Trust Industry Report - Indústria

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Apresentação dos resultados do Edelman Trust Barometer 2013 e do Trust Summit 2013 focado no sector da Indústria.

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Trust Industry Report - Indústria

  1. 1. 1 Trust Industry Report TRUST INDUSTRY REPORT: INDÚSTRIA Indústria
  2. 2. 2 Trust Industry Report Indústria TRUST INDUSTRY REPORT: INDÚSTRIA Trust Industry Reports Os Trust Industry Reports (TIR) são relatórios de análise do estado da confiança por setores de atividade em Portugal, bem como a nível Global e Europeu. A elaboração destes relatórios contou com o contributo de representantes das principais empresas de cada setor em Portugal e no consequente debate dos resultados de confiança anuais para o seu setor e respetiva conjuntura, obtidos através do maior estudo de Confiança realizado globalmente, o Edelman Trust BarometerTM. Em 2013 realizaram-se quatro Trust Industry Reports, agora materializados em quatro white papers, entre os quais se insere o presente relatório: TIR Tecnologias e Telecomunicações [Tecnologias; Telecomunicações e Eletrónica de Consumo]; TIR Serviços Financeiros [Banca e Serviços Financeiros]; TIR Indústria [Automóvel, Ind.Química, Ind. Metalúrgica e Energia]; TIR Bens de Consumo [Alimentação e Bebidas, Ind. de Cervejas e Bebidas Espirituosas, Bens de Consumo não duráveis].
  3. 3. 3 Trust Industry Report Indústria SUMÁRIO EXECUTIVO Uma análise aprofundada aos resultados de confiança do 2013 Edelman Trust Barometer™ nos setores da Indústria (Automóvel, Energia, Indústria Química e Indústria Metalúrgica) permitiu perceber que estes merecem, de uma forma geral, a confiança dos públicos global, europeu e português. O setor Automóvel é o segundo setor mais confiado a nível global e em Portugal, e o terceiro a nível europeu, apresentando um nível de confiança sempre superior a 60% (o que o classifica acima da neutralidade de confiança). Os restantes setores apresentam-se com valores de confiança neutros nas três dimensões. Relativamente aos países que mais confiam nestes setores, foi possível verificar que estes são essencialmente países emergentes – Indonésia, México, Índia, Malásia e China. Relativamente aos mesmos setores, verificou-se que Portugal apresenta uma confiança superior a países como o Japão, Reino Unido, Alemanha e Estados Unidos da América. Com particular relevância para o setor automóvel, que em Portugal apresenta níveis de confiança superiores ao de países conhecidos pela sua excelência em produção neste setor, como a Alemanha. A confiança na Indústria aumentou em Portugal em 2013, devido ao crescimento acentuado da confiança no setor Automóvel (13 pontos percentuais) e ao crescimento moderado da confiança no setor da Energia (6 pontos percentuais). Os setores da Indústria Química e Indústria Metalúrgica estrearam-se no estudo alcançando uma confiança de 53% e 58%, respetivamente (em Portugal). Para além disso, verificou-se ainda que, apesar do acentuado crescimento da confiança nas Empresas em Portugal (de 50% em 2012 para 57% em 2013), a confiança nesta instituição continua abaixo dos valores de confiança alcançados pelos setores Automóvel e Energia, mas acima da Indústria Química e Indústria Metalúrgica. Por fim, foi possível detetar a existência de alguma disparidade de confiança na Indústria entre diferentes regiões do país, sendo de destacar a existência de uma diferença de 28 pontos percentuais entre a região com maior confiança – Região Autónoma dos Açores (74%) – e a região menos confiante – Norte (47%).
  4. 4. 4 Trust Industry Report The Trust Summit Indústria O The Trust Summit é uma iniciativa da GCI em parceria com o The Lisbon MBA que tem como principal objetivo a apresentação e divulgação dos resultados do Edelman Trust Barometer™, bem como a discussão e análise da Confiança nas perspetivas nacional, europeia e global. Em 2013, para além da apresentação do estudo, compuseram o The Trust Summit ‘13 a realização de quatro workshops e quatro encontros setoriais – os Trust Industry Reports (TIR), centrados na temática da Confiança em cada um dos setores considerados: Financials, Technology, Industry e Consumer Goods. Os Trust Industry Reports são momentos de análise e debate baseados no Edelman Trust Barometer™, em formato roundtable, entre os principais responsáveis pela gestão da Confiança de empresas respetivas a cada um dos setores acima identificados. Nestas sessões, os dados globais, europeus e de Portugal do Edelman Trust Barometer™ são analisados em maior detalhe, pretendendo-se determinar as implicações que esses podem trazer para os diferentes setores e que estratégias poderão reforçar ou manter a confiança dos consumidores e outros stakeholders. Da metodologia explicitada resultam os quatro relatórios: TIR Financials, TIR Technology, TIR Industry e TIR Consumer Goods. No que diz respeito à análise do setor industrial, procedeu-se à elaboração do presente relatório (TIR Indústria), no qual se executa uma análise crítica da Confiança e Credibilidade no setor. Dentro dos conteúdos abordados, inclui-se a tendência global de Confiança em geral assim como os níveis de Confiança nas diferentes instituições (ONG, Governo, Empresas e Media). Incluem-se ainda as tendências do setor a nível Global, da U.E. e em Portugal, e a análise de que fatores socioeconómicos mais influenciam a Confiança nos respetivos setores da Indústria em 2013.
  5. 5. 5 Trust Industry Report Indústria
  6. 6. 6 Trust Industry Report Confiança e Reputação Indústria Por definição, o sucesso de qualquer empreendimento ou iniciativa depende em muito de fatores externos ao seu controlo, como por exemplo o surgimento de crises económicas e financeiras ou a constante mudança de tendências e necessidade de inovação em produtos e formas de atuar. Neste contexto, torna-se essencial a construção de uma relação sólida com os diferentes stakeholders no sentido de reforçar a legitimidade de atuação de uma empresa/ organização, assim como a sua credibilidade e reputação (junto de cidadãos e organizações). Nas palavras de Richard Edelman, CEO da Edelman ”em alturas de complexidade como a que vivemos, as public relations podem direcionar melhor as empresas para o futuro do que qualquer doutrina/disciplina. É o momento para criar novas narrativas que definam quem somos, quais as nossas causas e porque estamos em posição de liderar.” Ao identificar forças e fraquezas no âmbito da Confiança e Credibilidade de uma empresa, é possível descobrir, definir, exemplificar e amplificar a identidade da mesma, assim como transmitir esta mensagem aos stakeholders, inspirando a sua participação ativa na missão de negócio da empresa, numa relação mutualmente benéfica. O presente documento expõe, portanto, o contexto relativo aos respetivos setores em estudo no âmbito Indústria: Automóvel, Indústria Química, Indústria Metalúrgica e Energia. Seguese a descrição de cada um deles, segundo o Edelman Trust Barometer™ 2013: a) AUTOMÓVEL: Fabricantes de veículos motorizados de transporte de passageiros e mercadorias. b) INDÚSTRIA QUÍMICA: Empresas que operam processos de transformação de matérias-primas (como petróleo, gás natural ou metais) em materiais utilizados no fabrico de produtos de consumo como têxteis, plásticos e adesivos. c) INDÚSTRIA METALÚRGICA: Produtores de metais como aço, alumínio, ouro, metais reciclados e outros metais trabalháveis. d) ENERGIA: Produtores e distribuidores de energias renováveis e não renováveis.
