Relatório final auditoria

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Relatório final auditoria

  1. 1. UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS FACULDADE DE CIÊNCIAS ECONÔMICAS DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS BELO HORIZONTE 2014
  2. 2. RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS Trabalho apresentado ao Departamento de Ciências Contábeis da Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade Federal de Minas Gerais, como requisito parcial para o cumprimento das exigências da Disciplina CIC062 – Auditoria pelo professor Carlos Mauricio Vieira. BELO HORIZONTE 2014
  3. 3. RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS Aos Acionistas e Diretores da Carbel Comércio de Veículos Ltda Belo Horizonte – MG Prezados Senhores: Examinamos as demonstrações financeiras da Carbel Comércio de Veículos Ltda que compreendem o balanço patrimonial e as respectivas demonstrações do resultado, somente no que tange as contas de caixa, bancos e aplicações financeiras, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. Responsabilidade da administração sobre as demonstrações financeiras A administração da Companhia é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações financeiras de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil e pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações financeiras livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Responsabilidade dos auditores independentes Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações financeiras com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações financeiras estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações financeiras. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações financeiras, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações financeiras da Companhia para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Companhia. Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações financeiras tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião com ressalva.
  4. 4. Opinião com ressalva Em nossa opinião, exceto pelos possíveis efeitos descritos durante esse relatório, as demonstrações financeiras, no que se refere às contas de caixa, bancos a aplicações financeiras representam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Carbel Comércio de Veículos Ltda, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. CARTA COMENTÁRIO Ademais, como parte de nossa auditoria das demonstrações financeiras da Carbel Comércio de Veículos Ltda, somente no que se refere às contas de caixa, bancos e aplicações financeiras, para o exercício findo nessa data base, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria, sobre as quais emitimos parecer dos auditores independentes, obtivemos um entendimento dos pontos de controle que consideramos relevantes para o processo de auditoria, com a finalidade de identificar e avaliar riscos de distorção relevante nas demonstrações financeiras. Nesse processo, avaliamos os controles internos e demais pontos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações financeiras (caixa, bancos e aplicações financeiras) na extensão necessária para planejar os procedimentos de auditoria que julgamos apropriados nas circunstâncias para emitir uma opinião sobre as demonstrações financeiras, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Sociedade. A Administração da Entidade é responsável pelos controles internos por ela determinados como necessários para permitir a elaboração de demonstrações financeiras livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. No cumprimento dessa responsabilidade, a Administração faz estimativas e toma decisões para determinar os custos e os correspondentes benefícios esperados com a implantação de procedimentos de controle interno ou de medidas corretivas. Nossos comentários estão limitados às deficiências existentes quando da execução de nossos trabalhos de auditoria que concluímos serem de importância suficiente para comunicar à administração e aos responsáveis pela governança. Este relatório destina-se exclusivamente à informação e ao uso da Administração e dos responsáveis pela governança da Carbel Comércio de Veículos Ltda, e não foi preparado para e não deve ser utilizado por qualquer pessoa que não essas partes especificadas. Sua divulgação externa pode suscitar dúvidas e originar interpretações
