Sumário

ANO 1 | EDIÇÃO 2

ESPECIAL

ARTIGO
MEIO AMBIENTE

6 | Adélio Martins
entra para a
história de
Unaí

CARTA AO LEIT...
Especial

Adélio Martins
entra para a
história de Unaí
O

ex-prefeito Adélio Martins,
que governou Unaí por dois
mandatos,...
Andando pelas
Minas Gerais
e por muitos
outros municípios
brasileiros,
buscando
experiências,
coloquei Unaí
e seu futuro à...
Carta ao leitor

Apresentação
Unaí atravessa um momento
excepcional e de alegria!
O município de Unaí é
o primeiro na prod...
Panaroma | Política

O prazo acabou
Quem filiou, filiou. Quem não
filiou, não filia mais. Esgotou-se
o prazo para que os i...
Panaroma | Social

Compromisso com a causa

Eventos beneficentes realizados por clubes de serviços de Unaí
fazem do exercí...
Atração Natalina

A Casa do Papai Noel é uma atração que
evidencia o período natalino em Unaí

Giro Social
Novas Gerações
...
Panaroma | Sociedade

Felipé e Marcela com seus pais,
José Gomes Branquinho e Neuzani Soares
Branquinho e Valdemar Silva N...
Férias na Rússia
Didito e Eliana Aleixo

acabam de retornar de um belo passeio pela Rússia. Voltaram maravilhados com os e...
Panaroma | Cultura

Teatro

Vale a
pena
refletir
“Há campeões de tudo, inclusive de perda
de campeonatos.”
Carlos Drummond...
Panaroma | Educação

Mais educação

Meio Ambiente

Menos burocracia

Instituto
Federal do
Triângulo Mineiro

Teve início o...
Cultura

Centenário de nascimento de
Carlos Drummond de Andrade

O poeta das
sete faces
N

o dia dois de outubro, celebrou...
Política

Antônio Andrade garante universidade
federal e mais qualidade de vida para Unaí

O

desenvolvimento de Unaí e a ...
Cidades

Morada Nova de Minas
O cultivo de tilápias em tanques-rede cresce significativamente em
Morada Nova de Minas, cid...
Colaboração: Adelaide Santos e Dias

Para incentivar
os produtores e
divulgar a piscicultura da região,
acontece no mês
de...
Cidades

Universidade federal em
Unaí terá oito cursos
A escolha dos cursos que serão implantados Universidade Federal dos...
BDMG libera recurso para
asfaltamento de ruas em Unai

Além do acesso ao aeroporto, os bairros Riviera Park e Kamayurá ser...
Capa | Agropecuária

PIB agropecuário de
Unaí é o maior do
estado e o sexto do país
De acordo com o IBGE, o feijão e o lei...
Locomotiva da Produção
Racking do PIB agropecuário
do Brasil (milhões)
1º

Sorriso (MT)

R$ 791,1

2º

São Deusidério (BA)...
Artigo | Meio Ambiente

O novo Código Florestal:
mitos e verdades
por: DEPUTADO FEDERAL Bernardo Santana de Vasconcellos

...
zada pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - EMBRAPA, em
termos legais, o Brasil possui apenas
29% do seu terri...
Educação

Colégio Rio Preto

F

undado meses após do Golpe Militar de 1964, no dia 21 de abril, o antigo Colégio Rio Preto...
Non scholae sed vitae
dicimos”: Trata-se de
“ensinar para a vida,
não para a escola”

Alunos do Colégio Rio Preto durante ...
Cidadania

Fiação e Tecelagem
de Unaí resgata
tecelagem artesanal

Sede da Fiação e Tecelagem Artesantal de Unaí, um dos P...
O espaço físico da Tecelagem conta com salas de oficinas e de exposição de produtos

o trabalho desenvolvido
pela Tecelage...
Gente

Pastor
Davi,
patrimônio
de Unaí
O

Como os jesuítas,
quando o pastor
Davi chegou em
Unaí, não havia
luz elétrica, água
encanada e nem
rede esgoto. Mas
for...
Personalidade

Coronel Luciano:
uma trajetória
de vitórias
Depois de trinta anos de serviços
prestados à Polícia Militar d...
Dama de

Sociedade

Ouro
Neuzani Branquinho

Culta, elegante, bem sucedida,
Neuzani é uma educadora
conceituada e destaque...
Ensaio fotográfico:

Rosimare Martins de Melo - Retrattos

Beleza

Brenda Lorrany

3
 4 | Dezembro/2011 | Geraes de Minas
O nosso destaque beleza desta edição é Brenda
Lorrany, Rainha da Exposição Agropecuária de Unaí.
Essa linda garota de 16 a...
Curiosidades

Aeronave projetada pela
UFMG é construída em Unaí
Q

ualquer pessoa, em especial os
mineiros, que são intere...
Por ter baixo custo de fabricação e capacidade para dois tripulantes, o modelo CB.10 Triathlon já voa pelo céu do Brasil
T...
Saúde

Vacinação infantil

Imunização imediata
D

e acordo com o calendário oficial
do Programa Nacional de Imunizações (P...
Revista Geraes de Minas - Edição 02
Revista Geraes de Minas - Edição 02
Revista Geraes de Minas - Edição 02
Revista Geraes de Minas - Edição 02
Revista Geraes de Minas - Edição 02
Revista Geraes de Minas - Edição 02
Próximos SlideShares
Carregando em…5
×

Revista Geraes de Minas - Edição 02

625 visualizações

Publicada em

Revista da região do Noroeste de Minas Gerais.
Municípios que integram a região: Unaí, Paracatu, Buritis, Arinos, Bonfinópolis de Minas, Riachinho, Uruana de Minas, Cabeceira Grande, Urucuia, Natalândia, Dom Bosco, Formoso, Brasilândia de Minas, Vazante, Lagamar, João Pinheiro, Presidente Olegário, Guarda-Mor, Lagoa Grande, São Gonçalo do Abaeté e Varjão de Minas.

Publicada em: Notícias e política
0 comentários
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
625
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
3
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
2
Comentários
0
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Revista Geraes de Minas - Edição 02

