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A partir do século XVIII, na Europa uma nova organização da produção estabeleceu um padrão deorganização do ambiente que s...
Simbolicamente, a partir de agosto de 1945, o mundo passou a obedecer a dois centros de poder, adois projetos de recriação...
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O que todo "cucaracha" precisa saber sobre Educação Ambiental

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A primeira parte do artigo trata dos conceitos básicos de periferia e de ambiente, propondo que a organização do espaço periférico obedece a decisões de política cultural tomadas nos centros hegemônicos ocidentais. A segunda trata da agenda verde oficial e mostra como as preocupações espontâneas com os destinos da Terra foram capturadas pelos cérebros ideológicos do sistema-mundo capitalista. A terceira critica as teses dominantes neomalthusianistas. A preocupação maior deve ser com a implosão e não com a explosão populacional e trata-se do fetiche do esgotamento dos recursos naturais. Ressalta-se que não se trata de um fenômeno democrático, pois é produzida em maior escala por alguns estratos mais privilegiados da sociedade e sofrida em maior proporção por outros. O artigo defende que a poluição é benéfica para as elites do sistema e termina por propor o equacionamento da problemática.

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O que todo "cucaracha" precisa saber sobre Educação Ambiental

  1. 1. XXVIII CONGRESSO INTERNACIONAL DA ALAS 6 a 11 de setembro de 2011, UFPE, Recife-PE Grupo de Trabalho: Meio Ambiente, sociedade e desenvolvimento sustentável O QUE TODO “CUCARACHA” DEVE SABER SOBRE EDUCAÇÃO AMBIENTAL Vantuil BARROSO FILHO, professor da UFPE, vantuilbarroso@gmail.comFilipe Reis MELO, professor da UEPB, freismelo@yahoo.com Geraldo Medeiros de AGUIAR, professor da FBA, gmaguiar@yahoo.com.br 1
  2. 2. O QUE TODO “CUCARACHA” DEVE SABER SOBRE EDUCAÇÃO AMBIENTAL Vantuil BARROSO FILHO, professor da UFPE, vantuilbarroso@gmail.com Filipe Reis MELO, professor da UEPB, freismelo@yahoo.com Geraldo Medeiros de AGUIAR, professor da FBA, gmaguiar@yahoo.com.brResumoEste artigo faz uma rápida análise sobre os temas centrais da chamada “questão ambiental” e daEducação Ambiental tratados atualmente pelo mainstream. Primeiramente, os autores tratam deexplicar o termo periferia, depois analisam o fenômeno da ocidentalização do mundo e a formacomo a questão ambiental é tratada pelos meios hegemônicos e, finalmente, propõem uma novaforma de abordagem dos problemas ambientais e da Educação Ambiental. Defende-se aqui que osproblemas ambientais, bem como a Educação Ambiental são tratados de forma reducionista cujaconsequência imediata é, por um lado, a impossibilidade de se entender as causas primárias dosproblemas ambientais e, por outro, a continuidade das relações de dominação da cultura ocidentalsobre os países menos desenvolvidos. Para finalizar, os autores propõem uma nova abordagem deEducação Ambiental.Palavras-chaveEducação ambiental. Ocidentalização. Neocolonialismo.IntroduçãoTradicionalmente, o termo ambiente é definido como o conjunto de elementos bióticos e abióticosque permite a vida de uma espécie. No caso dos seres humanos, o meio é o suporte da humanidadeconstituído por todos os seus componentes, como o ar, a água, as rochas, os animais, os vegetais,etc. Esta concepção é reducionista ao considerar de maneira explícita ou implícita, apenas asdimensões físicas e biológicas como constitutivas do ambiente ou do meio ambiente. A literaturadominante enfatiza apenas a história ecológica da Terra, deixando de lado o papel crescente dareinvenção social do natural (FLORIT, 2004), os seja, uma natureza que estaria sendo recriada poralguns seres humanos para a acumulação privada de capital, a partir da tecnociência.O termo ambiente, neste trabalho, vai buscar em Castro (1957) os fundamentos filosóficos de suadefinição, ao afirmar que o meio globalmente considerado é constituído tanto por elementosmateriais de ordem física ou biológica, quanto econômicos e culturais, incluídas as estruturasmentais dos grupos humanos que participam das diferentes civilizações, regiões, países, classessociais, gêneros e idades. As recomendações emanadas da Conferência Intergovernamental sobre 2
