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  1. 1. www.saude.gov.br/bvs/humanizacao www.saude.gov.br/humanizasus www.saude.gov.br/sas <ul><ul><ul><li>Dário Frederico Pasche </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Coordenador Nacional da Política de Humanização </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Ministério da Saúde </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>São Paulo, Curso de Formação de Apoiadores </li></ul></ul></ul>Política de Humanização: apostas em novos modos de fazer na gestão e no cuidado em saúde
  2. 2. www.saude.gov.br/bvs/humanizacao www.saude.gov.br/humanizasus www.saude.gov.br/sas SUS - Sistema Único de Saúde <ul><li>Reforma sanitária – processo de redemocratização </li></ul><ul><li>Democracia é saúde </li></ul><ul><li>SUS na Constituição Federal de 1988 (Constituição Cidadã) </li></ul><ul><li>Capítulo Seguridade Social - Sessão Saúde (5 artigos): </li></ul><ul><ul><li>Saúde é direito de todo cidadão </li></ul></ul><ul><ul><li>Integralidade </li></ul></ul><ul><ul><li>Descentralização (municipalização – regionalização) </li></ul></ul><ul><ul><li>Participação cidadã </li></ul></ul>Reforma ético-político-cultural e resultou de amplo debate na sociedade brasileira
  3. 3. www.saude.gov.br/bvs/humanizacao www.saude.gov.br/humanizasus www.saude.gov.br/sas Portanto, o SUS funda um novo plano discursivo, assentado em uma nova ética que tem por base : <ul><li>A saúde é produção social e histórica, não é apenas um dom, mas um bem </li></ul><ul><li>A saúde como direito inalienável de cada cidadão </li></ul><ul><li>A garantia de acesso eqüitativo a serviços e práticas integrais </li></ul>
  4. 4. www.saude.gov.br/bvs/humanizacao www.saude.gov.br/humanizasus www.saude.gov.br/sas N ova ética construiu novos princípios para a política de saúde <ul><ul><li>Saúde como direito de cada cidadão, de cada um, de um qualquer – princípio da universalidade, ou seja, de acolhimento da diversidade do povo brasileiro (cultural, social, econômica, étnica, de opção sexual, etc) </li></ul></ul><ul><ul><li>Integralidade, com ênfase nas medidas preventivas, sem prejuízo das medidas assistenciais </li></ul></ul><ul><ul><li>Participação cidadã </li></ul></ul>
  5. 5. www.saude.gov.br/bvs/humanizacao www.saude.gov.br/humanizasus www.saude.gov.br/sas SUS - Sistema Único de Saúde Mas o SUS é ainda – e assim continuará por sua dinâmica de política pública/de domínio da polis - uma reforma incompleta na saúde, encontrando-se em pleno curso de mudanças Transição paradigmática no sistema de saúde Portanto, ainda estão em disputa as formas de organização do sistema, dos serviços e do trabalho em saúde , que definem os modos de se produzir saúde e onde investir os recursos, entre outros.
  6. 6. www.saude.gov.br/bvs/humanizacao www.saude.gov.br/humanizasus www.saude.gov.br/sas <ul><li>Indicam O QUE DEVE SER – COMO DE SER o sistema, e as práticas de saúde </li></ul><ul><li>A política de humanização indica COMO FAZER, MODO DE FAZER, portanto apresenta-se como um método </li></ul><ul><li>A PNH se apresenta e se constrói como passagem entre o DEVE SER para o COMO FAZER </li></ul><ul><li>Princípios da PNH, sendo modos de fazer, são princípios metodológicos </li></ul>Os princípios/diretrizes do SUS
  7. 7. www.saude.gov.br/bvs/humanizacao www.saude.gov.br/humanizasus www.saude.gov.br/sas <ul><li>A PNH se apresenta como oferta para se avançar na mudança na saúde, na ratificação da base discursiva do SUS e de sua afirmação como prática social que afirma direito e constrói cidadania </li></ul><ul><li>O SUS se instituiu como Política de Estado, ou seja, suas forças instituintes tomaram forma , plasmaram-se </li></ul><ul><li>Para avançar na reorma é necessário manter/avivar as forças , os movimentos que o constituíram e que podem mantê-lo pulsante, em tensão entre o que se quer e o que foi possível construir </li></ul>A Política de Humanização e o SUS
  8. 8. www.saude.gov.br/bvs/humanizacao www.saude.gov.br/humanizasus www.saude.gov.br/sas <ul><li>PNH é uma política que buscar avivar e manter ativa as forças de criação e sustentação da reforma sanitária. É, portanto, uma política que produz crise </li></ul><ul><li>Crise como crítica (perturbação, tensão), mas também como criação (produção do novo, de movimento) </li></ul><ul><li>A PNH mantém, assim, uma tensa relação com a máquina de Estado, atuando em seus limites, mantendo-se pública, na polis, no domínio da cidade, dos cidadãos, do demos, da multidão </li></ul>A Política de Humanização e o SUS
