A Colonizaçâo

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A Colonizaçâo

  1. 1. A COLONIZAÇÃO
  2. 2. AS ILHAS ATLÂNTICAS: A MADEIRA E OS AÇORES A Madeira e os Açores devem o seu nome ás imagens que mais impressionaram os primeiros navegadores portugueses que aí chegaram. No primeiro caso à mancha florestal que à distancia tudo parecia cobrir e no segundo aos grupos de açores que sobrevoavam na altura os céus da região. Quer os Açores quer a Madeira são arquipélagos , isto é, conjuntos de ilhas situadas na proximidade umas das outras. São também ambos de origem vulcânica. sendo as suas superfícies determinadas pela parte não submersa de vulcões
  3. 3. <ul><li>.No entanto enquanto a actividade vulcânica não se manifesta na Madeira por se tratar de vulcões há muito extintos., nos Açores pelo contrário ela é ainda hoje se faz sentir, como já aconteceu no passado recente, por vezes de forma catastrófica A erupção do Vulcão dos Capelinhos que nos anos devastou o arquipélago e as suas populações é apenas o exemplo mais próximo e significativo. As fontes naturais de água quente, as furnas, espalhadas pelo arquipélago revelam o lado mais pacífico, favorável e apreciado desta realidade. </li></ul>
  4. 4. Desabitadas , perdidas no atlântico no meio do nada, estas regiões pela sua pequena área e pela relativa pobreza dos seus recursos naturais nunca foram cobiçadas pelas grandes nações e impérios, que conhecendo a sua localização e características, estavam ,mais interessados na procura do ouro , da prata nos escravos ,e outros bens e riquezas de que dependiam as suas civilizações e modos de vida. Deixaram-nas estar… E assim permaneceram desertas até ao século XV.
  5. 5. <ul><li>Altura em Portugal Castela estrangulados a norte e a oriente por nações poderosas que os impediam de alargar os respectivos territórios se voltam, com o Beneplácito do papa, para ocidente e para sul. Sobretudo para sul onde reinava o Islão e depois se abria um mundo desconhecido. Mas que se sabia existir. A ocidente as certezas eram bem menores. Algumas ilhas eram já conhecidas mas de resto só se sabia da existência do mar :muito mar para ser navegado nas circunstancias e com os meios da época . </li></ul>
  6. 6. Ocupados a mando do Infante, os Arquipélagos da Madeira e dos Açores, serão colonizados pelos respectivos descobridores, sob sua orientação. Para tal os arquipélagos foram divididos em talhões, as capitanias Governando sob ordens do infante, com o titulo de capitão –donatário, cabia a cada um dos descobridores, Gonçalves Zarco ,Tristão Vaz Teixeira e Bartolomeu Perestrelo , o povoamento exploração defesa e desenvolvimento das suas capitanias .
  7. 7. <ul><li>Com os capitães –donatários partiram para as novas regiões, colonos recrutados de entre os mais pobres que trocavam uma vida de miséria por uma nesga de terreno que se obrigavam a devastar e cultivar. </li></ul><ul><li>Com eles partiram também animais instrumentos agrícolas, sementes e todos os materiais precisos para construir uma vida nova . </li></ul><ul><li>E claro com eles partiram também bispos padres e monges. </li></ul>
  8. 8. Era preciso não abandonar o rebanho de Deus , assegurar a obediência, dos crentes , impedir o ócio, e claro arrecadar o dízimo . Mas enquanto para a colonização da madeira , iniciada mais cedo, facilmente se encontrou uma população pobre e disponível, sobretudo composta por algarvios ,e por condenados ao degredo, nos Açores as coisas passaram-se de forma diferente.
