Arte grega: história da escultura

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Arte grega: história da escultura

  1. 1. Pelo Professor: Gilson Nunes
  2. 2. Os gregos cultuavam a arte pela arte, pois a maior matéria prima era: política, filosofia e ciência. Valorizavam a escultura porque assemelhava-se a beleza dos deuses.
  3. 3. Conhecer a Arte Grega é reconhecer primeiro a história de suas divindades. Os gregos eram politeístas?
  4. 4. Teoria criacionista para explicar a existência dos deuses e do povo grego. O princípio. Érebos: o masculino, o Deus da escuridão, o criador das trevas, o vácuo.
  5. 5. Nix: o feminino, a Deusa da noite. Sua parte foi retirada de Érebos. Nix gerou muitos filhos sem ser fecundada – a exemplo de: Eros - Deus do amor, organizador do mundo. Gaia (Terra) , Tártaro (mundo dos mortos), Éris (a discórdia ou altercação), as moiras (Cloto, Lachesis e Atropos), Nêmesis ( a ética), as queres (morte em batalha), oizus( a miséria), os oniros ( a legião dos sonhos), e os irmãos gêmeos Hipnos ( deus do sono) e Tânatos (Deus da Morte). Esses filhos gerados, representam forças indomáveis que nenhum outro Deus poderia conter. Porém, do relacionamento de Nix com Érebo, nasceram Éter (deus do ar), Hemera (Deusa do dia)
  6. 6. A exemplo dos egípcios existia uma teoria para explicar a criação de todas as coisas da natureza, inclusive a criação das divindades. Qual o Deus primogênito dos gregos?
  7. 7. Gaia: a exemplo de sua mãe Nix, foi responsável em povoar a terra, mesmo sem ser fecundada, gerou o segundo grupo de divindade, URANO: o céu, deus do firmamento. Pontos: deus do Oceano. Óreas: deusa das Montanhas. A mulher como origem de tudo.
  8. 8. Urano: deus do Céu, firmamento, gerado por Gaia, casou-se com a própria mãe. O reprodutor. Com muitos filhos: Ciclopes (gigantes de um olho só) . Hecatônquiros (seres gigantes de 50 cabeças e 100 braços). Titãs e Titânides . Urano odiava seus filhos e mantinham presos no ventre de Gaia.
  9. 9. Os ciclopes, filhos de Urano com sua própria mãe Gaia: Brontes (trovão), Steropes (relâmpago) e Arges (raio). Os ciclopes (em grego: olho redondo – ciclo: circular. ops: olhar): gigantes de um só olho.
  10. 10. Excelentes artesãos na fabricação de armas com bronze e metal. O olho na testa funcionava como uma lanterna, pois trabalhavam na extração de minérios. 7 a 8 metros de altura.
  11. 11. Hecatônquiros: gigantes de 50 cabeças e cem braços. Briareu(forte e vigoroso), Coto (furioso), Giges (membrudo). Com o apoio da mãe Gaia, conseguiram escapar, promovendo uma rebelião contra a opressão de seu pai Urano.
  12. 12. Do relacionamento de Gaia com Urano nasceram vários Titãs e Titânides. Céos: (Deus da Inteligência) se casou com sua irmã Febe (Deusa da Lua-cheia) e gerou Astéria (Deusa Estelar) e Leto (Deusa do Anoitecer) .
  13. 13. Oceanus e Tétis. Mosaico em Zeugma ou Selêucia. I ou II d. C. Oceanus: Deus das águas desconhecidas que rodeiam o mundo habitado. Se casou com sua irmã Tétis (Deusa do Mar) e gerou os seres marinhos e os rios. Créos: Deus dos monstros marinhos, do frio e do inverno. Casou-se com Euríbia e gerou Astreu [Éolos] Deus dos Ventos. Pallos ( a belicosidade e Perses (a destruição).
  14. 14. Hipérion: Deus da Luz. Hyper do grego: “acima” e íon: “que vai por cima”. Juntou-se aos seus quatro irmãos: Cronos, Crios, Céos e Jápeto para castrar o pai Urano, quando esse fosse deitar com sua mãe Gaia. Na cosmogonia Hipérion representa o pilar Leste. Caios, Céos e Jápeto, o norte, sul e oeste. O primeiro astrônomo. No Egito antigo os canopos distribuídos dentro da pirâmide, já direcionavam para essa teoria. Casous-e com sua irmã Téia: a Deusa da Luz da Visão e gerou Selene(Deusa da Lua), Helios( Deus do Sol e Eos(Deusa da Aurora).