  1. 1. Sumário ANO 1 | EDIÇÃO 2 ESPECIAL ARTIGO MEIO AMBIENTE 6 | Adélio Martins entra para a história de Unaí CARTA AO LEITOR 8 | Apresentação da Revista GERAES DE MINAS Capa Adélio Martins. Unaí perde filho ilustre PAG. 6 PANORAMA 9 | Política 10 | Social 12 | Sociedade 14 | Cultura 15 | Meio Ambiente e Educação Recordes no Campo: PIB agropecuário de Unaí é o maior de Minas Gerais e o sexto do Brail 24 | Novo Código Florestal: mitos e verdades por Deputado federal Bernardo Santana PAG. 22 EDUCAÇÃO 26 | Colégio Rio Preto 35 anos de ensinamentos que ficaram para a vida CULTURA 16 | Centenário Santos Drummond - O poeta das sete faces Pastor Davi, patrimônio de Unaí POLÍTICA 17 | Antônio Andrade, deputado federal PAG. 30 CIDADANIA 28 | Fiação e Tecelagem de Unaí resgata tecelagem artesanal GENTE 30 | Pastor Davi, patrimônio de Unaí PERSONALIDADE 32 | Coronel Luciano,uma trajetória de vitórias Criação de tilápias em Morada Nova de Minas BELEZA 34 | Ensaio fotográfico com Brenda Lorrany PAG. 18 CIDADES 22 | PIB agropecuário de Unaí é o maior do estado e o sexto do país PAG. 34 CURIOSIDADES 18 | Morada Nova de Minas 20 | Unaí CAPA | AGROPECUÁRIA Ensaio fotográfico com Brenda Lorrany: SOCIEDADE 33 | Neuzani Branquinho Dama de Ouro Aeronave leve é construída em Unaí PAG. 36 36 | Aeronave leve projetada pela UFMG é construída em Unaí SAÚDE 38 | Vacinação Infantil Imunização imediata Geraes de Minas | Dezembro/2011 | 5
  2. 2. Especial Adélio Martins entra para a história de Unaí O ex-prefeito Adélio Martins, que governou Unaí por dois mandatos, faleceu no último dia 23 de novembro, aos 76 anos de idade, na cidade de Unaí. Doutor Adélio, como era chamado pela maioria dos unaienses, lutava, há muitos anos, contra o mal de Parkinson. Ele era advogado, casado com Vera Lucia Basile Martins, tinha três filhos: Adélio Cláudio, Cláudia e Valéria. Deixou oito netos: Isabela Lumena, Delvito Alves Neto, João Gabriel Alves, Fernando Lucas Martins Silva, Bruna Martins Marins, Renato Martins Marins, Sophia Vinhal Martins e Raphael Basile Martins. Durante seus dois mandatos, Unaí passou por importantes transformações. Adélio popularizou a administração municipal ao criar a Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social e o Serviço de Assistência Judiciária gratuito. Durante seu governo, grandes obras foram realizadas, como a duplicação da ponte Abdão Salgado (Rio Preto) e a construção de várias escolas, com destaque para a Escola Politécnica e a Escola Agrícola. No seu governo, Unaí recebeu a Penitenciária Agostinho de Oliveira Neto, que possibilitou ao município, além de centenas de empregos, a vinda de um batalhão de Policia Militar, transformando Unaí em cidade sede de vários órgãos de segurança pública. O nome de Adélio Martins entra para a história de Unaí como um de seus melhores governantes. 6 | Novembro/2011 | Geraes de Minas Um visionário Atualmente Unaí se encontra em primeiro lugar no ranking, dos municípios mineiros que mais produzem grãos no Estado. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em estudo feito sobre o valor da produção agrícola do país, foi detectado uma produção de R$ 154 bilhões (2010), representando assim um crescimento substancial de 8,9% em comparação com 2009. Unaí se destaca como o município mineiro que mais produz feijão, com 127, 5 mil toneladas. Essa realidade, portanto, já tinha sido prevista pelos antigos governantes do município, como exemplo, o exprefeito Adélio Martins, quando em sua administração (1993/96) assinou o Protocolo de Intenções que permitia a ligação ferroviária de Unaí a Pirapora, e daí, ao Porto de Tubarão (ES). Agora no atual governo de Antonio Anastásia (PSDB) esse projeto volta a tona certificando a importância do debate travado há a mais de dez anos. Realmente, Adélio tinha um espírito progressista e visionava as coisas para além de seu tempo. Por isto, também ajudou na emancipação de municípios vizinhos à Unaí como Uruana e Cabeceira Grande. Em um livreto publicado por sua administração em 1996, no mês de dezembro, o ex-prefeito destaca sua crença sobre o município de Unaí. “Andando pelas Minas Gerais e por muitos outros municípios brasileiros, buscando expe-
  3. 3. Andando pelas Minas Gerais e por muitos outros municípios brasileiros, buscando experiências, coloquei Unaí e seu futuro à minha frente” Adélio Martins, ex-prefeito de Unaí (1935-2011) riências, coloquei Unaí e seu futuro à minha frente” e completa dizendo que “assim, mais concretamente, pude antever a nossa querida terra alcançando resultados muito mais rápidos do que muitas comunidades mais velhas”. Por possuir um caráter ético e exímio, Adélio, no mesmo livro, encerra seus trabalhos com a consciência de que nem tudo que foi proposto pela sua administração fora cumprido, mas que tentou fazer tudo o que estava “ao seu alcance”. E na ocasião, esclareceu, humildemente aos unaienses que “houve faltas, reconheço, e as assumo”. E finaliza dizendo: “este relatório (publicado em formato de livreto) não tem o objetivo de alimentar a vaidade humana, mas foi a forma encontrada para externar meu agradecimento a todos os que confiaram em mim, desde o ato da eleição e trabalharam junto comigo, tornando possível tudo o que se fez”. Geraes de Minas | Novembro/2011 | 7
  4. 4. Carta ao leitor Apresentação Unaí atravessa um momento excepcional e de alegria! O município de Unaí é o primeiro na produção agropecuária do Estado de Minas e, agora, segundo o IBGE, alcança o sexto maior PIB agropecuário do Brasil. Outro grande acontecimento do ano, tão significativo quanto à conquista dos produtores agropecuários, é, sem dúvida, a vinda da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri para o município. Mas nem tudo é somente alegria, há tristeza também; a cidade se entristeceu com a perda de um de seus filhos mais ilustres: o ex-prefeito Adélio Martins, que hoje faz parte da história municipal como um de seus melhores administradores. Estes assuntos são destaques nesta edição. A revista Geraes de Minas parabeniza todos os produtores, grandes e pequenos, que contribuíram para o resultado alcançado a nível nacional e deseja que continuem a produzir cada vez mais. No entanto, para agregar valor a essa produção, gerando ainda mais riqueza e empregos para a cidade, sabemos que falta a almejada agroindustriliazação para manufaturar os produtos que aqui são produzidos. Que a Universidade venha depressa. Por outro lado, desejamos à família do ex-prefeito Adélio Martins que Deus a conforte neste momento de dor. Diretor Geral: Danny Diogo T. Santana | Redação: Marcos Antônio Padilha, Mirella Piva | Direção de Arte: Danny Diogo T. Santana Fotos: Redação, Retrattos, Unaínet, Portal Unaí, Jornal Tribuna, Jornal Visão Regional Colaboradores: Adelaide Santos e Dias, Fernanda Eva Freitas da Silva, Fernando Antonio Campos Santos, Talyta Chayane Departamento Comercial: Isaak Gonçalves (38) 9808-8585, comercial.geraes@gmail.com | Venda de Exemplares: Fernanda (38) 3676-3882 Tiragem: 3 mil exemplares | Periodicidade: Bimestral | Distribuição: Dirigida e paga | Circulação: Noroeste de Minas Gerais Endereço para correspondência: Rua Celina Lisboa Frederico, nº 64, Sala 304, Centro, CEP 38.610-000, Unaí, MG E-mail: geraesdeminas@gmail.com | Telefone: (38) 3676-3882 As matérias assinadas, comercializadas e os artigos não refletem necessariamente a opinião da Revista GERAES DE MINAS 8 | Dezembro/2011 | Geraes de Minas
  5. 5. Panaroma | Política O prazo acabou Quem filiou, filiou. Quem não filiou, não filia mais. Esgotou-se o prazo para que os interessados em disputar as eleições municipais de 2012 filiassem ou mudassem de partido. O troco da troca O vereador Paulo Arara (foto) trocou o PSB, presidido pelo vereador Olimpio Antunes, pelo DEM do ex-prefeito José Braz. Com a troca de partidos, Paulo poderá perder o mandato, isso se o suplente imediato do PSB, Netinho do Mamoeiro, o requerer judicialmente. Debandada Quando o vereador Olímpio Antunes (foto) assumiu a presidência da comissão provisória do PSB de Unaí, a maioria dos filiados (possíveis candidatos a vereador)debandou para o PSL. Ao que parece, o PSB terá que se coligar com outros partidos, se quiser eleger vereador. Sem representante Previsão Em Unaí, as oposições são várias, de tendências diversas, que se opõem até entre si. Se este quadro permacer com oposição unaiense dividida e sem entendimento, possivelmente acontecerá algo novo nas Eleições 2012, pois surgirão vários candidatos a prefeito. Prontidão Corre a boca miúda que Dr. Joaquim e Cláudia Machado (fotos), ao se filiarem no PR, entraram de prontidão. Se Juca da Coagril decidir não ser candidato a vice de Branquinho, que tem o apoio incondicional do prefeito Antério Mânica, um dos dois será. Há quem aposte. O Partido Progressista (PP), presidido por Hélio Machado, perdeu sua representação na Câmara de Vereadores. O vereador Edmilton Andrade (foto) foi para o PSD, partido recém criado, por isso não corre o risco de perder o seu mandato. Candidatos a prefeito O processo político para escolha de candidatos a prefeito flui lentamente. Até o momento, além dos pré-candidatos já anunciados Branquinho (PSDB) e Romualdo Gonzaga (PMDB), mais dois nomes foram revelados: Padre Simonides do PT (foto direita) e Jeová Costa do PSOL (foto esquerda). Outros nomes são cogitados: o do ex-prefeito José Braz, o do deputado Delvito Alves, Valdivino, Humberto Adjuto dentre outros. Geraes de Minas | Dezembro/2011 | 9
  6. 6. Panaroma | Social Compromisso com a causa Eventos beneficentes realizados por clubes de serviços de Unaí fazem do exercício da filantropia um bem para a comunidade Churrascando Country O evento, que é realizado há 12 anos pelo Rotary Club Unaí Rio Preto com o apoio da Casa da Amizade Unaí Rio Preto, com a colaboração de outros clubes de serviço do município, contribui financeiramente, todo ano, com diversas entidades sociais da cidade. Este ano, não foi diferente. Cerca de 4 mil pessoas prestigiaram o evento e garantiram, mais uma vez, o sucesso da causa, com uma arrecadação de aproximadamente R$ 59 mil. 70% desta renda foi destinada para a Associação Natal Justino Costa; Comunidade Nossa Senhora da Aparecida; Abrigo Frei Anselmo; Cepasa; Comunidade Terapêutica Mente Aberta; Banco de Cadeiras de Rodas e Muletas de Unaí; Associação dos Portadores dos Doentes Renais do Noroeste de Minas, Associação Mão Amiga (foto) e a Casa da Amizade Unaí Rio Preto. O restante da arrecadação do evento (30%) servirá para o desenvolvimento das ações sociais do grupo durante o ano. Costelão à Moda Gaúcha A oitava edição do Costelão à Moda Gaúcha, promovido pelo Lions Clube de Unaí e realizado no Parque de Exposições, serviu em uma noite, cerca de 130 costelas bovinas (foto) que foram consumidas, durante a festa, por aproximadamente 2.600 convidados. O evento contou com música ao vivo e sorteio de uma moto O km. A renda foi doada para Anmecc, Apae, Abrigo Frei Anselmo e Mão Amiga e financiará as ações sociais promovidas pelo próprio clube de serviço, como o Banco de Cadeira de Rodas e o Enxoval de Bebê. Pequizada No começo de dezembro, mais um evento beneficente aconteceu em Unaí realizado pelo Rotary Club Unaí Centenário em parceria com outros clubes de serviços do município. A segunda edição da Pequizada ocorreu na sede do Rotary, com um almoço com receitas variadas preparadas com o fruto típico da região, o pequi (foto). A renda será revertida à população através de ações sociais desenvolvidas pelo clube. Coquetel beneficente As damas da Casa da Amizade Unaí Rio Preto foram responsáveis pela realização de uma noite com glamour e muito requinte para a sociedade unaiense. O 8º Coquetel Beneficente reuniu apresentações artísticas, culturais e um desfile (foto) com as tendências da moda, em outubro. O evento ocorreu no Espaço Kalahari, que teve seu ambiente decorado e iluminado e a renda revertida em ações e projetos sociais acompanhados pela entidade.