  7. 7. 7 Trust Industry Report Indústria “É o momento para criar novas narrativas que definam quem somos, quais as nossas causas e porque estamos em posição de liderar.” Richard Edelman
  8. 8. 8 Trust Industry Report Edelman Trust Barometer™(2) Indústria O Edelman Trust Barometer™ é um estudo realizado em 26 países sobre Confiança, contando anualmente com a recolha de mais de 31.000 testemunhos. O 2013 Edelman Trust Barometer™ é o 13º estudo anual sobre confiança e credibilidade. Procura analisar os níveis de confiança dos públicos informados em quatro instituições: Governo, Empresas, ONG’s e Media. Todos os anos é apresentado internacionalmente no Fórum Mundial de Davos. O estudo foi conduzido pela Edelman Berland. Em Portugal, 2013 marca a 4ª edição do Edelman Trust Barometer™ Portugal. No estudo, são considerados dois grupos amostrais: i) Público Geral (PG), composto por 1.000 respondentes constituindo uma amostra representativa de cada país – 1.002 em Portugal – de idade superior a 18 anos. ii) Público Informado (PI), composto por 500 respondentes dos Estados Unidos da América e China, 200 respondentes dos restantes países e 147 de Portugal, com idades entre os 25 e 64 anos, dotados de Educação Superior e pertencentes ao quartil superior do rendimento familiar por escalão etário em cada país; que acompanhem ativamente notícias de economia/negócios e de políticas públicas. Os níveis de confiança apresentados agrupam-se em Confiança (mais de 60%), Neutralidade (entre 50% e 60%) e Desconfiança (abaixo de 50%). 1. O Edelman Trust Barometer™ 2013 pode ser consultado no site oficial da Edelman (http://www. edelman.com/insights/intellectual-property/trust-2013/) e o Edelman Trust Barometer™ Portugal pode ser consultado no site oficial da GCI (http://gci.pt/2013/07/31/trust-barometer-portugal-aapresentacao-da-edicao-de-2013/).
  9. 9. 9 Trust Industry Report Indústria TIR: INDÚSTRIA 1. CONFIANÇA NA INDÚSTRIA 1.1 PANORAMA GERAL DA CONFIANÇA: GLOBAL, EUROPA E PORTUGAL Em 2013, a confiança em geral (calculada como a média da confiança nas quatro instituições em estudo – Empresas, ONG’s, Governo e Media) a nível global tende para a neutralidade (entre os 50 e os 60 pontos) (Público Informado) e mesmo para a desconfiança (abaixo dos 50 pontos) (Publico Geral) – como demonstrado na Figura A, Edelman TB™ 2013.
  10. 10. 10 Trust Industry Report Figura A, Confiança Geral Público Informado vs. Público Geral Indústria 2013 2013 PÚBLICO INFORMADO PÚBLICO GERAL GLOBAL 57 GLOBAL 48 Singapura 76 Singapura 63 Hong Kong 67 Hong Kong 54 EUA 59 EUA 45 Alemanha 55 Alemanha 44 França 54 França 41 Suécia 54 Suécia 40 Polónia 48 48Espanha 37 Irlanda 46 Polónia 34 Portugal 45 48Irlanda 33 Espanha 42 Portugal 32 A. Confiança Geral do Público Informado e Público Geral medida entre os respondentes de 26 países(1). O Público Informado apresenta em regra níveis de confiança superiores aos do Público Geral. Portugal integra-se no grupo de países desconfiados, tanto para o Público Geral como para o Público Informado. 1. Média de 26 países exclui Portugal.
  11. 11. 11 Trust Industry Report Indústria Figura B, Confiança nos setores da Indústria Global vs. Portugal (Público Informado e Público Geral) PÚBLICO INFORMADO PÚBLICO GERAL GLOBAL 70% 67% 60% 57% 66% 61% 51% 57% Automóvel Ind. Metalúrgica Ind. Química Energia PORTUGAL 73% 58% 53% 59% 59% 57% 50% 48% Automóvel Tecnologia Ind. Química Tecnologia B. Em particular para os setores considerados – Automóvel, Indústria Química, Indústria Metalúrgica e Energia – a tendência mantém-se de acordo com os dados apresentados na FIGURA A, EDELMAN TRUST BAROMETER™ 2013, sendo que o Público Informado apresenta níveis de confiança superiores ao Público Geral – tanto a nível Global como em Portugal. Esta diferença é particularmente acentuada no caso do setor Automóvel em Portugal. Em Portugal, o cenário também não é positivo: para além de apresentar uma quebra da confiança em relação a 2012 de 4 pontos percentuais, Portugal revela níveis de confiança abaixo dos 50% (Figura C, Edelman Tb™ 2013) desde 2010. Em 2013, os níveis da confiança geral em Portugal apresentam-se superiores aos de 2010, o pode ser explicado 2. Instituto Nacional de Estatística, 2013, Inquéritos à Conjuntura de Empresas e Consumidores, p 2-3. pela ligeira subida dos níveis de “confiança dos consumidores”, resultante do contributo positivo das crescentes expectativas sobre a evolução do desemprego, da situação económica do país e da situação financeira do agregado familiar(2).