  15. 15. Cosmogonia: cosmo do grego – universo, nia: nascimento (Nascimento do Universo). O padre e cosmólogo Georges Lemaítre, afirmou em uma transmissão de rádio entre 1948-59, que o universo havia sido criado repentinamente, sarcasticamente sua teoria foi batizada de “big (grande) bang (explosão). Em 1965, antes de sua morte, o conceito foi confirmado por Arno Penzias e Robert Woodrow Wilson.
  16. 16. Cronos: Deus do Tempo. Filho mais novo de Gaia é Urano. Escolhido para castrar o seu pai com uma foice, destronando-o. Urano também profetizou que Zeus seria destronado por um dos seus filhos. Casous-e com sua irmã Réia (Deusa da Fecundidade), gerando os primeiros deuses do olimpo, a segunda geração de deuses gregos mais poderosos: Deméter, Hades, Hera, Hestia, Poseidon e Zeus.
  17. 17. Cronos: Deus do tempo, que devora seus filhos para não ser destronado. Mas, Zeus escapou porque sua mãe o escondeu, enrolou uma pedra em panos e ofereceu como sendo seu filho.
  18. 18. Zeus: Rei dos Deuses, soberano do Monte Olimpo – Deus do Céu, do raio e Trovão. (comparável a Xangô no culto do Candomblé) Seus símbolos: relâmpago, águia, touro e cavalo. Três casamento e muitas aventuras eróticas com deusas e mortais. Usava da metamorfose para encantar as mulheres.
  19. 19. Representado pelos artistas gregos ereto inclinando-se para frente ou sentado de forma majestosa. Zeus casou-se três vezes, além de manter uma série de outros relacionamentos amorosos, inclusive com as mortais. Primeira esposa Métis. Segunda esposa Têmis. Terceira esposa Hera.
  20. 20. Métis: Deusa da Prudência. A primeira esposa de Zeus. Zeus pede para Métis se transformar em uma mosca, ingenuamente, atende ao pedido do marido, e ele engole Métis grávida da sua primeira filha Atena (Deusa da Inteligência, do trabalho e da guerra) – Deusa da cidade de Atenas. A brincadeira de Zeus não deu certo, pois Atenas crescia na sua cabeça.
  21. 21. Têmis. Museu Arqueológico de Atenas, Grécia. Têmis: Deusa da Justiça. A segunda esposa de Zeus. Foi a sua ama de leite e tia, que sempre orientou –o no caminho da justiça. Representada de olhar austero com uma balança em uma das mãos. Simbolizando o equilíbrio entre as partes. Obs. A imagem da deusa com os olhos vendados, foi uma criação dos artistas alemães do século XVI. A planta manjerona está relacionada ao culto e a sexualidade, envolvendo a deusa.
  22. 22. Hera: Deusa do Casamento, do lar, da maternidade. Ciumenta e agressiva. Odiava e perseguia as amantes de Zeus (esposo e irmão) e perseguia os filhos de tais relacionamentos, tanto é que tentou matar Hércules quando era bebê, o filho que Zeus mais amava. Mostrava apenas os seus olhos aos mortais.
  23. 23. Hera: Sempre vestida, carrega na mão sementes de romã ou a própria fruta, que está relacionado a fertilidade, fartura e nascimento. Simbolizada também como vaca: riqueza e renovação. Pavão: orgulho, vaidade e mentira. Possuía sete templos, que Hércules destruiu. Além de aprisioná-la em um pote de barro.
  24. 24. Zeus, pai dos deuses, zangado com a maldade das pessoas resolveu inundar a Terra. Em uma barca escapou apenas Deucalião (o mais justo dos homens) e Pirra ( a mais virtuosa das mulheres).
  25. 25. Depois do dilúvio, o casal consultou um oráculo, que lhes aconselhou atirar para trás os ossos de sua mãe. Os ossos eram a terra e as pedras. A terra jogada por Pirra transformaram-se em mulheres e as pedras jogadas por Deucalião transformaram-se em homens. Confirmando a origem do povo grego.