  3. 3. Educação Ambiental realizada em 1977, em Tbilisi, Geórgia, estão de acordo com essa concepção.Em seus princípios básicos, a recomendação nº2 de Tbilisi considera o meio ambiente em suatotalidade, ou seja, em seus aspectos naturais e criados pelos seres humanos abrangendo asdimensões econômicas, sociais, políticas, histórico-culturais, moral e estética. Assim, ambienterepresenta uma totalidade constituída pela interação de quatro dimensões da realidade: física,biológica, social e psicológica. Ou seja, uma realidade constituída por elementos visíveis einvisíveis em interação constante entre si estabelecendo uma dinâmica de extrema complexidade.Esta definição ainda pode ser considerada como redutora, pois não leva em conta uma dimensãoreal para milhões de seres humanos: a dimensão espiritual de grande impacto sobre a realidadeconcreta, material. Assim, além do relevo, clima, vegetação, fauna e solo, por exemplo, a família, aescola, a igreja, as empresas e outras instituições e organizações fazem parte do ambiente e têmcada vez mais uma ação condicionante ou mesmo determinante sobre o corpo, sobre a consciência esobre a práxis dos seres humanos, componentes privilegiados dessa realidade.Em síntese, a matéria pode não sofrer de um finalismo universal específico, isto é dependendo dainterferência de alguns fatores externos, naturais ou humanos, sobre a categoria de comando ouinformação original que a caracteriza - os desdobramentos poderão resultar em x ou y. Estacapacidade de interferência caracteriza a virtualidade da matéria estelar original, ou seja, suapossibilidade de evolução em mais de uma direção. No caso de organismos, poderão ocorrervariações fenotípicas oriunda de um mesmo genótipo, ocorrendo a mesma flexibilidade no que serefere à matéria inorgânica quanto ao seu padrão de transformações. Ambiente ou meio ambientepode ser aqui definido como o conjunto formado pelas relações dialéticas, isto é, de confronto ecolaboração, de ação e retroação, de antagonismo e complementação, estabelecidas entre doiscomponentes do ambiente: o ser humano individual (e suas dimensões constitutivas, físicas,emocionais, intelectuais, religiosas etc.) e o outro constituído pela natureza e a sociedade tambémem todas as suas dimensões e sistemas, visíveis e invisíveis.PeriferiaO termo periferia pode ser analisado em três dimensões. Em sociologia, a expressão periferia, hojeem desuso, é herdeira da Teoria da Dependência da década de 1960, que significou uma críticaradical às nações ocidentais desenvolvidas em suas relações com o então Terceiro Mundo. Derivadada Teoria do Imperialismo, a ideia básica da Teoria da Dependência é que as nações ocidentaisdesenvolvidas não abandonaram seu poder colonial após a independência formal da maioria dos 3
  4. 4. países da América Latina, da Ásia e da África, após a Segunda Guerra Mundial. Em psicologia, otermo dependência como sinônimo de periferia indica o estado de submissão de um indivíduo afiguras protetoras ou idealizadas. O indivíduo dependente revela-se incapaz de tomar decisões sema aprovação e o alento dos protetores, dirigindo-se constantemente a outros para que o ajudem.Também pode ser interpretado como uma estratégia do sujeito destinada a assegurar a estima dosque o rodeiam, por exemplo, fazendo o que se espera dele e sendo útil aos demais. De fato, oneocolonialismo implantado a partir do final do século XX, exerce um controle ainda maior sobreas nações periféricas através de uma nova metodologia e de instrumentos de dominação. Atérecentemente, o controle se exercia, sobretudo, pela guerra, pelo uso da pressão econômica e pelaexploração de sua posição superior no mercado para extrair vantagens do comércio internacional.Como a maior parte dos financiamentos para o desenvolvimento industrial e agrícola dos países emdesenvolvimento vem dos mercados financeiros controlados pelas nações ocidentais desenvolvidas,o desenvolvimento dos países periféricos está vinculado ou determinado pelos interesses das elitesdessas nações em associações diversas com as elites das nações periféricas. A Teoria Crítica daEscola de Frankfurt acrescenta alguns elementos importantes a esse processo de dominação, aoressaltar a importância recente da indústria cultural, tanto econômica como ideológica. A cultura setransformou em indústria e tem na escola, além da mídia e de outros elementos, um de seusprincipais focos produtores de renda e de difusão da ideologia dominante, ou seja, aquele modo depensar (e de agir) que interessa às camadas sociais privilegiadas, a superclasse, que rege o mundo(ROTHKOPF, 2008) e que habita um estado virtual, o Riquistão (FRANK, 2008). Ao setransformar em mercadoria, a cultura está ajudando a criar uma nova realidade, um novo meionatural e um novo ser humano, tanto na dimensão física quanto na psicológica, uma mudançaantropológica, como denunciam Dufour (2005; 2009) e Santos (2003).Tudo isso é dito para ajudar a compreender como funciona o sistema capitalista na