Filipenses
A humildade de Cristo
como exemplo para a Igreja
www.cpad.com .br
J o v en s
A dultos
De
Amizade
aZelo,
a Bíblia em sua vida
Como funciona a oração?
O que a Bíblia realmente diz sobre o dinheiro?
A Bíbiia tem...
L iç õ e s
B íb l ic a s
Com entário: ELIENAI CABRAL
Lições do 3° Trimestre de 2013
Lição 1
Pauio e a Igreja em Filipos 3
...
3ÍBLICAS
MESTRE
P u b lic a ç ã o T r im e s t r a l
d a C a s a P u b iic a d o ra
d a s A s s e m b le ia s d e D e u s
...
r
Lição 1
7 de Julho de 2013
Pa u lo e a Ig r e ja
em Filipos
L E IT U R A D l A R I A
Segunda - Fp 1-3-6
A oração que ins...
IN TERAÇÃO 1
Prezado p ro fe sso r, neste trim estre
estudaremos a carta do apóstolo Paulo
aos fiüpenses. Os temas contemp...
IN T R O D U Ç Ã O
Neste trimestre, estudaremos a
Epístola de Paulo aos Filipenses. Esta
carta é uma declaração de amor e ...
r ,n..........
mento das rotas comerciais entre a
Europa e a Ásia.
2u O Evangelho chega à Fili-
pos. Por volta do ano 52 d...
S IN O P S E D O T Ó P IC O (2)
Apesar de Timóteo aparecer
como o coautor da carta, a autoria da
epístola é do apóstolo Pa...
V O C A B U L Á R IO
Colônia: Grupo de migrantes que
se estabelecem em terra estranha.
Ou lugar onde se estabelece quais­
...
Lição 2
14 de Julho de 2013
SPERANÇA EM MEIO
À A d v e r s id a d e
TEX TO ÁUREO
“Porque para mim o viver é Cristo, e o
m ...
L E IT U R A B ÍB LIC A
EM C L A S S E
Filipenses 1.12-21
12 - E quero, irmãos, gue saibais
que as coisas que me acontecer...
IN T R O D U Ç Ã O
Nesta lição, veremos como a pai­
xão pelas almas consumia o coração
de Paulo. Embora preso em Roma,
ele...
encarceramento contribuiu ainda
mais para o progresso da mensagem
evangélica (v.13).
3. Paulo rejeita a autopie-
d ad e. P...
IV - O D IL E M A D E P A U LO
(1 .1 9 - 2 2 s s .)
1. V iver para C risto . “Nisto
me regozijo e me regozijarei ain­
da” ...
A U X IL IO B IB L IO G R Á F IC O
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Subsídio Teológico
‘A lg uns pregam C risto por
in veja e porfia, m as o u tro s de...
Lição 3
2 / de Julho de 2013
O C o m p o r t a m e n t o
d o s Sa l v o s em C r is t o
“Somente deveis portar-vos digname...
_______________IN TERAÇÃO ___________
O c r e n t e é s a l v o p e l a g r a ç a , m e d i a n t e
a f é e m J e s u s . ...
INTRODUÇÃO
Nesta lição, a p re n d e re m o s
que muitas são as circunstâncias
adversas que tentam enfraquecer
o compromis...
REFLEXÃO
“A Teologia da Prosperidade
rejeita por completo a ideia
do sofrimento. No entanto,
a Palavra de Deus não apenas
...
Consolidada a unidade, a comunhão
cristã será refletida em todas as coisas.
2. O foco no outro como em
si m esm o. Vivemos...
V O C A B U L Á R IO
Arrebol: Vermelhidão do pôr do sol.
Hedonitas: Pessoas que consideram
o prazer individual e imediato ...
A U X IL IO B IB L IO G R Á F IC O II
Subsídio Vida Cristã
“ PONTO DE VISTA DE UMA BANHEIRA Q UEN TE
Antes, eu pensava em ...
TEX TO ÁUREO
HINOS SU G ER ID O S 42, 130, 158
L E IT U R A D IÁ R IA
Segunda - Fp 2.5-8
Cristo: o maior exemplo de humild...
L E IT U R A BÍBLICA
EM C LA SSE
Filip en ses 2.5-1 1
5 - De sorte que haja em vós o
m esm o sentim ento que houve
também ...
I N T R O D U Ç Ã O
Nesta lição, enfocarem os as
atitudes de Cristo que revelam a sua
natureza humana, obediência e hu­
mi...
a mesma disposição demonstrada
por Jesus.
2. Ele era igual a D eus. "Que,
sendo em forma de Deus” (v.6). A
palavra form a ...
'mmurn
REFLEXÃO
“O valor do cristianism o está
naquilo que se crê. A confissão
de que Jesus Cristo é o Senhor é
o ponto de...
do Evangelho em todo o mundo.
Cada crente deve proclamar o nome
de Jesus. O vaíor do Cristianismo está
naquilo que se crê,...
B IB LIO G R A FIA S U G ER ID A
ZUCK, Roy B. (Ed.). T eo lo g ia do
Novo Testam en to . 1. ed. Rio de
Janeiro: CPAD, 2008...
A U X ÍL IO B IB L IO G R Á F IC O II
Subsídio Teológico
“O termo ‘Senhor’ representa o vocábulo grego kurios, bem como
os...
“Porque Deus e o que opera em vós tanto
o querer como o efetuar, segundo a sua
boa vontade” (Fp 2 ,1 3 ).
VERD A D E PRATI...
L E IT U R A B ÍB LIC A
EM C LA S S E
Filipenses 2 .1 2 -1 8
12 - D e sorte que, meus amados,
assim como sempre obedeceste...
IN T R O D U Ç Ã O
1
Na lição de hoje, aprenderemos
que a obediência a Deus é uma vir­
tude que deve ser buscada por todos...
2» D eus é a fonte da vida.
Por si só o crente não pode ser salvo
(Fp 2.13), pois é o Espírito Santo
quem “opera” no homem...
REFLEXÃO
"O apóstolo está ciente das
privações que impôs a si
mesmo para edificar o Corpo
de Cristo em Filipos. Ele, porém...
por Deus através de Cristo Jesus.
Devemos ser santos, como santo
é o Senhor nosso Deus. Para isso,
precisamos nos afastar ...
A U X ÍL IO B IB L IO G R Á F IC O II
I
J
i
Subsídio Bibliológico
“O ALCAN CE DA OBRA SALVÍFICA DE CRISTO
Há entre cristão...
TEXTO ÁUREO
"Espero, porém, no Senhor Jesus,
mandar- vos Timóteo, o mais breve possível,
a fim de que eu me sinta animado ...
IN TERAÇÃO
“Eu sou o bom Pastor, o bom Pastor dá
a sua vida pelas ovelhas" É assim que
Jesus é apresentado aos seus discíp...
IN T R O D U Ç Ã O
A preocupação de Paulo com a
unidade e a comunhão da igreja fili-
pense era tão intensa que ele dese­
j...
REFLEXÃO
“[...] O principal ensino de Paulo
aos seus liderados era que o
líder é o servidor da Igreja. O
apóstolo aprender...
Epafrodito também fora encarregado
de levar a Pauío uma ajuda financeira
da parte da igreja de Filipos, objeti­
vando cust...
Lições Bíblicas CPAD 3º trimestre de 2013 Filipenses - A humildade de Cristo como exemplo para a igreja
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Lições Bíblicas CPAD 3º trimestre de 2013 Filipenses - A humildade de Cristo como exemplo para a igreja

  1. 1. Filipenses A humildade de Cristo como exemplo para a Igreja www.cpad.com .br J o v en s A dultos
  2. 2. De Amizade aZelo, a Bíblia em sua vida Como funciona a oração? O que a Bíblia realmente diz sobre o dinheiro? A Bíbiia tem algo a dizer sobre amizade? Nem sempre é fáci! iigar os pontos entre as diversas passagens bíblicas sobre um tema em particular, pelo qual você possa estar interessado, independentemente do assunto: dinheiro, sucesso ou como vencer a depressão. Mas agora você encontrará as respostas de modo rápido e prático no Manual da Bíblia de Aplicação Pessoal. Esta obra é o seu guia bíbiico, organizado em 645 tópicos, em ordem alfabética, que orientam a maneira como você vive seu dia a dia. Um recurso indispensável para sua vida Em destaque, alguns temas: - Amizade - Atitudes - Contentamento - Dinheiro - Dúvida - Depressão - Encorajamento - Oração - Preocupações - Sexo - Zelo o m NAS MELHORES LIVRARIAS 0 8 0 0 0 2 1 7 3 7 3 w w w .iivrariacpad.com.br ; :
  3. 3. L iç õ e s B íb l ic a s Com entário: ELIENAI CABRAL Lições do 3° Trimestre de 2013 Lição 1 Pauio e a Igreja em Filipos 3 Lição 2 Esperança em Meio à Adversidade 9 Lição 3 O Comportamento dos Salvos em Cristo 15 Lição 4 Jesus, o Modelo Ideal de Humildade 22 Lição 5 As Virtudes dos Salvos em Cristo 30 Lição 6 A Fidelidade dos Obreiros do Senhor 37 Lição 7 A Atualidade dos Conselhos Paulinos 43 Lição 8 A Suprema Aspiração do Crente 50 Lição 9 Confrontando os Inimigos da Cruz de Cristo 57 Lição 10 A Alegria do Salvo em Cristo 65 Lição 11 Uma Vida Cristã Equilibrada 73 Lição 12 A Reciprocidade do Amor Cristão 81 Lição 13 O Sacrifício que Agrada a Deus 89 Liç õ e s Bíb l ic a s i
  4. 4. 3ÍBLICAS MESTRE P u b lic a ç ã o T r im e s t r a l d a C a s a P u b iic a d o ra d a s A s s e m b le ia s d e D e u s P re sid e n te d a C o n v e n ç ã o G eral d a s A s s e m b le ia s d e D e u s no B ra sil José Wellington Bezerra da Costa_______ P re sid e n te d o C o n se lh o A d m in istra tiv o José Wellington Costajúnior D ire to r Ex e cu tiv o Ronaldo Rodrigues de Souza G e re n te d e P u b lic a çõ e s Alexandre Claudino Coelho_____________ C o n s u lt o r ia D o u tr in á r ia e T e o ló g ic a Antonio Gilberto e Claudionor de Andrade G e re n te F in a n ce iro Josafá Franklin Santos Bomfim G e re n te d e P ro d u ção Jarbas Ramlres Silva G e re n te C o m e rc ia l Cícero da Silva G e re n te d a R e d e d e L o ja s João Batista Guilherme da Silva G e re n te d e C o m u n ic a ç ã o Rodrigo Sobral Fernandes C h e fe d e A r t e & D e s ig n Wagner de Almeida C h e fe d o S e to r d e E d u c a ç ã o C r is t ã César Moisés Carvalho __ R e d a t o r e s Marcelo de Oliveira eOliveirae Telma Bueno D e s ig n e rs G rá fico s Luiz Felipe Kessfer e Marlon Soares C a p a Flamir Ambrósio Av. B ra s il, 34 .40 1 - B angu R io d e Ja n e iro - RJ - C ep 2 1 8 5 2 / 0 0 2 T e l.: (21) 2 4 0 6 -7 3 7 3 Fax: (21 ) 2 4 0 6 -7 3 2 6 LIV R A R IA S CPAD A M A ZO N A S: Rua Barroso, 36 - C entro - 6 9 01 0-0 50 - M anaus • AM • Te le fax: (92) 21 26 -69 50 - E-m ail: m anaus-@ cpad.com.br Gerente: Ricardo dos Santos Silva B A H IA : Av. Antônio Carlos M agalhães, 4 0 09 - Loja A - 40280-000 - Pitu ba - Salvador - BA * Telefax: (71) 2104-5300 E-mail: salvador@ cpad.com .br - Gerente: Mauro Gomes da Silva B R A S ÍL IA : Setor Com ercial Sul - Qd-5, Bl.-C, Loja 54 - Galeria Nova O uvidor- 70305-918- Brasília- D F -T e le fa x: (6 1)2 1 0 7 -4 7 5 0 E-mail: brasilia@ cpad.com .br - Gerente: Marco Aurélio da Silva PA RA N Á : Rua Senador Xavier da Silva, 450 - Centro Cívico - 80530- 060- Curitiba - PR-Tel.: (41) 211 7-7950 -E-mail: curitiba@cpad.com.br Gerente: Maria Madalena Pimentel da Silva P ER N A M B U C O : Av. Dantas Barreto, 1021- São José - 50020-000 - Recife - PE - Telefax: (81) 3424-6600/2128-4750 E-mail: redfe@cpad.com.br - Gerente: Edgard Pereira dos Santos. Junior M A R A N H Ã O : Rua da Paz, 42 8, Centro, São Luis do Maranhão, MA- 65020-450 - Tel.: (98) 3231-6030/2108-8400 E-m ail: sao lu is@ cp ad .co m .b r - G erente: Eliel A lb uquerq ue de Aguiar Junior RIO D E JA N E IR O : V icente de C arvalho :A v. Vicente de Carvalho, 1083 -Vicente de Carva­ lho - 21 210-000 - Rio de Janeiro - RJ -Tel.: (21) 2481 -2101 / 2481 -2350 - Fax: (21) 2481 -591 3 - E-mail: vicentecarvalho@cpad.com.br Gerente: Severino Joaquim da Silva Filho N iterói: Rua Aurelino Lear, 4 7 - lojas A e B - Centro - 24020-1 10 - Niterói - RJ - TeL: (21) 2620-4318 / Fax: (21) 2621-4038 E-mail: niteroi@ cpad.com .br N ova Ig u a çu : Av. Governador Amaral Peixoto, 427 - loja 101 e 103 - Galeria Veplan -Centro -2 6 2 10-060 -Nova Iguaçu -RJ-Tel.: (21) 2667-4061 Telefax: (2 1) 2667-8163 - E-mail: novaiguacu@ cpad.com.br Gerente: Francisco Alexandre Ferreira Centro: Rua Prim eiro de M arço, 8 - Centro-Rio de Janeiro-RJ - Tel: 2 509-32 58 / 2507-5948 - Gerente: Silvio Tomé Shopping Jardim G uadalupe: Av. 