Jesus e o templo - n.16

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Jesus e o templo - n.16

  1. 1. EVANGELHO À LUZ DO ESPIRITISMO
  2. 2. Adorando a Deus, "em espírito e emverdade", Jesus amava a Deus e aopróximo, cumprindo, em tudo esempre, a vontade de Deus, onde,quando, como e com quem estivesse.
  3. 3. Para essa adoração, nãodependia do majestosoedifício do Templo nem deseuscerimoniais, rituais, prescrições ou autoridade de seussacerdotes.Não quer dizer que nãorespeitasse a atividade doTemplo, que a considerasseinútil, nem que acombatesse.
  4. 4. Durante sua vidaterrena, Jesus muitas vezesesteve no Templo deJerusalém.Na infância, levado por seuspais; na idade adulta,comparecendo pessoal evoluntariamente.
  5. 5. Natural o fizesse, pois tinha de dar orientação espiritual aopovo e, para os israelitas, o Templo era o necessário eimportante ponto de encontro para o trato das coisasespirituais.
  6. 6. Seus pais o levaram (vs. 22/24): sendo Jesusum filho primogênito, mandava a lei dosisraelitas que fosse apresentado ao Senhor, noTemplo, e sua mãe levasse uma oferenda.Os pais de Jesus cumpriram essa lei, levando-o (com apenas um mês de nascido); comoeram pobres, ofereceram somente 2pombinhos.
  7. 7. Simeão o identifica (vs.25/35): homem justo epiedoso, Simeão moravaem Jerusalém e "o EspíritoSanto estava nele" (eramédium dos bonsFora avisado(mediunicamente) que nãomorreria antes de ver oCristo.
  8. 8. No dia em que os pais de Jesus olevaram ao Templo, inspiradoespiritualmente Simeão também foilá e, ao ver Jesus, o tomou nosbraços e louvou a Deus, dizendo:-"Agora, Senhor, despede em paz oteu servo, segundo a tuapalavra, porque os meus olhos jáviram a tua salvação (...)".
  9. 9. Ante a admiração deMaria e José por esselouvor e profeciasobre Jesus, Simeãoesclareceu:-"Eis que este meninoestá destinado tantopara ruína como paralevantamento demuitos em Israel, epara ser alvo decontradição, para quese manifestem ospensamentos demuitos corações".
  10. 10. Anunciou, também, que Maria teria sua almatranspassada por uma espada (= sofreria uma grandedor).Ana, a profetisa (Vs. 26/38): também médium, era umamulher de idade avançada (84 anos). Apenas 7 anosestivera casada, enviuvando bem moça.Desde então, não se apartava do Templo, servindo aDeus noite e dia, em jejuns e oração. — Chegou aoTemplo na mesma hora da apresentação de Jesus e"louvava a Deus e falava de Jesus a todos aqueles queesperavam a redenção de Jerusalém".
  11. 11. Como vimos na aula"Nascimento e Infância deJesus", quando tinha 12anos Jesus acompanhou ospais a Jerusalém, para asfestividades religiosas daPáscoa e lá dialogou com osdoutores da lei, a todosadmirando com a sabedoriade suasrespostas, argumentandodepois com Maria que deviatratar dos "assuntos do seuPai".No pináculo do Templo, paraser tentado. (Mt. 4 vs. 1/11,Mc. 1 vs. 12/13 e Lc. 4 vs.1/13)
  12. 12. A tentação de Jesus provavelmente não foi umfato real.A tentação teria começado no "deserto" (=isolamento, soledade); de fato é sozinho e noíntimo que cada um experimenta os apelos dainferioridade, a que deve resistir, como Jesus fez.Parece mais um simbolismo de como a criatura éexperimentada, antes de poder realizar suamissão espiritual.
  13. 13. Abrangeu 3 pontos fundamentais, em que toda criaturaprecisa ser experimentada, testada:1- Quando Jesus, no deserto, teve fome, o tentador seaproximou:-"Se és o Filho de Deus, ordena que estas pedras se tornempães".É a tentação do materialismo, o apelo para colocarmos oespírito a serviço da matéria, quando a matéria é que serveao espírito; é a sugestão inferior para cuidar mais do corpo eda satisfação dos sentidos que da vida espiritual, atédesviando para isso faculdades espirituais.
  14. 14. -"Não só de pão vive ohomem, mas de toda apalavra que vem da bocade Deus", respondeuJesus, citando Deut. 8 v.3.De fato, o espírito sealimenta de muitosrecursos invisíveis com queDeus lhe sustenta a vida(ex.:
  15. 15. 2- O demônio, então, o transportou à cidade santa(Jerusalém) e o colocou sobre o ponto mais alto doTemplo (pináculo), dizendo-lhe:"Se és o Filho de Deus, lança-te abaixo, pois está escrito:Ele deu a seus anjos ordens a teu respeito; proteger-te-ãocom as mãos, com cuidado, para não machucares o teupé nalguma pedra" (Salmo 90 vs. 11/12).
