A fofoqueira

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A fofoqueira

  1. 1. UNIVERSIDADE ESTADUAL DO PIAUÍ-UESPI CAMPUS RIO MARATAOAN – BARRAS – PIAUÍ CURSO: LICENCIATURA PLENA EM GEOGRAFIA DISCIPLINA – LEITURA E PRODUÇÃO DE TEXTO PROª- ROSYMERE BLOCO I; TURNO MANHÃ COMPONENTES : ACELINO ELIDA GIRLENO IRANILDO
  2. 2. O que é crônica humorística? Narrativa ( conta uma estória) curta e leve, que apresenta fatos do quotidiano, fazendo o leitor divertir-se.
  3. 3. Durante três dias, Raquel, a fofoqueira do bairro, observou a vizinha Valéria que morava na casa antiga, na frente da sua. Rua sem saída. Os vizinhos comentavam que Valéria havia enlouquecido. Fazia três anos que perdera o marido e um ano da morte da mãe. Valéria passou muito tempo de luto e tristeza. Dois meses atrás, havia se aventurado numa viagem turística ao Nordeste, junto com uma prima. Voltou de bom humor, mas nos últimos dias falava sozinha, gesticulava, ria... Teria alguma visita? Nesta tarde de sábado, Valéria ria muito. - Ela enlouqueceu!.. - gritou Raquel. - Venha, querido, venha e olhe... O marido relutou um pouco, mas como a esposa continuava: Venha... venha... ele deixou o jornal e levantou-se, com dificuldade, da poltrona onde estava esparramado. Aproximou-se da janela.
  4. 4. Olhe lá, olhe, João, parece que está falando com alguém.. mas Valéria está sozinha desde que a mãe morreu. Falarei com ela. Talvez precise de um médico... de um psiquiatra... de terapia... Raquel pegou o telefone: - Olá, Valéria? Você está bem? - Feliz com meu noivo nordestino – respondeu rindo Valéria. Raquel, curiosa, continuou a espiar pela janela. Querido, venha, venha ver... venha, por favor... O marido novamente deixa o jornal de lado e se aproxima a passos vagarosos até a janela. - Olhe, disse a mulher... Valéria fala e ri... sozinha.... - Sozinha, não! Com seu noivo imaginário, ironiza o marido. Volta a sentar-se na poltrona e pega o jornal. - Eu vou falar com ela – enfatiza Raquel.
  5. 5. Minutos depois, Raquel aperta com força a campainha. A porta se abre. – Este é Armando, meu noivo... - grita Valéria da cozinha. Só nesse momento Raquel repara no anão de pijama azul, na ponta dos pés, segurando-se na maçaneta da porta. Sorridente, o anão a convida a entrar. Raquel fica paralisada ao lado da porta. Armando insiste. - Sente-se, vizinha, pode pegar um pedaço de bolo. Eu mesmo fiz... - Aqui está o chá mate!... – disse contente Valéria. Coloca a chaleira na mesa, agacha-se e abraça o anão. Ele, sempre sorridente, dá um beijão na boca da namorada. Depois sobe na escadinha que está ao lado da mesa e serve um pedaço de bolo para dona Raquel. Raquel, sem palavras, senta-se na cadeira e pega o pratinho com o bolo, acanhada, não sabe o que dizer. Os três ficam em silêncio. Raquel, tentando ser agradável pergunta: - É bolo de laranja?
  6. 6. No dia seguinte, Raquel falava com Adelaide, a velhinha do sobradinho amarelo, quando vê passar, Valéria, de mãos dadas com Armando. Os dois, sorridentes, cumprimentam e continuam seu passeio. Sem poder conter-se, Raquel murmura para Adelaide: Como ela pode sair com um homem tão pequeno? A velhinha, muito jocosa, emenda: Segundo ouvi dizer, Armando é pequeno só de estatura, dona Raquel, só de estatura...
  7. 7. • Por que o título “A Fofoqueira”? • Narrador: observador ou personagem? • Quais os personagens da crônica? • Onde se passa a estória? • Em que fato do quotidiano o narrador se baseou?
  8. 8. • O final confirma ou contrasta com o início da crônica? • O que gera humor no texto? • Como é a linguagem? Formal ou coloquial? • Discurso direto ou indireto?
  9. 9.  Narrador –  Personagem-  Espaço
  10. 10. Isabel Furini Educadora e escritora, 59 anos, de nacionalidade argentina, escreve poemas desde criança, já foi premiada em alguns concursos. Publicou 15 livros, entre eles a Coleção "A Corujinha e os Filósofos" da Editora Bolsa Nacional do Livro, em 2006. Em 2007 redigiu a obra SENAC PARANÁ, 60 ANOS.
  11. 11. Referencias bibliograficas http://contosecronicasdeisabel.blogspot.com.br/2013/02/a-fofoqueira- cronica-de-humor.html

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