11O planeta movido a internet é escravo da tecnologia?Hoje, vivenciamos um mundo em expansão tecnológica, não vamos aqui t...
22século passado e compartilha essa maravilhosa tecnologia do século XXI, até porquetoda tecnologia vai se aperfeiçoando e...
33tecnologias contemporâneas foi – numa primeira fase – nos tornar conscientes de nossocorpo, para nos fazer refletir sobr...
44ciência teocêntrica, registradas em suas iluminuras, que devemos reconhecer a suacontribuição para o progresso da humani...
55dodos os dias, ela é uma companheira inseparável dos professores, estamos falando dacaneta esfereográfica, inventada em ...
66com o nosso passado colonial, incorporada em nosso inconsciente coletivo. Mediantefácil acesso a internet, a forma mais ...
77Poissant, Louise. A passagem do material para a interface. In: Domingues, Diana(org.)(2009) Arte, ciência e tecnologia: ...
Próximos SlideShares
Carregando em…5
×

O planeta movido a internet é escravo...

2.314 visualizações

Publicada em

0 comentários
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
2.314
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
5
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
32
Comentários
0
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

O planeta movido a internet é escravo...

  1. 1. 11O planeta movido a internet é escravo da tecnologia?Hoje, vivenciamos um mundo em expansão tecnológica, não vamos aqui tratar comoum mundo em expansão tecnológica de altíssimo grau de sofisticação, pois estaríamossubestimando a nossa capacitada histórica de invenção, relevando as nossas criaçõestecnológicas de um passado que nos remete há milhões de anos. Como se só passamos aexistir tecnologicamente a partir de nosso tempo, esquecendo o primórdio de nossagênese, de nossa árvore genealógica. Mas, por um vício de linguagem, convivemos comum preconceito que para muitos é tido como normal, de acharmos que apenas nossa erapós-moderna somos as pessoas mais eficientementes tecnológicas de toda a história dahumanidade, constituindo-se num conceito relativo e subjetivo, pois cada geração criaas ferramentas adaptáveis ao seu próprio tempo, observando que essas novastecnologias não passam de uma evolução cada vez mais sofisticada de uma técnica ecapacidade inventiva do homem. Logo, as ferramentas criadas pelo homem foramsempre uma extensão da mão, a ferramenta nasceu com o homem, ou seja, a tecnologianasceu com o mesmo, uma terceira mão. Como considerou Louise Poissant, “muitospassos conceituais e descobertas tecnológicas contribuíram para a reconfiguração domundo da arte”, podemos ilustrar o pensamento acrescentando – reconfiguração deuma nova sociedade.No parágrafo acima destacamos em negrito três palavras: técnica, tecnologia ereconfiguração, para desenhar este artigo de opinião. A palavra técnica tem sua origemno grego, TEKHNE, relativa à arte e ao artesanato. Logo, para cada instrumento eprocedimento utilizado existe uma forma, uma maneira de fazer, o fazer, para daraperfeiçoamento a matéria bruta, a construção de um novo instrumento a serviço de umanova técnica, melhorando ainda mais a própria condição de vida do homem e deadaptação do mesmo ao meio ambiente. Foi através dessa evolução de procedimentostécnicos que sobrevivemos ao longo dos milhões de anos. Na concepção de Burnham,em seu livro “Beyond Modern Sculpture” explicitando a teleologia com relação a Arte,Ciência e Tecnologia (1968, p.374), ele temia que a obsessão cultural e a fé na Ciência etecnologia levaria à falência da civilização humana e que a guerra termonuclear nãoseria o fim, mais os ciborgs inteligentes. Porém, de forma pragmática, quando queremosabusar de nossos avanços tecnológicos, quando não nos satisfaz de imediato os nossosanseios, a exemplo