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Santos, 1651 - Ij.l 02 - Sho­ pping Santa Cruz - 3601 3-1 50 -Juiz de Fora - MG -Tel.: (31) 3431-4000 Gerente: Daniel Ram os de O liveira SÃ O PA U LO : SOCEP - Rua Floriano Peixoto, 103 - Centro - Sta. Bárbara D’Oeste - SP - 13450-970 - Tel.: (1 9) .3459-2000 E-mail: vendas@ socep.com .br - Gerente: Antonio Ribeiro Soares T E L E M A R K E T IN G (de 2a à 6a das 8h às 18h e aos sábados das 9h às 15h) Rio de Ja n e iro : (2 1 ) 3 1 7 1 -2 7 2 3 C e n tra l d e A te n d im e n to : 0 8 0 0 - 0 2 1 7 3 7 3 <ligação g ra tu ita ) ■igrejas / Cotas e Assinaturas - ramal 2 ■Colportores e Logistas - ramal 3 * Pastores e dem ais clientes - ramal 4 ■SAC (Serviço de Atendim ento ao Consum idor) - ram al 5 L IV R A R IA V IR T U A L : w w w .c p a d .c o m .b r O uvidoria: ouvidoria@ cpad.com .br CB4D 2 Liç õ es Bíbl ic a s
  5. 5. r Lição 1 7 de Julho de 2013 Pa u lo e a Ig r e ja em Filipos L E IT U R A D l A R I A Segunda - Fp 1-3-6 A oração que inspira compromisso Terça - Fp 1.7 A justiça provém do amor Q u a r ta -F p 1.12-15 Tribulações por amor ao Evangelho Q uinta - Jo 15.4,5,8,16 O amor revela-se em obras Sexta - Rm 12.9 21 O amor valida as boas obras Sábado - Fp 4.14-19 O amor gera contentamento Liç õ es Bíblic a s 3
  6. 6. IN TERAÇÃO 1 Prezado p ro fe sso r, neste trim estre estudaremos a carta do apóstolo Paulo aos fiüpenses. Os temas contemplados nesta epístola são diversos. O apóstolo fala sobre o caráter de Deus, a alegria, o serviço, o conflito e o sofrimento dos santos. Mas o tema que ganha maior destaque na carta é o senhorio de Jesus Cristo, o kyrios de Deus (2.9,10). O Pai o fez Senhor e Cristo. O com entarista do trim estre é o Pastor Elienai Cabral — conferencista e autor de várias obras publicadas pela CPAD, m em bro da Academ ia Evangélica de Letras do Brasil e também da Casa de Letra s Em ílio Conde. Que Deus abençoe a sua vida e a de seus alunos. Bons estudos! ■LEITURA BÍBLICA I EM CLASSE I Filip en ses 1=1-1 1 I 1 - Paulo e Tim óteo, servo s de I Jesu s Cristo, a todos os santos em I Cristo Jesus que estão em Filipos, Icom os bispos e diáconos: I 2 —graça a vós e paz, da parte de II Deus, nosso Pair e da do Senhor II Jesus Cristo. I 3 - Dou graças ao meu Deus todas [ as vezes que me lem bro de vós, I4 - fazendo, sem pre com alegria, I oração por vós em todas as minhas I súplicas, I 5 - pela vossa co o p era çã o no evangelho desde o prim eiro dia até agora. 6 - Tendo por certo isto mesmo: que aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até ao Dia de Jesu s Cristo. 7 - Como tenho porju sto sentir isto de vós todos, porque vos retenho em meu coração, pois todos vós fostes participantes da minha g ra ­ ça, tanto nas m inhas prisões como na minha defesa e confirm ação do evangelho. 8 - Porque Deus me é testem unha das saudades que de todos vós tenho, em entranhável afeição de Jesu s Cristo. 9 - E peço isto: que o vosso am or aumente m ais e mais em ciência e em todo o conhecimento. T O - Para que aproveis as coisas excelentes, para que sejais since- âf ros e sem escândalo algum até ao Dia de Cristo, 11 - cheios de frutos de ju stiça , para _____ OBJETIVOS Após esta aula, o aluno deverá estar apto a: Introduzir a Epístola aos Filipenses destacando a cidade, a data e o loca! da autoria. Explicar o propósito, a autoria e os destinatários da epístola, C om p reend er os atos de oração e ação de graças do apóstolo Paulo. ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA Professor, para introduzir a lição desta semana reproduza o esquema da página seguinte. Faça a exposição panorâmica da Epístola aos Filipenses, explicando o propósito e suas principais divisões. Mostre aos alunos que a carta pode ser dividida em duas partes principais: (1) Circunstâncias em que Paulo se encontra­ va e (2) assuntos de interesse da igreja — alegria, o serviço, o caráter de Deus, o conflito e o sofrimento, etc. Aprendamos, pois, neste trimestre, com a igreja de Fiíipos. Boa aulai 4 Liç õ e s Bíb l ic a s
  7. 7. IN T R O D U Ç Ã O Neste trimestre, estudaremos a Epístola de Paulo aos Filipenses. Esta carta é uma declaração de amor e gra­ tidão do apóstolo pelo amoroso zelo dos filipenses para com os obreiros do Senhor. A epístola está classificada no grupo das cartas da prisão — Filipen­ ses, Fílemon, Colossenses e Efésios. Além de realçar a verdadeira cristologia, a epístola orienta-nos quan­ to ao comportamento que PALAVRA-CHAVE Ep ísto la: Cada carta ou lições dos apóstolos às comunidades cristãs primitivas. devemos ter diante das hostilidades e perseguições enfrentadas pela Igreja de Cristo. I - IN T R O D U Ç Ã O À E P ÍS T O L A 1. A cidade de Filipos. Localiza­ da no Norte da Grécia, foi fundada por Filipe II. Outras cidades como Anfípo- k lis, Apolônia, Tessalônica e Bereia também faziam parte daquela região (At 17.1,10). Filipos, porém, era uma colônia romana (At 16.12) e um importan­ te centro mercantil, pois estava situada no cruza- ESBOÇO DA EPÍSTO LA AOS FILIPENSES Autor: Apóstolo Paulo. Tem a: Alegria de viver por Cristo. Data: Cerca de 62/63 d.C. P ropósitos: Agradecer aos filipenses por suas ofertas generosas; infor­ mar o seu estado pessoal na prisão de Roma; transmitir à congregação a certeza do triunfo do propósito de Deus na sua prisão para levar os membros da igreja de Filipos a se esforçarem em conhecer melhor o Se­ nhor, conservando a unidade, a humildade, a comunhão e a paz. Introdução (1.1-11) ■ Saudações. ■ Ação de graças e oração pelos Filipenses. I. A s circu n stân cias em que Paulo se encontrava (1.12-26) ■ A prisão de Paulo contribuiu para o avançodo Evangelho. ■ A proclamação de Cristo de todas asformas. ■ A disposição de Paulo para viver ou morrer. II. A ssu n to s de In teresse da Igreja (1.27-4.9) ■ Exortação de Paulo aos filipenses. ■ Os mensageiros de Paulo à Igreja. ■ Advertência de Paulo a respeito de falsos ensinos, ■ Conselhos finais de Paulo. C onclusão (4.10-23) ■ Reconhecimento e gratidão pelas ofertas recebidas. ■ Saudações finais e bênção. M ET- Liç õ e s Bíb l ic a s 5
  8. 8. r ,n.......... mento das rotas comerciais entre a Europa e a Ásia. 2u O Evangelho chega à Fili- pos. Por volta do ano 52 d.C., o após­ tolo Paulo, acompanhado por Silas e Timóteo, empreendeu uma segunda viagem missionária (At 15.40; 16.1-3). Ao entrar numa cidade estrangeira, a estratégia usada por Paulo para anunciar o Evangelho era sempre a mesma: dirigir-se em primeiro lugar a uma sinagoga. Ali, o apóstolo esperava encontrar judeus dispostos a ouvi-lo. Mas, na sinagoga de Fiiipos, havia uma comunidade não muito inclinada a escutá-lo. Por isso, Pauio concentrou- -se num lugar público e informal para faiar a homens e mulheres desejosos por discutir assuntos religiosos. Lá, o apóstolo encontrou Lídia, de Tiatira, uma comerciante que negocia­ va púrpura (At 16.14). Ela se converteu a Cristo e levou o primeiro grupo de cristãos de Fiiipos a congregar-se em sua casa. No lar da irmã Lídia, a igreja começou a florescer (At 16.15-40). 3. Data e local da au to ria. Apesar das dificuldades para se refe­ rendar a data e o local da Epístola aos Filipenses, os especialistas em Novo Testamento dizem que a carta foi redigida entre os anos 60 e 63 d.C., provavelmente em Roma. Na ocasião, o apóstolo Paulo estava encarcerado numa prisão, e recebeu a visita de um membro da igreja em Fiiipos, cha- I mado Epafrodito. Este chegara a ficar gravemente adoentado, “mas Deus se apiedou dele” que, agora recuperado, acabou por levar a mensagem do apóstolo aos filipenses. SIN O PSE D O T Ó P IC O (1) Após chegar numa cidade gentí­ lica, o apóstolo Paulo dirígia-se a uma sinagoga judaica para evangelizar. 6 Liçõ es Bíblicas R ESP O N D A 1, Faça um resum o a respeito da cidade de Fiiipos. 2. Qual a data mais provável em que foi escrita a Epístola aos Filipenses? II - A U T O R IA E D ESTIN A TÁ R IO S 1. Paulo e Tim óteo- O nome de Timóteo aparece juntamente com o de Paulo na introdução da epístola fiíipense (v.l). Apesar de Timóteo ser apresentado como coautor da carta, a autoria principal pertence ao apóstolo Paulo. Este certamente tratou com Timóteo, seu discípulo, os assuntos expostos na carta. O após­ tolo Paulo também não desfrutava de boa saúde, e este fato fazia com que dependesse constantemente da ajuda de um auxiliar na composição de seus escritos (Rm 16.22; 1 Co 1.1; Cl 1.1). 2. O s d estinatário s da carta: “todos os sa n to s”. Paulo chama os cristãos de Fiiipos de “santos” (v. 1). Isto é, aqueles que foram salvos e separados, por Deus, para viver uma nova vida em Cristo. Este era o tratamento comum dado por Paulo às igrejas (Rm 1.7; 1 Co 1.2). Quando o apóstolo dos gentios usa a expressão “em Cristo Jesus”, ele quer ilustrar a relação íntima dos crentes com o Cris­ to de Deus — semelhante ao recurso usado porjesus quando da ilustração da “videira e os ramos” (cf. Jo 15.1-7). 3= A lguns destinatários d is­ tin to s: “b isp o s e d iá co n o s”. A distinção entre “bispos e diáconos” expressa a preocupação paulina quan­ to à liderança espiritual da igreja (v.l). O modelo de liderança adotado pelas igrejas do primeiro século funcionava assim: os “bispos” eram responsáveis pelas necessidades espirituais da igre­ ja local e os “diáconos” pelo serviço à igreja sob a supervisão dos bispos.