  9. 9. Desde logo porque o infante D. Pedro decide ocupar o arquipélago à revelia da vontade de D..Afonso IV, que tinha doado as terras a D. Henrique. E depois porque ao contrário do que se passou na Madeira colonização dos Açores, foi bastante mais problemática já que na altura a mão de obra necessária escasseava. Mesmo dentre a baixa nobreza ninguém se mostrou disposto a assumir o controle das capitanias que reproduziam o sistema de colonização ensaiado com êxito na Madeira. Afinal os Açores ficavam longe … O INFANTE D.PEDRO
  10. 10. <ul><li>Os capitães donatários e uma parte dos colonos foram então recrutados por D. Pedro na Flandres, a que se juntaram sobretudo camponeses do Minho e do interior do país. </li></ul><ul><li>Para os Açores também não partiram os escravos que na Madeira asseguravam o funcionamento dos engenhos da cana do açúcar. </li></ul><ul><li>Isto porque tendo esta espécie, que dependia do calor para frutificar, não se adaptou ao clima húmido e ventoso dos Açores. </li></ul>
  11. 11. <ul><li>O sistema de colonização destes arquipélagos , baseou-se ainda na organização e nos hábitos e costumes feudais. </li></ul><ul><li>Um nobre ( o capitão donatário ) em nome do infante administrava o território, aplicava a justiça e cobrava impostos. Uns directamente pagos pelos camponeses que trabalhavam as suas terras, outros cobrados aos pequenos proprietários pela utilização dos engenhos, lagares, e moinhos em que a cana era transformada em açúcar ,a uva em vinho e as espigas em farinha . </li></ul>Vinhateiro Madeirense
  12. 12. <ul><li>Assim passava obrigatoriamente pelo capitão – donatário, toda a produção da sua região Era também o capitão, que em nome do infante ,comprava a preços que este pré estabelecia ,a maior parte a produção anualmente conseguida. </li></ul><ul><li>Os produtos exportados para o país estavam isentos de impostos. Assim se desencorajou a venda para o estrangeiro e se estabeleceu, na prática ,o monopólio do comércio dos produtos insulares mais lucrativos . </li></ul>
  13. 13. Na Madeira “Mediterrânica “ a cana do açúcar a vinha e as arvores de fruto foram as culturas de maior sucesso . O trigo o gado e as plantas tintureiras como a urzela deram-se bem com o clima atlântico e húmido dos açores.
  14. 14. <ul><li>Todas elas se revelaram de grande préstimo para um reino empobrecido. Assim enquanto o trigo e o gado enviados para Portugal ajudaram a minorar a fome no país, o vinho a urzela e sobretudo o açúcar, produtos raros e muito apreciados pelas nações mais ricas fizeram chegar a Portugal, parte do dinheiro que os empreendimentos marítimos portugueses precisavam para se expandirem.. </li></ul>
  15. 15. <ul><li>Mas mais do que novos territórios , quintas e riquezas, de que o reino passava a dispor, a madeira e os açores foram laboratórios, apeadeiros, centros de reparação naval ,ou enfermarias, que ajudaram ao êxito das descobertas portuguesas. </li></ul><ul><li>Aí se repararam rombos, reconstruíram os mastros danificados, repararam as velas rotas das caravelas, e e foi dada assistência aos doentes. </li></ul><ul><li>Daí vinham a água , a carne fresca, de que se abasteciam as caravelas . </li></ul><ul><li>E no vai - vem que periodicamente unia Portugal aos seus arquipélagos se testavam as embarcações , as técnicas e os instrumentos náuticos que nos permitiram ir mais longe. </li></ul>
  16. 16. <ul><li>A colonização das ilhas de Cabo-Verde, que pertenciam ao infante D. Fernando iniciou-se pouco depois ,sob orientação do seu provável descobridor nas funções de capitão - donatário :o italiano António Noli. </li></ul><ul><li>Mais pobres que a Madeira e os Açores , de clima ameno mas seco, nestas ilhas colonizadas sobretudo por Algarvios, a cultura cerealífera não vingou. </li></ul><ul><li>Nem tão pouco o vinho ou o açúcar. </li></ul>O ARQUIPÉLAGO DE CABO VERDE
  17. 17. No entanto a cultura da urzela , planta de que se extraia um pigmento raro e muito apreciado para colorir os mais ricos tecidos, e a criação de gado, revelaram-se actividades muito lucrativas para os seus colonos. A localização da capitania na ilha de Santiago ,uma das mais próximas da costa africana, fez também de Cabo Verde , um quase obrigatório , ponto de escala nas viagens africanas e um importante entreposto do comércio de escravos .
