SOBRE A MORTE E O MORRER

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Palestra Espírita realizada por Jorge Luiz, Fortaleza, Ceará, Brasil.
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SOBRE A MORTE E O MORRER

  1. 1. PERSPECTIVAS HISTÓRICOCULTURAIS DA MORTE “Nas consciências arcaicas em que experiências elementares do mundo são as metamorfoses, das desaparições e das reaparições das transmutações, toda morte anuncia um renascimento, todo renascimento provém de uma morte – e o ciclo da vida humana inscreve-se nos ciclos naturais de morte-renascimento” (MORIN apud, INCONTRI, D. e SANTOS, F. A Arte de Morrer)
  2. 2. A MORTE E O MORRER NA IDADE MÉDIA A Influência da Igreja (Concílio de Niceia 325 d. C) “A Morte Domada” “O Livro da Vida”
  3. 3. (INCONTRI, Dora e SANTOS, Franklin in “A Arte de Morrer”)
  4. 4. O Início da Medicalização da Morte A Revolução Industrial (INCONTRI, Dora e SANTOS, Franklin in “A Arte de Morrer”)
  5. 5. “O tempo de morte alongouse à vontade do médico: este não pode suprimir a morte, mas pode regular a sua duração. (...) A morte deixou de ser admitida como um fenômeno natural necessário. É um business lost. (...)” (INCONTRI, Dora e SANTOS, Franklin in “A Arte de Morrer”)
  6. 6. AS CORRENTES FILOSÓFICAS O Positivismo O Nihilismo O Existencialismo (INCONTRI, Dora e SANTOS, Franklin in “A Arte de Morrer”)
  7. 7. “(...) Essa corrente filosófica (existencialismo) tentará, no seu esforço mais notável, manter-se na angústia, a fim de procurar nela a verdade da vida e da morte. (...)” (INCONTRI, Dora e SANTOS, Franklin in “A Arte de Morrer”)
  8. 8. O TEMOR DA MORTE A Cultura de Massas Descrença na Vida Futura Distorções Ritualistas do Morrer A Cadaverização do Ser (Perispírito) O Instinto de Conservação
  9. 9. “Toda a morte é um parto, um renascimento; é a manifestação de uma vida até aí latente em nós, vida invisível na Terra, que vai reunir-se à vida invisível do Espaço.” (DENIS, Léon in “O Problema do Ser, do Destino e da Dor)
  10. 10. ATITUDES DIANTE DA MORTE E DO MORRER (ROSS, Elisabeth K. in “Sobre a Morte e o Morrer”)
  11. 11. Choque, Torpor Negação (ROSS, Elisabeth K. in “Sobre a Morte e o Morrer”)
  12. 12. “(...) Não, eu não, não pode ser verdade.” Esta negação inicial era palpável tanto nos pacientes que recebiam diretamente a notícia no começo das suas doenças quanto naqueles a quem não havia sido dito a verdade, e ainda naqueles que vinham saber mais tarde por conta própria.” (ROSS, Elisabeth K. in “Sobre a Morte e o Morrer”)
  13. 13. Isolamento “Em geral, só muito mais tarde é que o paciente lança mão mais do isolamento do que da negação. (...)” (ROSS, Elisabeth K. in “Sobre a Morte e o Morrer”)
  14. 14. Raiva “Quando não é mais possível manter firme o primeiro estágio da negação, ele é substituído por sentimentos de raiva, de revolta, de inveja e ressentimento. Surge, lógica, uma pergunta: Por que eu?” (ROSS, Elisabeth K. in “Sobre a Morte e o Morrer”)
  15. 15. Barganha “A maioria das barganhas são feitas com Deus, são mantidas geralmente em segredo, ditas nas entrelinhas ou no confessionário do capelão. (...)” (ROSS, Elisabeth K. in “Sobre a Morte e o Morrer”)
  16. 16. Depressão •Reativa •Preparatória (ROSS, Elisabeth K. in “Sobre a Morte e o Morrer”)
  17. 17. “(...) No pesar preparatório há pouca e nenhuma necessidade de palavras. É mais um sentimento que exprime mutuamente, traduzindo, em geral, por um toque carinhoso de mão, um afago nos cabelos, ou apenas por um silencioso ‘sentar-se ao lado’. (...)”. (ROSS, Elisabeth K. in “Sobre a Morte e o Morrer”)
  18. 18. Aceitação “Não se confunda aceitação com um estágio de felicidade. É quase uma fuga de sentimentos. É como se a dor tivesse esvanecido, a luta tivesse cessado e fosse chegado o momento do ‘repouso derradeiro antes da longa viagem’.” (ROSS, Elisabeth K. in “Sobre a Morte e o Morrer”)
  19. 19. ESPERANÇA “O que os sustenta através dos dias, das semanas ou dos meses de sofrimento é este tipo de esperança. É a sensação de que tudo deve ter algum sentido, que pode compensar, caso suportem por mais algum tempo. (...)” “(...) Quando um paciente não dá mais sinal de esperança, geralmente é prenúncio de morte iminente. É possível que diga: (...) ‘Acho que chegou a hora’, (...)” (ROSS, Elisabeth K. in “Sobre a Morte e o Morrer”)
  20. 20. VISÃO ESPÍRITA DA MORTE Morte Desencarnação
  21. 21. “A alma se desprende gradualmente (do corpo) e não escapa como um pássaro cativo subitamente libertado.” (“O Livro dos Espíritos”, questão 115-a)
  22. 22. Perturbação Espiritual “Consciência imediata não é o termo: ela (a alma) fica perturbada por algum tempo.” (“O Livro dos Espíritos”, questão 163)
  23. 23. O ESPÍRITA ANTE À MORTE “Eis aí por que os espíritas encaram a morte calmamente e se revestem de serenidade dos últimos momentos sobre a Terra. Já não é só a esperança, mas a certeza que os conforta; sabem que a vida futura é a continuação da vida terrena em melhores condições e aguardam-na com a mesma confiança com que aguardariam o despontar do Sol após uma noite de tempestade.” (O Céu e o Inferno – 1ª parte – Cap. II – item 10)
  24. 24. O ETERNO ENIGMA Se a vida é ter a gente a alma retida no cárcere do corpo, de tal sorte que a ele fique, assim, sempre rendida, então a vida não é vida, é morte.
  25. 25. Se morte é o eximir-se a alma, do forte grilhão da carne, alando-se em seguida para o alto céu, num rápido transporte, então a morte não é morte, é vida.
  26. 26. Se a vida é da alma a escravidão que a humilha, treva que envolve a estrada que palmilha, se a morte é a mutação da sua sorte,
  27. 27. e a volta sua, livre, à luz perdida... - Por que esse apego que se tem à vida? - Por que esse medo que se tem da morte? Espírito Índio do Prado

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