de uma pane no sistema, “ta fora de sistema” – tecnologia passívelde obstrução – os caixas eletrônicos dos bancos não funcionam, a internet ficou fora doar ou fora do sistema, nada funciona, como se uma cidade ficasse no escuro. Tudo queera “online”, pára, causando enorme desconforto ao homem pós-moderno. Nessemomento, sentimos falta da velha tecnologia, o balcão do banco, nosso mais sofisticadocartão magnético era a carteira de identidade e a conferência da assinatura, umamáquina “dedógrafo” para digitalizar o valor e a conta do cliente, também instrumentode poucos. Por hoje a tecnologia ser um bem razoavelmente acessível,inconscientemente rejeitamos esse passado e só lembramos quando a nova tecnologiado mundo atual nos causa desconforto, essa observação vale para quem nasceu no
  2. 2. 22século passado e compartilha essa maravilhosa tecnologia do século XXI, até porquetoda tecnologia vai se aperfeiçoando e se adaptando a demanda. Mas estamos nostornando tão exigentes e eficientes que quando o novo entra em pane é comumdetratarmos a nossa realidade como algo atrasado e relegarmos ao passado distantecomo a era da “Pedra Lascada”, inconscientemente caímos no preconceito deinferiorizarmos o nosso legado histórico.Hoje parece comum o código de barra, mas recentemente, mas precisamente no séculopassado ele foi taxado de o “código da Besta-Fera”, um preconceito equivocado comtendência religiosa para negar o novo, a possibilidade de uma vida mais rápida e umacomodidade de uma nova era, a subjetividade das relações dos objetos. Porém, o códigode barra não é uma invenção do homem pós-moderno e sim uma recriação que remontaa Pré-História – As Placas de Sixto: sistema de código apurado, encontradas na Granjade Céspedes (Badajoz), que serviram de estudo para a Drª. Katina Lillios, em 2002. Asplacas serviam para Identificar o defunto de cada clã (tribo), registrar direitoshereditários ou definir regras aplicáveis aos casamentos intra-tribais e inter-tribais -uma espécie de etiqueta de identidade – linhagem, descendência e normas de suacomunidade. Esse registro pode ser encontrado no site WWW.slideshare.net/gilsonunesTítulo do slide: Arte Pré-histórica: o sentido da existência.Outro preconceito que temos em relação as cavernas como submundo do atraso e daescuridão está relacionado ao nosso mundo sombrio de nossa subjetividade quetentamos sepultar no passado, as nossas qualidades positivas e negativas que herdamos,melhoramos, mas não reconhecemos. Para uma melhor compreensão do tema aquitratado, recomendamos o livro de Deepak Chopra: O efeito sombra, pela qual afirmaque: “se estamos dispostos a permitir nosso lado sombrio seja parte da plenitude dequem somos, descobriremos que ele vem com todo o poder, habilidade, inteligência eforça para realizar grandes ações no mundo”(2010, p.176). Logo, não podemos tratar onosso passado como algo imprestável, que não acrescentou nada ao nosso homem pós-moderno, pois as cavernas eram para o homem primitivo o que a Capela Sistina é para oVaticano e para a humanidade. Lá está o segredo de nossa existência, o nosso ladosombrio e nossas habilidades, é preciso repensar o mito da caverna. Em face as novastecnologias, não nos podemos dá o direito de nos sentirmos superiores ao nossopassado, mais melhorados ou talvez piores em alguns aspectos de convivência. Pois apalavra superior para certas religiões espalhadas pelo mundo globalizado podetransparecer algo restritamente reservado ao divino. Sejamos mais complacentes etolerantes.A descoberta do fogo há 500 mil anos revolucionou o modo de como o homem percebiaa natureza, as novas tecnologias tem nos proporcionado na primeira década do séculoXXI algo extraordinário, tem nos assombrado com as diversas possibilidades decomodidade e comunicação. E em momento algum o homem da pré-história tornou-seescravo de sua criatura, o fogo, como exemplo comparativo, não nos sentimos escravosde nossas novas tecnologias. Para Bureaud, em seu livro: “Pour une typologie desinterface artistiques”, (2003, p.32) assegura que: “uma das contribuições essenciais das