  18. 18. A colonização da costa Africana fez-se de forma diferente .Para o continente africano não foram enviadas populações em grande número. Não se tratava de povoar ou de trabalhar a terra ,mas sim de negociar ou tomar posse das riquezas da região. De facto os únicos locais em que os portugueses se estabeleciam em termos mais ou menos duradouros, foram as Feitorias em torno das quais se desenvolveu o sistema de colonização utilizado em África. A COSTA OCIDENTAL AFRICANA
  19. 19. <ul><li>As feitorias mais importantes, as da Mina e de a Arguim , situavam-se junto das áreas litorais mais ricas em termos de recursos naturais (ouro, prata escravos) ou comerciais, porque aí se cruzavam as caravanas carregadas da produtos africanos ou orientais. </li></ul>
  20. 20. <ul><li>Eram constituídas por edificações fortificadas com muralhas de pedra ou madeira no interior da quais se armazenavam as mercadorias resultantes do comercio com os Africanos. Para além de visarem a segurança dos bens procuravam também garantir a tranquilidade das trocas comerciais com populações desconhecidas de cujas intenções se desconfiava. </li></ul>
  21. 21. <ul><li>E já que na altura não se tratava nem de povoar, nem de lavrar ou administrar estes territórios, já ocupados e civilizados, mas sim de aproveitar com lucro as suas riquezas </li></ul><ul><li>( ouro, malagueta , escravos marfim ..), ao capitão –donatário, sucedeu o feitor. </li></ul>
  22. 22. <ul><li>Ao contrário do capitão donatário geralmente um pequeno nobre não proprietário, pouco dado aos assuntos do comercio e dos negócios ,o feitor era sempre alguém que tinha de dar provas a esse nível. Quer se tratasse de um nobre, que os novos tempos tinham conduzido à condição de Fidalgo - Mercador ,quer se tratasse de um proeminente burguês que juntava com o novo cargo, a riqueza ao prestigio. </li></ul><ul><li>Coisa que de resto acontecia em toda a sociedade e revelava a crescente importância da burguesia. </li></ul>Feitoria - fortaleza de S . Jorge da Mina
  23. 23. <ul><li>Enquanto em nome do rei o capitão donatário agia como um velho senhor feudal nas terras que lhe tinham sido doadas nas áreas descobertas , competia ao Feitor dirigir e dinamizar as trocas comerciais com os povos locais ,controlar a chegada e partida das mercadorias e assegurar militarmente a defesa da área. </li></ul>Mapa das rotas comerciais árabes
  24. 24. <ul><li>Mas fundamentalmente, estávamos em transito. De viagem em viagem. De negócio em negócio. Trocávamos mantas, bugigangas de latão , vidro colorido e outros artigos de baixo valor, por ouro prata escravos, marfim e malagueta. Astutamente fazíamos grandes negócios. </li></ul><ul><li>No entanto, se exceptuarmos a actividade missionária empreendida principalmente pelos jesuítas e a exploração inicialmente desencadeada na procura das riquezas locais e das populações africanas com quem queríamos negociar, o interior do continente permaneceu por muito tempo desconhecido. </li></ul>
  25. 25. <ul><li>A África, era povoada, a sul do deserto do Sahara, por populações de raça negra , de diferentes etnias ,que se organizavam em reinos de estrutura, tribal .E tal como os Europeus não eram particularmente amistosos entre si sendo a escravatura e o seu comercio uma pratica. corrente. A agricultura e pastorícia eram as suas principais actividades E a guerra o meio para obter, as terras mais férteis , as melhores pastagens e os escravos para as trabalhar. </li></ul><ul><li>. </li></ul>
  26. 26. <ul><li>No continente Africano coexistiam povos, que em termos de civilização se encontravam em diferentes patamares da evolução humana. Dos mais arcaicos, que remontavam ao modo de vida dos caçadores - recolectores ,aos mais avançados, representados pela cultura árabe .Todas habitavam o mesmo espaço . Um grande espaço com quase tudo por explorar. </li></ul>
