AS RELAÇÕES DE TRABALHO EM EQUIPES TERCEIRIZADAS Um estudo das significações psicossociais para os trabalhadores e para as...
<ul><li>À ABRH-MG, TV Globo Minas, Araújo Abreu Engenharia e NM Engenharia; </li></ul><ul><li>Aos gestores e trabalhadores...
<ul><li>ENRIQUEZ, E. Os desafios éticos nas organizações modernas .  São Paulo:   RAE, 1997.  </li></ul><ul><li>__________...
<ul><li>INTRODUÇÃO </li></ul><ul><ul><li>tema, problema, objetivos, justificava e estrutura. </li></ul></ul><ul><li>REFERE...
Como o tema se apresenta?  Qual a justificativa?  Qual o  problema a estudar?  Quais os objetivos?  implicação do autor te...
Sobre o pilar da Psicossociologia, o eixo teórico do estudo são os temas “terceirização” e “equipes de trabalho”, suportad...
Psicossociologia 1. Investiga ambientes. O indivíduo espelha os grupo sociais ou organização; 2. Empresas como agentes for...
Qualitativa  Descritiva  Estudo de caso  5 empresas e 14 sujeitos  Observações e entrevistas; análise de conteúdo  Entende...
A pesquisa constituiu-se de observações do pesquisador e de entrevistas semiestruturadas, gravadas sob autorização e trans...
Assimilação e aceitação, com visão crítica A equipe é o “porto seguro”.  Modelo de gestão é eficiente e necessário O quest...
Os depoimentos, sobretudo dos dirigentes e trabalhadores terceirizados, afirmam a terceirização como favorecedora das nece...
A gente se sente meio largado... porque não é o negócio deles . Era como se eu fosse um terceiro desse meu empregador dire...
Os depoimentos, sobretudo dos dirigentes e trabalhadores terceirizados, afirmam a terceirização como favorecedora da compe...
... a terceirização é solução desde que seja feita de forma correta. É você estar próximo ao cliente ...  proporcionando m...
significações  psicossociais para os trabalhadores outras visões  5 e 6. Apresentação, análise/interpretação de resultados...
significações  psicossociais para os trabalhadores – quanto à identidade psicológica e inserção social consolidação por ca...
significações para as organizações outras visões  5 e 6. Apresentação, análise/interpretação de resultados (d)
significações para as organizações – quanto à eficiência operacional e competitividade consolidação por categoria da pesqu...
Experiência mobilizadora. Acesso aos entrevistados e entusiasmo pela participação. Pesquisador como eixo central no planej...
<ul><li>A consciência da incerteza é a chave do entendimento desse novo mundo do trabalho.  </li></ul><ul><li>Na busca des...
Na perspectiva da evolução dos modos de produção  (TIGRE, 1988 ; CARVALHO, 2009), a  terceirização deve ser vista como par...
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  • O estudo é continuidade da produção do autor, iniciada com a monografia “Trabalho e identidade em grupos de trabalhadores terceirizados numa perspectiva psicossociológica”. A terceirização e o trabalho em equipe fazem parte da reestruturação do modo de produção (do fordista para o pós-fordista). Para “permanecer no jogo” tem que atuar nas dimensões econômica, social e ambiental... para sustentabilidade, em conformidade com o papel das empresas como agentes formadores da sociedade. (ENRIQUEZ, 1997) e podem gerar consequências nefastas, como: distanciamento de pertencimento a grupos e equipes, perda de motivação diante de exigências crescentes, percepções negativas pelos stakeholders, etc. Por outro lado, estes trabalhadores quase “forasteiros” nas empresas, se relacionam e precisam fazê-lo com cooperação – fator chave para o trabalho em equipes de trabalho, a despeito dos múltiplos vínculos e exigências de comportamento e desempenho. As organizações precisam entender a dimensão desse desafio. Buscar um modelo de gestão que considere os interesses do lucro empresarial sem negligenciar as necessidades humanas . Os objetivos específicos: anslisar as percepções de dirigentes, gestores e trabalhadores sobre as relações de trabalho no contexto da atuação em equipe; analisar como gestores e trabalhadores percebem essas relações com vínculos legais e sociais distintos e conflitantes; identificar e analisar as implicações para o sentido do trabalho, tendo em vista a necessidade de processo dialético entre trabalho previsto x real, formas de contratação x práticas das equipes. O estudo se justifica na importância de transformar o trabalho terceirizado, deixando o viés desequilibrante e sofrido para equilibrante e prazeroso,. Repensando-o para atenuar seu rigor. Afinal, se desempenho e eficácia profissional são fatores para vantagem competitiva, para a perenidade, é fundamental que os indivíduos possam desenvolver o sendo de pertencimento e de reconhecimento, trabalhando em algo que tenha utilidade e contribua para o desenvolvimento da sociedade (CARVALHO, 2009). Estrutura em capítulos: 1 – introdução sobre o tema, o problema, os objetivos, a justificativa e a estrutura da dissertação; 2 – o marco teórico que focaliza a terceirização e equipes de trabalho, além de conceitos de grupos sociais; 3 – a metodologia utilizadas na abordagem, na definição quanto aos fins e aos meios, instrumentos de coleta, e análise utilizada. 4 – caracterização da organização e da pesquisa; 5 – apresentação e análise; 6 – interpretação dos resultados; 7 – conclusões e debates finais
  • A globalização, de alguma forma sempre existiu: nas grandes conquistas e formação dos impérios, nas viagens dos descobrimentos, na viagens transcontinentais de navios e aviões, nas comunicações via telégrafo e rádio, ou via satélite e tv, nas redes de dados e computadores, etc. A terceirização, deve-se admitir, estava presente no próprio processo de constituição do capitalismo, quando os comerciantes encomendavam aos artesãos a produção de artigos manufaturados leves como vestuário e calçados para revendê-los no mercado. Por meio dessa lucrativa intermediação, os comerciantes acumularam capital e transformaram-se na nascente classe capitalista Desde então, a terceirização com diversas formas e denominações, foi um recurso utilizado segundo a natureza do processo produtivo e as conveniências de mercado. Como exemplo emblemático, a indústria automobilística e a de informática, desde a origem, recorreram à terceirização e continuam utilizando-a, crescentemente (SILVA, 2001). Nos anos de 1970, o modelo de organização do trabalho com base na produção em massa entrou em crise. O capitalismo, nesta mesma época, também enfrentou a crise do choque do petróleo, da elevação das taxas internacionais de juros e da rentabilidade das empresas. Estes ingredientes determinaram o início de grandes transformações chegando aos anos de 1980 e 1990 ao que se denominou de um novo paradigma para a organização do trabalho: pós-fordista – assentado na tecnologia microeletrônica e na flexibilidade das empresas e das pessoas para se adaptarem rapidamente às exigências dos mercados (CAVALCANTE, ALBUQUERQUE e JESUS, 2005). Havia surgido a sociedade do trabalho, sucedendo à sociedade do emprego. Tomando o conceito original, stakeholders são “esses grupos sem cujo apoio uma organização deixaria de existir” e se recomendava aos dirigentes a tarefa de compreender suas necessidades e interesses (DIAS, 2008). Estabelecer relações justas com estes grupos constitui parte do novo arcabouço social e econômico, no qual se inclui a terceirização e suas equipes de trabalho. Neste processo, a atuação em equipe acontece nos grupos de trabalhadores onde prevalecem múltiplos vínculos e desejos de pertencimento, constituindo uma complexa e relevante dimensão do trabalho contemporâneo. Cada vez mais que o homem isolado não consegue alcançar os elevados objetivos dos negócios em escala global. Tem-se buscado modelos cooperativos, interdependentes e globalizados para atingir objetivos desafiadores, usando mais o poder do coletivo do que a excelência individual (GOULART, 2002). Achamos difícil imaginar uma empresa próspera e bem-sucedida que não empregue ou não tenha experiência com equipes (KATZENBACH e SMITH, 2001, p. 11).