  12. 12. 12 Trust Industry Report Indústria Figura C, Evolução da Confiança em Portugal (2010-2013) 60% 49% 50% 45% 41% 40% 36% 30% Queda de 4 pontos face a 2012. Ainda assim, é superiora os valores de 2010 e 2011 20% 10% 0% 2010 2011 2012 2013 C. Evolução da Confiança Geral do Público Informado, entre 2010 e 2013, em Portugal. A tendência entre 2010 e 2012 foi para um aumento da confiança, verificando-se um crescimento total de 13 pontos percentuais. A ligeira queda entre 2012 e 2013 pode ser explicada pela crise de confiança que se faz sentir junto dos consumidores portugueses. Ainda assim, permanece superior aos níveis de 2010.
  13. 13. 13 Trust Industry Report Indústria Figura 1 A Confiança nas Instituições (Global, U.E., Portugal) GOVERNO EMPRESAS 48% 43% 15% 58% 52% 57% GLOBAL U.E. PORTUGAL GLOBAL U.E. PORTUGAL MEDIA ONGS 57% 50% 50% 63% 60% 58% GLOBAL U.E. PORTUGAL GLOBAL U.E. PORTUGAL Figura 1. Confiança do Público Informado nas quatro instituições, relativamente a Portugal, U.E., e a nível global. Os valores apresentados correspondem à percentagem de respondentes em vinte países que selecionam o TOP BOX 4 de Confiança, numa escala de 9 valores, sendo 1 “Não Confia” e 9 “Confia Bastante” No que diz respeito às quatro instituições – Media, ONGs, Empresas e Governo – a nível Global, da U.E. e Portugal, as tendências da confiança permitem concluir que as ONGs permanecem a instituição mais confiada em 2013, sendo que o ranking da Confiança as coloca como a institução mais confiada, seguida das Empresas, Media e, finalmente, Governo, como evidenciado pela Figura 1. A U.E. é tendencialmente menos confiante nas 4 instituições do que a média global. Tal poderá ser explicado pela crise financeira que atualmente se faz sentir na zona Euro por contraposição à contribuição dos níveis de confiança de países emergentes para a Confiança Global. Portugal revela uma crise acentuada de confiança no Governo, com uma diferença de 28 e 33 pontos percentuais face à média europeia e Global, respetivamente. No caso Português, os valores de confiança nas Empresas são muito próximos das ONGs com apenas 1 p.p de diferença.
  14. 14. 14 Trust Industry Report Indústria Figura 2 A Confiança nas Instituições (Global) 2007-2013 ONGs MEDIA EMPRESAS GOVERNO 80% 70% 60% 50% 44% 40% 40% 54% 51% 52% 53% 49% 48% 43% 46% 44% 57% 61% 59% 56% 53% 53% 46% 49% 45% 46% 47% 55% 46% 38% 30% 20% 2007 2007 Diferença de 12 pontos entre Empresas e Governo 2013 Diferença de 10 pontos entre Empresas e Governo 2008 2009 2010 2011 2012 2013 Figura 2. Evolução da Confiança do Público Informado nas quatro instituições, desde 2007 até 2013, a nível Global. Os valores apresentados correspondem à percentagem de respondentes em 18 países que selecionam o TOP BOX 4 de Confiança, numa escala de 9 valores, sendo 1 “Não Confia” e 9 “Confia Bastante”. Para a integração destes dados no seu contexto, há que considerar a evolução destes valores nos últimos anos (ver figura 2): desde 2007 que as ONGs são a organização mais confiada, ainda que se verifique, a nível global, uma quebra de 5 pontos percentuais entre 2011 e 2012. A depressão mais acentuada de confiança verificou-se ao nível do Governo, em 2012, recuperando ligeiramente em 2013 (aumento de 8 p.p.). As Empresas mantiveram a sua posição como segunda instituição mais confiada relativamente constante nos últimos seis anos. A Confiança nos Media manteve-se também relativamente constante, apresentando uma subida acentuada em 2013, como aliás aconteceu com todas as instituições. Os resultados relativos à confiança nas ONGs versus Empresas podem explicar-se pela necessidade de geração e preservação de riqueza que se faz sentir no contexto de crise financeira. Portugal contraria as tendências Global e Europeia, ao apresentar uma contínua descida da confiança nas ONGs desde 2011 (num total de 11 pontos percentuais) e uma subida contínua e acentuada da Confiança nas Empresas desde 2010 (num total de 23 pontos percentuais). Por outro lado, ao contrário do padrão europeu e global, a confiança no Governo aumentou largamente em Portugal em 2012, após a mudança de Governo (meados de 2011), para descer acentuadamente em 2013, como se pode verificar na Figura 3. A tendência nos Media em Portugal desde 2010 foi também para um aumento de Confiança .
  15. 15. 15 Trust Industry Report Indústria Figura 3 A Confiança nas Instituições (Portugal) 2010-2013 ONGs MEDIA EMPRESAS GOVERNO 80% 70% 69% 63% 60% 54% 50% 40% 52% 34% 30% 51% 57% 50% 39% 29% 32% 20% 47% 58% 27% 15% 10% 9% 0% 2010 2010 Diferença de 7 pontos entre Empresas e Governo 2013 Diferença de 42 pontos entre Empresas e Governo 2011 2012 2013 Figura 3. Evolução da Confiança do Público Informado nas quatro instituições, desde 2007 até 2013, em Portugal. Os valores apresentados correspondem à percentagem de respondentes em 20 países que selecionam o TOP BOX 4 de Confiança, numa escala de 9 valores, sendo 1 “Não Confia” e 9 “Confia Bastante”. Os resultados apresentados nas Figuras 2 e 3 relativamente à confiança nas Empresas em 2013 podem ser explicados pela atual crise financeira: quando os consumidores estão financeiramente confortáveis podem ter em consideração valores éticos de justiça social e distribuição de riqueza. No entanto, quando o contexto é de crise económica, o foco passa a estar na criação e/ou preservação desta riqueza. Mais: hoje em dia, as Empresas têm vindo a reforçar o seu papel social sendo neste contexto que podem vir, de certa forma, a substituir algumas funções das ONGs através da crescente aposta em projetos de responsabilidade social corporativa. Os consumidores têm mais dificuldade em ver a relação entre a causa e efeito no que diz respeito às ONGs e aos seus resultados reais; as empresas, por outro lado, têm que ter resultados, tem que fazer acontecer, o que se reflete na perceção dos cidadãos em relação a estas empresas e ao seu papel social. Apesar de considerar que o Governo desempenha um papel importante na regulação da atividade das empresas e de admitir que esta é, atualmente, insuficiente, a confiança do público português nesta instituição mantém-se baixa desde o inicio do estudo em Portugal. (Figura C e D, Edelman TB™).