  27. 27. <ul><li>Ao chegarem à Índia os Portugueses depararam-se com uma realidade igualmente surpreendente, mas completamente diferente da que tinham conhecido em África. </li></ul><ul><li>Ao contrário do mundo predominantemente atrasado e tribal Africano ,a Índia era um amplo território, quase um continente, que tal como o resto da Ásia era dominada por prósperas e avançadas civilizações : </li></ul><ul><li>A Hindu e a Muçulmana e a Budista. Era um território dividido em reinos frequentemente desavindos entre si sobretudo por questões religiosas, e à frente dos quais estavam Príncipes ou Marajás. </li></ul>A INDIA
  28. 28. O sistema de colonização utilizado pelos portugueses na Índia, baseou-se na conquista e na administração de importantes cidades no seu litoral, onde se ergueram as principais feitorias. Tal como em Africa, aí se centralizava, em torno do Feitor toda a actividade comercial .
  29. 29. <ul><li>Esta politica foi ditada pela pela necessidade de erradicar das regiões costeiras os árabes e os turcos que se nos opunham. Eliminar ou enfraquecer a concorrência islâmica, era determinante para quem se queria tornar no principal intermediário do comercio entre o oriente e o ocidente .E tal não era possível sem a conquista de determinadas regiões litorais e do combate à pirataria muçulmana. </li></ul>
  30. 30. <ul><li>A afirmação dos nossos interesses políticos económicos e territoriais na Índia estava a cargo do vice-rei que em nome do rei governava ,assegurava a defesa militar do império , assinava os tratados de paz ou acordos comerciais e exercia a diplomacia junto dos Marajás. Era ainda ele que controlava , a chegada o carregamento e partida das naus . </li></ul>
  31. 31. <ul><li>Carregar as naus com as riquezas orientais foi de facto o motivo que levou os portugueses à Índia. </li></ul><ul><li>Aí se produziam ou por aí passavam as mercadorias mais disputadas e lucrativas. As pedras preciosas, as sedas as porcelanas, o mobiliário. </li></ul>
  32. 32. <ul><li>… Mas foi sobretudo o comércio das especiarias que fez por uns tempos a nossa fortuna. Em troca deixávamos artigos que não produzíamos e importávamos da Europa a alto juro. A prata e o cobre, tecidos ricamente ornamentados ,coral e pouco mais. </li></ul><ul><li>Apesar de tudo ,feitas finalmente as contas , os lucros obtidos com este comercio continuavam a ser extraordinários. </li></ul>
  33. 33. <ul><li>O vai - vem entre Lisboa e a índia, tornou-se tão regular e frequente, que estas viagens comerciais passaram a ser chamadas de Carreira. A Carreira da Índia. </li></ul><ul><li>À sua volta cresceu um sofisticada rede de funcionários e instituições que asseguravam a distribuição e venda pelo resto da Europa dos produtos orientais. Em Lisboa nascia a casa da Índia, onde eram depositadas estas mercadorias e no norte da Europa sobretudo na Flandres, ergueram-se as feitorias portuguesas, onde eram vendidas para todo o lado. </li></ul>
  34. 34. <ul><li>A Carreira da Índia, partindo de Lisboa carregada de produtos Europeus, fazia escala nas feitorias africanas, onde as naus se abasteciam de água alimentos e mercadorias. No regresso feitos os negócios ,cheios os porões, as naus seguiam directamente para Lisboa, para a casa da Guiné e da Índia onde as mercadorias africanas e orientais eram armazenadas. </li></ul><ul><li>Depois eram directamente vendidas em Lisboa, a quem procurava melhores preços, ou exportadas para o resto da Europa, através das feitorias portuguesas espalhadas pelas principais feiras internacionais. </li></ul><ul><li>Sobretudo a norte onde se situavam os reinos mais ricos. Os nossos melhores clientes. </li></ul>
  35. 35. A Índia era também como já dissemos o berço de religiões milenárias como o Hinduísmo e o budismo. Religiões milenares muito anteriores ao cristianismo. Era também uma região de forte presença e influencia árabe. Povo que desde o século VIII, no seu movimento expansionista aí se tinha instalado . Tanto paganismo estava mesmo a pedir a intervenção divina. Sobretudo quando havia tamanhas riquezas e oportunidades a explorar. . O que para nobres e clérigos até vinha a calhar no contexto da “guerra santa “que por todo o lado opunha árabes a cristãos.
