Texto original:  http://www.historiaimagem.com.br/edicao5setembro2007/04-manga-valeria.pdf
<ul><li>Desde seus primórdios, os quadrinhos se interessaram pela História. </li></ul><ul><li>Tomando emprestado o que Jos...
<ul><li>Há vários exemplos de HQs que se consolidaram como ficção histórica, e até como concorrentes do discurso historiog...
<ul><li>O Japão tem o maior mercado de quadrinhos do mundo.  Cerca de 30% do que se publica é mangá.  (GRAVETT, 2006: 17) ...
<ul><li>No Japão, todos lêem quadrinhos desde crianças em alfabetização até adultos – homens e mulheres – com mais de 40 a...
<ul><li>No Japão, as idéias de Frederick Wertham não tiveram impacto.  E os mangás abordavam toda a sorte de temáticas. </...
Exemplos de antologias de shoujo manga.
<ul><li>Segundo o antropólogo americano Matt Thorn, mais da metade das mulheres japonesas com menos de 40 anos lêem mangá ...
<ul><li>“ Nos anos 1940 e 1950 nos Estados Unidos havia quadrinhos para meninas com títulos como Flaming Love, Romantic Th...
<ul><li>Trina Robbins, em seu livro  The Great Women Catoonists  (ROBBINS, 2001), aponta que nos EUA houve um processo de ...
<ul><li>Desde o final do século XIX, havia revistas femininas no Japão que traziam alguns quadrinhos, (FUJINO, 2002: 31-53...
<ul><li>O primeiro passo para o formato atual se deu com a revista Shoujo Club (Clube das Meninas), fundada em 1923. (FUJI...
Osamu Tezuka. A Princesa e o Cavaleiro, JBC, 2002. Capa da edição brasileira.
<ul><li>A Princesa e o Cavaleiro é uma série de fantasia que mostra a história de uma princesa, que por erro de um anjo re...
<ul><li>A série inaugurou a discussão sobre papéis de gênero e a força das convenções sociais.  Essas questões estão prese...
<ul><li>Mas as meninas crescem, e os homens não estavam conseguindo dar conta das suas demandas. As editoras temiam perder...
<ul><li>Satonaka definiu assim as suas motivações para se tornar autora de mangá:  “Eu achava que poderia fazer um trabalh...
<ul><li>Arte de Machiko Satonaka. </li></ul>
<ul><li>A entrada em massa das mulheres no mercado de quadrinhos japoneses é fruto de vários fatores, mas aponta para uma ...
<ul><li>Riyoko Ikeda, autora da Rosa de Versalhes, entrou no mercado no ano seguinte, 1967, e tornou-se parte do grupo de ...
<ul><li>Arte de Hagio Moto (O Coração de Thomas) uma das autoras mais importantes do  Nijûyonen Gumi. </li></ul>
<ul><li>Temas como homossexualidade, gravidez na adolescência, estupro, conflitos raciais, a lutas das mulheres por um lug...
Exemplo dos recursos dramático-narrativos presentes no mangá, A Rosa de Versalhes.  A ênfase nas emoções é visível na arte...
<ul><li>Riyoko Ikeda inaugurou essa nova fase dos shoujo mangá em 1972 com a publicação, na revista  Margaret , da A Rosa ...
<ul><li>Segundo a autora, ela seria uma das “rosas de Versalhes”.  O título do mangá não foi compreendido. </li></ul>
<ul><li>A  Rosa de Versalhes  tinha como base a trágica história de Maria Antonieta, rainha da França. Esse foi o ponto de...
Oscar François, uma mulher comandante dos guardas reais.
<ul><li>O tema da moça travestida de homem – por vontade própria, ou não – na ficção ou mesmo na vida real, lembremos de n...
<ul><li>Rapidamente Oscar ganhou popularidade entre as leitoras, é fundado um fã-clube, as cartas se multiplicam. Ela se t...
<ul><li>Com o tempo, Oscar acorda para a situação miserável de boa parte da população francesa, trava contato com gente co...
<ul><li>Oscar luta para conseguir que os homens que comanda reconheçam a sua competência, que não é somente um bibelô, um ...
O fã clube de Oscar está presente no mangá em diversas referências feitas pela autora.
<ul><li>Uma matéria recente do New York Times intitulada  Tradição é obstáculo para carreira das trabalhadoras japonesas ,...
<ul><li>(...) e proibiu que ela brincasse com bonecas. Quando ela teve o primeiro filho, dez anos atrás, o pai a despediu ...
<ul><li>(...) A primeira vez em que Ariishi participou das reuniões bianuais do grupo, pediram que ela aguardasse em uma s...
<ul><li>Até que ponto Oscar é obra de ficção ou retrata casos que a autora conheceu?  </li></ul><ul><li>A Senhora Ariishi ...
<ul><li>Também a personagem de Ikeda terá que resistir ao pai quando este se arrepende da criação que lhe deu e decide que...
 
 
<ul><li>Oscar luta para conseguir que os homens que comanda reconheçam a sua competência, que não é somente um bibelô, um ...
<ul><li>Já Maria Antonieta é apresentada na série como alguém que está prisioneira de um papel que lhe conduz a um fim trá...