  16. 16. Trust Industry Report 16 Figura D Regulação governamental das Empresas (Global, U.E., Portugal) Indústria DEMASIADA 19% 21% SUFICIENTE 22% INSUFICIENTE 47% 17% GLOBAL UE PORTUGAL 9% 5% 47% 68% D. Perceção dos cidadãos em relação ao papel do governo na regulação das Empresas, a nível Global, da U.E. e Portugal. A tendência é para considerar a regulação insuficiente, (comum aos três níveis em análise). Em Portugal, a grande maioria considera que a regulação do Governo nas Empresas é insuficiente. Neste sentido, é importante fazer a distinção entre Regulamentação e Fiscalização, porque Portugal verifica uma marcada regulação das diversas entidades, especialmente a nível financeiro, mas a fiscalização poderá ser ineficiente, podendo contribuir para a diminuição da confiança no Governo.
  17. 17. 17 Trust Industry Report Indústria 1.2 Confiança nos setores da Indústria a nível Global, U.E. e em Portugal É no contexto da confiança nas Empresas que se enquadra o setor da INDÚSTRIA . A nível Global, verifica-se um aumento da confiança nos setores relativos à Indústria entre 2012 e 2013: a confiança no setor Automóvel sobe 3 pontos percentuais e a confiança no setor Energia sobe 6 pontos. O setor Automóvel permanece o segundo setor mais confiado, com uma diferença relativamente ao setor mais confiado (Tecnologias) de 8 pontos percentuais. A subida nos níveis de confiança no setor da Energia resulta na sua subida para a posição de 7º setor mais confiado. Figura 4 Confiança nos Setores de Atividade 2012 vs. 2013 (Global) 2012 2013 Tecnologia 79% Tecnologia 77% Automóvel 66% Automóvel 69% Alimentação e bebidas 64% Alimentação e bebidas 66% Bens de consumo não duráveis 62% Bens de consumo não duráveis 65% Telecomunicações 60% Telecomunicações 62% Ind. Cerveja e Bebidas Espirituosas 59% Ind. Cerveja e Bebidas Espirituosas 62% Ind. Farmacêutica 56% Ind. Farmacêutica 59% Energia 53% Energia 58% Media 51% Media 53% Banca 47% Banca 50% Serviços Financeiros 45% Serviços Financeiros 50% Figura 4. Confiança do Público Informado nos setores da Indústria, a nível Global. Os valores apresentados correspondem à percentagem de respondentes em 20 países que selecionam o TOP BOX 4 de Confiança, numa escala de 9 valores, sendo 1 “Não Confia” e 9 “Confia Bastante”. A nível global, a confiança no setor Automóvel tem vindo a aumentar (num total de 11 pontos percentuais) desde 2009, atingindo o valor máximo em 2013 (69%). No que diz respeito ao setor da Energia, apesar de ter sofrido uma acentuada queda de confiança em 2012, verifica-se uma recuperação em 2013 para valores próximos de 2011. Os setores Indústria Metalúrgica e Indústria Química estreiam-se no estudo em 2013 com valores relativamente elevados, de 67% e 56%, respetivamente. Desde 2009, que o setor Automóvel permanece o mais confiado entre os setores referentes à Indústria, como se pode verificar na Figura 5.
  18. 18. 18 Trust Industry Report Indústria Figura 5 Evolução da confiança nos setores da Indústria (Global) 2009-2013 AUTOMÓVEL IND. QUÍMICA IND. METALÚRGICA ENERGIA 80% 69% 70% 60% 50% 40% 63% 67% 66% 67% 59% 58% 61% 60% 55% 2009 53% 2010 2011 2012 56% 2013 Figura 5. Confiança relativa do Público Informado nos setores da Indústria, a nível Global. Os valores apresentados correspondem à percentagem de respondentes em 20 países que selecionam o TOP BOX 4 de Confiança, numa escala de 9 valores, sendo 1 “Não Confia” e 9 “Confia Bastante”. A nível Global, o posicionamento dos setores da Indústria face à confiança geral nas Empresas pode ser observado na Figura 6. Os setores em estudo – à exceção da Indústria Química – apresentam um nível de confiança superior ao das Empresas. Verifica-se uma subida relativamente contínua dos níveis de Confiança desde 2009 para os setores Automóvel e Energia assim como para as Empresas (mesmo apesar de todos os setores estudados neste período apresentarem uma ligeira depressão de confiança em 2012). O setor de Energia apresenta a maior variação nas tendências, atingindo, em 2012, um nível de confiança igual à confiança nas empresas, após sofrer uma queda de 7 pontos percentuais (face a 2011). Os setores Indústria Metalúrgica e Indústria Química apenas entraram no estudo em 2013 atingindo níveis de confiança acima da neutralidade (acima dos 60%). De referir que a Indústria Química apresenta valores de confiança inferiores à Confiança nas Empresas.
  19. 19. 19 Trust Industry Report Indústria Figura 6 Evolução da confiança nos setores da Indústria vs. Confiança nas Empresas (Global) 2009-2013 AUTOMÓVEL IND. QUÍMICA IND. METALÚRGICA ENERGIA EMPRESAS 80% 67% 70% 60% 50% 66% 63% 60% 58% 61% 55% 69% 67% 54% 53% 56% 59% 58% 56% 50% 40% 2009 2010 2011 2012 2013 Figura 6. Indústria versus a confiança nas Empresas, a nível Global, entre 2009 e 2013. Os valores apresentados correspondem à percentagem de respondentes em 20 países que selecionam o TOP BOX 4 de Confiança, numa escala de 9 valores, sendo 1 “Não Confia” e 9 “Confia Bastante”. A nível europeu (U.E.), entre 2009 e 2011, os setores industriais Automóvel e Energia apresentaram uma subida acentuada nos níveis de confiança, posicionando-se acima da confiança nas Empresas. Após a queda de confiança em 2012, a confiança no setor da Energia ficou abaixo da média europeia de confiança nas Empresas , posição que mantém em 2013. Com um nível de confiança também abaixo da média da confiança nas Empresas, estreia-se no estudo o setor da Indústria Química, enquanto o setor Indústria Metalúrgica apresenta um nível de confiança de 58%, apenas um ponto percentual abaixo do setor mais confiado (Automóvel).