  7. 7. Atração Natalina A Casa do Papai Noel é uma atração que evidencia o período natalino em Unaí Giro Social Novas Gerações Este é o nome do novo Rotary Club Unaí, o quarto na cidade. O Rotary Club Unaí Novas Gerações terá em média 30 membros, homens e mulheres. O indicado para assumir a primeira gestão na presidência do clube é Robson Fontana (foto), administrador de empresas e palestrante. 13 anos de fundação Residência do Bom Velhinho Mantida pelo Rotary Club Unaí e damas da Casa da Amizade Marlene Vieira Coelho e o Bom Velhinho, com a participação de voluntários, a casa do Bom Velhinho recebe visitantes em novo endereço durante a temporada natalina (de 02 à 22/12), na rua Natal Justino da Costa, 331, no Centro. Durante o período de visitação, o projeto é responsável por alimentar a esperança de centenas de crianças que escrevem cartas contendo diferentes pedidos de presentes ao Papai Noel. Estas cartas ficam disponíveis para adoção no local, onde os interessados podem retirá-las e fazer valer a esperanças dos pequeninos. Doações de brinquedos, materiais escolares, roupas e cestas básicas também são recebidas na residência do Papai Noel. O Rotary Clube Unaí Rio Preto completou 13 anos de prestação de serviço comunitário para a população unaiense. O clube de serviços é um dos maiores do Noroeste de Minas e realiza um dos maiores eventos filantrópicos da região, o Churrascando Country. A confraternização reuniu 10 dos 12 ex-presidentes (foto), além do atual, Antônio Carlos.
  8. 8. Panaroma | Sociedade Felipé e Marcela com seus pais, José Gomes Branquinho e Neuzani Soares Branquinho e Valdemar Silva Nunes e Maria Dominga de Brito Nunes Felipe e Marcela Um dos grandes acontecimentos sociais aconteceu no dia 23 de setembro, na cidade mineira de Patrocínio; o casamento dos médicos Felipe e Marcela. O médico Felipe é filho do vice-prefeito de Unaí José Gomes Branquinho e de Neuzani Soares Branquinho e a médica Marcela é filha de Valdemar Silva Nunes e de Maria Dominga de Brito Nunes. Uma grande comitiva de Unaí, tendo à frente o prefeito de Unaí Antério Mânica e a primeira dama Benardete Mânica (foto) prestigiou o casal. Outra presença importante no evento foi a presença do deputado Bernardo Santana e sua esposa Adriana Bello Vicintin de Vasconcellos (foto). A sociedade da cidade de Patrocínio compareceu em peso, lotando o salão de festas do Rotary Clube, que lá estava para prestigiar a família Brito Nunes. Um festão. Parabéns aos noivos, extensivos às suas famílias. Os recém casados moram em Brasília/DF. Studio fotográfico Av. Governador Valadares, 1.063 - Centro - Unaí/MG | (38) 3676-5725
  9. 9. Férias na Rússia Didito e Eliana Aleixo acabam de retornar de um belo passeio pela Rússia. Voltaram maravilhados com os encantos do país, principalmente os de Moscou, (Praça Vermelha, Teatro Bolshoi, Circo de Moscou e o Hotel Metropol, um dos locais que serviram de cenário para o filme Dr. Jivago (estrelado por Omar Sharif e Julie Chistie) e os da cidade de São Petersburgo, localizada às margens do rio Neva, na entrada do Golfo da Finlândia, no mar Báltico. Eliana Aleixo no Hotel Metropol, Moscou, Rússia Didito e Eliana Aleixo na Praça Vermelha, Moscou, Rússia Fernanda Freitas Fernanda, filha de José Maria da Silva e de Marlene Freitas, 19 anos, 1.70 de altura, técnica farmacêutica, universitária (letras/inglês), é colaboradora da revista Geraes Minas.
  10. 10. Panaroma | Cultura Teatro Vale a pena refletir “Há campeões de tudo, inclusive de perda de campeonatos.” Carlos Drummond de Andrade Reestréia da Saga dos Zumbis Escrita por Régis Geraldo Neves, a peça teatral que é uma comédia, teve sua estréia em 1994 e reexibição em 2001. A reestréia aconteceu no final de outubro e só foi possível graças a uma parceria do Grupo 2 de Teatro e o Grupo Asas do Vento, que fizeram renascer o espetáculo juntando os atores que estrelaram a primeira versão com atores da nova geração do teatro unaiense. A direção da remontagem ficou por conta de Marinho e Robismar e foi assistida por cerca de oitocentos e cinqüenta pessoas na sua primeira exibição. Na Tapera dos Porcos Uma montagem teatral contemporânea e com uma linguagem direta focada nas drogas foi mais um espetáculo contracenado pelo Grupo Teatral Fênix em Unaí. A peça, escrita e dirigida por César Júnior e estreada na primeira quinzena de novembro, retrata a vida de dois irmãos vítimas de problemas familiares, que entram para tráfico de drogas e acabam mortos. A apresentação do grupo Fênix surpreendeu e emocionou quem assistiu a peça e o tema proposto serviu para que os jovens reflitam sobre o assunto. “O amor é grande e cabe nesta janela sobre o mar. O amoré grande e cabe na cama e no colchão de amar. O amor é grande e cabe no breve espaço de beijar.” Carlos Drummond de Andrade “Só existem dois dias no ano que nada pode ser feito. Um se chama ontem e o outro se chama amanhã, portanto hoje é o dia certo para amar, acreditar, fazer e principalmente viver.” Dalai Lama “Para que preocuparmo-nos com a morte? A vida tem tantos problemas que temos de resolver primeiro.” Confúcio “O Cristo não pediu muita coisa, não exigiu que as pessoas escalassem o Everest ou fizessem grandes sacrifícios. Ele só pediu que nos amássemos uns aos outros.” Chico Xavier “Valoriza os amigos. Respeita os adversários.” Chico Xavier
  11. 11. Panaroma | Educação Mais educação Meio Ambiente Menos burocracia Instituto Federal do Triângulo Mineiro Teve início os cursos técnicos de Logística, Meio Ambiente e Segurança do Trabalho oferecidos pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Triângulo Mineiro (IFTM), unidade Unaí (vinculado ao campus de Paracatu). Os cursos são à distância, por meio de aulas telepresenciais (via satélite), com duração de dois anos. A demanda unaiense que fomenta qualificação profissional mostra necessário avançar ainda mais na área educacional, ampliando a gama de possibilidades para quem busca uma formação para o exigente mercado de trabalho. Já no primeiro processo seletivo pode-se observar esta demanda, que somou cerca de 1.000 candidatos aos cursos. Com isso, as vagas foram ampliadas passando de 120 para 240, divididas entre os três cursos, com duas salas de 40 alunos cada. As aulas tiveram início no final de setembro na unidade que está localizada na rua Natal Justino da Costa, 802 (antiga sede da Receita Federal e da Superintendência Regional de Ensino). Unidade Regional Integrada de Meio Ambiente em Unaí Foi inaugurada na primeira quinzena de novembro a Unidade Regional Integrada no Noroeste de Minas do Sistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sisema), que será responsável de prestar atendimento a 21 municípios da região. A unidade está localizada na rua Jovino Rodrigues Santana, 10, bairro Nova Divinéia e em suas dependências estão integrados a Superintendência Regional de Regularização Ambiental (Supram), o Núcleo Regional de Fiscalização Ambiental, o Escritório Regional de Florestas e Biodiversidade do IEF (Instituto Estadual de Florestas) e representação do Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam). Entre os serviços oferecidos, que estão integrados na unidade ambiental, estão: licenças, regularizações, autorizações e análises técnicas. PATRIMÔNIO Conserbrás adota Praça da Igreja Matriz Dentro do programa municipal “Abrace o Verde”, instituído pela lei 2.211/04, a Conserbrás, empresa responsável pela coleta do lixo e limpeza pública da cidade de Unaí, assinou o termo de adoção da praça presidente Vargas (praça da igreja matriz), centro de Unaí durante audiência com o prefeito Antério Mânica, no dia 3 de outubro. Segundo o diretor superintendente da Conserbrás, Walter Ferreira Soares, “a empresa assume a praça e, a partir de então, fará ajardinamento, conservação e manutenção do local e espera que as empresas da cidade também adotem outras praças e ajudem a cidade ficar mais bonita” Geraes de Minas | Dezembro/2011 | 15
  12. 12. Cultura Centenário de nascimento de Carlos Drummond de Andrade O poeta das sete faces N o dia dois de outubro, celebrou-se, em todo o país, o centenário de nascimento de Carlos Drummond de Andrade, um dos principais escritores brasileiros de todos os tempos. Este mineiro de Itabira do Mato Dentro a todos encanta, ainda hoje, com seus poemas, que retratam o cotidiano, por meio de sentimentos comuns, como o amor, a dor, a nostalgia, o medo. Os principais poemas de Drummond são: No meio do caminho, Sentimento do mundo, Confidência de itabirano, Congresso internacional do medo, Poema das sete faces, dentre outros. Quando se fala em literatura brasileira, Drummond é uma das principais referências. Segundo Consuelo Araújo, professora de Literatura Brasileira, não é possível estabelecer uma relação entre a literatura nacional sem mencionar o nome de Drummond, escritor que utilizava as palavras para contextualizar a realidade vivenciada pelo homem, de tempos em tempos, por meio de poesias, contos e crônicas. Ele é um dos principais representantes do Modernismo brasileiro, um movimento cultural surgido em meados do século XX, cuja repercussão se deu no campo artístico, principalmente, na literatura e nas artes plásticas. Tal movimento caracteriza-se por ser herança das vanguardas européias, ramificações dos movimentos artísticos e literários europeus como, por exemplo, o Cubismo (cujos principais fundadores são Pablo Picasso e Georges Braque) e do Futurismo (cujo principal fundador é Felippo Marinetti) que, por sua vez, objetivaram a abolição das regras até então vigentes e, sobretudo, a busca do novo. Drummond e o Modernismo A obra de Drummond é classificada de Modernista, movimento surgido no país a partir da década de 30, período considerado o divisor de águas da literatura brasileira: após a realização da Semana de Arte Moderna de 1922, em São Paulo, a literatura verde-amarela transcendeu o radicalismo, sobretudo, em busca do conhecimento da linguagem, ou seja, a literatura nacional serviu de meio e, principalmente, abriu espaço para reflexões em torno do significado a respeito da figura do poeta, da importância do fazer poético e do que é a poesia, a pesquisa estética. Drummond é merecedor de todas as homenagens a ele prestadas, pois, segundo Consuelo, a constribuição de suas obras na literatura brasileira é incalculável devido à profusão delas aliada à simplicidade, leveza, sentimentalismo e a linguagem acessível imbuídas nos poemas deste grande escritor, um dos principais representantes da segunda fase do modernismo brasileiro, sobretudo, um grande nome da literatura brasileira no cenário mundial, cujas obras foram traduzidas para diversos idiomas. 1 6 | Dezembro/2011 | Geraes de Minas As obras de Drummond fazem parte da vida de todos os brasileiros, independentemente de classe social e faixa etária, pois é considerado o poeta do povo, em virtude da linguagem acessível presente em sua literatura, herança modernista. Dentre as suas obras, destacam-se: Alguma Poesia (1930), Sentimento do Mundo (1940), A Rosa do Povo (1945), Claro Enigma (1951), Poemas (1959), Lição de Coisas (1962), Corpo (1984). Além das obras póstumas: Poesia Errante (1988), Poesia e Prosa (1992) e Fariseu (1996). Drummond possui uma característica peculiar: sua poesia enquadrase em todos os níveis temáticos. Ele é um poeta completo, em todos os sentidos. Por isso, deve-se homenagear, hoje e sempre, Drummond, um dos maiores escritores brasileiros de todos os tempos. *Colaborou: Consuelo Rocha Martins de Araújo, professora de Literatura e Redação no Colégio do Carmo e do curso de Pedagogia na Faculdade Inesc.