  36. 36. <ul><li>Por isso a actividade missionária dos jesuítas não demorou a iniciar-se. Os massacres e pilhagens também não ..Nobres falidos ,arrivistas e aventureiros não abandonavam a sua terra para regressarem de mãos vazias. </li></ul><ul><li>Foram no entanto parcos, os resultados que a igreja obteve, perante populações de hábitos e crenças, bem alicerçados. </li></ul><ul><li>Vivendo em sociedades que cultural e civilizacionalmente nada deviam aos Europeus, os Indianos receberam com alguma hostilidade ou indiferença estas novas crenças. E fizeram mesmo alguns mártires entre os cristãos. Missionários ou não. </li></ul>
  37. 37. <ul><li>A excepção encontramo-la nas cidades sob domínio português onde a actividade dos jesuítas foi muito facilitada pela miscigenização que cedo se estabeleceu entre os portugueses e as indianas. </li></ul><ul><li>O facto de os jesuítas, terem por missão primordial, a doutrinação, e a educação das crianças e jovens facilitou as coisas. </li></ul><ul><li>Este método ajudou a perpetuar na Índia a nossa herança. </li></ul>
  38. 38. <ul><li>E como o oriente não acabava na índia esta rapidamente deixou se der o destino final das nossas viagens. </li></ul><ul><li>As cidades conquistadas deixaram de ser apenas pontos de chegada e passaram também a ser vistas como pontos de partida. Mais para Oriente. </li></ul><ul><li>Em direcção á China e ao Japão e também mais para sul onde novas riquezas e oportunidades nos aguardavam. </li></ul>
  39. 39. O BRASIL <ul><li>Para prevenir males futuros, logo após a descoberta do Brasil,”Terra de Vera Cruz”, como então foi chamado , D. Manuel ordena que se dê inicio à sua colonização . </li></ul><ul><li>Esta era a melhor maneira de assegurar, a posse de facto, dos novos territórios, que pelo direito estabelecido no Tratado de Tordesilhas ,nos pertenciam. Mas nunca fiando… </li></ul>PEDRO ÁLVARES CABRAL
  40. 40. <ul><li>A colonização e a exploração das terras do “Novo Mundo”, tinha já sido iniciada anos antes pelos Castelhanos e era por isso urgente para Portugal , garantir, pela ocupação, a posse definitiva das novas terras . </li></ul>CHEGADA DE CABRAL A PORTO SEGURO
  41. 41. <ul><li>A partir de 1519 “o conquistador” Cortez a mando de Castela, aventura-se com o seu exercito pelo interior da América Central em busca de ouro prata. Nesta busca irá confrontar-se com uma rica e prospera civilização que desde séculos atrás tinha estabelecido na região um poderoso Império: </li></ul><ul><li>O império Azteca que conquistará em 1522,depois da muita perfídia, e traição ,que conduzirão à morte Montezuma – O ultimo imperador Azteca. O “ Intocável “. </li></ul><ul><li>Preso e manietado pelos Espanhóis no cimo do templo no sol, foi morto pelo seu próprio povo morto à pedrada . Um povo dominador e orgulhoso não podia tolerar tamanha afronta e vergonha. Muito menos a visão um Deus - vivo humilhado perante o seus . </li></ul>
  42. 42. <ul><li>Nunca saberemos no entanto se o alvo da ira dos Aztecas eram os Espanhóis ou o próprio Montezuma. Apenas conhecemos os resultados : Um Imperador morto e milhares de Espanhóis dizimados nas horas que se seguiram, quando pela calada da noite ensaiavam a fuga. ” A Noite Triste “como ficou conhecido o acontecimento ,serviu de pretexto a Cortez ,um dos poucos que conseguiram escapar ao massacre, para o decisivo acerto de contas , de que resultará o total aniquilamento da civilização Azteca. O mesmo acontecerá pouco depois aos Maias e aos Incas. </li></ul>