<ul><li>Quando falamos de “gênero” estamos nos remetendo a categoria criada pelas teóricas feministas e, em especial, Joan...
<ul><li>Como tal ele não é natural, verdadeiro, ou absoluto.  É histórico e relacional, abarcando instituições, práticas c...
<ul><li>Através do gênero  “(...) dois tipos de pessoas são criadas”  e dessa construção histórico-social decorrem  “(...)...
<ul><li>Oscar não se vê como inferior a homem algum, nem aceita um papel passivo, nem se dobra à autoridade do pai porque ...
<ul><li>O corpo feminino de Oscar, moldado por comportamentos de gênero masculinos, não deixou de manifestar uma sexualida...
<ul><li>Os papéis de gênero incorporados por Oscar, o fato de ter assumido uma identidade que em todos os sentidos é mascu...
Oscar rejeita o amor de Rosalie, e aceita o amor de André.
<ul><li>Ao oferecer o “amor” para a personagem, Ikeda possibilita que suas leitoras sonhem com um mundo diferente.  Como d...
<ul><li>Ao oferecer o “amor” para a personagem, Ikeda possibilita que suas leitoras sonhem com um mundo diferente.  Como d...
<ul><li>Ao oferecer o “amor” para a personagem, Ikeda possibilita que suas leitoras sonhem com um mundo diferente.  Como d...
<ul><li>Riyoko Ikeda rompe com o binômio sexo-gênero, além de desnaturalizar a idéia de que o corpo seria uma realidade pr...
<ul><li>Uma passagem da série que ilustra bem isso que é quando Oscar decide vestir-se como “uma dama” pela primeira vez, ...
Detalhe do mangá: Oscar se prepara para o baile, dessa vez como uma dama.
<ul><li>Ikeda antecede também Teresa de Lauretis, pois acaba construindo uma situação onde fica claro que o gênero é “ o c...
<ul><li>Interessante é que na animação, que funciona como uma releitura masculina do quadrinho, Oscar consegue dominar tod...
<ul><li>Esta idéia não está presente no original, nem a frase dita por André em outra parte da série animada para lembrar ...
<ul><li>No mangá A Rosa de Versalhes, ainda que estejam presentes uma grande dose de imaginação, a autora buscou o máximo ...
Robespierre e Mirabeau nos Estados Gerais
<ul><li>A matéria histórica na Rosa de Versalhes é muito forte, as personagens reais, da nobreza, do povo, estavam present...
Oscar participa da Revolução Francesa e é desenhada por Ikeda incorporando os símbolos desse movimento, como a bandeira tr...
<ul><li>A fonte principal utilizada pela autora foi uma biografia famosa, traduzida para várias línguas, e foi referência ...
Breve aparição de Napoleão Bonaparte na Rosa de Versalhes.  Anos depois a autora faria uma série biográfica sobre a person...
<ul><li>O sucesso da série fez com que muitas japonesas se interessassem por História Ocidental, pela História da França, ...
 
 
 
<ul><li>Sato ressalta que Ikeda agregou à sua série padrões de comportamentos japoneses. Assim, Oscar é na verdade um  sam...
Oscar, um samurai na corte de Versailles, interrompe o primeiro encontro do Conde Fersen com Maria  Antonieta (detalhe).
<ul><li>No Japão, o sucesso da série atravessa três décadas. Além das muitas republicações, há o desenho animado com 40 ca...
Dois momentos do anime: as personagens jovens e, depois, já com mais de 30 anos.
<ul><li>A primeira peça da Rosa de Versalhes foi encenada pelo Takarazuka em 1974, e o teatro, cuja audiência é basicament...
No Teatro Takarazuka todos os papéis são desempehados por mulheres.
<ul><li>Como estudante de Filosofia na segunda metade dos anos 60, Riyoko Ikeda não podia estar alheia às discussões femin...
<ul><li>“ (...) as pessoas da minha geração que queriam expressar um sentimento ou contar uma história e até esse momento ...
<ul><li>(...) sentiam que precisavam trabalhar para levantar o país e contribuir para manter a família. As que puderam bus...
<ul><li>Enquanto feministas de vários países teorizavam nas academias e em grupos políticos, quadrinistas japonesas coloca...
<ul><li>BENTO, Berenice. Transexuais, Corpos e Próteses. Labrys – Estudos Feministas, n.º 4, agosto/dezembro 2003 ( http:/...
<ul><li>CALAFFEL, Verónica.  Riyoko Ikeda y la Rosa de Versalles (Entrevista).  http://www.3xl.net/reportatges/rep85688193...
<ul><li>FLAX, Jane.  Pós-moderno e relações de gênero na teoria feminista.  In: BUARQUE DE HOLANDA, Heloísa (org.).  Pós-m...
<ul><li>GRAVETT, Paul.  Mangá: Como o Japão Reinventou os Quadrinhos.  São Paulo: Conrad, 2006. </li></ul><ul><li>LAURETIS...
<ul><li>LOURO, Guacira Lopes.  Gênero, Sexualidade e Educação – Uma Perspectiva Prós-Estruturalista.  Petrópolis: Vozes, 1...