  13. 13. Política Antônio Andrade garante universidade federal e mais qualidade de vida para Unaí O desenvolvimento de Unaí e a melhoria na qualidade de vida das famílias do município são prioridades no trabalho do deputado federal, presidente do PMDB de Minas Gerais, Antônio Andrade. “Tenho o compromisso de trabalhar para o povo de Unaí, que me apoiou nas três eleições como deputado estadual e nas duas como deputado federal. Defendo sempre o município, levando ações e recursos necessários para que Unaí se torne um lugar cada vez melhor para se viver”, diz o deputado. Uma das conquista mais importantes desses últimos anos foi o campus da Universidade Federal do Vale do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM). O anúncio da conquista foi feito pela presidente da República, Dilma Rousseff, dia 16 de agosto. Para tratar da implantação e construção do campus da universidade, dia 25 de outubro o deputado recebeu no seu gabinete, em Brasília, o reitor da UFVJM, Pedro Ângelo Almeida Abreu. “A UFVJM foi uma grande conquista, resultado de uma ação conjunta com outros companheiros como o deputado federal Reginaldo Lopes (PT) e o secretário Nacional de Ensino Superior do Ministério da Educação, Luiz Cláudio. A universidade consolida definitivamente o município como pólo educacional de ensino superior”, diz Antônio Andrade. Outra conquista recente para o município, foi o recurso no valor de 150 mil reais para a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae). O dinheiro, liberado dia 28 de setembro, será utilizado na aquisição de um micro-ônibus adaptado às necessidades dos alunos da Apae. “É motivo de muita alegria contribuir com a Apae de Unaí, entidade nobre que desenvolve um serviço de excelência e qualidade”, ressalta Antônio Andrade. Além desses dois grandes presentes para Unaí, Antônio Andrade destinou, de 2008 a 2011, cerca de um milhão e meio em recursos para o município. Entre as principais ações destacam-se: recursos no valor de 150 mil reais para Atenção Básica de Saúde e de 150 mil reais para Atenção Especializada Saúde; 250 mil reais, em parceria com o deputado estadual Delvito Alves, para aquisição de duas patrulhas mecanizadas sendo uma para a Associação PA São Miguel e outra para a Associação PA Paraíso. Antônio Andrade relembra outras ações importantes: “Conseguimos implantar diversas superintendências e gerências regionais, que proporcionaram autonomia a Unaí, progresso e independência, firmando, ainda mais, a condição do município como pólo regional. Dentre essas conquistas está a implantação da Superintendência Regional de Segurança Pública, que entre outros benefícios, contemplou Unaí com a instalação da banca examinadora permanente do Detran”. Na opinião do deputado, a Regional da Polícia Militar foi outro benefício: “Com a instalação da Regional, aumentou o efetivo de policiais militares que garantem a ordem pública de Unaí. E, ainda, na área de segurança pública, empenhei para a instalação da Unidade do Corpo de Bombeiros Militar”, ressalta. Já no setor da justiça, a contribuição do parlamentar foi para a criação da Vara da Justiça Federal. Para Antônio Andrade, a Regional de Saúde foi, sem dúvida, outra grande vitória não só para a cidade, mas para toda a região. “Com muito trabalho, também conseguimos transformar em ação o sonho da instalação do campus universitário da Unimontes”, acrescenta. A universidade consolida definitivamente o município como pólo educacional de ensino superior” Antônio Andrade, deputado federal e presidente do PMDB de Minas Gerais Os benefícios destinados por Antônio Andrade para Unaí não param. Este ano, o deputado indicou no Orçamento Geral da União de 2011 recursos para construção do prédio da Unimontes, para asfaltamento do trecho que liga a cidade à cooperativa dos Açougueiros, para implantação de infra-estrutura para Comunidade Terapêutica Mente Aberta, para aquisição de mais duas patrulhas mecanizadas. Atualmente, no Congresso Nacional, Antônio Andrade se empenha para que o Senado aprove o projeto que inclui o município na área de atuação do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO), através de uma emenda sua ao PL 491/2007. “A emenda insere outros 22 municípios pertencentes à região Noroeste de Minas no FCO. O objetivo é o desenvolvimento sócioeconômico”, salienta. Geraes de Minas | Dezembro/2011 | 17
  14. 14. Cidades Morada Nova de Minas O cultivo de tilápias em tanques-rede cresce significativamente em Morada Nova de Minas, cidade localizada na região do lago de Três Marias, centro do Estado de Minas Gerais C om o surgimento da represa de Três Marias, o município de Morada Nova teve que reaprender suas vocações. A pesca surgiu como uma das alternativas, o que atraiu muito os pescadores de outras regiões devido à alta piscosidade na represa, porém, com o passar dos anos, a elevada produção de peixe, até então existente, foi reduzida, fato normal em lagos antigos, provocado pela diminuição de concentração de nutrientes, afetando, de forma significativa, a capacidade de produção pesqueira do lago. Preocupado com as dificuldades dos profissionais da pesca, devido à escassez do pescado, em julho de 2001, durante a 38ª Exposição Agropecuária de Morada Nova, o então prefeito daquela cidade, Dr. Agenor de Campos Santos, firmou convênio com a CODEVASF – Companhia de Desenvolvimento do Rio São Francisco – para a criação de tilápia em tanques-rede. A intenção era transformar o pescador artesanal em pequeno empreendedor com garantia de uma rentabilidade estável. No início de novembro do mesmo ano, Dr. Agenor, prefeito da cidade, colocava em prática o projeto piloto com a implantação de 20 tanques-rede fornecidos pela Codevasf para a criação de 50 mil peixes (tilápia do Nilo), pelo período de um ano. Estava 1 8 | Dezembro/2011 | Geraes de Minas dado o pontapé inicial ao projeto coordenado pelos técnicos da Codevasf com o apoio da Prefeitura, Emater, Sindicato Rural e Associação dos Piscicultores de Morada Nova de Minas – Aspim -, logo criada, com 22 sócios. Depois disso, as administrações futuras – de Walter de Moura e Alexsander da Silva Rocha – deram continuidade e credibilidade a esta iniciativa, hoje bem sucedida. Atualmente os piscicultores estão organizados e buscam, por meio de cooperativas e associações, se desenvolverem na criação de tilápias e, para isto, contam com o apoio de entidades governamentais que os orientam quanto aos alevinos, estoques de peixes, qualidade da água, mão de obra, comercialização e avaliação do empreendimento. Em Morada Nova, como em outros criatórios de tilápias, prevalece a mão de obra familiar que, vez por outra, utiliza serviços temporários de terceiros. Os classificados de médio e grande porte, como cooperativas e associações, utilizam mão de obra contratada ou temporária, além do trabalho das famílias dos associados. Quanto à comercialização predomina o comércio direto com os consumidores; a venda no varejo para pesque-pague, restaurantes e, no atacado, para supermercados e indústrias. Os tanques-redes são encontrados em vários lugares no lago de Três Marias Em Morada Nova, como em outros criatórios de tilápias, prevalece a mão de obra familiar que, vez por outra, utiliza serviços temporários de terceiros”
  15. 15. Colaboração: Adelaide Santos e Dias Para incentivar os produtores e divulgar a piscicultura da região, acontece no mês de outubro a Fepemor (Feira do Peixe de Morada Nova de Minas) quando, além de palestras, há exposição de produtos ligados diretamente à criação de tilápias” Hoje nada se perde do peixe; os piscicultores locais vendem o filé, parte mais nobre da tilápia e aproveitam as partes menos valorizadas do peixe para fazerem bolinhos, empada, pastel, medalhão, pizza, destinando a carcaça para fabricação de adubo e ração. O couro é utilizado em trabalho artesanal. A Cooperativa dos Piscicultores do Alto e Médio São Francisco Ltda. (Coopeixe) trabalha com o apoio da CODEVASF e da Prefeitura Municipal, organiza pescadores e produtores da agricultura familiar em Associações e busca, perante os órgãos públicos, melhorias para o setor, principalmente na aquisição de tanques-rede para montagem de pisciculturas. Hoje são várias Associações entre elas A Assim – Associação dos Piscicultores de Morada Nova de Minas; Cópia; Pescadores Profissionais do Indaiá (PPI); Associação de Campo Alegre, além de inúmeros produtores autônomos com destaque para Erotides, Darlan, Ademir, Gilson entre outros que, juntos, impulsionam a atividade no município. Em 2006, no governo de Walter Francisco de Moura, a prefeitura firmou convênio com a CODEVASF para a construção de uma Unidade de Beneficiamento de Pescados (UBP), para atender aos piscicultores, que devido a problemas técnicos só foi inaugurada na gestão de Alexsander da Silva Rocha, atual prefeito de Morada Nova. A UBP possui um caminhão frigorífico adquirido através de convênio firmado entre a Prefeitura, a Coopeixe e o Ministério da Pesca e Aquicultura, com o Consórcio dos Municípios do Lago de Três Marias (Comlago), equipado para venda do pescado beneficiado direto dos produtores aos consumidores, fornecendo um produto com qualidade e remunerando melhor o produtor. Para incentivar os produtores e divulgar a piscicultura da região, acontece no mês de outubro a Fepemor (Feira do Peixe de Morada Nova de Minas) quando, além de palestras, há exposição de produtos ligados diretamente à criação de tilápias. O festival gastronômico, inserido na programação da festa, divulga e valoriza a gastronomia local com pratos a base de peixe no cardápio dos estabelecimentos participantes, que proporcionam aos moradenses e muitos turistas, apreciarem as deliciosas receitas. Hoje a Feira do Peixe integra o calendário turístico da cidade. Morada Nova possui 30 pisciculturas, sendo uma cooperativa e duas associações, com 130 pessoas ligadas diretamente à atividade. A produção é de 140 toneladas de peixes por mês, aí incluída a produção dos piscicultores autônomos. Geraes de Minas | Dezembro/2011 | 19
  16. 16. Cidades Universidade federal em Unaí terá oito cursos A escolha dos cursos que serão implantados Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM), campus Unaí, foi definida em audiência pública C om a presença do reitor Pedro Ângelo Almeida Abreu da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM), do prefeito Antério Mânica, do vice-prefeito José Gomes Branquinho, do secretário municipal de educação Geraldo Magela da Cruz, de professores, estudantes, funcionários públicos e representantes da sociedade civil organizada, em uma audiência pública deferiram os cursos que serão implantados no campus da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM) em Unaí. Foram escolhidos quatro cursos em ciências agrárias e medicina veterinária (agronomia, agroecologia, engenharia agrícola e medicina veterinária) e quatro em áreas da comunicação social (jornalismo, midialogia, publicidade e propaganda e ainda relações públicas). Segundo o reitor da UFVJM, Pedro Ângelo Almeida Abreu, a escolha dos cursos é resultado das audiências públicas realizadas em Unaí, com consultas a pessoas e lideranças locais, ressaltando que, apesar dos cursos relacionados à saúde serem bastante solicitados, o espaço de tempo era curto e os custos elevados para sua implantação. O início das atividades do futuro campus universitário de Unaí estão previstas Representantes da sociedade solicitaram cursos na área da Saúde para o ano de 2014, quando será necessária a contratação de 99 professores e 179 servidores técnico-administrativos de nível superior e intermediário, para atendimento inicial de 320 alunos (40 vagas por curso), o que, ao final de cinco anos de funcionamento, serão 1.600 alunos nos cursos diurnos e 1.440 nos cursos noturnos. A expectativa é que o local para o funcionamento do campus seja definido ainda este ano e o canteiro de obras do campus da UFVJM seja erguido no início do próximo ano O secretário Geraldo Cruz, o reitor Pedro Ângelo, o prefeito Antério Mânica e o vice Branquinho particiaparam da audiência pública para a escolha dos cursos 2 0 | Dezembro/2011 | Geraes de Minas O início das atividades do futuro campus universitário de Unaí estão previstas para o ano de 2014”