  9. 9. S IN O P S E D O T Ó P IC O (2) Apesar de Timóteo aparecer como o coautor da carta, a autoria da epístola é do apóstolo Paulo. R ES P O N D A 3. Quem é o coautor e autor da carta aos filipenses? 4. Quem são os destinatários da carta aos filipenses? III - A Ç Ã O D E G R A Ç A S E P E T IÇ Ã O P E L A IG R E JA D E F IL IP O S ( 1 3 - 1 1 ) 1. A s ra zõ e s pela ação de g raças. “Dou graças ao meu Deus todas as vezes que me lembro de vós” (v.3). A razão de o apóstolo Paulo lembrar-se dos filipenses nas suas orações, e alegrar-se por isto, foi a compaixão deles para com o apóstolo quando da sua prisão, defesa e confir­ mação do Evangelho (v.7). Esta lem­ brança fortalecia Paulo na sua solidão, pois, apesar de estar longe fisicamente dos filipenses, aproximava-se deies pela oração, onde não há fronteiras. 2. Uma oração de gratidão (vv.3-8). Paulo lembra a experiência amarga sofridajuntamente com Silas em Filípos (v.7). Eles foram arras­ tados à presença das autoridades, açoitados em público, condenados sumariamente e jogados no cárcere, tendo os pés atados ao tronco (At 16.19,23,24). Essa dura experiência fez o apóstolo recordar o grande livramento de Deus concedido a ele, a Silas e ao carcereiro (At 16.27-33). Os filipenses participaram das aflições do apóstolo e proveram-no, inclusive, de recursos financeiros (4.15-18), ao passo que os coríntios fecharam-ihe as mãos (1 Co 9.8-12). Por isso, quando lemos a Epístola aos Filipenses percebemos o amor, a amizade e a grande estima que Paulo nutria para com aquela igreja (v.8). 3. Uma o ração de p etição (vv.9-11). Após agradecer a Deus pelos filipenses, o apóstoio passa a rogar a Deus por eles: a) Que o vosso am or aumente mais e mais em ciência e em todo o conhecimento (v.9). O desejo do apóstolo é que o amor cresça e se desenvolva de modo mais profundo, levando cada crente em Filipos a ter um maior conhecimento de Cristo. b) Para que aproveis as coisas excelentes para que sejais sinceros e sem escândalo algum até ao Dia de Cristo (v. 10). Paulo intercedia pelos filipenses, pedindo ao Senhor que lhes concedesse a capacidade de discernir entre o certo e o errado. Esta capacida­ de fará do crente uma pessoa sincera e sem escândalo até a volta do Senhor. c) Cheios de frutos dejustiça (v. 11). O apóstolo desejava que os crentes filipenses não fossem estéreis, mas cheios do fruto da justiça para a glória de Deus. A justiça que vem de Deus manifesta-se com perfeição no caráter e nas obras do crente. S IN O P S E D O T Ó P IC O (3) A atitude de ação de graças e petição pela igreja de Filipos é o tema que predomina na introdução da epístola. R ES P O N D A 5. Quais são as três petições de Paulo apresentadas na lição em favor dos filipenses? C O N C L U S Ã O As adversidades ministeriais na vida do apóstolo Paulo eram ameni­ zadas na demonstração de amor das igrejas plantadas por ele. Ao longo deste trimestre, veremos o quanto a j igreja de Filipos foi pastoreada por aquele que não media esforços nem limites para proclamar o Evangelho: o apóstolo Paulo. Liç õ es Bíblic a s 7
  10. 10. V O C A B U L Á R IO Colônia: Grupo de migrantes que se estabelecem em terra estranha. Ou lugar onde se estabelece quais­ quer migrantes. S A IB A M A IS Revista Ensinador Cristão CPAD, n° 55, p.36. A U X ÍL IO B IB L IO G R Á F IC O Subsídio Bibliográfico “[Filipos] Acidade de Filipos foi fundada em 360 a.C. por Filipe da Macedônia. Foi construída na aldeia de Krenides em Trácia e serviu como um centro militar significativo. Quando Roma conquistou a área duzentos anos mais tarde, Filipos se tornou a principal cidade na Macedônia, um dos quatro distritos romanos do que é hoje conhecido como a Grécia. Lá, aconteceu a famosa batalha entre os exércitos de Brutus e Cassius e aqueles de Otávio e Marco Antônio (42 a.C.). A vitória de Otávio levou ao estabelecimento do Império Romano, e ele é lembrado pelo nome sob o qual governou aquele império - Augustus. Filipos floresceu como uma cidade colonial no império Romano; é a única cidade romana chamada de ‘colônia’ no Novo Testamento {At 16.12). Muitos veteranos de guerras romanas, particularmente do conflito mais antigo entre Antônio e Otávio, povoaram este lugar, tendo recebido porções de terras por seu serviço a Roma. A cidade teve orgulho deste estado como uma colônia romana, desfrutando dos privilégios de isenção de impostos. Promoveu o latim como sua língua oficial e modelou muitas de suas instituições segundo as de Roma (por exemplo, o governo cívico). Os magistrados que Paulo e seus companheiros encontraram primeiro em Atos 16 trouxeram o título honorário de ‘pretores’. O sentimento de orgulho dos fiiipenses é evidente em Atos 16.21, onde vários cidadãos se referem a si mesmos como ‘Romanos’”(ARRINGTON, ARRINGTON, French L.; STRONSTAD, Roger (Eds.). | Comentário Bíblico Pentecostal: Novo Testamento. 4.ed. Vol. 2, Rio de 1 Janeiro: CPAD, 2009, p.470). RESPOSTAS DOS EXERCÍCIOS 1 A cidade de Filipos foi fundada por Felipe II, localizada no Norte da Grécia. Além de ser uma importante colônia romana (At 16.12), era um importante centro mercantil entre a Europa e a Ásia. 2* De acordo com os especialistas do Novo Testamento, a carta foi redigida entre os anos 60 e 63 d.C. 3. Timóteo e Paulo. 4. Aos crentes de Filipos, chamados santos, e “bispos e diáconos” da Igreja. 5. Que os fiiipenses crescessem em amor e ciência, tivessem sinceridade e que dessem frutos de justiça. 8 Liç õ e s Bíblic a s
  11. 11. Lição 2 14 de Julho de 2013 SPERANÇA EM MEIO À A d v e r s id a d e TEX TO ÁUREO “Porque para mim o viver é Cristo, e o m orrer é ganho” (Fp 1.21)« Liç õ e s Bíb l ic a s 9
  12. 12. L E IT U R A B ÍB LIC A EM C L A S S E Filipenses 1.12-21 12 - E quero, irmãos, gue saibais que as coisas que me aconteceram contribuíram para maior proveito do evangelho. 13 - D e maneira que as minhas prisões em Cristo foram manifestas por toda a guarda pretoriana e por todos os demais lugares; 14 - e muitos dos irmãos no Senhor, tomando ânimo com as minhas pri­ sões, ousam falar a palavra mais confiadamente, sem temor. 1 5 - Verdade é que também alguns pregam a Cristo por inveja e porfia, mas outros de boa mente; 16 - uns por amor, sabendo que fui posto para defesa do evangelho; 1 7 - mas outros, na verdade, anun­ ciam a Cristo por contenção, não puramente, julgando acrescentar aflição às minhas prisões. 18 - Mas que importa? Contanto que Cristo seja anunciado de toda a maneira, ou com fingimento, ou em verdade, nisto me regozijo e me regozijarei ainda. 1 9 - Porque sei que disto me resul­ tará salvação, pela vossa oração e pelo socorro do Espírito de Jesus Cristo, 20 - segundo a minha intensa ex­ pectação e esperança, de que em nada serei confundido; antes, com toda a confiança, Cristo será, tanto agora como sempre, engrandecido no meu corpo, seja pela vida, seja pela morte. 21 - Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é ganho. IN TERAÇÃO A prisão do apóstolo Paulo em Roma foi crucial para a propagação do Evangelho na região de Fiiipos. A partir de uma experiên­ cia de sofrimento, Deus usou pessoas para propagar a mensagem das Boas Novas. É verdade que alguns pregadores usavam o sofrimento do apóstolo para proclamar Cristo de boa consciência. Outros utilizavam-se do sofrimento alheio para obterem vantagens pessoais. Cristo não era o centro das suas preleções. Infelizmente, na atualidade, algu­ mas pessoas perderam o temor de Deus. A exemplo daqueles pregadores de Fiiipos, elas exploram as tragédias pessoais, pois veem ne­ las a oportunidade de se locupletarem com as feridas alheias (elas sabem que o sofrimento humano pode ser muito rentável). Cristo não se acha mais no centro de suas vidas. OBJETIVOS Após esta aula, o aluno deverá estar apto a: Saber que as adversidades podem con­ tribuir para a expansão do Evangelho. E xplicar as motivações de Paulo para a pregação do Evangelho. C o m p r e e n d e r que o significado da vida consiste em vivermos para o Evangelho. ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA Prezado professor, para concluir a lição sugerimos a seguinte atividade: (1) Pesquise ao menos três países cujo índice de perseguição religiosa é grande, (2) identifique missionários que atuam nesses locais (a pesquisa pode ser feita peias agências missionárias, secretaria de missões de sua igreja ou internet). (3) Em seguida, pesquise o crescimento de cristãos nesses países visando identificar como o trabalho missionário tem sido re­ alizado. Conclua dizendo que, a exemplo do que ocorreu a Paulo, o Evangelho con­ tinua a ser propagado no mundo através do sofrimento de muitas pessoas que se dispõem a propagá-lo com ousadia.
  13. 13. IN T R O D U Ç Ã O Nesta lição, veremos como a pai­ xão pelas almas consumia o coração de Paulo. Embora preso em Roma, ele não esmorecia na missão de pro­ clamar o Evangelho. E, tendo como ponto de partida o seu sofrimento, o apóstolo ensina aos filipenses que nenhuma adversidade será capaz de arrefecer-lhes a fé em Cristo. Ao contrário, ele demonstra o quanto as suas adversidades foram positivas ao progresso do Reino de Deus. I - A D V E R S ID A D E : UM A C O N T R IB U IÇ Ã O P A R A A P R O C L A M A Ç Ã O D O E V A N G E L H O 1- Paulo na prisão. Paulo estava preso em Roma, aguardando julga­ mento. Ele sabia que tanto poderia ser absolvido como executado. Todavia, não se achava ansioso. O que mais dese­ java era, com toda ousadia, anunciar a Cristo ate mes­ mo no tribunal. Paulo não era um preso qualquer; sua segurança estava sob os cuidados da guarda pretoriana (1.13). Constituída de 10 mil soldados, esta guarda encarregava-se de proteger os representantes do Império Romano em qualquer lugar do mundo. Sua princi­ pal tarefa era a proteção do imperador. 2. Uma porta se abre através da ad versid ad e. Uma das princi­ pais contribuições da prisão de Paulo foi a livre comunicação do Evangelho na capital do mundo antigo. Os cris­ tãos estavam espalhados por toda a cidade de Roma e adjacências. Definitivamente a prisão de Paulo não reteve a força do Evangelho e o promoveu universalmente. Deus ;; usou o sofrimento do apóstolo para ; que o Evangelho fosse anunciado de Roma para o mundo (v. 13). ___ _______________________________________ SIN O PSE D O T Ó P IC O (1) A prisão de Paulo foi uma por­ ta aberta para a proclam ação do Evangelho. R ESPO N D A É! /. De acordo com a lição, qual foi a principal contribuição da prisão de Paulo para o Evangelho? II - O T E S T E M U N H O D E | P A U LO NA A D V E R S ID A D E (1 .1 2,1 3) 1. O poder do Evangelho. De modo objetivo, Paulo diz aos filipenses que nenhuma cadeia será capaz de impor limites ao Evangelho de Cristo. Esse sentimento superava todas as expectativas do apóstolo concernentes ao crescimento do Reino de Deus. O seu propósito era ver as Boas Novas pros­ perando entre os gentios. Portanto, nenhum poder humano conterá a força do Evangelho, pois este é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê (Rm 1,16). 2. A preo cup ação dos f ili­ p en ses com Paulo. Está implícita a preocupação dos filipenses com o bem-estar de Paulo. Eles o amavam e sabiam do seu ardor em proclamar o Evangelho. Todavia, achavam que a sua prisão prejudicaria a causa cristã. O versículo 12 traz exatamente essa conotação: ,£E quero, irmãos, que sai­ bais as coisas que me aconteceram contribuíram para maior proveito do evangelho”. Para o apóstolo, seu Jj PALAVRA-CHAVE A d versid ad e: Infelicidade, infortú­ nio, revés. Qualida­ de ou caráter de adverso. Liç õ e s Bíbl ic a s II
  14. 14. encarceramento contribuiu ainda mais para o progresso da mensagem evangélica (v.13). 3. Paulo rejeita a autopie- d ad e. Paulo era um missionário consciente da sua missão. Para ele, o sofrimento no exercício do santo ministério era circunstancial e estava sob os cuidados de Deus (v.19). Por isso, não manifestava autopiedade; não precisava disso para conquistar a compaixão das pessoas. Para o apóstolo, a soberania de Deus faz do sofrimento algo passageiro, pois os infortúnios servem para encher- nos de esperança, conduzindo-nos numa bem-aventurada expectativa de “que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são cha­ mados por seu decreto” (Rm 8.28). SINOPSE DO TÓ PIC O (2) O testemunho de Paulo na ad­ versidade pode ser observado pela sua rejeição a autopiedade e a sua fé no poder do Evangelho, RESPO N D A 2. Como Paulo via o sofrim ento? III - M O T IV A Ç Õ E S PA RA A P R E G A Ç Ã O D O EV A N G ELH O ( 1. 1 4 -1 8 ) Duas motivações predomina­ vam nas igrejas da Ásia Menor onde o apóstolo Paulo atuava. São elas: 12 Liç õ es Bíblic a s 1. A m o tiv a ç ã o p o s itiv a . “E muitos dos irmãos no Senhor, tomando ânimo com as minhas prisões, ousam falar a palavra mais confiadamente, sem temor” (v.14). Estava claro para os cristãos roma­ nos, bem como para a guarda preto- riana, que o processo judicial contra Paulo era injusto, porque ele não ha­ via cometido crime aigum. Além de saberem da inocência do apóstolo, os pretorianos recebiam diariamente deste a mensagem do Evangelho (v.13). O resultado não poderia ser outro. Os cristãos filipenses foram estimulados a anunciar o Evangelho com total destemor e coragem. 2. A m otivação negativa. A prisão de Paulo motivou os cristãos a proclamar o Evangelho de “boa m ente” e “por am or”. Mas havia aqueles que usavam a prisão do apóstolo para garantir vantagens pessoais. Dominados pela inveja e pela teimosia, agiam por motivos errados. Mas pelo Espírito, o apósto­ lo entendeu que o mais importante era anunciar Cristo ao mundo “de toda a maneira”. Isto não significa que Paulo aprovava quem procedia dessa forma, porque um dia todo mau obreiro terá de dar contas de seus atos ao Senhor (Mt 7.21-23). SINOPSE DO TÓ P IC O (3) infelizmente eram duas as moti­ vações que predominavam na igreja de Filipos: (1) a positiva (pregação com destemor e coragem) e (2) a negativa (pregação pelo interesse pessoal). RESPONDA 3. Cite e explique as motivações que predom inavam nas igrejas da Ásia Menor onde o apóstolo Paulo atuava.