  • - Os conceitos da Psicossociologia conduzem à observação e à pesquisa. Perscruta o vivido individual e coletivo, busca dados de análise no discurso ao vivo ou documentado. Mesmo sendo de apenas um individuo nunca expressa somente sua percepção pessoal, mas também a de seu grupo ou organização. (CARVALHO, 1996 apud TRAJANO, 2002). Por isso, é importante focalizar conceitos de formação de grupos sociais, no contexto da criação e atuação de equipes de trabalho, importante transformação nos ambientes do trabalho contemporâneo, pois devemos estar vivendo crises de identidade nas relações caóticas, sem protocolos de hierarquia, de muitas exigências de flexibilidade, de conhecimento, dedicação e capacidade de atuar com o grupo e pelo grupo (ENRIQUEZ, 2001). Nos anos 1970, entrou em crise a organização do trabalho com base na produção em massa, surgindo um novo paradigma – pós-fordista, assentado em tecnologia e flexibilidade das empresas e das pessoas. A sociedade do trabalho, substituiu a sociedade do emprego (Cavalcante et al.. 2005). A terceirização é um mecanismo de gestão que, por “filosofia”, que estabelece que toda atenção e conhecimento da empresa devem estar focados no negócio, repassando a empresas especializadas as atividades que não contribuam diretamente para a razão de ser da empresa (DIAS, 2008). Tomando o conceito original, stakeholders são “esses grupos sem cujo apoio uma organização deixaria de existir” e se recomendava aos dirigentes a tarefa de compreender suas necessidades e interesses (DIAS, 2008). Estabelecer relações justas com estes grupos constitui parte do novo arcabouço social e econômico, no qual se inclui a terceirização e suas equipes de trabalho. Neste processo, a atuação em equipe acontece nos grupos de trabalhadores onde prevalecem múltiplos vínculos e desejos de pertencimento, constituindo uma complexa e relevante dimensão do trabalho contemporâneo. Apesar da possibilidade de alguma mudança, a terceirização permanece firme como modelo de organização do trabalho, não havendo indícios de que este movimento de “ primeirização ” venha a constituir uma nova tendência para a competitividade. Caso Apagão da Telefônica: terceirização ampla na área de redes, TI e engenharia (fins do segmento). Cada vez mais que o homem isolado não consegue alcançar os elevados objetivos dos negócios em escala global, com exigências que superam em muito a capacidade de um grande líder. Cada vez mais, tem-se buscado modelos cooperativos, interdependentes e globalizados para atingir objetivos desafiadores, usando mais o poder do coletivo do que a excelência individual (GOULART, 2002). Achamos difícil imaginar uma empresa próspera e bem-sucedida que não empregue ou não tenha experiência com equipes (KATZENBACH e SMITH, 2001, p. 11).
  • - A abordagem é qualitativa para entender a natureza de um fenômeno social – as relações de trabalho de equipes terceirizadas (Richardson, 1999). Busca a compreensão e interpretação das crenças, percepções, sentimentos e valores das pessoas (Patton, 1986). Em ambiente natural, o pesquisador como principal instrumento, descritiva, foco no processo, captura significados na perspectiva dos participantes (LUDKE e ANDRÉ, 1986). Os fins são de um estudo descritivo. Os dados colhidos são apresentados descritivamente para estruturar o conhecimento a ser aplicado nas análises e interpretações das relações da terceirização na organização pesquisada (Gil, 2002) Trata-se de um estudo de caso da terceirização em uma empresa, numa busca de compreensão abrangente do grupo estudado e dos aspectos mais gerais do processo e da estrutura social (Becker, 1993). O estudo de caso investiga a realidade do objeto estudado, interpreta o contexto vivido com profundidade e abrangência, variadas fontes de informação, revela experiências vicárias, diferenças e conflitos de pontos de vista e linguagem acessível (LUDKE e ANDRÉ, 1986). A unidade de análise foi uma área da empresa responsável pelas atividades terceirizadas e os sujeitos de pesquisa foram trabalhadores, gestores e dirigentes das empresas envolvidas no processo, totalizando 5 empresas e 14 pessoas pesquisadas. Em pesquisas qualitativas se utilizam múltiplas formas de coleta de dados, característica vantajosa em seus procedimentos e instrumentos de coleta. Foram utilizadas as observações do pesquisador e entrevistas semi-estruturadas. Como técnicas de análise foram utilizadas descrições das observações do pesquisador e após fiel transcrição das entrevistas foi aplicada análise de conteúdo. A intenção dessa técnica é obter a inferência de conhecimento, admitindo-se uma proposição em razão de sua ligação com outras já aceitas. Ou seja, é extrair uma consequência dos fenômenos estudados.
