Cansei de ser professor! Margaret Pelicano
Só agora me dei conta, não é mais uma afronta, se ficar desempregado
Eu lutei a vida inteira,  pra não ser só professor,  mas ser um educador, e também missioneiro.
Foi grande a recompensa, tornei-me um homem rico,até na bolsa eu aplico,  no mercado da doença.
Meu estoque de artrite, minhas pontes de safena, a coluna que empena,  sou doente de elite.
Minha alma está moída, e minha mente cansada, minha vista limitada, minha missão foi cumprida.
Somente no fim da vida,  com Lula na presidência, com a bolsa indecência,  teria casa e comida.
Teria um outro padrão, se fosse desempregado,  bem melhor remunerado,  sem ter preocupação.
Ganharia a bolsa escola, e o cartão cidadão,  o cartão alimentação, o vale gás de esmola
Eu seria enquadrado, digo com toda certeza, dessa linha da pobreza, eu estou longe um bocado.
Se o filho está na escola, cento e setenta e cinco, pra cada um pelo vinco, eis o valor da esmola.
O pobre com quatro filhos, já recebe dois salários, enquanto que os otários, levam a vida sem brilhos.
O cartão cidadão paga, trezentos e cinqüenta,  o pobre diz em voz lenta,  "se amiorá istraga".
O vale gás representa,  setenta reais por mês,  o pobre dele é freguês,  sua comida esquenta.
E tem o vale transporte, são oito reais por dia, vinte dias de suporte, cento e sessenta, ria.
E o vale refeição,  completa a mordomia, dezesseis reais por dia,  o preço da aflição.
O que sai dessa torneira,  chega a mil e oitocentos, o preço desses lamentos,  a dor de minha besteira.
Em vez de capacitação, a preguiça incentiva, o desemprego ativa, desrespeita o cidadão.
Nós pagamos,  por essa patifaria, e por nossa covardia, com a vida que levamos
Os nomes mais coerentes, bolsa aliciamento,  bolsa engessamento, que entorpece as mentes.
E quem paga essa conta, somos nós trabalhadores, tratados como infratores, se o tributo não desconta
E o pior dessa história,  só nós podemos mudar,  se soubermos bem votar, numa outra trajetória.
Se houvesse auditoria, no uso desse recurso,certamente seu percurso, é o da patifaria.
E quando na faculdade. eu exijo competência, capacidade e decência, fujo da realidade.
Mas eu prefiro morrer, pobre, doente, cansado, no caixão ser colocado, com dignidade e saber
De nada me arrependo, de morrer assim sofrido, embora desiludido, pra burrice eu não me rendo.
. Mas uma coisa garanto,  se fosse recomeçar,  eu não iria mudar, professor é meu encanto. [email_address]
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C A N S E I D E S E R P R O F E S S O R[ M A R G A R E T]

  1. 1. Cansei de ser professor! Margaret Pelicano
  2. 2. Só agora me dei conta, não é mais uma afronta, se ficar desempregado
  3. 3. Eu lutei a vida inteira, pra não ser só professor, mas ser um educador, e também missioneiro.
  4. 4. Foi grande a recompensa, tornei-me um homem rico,até na bolsa eu aplico, no mercado da doença.
  5. 5. Meu estoque de artrite, minhas pontes de safena, a coluna que empena, sou doente de elite.
  6. 6. Minha alma está moída, e minha mente cansada, minha vista limitada, minha missão foi cumprida.
  7. 7. Somente no fim da vida, com Lula na presidência, com a bolsa indecência, teria casa e comida.
  8. 8. Teria um outro padrão, se fosse desempregado, bem melhor remunerado, sem ter preocupação.
  9. 9. Ganharia a bolsa escola, e o cartão cidadão, o cartão alimentação, o vale gás de esmola
  10. 10. Eu seria enquadrado, digo com toda certeza, dessa linha da pobreza, eu estou longe um bocado.
  11. 11. Se o filho está na escola, cento e setenta e cinco, pra cada um pelo vinco, eis o valor da esmola.
  12. 12. O pobre com quatro filhos, já recebe dois salários, enquanto que os otários, levam a vida sem brilhos.
  13. 13. O cartão cidadão paga, trezentos e cinqüenta, o pobre diz em voz lenta, "se amiorá istraga".
  14. 14. O vale gás representa, setenta reais por mês, o pobre dele é freguês, sua comida esquenta.
  15. 15. E tem o vale transporte, são oito reais por dia, vinte dias de suporte, cento e sessenta, ria.
  16. 16. E o vale refeição, completa a mordomia, dezesseis reais por dia, o preço da aflição.
  17. 17. O que sai dessa torneira, chega a mil e oitocentos, o preço desses lamentos, a dor de minha besteira.
  18. 18. Em vez de capacitação, a preguiça incentiva, o desemprego ativa, desrespeita o cidadão.
  19. 19. Nós pagamos, por essa patifaria, e por nossa covardia, com a vida que levamos
  20. 20. Os nomes mais coerentes, bolsa aliciamento, bolsa engessamento, que entorpece as mentes.
  21. 21. E quem paga essa conta, somos nós trabalhadores, tratados como infratores, se o tributo não desconta
  22. 22. E o pior dessa história, só nós podemos mudar, se soubermos bem votar, numa outra trajetória.
  23. 23. Se houvesse auditoria, no uso desse recurso,certamente seu percurso, é o da patifaria.
  24. 24. E quando na faculdade. eu exijo competência, capacidade e decência, fujo da realidade.
  25. 25. Mas eu prefiro morrer, pobre, doente, cansado, no caixão ser colocado, com dignidade e saber
  26. 26. De nada me arrependo, de morrer assim sofrido, embora desiludido, pra burrice eu não me rendo.
  27. 27. . Mas uma coisa garanto, se fosse recomeçar, eu não iria mudar, professor é meu encanto. [email_address]

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