  15. 15. IV - O D IL E M A D E P A U LO (1 .1 9 - 2 2 s s .) 1. V iver para C risto . “Nisto me regozijo e me regozijarei ain­ da” (v.18). Estas palavras refletem a alegria de Paulo sobre o avanço do Evangelho no mundo. Viver, para o apóstolo, só se justifica se a razão for o ministério cristão: “Por­ que para mim o viver é Cristo, e o morrer é ganho. Mas, se o viver na carne me der fruto da minha obra, não sei, então, o que deva escolher" (vv.21,22). A morte para ele era um evento natural, mas glorioso. Significava estar imediatamente com Cristo. O Mestre era tudo para Paulo, o prin­ cípio, a essência e o fim da sua vida. Nele, o apóstolo vivia e se movia para a glória de Deus. Por isso, po­ dia dizer: “E vivo, não mais eu; mas Cristo vive em mim”(GI 2.20). 2. Paulo su p e ra o d ilem a. “Estar com Cristo” e “viver na car­ ne”. Este era o dilema do apóstolo (vv.23,24). Ele desejava estar na píenitude com o Senhor. Todavia, o amor dele pelos gentios era igual­ mente intenso. “Ficar na ca rn e ” (v.24), aqui, refere-se à vida física. Isto é: viver para disseminar o Evan­ gelho pelo mundo. Mais do que es­ colha pessoal, estar vivo justifica-se apenas para proclamar o Evangelho i e fortalecer a Igreja. Este era o ^ pensamento paulino. Nos versí­ culos 25 e 26, ele entende que, se fosse posto em liberdade, poderia I rever os irmãos de Filipos, e viver | o amor fraterno pela providência do Espírito Santo. S IN O P S E D O T Ó P IC O (4 ) | O dilema de Paulo era, imediata­ mente, “estar com Cristo” ou “viver na carne” para edificar os filipenses. R E S P O N D A 4. Qual era o m aior dilema de Paulo apontado na lição? 5. Você está pronto a trabalhar na * causa do Senhor; mesmo que isso signifique en fren tar oposiçoes de falsos crentes, além das privações m ateriais ou físicas? C O N C L U S Ã O | Pauto resolveu o seu dilema em relação à igreja, declarando que o seu desejo de estar com Cristo foi superado pela amorosa obrigação de servir aos irmãos (vv.24-26). Ele nos ensina que devemos estar prontos a trabalhar na causa do Senhor, mesmo que isso signifique enfrentar oposição dos falsos cren­ tes e até privações materiais. O que deve nos importar é o progresso do Evangelho e o crescimento da Igreja de Cristo (vv.25,26). REFLEXÃ O “Jesus era tudo para Paulo, o princípio, a essência e o fim da sua vida. Nele, o apóstolo vivia e se movia para a glória de Deus Elienai Cabral Liç õ e s B íb l ic a s 13
  16. 16. A U X IL IO B IB L IO G R Á F IC O ãfj Subsídio Teológico ‘A lg uns pregam C risto por in veja e porfia, m as o u tro s de boa m ente (1.15). Posteriormente Paulo voltará sua atenção aos judai- zantes, que distorcem o evangelho insistindo nas ob ras com o algo essencial para a salvação (3.2-11). Aqui a tensão é pessoal em vez de doutrinária. Alguns se tornam evan­ gelistas mais ativos por um espírito competitivo, tendo um prazer perver­ so no pensamento de que Paulo está atado e incapaz de tentar alcançá­ mos. Outros se tornam evangelistas mais ativos por amor, um esforço de aliviar Paulo da preocupação de que expansão do evangelho retrair-se-á devido à sua inatividade forçada. É fascinante ver como Paulo recusa-se a julgar as motivações, e está encantado com o fato de que, seja pela razão que for, o evangelho está sendo pregado. Poucos de nós têm essa maturidade. Os críticos de Paulo poderão ficar amargamente ressentidos com o seu sucesso, mas o apóstolo não ficará ressentido com eles! Em vez disso ele se regozijará por Cristo estar sendo pregado, e deixará a questão dos motivos para o Senhor. P o rq u e s e i q u e d is to me re su lta rá sa lv a çã o (1.19). Paulo não se refere aqui à sua libertação da prisão. O maior perigo que qualquer um de nós enfrenta é o desânimo que as dificuldades frequentemen­ te criam” (RICHARDS, Lawrence O. C o m e n tá rio H istó rico -C u ltu ra l do Novo Testam ento, l .ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2007, p,437). VOCABULÁRIO L o c u p le ta re m : Enriquecerem; encherem em demasia; fartarem. BIBLIOGRAFIA SUGERIDA PEARLMAN, Myer. E p ís t o la s P au lin as: Sem eando as D outri­ nas C ristãs. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1998, ZUCK, Roy B (Ed.), Teologia do Novo Testam ento. 1 .ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2008. S A IB A M A IS Revista Ensinador Cristão CPAD, n° 55, p.37. RESPOSTAS DOS EXERCÍCIOS 1. Foi a iivre comunicação do Evange­ lho na capitai do mundo antigo. 2. Para o apóstolo, a soberania de Deus faz do sofrimento aígo passa­ geiro, pois os infortúnios servem para encher-nos de esperança, conduzindo- -nos numa bem-aventurada expectati­ va de “que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus” (Rm 8.28). 3. A primeira motivação era positiva, caracterizada pela disposição dos fiiipenses pregarem o Evangelho com destemor e coragem. A segunda era negativa, pois a sua principal caracte­ rística era os pregadores que usavam a prisão do apóstolo para garantir vantagens pessoais. 4=“Estar com Cristo”ou “viver na carne'1. 5. Resposta pessoal. 14 L iç õ e s Bíblica s
  17. 17. Lição 3 2 / de Julho de 2013 O C o m p o r t a m e n t o d o s Sa l v o s em C r is t o “Somente deveis portar-vos dignamente conforme o evangelho de Cristo, para que, quer vá e vos veja, quer esteja ausente, ouça acerca de vós que estais num mesmo espírito, combatendo juntamente com o mesmo ânimo peia fé do evangelho”(Fp 1.27). Segunda - Fp 1.27-30 Um chamado ao Evangelho Terça - Fp 2.1-4 Um chamado à unidade Q uarta - Jo 10.7-18 O chamado do Bom Pastor Sexta - Hb 4.14-16 Um chamado a confiar em Cristo - 1 Co 12.12 Em Jesus somos um Quinta - SI 15 Um chamado à santidade L içõ es B íblicas 15
  18. 18. _______________IN TERAÇÃO ___________ O c r e n t e é s a l v o p e l a g r a ç a , m e d i a n t e a f é e m J e s u s . E s t e d o m v e i o d e D e u s e n ã o d o p r ó p r i o c r e n t e ( E f 2 .8 ) . O a p ó s ­ t o l o P a u lo f a z q u e s t ã o d e l e m b r a r e s s a v e r d a d e e t e r n a a o s e f é s i o s p a r a q u e e l e s n ã o c a í s s e m n a s a n d i c e d e g l o r i a r e m - s e n a s p r ó p r i a s o b r a s . A s o b r a s s ã o o r e s u l ­ t a d o d a s a l v a ç ã o e n ã o a c a u s a d e l a . A s E s c r i t u r a s e n s i n a m q u e é i n i m a g i n á v e l u m s a l v o e m C r is t o n ã o m a n i f e s t a r o b r a s d e a r r e p e n d i m e n t o e a m o r a o p r ó x i m o Cto 1 5 ), p o i s d o c o n t r á r i o , e l e n ã o s e r i a d i s c í p u l o d e J e s u s . P o r i s s o , e s t u d e a t i ç ã o d e s t a s e m a n a c o m o v ié s d o E v a n g e l h o q u e d i z r e s p e i t o a n o s s a c o n d u t a p a r a c o m a s o c i e d a d e , l e v a n d o e m c o n t a q u e n ã o n o s c o m p o r t a r e m o s d i g n a m e n t e p e r a n t e a o s h o m e n s p a r a s e r m o s s a l v o s , m a s p o r q u e o s o m o s p e l a g r a ç a d e D e u s , o n o s s o S e n h o r L E IT U R A B ÍB LIC A EM C L A S S E Filip en ses 1,27-30; 2.1-4 F ilip en ses 1 2 7 —Som ente deveis portar-vos dignam ente conform e o evange■ lho de Cristo, para que, quer vá e vos veja, quer esteja ausente, ouça acerca de vós que estais num mesmo espírito, combatendo ju n ­ tamente com o mesmo ânimo pela fé do evangelho. 28 - E em nada vos espanteis dos que resistem , o que para eles, na verdade, é indício de perdição, m as, para vós, de salvação, e isto de Deus. 2 9 - Porque a vós vos foi conce­ dido, em relação a C risto , não somente cre r nele, como também padecer por ele, 3 0 - tendo o mesmo combate que já em mim tendes visto e, agora, ouvis estar em mim. F ilip en ses 2 1 - Portanto, se há algum conforto em Cristo, se alguma consolação de am or; se alguma comunhão no Espírito, se alguns entranháveis afetos e com paixões, 2 - completai o meu gozo, para que sintais o mesmo, tendo o mesmo am or, o m esm o ânim o, sentindo uma mesma coisa. Í 3 - Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade; cada um considere os outros supe­ riores a si mesmo. s 4 - Não atente cada um para o que é propriam ente seu, mas cada qual também para o que é dos outros. OBJETIVOS Após esta aula, o aluno deverá estar apto a: Com preender as características corri“ portamentais de um cidadão do céu. Contextua!izar o comportamento dig­ no do crente ante uma posição oposta. Promover a unidade da igreja. ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA Prezado professor, as palavras por si mesmas falam muito. Talvez haja pessoas em sua ctasse que não estejam familiarizadas com os termos “conso­ lação de amor”, “entranháveis afetos e compaixões”, “mesmo amor", “foco no outro como em si mesmo”. Note a força semântica apresentada pelo apóstolo Paulo no uso dessas expressões! A nossa sugestão é que você, munido de bons comentários bíblicos, enfatize o uso das expressões acima no tópico [II da lição. Explique que a meíhor maneira de condu­ zirmo-nos dignamente perante a socieda­ de é amando, pois “quem ama aos outros cumpriu a lei” (Rm 13.8). 16 Liç o e s Bíblic a s
  19. 19. INTRODUÇÃO Nesta lição, a p re n d e re m o s que muitas são as circunstâncias adversas que tentam enfraquecer o compromisso do crente com o E v an g elh o de C risto. Veremos que o testem u­ nho do cristão é testado tanto pelos de fora (so­ ciedade) quanto pelos de dentro (igreja). Toda­ via, a Palavra do Senhor nos c o n c l a m a a nos portarmos dignamente diante de Deus e dos homens. 8- O COMPORTAMENTO DOS CIDADÃOS DO CÉU (1.27) 1. O crente deve “portar-se d ig n a m e n te ”. “Som ente deveis portar-vos dignamente conforme o evangelho de Cristo" (v.27), A palavra-chave desta porção bíblica é dignam ente. Este termo sugere a figura de uma balança com dois pratos, onde o fiel da pesagem determina a medida exata daquilo que está sendo avaliado. Em síntese, precisamos de firmeza e equilíbrio em nossa vida cotidiana, pois esta deve harmonizar-se à conduta do verdadeiro cidadão dos céus. 2« Para que o s o u tro s v e ­ jam . O apóstolo Paulo deseja estar seguro de que os filipenses estão preparados para enfrentar os falsos obreiros que, sagazmente, intentam desviá-los de Cristo. Por isso fala do fato de estando ou não entre os fili­ penses, quer ouvir destes que estão num “mesmo espírito, combatendo juntam ente com o mesmo ânimo pela fé do evangelho” (v.27). 3. A autonom ia da vida e s ­ piritual, Os filipenses teriam de de­ senvolver uma vida espiritual autô­ noma em Jesus, pois o apóstolo nem sempre estaria com eles. Diante da sociedade que os cercava, Paulo esperava dos filipenses uma postu­ ra firme, mas equilibrada. Naquele m om ento a socied ade c a r a c t e r i z a v a - s e por uma filosofia mundana e idólatra, na qual o im­ perador era o centro de sua adoração. Quantas vezes somos desafiados diante das vãs filosofias e m od ism o s p ro d u z i­ dos em nosso meio? O Senhor nos chama a ser firmes e equilibrados, testemunhando aos outros como verdadeiros cidadãos do céu. SINOPSE DO T Ó P IC O (1) O comportamento de um cidadão do céu reflete a autonomia espiritual que o crente deve apresentar no rela­ cionamento com o outro. R ESP O N D A /. De acordo com a lição, o que su­ gere o term o dignam ente? II - O COMPORTAMENTO ANTE A OPOSIÇÃO (1.28-30) 1. O ataque dos faiso s obrei­ ro s. A resistência ao Evangelho vinha através de pregadores que negavam a divindade de Cristo e os valores ensinados pelos apóstolos. Paulo, porém, exorta os crentes de Filipos quanto à postura que deve­ riam adotar em relação a tais falsos obreiros (v.28). 2. O o b je tiv o d o s f a is o s o b reiro s. Os falsos obreiros que- PALAVRA-CHAVE Com portam ento: Conjunto de atitudes e reações do indivíduo em face do meio social. Liç õ e s Bíb l ic a s 1/
  20. 20. REFLEXÃO “A Teologia da Prosperidade rejeita por completo a ideia do sofrimento. No entanto, a Palavra de Deus não apenas contradiz essa heresia, mas desafia o crente a sofrer por Cristo.” Elienai Cabral riam intimidar os cristãos sinceros. Eles aproveitavam a ausência de Pau­ lo e de seus auxiliares para influen­ ciar o pensamento dos filipenses e, assim, afastá-los da santíssima fé. Por isso, o apóstolo adverte para que os filipenses não se espantassem. De igual modo, não devemos temer os que torcem a sã doutrina. Guarde­ mos a fé e falemos com verdade e mansidão aos que resistem a Palavra de Deus (1 Pe 3.15). 3. Padecendo por Cristo- A Teologia da Prosperidade rejeita por completo a ideia do sofrimento, No entanto, a Palavra de Deus não apenas contradiz essa heresia, mas desafia o crente a sofrer por Cristo. É um privilégio para o cristão pa­ decer por Jesus (v.29). Paulo com­ preendia muito bem esse assunto, pois as palavras de Cristo através de Ananias cumpriram-se literalmente em sua vida (At 9.16). Por isso, os crentes filipenses aprenderam com o apóstolo que o sofrimento, por Cristo, deve ser enfrentado com coragem, perseverança e alegria no Espírito. Aprendamos, pois, com os irmãos filipenses. SIN O PSE D O T Ó P IC O (2) L O cidadão do céu enfrentará ata- 5s de cristãos não comprometidos 18 Lic õ es Bíblic a s com o Evangelho, por isso, eíe deve estar cônscio que o seu chamado é o de padecer por Cristo. R ES P O N D A 2. Como a Palavra de Deus contradiz a Teologia da Prosperidade em rela­ ção ao sofrim ento? III - P R O M O V EN D O A U N ID A D E D A IG R E JA (2 .1 -4 ) 1. O d esejo de Paulo peia unidade. Depois de encorajar a igre­ ja em Filipos a perseverar no Evan­ gelho, o apóstolo começa a tratar da unidade dos crentes. Como a Igreja manterá a unidade se os seus mem­ bros forem egoístas e contenciosos? Este era o desafio do apóstolo em relação aos filipenses. Para iniciar o argumento em favor da unidade cris­ tã, o apóstolo utiliza vocábulos car­ regados de sentimentos afetuosos nos dois primeiros versículos (2.1,2). Tais palavras opõem-se radicalmente ao espírito sectário e soberbo que predominava em alguns grupos da congregação de Filipos: a) Consolação de amor; comu­ nhão no Espírito e entranháveis afetos e com paixões. Cristo é o assunto fundamental dos filipenses. Por isso, a sua experiência deveria consistir na consolação mútua no amor de Deus e na comunhão do Espírito Santo, refletindo a ternura e a compaixão dos crentes entre si (cf. At 2.42ss.). b) Mesmo amor, mesmo ânimo e sentindo uma mesma coisa. Quando o afeto permeia a comunidade, temos condições de viver a unidade do amor no Espírito Santo. O apóstolo Paulo “estimula os filipenses a se amarem uns aos outros, porque todos têm re­ cebido este mesmo amor de Deus”(Co­ mentário Bíblico Pentecostal, p,1290).