  5. 5. indevidas por pessoas que desconhecem os objetivos e as limitações de uma auditoria conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Teremos satisfação de discutir nossas recomendações com V.Sas. e fornecer-lhes quaisquer informações adicionais que possam desejar. Belo Horizonte, 19 de maio de 2014. Auditores Independentes Contador CRC-1MG 000.000/O-0 S/MG CRC-0MG 000.000/0-0 T/MG I. COMENTÁRIOS SOBRE AS ÁREAS AUDITADAS I.1 CONTA CAIXA A Sociedade possui um caixa físico composto por cheques recebidos, vales, notas e moeda corrente. Para o caixa, elaboramos a auditoria do saldo dividindo os testes entre os seguintes procedimentos principais: 1) Exame documental das notas fiscais de compras, vendas e prestação de serviços prestados e tomados, comprovantes de pagamento e recebimentos, vale e adiantamentos de funcionários: confrontamos os lançamentos contábeis com os cheques encontrados em caixa, com as respectivas notas fiscais e os recibos. 2) Recebimentos em cheques constantes em caixa: confrontamos os lançamentos com os cheques em questão, verificando a documentação suporte relacionada, tais como notas fiscais de venda e prestação de serviços executados pela empresa. Relacionamos abaixo os pontos de atenção identificados durante nossos testes Pontos identificados:
  6. 6. i) Valores Contabilizados no Razão em Valor Divergente das Notas Fiscais e Recibos: Verificamos diversas notas fiscais e recibos, cujos pagamentos foram contabilizados e pagos com valor divergente dos documentos apresentados. Dessa forma, os lançamentos registrados no razão contábil diferem dos devidos nos montantes abaixo (Tabela 1): Tabela 1 - Valores Divergentes das NF e Recibos DATA DETALHES VALOR DA NF / RECIBO VALOR NO RAZÃO 01/01/2014 Venda Suspensão R$5.000,00 R$3.000,00 08/01/2014 Venda de Veículo Fiat Palio Modelo 1998 R$15.000,00 R$1.500,00 02/01/2014 Pagamento de alimentação - Almoço R$115,00 R$125,00 10/01/2014 Reposição de Almoxarifado R$6.319,73 R$6.319,76 17/01/2014 Pagamento Reforma banheiro (Construtora Leão) R$39.088,77 R$3.908,77 21/01/2014 Pagamento de Jogo de Pneus R$3.640,25 R$3.640,26 ii) Inconsistências e Ausência de Documentação Suporte Ao longo de nossos exames, identificamos também diversas inconsistências, no que tange a documentação suporte relacionada aos lançamentos de caixa, tais como: notas fiscais com informações incompletas, com valores divergentes, recibos de pagamento de almoço sem assinatura do gerente, além de alguns lançamentos em que não foram fornecidas as devidas notas fiscais correspondentes para a realização do teste, conforme a Tabela 2. Tabela 2 – Inconsistências nas Documentações DATA DETALHES VALOR NO RAZÃO VALOR DA NF OBSERVAÇÕES 13/01/2014 Venda de Veículo Golf com teto solar modelo 2014 R$62.789,75 R$62.789,75 Valor total da nota diferente da soma dos valores parciais 10/01/2014 Venda Kit de Peças R$10.017,61 R$10.017,61 Total parcial não apresentado na NF 19/01/2014 Venda Kit de Pneus Pirelli 20” R$ 7.023,87 R$ 7.023,87 Soma dos totais parciais (R$6.800,00) divergente do valor total da NF (R$7.023,87) 22/01/2014 Aluguel de frota de carros populares R$6.334,75 R$6.334,75 Total parcial não apresentado na NF 25/01/2014 Compra de serviços de manutenção de frota por 1 ano R$6.229,63 R$6.229,63 Total parcial não apresentado na NF 28/01/2014 Venda VW Jetta 2012 R$75.726,06 R$75.726,06 Total parcial não apresentado na NF 05/01/2014 Compra de mercadorias a vista R$5.000,00 - Ausênciade documentação suporte – NF não localizada
  7. 7. 20/01/2014 Venda de mercadoria a vista R$53.250,00 - Ausênciade documentação suporte – NF não localizada 22/01/2014 Compra de material de escritório R$12.360,00 - Ausênciade documentação suporte – NF não localizada 28/01/2014 Venda de mercadoria a vista R$150.000,00 - Ausênciade documentação suporte – NF não localizada iii) Cheques em Caixa Sem Compensação e não constantes no Boletim Em relação aos cheques constantes em caixa, foi verificada a presença de vários cheques antigos com data de emissão superior a 180 dias, período em limite para a sua compensação, dado que trata-se de uma forma de pagamento a vista, o que gera perda de saldo em caixa, evidenciando uma falha no controle interno da empresa. Também foram identificados diversos cheques em caixa não constantes no boletim. Tabela 3 – Cheques em caixa sem compensação com data de emissão superior a 180 dias Banco Agência Nº Conta Nº Cheque Emitente Data Valor 341 1234 12345-6 8839 EMPRESA KY 27/02/2013 R$6.053,60 399 4321 65432-1 9816 EMPRESA MARISIA S.A. 02/03/2013 R$10.270,19 001 0099 00000-9 5491 IGC LTDA 08/03/2013 R$8.395,56 237 0088 00000-8 6806 ASSOCIAÇÃO ABC 13/03/2013 R$56.062,27 104 0909 09090909-9 2120 EMPRESA Z 15/06/2013 R$10.017,61 399 1230 12300-0 7387 COMPANHIA XYZ 19/05/2013 R$20.895,43 341 4409 09080-0 3006 KWZ 23/08/2013 R$2.218,66 Total: R$113.913,32 I.2 BANCOS CONTA MOVIMENTO A Sociedade configura-se como correntista nas seguintes instituições financeiras: Banco XXX e Banco XXX, sendo que a maior parte das movimentações financeiras ocorre por meio de tais contas correntes. Para as referidas contas, elaboramos a auditoria dos saldos dividindo os testes entre os seguintes procedimentos principais: 1) Exame documental das ordens de pagamento e dos recebimentos (incluindo cheques): confrontamos os lançamentos contábeis com os extratos e com as respectivas notas fiscais. 2) Depósitos e recebimentos em cheques: confrontamos os lançamentos com os extratos bancários e os cheques em questão, verificando a documentação suporte relacionada, tais como os comprovantes de depósito.