  17. 17. BDMG libera recurso para asfaltamento de ruas em Unai Além do acesso ao aeroporto, os bairros Riviera Park e Kamayurá serão asfaltados O vice-governador Alberto Pinto Coelho, o prefeito Antério Mânica, o governador Antônio Anastasia, o viceprefeito Branquinho e o deputado Bernardo Santana comemoram a assinatura do contrato do empréstimo O Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BMDG) liberou recurso, na ordem de R$ 5 milhões, do Projeto Novo Somma Urbaniza, Programa de Modernização Institucional e Ampliação de Infraestrutura urbana no município de Unaí. A solenidade de assinatura ocorreu no Palácio Tiradentes. O recurso liberado para a Prefeitura será pago ao banco num prazo de 10 anos, com carência de dois anos contados a partir do dia 15 de setembro. Os R$ 5 milhões serão utilizados em obras de pavimentação e drenagem de vias nos bairros Riviera Park , incluindo a subida para o aeroporto, e Kamayurá. Além de Unaí, outros 37 municípios assinaram contrato em que o Governo de Minas autoriza o financiamento do Projeto Novo Somma Urbaniza do BDMG. Acompanharam o prefeito Antério ao ato de assinatura o vice-prefeito José Gomes Branquinho, o secretário municipal Eurípedes Santana (Comunicação Social) e o deputado federal Bernardo Santana. Participaram da solenidade no Palácio Tiradentes o vice-governador Alberto Pinto Coelho, os secretários de Estado Danilo de Castro (Governo), Maria Coeli Simões (Casa Civil e Relações Institucionais), Gil Pereira (Desenvolvimento dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri e do Norte de Minas), além do presidente do BDMG, Matheus Cotta de Carvalho e do vice-presidente do BDMG, José Santana de Vasconcelos.
  18. 18. Capa | Agropecuária PIB agropecuário de Unaí é o maior do estado e o sexto do país De acordo com o IBGE, o feijão e o leite são os produtos agropecuários que mais contribuíram para a soma das riquezas produzidas pelo setor no município O feijão e o leite fortaleceram a produção agropecuária unaiense e colaboraram para que o município alcançasse o sexto lugar entre os 100 melhores resultados do país no último levantamento do Produto Interno Bruto (PIB) da agropecuária, realizado pelo Instituto Brasileiro de Pesquisa e Estatística (IBGE), a partir de dados de 2009. Unaí demonstrou sua capacidade produtiva dentro de Minas Gerais ao figurar no primeiro lugar da produção de grãos nas últimas duas safras e na segunda colocação da produção de leite (2010). Além de possuir a maior soma de riquezas relacionadas as atividades agrope- cuárias do estado, o município é destaque no cenário nacional do agronegócio pelo fato de ter totalizado em seu PIB agropecuário, R$ 512,3 milhões. Todo esse dinheiro é fruto da produção agropecuária que, segundo o IBGE, possui dois produtos elementares que colaboraram para o resultado: o feijão, cuja produção neste ano é representada com 48 mil hectares plantados e 120 mil toneladas produzidas, e o leite, representado com 340 mil bovinos e uma produção de 110 milhões de litros. O levantamento mostra os 100 municípios que mais contribuíram para o PIB em 2009. A classificação se somada representa R$ 26,4 bi- lhões. Entre os municípios que mais somaram riquezas produzidas no setor está Sorriso (MT), que sozinho movimenta R$ 791 milhões. Produtividade afiada Com o consumo em alta nos países desenvolvidos a produção agrícola tende aumentar, pois grande parte desses produtos é vendida como commodities no mercado internacional, ou seja, na bolsa de valores. Desta forma, Unaí mesmo sem um parque industrial, qualificado e diversificado, consegue competir entre os demais municípios brasileiros que mais produzem no país. De acordo com dado da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa), Unaí é o maior produtor de soja do Estado, com uma área plantada de 110 mil hectares, obteve uma safra de 330 mil toneladas. A cidade também aparece em segundo lugar na produção de milho no esta- Na pecuária o destaque no município é a produção de leite com 110 milhões de litros em 2010 2 2 | Dezembro/2011 | Geraes de Minas
  19. 19. Locomotiva da Produção Racking do PIB agropecuário do Brasil (milhões) 1º Sorriso (MT) R$ 791,1 2º São Deusidério (BA) R$ 753,0 3º Petrolina (PE) R$ 658,7 4º Sapezal (MT) R$ 622,8 5º Campo Verde (MT) R$ 576,3 6º Unaí (MG) R$ 512,3 7º Nova Mutum (MT) R$ 512,2 8º Primavera do Leste (MT) R$ 509,7 9º Uberaba (MG) R$ 505,5 10º Campo Novo dos Parecis (MT) R$ 491,6 Fonte: IBGE Racking do PIB Agropecuário de Minas Gerais (milhões) 1º Unaí (Noroeste) R$ 512,3 2º Uberaba (Triângulo) R$ 505,5 3º Uberlândia (Triângulo) R$ 331,1 4º Patrocínio (Alto Paranaíba) R$ 319,6 R$ 291,6 5º Perdizes (Alto Paranaíba) 6º Sacramento (Alto Paranaíba) R$ 283,8 7º Paracatu (Noroeste R$ 232,1 8º R$ 225,4 Rio Paranaíba (Alto Paranaíba) R$ 217,1 10º A produção da soja está entre as atividades de maior importância para a geração de riqueza no município que, neste ano, representa 330 mil toneladas Araguari (Triângulo) 9º Coromandel (Alto Paranaíba) R$ 216,1 Fonte: IBGE do: “o município registrou na safra 2010/2011 um volume de 249 mil toneladas em lavouras espalhadas por 30 mil hectares”, detalha a Seapa. Outro produto também que teve grande representatividade dentro da agricultura unaiense foi o sorgo. Sua produção também é a maior do estado com 84 mil toneladas em 20 mil hectares plantados. A produção local corresponde a 23% da safra estadual. O Noroeste de mãos dadas Os números da produção de grãos no último relatório do IBGE sobre a safra de 2011 revelam que a região do Noroeste de Minas Gerais foi responsável por 25,4% da safra estadual, o que a proporciona uma produção de 2,7 milhões de toneladas de grãos. Um crescimento que representou um aumento de aproximadamente 14% na produção estadual em relação a 2010. Também foram divulgados os dez municípios que mais produzi- ram grãos no Estado mineiro. Unaí ganhou destaque em primeiro lugar com uma produção de 798 toneladas; Buritis vinha em terceiro, com 530 toneladas; e Paracatu em quarto, com 366 toneladas de grãos produzidas. Na pecuária, o levantamento relizado pelo IBGE no último ano revela Unaí como único município da região entre os dez maiores produtores de leite do estado. Sua produção é segunda do estado, totalizando 110 milhões de litros por ano, ficando atrás de Patos Minas, que produz 143 milhões de litros. Estes números representa o potencial da região noroestina. Junto à produtividade de um bem primário, ou seja, de um produto “in natura”, ainda no setor primário da cadeia produtiva, é necessário, para que haja agregação de valor sobre a produção agrícola, o beneficiamento desses produtos na própria região, viabilizando assim agroindustrialização e, conseqüentemente, a comercialização dessa produção regional. Racking dos maiores produtores de grãos de Minas Gerais (mil ton.) 1º Unaí (Noroeste) 798,5 2º Uberaba (Triângulo) 577,6 3º Buritis (Noroeste) 530,4 4º Paracatu (Noroeste) 366,5 5º Perdizes (Alto Paranaíba) 290,2 6º Sacramento (Alto Paranaíba) 288,7 7º Uberlândia (Triângulo) 283,5 246,8 8º Coromandel (Alto Paranaíba) 9º Guarda-Mor (Noroeste) 204,6 10º Nova Ponte (Alto Paranaíba) 193,7 Fonte: IBGE Racking dos maiores produtores de leite de Minas Gerais (milhões litros) 1º Patos de Minas (Triângulo) 2º Unaí (Noroeste) 143,0 110,0 3º Ibiá (Alto Paranaíba) 104,1 103,1 4º Patrocínio (Alto Paranaíba) 5º Coromandel (Alto Paranaíba) 99,0 6º Uberlândia (Triângulo) 95,1 7º Pompéu (Central) 83,3 8º Prata (Triângulo) 83,2 9º Perdizes (Alto Paranaíba) 78,6 10º Uberaba (Triângulo) 77,6 Fonte: IBGE Geraes de Minas | Dezembro/2011 | 23
  20. 20. Artigo | Meio Ambiente O novo Código Florestal: mitos e verdades por: DEPUTADO FEDERAL Bernardo Santana de Vasconcellos A atividade política não se restringe a dados frios, sem consistência. É muito mais. Em primeiro lugar, é a postura com que se coloca o político frente ao desafio de defender o bem comum e a moralidade administrativa e busca influir na formulação e na decisão, com firmeza de novos caminhos para o bem estar social, condicionados à defesa permanente dos interesses do País, das Unidades Federativas e dos Municípios, sob o signo da Justiça, sempre. A votação do Projeto de lei do Novo Código Florestal Brasileiro (PL 1876/99) pela Câmara dos Deputados, em maio, foi acompanhada com muita atenção por todos os segmentos da sociedade, como não poderia deixar de ser, dada a importância e complexidade do tema. O texto aprovado representa uma evolução, mesmo que não o perfeito, para todos os segmentos. Todavia, temos assistido – em manifestações tanto da mídia quanto de diversos representantes do Poder Público – o levantamento de questões que, em alguns momentos, alarmam segmentos produtivos e, em outros, os órgãos ambientais. O que nos preocupa, e nos deixa estarrecido, é o fato de que muitos dos argumentos expostos, sobretudo os que causam alarde, existem apenas nas referidas manifestações. Importante, portanto, separarmos os mitos das verdades. Mito: O texto aprovado na Câmara anistia desmatamentos ilegais e incentiva novos desmatamentos em áreas de APP (área de preservação permanente) e reserva legal. Verdade: Em nenhuma parte do texto existem dispositivos desta natureza. Sobre os desmatamentos, anteriores a 2008, que não atenderam a lei da sua época, o que o novo Código propõe é a regularização ambiental, ao invés de simplesmente se aplicar multas, muitas das quais sequer são vez no atual Governo), jamais poderia ser aplicada, simplesmente porque a real causa de todo a situação ora existente advém da insegurança jurídica resultante da mutilação do Código Florestal. Não se pode legislar sobre ocupação de solos rurais como se o Brasil estivesse iniciando hoje suas atividades - como se Pedro Álvares Cabral estivesse estacionando neste momento sua nau no litoral Brasileiro -, sem observar o histórico de ocupações levadas a cabo pelo incentivo e comandos dados pelas políticas públicas existentes nos últimos 511 anos. Frise-se: não existem incentivos a novos desmatamentos em área de APP. Estes são expressamente vedados e, excepcionalmente, serão possíveis somente em casos restritos de utilidade pública, mediante autorização do poder público. Portanto, absurda a tese de que o texto aprovado apenas na Câmara, e ainda não vigente, estimule novos desmatamentos, pois qualquer um que ocorra hoje estaria acontecendo sobre a vigência do Código Florestal atual, e não do novo projeto. “O que nosopreocupa, e nos deixa estarrecido, é fato de que muitos dos argumentos expostos, sobretudo os que causam alarde, existem apenas nas referidas manifestações ” revestidas em prol da recuperação ambiental. O não cumprimento dos compromissos firmados junto aos órgãos ambientais competentes retorna o empreendedor a situação de irregularidade e suas consequências. E o cumprimento destes compromissos resultará na aplicação dos valores devidos das multas já aplicadas em medidas necessárias à recuperação ambiental. É extremamente necessária a instituição deste pacto, porque a “criminalização ambiental” das áreas de reserva legal e APP consolidadas, criada via decreto editado em 2008 (suspenso duas vezes no Governo anterior e uma 2 4 | Dezembro/2011 | Geraes de Minas Mito: O Brasil possui muitas terras disponíveis para a produção de alimentos, sendo desnecessária qualquer alteração no atual Código Florestal. Verdade: Segundo pesquisa reali-