  • T = Tempo de atuação no cargo/função em anos (a) ou meses (m) I = Idade G = Quantidade de títulos de graduação PG = Quantidade de títulos de pós-graduação lato-sensu (MBA ou Especialização) M = Quantidade de títulos de pós-graduação stricto-sensu (Mestrado) c = significa “cursando” D = duração em minutos de gravação da entrevista, totalizando 392 minutos.   Os sujeitos de pesquisa – dirigentes, gestores e trabalhadores terceirizados – compõem as equipes de trabalho, mesclando distintas qualificações, ambições e necessidades. Predominantemente, têm curso superior e pelo menos um título de pós-graduação, compondo sua qualificação com boa experiência profissional e forte motivação para o trabalho. Certamente, todos esses atributos foram ampliados no favorável ambiente da organização pesquisada, como transparece em vários depoimentos. Portanto, são sujeitos sociais com senso critico e exigências sobre as organizações e suas lideranças, como indicam os resultados da pesquisa a seguir apresentados. - A transcrição das entrevistas está no Apêndice e constitui volume de 86 páginas.
  • De forma indutiva, apoiando-se no conteúdo dos discursos e na consolidação dos graus atribuídos à relevância das respostas e depoimentos, construiu-se esta visão das significações: Para os trabalhadores, a terceirização permite o sentido do trabalho, mas é ruim como forma de organização e condições do trabalho. Eles eles se nutrem no bom desempenho das equipes e se sustentam na ação das lideranças por meio do modelo de gestão atento e orientador para os objetivos do negócio e para as necessidades dos indivíduos. Para as organizações, a terceirização é reconhecida como opção lógica para a busca de competitividade, a efetividade do trabalho das equipes é fator importante para isso e há reconhecimento de que o modelo de gestão é fundamental na sustentação do processo.
  • a) O sentido do trabalho contribuindo nas necessidades humanas de identidade psicológica e inclusão social (1) Nas manifestações dos entrevistados há diversas evidências de que importa mais ter trabalho do que sua forma de contratação. O discurso de Flávio é emblemático. Também para Leandro o trabalho tem dimensão importante. No discurso de Cícero, destacam-se as dificuldades inerentes a estes processos de trabalho, para que o indivíduo estabeleça vínculos reais, acolhendo e sendo acolhido pelo grupo, sendo reconhecido pela equipe, pela empresa. Já no relato de Paula há indícios claros dos riscos à formação da identidade psicológica dos indivíduos. “Perdida” no labirinto de ambiguidades, ela busca simplesmente realizar seu trabalho “fugindo” das necessidades humanas de pertencimento ou buscando-as em sua equipe funcional e viabilizando o sentido no trabalho bem feito pela equipe. b) O modelo de gestão contribuindo nas necessidades humanas de identidade psicológica e inclusão social (2) - O modelo se desenvolve continuamente no debate entre as subjetividades dos indivíduos e as objetividades dos negócios, entre o “trabalho real” e o “trabalho previsto”. A gestão da terceirização na Alfa é produto desse processo dialético, no qual se busca atender aos objetivos da empresa, sem “virar as costas” aos trabalhadores. Ao contrário, eles são trazidos para compor as equipes, inseridos no contexto do negócio, reconhecidos e recompensados, ainda que no limite da possibilidade. O modelo é compatível com a conceituação original de stakeholders, pois a Alfa considera seus trabalhadores terceirizados como indivíduos participantes do jogo (at stake). Assim, como na definição do Instituto de Pesquisa de Stanford, os terceirizados, como stakeholders, pertencem aos grupos dos quais as empresas dependem, sendo fundamental compreender suas necessidades e interesses (DIAS, 2008). Nesse sentido, a Alfa precisa adotar medidas que eliminem algumas evidências de riscos do modelo de gestão para que as necessidades humanas sejam atendidas.
  • a) O sentido do trabalho contribuindo nas necessidades humanas de identidade psicológica e inclusão social (1) Nas manifestações dos entrevistados há diversas evidências de que importa mais ter trabalho do que sua forma de contratação. O discurso de Flávio é emblemático. Também para Leandro o trabalho tem dimensão importante. No discurso de Cícero, destacam-se as dificuldades inerentes a estes processos de trabalho, para que o indivíduo estabeleça vínculos reais, acolhendo e sendo acolhido pelo grupo, sendo reconhecido pela equipe, pela empresa. Já no relato de Paula há indícios claros dos riscos à formação da identidade psicológica dos indivíduos. “Perdida” no labirinto de ambiguidades, ela busca simplesmente realizar seu trabalho “fugindo” das necessidades humanas de pertencimento ou buscando-as em sua equipe funcional e viabilizando o sentido no trabalho bem feito pela equipe. b) O modelo de gestão contribuindo nas necessidades humanas de identidade psicológica e inclusão social (2) - O modelo se desenvolve continuamente no debate entre as subjetividades dos indivíduos e as objetividades dos negócios, entre o “trabalho real” e o “trabalho previsto”. A gestão da terceirização na Alfa é produto desse processo dialético, no qual se busca atender aos objetivos da empresa, sem “virar as costas” aos trabalhadores. Ao contrário, eles são trazidos para compor as equipes, inseridos no contexto do negócio, reconhecidos e recompensados, ainda que no limite da possibilidade. O modelo é compatível com a conceituação original de stakeholders, pois a Alfa considera seus trabalhadores terceirizados como indivíduos participantes do jogo (at stake). Assim, como na definição do Instituto de Pesquisa de Stanford, os terceirizados, como stakeholders, pertencem aos grupos dos quais as empresas dependem, sendo fundamental compreender suas necessidades e interesses (DIAS, 2008). Nesse sentido, a Alfa precisa adotar medidas que eliminem algumas evidências de riscos do modelo de gestão para que as necessidades humanas sejam atendidas.