  20. 20. 20 Trust Industry Report Indústria Figura 7 Evolução da confiança nos setores da Indústria vs. Confiança nas Empresas (U.E.) 2009-2013 AUTOMÓVEL IND. QUÍMICA IND. METALÚRGICA ENERGIA EMPRESAS U.E. 70% 64% 58% 60% 53% 50% 40% 30% 44% 56% 53% 59% 58% 52% 53% 45% 49% 43% 2009 56% 48% 45% 42% 2010 2011 2012 2013 Figura 7. Evolução da confiança do Público Informado nos setores da Indústria versus confiança nas Empresas na U.E., entre 2009 e 2013. Os valores apresentados correspondem à percentagem de respondentes em 20 países que selecionam o TOP BOX 4 de Confiança, numa escala de 9 valores, sendo 1 “Não Confia” e 9 “Confia Bastante”. A nível europeu, o setor industrial mais confiado é o setor Automóvel, mantendo esta posição desde 2009. Na verdade, este setor tem um peso significativo e visível em território europeu, gerando cerca de 12.9 milhões de empregos na Europa, direta ou indiretamente, o que corresponde a 5,3% da população europeia(3). Num contexto de crise económica e financeira como o que se vive atualmente na Europa e em que o emprego é uma das principais variáveis em discussão, os europeus parecem reconhecer a importância da indústria Automóvel para o equilíbrio e desenvolvimento das economias europeia e nacionais. De referir que o setor da Indústria Metalúrgica estreia-se no estudo desafiando a liderança do setor 3. 2013, The Automotive Industry Pocket Guide, European Automobile Manufacturers’ Association Automóvel como setor da Indústria mais confiado, ao apresentar relativamente a este uma diferença de apenas 1 ponto percentual. Fazendo uma análise comparativa à confiança nos setores Automóvel e da Energia a nível global e europeu (a partir dos gráficos da figura 8), verifica-se que confiança global nos setores tem-se apresentado sempre superior à confiança da U.E. O gap entre confiança global e confiança europeia cresceu em ambos os casos em 2012, mantendo-se constante em 2013, resultado da subida menos acentuada nos níveis de confiança dos países europeus relativamente aos globais. Note-se que a confiança nos setores sobe em 2013 tanto a nível Global como a nível da U.E.
  21. 21. 21 Trust Industry Report Indústria Figura 8 Confiança nos setores da Indústria Global vs. U.E. (2009 - 2013) UE AUTOMÓVEL ENERGIA 80% 80% 70% 60% 67% 63% 58% 40% 66% 69% 60% 59% 56% 53% 2009 2010 70% 61% 64% 58% 50% GLOBAL 2011 2012 55% 2013 60% 53% 56% 50% 40% 60% 48% 53% 44% 42% 2009 2010 2011 2012 2013 Figura 8. Comparação entre a evolução da confiança do Público Informado nos setores Automóvel e Energia a nível Global e da U.E, entre 2009 e 2013. Os valores apresentados correspondem à percentagem de respondentes em 20 países que selecionam o TOP BOX 4 de Confiança, numa escala de 9 valores, sendo 1 “Não Confia” e 9 “Confia Bastante”. Os resultados acima apresentados são corroborados pela distribuição geográfica dos valores de confiança, como apresentado na Figura 9. Os setores industriais são mais confiados nas economias emergentes – Indonésia, México, Índia, China e Malásia, contribuindo assim para o aumento dos valores de confiança globais. Portugal apresenta elevada confiança no setor Automóvel (73%), sendo inclusive superior a países como Espanha e Alemanha, (maior referência europeia ao nível da produção automóvel). Relativamente aos setores Indústria Química, Indústria Metalúrgica e Energia, Portugal apresenta valores de confiança neutros (entre os 50% e os 60%).
  22. 22. 22 Trust Industry Report Figura 9 Países com maior confiança nos setores da Indústria (Global) Indústria AUTOMÓVEL IND. METALÚRGICA Indonésia 93% Indónesia 84% México 91% China 83% Índia 88% Malásia 82% (...) (...) Portugal 73% E.U.A 70% Japão 70% Alemanha 65% E.U.A 70% Japão 63% R.U. 65% Espanha 60% Alemanha 62% França 59% Espanha 58% Portugal 58% França 58% R.U. 57% 0% 50% 100% IND. QUÍMICA 0% 50% 100% 50% 100% ENERGIA China 78% Índia 86% Índia 78% Indonésia 84% Malásia 75% China 84% (...) (...) Japão 64% Portugal 59% E.U.A 55% E.U.A. 59% Portugal 53% França 56% Espanha 50% Japão 49% Alemanha 49% Espanha 48% R.U. 47% Alemanha 38% França 45% R.U. 38% 0% 50% 100% 0% Figura 9. Níveis de confiança os diferentes setores da Indústria apresentados pelos diferentes países. Os valores apresentados correspondem à percentagem de respondentes em 20 países que selecionam o TOP BOX 4 de Confiança, numa escala de 9 valores, sendo 1 “Não Confia” e 9 “Confia Bastante”.
  23. 23. 23 Trust Industry Report Indústria Atendendo aos resultados apresentados anteriormente verifica-se que são os países emergentes quem mais contribui para o aumento da confiança geral global. Neste caso, não só a indústria se apresenta como fator fundamental para a industrialização e geração de riqueza destes países, como o investimento e produção está a aumentar. Particularmente para o setor Automóvel, a China (país emergente) é quem atualmente detém o primeiro lugar no ranking de produção de automóveis de passageiros(4). Neste contexto, os países emergentes têm um enorme potencial de industrialização que é, à semelhança do que que aconteceu em Portugal na década de 60-70, geralmente assegurado por indústrias pertencentes ao setor secundário (5), nas quais se enquadram as indústrias analisadas no presente relatório. Esta industrialização assegura riqueza e, consequentemente, gera a credibilidade e confiança junto da população. Mais, sendo um setor que tanto investe em Research and Development (R&D), que gera emprego e ainda assenta pesadamente na geração de potencial tecnológico, adquire um nível adicional de confiança, que se prende na elevada confiança que existe atualmente nos académicos e técnicos especialistas (Edelman Trust BaromoterTM 2013). Uma análise mais detalhada do contexto em Portugal é apresentada na Figura 10, onde se verifica um acentuado crescimento da confiança no setor Automóvel em 2013 (mais 13 pontos percentuais): se em 2012 era o 5º setor mais confiado no país, em 2013 aproxima-se do padrão Global, ocupando o 3º lugar ao apresentar um valor de confiança de 73%, atrás dos setores Tecnologias e Eletrónica de Consumo. A Confiança no setor da Energia cresce 6 pontos percentuais. Indústria Química e Indústria Metalúrgica entram no estudo, ambas com confiança acima dos 50%, suplantando os setores de Bens de Consumo Não Duráveis, Media, Banca e Serviços Financeiros. 4. 2013, The Automotive Industry Pocket Guide, European Automobile Manufacturers’ Association. 5. Rocha, E., 1984, Crescimento económico em Portugal nos anos de 1960-73: alteração estrutural e ajustamento da oferta à procura de trabalho.