  3. 3. 33tecnologias contemporâneas foi – numa primeira fase – nos tornar conscientes de nossocorpo, para nos fazer refletir sobre nossos modos de percepção, nos questionar sobre anatureza do espaço pelo qual estamos inseridos”. Não podemos ser céticos e acharmosque essas novas tecnologias estão ao alcance de todos, num mundo globalizadovirtualmente e economicamente, ainda convivemos com os guetos tecnológicos, umaespécie de religião a serviço de poucos, principalmente quando o novo capitalismo ésensivelmente adaptável as novas circunstancias sociais. Neste sentido o capitaltecnológico se torna uma ilha de poder, com capacidade de criar novas tecnologias cadavez mais eficientes para atender a demanda de um mercado exigente e exclusivo.Nosso computador é uma tábua de códigos, uma ferramenta adaptável aos diversosidiomas, um produto de alcance fácil para alguns e ainda um objetivo de luxo paraoutros, isso pode ser observado no cotidiano da prática dos nossos professores,principalmente aqueles da rede pública municipal ou estadual. Quantos se utilizamdessa ferramenta em sala de aula? Fruto de um salário de miséria que recebem, sãoraros os professores que sequer podem constituir em casa uma biblioteca com nomínimo 100 livros para suas leituras e pesquisas. São raros os que têm acesso a umcurso de pós-graduação, pois pelo acúmulo de atividades que impõe a profissão, otempo disponível para essa qualificação é sonhar acordado. Os hieroglíficos tambémeram sofisticados computadores em pedra, mas será que todos tinham acesso ascodificações de seus símbolos? Hoje o símbolo “@” (arroba) pode parecer comum atodos nós, mais tem muita gente que usa e não sabe que o mesmo quer dizer “em”,informa que o usuário está conectado ao servidor – um computador central. WWW quemuitos de forma pejorativa a pronunciam como diabo, diabo, diabo. O que quer dizer(World Wider Web) – rede de alcance mundial - um sistema de documentos dispostosna Internet que permitem o acesso às informações apresentadas no formato dehipertexto e multimídia. Para ter acesso as informações pode-se usar um programa decomputador chamado navegador. Os navegadores mais famosos são: Internet Explorer,Mozilla Firefox, Google Chrome e Safari. A idéia de World Wide Web surgiu em 1980,na Suíça. O precursor da idéia foi o britânico Tim Berners-Lee. Um computadorNeXTcube foi usado por Berners-Lee como primeiro servidor web e também paraescrever o primeiro navegador, o WorldWideWeb, em 1990. Leia mais em:http://www.tecmundo.com.br/web/759-o-que-e-world-wide-we.htm#ixzz2OxjL2FKW .Como vivemos em outra era, o da velocidade, o tempo parece conspirar a nosso favor, etudo tentamos codificar à nossa necessidade imediata, principalmente os adolescentes,para conversas na internet eles abreviam diversas palavras, o retorno ao hieróglifoegípcio, que para outra pessoa, não usuária do sistema, não conseguiria entender o queele quis dizer, por exemplo “tb” para também, “vc” para você. Consequentemente, essehábito é levado para sala de aula, causando transtorno aos professores, principalmenteos da Disciplina de Língua Portuguesa. Neste caso, a internet é vista como um problemapara muitos educadores, para outros é uma ferramenta alucinante, recheada depossibilidades.A descoberta da perspectiva no século XV, da impressão em papel e do primeiro discode cobre para decodificar e codificar códigos matemáticos foram artifícios superficiaisde alta tecnologia que proporcionaram ao homem observar o universo pelo fiocientífico, a ciência e a arte caminhavam juntas na concepção de uma nova mentalidade,colocando o homem como centro de toda a criação, uma negação ao teocentrismo – quetinha Deus como criador de todas as coisas. A Idade Média ficou para trás com sua
