A Crise Da Monarquia

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A Crise Da Monarquia

  1. 1. A CRISE DAMONARQUIA<br />A CRISE DA MONARQUIA<br />
  2. 2. A MONARQUIA CONSTITUCIONAL<br /><ul><li>Em 1820 Portugal faz a sua Revolução Liberal e, embora continue a vigorar um regime monárquico, o país passa a ter uma constituição que consagra a divisão de poderes.</li></ul>De acordo com a Carta Constitucional de 1826 (documento constitucional que vai vigorar com algumas interrupções até 1910) o poder do rei é, nalguns aspectos essenciais, determinante. <br /><ul><li>Apesar de em meados do século XIX o país iniciar um período de estabilidade política , muitos liberais continuaram a contestar a monarquia e o poder régio. Entre os intelectuais, sobretudo a partir da década de sessenta, a contestação tornou-se mais acentuada.
  3. 3. Na década de setenta, entre os descontentes com a monarquia, surgem o Partido Socialista e o Partido Republicano. O primeiro terá pouco impacto; porém, o Partido Republicano conseguirá fortalecer-se a partir das fragilidades da monarquia.</li></li></ul><li>PARTIDO REPUBLICANO<br /><ul><li>A ideologia republicana desenvolve-se em Portugal ao longo do século XIX, particularmente após a Revolução liberal de 1820.
  4. 4. Influenciados pelos ideais de Liberdade, Igualdade e fraternidade que nortearam a Revolução francesa , bem como pelas injustiças da sociedade burguesa, alguns portugueses anseiam por um regime do povo para o povo.
  5. 5. Em Abril de1876, num esforço de organização, foi eleito um Directório Republicano. Nascia o Partido Republicano Português.
  6. 6. Embora os republicanos tivessem conseguido eleger um deputado logo em 1878, só a partir do ultimato inglês o seu crescimento vai incomodar a Monarquia.
  7. 7. Até 1910 o crescimento do Partido Republicano fez-se com elementos de várias origens sociais – operariado, pequena e média burguesia e até elementos da alta burguesia. Os descontentes com a Monarquia são cada vez mais numerosos e activos.</li></ul>Cartaz de propaganda Republicana (1906?)<br />
  8. 8. O ULTIMATO INGLÊS – O ORGULHO FERIDO<br /><ul><li>As pretensões portuguesas em África, apresentadas numa conferência que se realizou em Berlim em 1885 e expressas no Mapa cor-de-rosa , impediam a concretização do projecto inglês para aquele continente de ligar por via férrea o Norte ao Sul, ou seja o Cairo ao Cabo.
  9. 9. Como consequência, no dia 11 de Janeiro de 1890, Portugal é confrontado com o ultimato da Grã-Bretanha. Ao abrigo do princípio da ocupação efectiva estabelecido na Conferência de Berlim, os ingleses exigiam que renunciássemos aos territórios que ligam Angola a Moçambique, já que não tínhamos condições para os ocupar de facto.
  10. 10. Esta ameaça vai indignar o país e despoletar uma crise política na qual se insere a primeira tentativa para implantar a República em Portugal , a revolta de 31 de Janeiro de 1891 no Porto</li></ul>Mapa cor-de-rosa – projecto português para o continente africano<br />
  11. 11. O ULTIMATO INGLÊS – O ORGULHO FERIDO<br />Perante a cedência do governo e do rei às imposições inglesas, o País explodiu em ira. As manifestações de patriotismo e de apelo à guerra sucederam-se por todo o país.<br /> Poucos dias depois do Ultimato o governo caiu e foi empossado um novo ministério presidido por António de Serpa Pimentel, o conselheiro que defendera a resistência à imposição britânica. <br />Os republicanos não desperdiçaram a ocasião e aproveitaram o clima quase insurreccional que se estabeleceu. <br />Foi neste clima de exaltação nacionalista que Alfredo Keil e Henrique Lopes de Mendonça compuseram A Portuguesa que viria a tornar-se o hino nacional quando a República foi implantada.<br />O Ultimato inglês – caricatura de Rafael Bordalo Pinheiro<br />