<ul><li>ROBINSON, Lillian S.  Wonder Women – Feminisms and Superheroes.  Nova York: Routledge, 2004. </li></ul><ul><li>SAT...
<ul><li>___. Prefácio a  Gender and Politics of History. Cadernos Pagu (3) 1994, p. 11-27. </li></ul><ul><li>SCHODT, Frede...
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  1. 2. Texto original: http://www.historiaimagem.com.br/edicao5setembro2007/04-manga-valeria.pdf
  2. 3. <ul><li>Desde seus primórdios, os quadrinhos se interessaram pela História. </li></ul><ul><li>Tomando emprestado o que José Rivair de Macedo escreve sobre o cinema, defendemos que a HQ se “(...) constitui um veículo de promoção da memória social, é um transmissor de consciência histórica.” (MACEDO, 2009: 13-14) São um discurso histórico (produzido em determinado contexto) e sobre a História. </li></ul>
  3. 4. <ul><li>Há vários exemplos de HQs que se consolidaram como ficção histórica, e até como concorrentes do discurso historiográfico. </li></ul><ul><li>O artigo foi escrito para a revista História Imagem e Narrativa no ano de 2007, marcando os 35 anos do mangá de Riyoko Ikeda. </li></ul><ul><li>Considero que, nesta obra, a autora não somente dialoga com a História, mas com as demandas feministas. Por isso, A Rosa de Versalhes é um marco na cultura pop japonesa. </li></ul>
  4. 5. <ul><li>O Japão tem o maior mercado de quadrinhos do mundo. Cerca de 30% do que se publica é mangá. (GRAVETT, 2006: 17) Mangá ( 漫画 / まんが ) é o nome dado aos quadrinhos japoneses. </li></ul>
  5. 6. <ul><li>No Japão, todos lêem quadrinhos desde crianças em alfabetização até adultos – homens e mulheres – com mais de 40 anos. </li></ul><ul><li>Os mangás saem em antologias com periodicidade e tamanho variados. </li></ul><ul><li>Normalmente, os japoneses colecionam suas histórias favoritas, que saem em encadernados com média de 150 páginas. </li></ul>
  6. 7. <ul><li>No Japão, as idéias de Frederick Wertham não tiveram impacto. E os mangás abordavam toda a sorte de temáticas. </li></ul><ul><li>Outra singularidade é que no país há toda uma fatia do mercado de quadrinhos destinada às mulheres, o shoujo mangá ( 少女漫画 , shōjo manga) . A autoria, em grande parte, também é feminina. (FUJINO, 1997: 15-18) </li></ul>
  7. 8. Exemplos de antologias de shoujo manga.
  8. 9. <ul><li>Segundo o antropólogo americano Matt Thorn, mais da metade das mulheres japonesas com menos de 40 anos lêem mangá e mais de três quartos das adolescentes lêem quadrinhos com regularidade. Ainda segundo este autor, há cerca de 100 publicações de quadrinhos para o publico feminino em publicação no Japão atualmente. (THORN, 2001) </li></ul>
  9. 10. <ul><li>“ Nos anos 1940 e 1950 nos Estados Unidos havia quadrinhos para meninas com títulos como Flaming Love, Romantic Thrill, e Teenage Diary Secrets. Eles eram criados por homens, e tiveram vida curta. Quadrinhos como a Mulher Maravilha, populares hoje, são extensão do fenômeno do super-herói masculino, e muitos dos leitores são garotos.” (SCHODT, 1983: 88) </li></ul><ul><li>Não há nada similar ao shoujo mangá no Ocidente, onde HQs ficaram associadas às crianças ou ao sexo masculino. </li></ul>
  10. 11. <ul><li>Trina Robbins, em seu livro The Great Women Catoonists (ROBBINS, 2001), aponta que nos EUA houve um processo de exclusão das mulheres do mercado de comics que se acentuou com o fim da II Guerra Mundial. (ROBBINS, 2001: 79-105.) </li></ul><ul><li>  No mesmo período, ocorreu o inverso no Japão, as mulheres começaram a se tornar quadrinistas e esta talvez seja a única profissão no Japão na qual as mulheres podem ganhar salários maiores que os dos homens. </li></ul>
  11. 12. <ul><li>Desde o final do século XIX, havia revistas femininas no Japão que traziam alguns quadrinhos, (FUJINO, 2002: 31-53) geralmente episódicos. As gravuras dessas revistas se utilizavam de alguns signos visuais que marcam a estética do shoujo mangá como as figuras delgadas, os grandes olhos. (FUJINO, 2002: 70-71) </li></ul>
  12. 13. <ul><li>O primeiro passo para o formato atual se deu com a revista Shoujo Club (Clube das Meninas), fundada em 1923. (FUJINO, 2002: 51) </li></ul><ul><li>Se a estética já estava mais ou menos estruturada, coube Osamu Tezuka, criar o shoujo mangá com a série A Princesa e o Cavaleiro ( Ribon no Kishi – 1953-1956). (SATO, 2007: 128-129) </li></ul>
  13. 14. Osamu Tezuka. A Princesa e o Cavaleiro, JBC, 2002. Capa da edição brasileira.