  4. 4. 44ciência teocêntrica, registradas em suas iluminuras, que devemos reconhecer a suacontribuição para o progresso da humanidade, e que muitas vezes esse período é tratadocomo a Idade das Trevas, como se não existisse uma produção técnica e deconhecimento. A perspectiva é o método que permite a representação de objetostridimensionais em superfícies bidimensionais, através de determinadas regrasgeométricas de projeção. As imagens possibilitam a percepção de uma realidadetridimensional se para tal se obedecer ao conjunto de prescrições que da Vinci expôsem Tratado da Pintura (pelo que são frequentemente conhecidas por "regras deLeonardo") [Aumont, 1993, p.63]. Para maior aprofundamento acesse:www1.ci.uc.pt/iej/alunos/1998-99/cbs/entrada1/conteúdo.htmNa primeira década do século XXI, mergulhamos em um mundo sofisticadamentetecnológico, e não temos a noção de que, para sermos o que somos hoje, foi necessáriopercorrer uma lenta jornada de um legado de conhecimento acumulado ao longo demilhares de anos, só somos o que somos hoje, fruto desse invisível progresso dopassado. Parece assustador o que a internet hoje nos possibilita, há até quem considereque passamos a ser escravos da mesma, pré-conceitos estabelecidos por pura opiniãopessoal. Mas como a internet pode tornar uma pessoa escrava de si mesma? Alguns têmuma concepção equivocada que tecnologia está relacionada a criação do computador,como se a criação da máquina de pedra Pré-Histórica – uma roda de pedra para triturargrãos também não fosse uma tecnologia sofisticada de altíssimo valor utilitário,possibilitando ao homem melhor conforto e habilidade para realização de uma atividade“doméstica” (mesmo assim ele não tornou-se escravo de sua ferramenta), a exemplo denosso liquidificador.As iluminuras ou pinturas em miniaturas, eram ilustrações altamente sofisticadas queserviam para decorar livros em pergaminho na Idade Média, era um ofício reservadoaos monges. Uma arte requintada, que utilizava óxido de chumbo e ouro para ilustrar“letras ricamente ornamentadas com vários motivos, que iam da inspiração floral àinspiração mítico-religiosa; das flores e estrelas aos pássaros, monstros e outrascriaturas”. Acesse: (historiarn.blogs.sapo.pt). O pergaminho é o nome dado a uma pelede animal, geralmente de cabra, carneiro, cordeiro ou ovelha, preparada para nela seescrever. Citamos a iluminura, para situarmos a análise comparativa no tempo, paraintroduzirmos a criação de Gutemberg, foi o primeiro no mundo a usar a impressão por“tipos móveis”, uma prancha em madeira com várias letras soprepostas em alto-relevo,uma espécie de carimbo, que permitiu a produção em massa de livros, e principalmentede partes da bíblia, que era vendida no mercado livre, foi o princípio da globalização,isso por volta de 1439. O primeiro livro impresso por Gutembergue foi a Biblia, quelevou cincos anos para ser concluído. Essas tecnologias eram de altíssimo efeitointelectual, permaneceram a serviço de poucos, reis, principes, monges, imperadores ecomerciantes burgueses, em relação ao altíssimo grau de pessoas analfabetas, a únicaleitura possível era as das imagens pintadas nos tetos das igrejas, emtridimensionalidade, a perspectiva a serviço da alfabetização visual, era precisocatequisar as pessoas pelo visual das imagens sagradas, a imposição de uma ideologiareligiosa. Ferramentas de altíssima precisão, que contribuiram para aumentar o poder daIgreja Católica e posteriormente as contradições, a Contra-reforma.Passeando por fragmentos tecnológicos dos séculos, gostariamos de ressaltar umainvenção tecnológica descoberta no século XIX, ela é tão comum ao nosso dia-a-dia quenão damos tanta atenção, pois faz parte de nossa vida, como beber um copo com água