  26. 26. A representação das divindades gregas era antropomórfica – aparência humana e com atitudes: inveja, ciúme, ódio, justiça, honestidade, perseguição e vingança. Semelhantes aos humanos, porém, a única diferença: a imortalidade.
  27. 27. Os gregos, a exemplo dos egípcios criaram suas mitologias para responder aos questionamentos: De onde vêm os deuses? O que eles fizeram para criar o mundo? Que lugar nos reserva após a morte? Entre tantos outros questionamentos. A exemplo dos egípcios, cada divindade grega possuía um atributo.
  28. 28. Várias esculturas ilustraram o conteúdo. Como eles chegaram a essa perfeição? Quando teve início a produção de esculturas? Qual o papel das esculturas ?
  29. 29. Deusa com serpentes. 1600 a. C. Palácio de Cnossos. Museus de Heraklion, Ilha de Creta, Grécia.
  30. 30. Evolução cronológica da escultura grega Período geométrico: 900 a 700 – a.C. Período dedálico: 650 a 6000 – a. C. Período arcaico: 600 a 500 – a. C. Período Severo: 500 a 450 – a.C Período Clássico: 450 a 323 a.C. Período helenístico: 323 a 27 a.C. Paríodo geométrico. Século VIII a. C. Staatliche Antikemammlungen, Munique.
  31. 31. Paríodo geométrico. Século VIII a. C. Staatliche Antikemammlungen, Munique. Ânfora geometrizada. 1000. a. C. Período geométrico: 900 a 700 A.C. Corpo e cabeça triangular, frontalidade da imagem.
  32. 32. Período dedálico: 650 a 600 a. C. Koré dedálica, chamada de Auxerre, 635 a. C. Louvre. Paris. (Koré, filha de Zeus). Koré (Mulher jovem, plural Korai) havia sido seqüestrada por Hades, Deus dos Infernos. Sua mãe Hera pediu que a devolvesse, antes que sua fúria se transformasse em castigo. Como Koré havia comido alimento do inferno, não podia voltar, mais apenas passar seis meses com a mãe e seis meses no inferno. Quando Koré está na terra, meses de abundância, e no inferno meses de seca. Essas estátuas eram oferendas aos deuses, demarcar tumbas de alguém importante e monumento público. Não possuía valor estético.
  33. 33. Por que dedálico? Homenagem a Dédalo (Arquiteto e inventor que construiu o labirinto de Cnossos, para o Rei Minos, para aprisionar o Minotauro, monstro e filhos de sua mulher. Como seu filho nasceu monstro? Poseidon havia doado um touro para Minos sacrificá-lo aos deuses como oferenda. O Rei resolveu criá-lo. Poseidon ficou zangado e fez com que a mulher do rei tivesse desejo pelo touro, nascendo o Minotauro.
  34. 34. Dédalo, foi o criador da escultura, descobriu os materiais, as formas, o volume e o espaço. Engenhoso, hábil e criador, foi superado por seu aluno Talos, e resolveu matá-lo. Fugiu de Atenas e refugiou-se em Creta, casou-se com uma escrava do Rei Minos e teve o filho Ícaro . Os dois, pai e filho foram jogados no labirinto. Dédalo com sua engenhosidade criou pares de asas de penas ligadas com cera para fugir. O que aconteceu com o filho de Dédalo?
  35. 35. Ficou deslumbrado com a beleza do firmamento que voou tão alto que se aproximou do sol. Suas asas derreteram e caiu nas águas do mar Egeu, as ondas levaram seu corpo até uma ilha que foi batizada por Icária.
  36. 36. Características do estilo dedálico: Escultura feminina: Rígida frontalidade, modelado achatado do corpo, desenho simplificado da anatomia, rosto em forma triangular invertido, testa baixa e olhos grandes, boca inexpressiva, omitiam as orelhas que eram encoberta por grossas madeixas, pés juntos, cintura alta e estreita. Coberta por uma túnica. Koré dedálica, chamada de Auxerre, 650 a. C. Louvre. Paris.
