O LIBERALISMO EM PORTUGAL

15.084 visualizações

Publicada em

Publicada em: Educação
0 comentários
2 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
15.084
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
83
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
204
Comentários
0
Gostaram
2
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

O LIBERALISMO EM PORTUGAL

  1. 1. Liber alismo As etapas pol íticas por que passou a nação portuguesa, desde 1820 até à implantação definitiva do
  2. 2. Índice As etapas políticas por que passou a nação portuguesa, desde 1820 até à implantação definitiva do Liberalismo Revolução Liberal Bibliografia Vila Francada / Abrilada (1823) Regresso do Absolutismo (D. Miguel 1828) Vitória de D. Pedro, Regresso liberal (1834) Setembrismo (1836) Maria da Fonte e Patuleia (1846/1847) Regeneração (1851)
  3. 3. D. Miguel Terceiro filho de D. João VI e de D. Carlota Joaquina. Regressou à Metrópole com a corte vindos do Brasil no momento em que se ensaiava no País a primeira experiência liberal à qual a rainha e os seus apoiantes reagiram vivamente por manejos anti-revolucionários. D. Miguel tomou o partido da mãe e hostilizou o pai assumindo atitudes políticas cada vez mais definidas, tendo encabeçado o Partido tradicionalista. Foi o executor dos movimentos da Vila-Francada e da Abrilada. O primeiro constituiu um espectacular triunfo político que o elevou a comandante-chefe do exército português. Após o segundo o rei demite o filho do alto posto ocupado e ordena o seu exílio. Vive quatro anos em Viena de Áustria. D. Pedro IV, após a morte de D. João VI, herdeiro do trono e já imperador do Brasil, outorga a Carta Constitucional e abdica em sua filha D. Maria da Glória que casaria, uma vez chegada à maior idade, com D. Miguel seu tio. O país era governado por uma regência da presidência da infanta D. Isabel Maria.
  4. 4. D. Miguel aceitou tudo quanto lhe foi proposto: jurou a Carta, celebrou esponsais com a sobrinha, protestou respeito e obediência a D. Pedro e à regente – eesperou. Malogrado o projecto de deslocar D. Miguel para o Brasil D. Pedro IV nomeia-o seu lugar-tenente em Portugal. Chegado a Lisboa jura de novo a Carta, assume a regência e nomeia novo ministério. Dias depois dissolve as Câmaras. Da reunião das Cortes, para isso especialmente convocadas, resulta a aclamação de D. Miguel como rei absoluto. Após a assinatura da Convenção de Évora-Monte, que pós termo à guerra civil derigida a favor de D. Pedro e dos liberais, D. Miguel terminou o breve e contestado reinado regressando ao exílio donde não mais voltou.
  5. 5. Mas não foi tarefa fácil, dada a força e a implantação das ordens sociais privilegiadas. A reacção absolutista não se fez esperar, surgiriam mesmo situações de guerra civil, até que a Regeneração, já em meados do século, determinaria a consolidação do Regime Liberal português. A Revolução Liberal Portuguesa ocorreu na cidade do Porto, no dia 24 de Agosto de 1820. Aí se reuniam as condições ideais para levar a cabo este acto revolucionário que acabaria com a Monarquia Absoluta e criaria os mecanismos legislativos necessários ao fim do Antigo Regime e estabelecimento de uma Monarquia Constitucional . A Revolução Liberal
  6. 6. Vila Francada / Abrilada (1823)
  7. 7. VilaFrancada é o nome dado à insurreição liderada pelo Infante D. Miguel de Portugal em Vila Franca de Xira a 27 de Maio de 1823. A revolução liberal e a constituição de 1822 significaram, para a nobreza e para o clero, a perda dos seus privilégios. Por outro lado, a independência do Brasil também originou um forte descontentamento da alta burguesia, receosa de perder os negócios com ex-colónia. Os grupos sociais referidos apoiaram então uma série de conspirações e golpes contra a ordem constitucional, liderados pelo infante D. Miguel, filho de D. João VI, que não aderira ao novo regime. A Vila Francada (1823) e a Abrilada (Abril de 1824) constituíram as primeiras tentativas de restaurar a monarquia absoluta.