atualidade,principalmente o impacto da crescente concentração mundial da riqueza nas empresas e do poderpolítico dos governos das nações ocidentais desenvolvidas sobre as populações periféricas pobresque formam a maioria da população mundial. Periferia é uma expressão de grande carga ideológica,pois requer um complemento para lhe dar sentido, um centro emissor de ordens, sugestões,modelos, teorias, paradigmas e decisões. A periferia tem capacidade de tomar iniciativas no campoeconômico, pedagógico, político ou legal. Ela tem liberdade operacional desde que as iniciativas seajustem às tendências dominantes que são as de acumulação privada de capital, ditadas pelomercado controlado pelos grandes empresários e políticos ocidentais. Ideias e práticas contrárias 4
  5. 5. serão combatidas por todos os meios, inclusive os mais selvagens, como ensina Lofland (1996) eChomsky (2003; 2005a; 2005b; 2006; 2008; 2009), em sua vasta obra, entre outros.A ocidentalização e a recriação do meio ambiente: centro e periferiaAs transformações da matéria, antes comandadas pela força natural, própria da potencialidade damatéria estelar originária, são, cada vez mais, conduzidas pelas decisões tomadas pelas elites dahumanidade, notadamente ocidentais. Elas utilizam novos e mais eficazes conhecimentos capazesde alterar o agenciamento de informações típico de cada unidade de matéria bruta ou viva.Diariamente aparecem novos materiais e novas recombinações orgânicas, que são incorporados aoconjunto de elementos do meio, alterando a evolução dita natural, privilegiando algumas camadassociais que detêm o saber em detrimento de outras. Essas novas ferramentas de alteração darealidade não são neutras. Estão a serviço de uma política de ocidentalização do mundo que cobrepraticamente todos os espectros da realidade de todas as civilizações.A ocidentalização, processo de expansão da cultura ocidental para o resto do mundo é o principalmecanismo de recriação do ambiente incluindo as pessoas que dele participam. Historicamente,constituiu-se um modelo dicotômico, um ambiente central e outro periférico. A partir do séculoXVI, metrópole e colônia. No século XX, países desenvolvidos e subdesenvolvidos. Hoje, paísescentrais e periféricos. As consequências desses arranjos projetam-se no nível físico, biológico,social e psicológico, embora haja manchas cinzentas de interpenetração.O colonialismo, o imperialismo e a globalização são etapas da recriação do meio ambiente mundial,principalmente americano, a partir de decisões tomadas nos sucessivos centros hegemônicos dosistema-mundo capitalista, inicialmente ibérico, posteriormente europeu ocidental e atualmentenorte-americano. No entanto, a expansão do modelo ocidental de sociedade é muito antiga e dirige arecriação de acordo com os interesses e possibilidades das elites de cada época.Culturalmente o Ocidente é uma amálgama constituída por três dimensões principais: judaica,helênica e cristã. Os contornos de seu espaço geográfico são mais ou menos precisos, conforme asépocas. Segundo Latouche (1996, p.45), “se aceitarmos a pertinência desse conceito de Ocidentecomo unidade fundamental subjacente a toda uma série de fenômenos que se desdobrou na história,não podemos captá-la senão em seu movimento”. Assim, a essência do Ocidente tem a ver com umaentidade geográfica, a Europa, com uma religião, a cristandade, com uma filosofia, o iluminismo,com uma raça, a branca, com um sistema econômico, o capitalismo, mas o todo é maior do que asoma das partes. Trata-se de uma cultura, a mais guerreira da história, que deve ser identificada em 5
  6. 6. sua singularidade e permanente superação. Face às transformações sofridas, hoje é mais uma noçãoideológica, geo, bio e noopolítica do que geográfica. Suas colunas principais podem seridentificadas às margens do Atlântico Norte, ou seja, a Europa Ocidental e a América do Norte.Atualmente o comando está nas elites anglo-saxãs, mas contam com contribuições diversas doslatinos, dos germanos, dos eslavos, dos judeus, de brancos honorários como os japoneses e coreanosdo sul, por exemplo, e de elites enxameadas e subalternas de todas as demais civilizações(HUNTINGTON, 1997).A história da recriação do meio ambiente O colonizador faz a história e sabe que a faz. E porque se refere constantemente à história de sua metrópole, indica de modo claro que ele é aqui o prolongamento dessa metrópole. A história que escreve não é, portanto, a história da região por ele saqueada, mas a história de sua nação no território explorado, violado. A imobilidade a que está condenado o colonizado só pode ter fim se o colonizado se dispuser a pôr termo à história da colonização, a