  21. 21. Consolidada a unidade, a comunhão cristã será refletida em todas as coisas. 2. O foco no outro como em si m esm o. Vivemos numa socieda­ de tão individualista que é comum ouvirmos jargões como este: “Cada um por si e Deus por todos”. Mas o ensinamento paulino desconstrói tal ideia. O apóstolo convoca os crentes de Filipos a buscar um estilo de vida oposto ao egoísmo e ao sectarismo dos inimigos da cruz de Cristo (2.3). No lugar da prepotência, deve haver humildade; no lugar da autossufici- ência, temos de considerar os outros superiores a nós mesmos. 3. Não ao in d iv id u a lism o . Paulo ainda adverte: “Não atente cada um para o que é propriamente seu, mas cada qual também para o que é dos outros”(v.4). Esta atitude remon­ ta a um dos ensinos mais basilares do Evangelho: “ama o teu próximo como a ti mesmo” (Mc 12.31; cf. At 2.42-47). Isto “rememora o exemplo de Paulo, de colocar as necessidades dos filipenses em primeiro lugar (escolhendo permanecer com eles, 1.25) e de procurar seguir o exemplo de Cristo de não sentir que as prer­ rogativas da divindade sejam ‘algo que deva ser buscado1 para os seus próprios propósitos” (Com entário Bíblico Pentecostal, p.1291). S IN O P SE D O T Ó P IC O (3) O cidadão do céu deve ter o foco no outro como o tem em si mesmo. Ali, não deve haver (ugar para o in­ dividualismo. R ES P O N D A 3. O que Paulo usa para argum entar a favor da unidade cristã? 4 . A atitude de se preocupar com as necessidades do próxim o rem onta a qual ensino basilar do Evangelho? 5. O que você pode fazer, ou já tem feito, para superar tudo aquilo que rouba a humildade e o relacionamen­ to sadio entre irm ãos de sua igreja? C O N C L U S Ã O Com a ajuda do Espírito Santo, podemos superar tudo aquilo que rouba a humildade e o relacionamento sadio entre nós. O Espírito ajuda-nos a evitar o partidarismo, o egoísmo e a vanglória (G1 5.26). Ele produz em nosso coração um sentimento de amor e respeito pelos irmãos da fé (Fp 2.4). A unidade cristã apenas será possível quando tivermos o sentimen­ to que produz harmonia, comunhão e companheirismo: o amor mútuo. O nosso comportamento como cidadãos dos céus deve ser conhecido pela identidade do amor (jo 13.35). REFLEXÃO (iPaulo não está trazendo uma exortação dependente da veracidade de certas realidades em suas vidas. Antes, está desafiando-os sob a suposição de que tais condições, de fato, existam. Esta experiência comum consistia em: encorajamento para ser um em Cristo, conforto no amor de Deus, comunhão no Espírito, ternura e paixão." David Demchuk Liç õ es Bíb l ic a s 19
  22. 22. V O C A B U L Á R IO Arrebol: Vermelhidão do pôr do sol. Hedonitas: Pessoas que consideram o prazer individual e imediato o único bem possível. Sectarismo: Partidarismo; tendência a preferir, ou formar, um grupo em detrimento do todo. Sib aritas: Da antiga cidade grega de Síbaris (Itália). Pessoas dadas a indolência ou à vida de prazeres, por alusão aos antigos habitantes de Síbaris, famosos por suas riquezas e voluptuosidade. ■...... — ...... <BIBLIO GRAFIA SU GERID A HOLMES, Arthur E Ética: As decisões Morais a Luz da Bíblia. 1.ed. Rio de janeiro: CPAD, 2000. PACKER, J. I. O Plano de Deus Para S A IB A M A IS Revista Ensinador Cristão CPAD, n° 55, p.37. A U X ÍL IO B IB L IO G R Á F IC O I Subsídio Teológico “O Comportamento à Luz da Experiência Cristã [...] Paulo desafia seus ouvin­ tes a tornarem a sua alegria com­ pleta. A ideia que está por trás de fazer algo completo é trazer isto à sua realização ou ao objetivo final. Em Filipenses, Paulo observa que experimentou a alegria no sofri­ mento, a alegria de ser lembrado pelos filipenses por ocasião de sua necessidade, e a alegria pelo evangelho ser pregado. Para ele, a alegria completa é que a igreja, que é a comunidade redimida, viva a realidade do evangelho. Depois de rogar aos filipenses que compartilhassem a experiên­ cia da salvação, Paulo desafia-os a refletir várias qualidades em suas vidas (vv. 2b-4), todas aquelas que dependam ou aumentem a primeira: ‘sentindo uma mesma coisa' (v.2b). Esta expressão indica muito mais do que compartilhar pensamentos ou opiniões comuns; denota o completo processo de pensamentos e emoções de uma pessoa, que estão intimamente refletidos na maneira de viver, pois ambos estavam ligados como se fossem uma única característica. Uma característica de boa consciência é que os cristãos deveriam ter ‘o mesmo amor’ uns para com os outros. Paulo estimula os filipenses a amarem-se uns aos outros, porque todos têm recebido este mesmo amor de Deus (2.1)” (ARRINCTON, French L.; STRONS- TAD, Roger (Eds). C o m e n tá rio Bíblico Pentecostal: Novo Testa­ mento. 4.ed. Vol. 2 Rio de Janeiro: CPAD, 2009, p.486). R ES P O S T A S D O S E X E R C ÍC IO S 1. Este termo sugere a figura de uma balança com dois pratos, onde o fiel da pesagem determina a medida exata da­ quilo que está sendo avaliado. 2. Desafiando o crente a sofrer por Cristo, pois de acordo com o ensino de Paulo, é um privilégio o cristão padecer porJesus (v.29). 3. O apóstolo utiliza vocábulos carregados de sentimentos afetuosos nos dois primei­ ros versículos (2.1,2). 4. “Ama o teu próximo como a ti mesmo” (Mc 12.31; cf. At 2.42-47). 4. “Ama o teu próximo como a ti mesmo” (Mc 12.31; cf. At 2.42-47). 5. Resposta pessoal. 2 0 Liç õ e s Bíblic a s
  23. 23. A U X IL IO B IB L IO G R Á F IC O II Subsídio Vida Cristã “ PONTO DE VISTA DE UMA BANHEIRA Q UEN TE Antes, eu pensava em banheira quente como algo reservado a he- donitas em Hollywood, e sibaritas em San Francisco; agora sei que, sob certas circunstâncias, a banheira quente é o símbolo perfeito da rota moderna da religião. A experiência da banheira quente é voluptuosa, relaxante, iânguida, - não de um modo exigente, seja intelectualmente ou de outra forma, mas muito, muito agradável, a ponto de ser excelente diversão. Muita gente hoje quer que o cristianismo seja assim, trabalham para que o seja. O último passo, claro, seria tirar os assentos da igreja e, em seu lugar, instalar banheiras quentes, então não mais haveria qualquer problema com a frequência. Entrementes, muitas igrejas, evangelistas, e pregadores eletrônicos já estão oferecendo ocasiões que, sentimos, são a coisa mais próxima da banheira quente - a saber: reuniões alegres e livres de cuidados, momentos de real diversão para todos, [...] Esta espécie de religião projeta a felicidade na forma de um bem-vindo caloroso a todos quantos sintonizam ou vêm visitar; um coro aquecido com uma música sentimental balançante; o uso de palavras ardentes e massageadoras em orações e pregações; e um arrebol vespertino cálido e animado (outro toque da banheira quente). À indagação, ‘Onde está Deus5, a resposta que estas ocasiões geralmente projetam, não importa o que seja dito, é: ‘No bolso do pregador’. Calmamente, certamente, mas... isto é fé? Adoração? Culto a Deus? É religiosidade o nome verdadeiro deste jogo? [...] Os sintomas da religião banheira quente, hoje, incluem um índice fra- gorosamente crescente de divórcio entre os cristãos; tolerância largamente difundida das aberrações sexuais; um sobrenaturalismo, que busca sinais, maravilhas, visões, profecias e milagres; xaropes calmantes, de pregadores eletrônicos e de púlpitos liberais; sentimentalismo anti-intelectual e ‘picos’ emocionais deliberadamente cultivados, o equivalente cristão da maconha e da cocaína; e uma fácil e irrefletida aceitação da luxúria no viver diário. Esta não é uma tendência saudável. Ela faz a Igreja parecer-se com o mun­ do, levada peio mesmo apetite desarrazoado pelo prazer temperado com magia. Desta forma, eles minam a credibilidade do evangelho da nova vida. Se esta tendência for revertida, uma nova organização de referência terá de ser estabelecida. Para esta tarefa, portanto, movemo-nos agora para onde as Escrituras nos guiam” (PACKER, J. I. O Plano de D eus Para Você. l.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2004, pp.54,68,69). Liç õ e s Bíb l ic a s 21
  24. 24. TEX TO ÁUREO HINOS SU G ER ID O S 42, 130, 158 L E IT U R A D IÁ R IA Segunda - Fp 2.5-8 Cristo: o maior exemplo de humildade Terça » Jo 12.20 28 Glorifique a Deus na tribulação Q uarta - Jo 13,3-7 Quem ama serve Q uinta - Lc 6 .2 7 36 Amando como Jesus Sexta » Rm 12.9-15 A verdadeira fraternidade Sábado - Fp 2.3 Considerando o outro superior 2 2 Liç õ es Bíblic a s Lição 4 28 de Julho de 2013 J esus, o M o d e l o Id e a l de H u m ild a d e VERDADE PRÁTICA Jesus Cristo é o nosso modelo ideal de submissão, humildade e serviço. ‘De sorte que haja em vós o mesmo senti­ mento que houve também em Cristo Jesus”(Fp 2.5).
  25. 25. L E IT U R A BÍBLICA EM C LA SSE Filip en ses 2.5-1 1 5 - De sorte que haja em vós o m esm o sentim ento que houve também em Cristo Jesus, 6 - que, sendo em form a de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, 7 - Mas aniquilou-se a si m esmo, tom ando a form a de servo, fa ­ zendo-se semelhante aos homens; 8 - e, achado na form a de ho­ mem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à m orte e morte de cruz. 9 - Pelo que também Deus o exal­ tou soberanam ente e lhe deu um nome que é sobre todo o nome, 10 - para que ao nome de Jesus se dobre todojoelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, 11 - e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor; para gló­ ria de Deus Pai. _________ INTERAÇÃO Você concorda que Jesus Cristo é a plena revelação de Deus? Que em Jesus, o Al­ tíssimo se fez Deus Conosco, o Emanuel7 Que o Nazareno é a encarnação suprema do Deus Pai? Mas por que oAltíssimo não escolheu manifestar-se como um político poderoso judeu? Por que Ele não elegeu um sacerdote da linhagem de Arão para salvar ã humanidade? Por que o nosso Deus escolheu alguém que não tinha onde "reclinar a cabeça”? Alguém que em seu nascimento não tinha onde pou­ sar com a sua mãe? A vida de Jesus de Nazaré demonstra, ainda que soberano e glorioso, um Deus que não se revelou plenamente a humanidade exalando opu­ lência, mas simplicidade e ternura. O Pai se fez carne e humilhou-se. Ele revelou-se para o mundo em humilhação. Isto lhe diz alguma coisa? OBJETIVOS Após a aula, o aluno deverá estar apto a: C o nh ecer o estado eterno da pré- -encarnação de Cristo. Apreender o que a Bíblia ensina sobre o estado temporal de Cristo. Com preender a exaltação final de Cristo. ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA Prezado professor, a lição a ser estudada nesta semana é bem teológica. As Escri­ turas apresentam uma doutrina robusta acerca da humanidade e divindade de Je­ sus Cristo. A história da Igreja apresenta fundamentos sóíidos à luz dos concílios ecumênicos que, ao longo do tempo, de­ ram conta da evolução de toda a teologia cristã no Ocidente. Para introduzir o assunto, reproduza o esquema da página seguinte. Faça uma rápida exposição da doutrina da união hipostátíca de Jesus. Para isso o prezado professor deverá munir-se de uma boa Teologia Sistemática e Bíblica. Liç õ es Bíbl ic a s 2 3
  26. 26. I N T R O D U Ç Ã O Nesta lição, enfocarem os as atitudes de Cristo que revelam a sua natureza humana, obediência e hu­ milhação, bem como a sua divindade. Humanidade e divindade, aliás, são as duas naturezas insepará­ veis de Jesus. Esta doutrina é apresentada por Paulo no segundo capítulo da Epísto­ la aos Fiiipenses. Veremos ainda que Jesus nunca deixou de ser Deus, e que encarnando-se, salvou-nos de nossos pecados. A presente lição revela também a sua exaltação. PALAVRA-CHAVE Humildade: Virtude que nos dá o sentimento da nossa fraqueza. Modéstia, pobreza. I - O FILH O D IVIN O : O EST A D O E T E R N O DA PR É-EN C A R N A Ç Ã O (2 .5 ,6 ) 1. Ele deu o m aior exem plo de hum ildade. Na Epístola aos Fi- lipenses, lemos: “De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo J e s u s ” (v.5). Este texto reflete a humildade de Cristo revelada antes da sua encarnação. Certa fei­ ta, quando ensinava aos seus discípulos, o Mestre disse: “Aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração” (Mt 11.29). Jesus Cristo é o modelo perfei­ to de humildade. O apóstolo Paulo insta a que os fiiipenses tenham U N IÃ O H IP O S T Á T IC A "[Do gr. hypostasis] Doutrina que, exposta no Concílio de Calcedônia em 451, realça a per­ feita e harmoniosa união entre as naturezas humana e divina de Cristo. Acentua este ensinamento serjesus, de fato, verdadeiro homem e verdadeiro Deus” (D icio n á rio T e o ló g ico , p.352, CPAD). N a tu re z a H u m a n a N a tu re z a D iv in a “ Embora o títu lo ‘Filho do H om em ’ apresente duas definições principais, são três as aplicações contextuais, no Novo Testamento. A prim eira é o Filho do Homem no seu m in is té rio te rre s tre . A segunda refere-se ao seu sofrim ento fu tu ro (como p o r Mc 13.24). Assim , a trib u íu -se novo significado a uma term in olo gia existente dentro do Judaísmo. A terceira aplicação diz respeito ao Filho do Homem na sua glória fu tu ra (ver Mc 13.24, que aproveita diretam ente toda a corrente profética que brotou do livro de Daniel). [...} Logo, Jesus é o Filho do Homem - passado, presente e fu tu ro . [...] O fato de o Filho do Homem ser um hom em lite ra l é in co m p a rá ve l" (T e o lo g ia S is te m á tic a : Uma Perspectiva Pentecostal, pp.312-13, CPAD), “Os escritos jo a n in o s dão bastante ênfase ao título ‘Filho de Deus’. João 20.31 afirm a de form a explícita que o propósito do evangelho é 'para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nom e’. Além do uso do próprio título, Jesus é cham ado inúmeras vezes ‘o Filho’, sem acréscimo de outras qua­ lificações. Há também mais de cem circuns­ tâncias em que Jesus se dirige diretam ente a Deus ou se refere a Ele como ‘Pai’ [...]. As afirmações: £Eu sou’ são exclusivas do evangelho dejoão. Elas, como afirmações de Jesus na prim eira pessoa, form am uma parte relevante da autorrevelação dEle [‘Eu Sou’ é a declaração da autorrevelação divina (cf. Êx 3.14)]” (T e o lo g ia d o N ovo T e s t a ­ m en to , pp.203, 205, CPAD). 2 4 Liç õ e s Bíblic a s