  12. 12. 31 DE JANEIRO DE 1891 – A PRIMEIRA REVOLTA REPUBLICANA<br /><ul><li>A questão do Ultimato Inglês provocou um movimento generalizado contra a Monarquia e o rei. Os republicanos tinham agora mais um argumento de peso para contestar a monarquia e conquistar adeptos .
  13. 13. Em 31 de Janeiro de 1891, na cidade do Porto, os militares daquela guarnição promoveram a primeira revolta republicana.
  14. 14. Sem o apoio das forças políticas, nem da generalidade dos militares, os revoltosos tiveram que capitular perante a superioridade das forças fiéis à monarquia.
  15. 15. Esta revolta pode considerar-se a primeira manifestação de força da oposição ao regime monárquico. </li></ul>A Guarda Municipal ataca os revoltosos entrincheirados no edifício da Câmara Municipal do Porto<br />In: revista universal impressa em Paris, 1891, vol. 8 Gravura de Louis Tynayre<br />
  16. 16. A CRISE POLÍTICA E A DITADURA DE JOÃO FRANCO<br /><ul><li>Na última década o século XIX e primeiros anos do século XX, os partidos monárquicos, Progressista e Regenerador, enfrentam dissidências e questões pessoais que se manifestam numa vida parlamentar turbulenta e pouco eficaz. As sessões das Cortes (Parlamento) vivem de questões inúteis e querelas pessoais prejudiciais ao sistema político e ao país.
  17. 17. A situação, explorada por todos os que se opunham à monarquia, nomeadamente os republicanos, leva o rei D. Carlos em 1906 a nomear João Franco para chefiar um novo governo. Face às dificuldades que este enfrenta o rei acaba por dissolver as Cortes em Maio de 1907, permitindo-lhe governar em ditadura.
  18. 18. O seu governo vai então enveredar pela repressão, por vezes violenta, dos opositores ao regime monárquico. A revolta face às medidas tomadas acabam por estar na origem do regicídio de 1908.</li></ul>João Franco<br />
  19. 19. O REGICÍDIO<br /><ul><li>O governo ditatorial de João Franco estimulou toda a oposição, não só a republicana, mas também a monárquica. O Rei, D. Carlos I, tornou-se então no alvo de todas as críticas, afinal era ele o responsável pela escolha de João Franco e pelo encerramento do Parlamento. O clima de tensão era cada vez mais forte.
  20. 20. No dia 1 de Fevereiro de 1908, no Terreiro do Paço, entre a multidão que recebia a família real, o rei e o príncipe herdeiro são assassinados.
  21. 21. Dois dos regicidas, Manuel Buíça, professor primário expulso do Exército e Alfredo Costa, empregado do comércio e editor de obras de escândalo, são mortos no local. Outros fugiram.
  22. 22. Posteriormente, confirmou-se que o regicídio foi responsabilidade de republicanos extremistas que actuaram à margem da estrutura do partido.</li></li></ul><li>O ÚLTIMO MONARCA<br /><ul><li>O novo monarca, o jovem D. Manuel II, demite João Franco e procura formar um governo de coligação.
  23. 23. O seu curto reinado ficou marcado pela instabilidade política e ministerial – seis governos entre 1908 e 1910.
  24. 24. Procurando pacificar e acalmar o país, permitiu a liberdade política necessária para que os republicanos se afirmassem cada vez mais como a solução para o país.</li></ul>.<br />D. Manuel II<br />
  25. 25. Bibliografia:<br />OLIVEIRA MARQUES, António H. de, História de Portugal, vol. III, Lx, 3ª ed., Palas Editores, 1986<br />SERRÃO, Joel, dir. ,Dicionário de História de Portugal, Porto, Livraria Figueirinhas<br />VIEIRA, Joaquim, Portugal Século XX, Crónica em Imagens, vol. I, Lx, Círculo de Leitores,1999 <br />Visão História,nº 7, Fevereiro de 2010<br />Netgrafia:<br />HISTÓRIA E MEMÓRIA , in http://hm.centenariorepublica.pt/ , consulta em Fevereiro de 2010<br />PARLAMENTO, in http://www.parlamento.pt , consulta em Fevereiro de 2010<br />Trabalho elaborado no âmbito da Comemoração dos 100 anos da República na ESMAResponsável:Mª Adelaide Nascimento<br />

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