  • As tabelas têm o objetivo de expressar uma dimensão das relevâncias das contribuições dos entrevistados para os propósitos do estudo, segundo graus atribuídos pelo pesquisador. Espera-se ampliar as possibilidades de interpretação dos resultados. Nesse sentido é possível destacar: A totalização geral dos categorias apontam 3.296 positivo e 3.791 negativo, indicando a possibilidade de polarização das significações para os trabalhadores, mas a leitura por categoria desfaz essa possibilidade. A Charlie se destaca na totalização geral, tanto positiva (992) quanto negativa (1.957) tendo superado as outras empresas nos graus obtidos nos conteúdos classificados como negativos. Deve ser reflexo da cultura e da gestão da empresa muito hierarquizada, que também explicaria resultados altos em classificações positivas, forçando a equipe a “se fechar e se proteger” na Alfa. Semelhantemente, a equipe da Beta manifestou-se com veemência sobre a negligência de sua liderança corporativa, espelhando resultados bastante positivos no modelo de gestão (adesão à Alfa) e na atuação em equipe e muito negativo na terceirização. Por categoria ss resultados mais positivos foram no modelo de gestão e atuação em equipes e os mais negativos na terceirização e na atuação em equipes. Neste resultado a Charlie contribui com quase 50% da soma dos graus. As lideranças da Alfa demonstram receios com terceirização, repercutindo sobretudo na categoria atuação em equipes, na qual se empenham para suprir fragilidades das lideranças das prestadoras de serviços.
  • As tabelas têm o objetivo de expressar uma dimensão das relevâncias das contribuições dos entrevistados para os propósitos do estudo, segundo graus atribuídos pelo pesquisador. Espera-se ampliar as possibilidades de interpretação dos resultados. Nesse sentido é possível destacar: A totalização geral dos categorias apontam 3.296 positivo e 3.791 negativo, indicando a possibilidade de polarização das significações para os trabalhadores, mas a leitura por categoria desfaz essa possibilidade. A Charlie se destaca na totalização geral, tanto positiva (992) quanto negativa (1.957) tendo superado as outras empresas nos graus obtidos nos conteúdos classificados como negativos. Deve ser reflexo da cultura e da gestão da empresa muito hierarquizada, que também explicaria resultados altos em classificações positivas, forçando a equipe a “se fechar e se proteger” na Alfa. Semelhantemente, a equipe da Beta manifestou-se com veemência sobre a negligência de sua liderança corporativa, espelhando resultados bastante positivos no modelo de gestão (adesão à Alfa) e na atuação em equipe e muito negativo na terceirização. Por categoria ss resultados mais positivos foram no modelo de gestão e atuação em equipes e os mais negativos na terceirização e na atuação em equipes. Neste resultado a Charlie contribui com quase 50% da soma dos graus. As lideranças da Alfa demonstram receios com terceirização, repercutindo sobretudo na categoria atuação em equipes, na qual se empenham para suprir fragilidades das lideranças das prestadoras de serviços.
  • Na totalização dos graus atribuídos às significações classificadas para as organizações, as avaliações positivas (3.053) foram bem superiores (30%) às negativas (1.799), cabendo à Delta a maior incidência de graus positivos (1.001). Pode-se destacar: A maior incidência dos dados dos gestores da Alfa foram para as organizações (esperado) com destaque negativo para a terceirização (500) e positivo para o modelo de gestão (444). As contribuições da Delta foram expressivas e positivas nas categorias terceirização (240) e atuação em equipes (505). A Beta se destacou na categoria atuação em equipes, tanto positivamente (502) quanto negativamente (430).
  • Na totalização dos graus atribuídos às significações classificadas para as organizações, as avaliações positivas (3.053) foram bem superiores (30%) às negativas (1.799), cabendo à Delta a maior incidência de graus positivos (1.001). Pode-se destacar: A maior incidência dos dados dos gestores da Alfa foram para as organizações (esperado) com destaque negativo para a terceirização (500) e positivo para o modelo de gestão (444). As contribuições da Delta foram expressivas e positivas nas categorias terceirização (240) e atuação em equipes (505). A Beta se destacou na categoria atuação em equipes, tanto positivamente (502) quanto negativamente (430).
  • Empresas para se sustentarem, precisam atuar nas dimensões econômica, social e ambiental (Almeida, 2002; Keinert, 2006; Mazon, 2007; Carvalho, 2009). Por outro lado, as exigências aos trabalhadores não encontram eco na educação formal, nem profissional (Baethge, 1989; Enguita, 1991; Frigotto, 1991).
  • Empresas para se sustentarem, precisam atuar nas dimensões econômica, social e ambiental (Almeida, 2002; Keinert, 2006; Mazon, 2007; Carvalho, 2009). Por outro lado, as exigências aos trabalhadores não encontram eco na educação formal, nem profissional (Baethge, 1989; Enguita, 1991; Frigotto, 1991).
  • Historicamente muitos modos de produção se desenvolveram, saltando os muros das firmas, cruzando fronteiras, influenciando hábitos, costumes e a cultura das sociedades, na sucessão das teorias de organização. A atual crise mundial constitui um dos capítulos mais severos (TIGRE, 1988 ; CARVALHO, 2009). A terceirização, parte das complexas formas atuais de trabalho, constitui mais um desafio do novo arcabouço econômico e social, no qual as empresas precisam estabelecer relações justas com seus stakeholders. Isso é uma evidência, pois o indivíduo exercita suas habilidades, desenvolve seu potencial, prova sua existência, se reconhece e é reconhecido por intermédio do que trabalho que realiza , pela sua importância e valor para a sociedade (CARVALHO, 2009). No complexo mundo contemporâneo o trabalho também deve ser visto como um fenômeno relacionado à realização pessoal. É preciso considerá-lo em seu valor e utilidade para as sociedades, pois é por intermédio do trabalho que o indivíduo se insere no mundo, definindo-se como sujeito social (CARVALHO, 2009). Ainda, nos ambientes de negócio constata-se a necessidade permanente e urgente de mudanças no modo de produção . Os melhores líderes são incapazes de sozinhos encaminhar tais soluções. Assim, o desenvolvimento de equipes é a alternativa para impulsionar as empresas, pois acredita-se que a humanidade vai caminhar e sobreviver utilizando a força cooperativa e no usando o potencial e aptidões de todos, votlados para objetivos comuns e compartilhados (GOULART, 2002). As abordagens teóricas destes autores se coadunam com a constatação do estudo sobre os rigores do trabalho das equipes terceirizadas. Estas atuais relações de trabalho fazem parte do novo capitalismo (SENNETT, 1999), que se desatualizou com as agravantes da atual crise mundial, determinando soluções diferenciadas para as novas demandas globais. Nesse novo mundo, a compreensão do sentido do trabalho pode se tornar um importante fator de vantagem competitiva, promovendo o desempenho e a eficácia profissional e viabilizando a realização dos indivíduos e a perenidade das organizações (CARVALHO, 2009).