  9. 9. www.saude.gov.br/bvs/humanizacao www.saude.gov.br/humanizasus www.saude.gov.br/sas <ul><li>Interrogar sobre as causas, sobre o conjunto das complexas relações que produzem as dificuldades que são observadas no dia-a-dia do sistema, dos serviços e das práticas de saúde </li></ul><ul><li>Avançar na concepção de homem: bom homem, idealizado na bondade, na boa educação </li></ul><ul><li>Homem da experiência concreta: complexidade e contradição </li></ul>A humanização deve ser compreendida como uma oferta de mudança que tem potência de transformar o SUS e de aproximá-lo enquanto prática a suas exigências discursivas
  10. 10. www.saude.gov.br/bvs/humanizacao www.saude.gov.br/humanizasus www.saude.gov.br/sas <ul><li>Radical porque radica, porque vai à raiz, à causa </li></ul><ul><li>A PNH atuando sobre uma rede complexa de problemas e situações, se inscreve como UM NOVO MODO DE FAZER, um novo modo de lidar com estas questões que se apresentam no cotidiano da saúde </li></ul><ul><li>A PNH é uma tecnologia relacional: põe em contato, põe em relação o conjunto dos sujeitos, aos quais propõe lidar com os conflitos na perspectiva da construção de ação comum, de zonas de comunalidades </li></ul>A PNH é uma aposta radical em novos modos de fazer
  11. 11. www.saude.gov.br/bvs/humanizacao www.saude.gov.br/humanizasus www.saude.gov.br/sas A PNH é uma aposta radical em novos modos de fazer <ul><li>Desta forma, a PNH aposta na autonomia e no protagonismo dos sujeitos, que produzindo novas realidades para as situações postas, constroem a si mesmos como novos sujeitos </li></ul><ul><li>Assim, não haveria mudança fora dos sujeitos, senão a partir da experiência com o outro, no coletivo, encontro que propicia a produção do novo em si mesmo, reinventando-se </li></ul>
  12. 12. www.saude.gov.br/bvs/humanizacao www.saude.gov.br/humanizasus www.saude.gov.br/sas A PNH toma por “objetos” de intervenção dois campos: <ul><ul><ul><li>As práticas de saúde , o cuidado, o que se tem denominado de atenção à saúde </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Os modos de gestão , as práticas de gestão, da organização do trabalho. </li></ul></ul></ul>
  13. 13. www.saude.gov.br/bvs/humanizacao www.saude.gov.br/humanizasus www.saude.gov.br/sas <ul><li>Contudo, os modos de gestão e os modos de cuidar são indissociáveis, ou seja, modos de organização do trabalho são inseparáveis dos modos de atenção à saúde, os quais desenvolvem relação de co-determinação, influenciando-se mutuamente </li></ul><ul><li>Além disto, o modo PNH impõe como princípio a ampliação do grau de comunicação, de contato, de transversalização entre sujeitos, políticas, projetos, instituições, áreas, territórios disciplinares, acionando processos de desestabilização de poder na perspectiva da construção de ações mais interdisciplinares e intersetoriais </li></ul>
  14. 14. www.saude.gov.br/bvs/humanizacao www.saude.gov.br/humanizasus www.saude.gov.br/sas Por princípio entende-se o que causa ou força/ação que dispara um determinado movimento no plano das políticas públicas. A PNH enquanto movimento de mudança dos modelos de atenção e gestão, possui três princípios a partir dos quais se desdobra enquanto política pública de saúde PRINCÍPIOS DA PNH
  15. 15. www.saude.gov.br/bvs/humanizacao www.saude.gov.br/humanizasus www.saude.gov.br/sas <ul><li>Transversalidade, entendida como ampliação e aumento da capacidade de comunicação </li></ul><ul><li>Indissociabilidade entre práticas de gestão e práticas de atenção à saúde, entre a política e a clínica </li></ul><ul><li>Protagonismo dos sujeitos e dos coletivos </li></ul>PRINCÍPIOS DA PNH
  16. 16. www.saude.gov.br/bvs/humanizacao www.saude.gov.br/humanizasus www.saude.gov.br/sas <ul><li>Todavia, o modo PNH para efetivamente ser um novo modo de fazer requer a inclusão de sujeitos . Mas que sujeitos? Todos eles, tanto em sua expressão singular, como sua expressão coletiva, bem como o “jeito” de atuar dos coletivos, que respondem aos problemas de forma mais solidária, partilhada e co-responsabilizada </li></ul><ul><li>À inclusão de novos sujeitos, o encontro com o outro que também tem necessidades, interesses e desejos, nos obriga a reconhecer a emergência de perturbações derivados do contato entre as diferenças, os quais abrem possibilidades de novas negociações e formação de novas contratualidades, entendidas como resultados do diferir </li></ul>