  8. 8. Com a morte do rei D. João VI, em 1826, D. Pedro foi aclamado rei de Portugal. Como era também imperador do Brasil, abdicou em favor da sua filha D. Maria da Glória (futura rainha D. Maria II ). Como tinha apenas 7 anos, esta causou por procuração com o seu tio D. Miguel, tendo este assumido a regência provisória do reino.
  9. 9. Regresso do Absolutismo (D. Miguel 1828)
  10. 10. D. Miguel assumiu a regência em 1828 e, dissolvendo as Cortes, proclamou-se rei absoluto. Apenas a Espanha, a Santa Sé, a Rússia e os Estados Unidos reconheceram o regime miguelista. Outros países, indignados com o que se passava em Portugal, nomeadamente com a desenfreada perseguição aos liberais, não reconheceram o Governo miguelista. O governo de D. Miguel caracterizou-se por uma politica de terror: os adeptos do liberalismo passaram a ser perseguidos, muitos deles foram presos e executados e outros partiram para o exílio nos Açores ou no estrangeiro.
  11. 11. Vitória de D. Pedro Regresso liberal (1834)
  12. 12. Em 1834, as vitórias liberais nas batalhas de Almoster e Asseiceira foram o remate final. D. Miguel depôs armas e assinou a Convenção de Évora Monte. O acordo estabelecido obrigava-o a sair definitivamente do país no prazo de 15 dias, mas concedia-lhe uma pensão anual de 60 contos e a garantia de posse dos seus bens, com excepção das jóias da Coroa. Igualmente clemente para com os vencidos, D. Pedro amnistiou todos os crimes políticos, conservou os postos a todos os militares e restituiu aos vencidos que depusessem as armas, as casas e bens apreendidos, com garantia de não haver represálias. A partir desta data, o liberalismo assentou definitivamente em Portugal. Não pararam, contudo, as dissidências internas que passaram a opor os liberais vintistas (adeptos da constituição de 1820) aos liberais cartistas (adeptos da Carta Constitucional), mais moderados e conservadores.
  13. 13. Setembrismo (1836)
  14. 14. A “Revolução de Setembro” foi um levantamento popular que ocorreu em Lisboa, nos dias 9 e 10 de Setembro de 1836, preparado, previamente, por forças da oposição defensoras dos ideais vintistas e da Constituição de 1822. Após as eleições de Julho, quando os deputados da oposição José e Manuel Passos, do Porto, chegaram a Lisboa, iniciou a insurreição. A rainha (D. Maria II) foi obrigada a demitir o governo autoritário do Duque da Terceira e nomeou novo executivo, chefiado pelo Conde de Lumiares e integrado pelo marquês Sá da Bandeira e Passo Manuel, entre outros. Este governo fez nova legislação que alargou a representação politica burguesa, promoveu o ensino, o livre pensamento e a imprensa sem censura. Tomou também medidas proteccionistas da economia portuguesa.
  15. 15. Maria da Fonte e Patuleia (1846/1847)
  16. 16. A guerra civil decorreu em duas fases. A primeira, entre Abril e Maio de 1846,iniciou-se com os levantamentos designados por Revolução da Maria da Fonte e acabou com a destituição do governo de Costa Cabral e a sua saída do país. A segunda, que durou até Julho de 1847, começou com os levantamentos da Patuleia, que abrangeram quase todo o país e opôs os populares, dirigidos por miguelistas e setembristas, as forças estatais dos governos do duque de Palmela (até Outubro de 1846) e, depois, do duque de Saldanha que teve de pedir ajuda a Espanha e a Inglaterra para dominar os revoltosos. A guerra terminou com a assinatura da Convenção de Gramido, em 1847.
  17. 17. Regeneração (1851)
  18. 18. A vitória das forças estatais repôs Costa Cabral no poder (Junho de 1849) e afastou definitivamente a oposição miguelista. Mas não conseguiu apaziguar as forças políticas nacionais. O segundo governo de Costa Cabral, tão impopular como o primeiro pelos escândalos administrativos que causou, moveu as facções setembrista e cartista que uniram para realizar, sob chefia do marechal-duque de Saldanha (e a idealização de Alexandre Herculano), o golpe militar da Primavera de 1851 que afastou Costa Cabral e instalou a Regeneração e, com ela, o liberalismo cartista e moderado.
  19. 19. Trabalho el aborado por : Miguel Paulo S. Joel Filipe

×