  • Empresas para se sustentarem, precisam atuar nas dimensões econômica, social e ambiental (Almeida, 2002; Keinert, 2006; Mazon, 2007; Carvalho, 2009). Por outro lado, as exigências aos trabalhadores não encontram eco na educação formal, nem profissional (Baethge, 1989; Enguita, 1991; Frigotto, 1991).
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    1. 1. AS RELAÇÕES DE TRABALHO EM EQUIPES TERCEIRIZADAS Um estudo das significações psicossociais para os trabalhadores e para as organizações Defesa e aprovação Belo Horizonte, 12/Agosto/2009 CENTRO DE GESTÃO EMPREENDEDORA PROGRAMA DE MESTRADO PROFISSIONAL EM ADMINISTRAÇÃO Dissertação de mestrado de Sydney Ubirajara Cardoso Orientação da Prof.a Dr.a Íris Barbosa Goulart Área de concentração: Gestão Estratégica de Organizações Linha de pesquisa: Organização, Gestão e Mudanças
    2. 2. <ul><li>À ABRH-MG, TV Globo Minas, Araújo Abreu Engenharia e NM Engenharia; </li></ul><ul><li>Aos gestores e trabalhadores integrantes da rede de empresas (TV Globo, Araújo Abreu Engenharia, NM Engenharia e outras); </li></ul><ul><li>À Direção da FEAD e à minha orientadora Profa. Dra. Iris Goulart; </li></ul>Agradecimentos por esta etapa e oportunidade
    3. 3. <ul><li>ENRIQUEZ, E. Os desafios éticos nas organizações modernas . São Paulo: RAE, 1997. </li></ul><ul><li>_____________ Perda do trabalho, perda da identidade. Belo Horizonte: IRT – PUC Minas, 1999. </li></ul><ul><li>_____________ O papel do sujeito humano na dinâmica social. Belo Horizonte: Autêntica, 2001. </li></ul><ul><li>_____________ O vínculo grupal. Belo Horizonte: Autêntica, 2001. </li></ul><ul><li>_____________ Instituições, poder e “desconhecimento”. São Paulo: Escuta; Belo Horizonte: Fumec, 2001. </li></ul>- CARVALHO, R. A. A. Saúde mental e trabalho : um novo (velho) campo para a questão da subjetividade . Petrópolis: Vozes, 1995. __________________ Reconfiguração de perfis entre os processos de inserção, “desinserção” e reinserção dos (novos) sujeitos trabalhadores. Belo Horizonte: Com Arte, 2001. __________________ Les nouvelles technologies de gestion et la mobilization de la subjetivé dans une industrie au Brésil. 1996. ___________________ Novos conceitos e reflexões sobre o trabalho . Belo Horizonte/Nova Lima: Fundação Dom Cabral, 2009. (disponível no site www.fdc.org.br em 11/07/2009). - GOULART, I. B. Estudos exploratórios em psicologia organizacional e do trabalho. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2002. _________________ e GUIMARÃES, R. F. Cenários contemporâneos do mundo do trabalho . São Paulo: Casa do Psicólogo, 2002. _________________ Desenvolvimento de equipes de trabalho. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2002. ________________ Análise de conteúdo. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2006. <ul><li>ALBUQUERQUE, F. J. B. e PUENTE-PALACIOS, K. E. Grupos e equipes de trabalho nas organizações. Porto Alegre: Artmed, 2004. </li></ul><ul><li>BORGES, L. O. e ALBUQUERQUE, F. J. B. Socialização Organizacional. Porto Alegre: Artmed, 2004. </li></ul><ul><li>DIAS, R. Sociologia das Organizações . São Paulo: Atlas, 2008. </li></ul><ul><li>SENNETT, R. A corrosão do caráter: conseqüências pessoais do trabalho no novo capitalismo. São Paulo: Record, 1999. </li></ul>Principais referências do estudo
    4. 4. <ul><li>INTRODUÇÃO </li></ul><ul><ul><li>tema, problema, objetivos, justificava e estrutura. </li></ul></ul><ul><li>REFERENCIAL TEÓRICO </li></ul><ul><ul><li>Psicossociologia, terceirização, grupos sociais e equipes de trabalho. </li></ul></ul><ul><li>METODOLOGIA DE PESQUISA </li></ul><ul><ul><li>abordagem, fins, meios, unidade e sujeitos, coleta e análise. </li></ul></ul><ul><li>CARACTERIZAÇÃO DA ORGANIZAÇÃO PESQUISADA E DA PESQUISA </li></ul><ul><li>APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DE RESULTADOS </li></ul><ul><ul><li>resultados para os trabalhadores e para as organizações. </li></ul></ul><ul><li>INTERPRETAÇÃO DOS RESULTADOS </li></ul><ul><ul><li>significações para os trabalhadores e para as organizações. </li></ul></ul><ul><li>CONSIDERAÇÕES FINAIS </li></ul><ul><ul><li>metodologia e sistemática aplicadas, alcance dos objetivos, diálogos com outras pesquisas, reflexões finais </li></ul></ul>Sumário
    5. 5. Como o tema se apresenta? Qual a justificativa? Qual o problema a estudar? Quais os objetivos? implicação do autor terceirização na organização e equipes na estruturação importância do trabalho na vida humana e organizacional As significações psicossociais das relações do trabalho de equipes terceirizadas para os trabalhadores e para as organizações. para autor, trabalhadores e organizações: mobilização, afetações e consequências (para o bem ou para o mal). geral – analisar estas significações na perspectiva dos atores e empresas envolvidos. específicos – percepções das relações, exercício da gestão, implicações para o sentido do trabalho e competitividade. tema, justificativa, problema e objetivos 1. Introdução
    6. 6. Sobre o pilar da Psicossociologia, o eixo teórico do estudo são os temas “terceirização” e “equipes de trabalho”, suportados pelo tema “Grupos Sociais”. Linha do tempo (eixo teórico x globalização) Até XVIII 1900 hoje Anos 1970 1980hoje XXI futuro Grandes Navegações. Primórdios do Capitalismo (artesãos) Indústria automobilistica,desde origem e crescentemente Quaisquer produtos e serviços. Competitividade incertezas e exigências crescentes e imprevisíveis Industria eletrônica e TI, desde origem e crescentemente terceirização terceirização terceirização terceirização terceirização equipes globalização globalização globalização equipes XVIII XIX Estruturação do Capitalismo, com novos nomes e formas globalização terceirização equipes globalização globalização Psicossociologia, terceirização, grupos sociais e equipes de trabalho. 2. Referencial Teórico (a)
