  3. 3. <ul><li>Embora há cerca de 1.500 grupos seminômades </li></ul><ul><li>horticultores, pescadores, caçadores e coletores tenham </li></ul><ul><li>se estabelecido na Baixada Litorânea, em Búzios até </li></ul><ul><li>agora , não foram encontrados sítios deste período. </li></ul><ul><li>(Em alguns sambaquis já foram encontrados restos </li></ul><ul><li>cerâmicos.) </li></ul>
  4. 4. <ul><li>No séc. XVI a região de Búzios já se encontrava </li></ul><ul><li>ocupada pelos tupinambás, que se autointitulavam </li></ul><ul><li>tamoios (índio avô). </li></ul><ul><li>Os tupinambás atuaram sobre o meio ambiente </li></ul><ul><li>desenvolvendo uma agricultura rudimentar de </li></ul><ul><li>mandioca, feijão, milho e outros gêneros </li></ul><ul><li>alimentícios. </li></ul><ul><li>A plantação ocorria após a queimada de uma </li></ul><ul><li>pequena área para eliminar a flora nativa. (coivara) </li></ul>
  5. 5. <ul><li>Com menor impacto, a retirada de barro para </li></ul><ul><li>produção de cerâmica, também provocou </li></ul><ul><li>alterações no meio. </li></ul><ul><li>Da mata, retiravam a ibirapitanga para fabricar </li></ul><ul><li>suas canoas e ferramentas. </li></ul>
  6. 6. <ul><li>Com a chegada dos europeus deu-se a fase inicial </li></ul><ul><li>do desmatamento intensivo da Mata Atlântica. </li></ul>
  7. 7. <ul><li>No séc. XVII foi construído um curral nas margens da </li></ul><ul><li>Lagoa de Geribá , sob as ordens dos Jesuítas da </li></ul><ul><li>fazenda Campos Novos. </li></ul><ul><li>Trinta anos depois uma enchente de verão o destruiu. </li></ul>
  8. 8. <ul><li>Ainda no séc. XVII surgem as fábricas para </li></ul><ul><li>fabricação do óleo de baleia, com fornalhas para </li></ul><ul><li>queima de gordura e tanques para armazenamento, </li></ul><ul><li>além de uma “Casa Grande” e de uma senzala . </li></ul>
  9. 9. <ul><li>Segundo Márcio Werneck, um mapa do período </li></ul><ul><li>mostra existência de clareiras em torno de floretas, </li></ul><ul><li>onde surgiram “fazendolas” madeireiras e de </li></ul><ul><li>subsistência. </li></ul>
  10. 10. <ul><li>No período imperial surgiram pequenas ocupações </li></ul><ul><li>de famílias pobres e trabalhadores livres nos </li></ul><ul><li>arredores das fábrica. (Ocorrência de agricultura de </li></ul><ul><li>subsistência e salga do pescado.) </li></ul>
  11. 11. <ul><li>As comunidades quilombolas também contribuíram </li></ul><ul><li>Para a transformação da natureza local com uma </li></ul><ul><li>agricultura de pequeno porte e a criação de animais. </li></ul><ul><li>. </li></ul>
  12. 12. <ul><li>No final do séc. XIX, o proprietário da fazenda Campos </li></ul><ul><li>Novos teria comprado grandes extensões de terras na </li></ul><ul><li>Ponta dos Búzios com objetivos imobiliários. </li></ul>
  13. 13. <ul><li>Existem referências sobre a existência de grandes </li></ul><ul><li>plantações de banana, no entanto , não há </li></ul><ul><li>comprovação em fontes históricas. </li></ul><ul><li>(Werneck, 1997) </li></ul>
  14. 14. <ul><li>A base alimentar da Armação , no início do séc. </li></ul><ul><li>XX era composta por frutos do mar, farinha de </li></ul><ul><li>mandioca, banana, milho, feijão e frutas </li></ul><ul><li>silvestres. </li></ul>
  15. 15. <ul><li>As habitações eram de pau-a-pique, com telhado </li></ul><ul><li>colonial. Arquitetura adequada às condições </li></ul><ul><li>locais. </li></ul>
  16. 16. <ul><li>Principais marcos do turismo em Búzios: </li></ul><ul><li>1927- Primeira casa de veraneio . </li></ul><ul><li>1951- A atividade turística de Cabo Frio se inicia (para os registros oficias). </li></ul><ul><li>O presidente da empresa aérea Cruzeiro do Sul constrói uma casa em Manguinhos (financia várias obras , entre elas a reconstrução da estrada da Rasa). </li></ul><ul><li>1964-Brigitte Bardot visita a “vila de pescadores”. </li></ul><ul><li>1974-Inauguração da Ponte Rio-Nitéroi. </li></ul>
  17. 17. <ul><li>Nos anos seguintes, Búzios (ainda 3º distrito) passa </li></ul><ul><li>por uma intensa especulação imobiliária, sem </li></ul><ul><li>que os responsáveis atentem para a necessidade </li></ul><ul><li>da preservação natural e cultural da região. </li></ul>
  18. 18. <ul><li>Ao turismo sucedeu-se uma série de migrações de </li></ul><ul><li>populações empobrecidas, que viam no balneário </li></ul><ul><li>uma oportunidade de melhorar de vida. </li></ul><ul><li>Muitos estrangeiros também se estabeleceram, </li></ul><ul><li>Explorando comercialmente a antiga vila de </li></ul><ul><li>pescadores. </li></ul>
  19. 19. <ul><li>A ocupação irregular deu origem a bairros </li></ul><ul><li>populares e a construção em áreas que deveriam </li></ul><ul><li>ser de preservação. </li></ul>
  20. 20. <ul><li>O meio ambiente passou a ser sistematicamente </li></ul><ul><li>degradado pelo aumento populacional, </li></ul><ul><li>especulação imobiliária e despejo de esgoto in </li></ul><ul><li>natura nos mares e lagoas. </li></ul><ul><li>Na última década, os esforços para a aprovação do </li></ul><ul><li>Plano Diretor e a criação da APA Pau-Brasil, </li></ul><ul><li>apontam para uma retomada da valorização do </li></ul><ul><li>meio ambiente. </li></ul>
  21. 21. O plano diretor, apesar de alguns problemas, tem vários dispositivos de proteção da cidade que foram elogiados em Búzios. O documento prevê, por exemplo, que parte dos royalties recebidos pela exploração de petróleo na região seja utilizada para compra de áreas de interesse para a gestão e a preservação ambiental das áreas verdes da cidade. Por Tulio Brandão para RIO de O Globo, 02/05/2006
  22. 22. <ul><li>Fontes: </li></ul><ul><li>( Búzios: Armação Histórica.WERNECK,Márcio. 1997) </li></ul>RIO de O Globo, 02/05/2006
  23. 23. Professor Rogério Carvalho

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