  27. 27. a mesma disposição demonstrada por Jesus. 2. Ele era igual a D eus. "Que, sendo em forma de Deus” (v.6). A palavra form a sugere o objeto de uma configuração, uma semelhança. Em relação a Deus, o termo refere- se à forma essencial da divindade. Cristo é Deus, igual com o Pai, pois ambos têm a mesma natureza, glória e essência (Jo 17.5). A forma verbal da palavra sendo aparece em outras versões bíblicas como subsistindo ou existindo. Cristo é, por natureza, Deus, pois antes de fazer-se humano “sub­ sistia em forma de Deus”. Os líderes de Jerusalém procuravam matar Jesus porque Ele dizia ser “igual a Deus”. A Filipe, o Senhor afirmou ser igual ao Pai (Jo 14.9-11). A divindade de Cristo é fartamente corroborada ao longo da Bíblia (jo 1.1; 20.28; Tt 2.13; Hb 1.8; Ap 21.7). Portanto, Cristo, ao fazer-se homem, esvaziou-se não de sua divindade, mas de sua glória. 3. Mas “não teve por usurp a­ ção se r igual a D eu s” (v.6). Isto significa que o Senhor não se apegou aos seus “direitos divinos”. Ele não agiu egoisticamente, mas esvaziou- se da sua glória, para assumir a natureza humana e entregar-se em expiação por toda humanidade. O que podemos destacar nesta atitude de Jesus é o seu amor pelo mundo. Por amor a nós, Cristo ocultou a sua glória sob a natureza terrena. Volun­ tariamente, humilhou-se e assumiu a nossa fragilidade, com exceção do pecado. S IN O P S E D O T Ó P IC O (1 ) Cristo é por natureza Deus, pois antes de fazer-se humano ‘‘subsistia em forma de Deus”. "Jesus não trocou a natureza divina pela humana. A ntes, voluntariam ente, renunciou as prerrogativas inerentes à divindade, para assum ir a nossa humanidade Elienai Cabral R E S P O N D A 1. Quem é o nosso modelo perfeito de hum ildade? 2. Segundo a lição, o que sugere a palavra form a? II - O F IL H O D O H O M EM : O E S T A D O T E M P O R A L D E C R IS T O (2 ,7 ,8 ) 1. “A niquilou-se a si m esm o” (2.7). Foi na sua encarnação que o Senhor Jesus deu a maior prova da sua humildade: Ele “aniquilou-se a si mesmo”. O termo grego usado pelo apóstolo é o verbo kenoô, que sig­ nifica também esvaziar, ficar vazio. Portanto, o verbo esvaziar com unica melhor do que aniquilar a ideia da encarnação de Jesus; destaca que Ele esvaziou-se a si mesmo, privou-se de sua glória e tomou a natureza hu­ mana. Todavia, em momento algum veio a despojar-se da sua divindade. Jesus não trocou a natureza divina pela humana. Antes, voluntariamente, renunciou em parte às prerrogativas inerentes à divindade, para assumir | a nossa humanidade. Tornando-se t . verdadeiro homem, fez-se maldição por nós (Gl 3.13). E levou sobre o seu corpo todos os nossos pecados (IPe 2.24). Em Gálatas 4.4, Paulo escreveu que, na plenitude dos tempos, “Deus enviou seu Filho, nascido de mulher". Isto indica que Jesus é consubstanciai com toda a humanidade nascida em Liç õ e s Bíbl ic a s 2 5
  28. 28. 'mmurn REFLEXÃO “O valor do cristianism o está naquilo que se crê. A confissão de que Jesus Cristo é o Senhor é o ponto de convergência de toda a Igreja." Elienai Cabrai Adão. A diferença entre Jesus e os demais seres humanos está no fato de Ele ter sido gerado virginalmente pelo Espírito Santo e nunca ter come­ tido qualquer pecado ou iniquidade (Lc 1.35). Por isso, o amado Mestre é “verdadeiramente homem e verdadei­ ramente Deus". 2. E le “ h u m ilh o u -se a si m e sm o ” (2.3). Jesus encarnado rebaixou-se mais ainda ao permitir ser escarnecido e maltratado pelos incrédulos (Is 53.7; Mt 26.62-64; Mc 14.60,61). A auto-humilhação do Mestre foi espontânea, Ele subme­ teu-se às maiores afrontas, porém jamais perdeu o foco da sua missão: cumprir toda a justiça de Deus para salvar a humanidade. 3. Ele foi “obediente até a mor­ te e morte de cruz” (2.8). O Mestre amado foi obediente à vontade do Pai até mesmo em sua agonia: "Não se faça a minha vontade, mas a tua” (Lc 22.42). No Getsêmani, antes de encarar o Calvário, Jesus enfrentou profunda angústia e submeteu-se totalmente a Deus, acatando-lhe a vontade sobe­ rana. Quando enfrentou o Calvário, o Mestre desceu ao ponto mais baixo da sua humilhação. Ele se fez maldi­ ção por nós (Dt 21.22,23; cf. Gl 3.13), passando pela morte e morte de cruz. S IN O P S E D O T Ó P IC O (2) O Filho do Homem “aniquitou- -se a si mesmo", “humilhou-se a si 2 6 Liç õ e s Bíbl ic a s mesmo”, e “foi obediente até a morte e morte de cruzn. R E S P O N D A 3. Qual o significado do verbo grego kenoô? III - A E X A LT A Ç A O D E C R IS T O (2 .9 -1 1 ) 1. “ Deus o exaltou so b era­ nam ente” (2.9). Após a sua vitória final sobre o pecado e a m ortejesu s é finalmente exaltado pelo Pai. O caminho da exaltação passou pela humilhação, mas Ele foi coroado de glória, tornando-se herdeiro de todas as coisas (Hb 1.3; 2.9;12.2), Usado pelo autor sagrado para designar especialm ente Jesus, o termo grego Kyrios revela a glori­ ficação de Cristo. O nome “Jesus” é equivalente a “Senhor”, e, por decre­ to divino, Ele foi elevado acima de todo nome. As Escrituras atestam que ante o seu nome “se dobre todo joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor [o Kyrios]” (v.10). 2. Dobre-se todo joelho. Dian­ te de Jesus, todo joelho se dobrará (v.10). AjoeShar-se implica reconhecer a autoridade de alguém. Logo, quando nos ajoelhamos diante de Jesus, deixa­ mos bem claro que Ele é a autoridade suprema não só da Igreja, mas de todo o Universo. Quando oramos em seu nome e cantamos-lhe louvores, reconhecemos-lhe a soberania. Pois todas as coisas, animadas e inanima­ das, estão sob a sua autoridade e não podem esquivar-se do seu senhorio. 3. “Toda flíngua c o n fe s se ” (v.ll). Além de ressaltar o reconhe­ cimento do senhorio de Jesus, a ex­ pressão implica também a pregação
  29. 29. do Evangelho em todo o mundo. Cada crente deve proclamar o nome de Jesus. O vaíor do Cristianismo está naquilo que se crê, A confissão de quejesus Cristo é o Senhor é o ponto de convergência de toda a Igreja (Rm 10.9; At 10.36; 1 Co 8.6). Nosso credo implica o reconhecimento público de Jesus Cristo como o Senhor da Igreja. A exaltação de Cristo deve ser pro­ clamada universalmente. S IN O P SE D O T Ó P IC O (3) Deus, o Pai, exaltou soberana­ mente o Filho fazendo-o Senhor e Rei. Haverá, pois, um dia que "todo joelho se dobrará1’ e “toda língua confessará” o senhorio de Cristo. R ES P O N D A 4. Qual o term o im portante que aparece como designação principal do autor sagrado para descrever a glorificação do Fi/ho pelo Pai em o Novo Testamento? 5. O que você tem feito para procla­ m ar e exaltar o nome de Jesus em sua igreja e fora dela? C O N C L U S Ã O O tema estudado hoje é altamen­ te teológico. Vimos a humilhação e a encarnação de Jesus. Estudamos a dinâmica da sua humanização e a sua consequente exaitação. Aprendemos também que o Senhorjesus é o Deus forte encarnado — verdadeiramente homem e verdadeiramente Deus. E que Ele recebeu do Pai toda a auto­ ridade nos céus e na terra. Ele é o Kyrios, o Senhor Todo-Poderoso. O nome sob o qual, um dia, todo joelho se dobrará e toda língua confessará que Jesus Cristo é o Senhor. Procla­ memos essa verdade universamente. REFLEXÃ O 11A auto-humiihação do Mestre foi espontânea. Ele submeteu-se às m aiores afrontas, porém ja m a is perdeu o foco da sua m issão: cum prir toda a ju stiça para salvar a humanidade Elienai Cabral ■v M •* L iç õ e s Bíbl ic a s 2 7
  30. 30. B IB LIO G R A FIA S U G ER ID A ZUCK, Roy B. (Ed.). T eo lo g ia do Novo Testam en to . 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2008. HORTON, Stanley (Ed.). T e o lo g ia S is t e m á t ic a : Uma P e rsp e c tiv a Pentecostal. 1O.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2007. BLOMBERC, Craig L. Q u estõ es C ru ­ cia is do Novo Testam ento. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2010. S A IB A M A IS Revista Ensinador Cristão CPAD, n° 55, p.38. Subsídio Teológico “KENÓSIS [Do gr. kenós, vazio, oco, sem coisa alguma] Termo usado para explicar o esvaziamento da glória de Cristo quando da sua encarna­ ção. Ao fazer-se homem, renunciou Ele temporariamente a glória da divindade (Fp 2.1-6). O capítulo 53 de Isaías é a passagem que melhor retrata a kenósis de Cristo. Segundo vaticina o profeta, em Jesus não havia beleza nem formosura, Nesta humilhação, porém, Deus exaltou o homem às regiões celestes, Quando se trata de Kenósis de Cristo, há que se tomar muito cui­ dado. É contra o espírito do Novo Testamento, afirmar que o Senhor Jesus esvaziou-se de sua divindade. Ao encarnar-se, esvaziou-se Ele apenas da sua glória. Em todo o seu ministério terreno, agiu como ver­ dadeiro homem e verdadeiro Deus. KEN Ó TICA, TEO LO G IA DA Movimento surgido na Ingla­ terra no século 19, cujo objetivo era enfatizar a kenósis de Cristo. Em torno do tema, muitas questões foram suscitadas: Cristo, afinal, esvaziou-se de sua glória ou de sua divindade? Caso haja se esvaziado de sua divindade, sua morte teve alguma eficácia redentora? Ora, como já dissemos no ver­ bete anterior, a kenósis de Cristo não implicou no esvaziamento de sua divindade, mas apenas no au- toesvaziamento de sua glória. Em todo o seu ministério, agiu Ele como verdadeiro homem e verdadeiro Deus" (ANDRADE, Claudionor. D i­ cionário Teológico. 13.ed. Rio de Janeiro; CPAD, 2004, p.246). RESPOSTAS DOS EXERCÍCIOS 1. Jesus Cristo. 2, O objeto de uma configuração, uma semelhança. Em relação a Deus, o termo refere-se à forma essencial da divindade. 3» Esvaziar, ficar vazio. 4. Kyrios, Senhor. 5. Resposta pessoal. Lic õ e s Bíblic a s
  31. 31. A U X ÍL IO B IB L IO G R Á F IC O II Subsídio Teológico “O termo ‘Senhor’ representa o vocábulo grego kurios, bem como os vocábulos hebraicos Adernai (que. significa ‘meu Senhor, meu Mestre, aquEle a quem pertenço’) e Yahweh (o nome pessoal de Deus). Para as culturas do Oriente Próximo e do Oriente Médio antigos, ‘Senhor’ atribuía grande reverência quando aplicado aos governantes, As nações ao redor de Israel usavam o termo para indicar seus reis e deuses, pois a maioria dos reis pagãos afirmavam-se deuses. Esse termo, pois, representava adoração e obediência. Kurios podia ser usado no trato com pessoas comuns, como uma forma polida de tratamento. Entretanto, a Bíblia declara que o nome ‘Senhor’ foi dado a Jesus pelo Pai, identificando-o, assim, como divino Senhor (Fp 2.9-11). Os crentes adotaram facilmente esse termo, reconhecendo em Jesus o Senhor divino. Por meio de seu uso, indicavam completa submissão ao Ser Supremo. O título que Paulo preferia usar para referir-se a si mesmo era ‘servo’ (no grego, douios, ‘escravo’, ou seja, um escravo por amor) de Cristo Jesus (Rm 1.1; Fp 1.1). A rendição absoluta é apropriada a um Mestre absoluto. A significação prática desse termo é espantosa quanto às suas implicações na vida diária. A vida inteira deve estar sob a liderança de Cristo. Ele deve ser o Mestre de cada momento da vida de todos quantos nasceram na famífia de Deus. Isso, contudo, não significa que Cristo seja um tirano, pois Ele mesmo declarou: ‘Os reis dos gentios dominam sobre eles, e os que têm autorida­ de sobre eles são chamados benfeitores. Mas não sereis vós assim; antes, o maior entre vós seja como o menor; e quem governa, com quem serve. Pois qual é maior: quem está à mesa ou quem serve? Porventura, não é quem está à mesa? Eu porém, entre vós, sou como aquele que serve’ (Lc 22.25-27; ver também Mt 20.25-28). Jesus viveu e ensinou a liderança de servos” (MENZIES, William W.; HORTON, Stanley M. D outrinas B íb licas: Os Fundamentos da Nossa Fé. 5.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, pp.51-52).