história da pilhagem, para criar a história da nação, a história da descolonização (FANON, 1979, p.38).De acordo com o enfoque da ocidentalização do mundo e a consequente recriação do meioambiente, a história da América Latina pode ser dividida em três etapas: colonialismo, imperialismoe globalização. Cada etapa amplia a dominação ocidental para todos os setores da natureza e dasociedade através do uso crescente do saber, instrumento da produção econômica, do poder políticoe militar e do significado cultural, hoje a forma mais expressiva de dominação.O colonialismoA organização do espaço periférico físico e social, ou desorganização se vista do ângulo daspopulações nativas, inclui a cada dia novos setores da realidade. A partir do extrativismo vegetal,animal e mineral, os colonizadores passaram a produzir riqueza para exportação como o açúcar eoutras culturas. Segundo Latouche (1996), esta etapa da recriação do ambiente, de cerca de trêsséculos, teve como característica os três M: mercadores, militares e missionários, cujas atividades seprojetaram na paisagem através das feitorias, dos fortes e das missões, cada um atuando em sua áreae reforçando o projeto de dominação. Assim, desde os primórdios da colonização, os ambientes detodos os continentes passaram a ser crescentemente alterados em graus diferenciados em todas asdimensões, física, biológica e social. Novas espécies vegetais, animais e de microorganismos foramintroduzidas e novas organizações sociais e objetivos econômicos determinados para os nativos.O imperialismo 6
  7. 7. A partir do século XVIII, na Europa uma nova organização da produção estabeleceu um padrão deorganização do ambiente que se expandiu para o resto do mundo. A industrialização gerou aurbanização. A expulsão dos camponeses para as cidades provocou novas demandas que o ambienteeuropeu não tinha condições de satisfazer. Novas matérias-primas foram solicitadas pelo vorazsistema produtivo industrial e o crescimento demográfico europeu decorrente de avanços noutrasdimensões da sociedade necessitou de crescentes fontes de alimentos que passaram a serdesenvolvidos noutros continentes. Três formas principais de relacionamento da Europa com ospovos de outros continentes podem ser identificadas a partir de então. A conquista territorial pura esimples, o sistema de concessões e o protetorado. Cada uma de acordo com a realidade encontradapelos ocidentais em seu processo de expansão mundial. A conquista territorial para extração derecursos naturais pela mão de obra local foi empregada principalmente na África, pois tratava-se deum continente subpovoado e dividido, incapaz de oferecer maior resistência aos invasores.As necessidades econômicas europeias geraram uma nova geografia do mundo, vigente em suaslinhas básicas até hoje. Dimensões menos visíveis, mas não menos importantes, como concepçõesfilosóficas e modelos teóricos também foram geradas nessa época e não pararam de se aperfeiçoar ede transformar o mundo para atender às novas e crescentes necessidades. O embate da renovadacultura europeia com as culturas nativas gerou paisagens diferenciadas e, por conseguinte, padrõesde vida diferenciados de acordo com a maior ou menor permanência dos frutos do progressomaterial nessas áreas.A globalizaçãoLaffont (1985 apud LATOUCHE,1996, p.12) ajuda a definir o conceito de neocolonialismo: Se escrevemos a história das batalhas, o colonialismo é um fracasso. Basta, porém escrever a história das mentalidades para percebemos que ele é a maior conquista de todos os tempos. A obra-prima do colonialismo é a farsa da descolonização... Os brancos passaram para os bastidores, mas continuam sendo os produtores do espetáculo.A expressão neocolonialismo baseia-se na concepção de que o colonialismo nunca acabou. Pelocontrário, está em permanentemente aperfeiçoamento. No século XXI, adota uma forma seletiva dedominação que consiste em monopolizar “apenas” o controle das dimensões estratégicas dasociedade, como os ramos econômicos mais lucrativos, as altas finanças, os meios de comunicaçãosocial, as tecnologias bélicas e, sobretudo, o saber, que é o principal insumo do poder (AMIN,2000; GRAZIANO, 2005). 7