  21. 21. zada pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - EMBRAPA, em termos legais, o Brasil possui apenas 29% do seu território passível de ocupação agrossilvopastoril. Os 71% restantes enquadram-se, pela legislação atual, em áreas destinadas à reserva legal, APP, unidades de conservação e terras indígenas. A situação é realmente alarmante, mesmo o Brasil possuindo a segunda maior área de florestas do mundo, atrás apenas da Rússia. As florestas naturais ocupam aproximadamente 509 milhões de hectares, o que equivale a 59,9% do território brasileiro. A legislação ora vigente está diminuindo bruscamente as áreas disponíveis para produção, pela indisponibilidade de terras, elevando os custos para o setor, e até inviabilizando algumas atividades. Estamos transformando o Brasil em uma Suíça. E, infelizmente, não nos índices de qualidade de vida, mas em extensão territorial, apequenando o nosso País. Neste ponto, temos o atual Código Florestal, mutilado mediante usurpação do Poder Legislativo pelo Poder Executivo, por meio de decretos, resoluções, medidas provisórias e outros instrumentos, que inovaram no mundo jurídico e desrespeitaram os empreendimentos desenvolvidos dentro das leis de sua época. A nossa Constituição veda expressamente a possibilidade da lei nova retroagir, desrespeitando e prejudicando o ato jurídico perfeito. O texto aprovado na Câmara promove a indispensável segurança jurídica para o setor produtivo brasileiro, ao respeitar a ocupação antrópica consolidada do território brasileiro. Possibilita, ainda, o computo das áreas de preservação permanente para a constituição de reserva legal que, mesmo somadas, representam uma restrição administrativa que varia de 20% a 80% sobre o uso da propriedade. Trata-se de medida justa, pois o produtor rural não deve pagar sozinho uma conta que é de toda a coletividade. Não podemos esquecer que o maior problema ambiental brasileiro diz respeito à falta de saneamento, ao despejo de esgoto nos rios, que vem notadamente dos centros urbanos. Mito: A produção de alimentos sempre acompanha e atende a demanda global. Verdade: A Organização das Na- ções Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) alerta que a produção de alimentos terá que crescer 70% até 2050, para alimentar a população mundial, estimada em 9,2 bilhões de pessoas. E, embora a produção atual atenda, em tese, a demanda global, há atualmente quase 1 bilhão de pes- zados pela Fundação João Pinheiro. Agora, é preciso ter cuidado com interesses que ferem a soberania de nosso país e que visam diminuir a nossa competitividade, muitas vezes patrocinados por entes internacionais que em seus países não tem sequer vegetação nativa remanescente e, portanto, não tem autoridade moral para contestar o bem sucedido exemplo do Brasil. Querem os nossos bens e não o nosso bem. Isto está bem retratado no documento “Farms Here, Forest There” (disponível em nosso site www. bernardosantana.com.br), no qual especialistas americanos defendem rigorosamente “Fazendas aqui (nos EUA) e Florestas lá (no mundo tropical, especialmente no Brasil). Esse documento faz um estudo criterioso e pormenorizado sobre os setores agropecuário e florestal/madeireiro americanos, e o que estes setores perderiam na competição com países, como o Brasil, que estariam produzindo commodities agrícolas graças à destruição das florestas. E mais, o documento aponta qual seria o ganho para o mercado americano graças a políticas de reflorestamento desses países — com grande destaque para o Brasil. Portanto, há muito, a discussão ultrapassou o campo ideológico. Precisamos defender as minorias, mas não podemos colocar a maioria em risco de insegurança alimentar e recessão econômica. Somos todos brasileiros e precisamos lutar pela grandeza e unidade de nossa pátria. Não podemos deixar que Interesses externos patrocinem a inviabilização de nosso desenvolvimento. Precisamos lutar por nosso Estado de Minas Gerais, por nossos municípios, por Unaí. Por isso, e fazendo valer meu compromisso com todos aqueles que me confiaram o seu voto, lutarei com afinco e determinação pelo novo Código Florestal. nossos bens e não “Querem osestá bem retratadoono nosso bem. Isto documento “Farms Here, Forest There”, no qual especialistas americanos defendem rigorosamente “Fazendas aqui (nos EUA) e Florestas lá (no mundo tropical, especialmente no Brasil) soas famintas no mundo, visto a falta de alimentos decorrentes dos preços elevados, da má distribuição de renda no mundo e desperdício pelos países desenvolvidos. Não há como ignorar que a pior degradação ambiental é a miséria e a fome. Felizmente, um dos segmentos em que o Brasil é realmente competitivo é o agronegócio. O nosso município de Unaí é exemplo disso: é o maior produtor nacional de feijão, ocupa a oitava posição entre os maiores produtores de sorgo e a 10ª em produção de milho. Sem contar com o perfil tecnológico da produção agrícola de Unaí, comparável aos melhores do mundo, permitindo que o município se destaque com o maior PIB agropecuário de Minas Gerais, segundo estudos reali- ” Geraes de Minas | Dezembro/2011 | 25
  22. 22. Educação Colégio Rio Preto F undado meses após do Golpe Militar de 1964, no dia 21 de abril, o antigo Colégio Rio Preto, fincava em Unaí suas pilastras para dar início a uma trajetória de 35 anos de existência voltada à capacitação educacional de alunos de toda a região do Noroeste de Minas. Pelas salas do colégio passaram cerca de 40 mil alunos. Localizado no centro de Unaí, onde hoje está instalado o Objetivo, o colégio Rio Preto, desde sua fundação chamou à atenção da sociedade devido ao grande número de alunos que se interessavam pelos serviços oferecidos pela escola. Isto se comprova quando se certifica nos arquivos do colégio que iniciou suas atividades com todas as turmas (séries) formadas e cada turma tinha cerca de 50 alunos. A história do Colégio O colégio Rio Preto começou suas atividades depois que um grupo de professores que trabalhava em outra escola particular do município – colégio do Carmo – foram demitidos. Com a demissão, os professores se viram em uma situação complicada, o desemprego. Juntos, com interesse educacional, os professores viram a oportunidade de fundar um colégio. E foi o que aconteceu, o colégio Rio Preto é resultado de uma ação coletiva que buscou resistir às intempéries impostas pela situação da época. Segundo um dos fundadores do colégio Rio Preto e também professor, Milton Medeiros, em entrevista a GERAES DE MINAS, o motivo central das demissões se deu por causa de um “esquema administrativo”. “Era porque em Unaí sempre viveu um bipartidarismo (PSD e UDN) e, atualmente, PMDB e PSDB. Mas naquela época, ainda era assim. Então, a turma que fundou o colégio Rio Preto eram pessoas que militavam na UDN e o Colégio do Carmo, onde nós trabalhávamos, eram do PSD”, explica Medeiros. 35 anos de ensinamentos que ficaram para “a vida” Em seus primeiros dias de funcionamento, ainda sem sede, as aulas foram lecionadas no Grupo Escolar Domingos Pinto Brochado e depois na Congregação Mariana. Por fim, instalou-se definitivamente onde hoje funciona colégio Objetivo, com infra-estrutura composta por: 32 salas de aulas, uma biblioteca com mais de 10 mil exemplares de volumes, dois laboratórios sendo um de ciências Físicas e outro Biológicas, três quadras de esporte, uma piscina e “caixas de areia” para a prática de esportes e salto em distância. O colégio Rio Preto em seu momento de grande áurea profissional chegou a fazer o papel que, atualmente, fazem as faculdades. Segundo Medeiros, os municípios vizinhos (como Arinos, Buritis, Uruana, entre outros) atualmente enviam seus habitantes para estudar nas faculdades do município, o mesmo fazia quando o colégio oferecia cursos profissionalizantes em Magistério e Técnico em Contabilidade.
  23. 23. Non scholae sed vitae dicimos”: Trata-se de “ensinar para a vida, não para a escola” Alunos do Colégio Rio Preto durante desfile de 7 de setembro Medeiros lembra que com o golpe militar em 1964, houve um atrofiamento do ensino superior, onde praticamente nenhuma faculdade ou universidade foi aberta no país. Mas em 1994, com já o então presidente tucano Fernando Henrique Cardoso, as faculdades voltaram a ser reintroduzidas no Brasil. “A Revolução Redentora de março não permitiu – durante o período entre 1964 a 1993 – abertura de cursos universitários no Brasil. Tanto é que a Factu (Faculdade de Ciências e Tecnologia de Unaí) foi criada dentro do colégio Rio Preto”, complementa o professor. O fim das aulas Hoje trabalhando na Prefeitura Municipal de Unaí, Milton Medeiros afirma que o colégio Rio Preto teve um final “dramático”. Como já foi salientado, o país não permitia a abertura de novas universidades, sendo assim a capacitação da mão de obra brasileira se via definhada. Com isto, os cursos técnicos eram os responsáveis por formar a maioria dos profissionais. Mas com a chegada da chamada “pós-modernidade”, era das redes virtuais, mundo cibernético, as faculdades voltaram à tona e, com uma força arrasadora, ultrapassaram os cursos técnicos com relação à preferência dos alunos que buscavam por uma formação. “O profissionalizante (ensino) na época estava sobrecarregando o mercado. As professoras não tinham campo para trabalhar, contabilistas também não tinham. Então, no momento era prestar vestibular. E para prestar vestibular era melhor fazer o científico porque dava mais base do que o Magistério”, lembra Medeiros. Socialização Pode ser que o final do colégio Rio Preto tenha chegado no último dia 20 de dezembro de 1998, dia quando houve a última aula no colégio, mas com certeza seus ensinamentos, garante Medeiros, ficaram para “a vida”. Entre os 40 mil alunos que se formaram no colégio alguns conseguiram suas autonomias, tanto profissional quanto pessoal. Exemplo é o ex-aluno, Marcos Regis de Souza, mais conhecido como Marquinho, que hoje é dono de uma drogaria em Unaí e que também se formou no colégio Rio Preto. Hoje, além de empresário, Marquinho trabalha e contribui com ações filantrópicas dentro do município. Outro aluno que se destacou durante a existência do colégio foi ex-aluno e hoje empresário Clodoaldo, mais conhecido Foi com este lema, durante 35 anos, que os ensinamentos do colégio Rio Preto, em Unaí, eram conduzidos e fizeram parte da formação de cerca de 40 mil alunos, entre 1964 e 1998 como Baiano. Ele, durante os anos de 1983, 84 e 85 foi um dos alunos que possuía as melhores notas. Alunos como Alino Coelho, que atualmente ocupa o cargo de Secretário de Obras de Unaí, e o também atual vereador Adriano Adjuto, mais conhecido como “Zé da Estrada”, destacaram sendo uma das melhores duplas futebolísticas da época. Pelo colégio também passaram mulheres como Sebastiana de Sousa Coimbra, conhecida por Tanika, que além de se formar no colégio no 2º grau profissionalizante em Contabilidade no ano de 1972, ela também lecionou no colégio as disciplinas de Contabilidade e Técnicas comerciais. Também por 25 anos prestou serviços contábeis para o colégio. “Tenho muitas saudades. Ali éramos uma família. E como professora, foi uma experiência muito boa, na qual, pude passar a outras pessoas aquilo que eu sabia. Por isto, ainda acredito que tem que se divir o que se sabe, o conhecimento”, afirma. Os arquivos do colégio Rio Preto estão disponíveis para consulta na Factu (Faculdade de Ciências e Tecnologia de Unaí) Endereço: Rua Eduardo Rodrigues Barbosa, 180 B. Cachoeira - Unaí MG. Telefone: (38) 3676-6222
  24. 24. Cidadania Fiação e Tecelagem de Unaí resgata tecelagem artesanal Sede da Fiação e Tecelagem Artesantal de Unaí, um dos Pontos de Cultura em Minas Gerais A Fiação e Tecelagem Artesanal de Unaí, fundada em 05 de junho de 1999, objetiva o desenvolvimento de atividades culturais como, por exemplo, o resgate da técnica da tecelagem artesanal. Trata-se de um dos projetos de maior relevância desenvolvidos pela Associação Beneficente Natal Justino da Costa, fundada em 03 de abril de 1990, de caráter beneficente, educacional e de assistência social, sem fins lucrativos. O surgimento da associação resultou na formalização do trabalho desenvolvido pelo Centro Espírita Cristianismo Redivivo, fundado em 1966. A idealização da Fiação e Tecelagem Artesanal de Unaí surgiu de Luciana Navarro, atual Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Cidadania de Unaí (Semdesc), após residir por um período de oito anos na zona rural, fato que permitiu o contato dela com a tecelagem, por meio do trabalho realizado pelas vizinhas, possuidoras de teares e cul- 2 8 | Dezembro/2011 | Geraes de Minas tivadoras de algodão, que, por sua vez, davam continuidade à tradição cultuada pelas mulheres das famílias da região. A partir de então, Luciana adquiriu um tear e começou a plantar o algodão marrom, para dar início à sua produção. O projeto ganhou vida com o apoio do então embaixador do Brasil na Inglaterra, Paulo Tarso Flecha de Lima, que adquiriu algumas peças produzidas pelas tecelãs para presentear amigos, gostou e, depois, fez uma encomenda numerosa. Um recurso, obtido pelo embaixador junto ao Banco Mundial, por meio do Serviço Voluntário de Assistência Social (SERVAS), deu origem à Fiação e Tecelagem Artesanal de Unaí. Para a fundadora, além do resgate cultural, “o trabalho desenvolvido pela Tecelagem de Unaí gera renda, profissionaliza mão de obra e contribui para o desenvolvimento do município”, observa Luciana. A primeira encomenda vultosa recebida