  24. 24. 24 Trust Industry Report Indústria Figura 10 Confiança nos Setores de Atividade 2012 vs. 2013 (Portugal) 2012 Tecnologias 81% Alimentação e bebidas 71% Ind. Cerveja e Bebidas 64% Bens de consumo não duráveis 64% Automóvel 60% Energia 53% Telecomunicações 50% 2013 Tecnologia 84% Eletrónica de Consumo 77% Automóvel 73% Alimentação e Bebidas 72% Entretenimento 67% Ind. Aeroespacial 66% Telecomunicações 64% Ind. Farmacêutica 62% Ind. Cerveja e Bebidas Espirituosas +13 60% Energia 59% Ind. Metalúrgica 58% Ind. Farmacêutica 50% Ind. Serviços de Saúde 57% Media 44% Ind. Química 53% Bens de Consumo não duráveis 53% Bancos 35% Media 51% Banca 36% Serviços Financeiros +6 32% Serviços Financeiros 29% Figura 10. Níveis de Confiança apresentados pelo Público Informado nos diferentes setores da Indústria entre 2012 e 2013 em Portugal. Os valores apresentados correspondem à percentagem de respondentes em 20 países que selecionam o TOP BOX 4 de Confiança, numa escala de 9 valores, sendo 1 “Não Confia” e 9 “Confia Bastante”. Os setores menos confiados tanto em Portugal (Figura 10) como à escala Global (Figura 4) e da U.E. (Figura E, Edelman TB™) são os Serviços Financeiros e Banca, na medida em que são, em parte, consideradas instituições com responsabilidade na atual crise económica.
  25. 25. 25 Trust Industry Report Figura E Setores mais confiados Países Desenvolvidos vs. Países Emergentes Indústria 2013: Top 3 Países desenvolvidos 2013: Top 3 Países emergentes #1 Tecnologia #2 Automóvel #3 Ind. Cervejas e Bebidas Espirituosas #1 Tecnologia #2 Automóvel #3 Bens de Consumo não duráveis / Energia E. O TOP 3 dos setores mais confiados em países desenvolvidos e emergentes, a nível Global, em 2013. A Tecnologia está intimamente associada a Inovação que, por sua vez, é fundamental à potenciação da competitividade e manutenção de uma posição líder nos mercados assim como na criação de riqueza e de emprego(6). O mesmo se pode dizer acerca dos Top Markets globais, europeus e portugueses: setores que beneficiem a vida quotidiana dos consumidores (países emergentes) e setores que ofereçam um melhor estilo de vida (países desenvolvidos). Apesar de recentemente se ter vindo a verificar em Portugal uma queda na venda de automóveis ligeiros (queda de 37,9% no início de 2013), a confiança no setor aumentou significativamente de 2012 para 2013. Uma vez que o setor automóvel está muito presente na vida quotidiana dos consumidores, a falta de acesso a este produto pode estar a torná-lo em algo aspiracinal, pelo aumento da dificuldade em alcançar este bem. Por outro lado, este facto poderá ser também explicado pelo facto de o setor Automóvel na Europa seguir uma dicotomia tipicamente alemã, com uma relação de colaboração entre sindicatos e administração 6. Eurostat, 2012, The EU in the World 2013 – A Statistical Portrait, p 127-33. o que permite o alcance de acordos benéficos a ambas as partes, mitigando desta forma a ocorrência de greves e protestos e reforçando as imagens de transparência e integridade de ambas as partes. Em 2013, a confiança no setor Energia volta a posicionar-se acima da confiança nas Empresas, ao contrário do verificado em 2012 (mantendo-se no entanto, abaixo dos valores de 2011). A Indústria Química é o único setor em 2013 a posicionar-se abaixo da confiança média nas Empresas, apresentando uma confiança de 50%, enquanto Indústria Metalúrgica apresenta um nível de Confiança igual ao das Empresas (57%).
  26. 26. 26 Trust Industry Report Indústria Figura 11 Evolução da confiança nos setores da Indústria vs. Confiança nas Empresas 2010-2013 (Portugal) AUTOMÓVEL IND. QUÍMICA IND. METALÚRGICA ENERGIA EMPRESAS PT 80% 73% 70% 63% 60% 60% 60% 50% 47% 40% 34% 47% 2010 2011 59% 57% 54% 50% 53% 30% 20% 10% 0% 2012 2013 Figura 11. Evolução na confiança nos setores da Indústria relativamente à confiança das Empresas em Portugal. Os valores apresentados correspondem à percentagem de respondentes em 20 países que selecionam o TOP BOX 4 de Confiança, numa escala de 9 valores, sendo 1 “Não Confia” e 9 “Confia Bastante”. O acentuado crescimento da confiança nas Empresas em Portugal pode ser explicado pela elevada flexibilidade das empresas portuguesas atualmente potenciada pelos media que têm apresentado uma preocupação em divulgar exemplos de sucesso no atual contexto de crise (como por exemplo acontece com o setor do calçado). Por outro lado, o setor privado é quem oferece cada vez mais emprego estável no contexto atual.
  27. 27. 27 Trust Industry Report Indústria Figura F Confiança nos setores Automóvel e da Energia 2010-2013 (Global, U.E. e Portugal) UE AUTOMÓVEL GLOBAL PORTUGAL ENERGIA 80% 80% 73% 70% 67% 63% 60% 58% 59% 60% 56% 50% 61% 60% 50% 2010 55% 58% 53% 60% 60% 56% 59% 53% 48% 44% 47% 40% 67% 69% 64% 63% 70% 66% 2011 2012 2013 40% 42% 2009 2010 2011 2012 2013 F. Evolução da Confiança do Público Informado em Portugal para os setores Automóvel e da Energia. Os valores apresentados correspondem à percentagem de respondentes em 20 países que selecionam o TOP BOX 4 de Confiança, numa escala de 9 valores, sendo 1 “Não Confia” e 9 “Confia Bastante”. Em comparação com a tendência Global e da U.E., verifica-se um crescimento mais acentuado da confiança no setor Automóvel em Portugal – como já referido, de 13 pontos percentuais(7), o que posiciona Portugal acima da confiança Global e Europeia(8). A depressão nos níveis de Confiança de 2012 foi de apenas 3 pontos percentuais para o setor Automóvel em Portugal. Já no que diz respeito ao setor da Energia, depois de sofrer acentuadas oscilações de confiança desde 2010, posiciona-se em 2013 muito próxima da confiança Global. O posicionamento de Portugal relativamente às médias global e europeia, como pode ser consultado na Figura 12 (e corroborado pela FIGURA F, EDELMAN TRUST BAROMETER™ 2013), o setor Automóvel em Portugal apresenta valores de confiança superiores aos da U.E e a nível global. No setor da Indústria Química e da Energia, Portugal apresenta valores entre a 7. Ver FIGURA 10, TIR Indústria. 8. Ver FIGURA 8 para análise da Confiança Global e Europeia TIR Indústria. média da U.E. e global, sendo que a U.E apresenta sempre os valores mais baixos de confiança. No caso da Indústria Metalúrgica, o valor de confiança em Portugal é igual à média europeia, sendo a média global a mais elevada à semelhança do padrão apresentado pelos restantes setores considerados no presente relatório.