  14. 15. <ul><li>A Princesa e o Cavaleiro é uma série de fantasia que mostra a história de uma princesa, que por erro de um anjo recebeu dois corações, um de menina e outro de menino. A garota, chamada Safiri, foi obrigada a viver como príncipe, pois só assim poderia reinar. Publicada pela primeira vez em 1953 na revista Shoujo Club, a série foi um sucesso imediato. </li></ul>
  15. 16. <ul><li>A série inaugurou a discussão sobre papéis de gênero e a força das convenções sociais. Essas questões estão presentes no shoujo mangá até os nossos dias. E são discussões feitas por Riyoko Ikeda na Rosa de Versalhes. </li></ul><ul><li>Mas os primeiros shoujo mangá eram escritos e desenhados por homens. Havia poucas mulheres na profissão, como Mizuno Hideko , Watanabe Masako , Maki Miyako e Machiko Hasegawa . </li></ul>
  16. 17. <ul><li>Mas as meninas crescem, e os homens não estavam conseguindo dar conta das suas demandas. As editoras temiam perder o seu público. Era necessário mulheres quadrinistas. </li></ul><ul><li>A mudança começou em 1966 com uma jovem de 16 anos chamada Machiko Satonaka que ganhou um concurso de mangá e abriu caminho para uma nova geração de mulheres quadrinistas. </li></ul>
  17. 18. <ul><li>Satonaka definiu assim as suas motivações para se tornar autora de mangá: “Eu achava que poderia fazer um trabalho melhor eu mesma, e que as mulheres eram mais capacitadas para entender o que as meninas queriam ler do que os homens. Desenhar quadrinhos era também uma forma de ganhar liberdade e independência sem ter que ficar na escola por longos anos. Era alguma coisa que eu poderia fazer por mim mesma, era um tipo de trabalho que permitia que as mulheres fossem iguais aos homens .” (SCHODT, 1983, p. 97) (Grifo meu) </li></ul>
  18. 19. <ul><li>Arte de Machiko Satonaka. </li></ul>
  19. 20. <ul><li>A entrada em massa das mulheres no mercado de quadrinhos japoneses é fruto de vários fatores, mas aponta para uma espécie de empowerment, isto é, uma tomada de consciência de suas próprias capacidades e da busca por um espaço profissional que permitisse a igualdade com os homens. Tais questões não eram estranhas nos anos 60, eram bandeiras do movimento feminista. (LOURO, 1997: 14-15) </li></ul>
  20. 21. <ul><li>Riyoko Ikeda, autora da Rosa de Versalhes, entrou no mercado no ano seguinte, 1967, e tornou-se parte do grupo de quadrinistas, conhecido como Nijûyonen Gumi , grupo do ano 24, pois a maioria delas era nascida no ano 24 da Era Showa, o nosso ano de 1949. Essas autoras introduziram uma série de inovações nos shoujo mangá tanto no campo da estética, quanto no quadro de temáticas. (THORN, 2001) </li></ul>
  21. 22. <ul><li>Arte de Hagio Moto (O Coração de Thomas) uma das autoras mais importantes do Nijûyonen Gumi. </li></ul>
  22. 23. <ul><li>Temas como homossexualidade, gravidez na adolescência, estupro, conflitos raciais, a lutas das mulheres por um lugar no mundo público e no mercado de trabalho passaram a aparecer nos mangás para meninas. </li></ul><ul><li>Não havia fronteira e as ambientações iam desde o romance escolar até a ficção científica, dramas históricos e quadrinhos de esporte. </li></ul>
  23. 24. Exemplo dos recursos dramático-narrativos presentes no mangá, A Rosa de Versalhes. A ênfase nas emoções é visível na arte. Outras autoras se utilizaram de inovações semelhantes.
  24. 25. <ul><li>Riyoko Ikeda inaugurou essa nova fase dos shoujo mangá em 1972 com a publicação, na revista Margaret , da A Rosa de Versalhes ( Berusayiu no Bara ), o primeiro shoujo mangá com temática histórica. </li></ul><ul><li>Os editores temiam um fracasso, mas a série foi um hit instantâneo e persiste como referência, sendo utilizada em cursos universitários sobre mangá e cultura pop japonesa no mundo inteiro. </li></ul>
  25. 26. <ul><li>Segundo a autora, ela seria uma das “rosas de Versalhes”. O título do mangá não foi compreendido. </li></ul>
  26. 27. <ul><li>A Rosa de Versalhes tinha como base a trágica história de Maria Antonieta, rainha da França. Esse foi o ponto de partida, no entanto, havia outra mulher na série, Oscar François, que terminou se tornando a verdadeira “Rosa de Versalhes”. A personagem, filha caçula do General de Jarjayes, que foi educada como homem para satisfazer as ansiedades do pai, transformando-se em capitã da guarda da Rainha. </li></ul>
  27. 28. Oscar François, uma mulher comandante dos guardas reais.