    7. 7. Psicossociologia 1. Investiga ambientes. O indivíduo espelha os grupo sociais ou organização; 2. Empresas como agentes formadores da sociedade. Terceirização 1. Produção em massa, crise nos 70’s, mudanças em 80’s e consolidação em 90’s – muita tecnologia e flexibilidade, sociedade do trabalho; 2. Corrosão do caráter ou crise de identidade – operação clara, emoção ilegível; 3. Avanços da terceirização, surge a primeirização? 4. Novo arcabouço e os stakeholders; 5. Nos 90’s a competitividade e ambientes complexos. Grupos Sociais 1. Inserção dos sujeitos x adversidades; 2. Porque os sujeitos se reúnem e funcionam como uma comunidade? 3. Enfrentamento x alinhamento, do contraditório e diferente; 4. Pesquisas incentivam a dinâmica e funcionamento dos grupos. Equipes 1. Necessárias aos objetivos na globalização; 2. Extensão da crise iniciada nos 70’s e consolidada nos 90’s; 3. Fundamentais para competitividade e envolvem...; 4. Relações complexas caracterizadas por... Psicossociologia, terceirização, grupos sociais e equipes de trabalho. 2. Referencial Teórico (b)
    8. 8. Qualitativa Descritiva Estudo de caso 5 empresas e 14 sujeitos Observações e entrevistas; análise de conteúdo Entender fenömeno social (crenças, percepções, valores). Pesquisador no centro Dados apresentados descritivamente para estruturar conhecimento Estudo de caso investiga a realidade do objeto, dos processos e da estrutura social Pesquisas qualitativas utilizam múltiplas formas de coleta de dados Técnicas de análise foi a descrição das observações do pesquisador e análise de conteúdo das entrevistas A unidade de análise foi uma área da TV Globo Minas, responsável pelas atividades terceirizadas Tipo quanto à abordagem, fins, meios; unidade de análise e sujeitos de pesquisa; técnicas de coleta de dados e técnicas de análise 3. Metodologia de pesquisa
    9. 9. A pesquisa constituiu-se de observações do pesquisador e de entrevistas semiestruturadas, gravadas sob autorização e transcritas, compondo acervo do Apêndice dessa dissertação. A unidade de análise é constituída de uma rede de empresas tomadora e prestadoras de serviços, nas quais os sujeitos de pesquisa atuam como trabalhadores, gestores e dirigentes, conforme tabela abaixo (a identidade de pessoas e empresas foi revelada mediante autorização prévia): Dirigentes e gestores Trabalhadores A organização pesquisada é a filial de Belo Horizonte da Rede Globo de Televisão, na qual a área responsável pela terceirização das atividades meio foi a unidade de análise. 4. Caracterização da organização pesquisada e da pesquisa (b) Nome Empresa T Cargo / Função I Profissão G PG M D Sibele GLOBO 6a Coord. Informática 36 Tecnólogo 1 2 Adriano GLOBO 5m Coord. Infraestrutura 33 Engenheiro 1 1 30 Valdecir GLOBO 9a Coord. Supr e Serviços 41 Economista 1 1 1 Welinton NM ENG. 5m Coord. Obras e Manut 33 Engenheiro 1 44 Gilberto CHARLIE 3a Sócio - Diretor 42 Empresário - 31 Francisco A.ABREU ENG 4a Gerente de Manutenção 39 Engenheiro 1 24 Carlito A.ABREU ENG 10a Coordenador Serviços 39 Economista 1 1 37 Nome Empresa T Cargo / Função I Profissão G PG M D Priscila NM ENG 1a Arquiteta 26 Arquiteta 1 1 42 Cecílio NM ENG 5a Oficial de Manutenção 30 Téc. Manut - 31 Clara CHARLIE 8m Recepcionista 25 Administ 1 31 Luca s CHARLIE 7m Agente Patrimonial 26 Vigilante 1c 26 Charles BETA 9a Superv. Segurança 35 Rel. Públicas 1 1 54 Fábio A.ABREU ENG 4a Técnico Logistica Materiais 36 Almoxarife 1c 23 Leandro ÔMEGA 4a Analista de Atendimento 32 An.Sistema 1 19
    10. 10. Assimilação e aceitação, com visão crítica A equipe é o “porto seguro”. Modelo de gestão é eficiente e necessário O questionamento favorece o aperfeiçoamento Equipes estruturam o trabalho O modelo de gestão garante a performance. 5 e 6. Apresentação, análise/interpretação de resultados (síntese)
    11. 11. Os depoimentos, sobretudo dos dirigentes e trabalhadores terceirizados, afirmam a terceirização como favorecedora das necessidades e interesses dos indivíduos. Grande frequência de respostas negativas entre os gestores da Globo, certamente em razão da preocupação com os riscos que a terceirização incorpora aos ambientes de trabalho. Isto requer muita atuação das lideranças. Nesta categoria sobressai o papel das lideranças da Globo (e da Araújo Abreu entre as prestadoras) como fator relevante para o modelo de gestão contribuir para o sentido do trabalho para os indivíduos. Há muitas queixas de entrevistados e constatações do observador destacando a fragilidade da ação das lideranças das empresas prestadoras. É preciso evoluir para modelo menos dependente dos gestores da Globo, sabendo-se que o caminho deve compartilhado. Esta categoria teve a maior incidência de classificações dos discursos e a maior totalização de graus pela relevância dos depoimentos, demonstrando a força deste mecanismo na terceirização da Globo. Assim, confirma-se a atuação das equipes como fator importante para o sentido do trabalho. Embora situando-se quase na metade das respostas positivas, também ocorreram muitas classificações que negam ou colocam dúvida sobre a atuação das equipes terceirizadas como fator que contributivo para seu bem estar psíquico e social. Também aqui devem-se ampliar as avaliações visando a melhoria. Concluiu-se que as três dimensões pesquisadas favorecem as necessidades humanas quanto ao sentido do trabalho através da identidade psicológica e da inclusão social. No entanto, em maior ou menor grau, apresentam situações de riscos a serem mitigados. 5 e 6. Apresentação, análise/interpretação de resultados (d) b) Através do modelo de gestão de pessoas e processos de trabalho como amálgama das relações c) A atuação em equipes como elemento estruturante do trabalho <ul><li>A terceirização como forma de organização do trabalho – com ressalvas e cuidados </li></ul>significações psicossociais para os trabalhadores favorecendo a identidade psicológica e inclusão social