  25. 25. O espaço físico da Tecelagem conta com salas de oficinas e de exposição de produtos o trabalho desenvolvido pela Tecelagem de Unaí gera renda, profissionaliza mão de obra e contribui para o desenvolvimento do município” Luciana Navarro, fundadora da Fiação e Tecelagem Artesanal de Unaí pela associação foram 80 mantas destinadas ao Itamaraty, para um evento de nível internacional, onde foram presenteados membros de vários países. Para esta encomenda, foi necessário inserir nos produtos etiquetas trilíngues: em inglês, espanhol e português. A Tecelagem de Unaí, hoje, comercializa produtos para o Grupo Pão de Açúcar, o projeto Caras do Brasil, além de participar de exposições de artesanato Brasil afora. Em 2009, a Tecelagem foi eleita um Ponto de Cultura, que é uma das ações do Programa Mais Cultura do Ministério da Cultura Luciana Navarro entrega a ex-primeiradama Marisa Letícia Lula da Silva produtos da Tecelagem de Unaí. Luciana foi quem idealizou a criação da Fiação e Tecelagem de Unaí em parceria com a Secretaria de Cultura de Minas Gerais. Com isto, receberá apoio financeiro durante três anos para desenvolver ações de divulgação, estrutura e difusão cultural, como cursos profissionalizantes e oficinas de teatro. Ao todo, serão investidos R$ 180 mil no período. A inauguração do Ponto de Cultura foi realizada no dia 11 de junho do corrente ano. “O projeto é uma fonte principal de renda para muitas mulheres que não tinham tal oportunidade, também há inserção de pessoas portadoras de necessidades especiais no mercado de trabalho, como, por exemplo, surdos-mudos, além da reinserção de expresidiários, que foram acolhidos pelo projeto. E, sobretudo, o resgate dessa cultura da fiação e dos teares, tão propagadas no passado, que quase foram extintas pela modernidade”, explica Luciana Navarro. Os produtos lá fabricados são uma boa opção para quem deseja presentear, além, é claro, de contribuírem para o resgate da cultura local, em especial a cultura da fiação e dos teares. Os produtos da Tecelegem podem ser encontratos na exposição permanente da fábriga, localizada na rua da Serra, nº 411 - Bairro Sagarana, em Unaí. Mais informações pelo telefone: (38) 3676-6632 ou pelo site: www.tecelagemunai.com.br Geraes de Minas | Dezembro/2011 | 29
  26. 26. Gente Pastor Davi, patrimônio de Unaí
  27. 27. O Como os jesuítas, quando o pastor Davi chegou em Unaí, não havia luz elétrica, água encanada e nem rede esgoto. Mas foram, particularmente, essas necessidades que fizeram com que Davi considerasse desde muito cedo, o povo de Unaí como “seu povo” historiador Caio Prado Junior, em seu livro Formação do Brasil Contemporâneo, obra prima entre os intelectuais acadêmicos, afirma que o “povoamento” das regiões brasileiras, inclusive as regiões interioranas do país, se deu por meio de dois fatores que seriam o “bandeirantismo” e os “consumidores de carne” que fizeram com que o homem fosse adentro o sertão em busca de pastagem para seu rebanho. Foram basicamente, segundo o historiador, esses dois fatores que contribuíram para que o Brasil fosse, em seus primeiros anos de colonização, sendo povoado. Essa ocupação do território brasileiro sempre foi vista como fator estratégico, porque do outro lado, o continente estava sendo povoado pelos Espanhóis, portanto, tinha-se que a melhor maneira de se defender e assegurar o território, é povoá-lo, e isto, aconteceu. Ao sul os bandeirantes, a procura de ouro e Índio, ao Norte os jesuítas. E são esses, os jesuítas, os membros da ordem católica fundada em 1540, cujo no Brasil teve um papel fundamental dentro do processo de civilização da sociedade brasileira, que remeto neste texto, para apresentar o pastorDavi. Se pastor Davi tivesse vivido no período colonial com certeza teria sido um jesuíta missionário; sem dúvida, teria se embrenhado – como muitos fizeram – pela floresta amazônica em busca da catequização de índios e na defesa da palavra de Deus, diante de tantas atrocidades que na época eram cometidas pelos colonizadores, como principalmente, o uso do trabalho escravo. Causas da comparação Pastor Davi chegou à Unaí por volta dos anos 60. Antes, ele já tinha vivido em Natalândia, cidade na qual chegou depois de sair do Instituto Bíblico Eduardo Lane (Ibel), na cidade de Patrocínio. Quando chegou em Unaí, o desenvolvimento social ainda era bastante tardio. “O que tinha em fartura era pernilongo. Algumas coisas essenciais para uma pessoa viver, não existiam. Mas aguentamos as dificuldades, porque o povo daqui nos recebeu de braços abertos, como se fôssemos da família”, lembra Davi. As dificuldades nunca foram bloqueio para o pastor, muito pelo contrário, foram sim estimulante para suas atividades e crenças. Exemplo, foi sua contribuição para a construção diversos templos religiosos em Unaí e na região; como a formação de um mutirão que resultou na abertura de 40 km de estrada entre as cidades de Unaí e Natalândia. A esposa e companheira do pastor Davi em suas andanças pelo país, é Marcília. “Fui vocacionada ainda criança e desde que começamos nessa carreira compartilho tudo com ele. Se Davi tivesse ido para o meio dos índios, eu o teria acompanhado”, afirma Marcília. Hoje aos 71 anos de idade ela diz que apesar de todas as dificuldades, sempre o apoiou e nunca desistiu, pois, “entende o chamado de Deus”. Tanto que quando Marcília chegou em Natalândia, junto ela trouxe sua irmã Lina Maria. Em um determinado dia, quando faziam um piquenique, Lina Maria morreu afogada. “Eu fiquei sozinha com a meninada toda, muito triste, parecia que era para nós desistirmos. Mas Deus nos deu força. Tinha um passarinho, chamado urutau, que quando cantava, parecia a voz da minha irmã, gritando no meio do mato”, conta Marcília. Depois desse fato, Márcia e Davi se mudaram para Unaí. O resultado de uma prática Casado e pai de dois filhos, pastor Davi tinha 17 anos quando percebeu sua vocação, ou seja, a voz que vinha do coração que dizia que ele deveria pregar o evangelho. E foi também um chamado que o livrou, em certa ocasião quando ele desceu em uma cisterna para saber o motivo pelo qual ela tinha parado de fornecer água, de morrer. De acordo com o pastor, quando ele estava lá em baixo verificando a cisterna ele ouviu: “Davi, Davi, Davi, sai depressa”. O pastor lembra que, assim que ele saiu, de repente, ouvi-se um estrondo, e “a cisterna arriou de uma vez”. Este acontecimento fez com que Davi entendesse o livramento de Deus e que ele tinha um propósito em sua vida. Mas mesmo entendendo o chamado de Deus, Davi diz que não foi do dia para noite que ele conseguiu ser pastor. “Eu fiquei esperando uns 11 anos, até que deu certo. Então, estudei e fiz o curso teológico”, explica. Como os jesuítas, quando o pastor Davi chegou em Unaí, segundo ele conta, não havia luz elétrica, água encanada e nem rede esgoto. Mas foram, particularmente, essas necessidades que fizeram com que Davi considerasse desde muito cedo, o povo de Unaí como “seu povo”. “Nunca pensei em mudar de Unaí. Aqui foi meu primeiro campo e fiz de tudo para a igreja e a cidade crescerem. Isso me trouxe um enorme amor por Unaí, pelo povo e pela igreja”, afirma o pastor. Hoje, com seus 77 anos de idade, já jubilado, depois de ter dedicado 44 anos de sua vida exclusivamente à causa de religiosa, na Igreja Presbiteriana, pastor Davi conta que se sente realizado com a profissão e, ao olhar para trás, vê quanto foi útil no que tange à evangelização. Geraes de Minas | Dezembro/2011 | 31
  28. 28. Personalidade Coronel Luciano: uma trajetória de vitórias Depois de trinta anos de serviços prestados à Polícia Militar de Minas Gerais, aposentadoria encerra carreira do Comandante da 16ª RPM G eraldo Donizete Luciano é natural de Bom Despacho (MG). Nascido em 1964, é o caçula de uma família de 10 filhos. Tornou-se órfão de pai aos 13 anos, quando, à época, teve de trabalhar durante o dia, primeiramente, em uma loja de calçados; depois, integrou a equipe de um escritório de contabilidade, para ajudar nas despesas familiares. Dedicava-se aos estudos no período noturno. Aos 18 anos, ingressou no Curso de Oficiais, em Belo Horizonte, tornandose um Oficial, na turbulenta e instável década perdida, como era intitulada a década de 80. Segundo Luciano, a sua vinda à Unaí ocorreu em abril de 1989; à época ocupou o posto de Tenente, juntamente com o então Coronel Geraldo Antônio de Oliveira e mais trinta policiais, que se tornaram responsáveis pela segurança pública do município. Em 1992, Luciano, promovido a Capitão, mudou-se para Patos de Minas (MG), para ser Assessor de Comunicação Social do Batalhão daquela cidade. Três anos depois, ingressou no curso de Aperfeiçoamento de Oficiais, retornando à Unaí no ano seguinte com a missão de instalar o Batalhão na cidade. O coronel quis aprimorar-se ainda mais. Ingressa na faculdade de direito ambiental e retorna à cidade de Patos de Minas, onde 3 2 | Dezembro/2011 | Geraes de Minas atuou na Companhia Ambiental. Em 2005, Luciano é promovido ao posto de Tenente Coronel e assume o comando do 28º Batalhão de Unaí, quando, simultaneamente, participa do curso superior de polícia em Brasília (DF), promovido pela Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF). Classificado em primeiro lugar, recebe a medalha de Caxias. Coronel Luciano também foi homenageado com a medalha Alferes Tiradentes, concedida pelo Governo Estadual. O trabalho desenvolvido pelo coronel Luciano foi a humanização do policial, para que este profissional atuasse baseado nos princípios e diretrizes dos Direitos Humanos, valorizando o policial militar. Ele possui uma bela família: é casado com Maria Aparecida e pai de três filhos: Débora, Omar e Pedro. Luciano é também Professor de Direito Constitucional e de Direito Ambiental. Em setembro do corrente ano, Coronel Luciano concluiu a sua trajetória militar, após trinta anos de trabalho, de luta, de aprendizado, de suor, de lágrimas e de dedicação à instituição que, segundo ele, foi responsável pela sua formação ética, moral e profissional. Um Coronel que aprendeu a amar, a revolucionar e humanizar a sua profissão e, consequentemente, conquistar o respeito, a admiração e a gratidão da sociedade mineira, principalmente a dos unaienses. O trabalho desenvolvido pelo coronel Luciano foi a humanização do policial, para que este profissional atuasse baseado nos princípios e diretrizes dos Direitos Humanos, valorizando o policial militar”