  28. 28. 28 Trust Industry Report Indústria Figura 12 A Confiança nos setores Automóvel e da Energia 2013 (Global, U.E. e Portugal) AUTOMÓVEL IND. QUÍMICA 69% 59% 73% 57% GLOBAL U.E. PORTUGAL GLOBAL ENERGIA 45% U.E. 53% PORTUGAL IND. METALÚRGICA 60% 48% 59% 67% 58% 58% GLOBAL U.E. PORTUGAL GLOBAL U.E. PORTUGAL Figura 12. Confiança do Público Informado nos setores da Indústria em 2013, a nível Global, da U.E e em Portugal. Os valores apresentados correspondem à percentagem de respondentes em 20 países que selecionam o TOP BOX 4 de Confiança, numa escala de 9 valores, sendo 1 “Não Confia” e 9 “Confia Bastante”. 1.2 Influência dos Fatores Socioeconómicos nos Níveis de Confiança A amostra utilizada no presente estudo foi o Público Geral em Portugal: recorde-se que se trata de 1.002 respondentes com idades superiores a 18 anos, constituindo uma amostra representativa da população. O objetivo é identificar quais os fatores relevantes para o grau de confiança que a população em geral tem nos setores da Indústria. São considerados: IDADE RENDIMENTO GÉNERO AGREGADO FAMILIAR EDUCAÇÃO LOCALIZAÇÃO GEOGRAFICA PROFISSÃO
  29. 29. 29 Trust Industry Report Indústria A. IDADE A distribuição da confiança face à faixa etária parece ser mais ou menos semelhante em todos os setores considerados, encontrando-se relativamente distribuída. No entanto, parecem ser os indivíduos mais velhos quem mais confia nos setores da Indústria, sendo que os restantes grupos apresentam uma posição próxima da neutralidade ou mesmo de desconfiança. No setor Automóvel, indivíduos na faixa dos “60+ anos” e “4559 anos” apresentam os valores mais elevados (64-65%, respetivamente); o mesmo se aplica à Indústria Metalúrgica (60% e 63%, respetivamente). No caso da Indústria Química, indivíduos na faixa dos “60+ anos” apresentam os maiores níveis de confiança, enquanto indivíduos na faixa dos “45-59 anos” apresentam os menores valores, com um gap de 11 pontos percentuais. O setor da Energia apresenta um padrão semelhante à Indústria Química, sendo que indivíduos na faixa dos “45-64 anos” apresentam os maiores valores de confiança (52%) enquanto indivíduos com “65+ anos” apresentam níveis inferiores de confiança, com um gap de 7 pontos percentuais. Pode concluir-se, portanto, que indivíduos acima dos 45 anos, de uma forma geral, tendem a confiar mais nos setores da Indústria. Figura 13 Confiança nos setores Automóvel, Ind. Metalúrgica, Ind. Química e da Energia por grupo etário (Portugal) AUTOMÓVEL IND. METALÚRGICA 60 + Anos 64% 60 + Anos 63% 45-59 Anos 65% 45-59 Anos 60% 30-40 Anos 58% 30-40 Anos 59% 18-29 Anos 56% 18-29 Anos 58% 0% 50% 100% 0% 50% 100% 50% 100% ENERGIA IND. QUÍMICA 60 + Anos 60% 60 + Anos 45% 45-59 Anos 49% 45-59 Anos 52% 30-40 Anos 51% 30-40 Anos 48% 18-29 Anos 50% 0% 18-29 Anos 49% 50% 100% 0% Figura 13. Confiança do Público Geral nos setores da Indústria nas diferentes faixas etárias, em Portugal. Os valores apresentados correspondem à percentagem de respondentes que selecionam o TOP BOX 4 de Confiança, numa escala de 9 valores, sendo 1 “Não Confia” e 9 “Confia Bastante”.
  30. 30. 30 Trust Industry Report Indústria B. GÉNERO O público masculino tende a confiar mais nos quatro setores industriais em estudo do que o público feminino, sendo a diferença particularmente acentuada nos setores Automóvel e Indústria Metalúrgica, apresentando diferenças de 19 pontos percentuais e 22 pontos percentuais, respetivamente. Indústria Química e Energia apresentam gaps de 11 e 8 pontos percentuais respetivamente. Figura 14 Confiança nos setores Automóvel, Ind. Metalúrgica, Ind. Química e da Energia por grupo etário (Portugal) AUTOMÓVEL IND. METALÚRGICA 69% 50% 71% 49% Masculino Feminino Masculino Feminino IND. QUÍMICA ENERGIA 53% 45% 57% 46% Masculino Feminino Masculino Feminino Figura 14. Confiança do Público Geral nos setores da Indústria relativamente ao género feminino e masculino, em Portugal. Os valores apresentados correspondem à percentagem de respondentes que selecionam o TOP BOX 4 de Confiança, numa escala de 9 valores, sendo 1 “Não Confia” e 9 “Confia Bastante”.