  43. 43. <ul><li>Civilizações de construtores de templos e pirâmides, que adoravam o sol a quem dedicavam os sacrifícios humanos que ritualmente praticavam em público, sempre que a comunidade se sentia ameaçada. </li></ul>
  44. 44. <ul><li>Qualquer destes povos, subtraídas as diferenças culturais e religiosas vivia sob um regime de tipo feudal. Acima da grande massa de escravos que trabalhavam na agricultura e nas minas, acima dos cidadãos livres, e dos guerreiros, reinava o Imperador que devendo o poder aos Deuses não podia prescindir do grande Sacerdote. O seu intermediário com o Deus - Sol. </li></ul>
  45. 45. <ul><li>Tratava-se por isso de sociedades de tipo feudal cujo poder era repartido por guerreiros -aristocratas e por sacerdotes .Muito diferentes das sociedades tribais que os portugueses encontrarão no Brasil </li></ul>
  46. 46. <ul><li>Os resultados do confronto ente os Espanhóis e estes povos da América Central e do Sul foram os que se conhecem: civilizações aniquiladas , povos quase dizimados ou reduzidos à escravatura .Mas a prata, sobretudo, tinha sido encontrada. Um novo Império esperava pela cristandade e pelos jesuítas, que a bem e a mal espalhariam a mensagem de Cristo. </li></ul><ul><li>Mas aqui a sua tarefa não foi tão pacífica. A miscenização e a mestiçagem que por todo o lado os portugueses promoveram, não se verificou por estas terras. Castelhanos e indígenas permaneceram irredutivelmente afastados. </li></ul><ul><li>Na ausência de mestiços, os jesuítas tiveram de começar pelo princípio. </li></ul>
  47. 47. <ul><li>Nas terras que Aztecas, Maias e Incas tinham outrora dominado , as minas do precioso metal estavam por todo o lado e não faltava mão de obra escrava para as explorar .A conquista destes territórios deu origem a um novo império :A Nova - Espanha A exploração das suas riquezas, tornaria Castela no mais poderoso império cristão da época. </li></ul>Rota de Cortez Observatório Maia -México
  48. 48. <ul><li>Quanto aos Ingleses e franceses envolvidos entre si desde a guerra dos cem anos em sucessivos conflitos , tinham em termos de Expansão, um longo atraso a recuperar em relação a portugueses e espanhóis. </li></ul><ul><li>Mas fizeram-no depressa. </li></ul><ul><li>Na África na Ásia e na América à custa das populações locais, mas também á custa dos territórios e interesses portugueses e castelhanos. </li></ul>A Chegada dos ingleses à América O IMPÉRIO BRITÂNICO - SÉC. XIX
  49. 49. <ul><li>Regressando a Portugal , e ao reinado de D. Manuel , o modelo de colonização imposto no Brasil , reproduzia em tudo o das Ilhas Atlânticas .O sistema de capitanias. </li></ul><ul><li>Os objectivos e atribuições dos capitães - donatários eram no fundamental idênticos: </li></ul><ul><li>assegurar a administração e defesa do território; </li></ul><ul><li>promover o povoamento e a exploração das suas riquezas naturais. </li></ul>
  50. 50. <ul><li>No reinado seguinte com D. João III, o sistema das capitanias , é substituído, em 1549 por um governo –geral que passa a administrar toda a colónia . </li></ul><ul><li>À medida que aumentava o numero de colonos que de Portugal e do estrangeiro partiam para o Brasil, na mira das suas riquezas, á medida que a exploração do território avançava e aumentava a área cultivada e com ela crescia a cobrança de impostos ,era preciso defender mais eficazmente os interesses do reino . </li></ul>