  5. 5. 55dodos os dias, ela é uma companheira inseparável dos professores, estamos falando dacaneta esfereográfica, inventada em 1865 e posteriormente aperfeiçoada na Argentinapelo húngaro José Ladislav Biro, e o primeiro modelo foi vendido na Reynolds, emNova York, em outubro de 1945. Saímos da escrita à pena e do bastão à bambú paraalgo sofisticado – a caneta esfereográfica, que provocou forte mudança social,instrumento de propulsão econômica, pois não era recarregável e possibilitou aoportunidade de comprar quantas quisesse e de cores variadas – os primeiros objetosdescartáveis da história do homem pós-moderno. Difundiu-se rapitamente, tornou-seglobalizada e adaptou-se a todos os alfabetos, a exemplo hoje dos celulares com asdiversas configurações, tablest e notebooks, produzidos em massa, e a cada ano umaverssão mais sofisticada adaptável ao mundo globalizado, algumas marcas, o preçoacessível ao consumidor de classe média e baixa, para não se tornar um objeto de luxo.No futuro próximo teremos os computadores a serviço de todos? Ou isso já é umarealidade comum, a exemplo da caneta esfereográfica? Será que nossa canetaesfereográfica será uma relíquia de museu e passaremos a fazer tudo via as novastecnologias? Pelo contrário, com todo o avanço das novas tecnologias, a caneta aindafaz parte de nossa vida diária, é uma companheira inseparável, não que nos tornamosescravos dela, mas que a mesma passou a ser uma extensão de nossas necessidadesimediatas. Muitos shoppings exibem canetas esfereográficas em vitrives de luxo, que ovalor das mesmas podem ser equivalente ao valor de um computador de altissimaresolução.Enquanto a caneta esfereográfica era um sucesso de venda em 1945, em 1930 estavanascendo o computador, que foi o mote para tese de seu criador Alan Turing,matemático inglês. A palavra computador pode parece usual para os dias de hoje, nopassado tinha um significado diferente, estava assossiada a uma pessoa que faziacálculos e que trabalahva com algoritimos auxiliado por ferramentas como ábaco ouuma máquina de somar. Pode parecer assustador, mas o primeiro cumputador mediamais de dois metros de altura por dois metros de comprimento e 17 quilometros de fiose dava choques eletricos em seus operadores, além de vazar óleo e frequentementeemperrava. Se hoje usufruímos dessa moderna máquina, o computador; para termos aonosso alcance, alguém passou anos estudando e reelaborando pesquisas, e até mesmopassando constrangimento e privacidade para deixar um legado fantástico para ahumanidade. Por fim, o inventor do computador foi perseguido e socialmente torturado,chegando ao suicídio, morreu envenenado com uma maçã. Para saber mais sobre essegênio do início do século XX, recomendamos a leitura do Livro de David Leavitt: Ohomem que sabia demais, da Editora Novo Conceito.Toda a análise aqui construída serviu de suporte para justificar que em momento algumnão nos tornamos escravos de objetos, mas os objetos têm sido nossos escravos, emuitas vezes descartamos por outros escravos mais sofisticados de última geração. Serpós-contemporâneo hoje é está conectado as redes sociais, comprar livros pela internet equalquer outro objeto de luxo, até mesmo um carro de altíssima tecnologia, o carroproduzido hoje é um nicho de altíssima sofisticação tecnológica. Nos tratar comoescravos das novas tecnomoligias e das nova mídias é ser preconceituoso consigomesmo, não se dá ao luxo de usufruir desse patrimônio que foi construído ao longo dahistória do homem, estamos vivendo o melhor momento histórico de toda a nossahumanidade, somos privilegiados de estarmos compartilhando uns com os outros essasferramentas, que no passado não passavam de experimentos complexos e de difícilacesso, reservados apenas aos cientistas. Talvez a expressão escravo tenha uma relação