  8. 8. Simbolicamente, a partir de agosto de 1945, o mundo passou a obedecer a dois centros de poder, adois projetos de recriação do espaço. De um lado, o capitalista sob domínio dos Estados Unidos edo outro o socialista comandado pela URSS. Este artigo trata apenas da estratégia dos EstadosUnidos enfim vitorioso em 1991 com a desintegração da URSS.Essa estratégia pode ser dividida em duas partes. Uma interna, dedicada à recriação do ambienteinterno dos Estados Unidos e outra externa, cujo intuito foi assegurar a expansão de seus valorespelo mundo. Inicialmente é preciso considerar que essa divisão não deve ser considerada comoabsoluta. Muitas das providências tomadas abrangeram as duas partes com ênfases e resultadosdiferentes.Sumariamente, podemos enumerar diferentes iniciativas, conforme a área principal de atuação. Naárea econômico-financeira estão as instituições que nasceram nos acordos de Bretton Woods, em1944, como o Banco Mundial (BM) e o Fundo Monetário Internacional (FMI). Posteriormente,surgiu o Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio (GATT) que foi substituído em 1995 pelaOrganização Mundial do Comércio (OMC). As políticas ditadas por essas instituições criaram ummodelo de produção com profundas repercussões sobre a natureza e sociedade dos países que asadotaram ou que seguem seus ditames.Na área militar (hard power), houve a criação da Organização do Tratado do Atlântico Norte(OTAN), braço armado do Ocidente que muitas vezes trabalha em conjunto com a Agência Centralde Informações (CIA), órgão do governo estadunidense encarregado de promover as mudançaspolíticas desejadas no exterior. Os Estados Unidos, como líderes do Ocidente, encarregaram-se dedesenvolver um potencial militar superior a qualquer outro país.Na área cultural (soft power), a hegemonia dos Estados Unidos é absoluta. A indústriacinematográfica e de entretenimento difunde os valores e a ideologia capitalista através dos filmes,dos seriados de televisão, dos desenhos animados para crianças, dos jogos eletrônicos. As maisfamosas universidades definem as linhas de pesquisa consideradas mais importantes, definem omainstream. Milhares de universidades ao redor do mundo utilizam manuais em seus cursos degraduação cujos autores são professores das mais prestigiosas universidades das naçõesdesenvolvidas ocidentais, em especial dos Estados Unidos. As agências de notícias internacionais eos grandes meios de comunicação se encarregam de difundir as notícias com o olhar e ainterpretação dos fatos em consonância com os interesses hegemônicos. 8
  9. 9. Fluxos culturais de mão única partem dos países do centro e inundam o planeta. Imagens, palavras,valores morais, normas jurídicas, critérios de competência, modelos, padrões, ordens, teoriastransbordam das unidades criadoras para o Terceiro Mundo, através dos meios de comunicação,jornais, rádios, televisões, filmes, livros, discos, vídeos. O essencial da produção mundial de signosse concentra no Norte, onde são fabricados nas suas indústrias ou produzidos segundo sua norma eseu modo.O crescimento exponencial das tecnologias da informação facilitou a imposição de uma políticacultural lato e stricto sensu pelo Ocidente à Periferia. As demais periferias podem ser deixadas asua própria sorte enquanto o sistema de monitoramento permanente não indicar a necessidade dealguma intervenção para correção de rumos. O monopólio dos meios de comunicação social,incluindo a escola, cumpre um papel insubstituível nos atuais processos de neocolonialismo.Enriques é insubstituível, para o entendimento das novas formas de dominação: As instituições (e os homens que as dirigem) só existem por sua vontade operatória. Se não fizessem nada elas desapareceriam. É natural, desse modo, pensar que terão como finalidade a dominação de tudo o que dominável. Se seu domínio se exerceu, inicialmente, sobre as ferramentas, os instrumentos e os animais, as instituições rapidamente encontraram seu alvo mais importante, isto é, o único susceptível de manejar, as ditas ferramentas, instrumentos, utensílios e animais: o homem. O controle do ser humano como ser social é a preocupação constante dos homens de poder. Dizer controlar é dizer: como impedi-los de perceber o que lhes acontece, como submetê-los, tornando-os satisfeitos em sua submissão, ou pelo menos, prontos a aceitá-la. Aqueles que detêm o poder compreenderam muito rapidamente que não poderiam fazê-lo (sabendo que o medo e o temor suscitados pela utilização massiva da coerção só duram certo tempo), senão oferecendo aos homens um conhecimento deturpado e, sobretudo, jogando com os mecanismos íntimos do psiquismo (ENRIQUEZ, 2007, p.68).No mesmo sentido, Chomsky (2004), diz que o controle da população em geral sempre foi a grandepreocupação dos detentores do poder, principalmente a partir da primeira revolução democráticamoderna, na Inglaterra do século XVII. Fazendo referência aos Estados Unidos, diz Chomsky quena época de Woodrow Wilson (1856-1924), os setores elitistas tanto nos Estados Unidos quanto naInglaterra reconheciam que em suas sociedades a coação era uma ferramenta de utilidade cada vezmenor e que seria necessário descobrir novos meios para domar a “grande besta”, como AlexanderHamilton chamava o povo. Desde então, a indústria do conformismo e da produção da subjetividadenunca deixou de se aperfeiçoar. Considerando que o controle da opinião é a base de sustentação dequalquer governo, Chomsky (2004) acrescenta que esta prática é muito mais importante nassociedades mais liberais nas quais a obediência não deriva do cabresto.A questão ambiental 9