  16. 16. É a tentação do orgulho, oapelo a julgar-se muitoimportante, merecendotratamentoespecial, privilegiado.Jesus respondeu, citando oDeut. 6:16: — "Não tentaráso Senhor teu Deus".Significa que devemos respeitar asleis divinas, que visam ao bem geral,sem a pretensão de recebermoscondições especiais em nosso favor,nem mesmo por servirmos na áreareligiosa, espiritual.
  17. 17. 3- Então, o"demônio otransportou umavez mais a ummonte muitoalto, e lhemostrou todosos reinos domundo e a suaglória, dizendo-lhe:-"Dar-te-ei tudoisto se,prostrando-tediante de mim,me adorares".É a tentação daambição, o apeloao desejo depoder e de posse(mando pessoale domínio sobreseres e coisas).
  18. 18. Como não era sacerdote, Jesus, quandoia ao Templo, não podia entrar no Santodos Santos e nem sequer no pátio maisinterno. Mas no pátio dos israelitas elepodia entrar, pois também era um deles.
  19. 19. Geralmente, porém,Jesus ficava no pátiodos gentios (o maisexterno deles e ondequalquer pessoa podiaentrar).Ali é que fazia suapregação, conversandotanto com o povo(gentios ou não) comocom os sacerdotes,escribas, fariseus,saduceus, doutores dalei.
  20. 20. Formulava perguntasou a elas respondia,discursava oucontava parábolas.Uma das passagens emque a presença de Jesusno Templo mais repercutiue ensejou, em seguida,muitos ensinamentos, foi ada expulsão dosvendilhões.
  21. 21. (MI. 21 V. 12/13, MC. 11 V. 15/18, LC. 19 V. 45/46 E JO. 2 VS. 14/17.)No pátio dos gentios havia comércio (deanimais e objetos de culto), câmbio demoedas (para visitantes e forasteiros) ecoleta de esmolas ou donativos.Tudo isso causava muito movimento,ruído, vozerio, agitação, num jogo deinteresses, disputas e ambição que:
  22. 22. -desviava a finalidade do Templo;-perturbava o seu ambiente espiritual.Certo dia, quando entrou no Templo, Jesus fezazorrague dos cordéis e começou a expulsar a todosque compravam e vendiam, bem como as ovelhas ebois; derramou pelo chão o dinheiro doscambistas, virou as mesas deles e as cadeiras dosque vendiam pombos; e não deixava que ninguémconduzisse qualquer utensílio pelo Templo.
  23. 23. Com isso,Jesus:-nãocondenavanem impediao serviçoespiritual doTemplo;-nem afastavaos sacerdotesou os fiéisdos cultos.
  24. 24. O que procuravaera:-corrigir o desvioda finalidadesuperior doTemplo;-defender a purezada atividadeespiritual dentrodele.Estariatranstornado pelacólera, quandoagiu assim?Verificamos que não, porque não feriu nenhumser vivente (nem mesmo os pombos, cujasgaiolas mandou retirar para que eles não seferissem); apenas afugentou animais epessoas, derramou dinheiro e virou mesas ecadeiras.
  25. 25. Por queagiu destaformaespetacular?A fim deatrair aatenção detodos parao quequeriaensinar:-"Não estáescrito: Aminha casaseráchamadacasa deoração?Vós,porém, atendesfeito covildesalteadores".
  26. 26. Graças à preparaçãopsicológica que Jesus fizeranos assistentes, peloimpacto emocional quecausou, o ensino ficougravado em seus espíritos,de modo indelével:-os discípuloslembraram do salmo"O zelo de tua casame consumiu"(Salmos, 69 v.9);-o povo todocomentou ofato, passando oensino adiante;-nenhum dos 4evangelistas deixoude registrar oacontecimento.
  27. 27. O acontecimento provocou muitas perguntase comentários que Jesus aproveitou, paraministrar outros ensinamentos.Vamos citar apenas dois deles, que têmrelação mais direta com o Templo.
  28. 28. Com queautoridade fazesestas coisas?Quem te deu essaautoridade?Indagação dos principais dossacerdotes e anciãos dopovo a Jesus, no Templo, nodia seguinte ao da expulsãodos vendilhões.-Eu também vos fareiuma pergunta; se meresponderdes, tambémeu vos direi com queautoridade faço estascoisas.