  28. 29. <ul><li>O tema da moça travestida de homem – por vontade própria, ou não – na ficção ou mesmo na vida real, lembremos de nossa Maria Quitéria, não é incomum e no início da série, que contou com 10 volumes. </li></ul><ul><li>A base da série foi a biografia de Maria Antonieta escrita por Stefan Zweig. Oscar mal aparece no primeiro volume. </li></ul>
  29. 30. <ul><li>Rapidamente Oscar ganhou popularidade entre as leitoras, é fundado um fã-clube, as cartas se multiplicam. Ela se torna a heroína da série. </li></ul><ul><li>Oscar é uma mulher que serve fielmente e protege sua senhora, apesar de sofrer por amar o mesmo homem que a rainha, o Conde Fersen. </li></ul>
  30. 31. <ul><li>Com o tempo, Oscar acorda para a situação miserável de boa parte da população francesa, trava contato com gente como Robespierre e Saint-Just. </li></ul><ul><li>Lê os iluministas mesmo contra a vontade de seu pai. E, por fim, escolhe se juntar aos revolucionários no 14 de julho. </li></ul>
  31. 32. <ul><li>Oscar luta para conseguir que os homens que comanda reconheçam a sua competência, que não é somente um bibelô, um capricho de um pai frustrado. </li></ul><ul><li>O interessante é que ao contrário de personagens que escondem sua condição feminina, todos sabem que Oscar é uma mulher, e ela se comporta como um oficial como outro qualquer. </li></ul>
  32. 33. O fã clube de Oscar está presente no mangá em diversas referências feitas pela autora.
  33. 34. <ul><li>Uma matéria recente do New York Times intitulada Tradição é obstáculo para carreira das trabalhadoras japonesas , mostra um caso semelhante ao do quadrinho de Riyoko Ikeda. Eis o trecho da matéria: </li></ul><ul><li>“ Takado Ariishi, 36, conheceu uma versão radical desse fenômeno ao crescer como a única filha do presidente da Daiya Seiki, a pequena fábrica da sua família que fornece peças para a Nissan. No início, o seu pai, desapontado, cortou o cabelo dela como o de um garoto (...) </li></ul>
  34. 35. <ul><li>(...) e proibiu que ela brincasse com bonecas. Quando ela teve o primeiro filho, dez anos atrás, o pai a despediu da companhia e nomeou como seu sucessor o neto recém-nascido. Mesmo assim, Ariishi assumiu o cargo de presidente três anos atrás, após a morte do pai (o filho dela era ainda muito novo). Ela afirma ser a única mulher em um grupo de cerca de 160 diretores de empresas fornecedoras da Nissan. (...) </li></ul>
  35. 36. <ul><li>(...) A primeira vez em que Ariishi participou das reuniões bianuais do grupo, pediram que ela aguardasse em uma sala junto com as secretárias. &quot;Ainda tenho que provar o tempo todo que uma mulher pode ser presidente&quot;, lamenta Ariishi, uma engenheira que no seu escritório usa o mesmo uniforme azul unissex dos operários.” (FACLER, 2007) </li></ul>
  36. 37. <ul><li>Até que ponto Oscar é obra de ficção ou retrata casos que a autora conheceu? </li></ul><ul><li>A Senhora Ariishi nasceu um ano antes do início da quadrinização da Rosa de Versalhes e sua vida é muito próxima daquela da personagem de Riyoko Ikeda. </li></ul><ul><li>Ela aproxima-se de Oscar na educação, nas imposições de papéis de gênero masculinos. </li></ul>
  37. 38. <ul><li>Também a personagem de Ikeda terá que resistir ao pai quando este se arrepende da criação que lhe deu e decide que ela deve passar por um reenquadramento, abrindo mão da vida militar a abraçando o casamento e a maternidade. </li></ul><ul><li>Oscar não se dobra e ela representa para suas leitoras um modelo, alguém que se torna sujeito de sua própria História e lute por um lugar no “mundo dos homens”. </li></ul>
  38. 41. <ul><li>Oscar luta para conseguir que os homens que comanda reconheçam a sua competência, que não é somente um bibelô, um capricho de um pai frustrado. </li></ul><ul><li>O interessante é que ao contrário de personagens que escondem sua condição feminina, todos sabem que Oscar é uma mulher, e ela se comporta como um oficial como outro qualquer. </li></ul>
  39. 42. <ul><li>Já Maria Antonieta é apresentada na série como alguém que está prisioneira de um papel que lhe conduz a um fim trágico. </li></ul>
  40. 43. <ul><li>Quando falamos de “gênero” estamos nos remetendo a categoria criada pelas teóricas feministas e, em especial, Joan Scott que afirma que gênero é um saber que produzido “(...) pelas culturas e sociedades sobre as relações humanas, no caso, relações entre homens e mulheres. (...) O saber é um modo de ordenar o mundo e, como tal, não antecede a organização social, mas é inseparável dela.” (SCOTT, 1994: 12) </li></ul>