  51. 51. <ul><li>É no reinado de D. João III que começa verdadeiramente a colonização do Brasil. O poder passava a centrar-se ,em torno de um representante do rei, o governador – geral que estendia a sua autoridade a toda a região. Sobretudo para garantir a cobrança de impostos sobre tudo o que se produzia .e assegurar o monopólio da exploração das principais riquezas . E claro fazer cumprir a lei e administrar a justiça. </li></ul>CHEGADA AO BRASIL DO 1º GOVERNADOR-GERAL
  52. 52. <ul><li>A crescente prosperidade da região, e o correspondente aumento das receitas da coroa em impostos, ajudavam a atenuar a crise financeira em que o país vivia provocada pela quebra acentuada e ininterrupta dos lucros obtidos com o comercio africano e oriental. </li></ul><ul><li>Perdido o segredo da rota do cabo perdeu-se também o Monopólio das trocas com a Índia e o oriente. O País sofria agora a concorrência de Ingleses Holandeses e Franceses. Os lucros diminuíam de ano para ano. </li></ul>
  53. 53. <ul><li>Ao mesmo tempo as despesas para manter o funcionamento do império, e sobretudo para assegurar a sua defesa não paravam de crescer. </li></ul><ul><li>No entanto a corte teimava em manter um tipo de vida baseado no luxo na ostentação. Tudo era importado com recurso a empréstimos de elevado juro. </li></ul><ul><li>Portugal tinha-se tornado num paraíso para banqueiros e agiotas. </li></ul><ul><li>O reino endividava-se cada vez mais, e pior que isso, permanecia dependente e atrasado. </li></ul>
  54. 54. <ul><li>Foi pois num contexto de grave crise financeira, que nos viramos com mais determinação para o Brasil , um imenso território por desbravar e explorar. </li></ul><ul><li>A madeira, mais especificamente , “o Pau-Brasil” , foi durante anos o principal produto a ser explorado e comercializado. A sua cor, avermelhada como as brasas, explica o nome que então lhe deram. </li></ul><ul><li>Nesta altura a procura desta matéria prima para a construção naval, era grande, por cá e entre os países europeus, que tal como nós estavam envolvidos num processo de expansão marítima e territorial. </li></ul>
  55. 55. <ul><li>Os preços da madeira tinham subido e por isso mais vantajosa se tornou a exploração deste recurso. Com o abate das árvores matavam-se dois coelhos de uma só cajadada: vendia-se a madeira e aproveitavam-se as clareiras criadas , como áreas agrícolas, onde se iam ensaiando culturas de diferentes produtos: </li></ul><ul><li>o açúcar o tabaco o algodão que se exportavam, mas também o gado e os cereais os frutos o feijão e a mandioca de que se alimentava a população. E junto ao mar , o peixe e o sal. </li></ul>FLORESTA BRASILEIRA
  56. 56. <ul><li>A agricultura desenvolvia-se nos limites das grandes quintas, chamadas roças ,dominadas por uma grande habitação , onde residia o senhor da terra .Os trabalhos mais duros eram assegurados por escravos Africanos, sobretudo para manter os engenhos de açúcar em funcionamento permanente . </li></ul><ul><li>Isto porque todos os esforços feitos para assegurar o trabalho obediente ou escravo dos indígenas tinham falhado. </li></ul>
  57. 57. <ul><li>Estes agrupavam-se em diferentes tribos, cada qual chefiada por um cacique. Alguém que se tinha distinguido pela coragem ou sabedoria. </li></ul><ul><li>Depois havia o Xamã, o feiticeiro conhecedor da ervas e dos segredos que o punham em contacto com os deuses que lhe concediam a capacidade de curar e prever o futuro . </li></ul><ul><li>Um e outro tentavam assegurar uma favorável e equilibrada relação entre os homens a natureza e o mundo dos espíritos. </li></ul>