    12. 12. A gente se sente meio largado... porque não é o negócio deles . Era como se eu fosse um terceiro desse meu empregador direto ... Tanto é que dos treinamentos que eu fiz... foi a própria GLOBO que buscou... (Charles, supervisor de segurança patrimonial, trabalhador da Beta) Bom, eu vejo a terceirização com bons olhos ... permite à organização estar canalizando... a maior parte da sua energia pra atividade fim... tem havido muito surgimento de empresa... o importante é não faltar trabalho . (Fábio, técnico Logística materiais, trabalhador da ARAÚJO ABREU ) ... “pô, engraçado, fulano trabalha na mesma empresa que eu, às vezes faz até menos do que eu e tem sempre o mérito da coisa ”. O terceirizado tem sempre aquele lado de pequeno... Só que... você vai conscientizando... (Cecílio, oficial de manutenção, trabalhador da NM)  Ah... eu acho excelente, sabe?... você consegue se relacionar muito mais com a GLOBO... do que quando eu trabalhava na TELEMAR... ficava mais ali, muito isolado... tipo respondendo. .. (Leandro, analista de suporte de atendimento, trabalhador da Ômega) ... racionalmente é... emocionalmente não é clara essa separação... A gente se sente... da primeira, em detrimento da terceira... você trata com a empresa primeira e ela muitas vezes resolve as situações ... não há como emocionalmente você desvincular... (Charles, supervisor de segurança patrimonial, trabalhador da Beta) ... Não vou nem falar uma equipe NM. Uma equipe de trabalho, independente ... a equipe ali se comprometeu a ser uma equipe... é o primeiro lugar que eu trabalhei até hoje que cada um se compromete com o ... outro ... como equipe... é muito bem montada. (Priscila, arquiteta, trabalhadora da NM) significações psicossociais para os trabalhadores favorecendo a identidade psicológica e inclusão social – ‘hilights’ 5 e 6. Apresentação, análise/interpretação de resultados (a1) c) A atuação em equipes como elemento estruturante do trabalho <ul><li>Através da terceirização como forma de organização do trabalho </li></ul>b) Através do modelo de gestão alinhando as relações para um ambiente positivo
    13. 13. Os depoimentos, sobretudo dos dirigentes e trabalhadores terceirizados, afirmam a terceirização como favorecedora da competitividade nas empresas. Grande frequência de respostas negativas entre os gestores da Globo, indicando a preocupação com riscos que a terceirização incorpora aos ambientes de trabalho. Isto requer muita atuação das lideranças. Nesta categoria sobressai o papel das lideranças da Globo (e da Araújo Abreu entre as prestadoras) como fator relevante para o modelo de gestão contribuir para a competitividade das organizações. Há muitas queixas de entrevistados e constatações do observador destacando a fragilidade da ação das lideranças das empresas prestadoras. É preciso evoluir para modelo menos dependente dos gestores da Alfa, numa construção compartilhada Esta categoria teve a maior incidência de classificações dos discursos e a maior totalização de graus pela relevância dos depoimentos, demonstrando a força deste mecanismo na terceirização da Globo. Confirma a atuação em equipe como fator importante para a competitividade. Embora situando-se quase na metade das respostas positivas, também ocorreram classificações que negam ou colocam dúvida sobre a atuação das equipes terceirizadas como fator de competitividade. Observa-se maior frequência nas empresas prestadoras cuja cultura apresenta algum conflito com o modelo mais aberto de gestão. Os resultados nas três dimensões pesquisadas apontam para o favorecimento da eficiência e competitividade. Mas, também há situações a serem trabalhadas para reduzir riscos aos objetivos empresariais. significações psicossociais para as organizações favorecendo a eficiência operacional e a competitividade das organizações 5 e 6. Apresentação, análise/interpretação de resultados (b) a) A terceirização favorecendo a eficiência operacional e a competitividade - com ressalvas e cuidados. c) A atuação em equipes como elemento estruturante do trabalho – maior resultado b) Através do modelo de gestão alinhando relações, objetivos e metas – com pontos de atenção
    14. 14. ... a terceirização é solução desde que seja feita de forma correta. É você estar próximo ao cliente ... proporcionando melhorias... Eu acho que a GLOBO faz.. bem transparente e... profissional ... Porque das experiências que eu já tive de terceirizados...não existia essa parceria de lidar tête-à-tête ... (WELINTON, coor denador de manutenção, gestor da NM). Sim. Quando bem organizada ela é muito proveitosa . Porque você consegue dividir as obrigações e as tarefas... Cada área tem sua especialidade e ... você tem um resultado muito melhor do que uma que tenta se virar em várias outras... (PRISCILA, arquiteta, trabalhadora da NM). ... terceirização que eu vejo assim... é quase que um mal necessário . (VALDECIR, gerente de suprimentos e serviços, gestor da GLOBO)  ... isso acontece quando uma empresa tem uma fidelização muito grande de processos... as pessoas podem entender... como paternalismo, isso acaba denegrindo a relação de trabalho das três vertentes ...: empresa contratada, empresa contratante e trabalhador terceirizado. (Gilberto, empresário, dirigente da Charlie) Com certeza!... Porque na verdade... A gente tem que se preocupar com o interpessoal não se esquecendo da segurança. (THIAGO, agente de segurança patrimonial, trabalhador da Charlie) ... um dos papéis que eu teria, seria o de verificar se a supervisão da terceirizada está conduzindo a equipe de maneira coerente com os objetivos que a GLOBO determinou... senão ele... pode desviar de nossa meta. (SIBELE, coordenadora de informática, gestora da GLOBO) 5 e 6. Apresentação, análise/interpretação de resultados (a1) c) A atuação em equipes como elemento estruturante do trabalho significações psicossociais para as organizações favorecendo a eficiência operacional e a competitividade – ‘hilights’ b) Através do modelo de gestão alinhando relações, objetivos e metas – com pontos de atenção a) A terceirização favorecendo a eficiência operacional e a competitividade - com ressalvas e cuidados.