  37. 37. Características da escultura masculina: A nudez masculina é a regra, pernas alongadas e o pé esquerdo à frente, braços rígidos ao corpo e punhos cerrados. Formalismo no cabelo, ombros largos e semelhanças com as esculturas egípcias. E seus olhos fitam-nos diretamente. Juventude e vitalidade. Tamanho natural, realizadas de pé e sem apoio. Sugestiva anatomia da musculatura. Tamanho igual a de uma pessoa. Kouros (homem jovem – plural kouroi) 600 a. C. Museu Metropolitano de Arte, Nova Iorque.
  38. 38. Museu de Delfos. Cléobis e Bitón. (Dois irmãos) se ofereceram para levar a mãe até o templo da deusa era, no lugar dos bois puxando o carro. Quando a mãe chegou ao templo da deusa, pediu uma recompensa para seus filhos. A deusa deu uma morte tranqüila, sem sofrimento, deitados no chão foram transformandos em estátuas.
  39. 39. Período arcaico: 600 a 500 a.C. Período em que uma sociedade aristocrática enriquecia. Construção de novos conceitos educacionais e éticos. Urbanização das cidades. A exemplo da construção da Acrópole de Atenas ( acro: alto e pole: cidade – “cidade alta”). Centro administrativo e religioso. Dedicado a Deusa Atenas, por volta de 525. a.C. Influenciaram na produção dos escultores.
  40. 40. Principais características do estilo arcaico: Detalhamento progressivo da musculatura, volume maciço. Sugestão de movimento. Pé esquerdo para frente. Lembrando as esculturas egípcias. Sorriso no rosto. Olhos grandes e rosto frontal. Também é perceptível uma túnica, que mais parece outra pele. (panejamento) Barba sinal de idade avançada. Esculturas ornamentais para edifícios e frontões dos tempos. Moscóforo. 570 a.C. (O homem com o vitelo). Mármore. Museu da Acrópole, Atena.
  41. 41. Kouros Anavyssos. 530 a. C. Museu de Arqueologia de Atenas. Por volta de 650, já existiam colônias de gregos no Egito. Isso justifica tal influência, e evolução progressiva da escultura. Esta escultura é um exemplo, pois carrega vestígios de tinta sobre o corpo, pois era uma prática comum dos egípcios. Observe o sorriso discreto da escultura.
  42. 42. Detalhe do Cabeça de Rampin. 550.a.c. Mármore. Museu do Louvre. Paris. Lábios entreabertos num sorriso e muita simpatia. Mesmo no rosto de um herói morto. A barba e o cabelo têm aparência de um rico bordado de pérolas
  43. 43. Koré. 520 a.C. Museu da Acrópole, Atenas. Grécia. Sorriso estampado no rosto. O panejamento parece moldar as cursas, introdução do movimento no tecido. Uma segunda pele. O cabelo, mais parece uma peruca de crochê.
  44. 44. Período Severo: 500 a 450 – a.C Uso do bronze e a revolução do estilo. Principais características: Os braços ganham liberdade, o torso se flexibiliza em formato de S invertido, maior detalhe da anatomia. A cabeça se harmoniza com o corpo. O peso do corpo repousa sob a perna esquerda e a direita mantém o equilíbrio. Substituição do sorriso por expressão séria , distante e pensativa, com lábios entreabertos e olhos incrustados. Representação da velhice. Nariz grego – a linha retilínea do nariz com a testa. Kritios: Efebo (adolescente de 18-20 anos ou macho). 480 a. C. Museu da Acrópole. Atenas, Grécia.
  45. 45. Substituição do sorriso por expressão séria , distante e pensativo, com lábios entreabertos e olhos incrustados. Representação da velhice. Nariz grego – a linha retilínea do nariz com a testa. Kritios: Efebo (adolescente de 18-20 anos ou macho). 480 a. C. Museu da Acrópole. Atenas, Grécia. (detalhe)
  46. 46. Valorização da anatomia. Kritios: Efebo (adolescente de 18-20 anos ou macho). 480 a. C. Museu da Acrópole. Atenas, Grécia.
  47. 47. Kritios: Efebo (Jovem entre 18-20 anos). 480 a. C. Museus da Acrópole de Atenas Essa estátua foi produzida faltando partes dos membros superiores e inferiores? Vivenciaram muitas guerras, em virtude de muitas guerras e invasões de povos bárbaros. Outro detalhe foi em virtude da oficialização do cristianismo, que passou a condenar todos os deuses pagãos e muitas estátuas de bronze foram derretidas e seu matéria reutilizado. Muitas imagens foram copiadas pelos romanos, por isso nos revelam muito do passado grego.