  17. 17. www.saude.gov.br/bvs/humanizacao www.saude.gov.br/humanizasus www.saude.gov.br/sas MÉTODO DA PNH Por método entende-se a condução de um processo ou o seu modo de caminhar ( meta = fim; hodos = caminho). A PNH caminha no sentido da inclusão, nos processos de produção de saúde, dos diferentes agentes implicados nestes processos. Podemos falar de um “método de tríplice inclusão”
  18. 18. www.saude.gov.br/bvs/humanizacao www.saude.gov.br/humanizasus www.saude.gov.br/sas MÉTODO DA PNH: TRÍPLICE INCLUSÃO <ul><li>Inclusão de todos os sujeitos (RODAS) </li></ul><ul><li>Inclusão dos coletivos (dos movimentos sociais e do modo de afecção proposto pelos coletivos); e (CONSTRUÇÃO DE REDES) </li></ul><ul><li>Inclusão dos analisadores sociais , derivados dos efeitos da inclusão de sujeitos e coletivos nos processos de trabalho, elementos de tencionamento, de perturbação do instituído (GESTÃO DE CONFLITOS) </li></ul>
  19. 19. www.saude.gov.br/bvs/humanizacao www.saude.gov.br/humanizasus www.saude.gov.br/sas <ul><li>A produção de si, do outro e das coisas (modos de gestão, de arranjos organizacionais, etc) deriva, assim, da produção de encontros entre os sujeitos mediados por princípios ético-políticos do SUS, ou seja, encontros que derivam de produções coletivas e que necessitam, sempre, de validação coletiva </li></ul><ul><li>A PNH produz e convoca à mudança, mas não qualquer mudança, senão aquela que tem emergência no encontro, no entre, no contato de sujeitos que se deixam surpreender pelo borramento de fronteiras, pela inexatidão e impossibilidade de predizer, de enunciar antes: devir </li></ul><ul><li>Assim, a humanização não é exatamente um ponto de chegada, mas uma forma de construir que aposta em processos mais democráticos, partilhados e co-responsáveis </li></ul>
  20. 20. www.saude.gov.br/bvs/humanizacao www.saude.gov.br/humanizasus www.saude.gov.br/sas <ul><li>Clínica Ampliada </li></ul><ul><li>Gestão Participativa e Democrática </li></ul><ul><li>Valorização do Trabalho e do Trabalhador </li></ul><ul><li>Acolhimento </li></ul><ul><li>Ambiência </li></ul><ul><li>Defesa dos Direitos do Usuário </li></ul><ul><li>Fomento das grupalidades, coletivos e redes </li></ul><ul><li>Construção da memória do SUS que dá certo </li></ul>DIRETRIZES DA PNH
  21. 21. www.saude.gov.br/bvs/humanizacao www.saude.gov.br/humanizasus www.saude.gov.br/sas <ul><li>Acolhimento com classificação de risco </li></ul><ul><li>Sistemas de gestão participativa e co-gestão </li></ul><ul><li>Contratos de gestão </li></ul><ul><li>Grupo de Trabalho em Humanização </li></ul><ul><li>Câmara Técnica de Humanização </li></ul><ul><li>Programa de Formação em saúde do Trabalhador </li></ul><ul><li>Comunidade Ampliada de Pesquisa </li></ul><ul><li>Equipe de referência e de Apoio Matricial </li></ul>DISPOSITIVOS DA PNH 1/2
  22. 22. www.saude.gov.br/bvs/humanizacao www.saude.gov.br/humanizasus www.saude.gov.br/sas <ul><li>Equipe de referência </li></ul><ul><li>Prontuário Interdisciplinar </li></ul><ul><li>Projeto terapêutico singular e projeto de saúde coletiva </li></ul><ul><li>Projetos co-Geridos de Ambiência </li></ul><ul><li>Direitos dos usuários </li></ul><ul><li>Visita Aberta e Direito a Acompanhante </li></ul><ul><li>Sistemas de escuta qualificada para usuários e trabalhadores da saúde </li></ul><ul><li>Gerência de “porta aberta”, ouvidorias, grupos focais e pesquisas de satisfação de usuários e trabalhadores </li></ul>DISPOSITIVOS DA PNH 2/2
  23. 23. www.saude.gov.br/bvs/humanizacao www.saude.gov.br/humanizasus www.saude.gov.br/sas A humanização não é um discurso piegas, não é uma política ingênua, banal. É uma aposta radical Prof. Dr. Gastão Wagner de Sousa Campos Seminário nacional de humanização, Brasília, 2004
  24. 24. www.saude.gov.br/bvs/humanizacao www.saude.gov.br/humanizasus www.saude.gov.br/sas Aposta radical é apostar na autonomia e protagonismo dos sujeitos Eduardo Passos, Curso de PG em Humanização da Saúde Porto Alegre, 08 de junho de 2007
  25. 25. www.saude.gov.br/bvs/humanizacao www.saude.gov.br/humanizasus www.saude.gov.br/sas <ul><li>É uma aposta radical na reinvenção dos serviços e das práticas de saúde, as quais devem ampliar tanto a satisfação de usuários como de trabalhadores </li></ul><ul><li>Uma nova forma de fazer, de fazer acontecer a saúde </li></ul>POLÍTICA NACIONAL DE HUMANIZAÇÃO
  26. 26. www.saude.gov.br/bvs/humanizacao www.saude.gov.br/humanizasus www.saude.gov.br/sas Obrigado

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