    15. 15. significações psicossociais para os trabalhadores outras visões 5 e 6. Apresentação, análise/interpretação de resultados (c)
    16. 16. significações psicossociais para os trabalhadores – quanto à identidade psicológica e inserção social consolidação por categoria da pesquisa x graus atribuídos pela relevância dos dados outras visões 5 e 6. Apresentação, análise/interpretação de resultados (c)
    17. 17. significações para as organizações outras visões 5 e 6. Apresentação, análise/interpretação de resultados (d)
    18. 18. significações para as organizações – quanto à eficiência operacional e competitividade consolidação por categoria da pesquisa x graus atribuídos pela relevância dos dados outras visões 5 e 6. Apresentação, análise/interpretação de resultados (d)
    19. 19. Experiência mobilizadora. Acesso aos entrevistados e entusiasmo pela participação. Pesquisador como eixo central no planejamento e execução da pesquisa e condição privilegiada de observação. Trabalho intenso de categorização, organização e seleção de dados para análise. <ul><li>São relevantes para a academia e o mercado estudos que avancem sobre os temas: </li></ul><ul><ul><li>A terceirização no contexto da sustentabilidade empresarial; </li></ul></ul><ul><ul><li>A terceirização e a educação brasileira como parte do “apagão da mão de obra”. </li></ul></ul>Houve muito empenho de pesquisa, sendo expressivos o volume e qualidade dos dados, a dedicação nas observações e reflexões, a amplitude da categorização, o cuidado na classificação e a contextualização final de resultados. Considera-se que o estudo atingiu o objetivo geral de investigar as significações psicossociais para os trabalhadores e para as organizações nas relações de trabalho das equipes terceirizadas. A pesquisa foi adequadamente orientada a seus objetivos específicos. 7. Considerações finais (a) Uma síntese da sistemática e metodologia aplicadas Resultados alcançados quanto aos objetivos Estudos subjacentes identificados
    20. 20. <ul><li>A consciência da incerteza é a chave do entendimento desse novo mundo do trabalho. </li></ul><ul><li>Na busca desse entendimento e evitando o isolamento desta pesquisa, buscou-se dialogar com outros autores. Sobressaiu a criticidade das relações com resultados semelhantes nas diferentes abordagens de pesquisa. As variações decorrem da cultura organizacional e dos interesses e motivações que perpassam os processos de terceirização em cada setor, empresa ou modo de produção. </li></ul><ul><ul><li>Silva (2001), de modo geral, atesta os rigores e os descaminhos da terceirização na refinaria Duque de Caxias no RJ, numa tese de doutorado. O estudo revela que estão drasticamente em xeque as necessidades humanas mais básicas e a segurança das operações na refinaria ; </li></ul></ul><ul><ul><li>Em outra tese, Silva (2002) faz uma discussão sobre as relações de interdependência entre empresas e trabalhadores, destacando a dimensão dos desafios para as lideranças em ambientes flexíveis que exigem elasticidade nas identidades psicológicas dos trabalhadores; </li></ul></ul><ul><ul><li>Alvarenga (2007) aborda as questões de poder nos processos de terceirização, numa dissertação que evidencia a negligência das relações autoritárias e abusivas, com o exclusivo interesse econômico degradando o ambiente organizacional. </li></ul></ul><ul><li>Deve-se considerar a relevância da contribuição desse estudo de caso tendo em vista: </li></ul><ul><ul><li>as características da pesquisa e os resultados para trabalhadores e empresas envolvidas; </li></ul></ul><ul><ul><li>o encontro no diálogo com outros autores; </li></ul></ul><ul><ul><li>e sobretudo, as incertezas e desafios que permanecem. </li></ul></ul>7. Considerações finais (b) Diálogos com outros autores
    21. 21. Na perspectiva da evolução dos modos de produção (TIGRE, 1988 ; CARVALHO, 2009), a terceirização deve ser vista como parte das desafiantes soluções do trabalho contemporâneo. Nesse contexto, a estruturação do trabalho em equipes representa valor na superação das complexidades de ambientes de negócio cada vez mais competitivos (Goulart, 2002). E também, tendo em vista os requerimentos de ambientes organizacionais multistakeholders , mais inclusivos e complexos, é necessário entender como os indivíduos se inserem nos ambientes e tomam para si os valores da organização (BORGES e ALBUQUERQUE, 2004). O estudo e a produção dos autores falam da importância do trabalho para a psicossocialização e realização dos indivíduos; para a competitividade e perenidade das organizações; e falam da necessidade de dedicação e cooperação de todos no compartilhamento de objetivos comuns. Tais valores apresentam-se como caminho para a convergência de interesses e necessidades humanas e empresariais. Como as abordagens desses autores dialogam com os propósitos desse estudo? 7. Considerações finais (c) Reflexões finais sobre o estudo e a temática do trabalho
    22. 22. Muito obrigado! Finalizando...

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