  32. 32. “Porque Deus e o que opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a sua boa vontade” (Fp 2 ,1 3 ). VERD A D E PRATICA A salvação e obra da graça de Deus garantida à humanidade mediante a morte expiatória de Jesus. H IN O S 106, 426, 446 L E I T U R A D l A R I A Seg u n d a - Hb 1 2 .2 ,3 A salvação é garantida na cruz Terça - Ef 2-8 A salvação é pela graça Q u arta » Ef 2 . 9 , 1 0 As boas obras evidenciam a salvação Q uinta “ 1 Ts 4.1 5-18 A consumação da salvação Sexta - Fp 2.1 5 ,1 6 Não corremos em vão Sáb ad o - Rm 1 ,16,1 7 A salvação é pela fé Lição 5 4 de Agosto de 2013 T EX T O ÁUREO As V ir t u d e s d o s S a l v o s em C r is t o 3 0 L iç õ e s B íblica s
  33. 33. L E IT U R A B ÍB LIC A EM C LA S S E Filipenses 2 .1 2 -1 8 12 - D e sorte que, meus amados, assim como sempre obedecestes, não só na minha presença, m as muito mais agora na minha ausência, assim também operai a vossa salvação com tem or e trem or; 1 3 - porque Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a sua boa vontade. 14 - Fazei todas as coisas sem m ur­ murações nem contendas; 1 5 - para que sejais irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis no meio duma geração corrom pida e perversa, entre a qual resplandeceis como astros no mundo; INTERAÇÃO Há muitos significados que poderí­ amos tomar emprestado para con­ ceituar o termo "obediência” Como, por exemplo, "sujeitar-se a vontade d e”, "estar sob autoridade d e ” e "estar sujeito". Estes manifestam o sentido estrito e real da expressão obediência. Há de se destacar; porém, que o apóstolo Paulo quando fala de obediência, refere-se à virtude — uma disposição firme para praticar o bem — de uma pessoa que abraçou a fé mediante o Evangelho de Cristo. Aqui, obedecê-lo é encarnar os valores do Reino de Deus numa perspectiva de se espalhar o bem no mundo. Para Paulo, a melhor forma de fazer isso é semeando o Evangelho, a mais bela das notícias para a humanidade. OBJETIVOS Após esta aula, o aluno deverá estar apto a: Conhecer a dinâmica da salvação. A nalisar a operação da salvação. Saber que a salvação opera alegria e contentamento no crente. ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA Prezado professor, reproduza o esquema da página seguinte para os alunos. Faça-o de acordo com as suas possibilidades. Esta atividade vai au- xiliá-lo na introdução do tópico I, cujo assunto é a “dinâmica da salvação”. Esclareça ao aluno que o propósito de explicar a dinâmica da salvação é me­ ramente didático, pois nos é impossí­ vel catalogar um assunto da natureza do mistério da salvação. Seria muita pretensão nossa pensar que podemos dar conta de tão importante aspecto da salvação através de um instrumen­ to didático. Boa aula! Liç õ es Bíblic a s 31 16 - retendo a palavra da vida, para que, no Dia de Cristo, possa gloriar-me de não ter corrido nem trabalhado em vão. I 1 7 - E, ainda que seja oferecido por libação sobre o sacrifício e serviço da vossa fé, folgo e me regozijo com todos vós. 18 - £ vós também regozijai-vos e alegrai-vos comigo por isto mesmo.
  34. 34. IN T R O D U Ç Ã O 1 Na lição de hoje, aprenderemos que a obediência a Deus é uma vir­ tude que deve ser buscada por todos aqueles que são salvos em Cristo. O apóstolo Paulo não duvidava da obediência dos irmãos fiíí- penses, contudo, ele reafir­ ma aos crentes a verdade de que a su b m issão ao Evangelho de Cristo é uma das principais virtudes dos salvos. Assim, a intenção do apóstolo é estimular os cristãos de Filipos a conti­ nuar perseverando na obediência ao Santo Evangelho. I - A DINÂMICA DA SALVAÇÃO (2.1 2,1 3) 1. O c a r á t e r d in â m ic o da sa lv a ç ã o . No texto de Filipenses 2,1 2, podemos destacar três aspec­ PALAVRA-CHAVE Virtude: Na lição é a disposição firm e e constante para prática do bem. tos da salvação operada em nossa vida pelo Senhor Jesus. O primeiro refere-se à obra realizada e consu­ mada de forma suficiente na cruz do Calvário. É a salvação da pena do pecado. Não somos mais escravos, e sim libertos em Cristo (Rm 8.1). O segundo aspecto diz respeito ao caráter progressivo da salvação na vida do crente. Mesmo que o nosso corpo ainda não tenha sido transformado, resis­ timos ao pecado e este não mais nos domina (Rm 8.9; cf. 1 Jo 2 .1 f2). Não obstante o fato de a salvação eterna vir de Deus, Paulo diz que o Senhor nos chama a zelar e a “de­ senvolvê-la” em nosso cotidiano. Por último, o texto trata da plenitude da salvação, quando finalmente o nosso corpo receberá uma redenção gloriosa e não mais teremos dor, angústia ou lágrima, pois estaremos para sempre com o Senhor (1 Ts 4.1 4-1 7). A D IN ÂM ICA DA SA LV A ÇÃ O 1. O b r a r e a liz a d a e c o n s u m a d a n a c r u z . O brado de Cristo na cruz - “Estã consumado!”- representa o significado atemporal da salvação. Nele, somos saívos do passado, guardados do presente, mas esperançosos no futuro. O pecado não tem mais poder sobre a vida do discípulo de Cristo: “Portanto, agora, nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus” (Rm 8.1). 2 . O p r o g r e s s o d a o p e r a ç ã o d a s a lv a ç ã o . É bem verdade que não estamos plenamente redimidos porque habitamos num corpo corrompido. Mas as palavras de Agostinho de Hipona têm muito a nos dizer sobre como devemos lidar com essa tensão: "A permanência da concupiscência em nós3é uma maneira de provarmos a Deus o nosso amor a Ele, lutando contra o pecado por amor ao Senhor; é, sobretudo, no rompimento radical com o pecado que damos a Deus a prova real do nosso amor" 3 . A p le n itu d e d a s a lv a ç ã o . Vivemos a vida cristã numa tensão entre o “jã1e o “ainda não”. Isto é, o reino de Deus está entre nós, mas não se manifestou plenamente. Temos a esperança de uma transformação gloriosa que permeará toda a terra quando da vinda de Jesus: “Porque a ardente expectação da criatura espera a manifestação dos filhos de Deus” (Rm 8.1 9). 3 2 Liç õ e s B íbl ic a s
  35. 35. 2» D eus é a fonte da vida. Por si só o crente não pode ser salvo (Fp 2.13), pois é o Espírito Santo quem “opera” no homem a salvação (jo 16.8-1 1). Sem o Senhor, a huma­ nidade está cega, morta no pecado e carente da iluminação do Espírito para o arrependimento. Se na vida dos ímpios Satanás opera instigando- -os à prática das obras más (2 Ts 2.9), é o Espírito de Deus quem opera nos crentes a vida eterna Oo 16.7-1 2; cf. Rm 8.9,14). Dessa forma, o salvo torna-se um instrumento de justiça num mundo corrompido. 3. A bondade d ivina. A ideia que a salvação tem um caráter seleti­ vo não é bíblica. Todos têm o direito de recebê-la. O querer e o efetuar de Deus não anulam esse direito, pelo contrário, a operação do Eterno habilita qualquer pessoa à salvação através da iluminação do Evangelho (Jo 1.9), tornando-se posteriormente útil ao Corpo de Cristo (Ef 4,1 1-1 6; I Co 12.7), SIN O PSE DO T Ó P IC O (1) Por si só o crente não pode ser salvo, pois é o Espírito Santo quem “opera” no homem o desejo de sal­ vação. R ESPO N D A 7. Quais são os três aspectos da sa l­ vação operada pelo Senhor Je su s? 2. Quem opera a nossa salvação? II - O P E R A N D O A S A LV A Ç Ã O CO M T E M O R E T R E M O R (2 . 12-16) 1. “ Fa zei to d a s a s c o is a s serra m urm urações nem conten­ d a s55. No versículo 14, o apóstolo Paulo destaca duas posturas nocivas à predisposição dos filipenses: REFLEXÃ O "A pessoa sincera pauta-se pela lealdade, a lisura e a boa fé. Nada menos que isso é o que oi> Eterno espera do seu povo.” Elienai Cabral a) M urm urações. O Antigo Tes­ tamento descreve a murmuração dos judeus como uma atitude de rebelião. Quando os israelitas atravessaram o deserto, sob a liderança de Moisés, passaram a reclamar da pessoa do líder hebreu. Para eles, Moisés jamais deveria ter estimulado a saída do povo judeu do Egito (Nm 11.1; 14.1- 4; 20.2-5). Esse ato constrangeu o homem mais manso da face da terra, e os israelitas receberam dele a alcu­ nha de “geração perversa e rebelde” (Dt 32.5,20). Tal “titulação” não se aplicava aos filipenses, pois eles não eram rebeldes nem murmuradores, ainda assim o apóstolo Paulo os exor­ tou a fazer todas e quaisquer coisas sem murmurações ou queixas, tal como convém aos mansos. b) C ontendas. Em o Novo Tes­ tamento, a expressão grega para contendas á dialogism os. Essa ex­ pressão descreve as disputas e os debates inúteis que geram dúvidas e separações na igreja local. É o mesmo que discussões, litígios e dissensões. Infelizmente, mui tos hoje as promovem levando, inclusi­ ve, seus irmãos aos tribunais (1 Co 6.1-8). Esta, definitivamente, não é a vontade de Deus para a sua Igreja. 2* “ S e ja is irr e p re e n s ív e is e sin ce ro s”. O apóstolo apefa aos filipenses para que se achem irrepre­ ensíveis e sinceros. Ser irrepreensível significa conduzir-se de forma correta e moralmente pura, não necessitando 1 Liç õ e s Bíb l ic a s 3 3
  36. 36. REFLEXÃO "O apóstolo está ciente das privações que impôs a si mesmo para edificar o Corpo de Cristo em Filipos. Ele, porém , se regozija e alegra-se pelo privilégio de servir os filipenses Elienai Cabra! & i d e repreensão. E alguém que domi- I nou a carne, pois anda no Espírito j (Cl 5.16,17). A sinceridade é outra virtude que se opõe ao mal, ao dolo, ao engano e à má fé. A pessoa sincera pauta-se pela lealdade, a lisura e a boa fé. Nada menos que isso é o que o Eterno espera do seu povo. 3o ‘‘R etend o a p a la v ra da I vida”. Para o apóstolo, reter a Pala­ vra de Deus não é apenas assimilá-laT mas, sobretudo praticá-la, pois o S|poder da Paíavra gera vida (Hb 4.1 2). Por isso, Paulo encoraja os filipenses a guardarem a Palavra, pois aiém de promover a vida no presente, ela ainda nos garante esperança e vida eterna para o futuro próximo. S IN O P SE D O T Ó P IC O (2 ) & De acordo com o ensino do apóstolo Paulo, quem guarda a Pala- | vra não murmura, não cria contendas I e vive em sinceridade. R ES P O N D A § 3 .0 que significa ser irrepreensível? III - A SALVAÇÃO OPERA O CONTENTAMENTO E A ALEGRIA <2.1 7,18) ■ 1. O contentamento da sal- ■vação operada. O apóstolo Paulo I reporta-se ao Antigo Testamento r jpara mostrar aos filipenses como, 3 4 Licõ es Bíblicas a fim de servi-los, ele entregou sua vida: “ainda que seja oferecido por libação sobre o sacrifício e serviço da vossa fé” (v. 17). O apóstolo está ciente das privações que impôs a si mesmo para edificar o Corpo de Cristo em Filipos. Ele, porém, se regozija e alegra-se pelo privilégio de servir aos filipenses. Em outras palavras, a essa altura, o sacrifício e os desgastes do apóstolo são su­ perados pela alegria de contemplar, naquela comunidade, o fruto da sua vocação dada por Cristo Jesus: a sal“ vação operada em sua vida também operou na dos filipenses. 2. A a le g r ia do povo de D eu s. O apóstolo estimula os fi­ lipenses a celebrarem juntamente com ele esta tão grande salvação (Hb 2.3). O apelo de Paulo é conta- giante: “regozijai-vos e alegrai-vos comigo por isto mesmo” (v. 18). A alegria de Paulo é proveniente do fato de que uma vez que Jesus nos salvou mediante o seu sacrifício no Calvário, agora o Mestre nos chama para testem unharm os a verdade desta mesma salvação operada em nós (v.l 3). Portanto, alegremo-nos e regozijemo-nos nisto. S IN O P S E D O T Ó P IC O (3) A salvação opera no povo de Deus a alegria e o contentamento. R ES P O N D A 4. Transcreva o texto bíblico que m ostra como Paulo entregou sua vida para se rv ir aos filipenses. 5. Você tem se regozijado em Cristo pela sua salvação? CONCLUSÃO O Evangelho nos convoca a desenvolvermos a salvação recebida
  37. 37. por Deus através de Cristo Jesus. Devemos ser santos, como santo é o Senhor nosso Deus. Para isso, precisamos nos afastar de todas as m urm urações e contendas e abrigarmo-nos no Senhor, vivendo uma vida irrepreensível, sincera e que retenha a palavra da vida (Fp 2 .1 6 ). Som ente assim a alegria do Senhor inundará a nossa alma e testemunharemos do seu poder salvador para toda a humanidade. A U X IL IO B IB L IO G R Á F IC O I VO CA BU LÁ R IO Alcunha: Cognome depreciativo que se põe a alguém; apelido. BIBLIO G RA FIA SU GERID A HOLMES, Arthur F. Ética: As decisões Morais à Luz da Bíblia. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2000. ARRINGTON, French L; STRONS- TAD, Roger (Eds.). C o m en tário BíbSico Pentecostal: Novo Testa­ mento. 4.ed. Vol. 2, Rio de Janeiro: CPAD, 2009. S A IB A M A IS Revista Ensinador Cristão, CPAD, n° 55, p.38. R ES P O S T A S D O S E X E R C ÍC IO S O primeiro refere-se a obra realizada e consumada de forma suficiente na cruz do Calvário. O segundo diz respeito ao caráter progressivo da salvação na vida do crente. E por último a redenção glo­ riosa quando da vinda do Senhor Jesus. 2. O Senhor Jesus Cristo. 3>r Significa conduzir-se de forma correta e moralmente pura, não necessitando de repreensão. É alguém que dominou a carne, pois anda no Espírito (Gl 5.1 6,1 7). 4» "Ainda que seja oferecido por li­ bação sobre o sacrifício e serviço da vossa fé” (Fp 2. 17). 5. Resposta pessoal. Subsídio Filosófico Cristão “Que é virtud e? A Bíblia dá maior importância à virtude moral e ao caráter, do que às regras de conduta. O homem justo e o puro de coração são eternamente bem-aventurados. E o fruto do Espí­ rito Santo descrito em Gálatas 5 são as virtudes [...]. Que é virtude? Há pouco me referi aos motivos, intenções e dis­ posições subjacentes, o que têm em comum, visto que são estados inte­ riores e não comportamentos visí­ veis; e porque são estados afetivos e não puramente cognitivos. Virtude é uma disposição interior para o bem, e disposição é uma tendência a agir de acordo com certos padrões. A disposição é mais básica, duradoura e penetrante do que o motivo ou intenção existente por trás de uma certa ação. É diferente de um impul­ so momentâneo, por ser um hábito mental estabelecido, um traço in­ terior e muitas vezes reflexivo. As virtudes são traços gerais do caráter que formulam sanções interiores sobre nossos motivos, intenções e conduta exterior” (HOLMES, Arthur F. Ética: As decisões Morais à Luz da Bíblia. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2000, pp.138-39). Liç õ es Bíblic a s 3 5