  41. 44. <ul><li>Como tal ele não é natural, verdadeiro, ou absoluto. É histórico e relacional, abarcando instituições, práticas cotidianas, tudo que constitui as relações sociais. </li></ul><ul><li>Jane Flax acrescenta que o gênero é uma relação social prática e devemos nos propor a fazer um exame daquilo que significa o “feminino” e o “masculino” em uma determinada sociedade. (FLAX, 1991: 230) </li></ul>
  42. 45. <ul><li>Através do gênero “(...) dois tipos de pessoas são criadas” e dessa construção histórico-social decorrem “(...) divisões e atribuições diferenciadas e (por enquanto) assimétricas de traços e capacidades humanas.” (FLAX, 1991: 228). Ikeda deixa bem claro através de Oscar que é o gênero que cria a diferença. Oscar tem um corpo feminino que, moldado por uma criação “masculina”, não a aprisiona como ocorre com outras mulheres. </li></ul>
  43. 46. <ul><li>Oscar não se vê como inferior a homem algum, nem aceita um papel passivo, nem se dobra à autoridade do pai porque é a tradição. Talvez por esses e outros motivos, as meninas passaram a admirar tanto a personagem, mas do que a figura de Antonieta, a heroína romântica e trágica. </li></ul><ul><li>Ainda assim, a personagem “ama como uma mulher”, mas é um romance entre iguais. </li></ul>
  44. 47. <ul><li>O corpo feminino de Oscar, moldado por comportamentos de gênero masculinos, não deixou de manifestar uma sexualidade feminina. </li></ul><ul><li>Ikeda rompe assim com o sistema sexo-gênero que estava sendo discutido nos anos 70, abandona o binarismo e nos oferece a estrutura que admite a relação entre sexo-gênero-sexualidade que se constroem e se relacionam. (BENTO, 2003) </li></ul>
  45. 48. <ul><li>Os papéis de gênero incorporados por Oscar, o fato de ter assumido uma identidade que em todos os sentidos é masculina, não a obriga a ter uma sexualidade (desejo) homossexual. </li></ul><ul><li>Na verdade, a autora flerta com a homossexualidade em vários momentos. Mas o que oferece às leitoras é uma heroína andrógina que, assim como as atrizes do Takarazuka, formam um perfeito binômio masculino-feminino. </li></ul>
  46. 49. Oscar rejeita o amor de Rosalie, e aceita o amor de André.
  47. 50. <ul><li>Ao oferecer o “amor” para a personagem, Ikeda possibilita que suas leitoras sonhem com um mundo diferente. Como diz Cristiane Sato: </li></ul><ul><li>“ (...) embora o enredo de Berusaiyu no Bara ocorresse séculos no passado, Oscar e André representavam um relacionamento moderno idealizado para suas leitoras, no qual papéis socialmente pré-determinados entre homens e mulheres estavam sendo discutidos.” (SATO, 2007: 52) </li></ul>
  48. 51. <ul><li>Ao oferecer o “amor” para a personagem, Ikeda possibilita que suas leitoras sonhem com um mundo diferente. Como diz Cristiane Sato: </li></ul><ul><li>“ (...) embora o enredo de Berusaiyu no Bara ocorresse séculos no passado, Oscar e André representavam um relacionamento moderno idealizado para suas leitoras, no qual papéis socialmente pré-determinados entre homens e mulheres estavam sendo discutidos.” (SATO, 2007: 52) </li></ul>
  49. 52. <ul><li>Ao oferecer o “amor” para a personagem, Ikeda possibilita que suas leitoras sonhem com um mundo diferente. Como diz Cristiane Sato: </li></ul><ul><li>“ (...) embora o enredo de Berusaiyu no Bara ocorresse séculos no passado, Oscar e André representavam um relacionamento moderno idealizado para suas leitoras, no qual papéis socialmente pré-determinados entre homens e mulheres estavam sendo discutidos.” (SATO, 2007: 52) </li></ul>
  50. 53. <ul><li>Riyoko Ikeda rompe com o binômio sexo-gênero, além de desnaturalizar a idéia de que o corpo seria uma realidade pré-discursiva. </li></ul><ul><li>Nesse sentido, ela precede Judith Butler para quem “não se pode dizer que os corpos tenham uma existência significável anterior à marca de seu gênero ”. (BUTLER, 2003: 27) </li></ul><ul><li>Na obra de Ikeda é o gênero que constrói os corpos, atribuindo-lhes sentidos, um destino, uma função social. </li></ul>
  51. 54. <ul><li>Uma passagem da série que ilustra bem isso que é quando Oscar decide vestir-se como “uma dama” pela primeira vez, movida pela atração que sente pelo Conde Fersen. Ikeda mostra com humor o drama da personagem que não está acostumada às disciplinas do corpo feminino. </li></ul><ul><li>  O espartilho a sufoca, a barra do vestido a faz cair e ela jura que nunca mais usará um vestido. </li></ul>
  52. 55. Detalhe do mangá: Oscar se prepara para o baile, dessa vez como uma dama.