  10. 10. Muitos consideram que o movimento ambientalista é o maior e mais influente fenômeno social daatualidade. Em cerca de duas a três décadas passou de um tema irrelevante pouco presente nasociedade e nos trabalhos científicos, para um tema dominante que reúne a preocupação de milhõesde pessoas em todo o mundo gerando conflitos de interesses entre grupos organizados. A temáticaambiental tem sido objeto de eventos nacionais e internacionais e referência obrigatória nascampanhas políticas, além de contribuir para a expansão do mercado de atividades muito lucrativas.No entanto, ao contrário do que sugere a propaganda, o ambientalismo não é um fenômenoespontâneo. É produto de um sofisticado processo de formação da opinião pública mundial.Se no passado uma ou outra publicação denunciava algum problema ambiental, depois da SegundaGuerra Mundial o tema ganhou expressão dentro de um enfoque diferenciado. A partir de agosto de1945 as bombas atômicas lançadas pelos Estados Unidos sobre as cidades japonesas de Hiroxima eNagasaki fizeram o mundo entrar na era atômica. Posteriormente, as experiências com bombasnucleares nos atóis de Bikini e Mururoa por estadunidenses e franceses, alarmaram a comunidadeintelectualizada mais consciente e descomprometida com as estruturas de poder. Simultaneamente,a grande expansão da indústria, principalmente a petroquímica e seus desdobramentos sócio-econômicos sobre a agricultura, pecuária e atividades industriais e urbanas, provocaram umamudança qualitativa no meio ambiente, primeiro nos países industrializados e hoje em todo omundo.A tomada de consciência dos problemas ambientais, denominada a questão ambiental e omovimento ambientalista dela decorrente é um fenômeno recente na história, típico do pós-SegundaGuerra Mundial. Uma das primeiras publicações a denunciar os problemas ambientais atuais foi olivro Primavera Silenciosa de Rachel Carson, publicado nos Estados Unidos em 1962. Outraspublicações críticas começaram a surgir, mas foram rapidamente capturadas pela superestrutura dosistema que passou a tratar do tema de acordo com os interesses dos grandes empresários. Comoconsequência, a questão ambiental deu lugar a um poderoso movimento ambientalista quepraticamente monopoliza a simpatia de todos os habitantes do planeta e que está se transformandonum grande negócio no século XXI. O advento da Educação Ambiental (EA) pode ser visto comoum coadjuvante importante do processo de legitimação do sistema pela maneira como os principaistemas ambientais são selecionados e tratados no sistema educacional.Em 1972 foi realizada em Estocolmo, a Conferência da ONU sobre o ambiente humano, sob oimpacto da publicação do primeiro informe ao Clube de Roma, intitulado Limites do Crescimento. 10
  11. 11. Nesse documento se advoga, entre outras providências, a necessidade do controle da natalidade paraimpedir o agravamento dos problemas ambientais. Foi recomendado na conclusão do evento que aEA destinada ao público em geral deveria se tornar em um elemento crítico para combater a criseambiental de acordo com a visão das grandes empresas que financiaram a pesquisa elaborada peloClube de Roma. Em 1975 foi realizado o Encontro de Belgrado promovido pela UNESCO queestabeleceu as bases para um programa internacional de EA. A Carta de Belgrado preconizava umanova ética global, capaz de promover a erradicação da pobreza, da fome, do analfabetismo, dapoluição, da exploração e dominação humanas, e censurava o desenvolvimento de uma nação àcusta de outras, acentuando a premência de formas de desenvolvimento que beneficiassem toda ahumanidade. Em 1977 foi realizada em Tbilisi, Geórgia, a Conferência Intergovernamental sobreEducação Ambiental, promovida pela UNESCO-PNUMA, que detalhou as estratégias a seremseguidas para a implantação da EA pelos países membros. As recomendações de Tbilisirepresentaram um momento histórico na evolução da EA em termos mundiais. Em 1984 foi criada aComissão Mundial sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento para avaliar o grau de degradaçãoambiental a adoção de políticas públicas para mitigá-los. Após três anos de trabalhos foi publicadoo relatório dos trabalhos intitulado Nosso