  29. 29. Dondeera obatismode João:do céuou doshomens?Confabularam entre si:Sedissermos:Do céu, elenos dirá:Então, porque nãoacreditastesnele?E sedissermos:Doshomens, éde temer opovo,porquetodosconsideramJoão comoprofeta.
  30. 30. -Não sabemos.Como não lhesconvinharesponder nemde um jeito nemde outro,disseram:
  31. 31. -Nem eu vos digocom que autoridadefaço estas coisas.Ensino: ao enfrentaradversários, não seindignar nem acusar,usar a inteligência.
  32. 32. Em três dias oreerguerei(Jo. 2 vs. 18/22.)Perguntaram-lhe osjudeus:Que sinal nosapresentas tu, paraproceder deste modo?Destruí este templo, e euo reerguerei em trêsdias." Em 46 anos foi edificado estetemplo, e tu hás de levantá- lo em 3dias?"
  33. 33. "Mas ele falavado templo do seucorpo. Depois queressurgiu dosmortos, os seusdiscípuloslembraram-sedestas palavras, ecreram naEscritura e napalavra deJesus".Jesus, por suagrande evolução,em apenas 3 diasestava em plenascondições deequilíbrio e ação nomundo espiritual,após adesencarnação,assimreaparecendo aosseus discípulos,fazendo, tanto doseu corpo fluídicocomo o fizera como físico, um temploFeio oubonito, saudávelouenfermo, íntegrooudeficiente, nossocorpo foiplanejado paraser também umtemplodivino, ondedevemos fazer oculto do eternobem. Como epara quê oestamos usando?
  34. 34. A saída dotemplo, osdiscípulosdisseram aJesus:-Olha quepedras e quemonumentos!-Não ficarápedra sobrepedra que nãosejaderrubada, resp
  35. 35. E, em seguida, o Mestreprofere o sermão profético.Assim Jesus ensinava maisuma vez aos discípulos queo espírito é que é deimportância fundamental,sendo a matéria umaconstrução temporária.
  36. 36. Referências de Jesusao Templo em seusensinos e feitosVai mostrar-te aosacerdoteAo leproso que curou, nadescida do monte, após osermão das bem-aventuranças, Jesusrecomendou:-Nada digas a ninguémmas vai, mostra-te aosacerdote (por certo noTemplo) e apresenta aoferta que Moisésdeterminou, para lhesservir de testemunho.
  37. 37. Dois homens noTemplo (Lc. 18 v. 10)Contando a parábola dofariseu e do publicano,que subiram ao templopara orar, Jesus ensina anecessidade decontrição, humildade edesejo do bem para aprece alcançar
  38. 38. Maior que oTemplo é acriatura (Mt.12 v. 6)Passando osdiscípulos deJesus porumaseara, tiveramfome, colheram espigas eas comeram.Mas erasábado, diaem que otrabalho eraproibido, ecolherespigasconsideradotrabalho.Fariseus:"Não é lícito".Erecriminavama Jesus,porque comomestre era oresponsávelpelaorientação daconduta deseusdiscípulos.
  39. 39. Jesus relembra então, quando Davi e seus homens,perseguidos e famintos, entraram no Templo ecomeram os pães reservados para culto e oferendaa Deus e ninguém os condenava por isso.Lembrou também Jesus que os sacerdotes notemplo violavam o sábado (trabalhavam nasfunções religiosas) e não havia culpa nisso.
  40. 40. A essa altura da comparação, já dava para entender que osdiscípulos de Jesus estavam plenamente justificados dehaverem colhido espigas mesmo num dia de sábado, porque ohaviam feito:-para saciar a fome e sobreviver (como Davi).-e enquanto estavam em função espiritual, socorrendo eorientando o povo (como os sacerdotes no Templo).
  41. 41. -Pois aqui está quem é maior do que o templo.A criatura é mais importante que o templo, pois otemplo existe para ela e não ela para o templo.Muitas outras passagens esclarecedoras eedificantes existem nos Evangelhos sobre Jesus noTemplo. Algumas ainda serão abordadas em aulasfuturas.
  42. 42. Do que jáaprendemos, ficaclaro que, comoJesus, devemoszelar e cuidar donosso templo, acasa espírita,fazendo dela umlugar onde se ensinaa verdade espirituale se vive o amor aDeus e ao próximo.Sepossível, procuremos atrair para otemplo espírita asdemais criaturas, afim de que nele sebeneficiemtambém, como ofomos nós nopassado e oestamos sendo nopresente.
  43. 43. Estudos Espíritas do EvangelhoColeção: Estudos e cursos -Therezinha OliveiraGrupo Espírita Allan Kardecwww.luzdoespiritismo.com
  44. 44. Grupo Espírita Allan Kardecwww.luzdoespiritismo.com

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