  53. 56. <ul><li>Ikeda antecede também Teresa de Lauretis, pois acaba construindo uma situação onde fica claro que o gênero é “ o conjunto de efeitos produzidos em corpos” , de forma que Oscar não poderia tornar-se automaticamente uma dama perfeita como em um passe de mágica e, mais, ela também não o desejava. (LAURETIS, 1994: 208). </li></ul>
  54. 57. <ul><li>Interessante é que na animação, que funciona como uma releitura masculina do quadrinho, Oscar consegue dominar todo o aparato de feminilidade sem problema algum, é como se seu eu interior feminino se manifestasse, afinal, ela estaria dando vazão à sua natureza. Assim, ela desliza linda e loura sem nenhum incômodo. </li></ul>
  55. 58. <ul><li>Esta idéia não está presente no original, nem a frase dita por André em outra parte da série animada para lembrar a Oscar que não adianta lutar contra a sua “natureza” feminina: “Uma Rosa será sempre uma rosa, uma rosa nunca poderá ser um lilás” . </li></ul><ul><li>A frase expressa de novo a ênfase na naturalização dos comportamentos, na idéia de destino biológico, não de expectativas culturais moldando os corpos, como no mangá. </li></ul>
  56. 59. <ul><li>No mangá A Rosa de Versalhes, ainda que estejam presentes uma grande dose de imaginação, a autora buscou o máximo de “fidelidade” ao factual. Além do estranhamento em relação à própria Revolução Francesa. </li></ul><ul><li>Isso ia na contramão da maioria das histórias shoujo, que tinham recorte intimista ou, ao se deslocarem do Japão, criavam mundos e países quase sempre idealizados. </li></ul>
  57. 60. Robespierre e Mirabeau nos Estados Gerais
  58. 61. <ul><li>A matéria histórica na Rosa de Versalhes é muito forte, as personagens reais, da nobreza, do povo, estavam presentes com um realismo até então inédito no shoujo mangá. </li></ul><ul><li>O romance, os bailes, as belas roupas, os atrativos tradicionais, estão lá, mas os sansculottes , a miséria dos camponeses, a prostituição, a violência, a etiqueta sufocante, a imprensa que difamava a Rainha, e a guilhotina, também estão no mangá. </li></ul>
  59. 62. Oscar participa da Revolução Francesa e é desenhada por Ikeda incorporando os símbolos desse movimento, como a bandeira tricolor.
  60. 63. <ul><li>A fonte principal utilizada pela autora foi uma biografia famosa, traduzida para várias línguas, e foi referência para o filme hollywoodiano Marie Antoinette de 1938 com Norma Shearer que foi muito elogiado. </li></ul><ul><li>Ikeda foi detalhista ao extremo e buscou o máximo de referências visuais e bibliografia para recriar Versalhes e a França das vésperas da Revolução. </li></ul>
  61. 64. Breve aparição de Napoleão Bonaparte na Rosa de Versalhes. Anos depois a autora faria uma série biográfica sobre a personagem.
  62. 65. <ul><li>O sucesso da série fez com que muitas japonesas se interessassem por História Ocidental, pela História da França, visitassem o país de Oscar, seguissem carreira como professoras ou pesquisadoras. </li></ul><ul><li>No Ocidente, o anime (desenho animado) fez grande sucesso e possibilitou que o mangá tivesse boa acolhida, um dos fatores foi sua grande relevância enquanto leitura ficcional da Revolução Francesa. (SATO, 2007: 53) </li></ul>
  63. 69. <ul><li>Sato ressalta que Ikeda agregou à sua série padrões de comportamentos japoneses. Assim, Oscar é na verdade um samurai , fiel protetora de sua senhora, a Rainha Maria Antonieta. </li></ul><ul><li>Só que ao se abrir para as misérias do povo francês, ela rompe com sua classe, tornando-se um ronin , um samurai sem mestre, um proscrito, e é assim que morre lutando ao lado do povo na Queda da Bastilha. (SATO, 2007: 52) Há um diálogo entre identidades. </li></ul>
  64. 70. Oscar, um samurai na corte de Versailles, interrompe o primeiro encontro do Conde Fersen com Maria Antonieta (detalhe).
  65. 71. <ul><li>No Japão, o sucesso da série atravessa três décadas. Além das muitas republicações, há o desenho animado com 40 capítulos de 1979 e um filme feito na França, em 1978, com atores europeus, algo inédito até então. </li></ul><ul><li>Mas talvez o produto mais duradouro e significativo ligado à Rosa de Versalhes sejam os espetáculos musicais encenados pelo Teatro Takarazuka, que é formado somente por mulheres. </li></ul>
  66. 72. Dois momentos do anime: as personagens jovens e, depois, já com mais de 30 anos.
  67. 73. <ul><li>A primeira peça da Rosa de Versalhes foi encenada pelo Takarazuka em 1974, e o teatro, cuja audiência é basicamente feminina, que na época vinha perdendo importância frente novas formas de divertimento, voltou a ser popular. (SATO, 2007: 142) </li></ul><ul><li>A Rosa de Versalhes é o maior sucesso do Takarazuka depois da II Guerra. (ROBERTSON, 1998: 74-75) </li></ul>
  68. 74. No Teatro Takarazuka todos os papéis são desempehados por mulheres.