Futuro Comum, mais conhecido como InformeBrundtland. Em 1988, por iniciativa dos governos estadunidense e britânico, foi criado o PainelIntergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), subordinado ao Programa Ambiental daONU e à Organização Meteorológica Mundial (OMM). A realização no Rio de Janeiro daConferência da ONU sobre o meio ambiente em 1992 contribuiu para que os temas ambientais sedifundissem no Brasil e no mundo, haja vista a participação de 170 países no evento e a realizaçãoparalela do encontro das organizações não governamentais (ONG). No entanto, reunidos emJohannnesburgo, África do Sul, dez anos depois, as autoridades internacionais chegaram àconclusão de que os progressos na área ambiental eram incompatíveis com as expectativas geradas.Para atender a demanda crescente, as empresas ampliam e diversificam o processo produtivo. Aindústria madeireira e a mineração, por exemplo, utilizam cada vez mais recursos naturais que, pordefinição, são limitados e esgotáveis. A atividade econômica provoca necessariamente a poluiçãodo ambiente com destaque para o efeito estufa proveniente da queima de minerais fósseis, queprovocaria o aquecimento global e a mudança climática, que por sua vez, incrementa os desastresnaturais.Diante da dimensão e urgência do tema, materializou-se a “crise ambiental”. Os governos nacionaisforam sensibilizados, novas instituições oficiais e ONG foram criadas, e a ciência e a tecnologia 11
  12. 12. produziram novos instrumentos, estando hoje a Terra e seus habitantes monitorados em quase todasas suas dimensões por organismos ditos internacionais que encarnam o saber oficial. As estatísticasse multiplicam indicando o desempenho de praticamente todas as variáveis físicas e sociais. Nesseseventos internacionais, a EA foi sugerida como antídoto aos males da degradação ambiental,devendo ser estruturada e aplicada em cada país de acordo com suas características específicas.Hoje, a abordagem dominante da questão ambiental se centra em torno de poucos temas comdestaque para as mudanças climáticas de origem antrópica, suas consequências como oaquecimento global e o efeito estufa, o buraco de ozônio, escassez dos recursos naturais com ênfasena futura carência de água, desertificação, elevação do nível do mar, ameaça à biodiversidade,chuvas ácidas e a poluição do ar, água e solo. Essa abordagem atribui ao crescimento demográfico,concebido como variável independente, a responsabilidade última por todos os males ambientaisque afligem o planeta. Em síntese, a ladainha dominante, como questiona Lomborg (2002), reflete arealidade ou tende a criar uma realidade que interessa aos grupos dominantes? Seriam esses ostemas ambientais mais importantes que afetam as relações entre todos os seres humanos e o seuambiente? A maneira como está sendo tratada esta agenda verde atende às reais necessidades dopovo periférico (latino-americano, africano, asiático), especialmente de suas camadas maiscarentes? O que se esconde atrás de toda essa parafernália publicitária em torno do ambiente e dodestino do planeta, incluindo os seres humanos?A visão atomística, reducionista e monodimensional, como a dominante nos meios pedagógicos emidiáticos não tem condições de captar a complexidade da questão ambiental. Ou seja, o setorhegemônico do movimento ambientalista internacional faz parte de uma política maior deocidentalização do mundo conduzido pela oligarquia anglo-americana cujas estruturas de produçãodo saber são tidas como universalizantes e aceitas de forma generalizada pelos povos.Por uma educação ambiental para a periferiaEntende-se por agenda verde oficial (AVO) o conjunto de temas considerados como os maisimportantes sobre a situação do planeta e a maneira como são estudados. A AVO diz que a raiz detodos os problemas ambientais reside no crescimento desenfreado da população mundial,principalmente a dos países pobres e emergentes. Como resultado da ação antrópica (crescimentodemográfico e atividade econômica), pandemias deverão ocorrer com mais frequência, osecossistemas estarão cada vez mais ameaçados pela extinção de espécies e a capacidade deresiliência do meio poderá ser rompida ameaçando a sobrevivência da humanidade. Outra 12