  48. 48. Panejamento em pregas suaves e flexíveis que o estilo arcaico. Auriga, do Santuário de Apolo, em Delfos. 470. (bronze) a.C. Museu de Delfos, Grécia.
  49. 49. O Bronze de Artemísion, possivelmente Poseidon Ou Zeus. 460 a.C. (bronze – alt. 2,09). Museu Arqueológico Nacional de Atenas. Grécia. O movimento foi uma suprema realização do estilo severo. O arremesso da arma é um atributo divino e não uma ameaça ao adversário.
  50. 50. Características do estilo clássico: Representação anatômica verossimilhança. A figura abandona a frontalidade e pode ser admirada por todos os ângulos. Movimento congelado no tempo. Impressão sedosa do corpo. Panejamentos e mantos complementos formais da composição. Balanceamento e simetria das proporções corporais. Período Clássico: 450 a 323 a.C. Policleto. Dorífero. Cópia de um original grego 450-440 a.C. Mármore, alt. 1,98. Museu Nacional de Nápoles. Itália.
  51. 51. Corporificação do ideal da beleza masculina. Tem a cabeça como medida modelar para altura do corpo. Busca na arte a perfeição da alma e do bom caráter, valor ético. A estátua não era valor de um indivíduo, mas um símbolo de valores coletivos, o papel pedagógico. Inovações dramáticas e naturais. Evocação sensual da carne. Sorriso imperceptível. Atitude descontraída. Policleto. Dorífero. Cópia de um original grego 450-440 a.C. Mármore, alt. 1,98. Museu Nacional de Nápoles. Itália.
  52. 52. Policleto. Dorífero. Cópia de um original grego 450-440 a.C. Mármore, alt. 1,98. Museu Nacional de Nápoles. Itália. Michelangelo. Davi. 1501-4, Mármore, alt. 4,089 . Museu da Academia, Florença.
  53. 53. Michelangelo. Davi. 1501-4, Mármore, alt. 4,089 . Museu da Academia, Florença. O Davi de Michelangelo tem tudo a ver com a escultura grega do Período Clássico. O Renascimento tem como princípio o ideal da arte grega. Resgatando um conceito de 1900 anos.
  54. 54. Leocarés. Apolo, 450-323 a. c. Apartamento Belvedere do Papa, Vaticano. Proporção áurea. Simetria matemática da beleza. Seção áurea , secção áurea , razão áurea , razão de ouro , divina proporção , proporção em extrema razão , divisão de extrema razão ou áurea excelência .
  55. 56. O primeiro nu feminino da história da arte. Praxiteles. Afrodite de Cnido. Cópia romana de um original de Praxiteles. 300 a. C. Mármore, alt. 2,03. Museu do Vaticano, Roma. Itália. Deusa nua destinada ao culto.
  56. 57. Policleto: “O pai da teoria da Arte” – seu tratado “cânone” exerceu profunda influencia as futuras gerações de escultores. Míron. Discóbolo. (o lançador de disco) Mármore. Cópia romana de um original em bronze. 450 a. C. Museu delle Terme, Roma.
  57. 58. Cariatides: Esculturas de mulheres substituindo as colunas tradicionais.
  58. 59. Período helenístico: 323 a 27 a.C. Helenístico (do grego , hellenizein – " falar grego ", " viver como os gregos "). compreendido entre a morte de Alexandre III (O Grande) da Macedónia em 323 a.C. e a anexação da península grega e ilhas por Roma em 147 a.C. Caracterizou-se pela difusão da civilização grega numa vasta área que se estendia do mar Mediterrâneo oriental à Ásia Central . O helenismo foi a concretização de um ideal de Alexandre: levar e difundir a cultura grega aos territórios que conquistava.
  59. 60. Principais características do estilo helenístico. Multiplicidade de influências em virtude dos intercâmbios internacionais. Obras modeladas por todos os ângulos. Transparência no vestuário, aspecto de molhado. Aproveitamento do jogo de luz e movimento dramático. Valorização de posturas e expressões de sentimentos como: sofrimento, sono, morte e velhice. Introdução de animais, crianças e pessoas comuns. Produção de bustos.