  69. 75. <ul><li>Como estudante de Filosofia na segunda metade dos anos 60, Riyoko Ikeda não podia estar alheia às discussões feministas. Segundo Cristiane Sato, o início dos anos 70 foi uma época grande agitação social no Japão, com várias manifestações estudantis e dos movimentos feministas. (SATO, 2007: 50-51) </li></ul><ul><li>Segundo a própria Ikeda: </li></ul>
  70. 76. <ul><li>“ (...) as pessoas da minha geração que queriam expressar um sentimento ou contar uma história e até esse momento só haviam podido fazer isso através dos romances ou da poesia, descobriram um novo modo de expressão igualmente válido: o mangá. As mulheres também descobriram o mangá e se interessaram por esse novo meio. (...) Finalmente, ao terminar a guerra as mulheres japonesas já não podiam continuar sendo donas de casa e cuidando dos filhos: (...) </li></ul>
  71. 77. <ul><li>(...) sentiam que precisavam trabalhar para levantar o país e contribuir para manter a família. As que puderam buscaram um trabalho que as compensasse não só economicamente, mas também psicologicamente, um trabalho ao qual se dedicar por toda a vida.” </li></ul><ul><li>A experiência social da autora como mulher no Japão no início dos anos 70, se faz sentir diretamente dentro da série A Rosa de Versalhes. </li></ul>
  72. 78. <ul><li>Enquanto feministas de vários países teorizavam nas academias e em grupos políticos, quadrinistas japonesas colocavam em suas obras de ficção suas inquietações sobre os papéis de gênero e a rigidez com que os espaços masculino e feminino em sua sociedade. </li></ul><ul><li>  Assim, as discussões de ponta do feminismo eram adaptadas para os mangás e oferecidas para a grande massa de leitoras. </li></ul>
  73. 79. <ul><li>BENTO, Berenice. Transexuais, Corpos e Próteses. Labrys – Estudos Feministas, n.º 4, agosto/dezembro 2003 ( http://www.unb.br/ih/his/gefem/labrys4/textos/berenice1.htm , 01/09/2007) </li></ul><ul><li>BUTLER, Judith. Problemas de Gênero – Feminismo e Subversão da Identidade. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2003. </li></ul>
  74. 80. <ul><li>CALAFFEL, Verónica. Riyoko Ikeda y la Rosa de Versalles (Entrevista). http://www.3xl.net/reportatges/rep85688193.htm, 20 de abril de 2006. </li></ul><ul><li>Martin Fackler. Tradição é obstáculo para carreira das trabalhadoras japonesas in Notícias UOL. http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/nytimes/2007/08/07/ult574u7643.jhtm , 01 de setembro de 2007. </li></ul>
  75. 81. <ul><li>FLAX, Jane. Pós-moderno e relações de gênero na teoria feminista. In: BUARQUE DE HOLANDA, Heloísa (org.). Pós-modernidade e política . Rio de Janeiro: Rocco, 1991, p. 217-250. </li></ul><ul><li>FRASER, Antonia. Maria Antonieta: Biografia. Rio de Janeiro: Record, 2006. </li></ul><ul><li>FUJINO, Yoko. Identidade e Alteridade: A Figura Feminina nas Revistas Ilustradas Japonesas nas Eras Meiji, Taishô e Showa. São Paulo: ECA/USP, 2002. </li></ul>
  76. 82. <ul><li>GRAVETT, Paul. Mangá: Como o Japão Reinventou os Quadrinhos. São Paulo: Conrad, 2006. </li></ul><ul><li>LAURETIS, Teresa. A Tecnologia do Gênero. in: HOLLANDA, Heloísa Buarque de. Tendências e Impasses – O Feminismo como Crítica da Cultura. Rio de Janeiro: Rocco, 1994, p. 206-242. </li></ul>
  77. 83. <ul><li>LOURO, Guacira Lopes. Gênero, Sexualidade e Educação – Uma Perspectiva Prós-Estruturalista. Petrópolis: Vozes, 1997. </li></ul><ul><li>LUYTEN, Sonia Bibe. Mangá – O Poder dos Quadrinhos Japoneses. São Paulo: Hedra, 2000. </li></ul><ul><li>ROBBINS, Trina. The Great Women Cartoonnists. Nova York: Watson-Guptill, 2001. </li></ul><ul><li>ROBERTSON, Jenifer. Takarazuka – Sexual Politics and Popular Culture in Modern Japan. Los Angeles: University of California, 1998. </li></ul>
  78. 84. <ul><li>ROBINSON, Lillian S. Wonder Women – Feminisms and Superheroes. Nova York: Routledge, 2004. </li></ul><ul><li>SATO, Cristiane. JAPOP – O Poder da Cultura Pop Japonesa. São Paulo: Nakkosha, 2007. </li></ul><ul><li>SCOTT, Joan. Experiência – Tornando-se Visível. In LAGO, M.C.S.; RAMOS, T.R.O.; SILVA, </li></ul><ul><li>A. L. (orgs.). Falas de Gênero – teorias, análises, leituras. Florianópolis: Mulheres, 1999, p. 21-55. </li></ul>
  79. 85. <ul><li>___. Prefácio a Gender and Politics of History. Cadernos Pagu (3) 1994, p. 11-27. </li></ul><ul><li>SCHODT, Frederick L. Manga! Manga! The World of Japanese Comics. Nova York: Kodansha, 1983. </li></ul><ul><li>THORN, MATT. Shôjo Manga — Something for the Girls, 2001, in Shôjo Manga. http://www.matt-thorn.com/shoujo_manga/japan_quarterly/index.html, 01 de setembro de 2007. </li></ul>

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