  38. 38. A U X ÍL IO B IB L IO G R Á F IC O II I J i Subsídio Bibliológico “O ALCAN CE DA OBRA SALVÍFICA DE CRISTO Há entre cristãos uma diferença significativa de opiniões quanto à extensão da obra salvífica de Cristo. Por quem Ele morreu? Os evangé­ licos, de modo global, rejeitam a doutrina do universalismo absoluto (isto é, o amor divino não permitirá que nenhum ser humano ou mesmo o diabo e os anjos caídos permaneçam eternamente separados dEle). O universalismo postula que a obra salvífica de Cristo abrange todas as pessoas, sem exceção. Além dos textos bíblicos que demonstram ser a natureza de Deus de amor e de misericórdia, o versículo chave do universalismo é Atos 3.21, onde Pedro diz que Jesus deve permanecer no Céu ‘até aos tempos da restauração de tudo’. Alguns entendem que a expressão grega apokastaseõs pantõn (‘restauração de todas as coisas’) tem significado absoluto, ao invés de simplesmente ‘todas as coisas, das quais Deus falou pela boca de todos os seus santos profetas’. Em­ bora as Escrituras realmente se refiram a uma restauração futura (Rm 8.1 8-1 5; 1 Co 15.24-26; 2 Pe 3.1 3), não podemos, à luz dos ensinos bíblícos sobre o destino eterno dos seres humanos e dos anjos, usar esse versículo para apoiar o universalismo. Fazer assim seria uma violência exegética contra o que a Bíblia tem a dizer deste assunto. Entre os evangélicos, a diferença acha-se na escolha entre o particularismo, ou expiação limitada (Cristo morreu somente pelas pessoas soberanamente eleitas por Deus), e o universalismo qualifica­ do (Cristo morreu por todos, mas sua obra salvífica é levada a efeito somente naqueles que se arrependem e creem). O fato de existir uma nítida diferença de opinião entre crentes bíblicos igualmente devotos aconselha-nos a evitar a dogmatização extrema que temos visto no passado e ainda hoje. Os dois pontos de vista, cada um pertencente a uma doutrina específica da eleição, têm sua base na Bíblia e na lógica. Nem todos serão salvos. Os dois concordam que, direta ou indireta­ mente, todas as pessoas receberão benefícios da obra salvífica de Cristo. O ponto de discórdia está na intenção divina: tornar a salvação possível a todos ou somente para os eleitos?” (HORTON, Stanley (Ed.). Teologia Sistem ática: Uma Perspectiva PentecostaL 10.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2007, pp.358-59). 3 6 Liç õ e s Bíblic a s
  39. 39. TEXTO ÁUREO "Espero, porém, no Senhor Jesus, mandar- vos Timóteo, o mais breve possível, a fim de que eu me sinta animado também, tendo conhecimento da vossa situação" (Fp 2 .1 9 “ ARA). VERDADE PRATICA Os obreiros do Senhor devem estar conscientes quanto à sua responsabi­ lidade no santo ministério HIN OS SU G ER ID O S 186, 224, 394 L E I T U R A D IÁ R IA Segunda - Jo 10 .11 Jesus, o verdadeiro pastor Terça - Jo 10.12,13 O mercenário é o falso pastor Q uarta - Jo 10.14,1 5 O verdadeiro pastor conhece as suas ovelhas Q uinta - Mt 20.28 O verdadeiro pastor serve à igreja Sexta - 1 Tm 3.3 O pastor não deve ser materialista Sábado - 2 Pe 2.3 Não se deve fazer comércio com o rebanho V-' mm Liçõ es Bíblicas 3 7 Lição 6 7/ de Agosto de 2013 A Fid e lid a d e d o s O b r e ir o s d o S e n h o r
  40. 40. IN TERAÇÃO “Eu sou o bom Pastor, o bom Pastor dá a sua vida pelas ovelhas" É assim que Jesus é apresentado aos seus discípulos pela narrativa do Evangelho de João. O bom Pastor doa a sua vida às ovelhas. Ele não espera receber nada em troca do seu exercício ministerial, a não ser a alegria e a grata satisfação em ver uma vida, outrora em frangalhos, mas agora em perfeito juízo com a mente e o coração imersos no Evangelho. O verdadeiro pastor sabe bem a dimensão profunda daquilo que significa "apas­ centai o rebanho de Deus que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto; nem como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas servindo de exemplo ao ^rebanho" (1 Pe 5.2,3). L E IT U R A B ÍB LIC A EM C L A S S E Filip e n se s 2.19 29 19 - E espero, no Senhor Jesus, que em breve vos m andarei Timó­ teo, para que também eu esteja de bom ânimo, sabendo dos vossos negócios. 20 - Porque a ninguém tenho de igual sentimento, que sinceram en­ te cuide do vosso estado; 2 1 ” porque todos buscam o que é seu e não o que é de Cristo Jesus. 22 - Mas bem sabeis qual a sua experiência, e que serviu comigo no evangelho, como filho ao pai. 23 - De sorte que espero enviá-lo a vós logo que tenha provido a meus negócios. 24 - Mas confio no Senhor que também eu mesmo, em breve, irei ter convosco. 25 - Julguei, contudo, necessário m andar-vos Epafrodito, meu ir­ mão, e cooperador, e companheiro nos com bates, e vosso enviado para p rover às m inhas necessi­ dades. 26 - porquanto tinha m uitas sau­ dades de vós todos e estava muito | angustiado de que tivésseis ouvido que ele estivera doente. 2 7 - E, de fato, esteve doente e quase à m orte, mas Deus se apie­ dou dele e não som ente dele, mas I também de mim, para que eu não I tivesse tristeza sobre tristeza. I 28 - Por isso, vo-lo enviei m ais ■ depressa, para que, vendo-o ou­ tra vez, vos regozijeis, e eu tenha menos tristeza. I 29 - Recebei-o, pois, no Senhor, . com todo o gozo, e tende-o em 1 honra [...]. O BJETIVO S Após esta aula, o aluno deverá estar apto a: Reconhecer a preocupação de Paulo com a Igreja. Pontuar o modelo paulino de liderança. Inspirar-se à prática cristã com o exemplo de Epafrodito. ^------------------ - ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA Para introduzir o primeiro tópico da lição sugerimos a seguinte atividade: (1) Pergunte aos alunos o que é o ministério pastoral para eles. (2) Ouça as diversas respostas com atenção. (3) Em seguida, discorra acerca das principais caracte­ rísticas que a lição apresenta sobre a liderança de Paulo: (a) O compromisso com o pastorado; (b) mentoria de novos obreiros; (c) um líder que amava a igreja. Ao concluir o tópico I, o prezado pro­ fessor deverá deixar bem claro que o modelo de liderança do apóstolo Paulo estava pautado no de Jesus, isto é, um ministério de serviço, jamais de domínio. 3 8 L iç õ e s Bíbl ic a s
  41. 41. IN T R O D U Ç Ã O A preocupação de Paulo com a unidade e a comunhão da igreja fili- pense era tão intensa que ele dese­ java estar presente naquela comunidade. Todavia, o ap óstolo encon trava-se preso. Impedido de rever aqueles pelos quais estava disposto a “sacrificar-se” (Fp 2.1 7), Paulo envia dois obreiros fiéis, Timóteo e Epafrodito, para cuidar daquela igreja até sua chegada (2.1 9-30). I - A P R E O C U P A Ç Ã O D E P A U LO CO M A IG R E JA 1. Paulo, um líder com prom e­ tido com o pastorado. O versículo do texto áureo revela o coração amo­ roso de Paulo que, apesar de encarce­ rado, ansiava por notícias dos irmãos na fé. O apóstolo temia que a igreja filipense ficasse exposta aos “lobos devoradores” que se aproveitam da vulnerabilidade e da fragilidade das “ovelhas” a fim de “devorá-las” (Mt 10.16; At 20.29). Paulo se preocu­ pava com a segurança espiritual do rebanho de Filipos e esforçava-se ao máximo para atendê-!o. 2. Paulo, o mentor de novos obreiros* O apóstolo apresenta dois obreiros especiais para auxiliar a igreja de Filipos. Primeiramente, Paulo envia Timóteo, dando testemunho de que ele era um obreiro qualificado para ouvir e atender às necessidades espiri­ tuais da igreja. Em seguida, o apóstolo valoriza um obreiro da própria igreja filipense, Epafrodito. Este gozava de total confiança de Paulo, pois preser­ vava a pureza do Evangelho recebido. O apóstolo Paulo ainda destaca a in­ tegridade desses dois servos de Deus 1 contra a avareza dos falsos obreiros I (v.21X Estes são líderes que não zelam I pela causa de Cristo, mas se dedicam I apenas aos seus próprios interesses. I 3. Paulo, um líder que am ava I a igreja. Ao longo de toda a Carta I aos Filipenses, percebe- I mos que a relação do I apóstolo Paulo para com I esta igreja era estabele- I cida em amor. Não era I uma relação comercial, I pois o apóstolo não tra- | tava a igreja como um negócio. Ele ! não era um gerente e muito menos | um patrão. A melhor figura a que I Paulo pode ser comparado em seu I comportamento em relação à igreja " é a de um pai que ama os seus filhos ^ gerados na fé de Cristo. Todas as palavras do apóstolo — admoes- | tações, exortações e deprecações I — demonstram um profundo amor * para com a igreja de Filipos. Pre- I cisamos de obreiros que amem a I Igreja do Senhor. Esta é constituída i por pessoas necessitadas, carentes, mas, sobretudo, desejosas de serem amadas pelos representantes da igreja (2 Tm 2.1 -26). S IN O P S E D O T Ó P IC O (1 ) O com prom isso pastoral do apóstolo Paulo passava pela mento- ria que ele exercia sobre os novos obreiros e por seu amor pela igreja. Ele não era gerente de uma institui­ ção, mas pastor de uma igreja. R ES P O N D A /. Qual era o tem or do apóstolo Paulo em relação à igreja filipense? 2. Cite os nomes dos obreiros apre­ sentados por Paulo para auxiliar a igreja de Filipos. PALAVRA-CHAVE Fid elidade: Qualidade de fiel; lealdade. Liçõ es Bíblicas 3 9Jr
  42. 42. REFLEXÃO “[...] O principal ensino de Paulo aos seus liderados era que o líder é o servidor da Igreja. O apóstolo aprendera de Jesus que o líder cristão deve se rvir à Igreja e jam ais servir-se dela * Elienai Cabral II - O EN V IO D E T IM O T E O À F IL IP O S (2 .1 9 -2 4 ) 1. Pauto dá testem unho por Tim óteo. O envio de Timóteo à Fili- pos tinha a finalidade de fortalecer a liderança locai e, consequentemente, todo o Corpo de Cristo. Aiém de enviar notícias suas à igreja, Paulo também esperava consolar o seu coração com boas informações acerca daquela comunidade de fé. Assim, como Ti­ móteo era uma pessoa de sua inteira confiança, considerado peio apóstolo como um filho (1 Tm 1.2), tratava-se da pessoa indicada para ir a Filipos, pois sua palavra à igreja seria íntegra, leal e no temor de Deus). Paulo estava seguro de que o jovem Timóteo teria a mesma atitude que ele, ou seja, além de ensinar amorosa e abnegadamente, pregaria o evangelho com total com­ prometimento a Cristo (v.20). 2. O m o d e lo p a u lin o de Hãderança, Timóteo, Epafrodito e Tito foram obreiros sob a liderança de Paulo. Eles aprenderam que o exercício do santo ministério é de- lineado pela dedicação, humildade, disposição e amor pela obra de Deus. Qualquer obreiro que queira honrar ao Senhor e sua igreja precisa levar em conta os sofrimentos enfrentados pelo Corpo de Cristo na esperança de ser galardoado por Deus. Nessa perspectiva, o principal ensino de Paulo aos seus liderados era que o líder é o servidor da Igreja. O após­ tolo aprendera com Jesus que o líder cristão deve servir à Igreja e jamais servir-se dela (Mt 20.28). 3. A s qualidades de Tim óteo (2.20-22)= Timóteo aprendeu muito com Paulo em relação à finalidade da liderança. Ele se solidarizou com o apóstolo e dispôs-se a cuidar dos interesses dos filipenses como um autêntico líder. Paulo declarou aos filipenses que Timóteo, além de “um caráter aprovado”, estava devidamen­ te preparado para exercer a liderança, pois tinha uma disposição de “servir” ao Senhor e à igreja. Todo líder cristão precisa desenvolver uma empatia com a igreja, tornando-se um marco referencial para toda a comunidade de fé (1 Tm 4.6-16). SIN O P SE D O T Ó P IC O (2) O apóstolo desejou enviar Ti­ móteo a igreja de Filipos visando o fortalecimento da liderança local e, consequentemente, de todo o Corpo de Cristo. R ES P O N D A 3. Qual era o principal ensino de Paulo aos seus liderados? III - EP A FR O D ITO , UM O B R EIR O D ED IC A D O (2.25-30) lo E p a fro d ito , um m e n sa ­ geiro de confiança. Epafrodito era grego, um obreiro local exemplar e de caráter ilibado. O apóstolo Paulo o elogia como um grande “cooperador e companheiro nos combates". Sua tarefa iniciai era a de ajudar o após­ tolo enquanto ele estivesse preso, anímando-o e fortalecendo-o com boas notícias dos crentes filipenses. 4 0 Liçõ es Bíblicas
  43. 43. Epafrodito também fora encarregado de levar a Pauío uma ajuda financeira da parte da igreja de Filipos, objeti­ vando custear as despesas da prisão domiciliar do apóstolo. 2. Epafrodito, um ve rd ad e i­ ro m is s io n á rio , Epafrodito não levou apenas boas notícias para o apóstolo, mas também propagou o Evangelho nas adjacências da cida­ de de Filipos. Em outras palavras, Epafrodito era um autêntico mis­ sionário. À semelhança de Silvano e Timóteo (1 Ts 1.1-7), bem como Barnabé, Tito, Áquila e Priscila, ele entendia que, se o alvo era pregar o Evangelho, até mesmo os sofri­ mentos por causa do nome de Jesus faziam parte de seu galardão. 3. Paulo en v ia Ep afro d ito . Filipenses 2.20 relata o desejo de Paulo em mandar alguém para cui­ dar dos assuntos da igreja em Fifi- pos. O pensamento inicial era enviar Timóteo, pois Epafrodito adoecera vindo quase a fafecer. Deus, porém, teve misericórdia desse obreiro e o curou (v.27), dando ao apóstolo a oportunidade de enviá-lo à igreja em Filipos (v.28). Epafrodito pos­ suía condições morais e emocionais para tratar dos problemas daquela igreja. Por isso, o apóstolo pede aos filipenses que o recebam em Cristo, honrando-o como obreiro fiel (vv.29,30). Que os obreiros cuidem da Igreja de Cristo com amor e zelo, e que os membros do Corpo do Senhor reconhecam a maturidade, a fidelidade e a responsabilidade dos obreiros que Deus dá À

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