  60. 61. Gaulês Moribundo. Cópia romana de um original de bronze de 230-220 a.C. do escultor Pérgamo. Mármore, Museu Capitólio. Roma. Itália.
  61. 62. Apolo com cítara e serpente. Século II a. C. Museu Britânico, Londres. Busto-retrato de Alexandre, O Grande.
  62. 63. Busto-retrato de Alexandre, O Grande. A confecção de Bustos era uma prática da arte egípcia. Acima busto da faraó Nefertiti.
  63. 64. Escopas. O Ares Ludovisi. Cópia Romana II a I a.C. Museu Nacional de Roma. Introdução de animais, crianças e pessoas comuns.
  64. 65. Fachada do altar de Zeus, em Pérgamo, Museus do Estado, Berlim.
  65. 66. Valorização de posturas e expressões de sentimentos como: sofrimento, sono, morte e velhice. Velha bêbada. 190 a.C. Museus Capitolinos. Roma.
  66. 67. Nike ( Deusa da vitória) de Samotrácia. 200- 190 . A.C. Mármore, alt. 2,41. Louvre. Paris Leitura simbólica: A taça Jules Rimet, com suas asas gregas, ou seja, a Deusa Vitória. Roubada da CBR em 1983. 1,800 Kg de ouro.
  67. 68. Laocoonte e seus filhos. Século I d. C. Museu do Vaticano, Roma, Itália. Aproveitamento do jogo de luz e movimento dramático.
  68. 69. Apolo com cítara e serpente. Século II a. C. Museu Britânico, Londres. Para o filósofo romano Cícero (106-43 a.C.): “as estátuas de Cânaco são demasiado rígidas como para representar a realidade, que as de Cálamis são ainda duras, porém mais flexíveis do que as de Cânaco, que as de Míron, ainda que não estejam muito próximas da realidade, merecem indiscutivelmente o qualificativo de belas; que as de Policleto são ainda mais belas e já quase perfeitas, ao menos em minha opinião? Igual arrazoado se pode fazer na pintura: Louvamos Zêuxis, Polignoto e Timantes e as formas e desenhos daqueles que não utilizam mais do que quatro cores; entretanto, em Étion, Nicômaco, Protógenes e Apeles tudo já é perfeito”. Logo, as esculturas foram feitas com base na pintura.
  69. 70. Referencial <ul><li>BENDALA, M. Saber ver a arte grega. São Paulo, Martins Fontes, 1991. </li></ul><ul><li>BRANDÃO, Junito de Souza. Mitologia Grega. V. III Petrópolis, Vozes, 2002. </li></ul><ul><li>CONTI, F. Como reconhecer a arte grega. São Paulo, Martins Fontes, 1984. </li></ul><ul><li>JANSON, H. W. História Geral da Arte: o mundo antigo e a Idade Média. São Paulo: Martins Fontes, 1993. </li></ul><ul><li>HARTOG, François. Os antigos, o passado e o presente. Brasília, UNB, 2003. </li></ul><ul><li>ROBERTSON, M. Uma breve história da arte grega. Rio de Janeiro, Zahar, 1982. </li></ul><ul><li>VERNANT, Jean-Pierre. O universo, os deuses, os homens. São Paulo. Companhia da Letras, 2000. </li></ul><ul><li>www.metmuseum.org.com </li></ul><ul><li>www.mitologiagrega.templodeapolo.net/ver </li></ul><ul><li>www.flickr.com </li></ul>
  70. 71. Criação e autoria: <ul><li>Gilson Cruz Nunes </li></ul><ul><li>Especialista em Artes Visuais – UFPB </li></ul><ul><li>Professor da Disciplina de Artes das Escolas: </li></ul><ul><li>Dr. Hortênsio de Sousa Ribeiro – Rede Estadual </li></ul><ul><li>Pe. Antonino e Lafayete Cavalcante – Rede Municipal. </li></ul><ul><li>Campina Grande, 28 de junho de 2010. </li></ul><ul><li>Paraíba - Brasil </li></ul><ul><li>[email_address] – www.professorgilsonunes.blogspot.com </li></ul>

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