  6. 6. 66com o nosso passado colonial, incorporada em nosso inconsciente coletivo. Mediantefácil acesso a internet, a forma mais democrática de nos expressar, seja tratado poralguns como escravos da mesma, somatizando o preconceito acima elucidado, queescravo é pessoa sem formação, sem legado cultural, algo reaproveitável de uma culturainferior.Pelo contrário, o escravo foi um produtor, um trabalhador que fez a economia dessepaís, foi tecnologia humana de luxo, máquina de prazer sexual, moeda de ouro de troca,para isso era preciso mantê-lo em perfeito estado de saúde, alimentado e com uma pelebonita. Foi a terceira mão da economia de nososo país, depois do ouro e do açúcar.Viviam ao lado da nobreza, muitos sabiam até latim e ofícios artísticos reservados aocapricho da nobreza. Tivemos várias personalidades negras que constituiram a nossahistória cultural, mas pelo processo de embranquecimento de nosso país no início doséculo XX, esquecemos de nosso sague negro, de nossas raízes, e todo tipo desubjetividade é alçada ao mesmo. A libertação não foi apenas um ação de caridade ehumildade por parte da elite que os mantinham como objeto de primeira necessidade,mas porque aquela mão de obra não era mais rentável, mantê-los nos sistema escravistaera prejuízo econômico frente uma nova realidade. Para estatus de alguns libertaram osescravos, e sua maioria ficou jogada ao relento, não exisitiam escolas e nem trabalhopara eles, ficaram perambulandos pelas cidades, passou a ser um problema social, e hojesentimos na pele esse despreso. Mas, a internet não é apenas um objejto de luxo deacesso reservado aos brancos, mas aos negros, pardos, índios, mestiços e prostitutas,instrumento que pode gerar emprego às pessoas, independente da cor da pele, dasexualidade e da religiosidade. Hoje qualquer um pode abrir uma conta de e-mail,facebook ou um site na Web. Mas para chegarmos a esse acesso, foi uma longa jornadade muitos que contribuiram com esse sucesso assombroso e extraordinário. Viva opresente das novas tecnologias, que suprimamos todo tipo de preconceito.Referências:Aumont, J. (1993). A imagem. São Paulo: Papirus.Bureaud, A. (2003). Pour une typologie dês interfaces artistiques. Interfaces esensorialité. Ste-Foy: Presses de l’Université Du Québec. In: Domingues, Diana(org.)(2009) Arte, ciência e tecnologia: passado, presente e desafios. São Paulo: UNESP.Poissant, Louise. A passagem do material para a interface. p. 85Burnham, J. (1968). Beyond Modern Sculpture: The effects of Science and technologyon the sculpture of this century. Nova York: Braziller. In: DOMINGOS, Diana(org.).(2009) Arte, ciência e tecnologia: passado, presente e desafios. São Paulo: UNESP. p.145.Chopra, D., & Ford, D., Williamson, M. (2010). O efeito sombra; encontre o poderescondido na sua verdade. São Paulo: Lua de Papel.Leavitt, D. (2011). O homem que sabia demais: Alan Turing e a invenção docomputador. São Paulo: Novo Conceito Editora.
  7. 7. 77Poissant, Louise. A passagem do material para a interface. In: Domingues, Diana(org.)(2009) Arte, ciência e tecnologia: passado, presente e desafios. São Paulo: UNESP.p.73Tocqueville, A. (1994). A emancipação dos escravos. São Paulo: Papirus.WWW.slideshare.net/gilsonunes Slide: Arte Pré-Histórica: o sentido da existência.www1.ci.uc.pt/iej/alunos/1998-99/cbs/entrada1/conteúdo.htmhistoriarn.blogs.sapato.pthttp://www.tecmundo.com.br/web/759-o-que-e-world-wide-we.htm#ixzz2OxjL2FKW

×