  29. 29. Dama de Sociedade Ouro Neuzani Branquinho Culta, elegante, bem sucedida, Neuzani é uma educadora conceituada e destaque na sociedade unaiense A “ professora Neuzani das Graças Soares Branquinho, filha de Burnival Lourenço Soares e de Maria Vitória Soares, nasceu em 1960, natural de Santa Rosa da Serra (MG), região do Alto Paranaíba. Para Neuzani tudo começou muito cedo. Seu primeiro emprego veio aos 13 anos de idade. Aos 14 anos, Neuzani namorava José Gomes Branquinho e, no ano seguinte, o casal noivou e contraiu matrimônio. Aprendeu a costurar com sua mãe e, aos 10 anos, confeccionou o primeiro vestido, um hobby que cultua ao longo da vida. Neuzani, graduada em pedagogia, lecionou nas escolas Domingos Pinto, Tancredo Neves e na Teófilo Martins quando, por indicação dos colegas de trabalho, foi eleita e reeleita diretora, cargo que exerceu de 1992 até 1996. Graduou em Didática do Ensino Superior pela Católica de Brasília (UCB) e se especializou em Ciências da Religião, pela Federal de Uberlândia (UFU) e em Gestão de Pessoas pelo INESC. Ela coordenou os cursos na Unimontes (campus Unaí) de 2002 a 2003 e lecionou nas unidades de Unaí e Paracatu. Atualmente, Neuzani atua como Diretora Educacional da Superintendência de Ensino de Unaí ” Em 2005, Neuzani assumiu a Secretaria de Educação, no governo de Antério Mânica, quando desenvolveu um excelente trabalho, inclusive com a criação do programa “Educação de Jovens e Adultos” (EJA). Após deixar a Secretaria de Educação, Neuzani voltou a lecionar quando, paralelamente, fez mestrado no Departamento de Psicologia da Universidade de Brasília (UnB). Idealizou e presidiu a Associação dos Profissionais da Educação do Noroeste Mineiro (Aprenom), com o objetivo de promover o desenvolvimento da classe e viabilizar cursos de licenciatura em Unaí. Os primeiros cursos da Unimontes abertos à população são frutos do convênio firmado com a Aprenom. Recentemente foi aprovada no processo seletivo de Certificação Ocupacional da Superintendência de Ensino, com a maior titulação do Estado de Minas Gerais. Atualmente, Neuzani atua como Diretora Educacional da Superintendência de Ensino de Unaí. Neuzani está casada há 35 anos com José Gomes Branquinho que lhe rendeu três filhos: André, 34 anos, casado com Rhose; Adriano, 33 anos, casado com Daniele e Felipe, 28 anos, casado com Marcela. Tem três netos: Pedro Henrique, 14 anos; Lucas, 11 anos e Miguel, 3 anos, que são considerados o orgulho da família, segundo ela. Geraes de Minas | Dezembro/2011 | 33
  30. 30. Ensaio fotográfico: Rosimare Martins de Melo - Retrattos Beleza Brenda Lorrany 3 4 | Dezembro/2011 | Geraes de Minas
  31. 31. O nosso destaque beleza desta edição é Brenda Lorrany, Rainha da Exposição Agropecuária de Unaí. Essa linda garota de 16 anos, de 1,74, com 60 kg, é chamada pelos amigos e familiares de Barbie. Gosta da cor rosa, de orquídeas e o seu prato favorito é o yakissoba. Para ela, “ser uma pessoa feliz é ter uma família unida e realização de nossos sonhos”. Brenda é filha de Aparecido Alves Viturino e de Gasparina dos Reis Amaral Alves
  32. 32. Curiosidades Aeronave projetada pela UFMG é construída em Unaí Q ualquer pessoa, em especial os mineiros, que são interessados pela ciência e pela tecnologia, tem conhecimento de que em Minas Gerais a prática é contínua, e também abrupta de se dedicar ao desenvolvimento desses ramos. O professor Cláudio Pinto de Barros, criador do curso de engenharia aeronáutica da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e integrante do Centro de Estudos Aeronáuticos (CEA), quem o diga. Ele é um exemplo sobre como colocar suas invenções em prática. Pai de 12 projetos, sendo a maioria voltados para a construção de aeronaves leves, o professor além de construir, ensinava. “Em 2000, após defender sua tese e obter seu título de doutor em engenharia mecânica, o Prof. Cláudio Barros iniciou os trabalho para converter sua tese em um livro sobre projeto de aeronaves leves. Tendo sempre em mente a preocupação com o caráter didático”, afirma a UFMG em documento coletado no site da instituição. Claudio Barros faleceu este ano. Conforme o professor de Robótica Aérea da UFMG, Paulo Iscold, expressou no dia do falecimento do professor, a universidade perde e também os alunos, porque Cláudio Barros tinha o gosto pela prática do ensinar. E por ser aviador, Iscold despede do amigo dizendo: “suba com asas como águia, porque você sempre esperou no Senhor! O CEA hoje chora a sua ida, mas vamos continuar tocando isto aqui e honrando seu nome! Voaremos cada vez mais alto, cada vez mais longe, e cada vez mais veloz!”. Entre outros prêmios, o professor Cláudio de Barros foi Campeão Brasileiro de Vôo e Vela com o planador CB.2 Minuano e também conquistou duas Bienais Brasileiras de Design com o motoplanador CB.7 Vesper e o Ultraleve CB.9 Curumim. Sua última invenção foi o CB.10 Triathlon. 3 6 | Dezembro/2011 | Geraes de Minas A propagação da invenção Em Unaí, o aviador e mecânico de avião, Paulo Roberto Modesto está dando vida à última criação do professor Cláudio Barros. Se ele estivesse vivo para ver sua idéia proliferar pelo país, certamente se impressionaria ao constatar os trabalhos do mecânico Paulo. Criado sobre os bancos dos aviões, pois seu primeiro vôo aconteceu quando ela tinha 10 anos, Paulo Roberto afirma que o CB.10 é um dos modelos mais interessantes que ele já montou. O aviador falou com a reportagem da REVISTA GERAES DE MINAS no local onde está construindo a aeronave, na antiga Serraria do Sadô, bairro Jacilândia. Paulo Roberto mora atualmente em um apartamento no Centro da cidade de Unaí. Todos os dias o mecânico tem uma obrigação de montar cuidadosamente um avião biplace, monoplano, ou seja, com uma asa de cada lado fazendo a sustentação, para que em breve, o avião já possa fazer seu primeiro vôo.
  33. 33. Por ter baixo custo de fabricação e capacidade para dois tripulantes, o modelo CB.10 Triathlon já voa pelo céu do Brasil Trabalho minucioso A prática de montar, seja um quebra-cabeça ou um complexo avião, consiste em uma “ciência” nata à poucos seres humanos: a paciência. Sem paciência jamais, nem Paulo ou muito menos Santos Dumont (inventor e aviador brasileiro) nunca teriam conseguido concluir suas façanhas. Ao chegar no hangar, logo se percebe o ambiente tranquilo em que Paulo trabalha. Sem rádio ou qualquer outro meio de comunicação (além de um pequeno aparelho celular), o mecânico fica minutos olhando para uma peça, até se levantar e começar a fazer apertos em parafusos, que ficam na parte interna do avião. “Todo cuidado que se deve ter na montagem resultará em um bom ou ruim avião”, garante o mecânico. Todo cuidado é pouco na hora de montar, mesmo estando com o projeto em mãos. Segundo Paulo, qualquer desnivelamento provocado por alguma falha, como a falta de precisão na envergadura das asas, podem ser imprescindíveis a um possível desastre. “É como uma mesa, se tiver alguma coisa desnivelada, fora do eixo, do padrão, pode ocasionar em acidentes fatais”, afirma. Mas o CB.10 que Paulo está montando já foi comprovado pelo professor Cláudio Barros, quando afirmou que teve “uma enorme alegria, ao voar pela primeira vez no primeiro protótipo do CEA-307-CB.10-Triathlon, no dia 28 de fevereiro de 2005”. O CB.10 que Paulo está montando é para um empresário de Unaí que, segundo o mecânico, pretende usá-lo para fins particulares. “Esses aviões são muito usados para viagens e serviços de fotografias áreas”, observa Paulo. Conheça o CEA 307 CB.10 Triathlon Construção em série Para se fabricar um avião como o CB.10 o interessado deverá desembolsar em média, segundo Paulo, cerca de R$ 150 mil. Na internet, em um site especializado, a venda do mesmo avião sai a R$ 70 mil, mas sem o motor. Por ser um avião de fácil montagem, sua fabricação pode ser conforme o gosto do usuário. Com espaço para duas pessoas, o modelo chega a uma velocidade de 290 km/h. Seu motor, tendo 115HP de potência, pode ser o Rotox 914, Lycoming O-235 ou o Jabiru 3300. Em Monte Alto, município paulista, a empresa Skyflyers Aviação Aerodesportiva, cujo propósito é montar aeronaves Ultraleves (aeronaves de baixas velocidades, capacidade de carregamento, potência, peso e custo), começou a produzir o CB.10 depois de se informar das características do avião como o seu baixo custo de fabricação e sua capacidade para dois tripulantes. Em 2001 a empresa fez o primeiro vôo com um de seus aviões fabricados, sendo hoje uma das principais reprodutora do modelo CB.10 do inventor Cláudio Barros, junto, é claro, com unaienses e amadores de todo o mundo, como Paulo Roberto, que em breve deve fazer seu primeiro vôo sobre as invenções do professor mineiro. DADOS TÉCNICOS Envergadura 7,5 m Comprimento 6,27 m Área Alar 8,66 m² Alongamento 6,41 Peso Vazio 360 kgf Peso Total 610 kgf Carga Alar 70 kgf/m² Velocidade de Cruzeiro 290 km/h Velocidade de Estol 83 km/h Razão de Dubida 9 m/s Dist. Decolagem 200 m Dist. Pouso 155 m Geraes de Minas | Dezembro/2011 | 37
  34. 34. Saúde Vacinação infantil Imunização imediata D e acordo com o calendário oficial do Programa Nacional de Imunizações (PNI), toda criança brasileira deve, por direito, ser imunizado contra dez tipos de infecções, incluindo também as chamadas “séries de reforços” das vacinas. Por ser um direito garantido ao cidadão, todas as vacinas podem ser tomadas gratuitamente em postos de saúde ou durante as campanhas de vacinação que acontecem todos os anos em território nacional. Nem bem chega a chorar devido o contato com um mundo real, o recém nascido já é vacinado contra a hepatite B. Também em seguida, vacina-se contra a tuberculose (a famosa BCG). Na primeira vacinação, o responsável receberá pela criança receberá uma carteirinha de imunização que deverá guardada para ser apresentada em todas às consultas de rotina no pediatra. Após um mês do nascimento, ou seja, 30 dias, o recém nascido deve ser vacinado outra vez contra a hepatite B. E, em seguida, ao completar dois meses de idade, a criança deve tomar a primeira dose da vacina tetravalente (DTP Hib), que previne contra difteria, tétano, coqueluche e outras infecções. Nessa idade toma também a primeira dose da vacina contra a poliomielite (a paralisia infantil), conhecida pelo seu famoso boneco propaganda, o Zé Gotinha. A dose contra a rotavírus (VORH), também em gotinhas, que previne contra diarréias, deve ser aplicada durante os dois meses de vida. O bebê toma ainda a primeira dose da vacina pneumocócica 10-valente, contra dez tipos da bactéria, causadora de diversas infecções, principalmente da meningite. Aos três meses Se pensar que em 1904, no Rio de Janeiro, aconteceu a Revolta da Vacina, onde a população se mostrou contrária à vacinação contra a varíola. Hoje devi- A vacinação infantil garante imunização gratuita dez tipos de doenças do a existência de complexas bactérias, é impensável a defesa contra a imunização das pessoas. O desenvolvimento científico proporciona uma maior condição de vida para as pessoas. A vacinação contra o meningococo C, uma das principais causadora da meningite, é resultado desse desenvolvimento, que possibilita ao recém nascido aos três meses de idade já se prevenir. Depois com quatro meses o bebê receberá a segunda dose das seguintes vacinas: tetravalente (DTP Hib, contra difteria, tétano, coqueluche e infecções provocadas pela bactéria Haemophilus influenzae tipo b), pólio (VOP), rotavírus (VORH) e pneumocócica conjugada 10-valente. E aos cinco meses de idade aplica-se a vacina contra meningocócica C conjugada. De seis meses a um ano 3 8 | Dezembro/2011 | Geraes de Minas Aos seis meses, completa-se a série de 3 doses das vacinas iniciadas aos 2 meses: tetravalente (DTP Hib), contra difteria, tétano, coqueluche e hemófilos tipo B, mais pólio (VOP). Também já é o momento da terceira dose da vacina contra a hepatite B. Nessa época acontece a terceira dose da vacina penumocócica conjugada 10-valente, segundo o PNI. E ao completar doses meses, um ano de vida, a criança brasileira é vacinada contra a rubéola, o sarampo e a caxumba, com uma dose que corresponde a tríplice viral (SRC), além de receber uma dose de reforço da meningocócica C conjugada. Após uma ano e três meses o brasileiro ou a brasileira, já quase pronto para ganhar a vida com seus primeiros passos, recebem as chamadas doses de reforços da DTP (difteria, tétano e coqueluche), da poliomielite e da pneumocócica. Siga os passos e não deixe de levar seu filho ao pediatra regularmente.

×