  13. 13. consequência não desprezível é a da possibilidade de aumento da pobreza, pois a riqueza que éproduzida terá que ser repartida entre um número maior de pessoas.Alguns autores como Lomborg (2002), Blüchel (2008) e Molion (2008) afirmam que não hácomprovação científica confiável que dê respaldo a AVO, cuja mensagem o primeiro autor chamalitania. Blüchel (2008) acredita que os seres humanos não têm capacidade de barrar astransformações naturais sempre em curso e Molion (2008) admite que o planeta esteja resfriando enão aquecendo.O objetivo duma proposta pedagógica a ser feita a partir de uma visão periférica (esboço que aquise alinhava) é o de produzir uma consciência crítica da ação redutora do Ocidente sobre ahumanização das massas e, a partir daí, tentar uma práxis descolonizadora, ciente das restrições queo meio estabelece.A ação conscientizadora deve ser interpretada no sentido freireano, isto é, um ato de conhecimento,uma aproximação crítica da realidade em que se vive. Ao enfatizar fazer e refazer o mundo, Freire(2011) indica uma metodologia que consiste em trabalhar os temas locais sem esquecer suasramificações globais, centralizadas pelas elites dos países desenvolvidos, hoje cada vez maisdeterminantes dos arranjos espaciais regionais, periféricos, físicos e sociais. Uma EA críticabuscará, em contraponto à metodologia dominante que é atomística e reducionista, umametodologia contextualizadora e holística, multidimensional com ênfase no estudo do poder.Outra proposta metodológica de uma EA crítica consiste em tratar os temas hoje dominantes demaneira sistêmica e em múltiplas dimensões, sobretudo sob o viés político-ideológico. A novaproposta se compõe de três etapas. Primeiro, o da seleção dos principais conceitos básicos que deveiniciar a construção de uma base teórico-filosófica; segundo, o da escolha dos temas maisimportantes do interesse das populações periféricas; e, terceiro, a maneira como devem serestudados.Pode-se citar alguns dos temas na área da EA de maior relevância política e social para associedades periféricas hoje: a biopirataria, sócio-pirataria e socio-diversidade; as guerras; o lixoatômico e tóxico em geral; o papel social das religiões, da mídia, da escola e da tecnologia; aexplosão e a implosão demográfica; a teoria da transição demográfica; a taxa de reposição,envelhecimento, sex ratio, capacidade de carga das regiões e desigualdades; as minorias como ascomunidades indígenas, quilombolas, ciganos e outras; a alimentação, obesidade, saúde, moradia,saneamento, trânsito urbano; as doenças esquecidas como a tuberculose, malária e doença de 13
  14. 14. Chagas; as doenças profissionais e a informalidade laboral; a prostituição; o contrabando; ahomossexualidade; as drogas incluindo a produção, a distribuição e o consumo; a repressão policial;as características das populações que vivem nos e dos estuários no Nordeste, ameaçadas peloscriatórios de camarão e pela especulação imobiliária; as migrações; a reforma agrária e as favelas.Considerações finaisA questão ambiental e a Educação Ambiental como é trabalhada hoje em dia são, em geral, tratadasde forma reducionista, pois são consideradas apenas as dimensões físicas e biológicas comoconstitutivas do ambiente. A literatura dominante se centra em torno de poucos temas, comdestaque para as mudanças climáticas de origem antrópica, o aquecimento global, a ameaça àbiodiversidade, a poluição, e ignora o papel crescente da reinvenção social do natural. Essa visãodominante impede o entendimento das causas primárias dos problemas ambientais, atribui aocrescimento demográfico a responsabilidade última por todos os males ambientais e permite acontinuidade das relações de dominação da cultura ocidental sobre os países menos desenvolvidos.Hoje o mundo experimenta a recriação do meio ambiente através do avanço tecnológico. Essarecriação configura-se através da ocidentalização do mundo, escondendo um processo deneocolonialismo. A tomada de consciência dos problemas ambientais é incentivada pela elitemundial ocidental para que seja pensada nos moldes que lhe são convenientes. O advento daEducação Ambiental pode ser visto como um coadjuvante importante do processo de legitimaçãodo sistema pela maneira como os principais temas ambientais são selecionados e tratados no sistemaeducacional.Em contraposição à visão dominante, propomos uma abordagem holística constituída pelasdimensões física, biológica, social e psicológica. Ou seja, uma realidade constituída por elementosvisíveis e invisíveis em interação constante entre si estabelecendo uma dinâmica de extremacomplexidade. Uma Educação Ambiental crítica e libertadora precisa incluir temas ambientais quetratem dos principais problemas que afligem as populações dos países periféricos. ReferênciasBLÜCHEL, Kurt G. A fraude do efeito estufa. São Paulo: Publishing House Lob, 2008.CASTRO, Josué de. Ensaios de biologia social. São Paulo: Brasiliense, 1957.CHOMSKY, Noam. A democracia e os estados na nova ordem mundial. São Paulo: BertrandBrasil, 2009. 14
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