  58. 58. <ul><li>Para quem sempre tinha vivido em harmonia com a natureza, e dela retirava tudo o que precisava, para quem desconhecia a noção de trabalho e da servidão, esta nova vida era insuportável. Antes morrer. O que de facto acontecia. </li></ul><ul><li>Quando eram escravizados, ,recusavam muitas vezes a trabalhar e deixavam-se simplesmente morrer. Mas também morriam de outras causas. Morriam de doenças para eles desconhecidas que os europeus espalhavam por todo o lado. Morriam da Gripe , Escorbuto, Varíola e outros males com que nós convivíamos e tínhamos aprendido a lidar há muito. </li></ul>
  59. 59. <ul><li>Os” Selvículas” , dizimados ou escravizados, de que nos falam ,os relatos do Padre António Vieira , nas suas sete cartas ao rei ,servirão no entanto para alguma coisa. Servirão ao padre jesuíta para afirmar a supremacia da liberdade sobre a escravatura. E esta como uma prática anti –cristã, lutando pela afirmação de uma realidade bem mais conforme aos evangelhos. Mas ao que parece apesar de todo a influência e prestígio que gozava junto da corte e do próprio rei, os peixes foram os únicos a ouvi-lo… </li></ul>
  60. 60. <ul><li>Confinados a aldeamentos, chamados “ reduções “, os indígenas brasileiros serão os novos alvos da acção missionária da igreja. </li></ul><ul><li>Tal como em Cabo - Verde e na Índia , portugueses e indígenas logo se misturaram. </li></ul><ul><li>A evangelização criava raízes na mestiçagem . Para a igreja tudo foi mais fácil . </li></ul>
  61. 61. <ul><li>Mas foi sobretudo no século XVIII, com a descoberta do ouro que o Brasil se tornou para Portugal na nova Índia. O longo caminho percorrido pelos Bandeirantes tinha chegado ao fim. </li></ul><ul><li>Constituídos por grupos de colonos soldados e frades “ Os Bandeirantes” nas suas viagens de exploração do interior brasileiro levavam consigo a bandeira portuguesa ,com o objectivo de assinalarem cada vez mais longe, as nossas fronteiras e descobrirem novas riquezas . </li></ul><ul><li>Os perigos eram muitos e as emboscadas frequentes . </li></ul>OS BANDEIRANTES
  62. 62. <ul><li>Mas agora vencida a oposição dos nativos ,a doença e a própria selva ,o interior aí estava com todo o ouro e outras riquezas agora reveladas e prontas a explorar . </li></ul>
  63. 63. <ul><li>Aos lucros obtidos com o comercio do açúcar e do tabaco , somava-se agora a “Quintalada”, a parte que cabia do rei sobre todo o ouro proveniente do Brasil. Todo o ouro era cunhado .Só assim era ouro de lei, devidamente taxado e controlado pelo tesouro público. </li></ul><ul><li>E se é verdade que mesmo assim grande parte do ouro era contrabandeado e fugia aos impostos, não é menos verdade que os ganhos continuavam a ser significativos. </li></ul>A EXTRACÇÃO DO OURO
  64. 64. <ul><li>Chegavam para cobrir de ouro coches em que desfilava o rei e os retábulos pintados a ouro que preenchiam o interior das igrejas. Chegavam para dar a originalidade e o excesso ao estilo barroco em Portugal . </li></ul><ul><li>E sobretudo chegavam para garantir ao rei a independência financeira que abriu por cá as portas, ao absolutismo de D: João V, e ao despotismo iluminado dos tempos do Marquês e D. José I. </li></ul>Igreja se S. Francisco na Baía Coche de D. João V

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