  8. 8. 3) Conciliação dos saldos: demonstramos também a conciliação entre o saldo constante do razão e aquele constante do extrato bancário. Relacionamos abaixo os pontos de atenção identificados durante nossos testes. Pontos identificados: i) Valores Contabilizados no Razão em Valor Divergente das Notas Fiscais: Verificamos diversas notas fiscais foram cujas ordens de pagamentos foram contabilizadas e pagas sem considerar os descontos destacados nos referidos documentos. Dessa forma, os débitos registrados no razão contábil constam maiores do que os devidos nos montantes abaixo: Tabela 3 - Valores Divergentes das NF BANCO DATA ORPAG/ CHEQUE VALOR R$ VALOR DA NF Adicionalmente, verificamos uma ordem de pagamento que foi realizada em duplicidade, e um pagamento em cheque contabilizado no razão contábil em valor inferior ao que foi registrado no extrato bancário e no próprio cheque. ii) Inconsistências na Documentação Suporte Ao longo de nossos exames, identificamos também diversas inconsistências, no que tange a documentação suporte relacionada aos lançamentos bancários, tais como: notas fiscais datadas de forma equivocada, cheques que não estavam nominais e uma ordem de pagamento para a qual não nos foi fornecida a nota fiscal correspondente para a realização do teste. iii) Depósitos em Dinheiro Não Contabilizados Para nenhum dos depósitos em dinheiro verificados no extrato bancário no período analisado (dez para o Banco do Brasil e dez para o Bradesco), encontramos a respectiva contabilização no razão contábil. O efeito total da não contabilização de tais depósitos foi de R$ xx.xxx,00. iv) Depósitos em Cheque Sem Comprovante de Transação
  9. 9. No que tange os depósitos em cheque realizados, verificamos que a contabilização fora realizada conforme os valores que constam nos extratos. Entretanto, não nos foram disponibilizados os comprovantes de depósito para nenhum desses valores, que totalizam a monta de R$ xxx.xxx,00 (R$ xxx mil para o Banco xxx e R$ xxx,x mil para o xxx). v) Conciliação Saldo Bancário x Saldo Extrato Por fim, demonstramos abaixo por conta corrente, a conciliação entre os saldos dos extratos bancários e dos razões contábeis para a data base analisada, bem como os respectivos ajustes a serem realizados nos razões contábeis das contas de bancos em questão. A tabela 4 é referente a Conciliação do Banco do Brasil e a Tabela 5 Conciliação Banco Bradesco. Tabela 4 - Conciliação Banco do Brasil Descrição Valor Ajuste a ser realizado Saldo no razão na data base 138.250,00 (-) Divergência Rec. entre o lançamento das NF's (3.500,00) Ajustar o lançamento no razão, pois o mesmo não considerou o desconto. (+) Depósitos em dinheiro não contabilizados 23.800,00 Contabilizar os depósitos em dinheiro realizados Valor após conciliação 158.550,00 Saldo no extrato bancário na data base 158.550,00 Diferença final - Tabela 5 - Conciliação Banco Bradesco Descrição Valor Ajuste a ser realizado Saldo no razão na data base 163.720,00 (-) Valor de recebto não lançado no extrato NF 305 (14.500,00) Divergência no extrato. Não há ajuste na contabilidade (+) Divergência entre o lançamento da NF 302 10.000,00 Ajustar o lançamento no razão, pois foram pagos R$ 10.000 a mais. (+) Depósitos em dinheiro não contabilizados 6.920,00 Contabilizar os depósitos em dinheiro realizados Valor após conciliação 166.140,00 Saldo no extrato bancário na data base 166.140,00 Diferença final - I.3 APLICAÇÕES FINANCEIRAS A Sociedade possui aplicações financeiras nos Banco XXXX e Banco XXX composto por: Aplicação XXX, YYY, ZZZ.
  10. 10. Para a aplicação financeira, elaboramos a auditoria do saldo, sendo que os testes foram feitos de acordo com o procedimento a seguir: 1) Cálculo dos rendimentos e imposto de renda: calcularam-se os rendimentos e imposto de renda das aplicações e posteriormente, confrontamos o extrato bancário com os lançamentos no razão. Relacionamos abaixo os pontos de atenção identificados durante nossos testes. Pontos identificados: i) Valores Contabilizados no Razão Divergente do Extrato Bancário: Verificamos que algumas aplicações em Notas do Tesouro Nacional, série F – NTN-F, série C – NTN-C e série B, NTN-B foram contabilizadas erradas. Assim, o valor aplicado no razão esta maior que o valor registrado no extrato conforme demonstrado na Tabela 6. Tabela 6 - Divergência no Razão Banco Bradesco DATA VALOR VALOR RAZÃO HISTÓRICO ii) Valores de Imposto de Renda: Ainda, verificamos que para cálculo do imposto de renda foi utilizada a alíquota de 17,5% sendo que o correto seria 22,5%. A Tabela 7 e a Tabela 8 evidenciam as ocorrências deste erro. Tabela 7- Alíquota Incorreta Banco Bradesco DATA VALOR VALOR RAZÃO HISTÓRICO Tabela 8 - Alíquota Incorreta Banco do Brasil DATA VALOR VALOR RAZÃO HISTÓRICO
  11. 11. iii) Valores de Rendimentos da Caderneta de Poupança: Para cálculo dos rendimentos da caderneta de poupança verificou-se que os mesmos foram calculados errados. A Tabela 9 evidencia esses erros. Tabela 9 - Erro nos Rendimentos da Caderneta BANCO DATA VALOR VALOR RAZÃO HISTÓRICO

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