  31. 31. 31 Trust Industry Report Indústria C. EDUCAÇÃO AUTOMÓVEL Figura 15 Confiança no setor Automóvel, por nível de instrução (Portugal) No que diz respeito ao setor Automóvel, são os indivíduos maior grau de escolaridade quem apresenta maiores valores de confiança. Dentro destes, são os indivíduos com Ensino Técnico quem apresenta os maiores níveis de confiança (64%), enquanto indivíduos com Ensino Secundário ou Equivalente tendem a confiar menos, com um gap de 43 pontos percentuais. Pós Graduado (mestrado, doutoramento, pos doc.) 56% Licenciado 62% Ensino Técnico 64% Ensino Secundário ou equivalente Ensino Primário ou menos 21% 39% Figura 15. Confiança do Público Geral no setor Automóvel relativamente por nível de instrução, em Portugal. Os valores apresentados correspondem à percentagem de respondentes que selecionam o TOP BOX 4 de Confiança, numa escala de 9 valores, sendo 1 “Não Confia” e 9 “Confia Bastante”. IND. METALÚRGICA Figura 16 Confiança no setor da Ind. Metalúrgica, por nível de instrução (Portugal) No caso da Indústria Metalúrgica, os níveis de confiança parecem mais ou menos uniformes para a maioria dos setores, à exceção dos indivíduos com Ensino Primário ou menos, que são quem mais confia neste setor (82%), uma diferença de 26 pontos percentuais do grupo que apresenta menor confiança (Ensino Técnico). Pós Graduado (mestrado, doutoramento, pos doc.) 61% Licenciado 62% Ensino Técnico 56% Ensino Secundário ou equivalente 58% Ensino Primário ou menos 82% Figura 16. Confiança do Público Geral no setor da Indústria Metalúrgica por nível de instrução, em Portugal. Os valores apresentados correspondem à percentagem de respondentes que selecionam o TOP BOX 4 de Confiança, numa escala de 9 valores, sendo 1 “Não Confia” e 9 “Confia Bastante”.
  32. 32. 32 Trust Industry Report IND. QUÍMICA Figura 17 Confiança no setor da Ind. Química, por nível de instrução (Portugal) Indústria Também no caso da Indústria Química são os cidadãos com menor nível de escolaridade quem mais confia no setor, embora os valores de confiança dos diferentes níveis de escolaridade se apresentem bastante próximos. O gap entre os valores de Confiança do grupo que mais confia (Ensino Primário ou menos) e que menos confia (Ensino Secundário ou equivalente) é de 16 pontos percentuais. A maioria dos setores apresentam valores de Confiança a tender para neutralidade. Pós Graduado (mestrado, doutoramento, pos doc.) 53% Licenciado 55% Ensino Técnico 51% Ensino Secundário ou equivalente 43% Ensino Primário ou menos 59% Figura 17. Confiança do Público Geral no setor da Indústria Química por nível de instrução, em Portugal. Os valores apresentados correspondem à percentagem de respondentes que selecionam o TOP BOX 4 de Confiança, numa escala de 9 valores, sendo 1 “Não Confia” e 9 “Confia Bastante”. ENERGIA Figura 18 Confiança no setor da Ind. Química, por nível de instrução (Portugal) No setor da Energia verifica-se que, de um modo geral, públicos de diferentes níveis de escolaridade apresentam valores de confiança no setor muito próximos. Excecionalmente, os cidadãos com nível médio de escolaridade (Ensino Secundário ou Equivalente) apresentam uma confiança muito baixa no setor, com um valor de 17%, sendo a diferença face ao setor mais confiado de 37 pontos percentuais. Pós Graduado (mestrado, doutoramento, pos doc.) 54% Licenciado 49% Ensino Técnico 48% Ensino Secundário ou equivalente 17% Ensino Primário ou menos 52% Figura 18. Confiança do Público Geral no setor das Indústria Química por nível de instrução, em Portugal. Os valores apresentados correspondem à percentagem de respondentes que selecionam o TOP BOX 4 de Confiança, numa escala de 9 valores, sendo 1 “Não Confia” e 9 “Confia Bastante”.
  33. 33. 33 Trust Industry Report Indústria D. ATIVIDADE PROFISSIONAL A distribuição da confiança segundo a atividade profissional não apresenta um padrão específico, excetuando o facto de serem os cidadãos reformados quem mais confia nos setores da Indústria em estudo, com níveis de confiança relativamente elevados para o setor Automóvel, Indústria Metalúrgica e Indústria Química, acima dos 70%. São os cidadãos empregados em part-time quem menos confia nos setores Indústria Metalúrgica e Química, com níveis de confiança de 42% e 36% respetivamente. Os cidadãos domésticos são quem menos confia nos setores Automóvel e Energia, apresentando níveis de confiança de 25% e 42% respetivamente. Figura 19 Confiança nos setores da Indústria por atividade Profissional (Portugal) AUTOMÓVEL IND. METALÚRGICA Reformado 73% Reformado 80% Emp. Full-time 62% Doméstico 67% Estudante 58% Estudante 61% Desempregado 52% Desempregado 55% Emp. Part-time 33% Emp. Full-time 55% Doméstico 25% Emp. Part-time 42% 0% 50% 100% IND. QUÍMICA 0% 50% 100% 50% 100% ENERGIA Reformado 73% Reformado 58% Estudante 48% Emp. Full-time 51% Emp. Full-time 48% Estudante 48% Doméstico 46% Desempregado 42% Desempregado 39% Emp. Part-time 49% Emp. Part-time 36% Doméstico 42% 0% 50% 100% 0% Figura 19. Confiança do Público Geral nos setores da Indústria por Atividade, em Portugal. Os valores apresentados correspondem à percentagem de respondentes que selecionam o TOP BOX 4 de Confiança, numa escala de 9 valores, sendo 1 “Não Confia” e 9 “Confia Bastante”. Este padrão de resultados tão particular pode ser explicado atendendo ao contexto económico verificado de 1960 a 1973, ou seja, há cerca de 40-50 anos: a época em que os indivíduos atualmente reformados se encontravam no ativo. Neste contexto, a aceleração do crescimento económico fez-se sentir em Portugal de forma marcada devido aos baixos níveis de industrialização do país – havia mais recursos para explorar – pelo que o veículo do crescimento foi essencialmente a industrialização, o que significou a alteração na estrutura do aparelho produtivo em Portugal, essencialmente a favor do setor secundário: Indústrias Transformadoras; Construção; Eletricidade, Gás, Água e Serviços de Saneamento. O contributo das Indústrias Transformadoras para o PIB variou entre 29,7% e 39,2%, muito superior ao contributo dos outros setores e, como inclusive se faz sentir na atualidade, as pessoas têm tendência a confiar mais nos setores que geram riqueza(9). Nesta altura, a percentagem de pessoas empregadas em Indústrias Transformadoras era de aproximadamente 40%(10). 9. Ver Figura 4 e Figura 10 do presente relatório. 10. Rocha, E., 1984, Crescimento económico em Portugal nos anos de 1960-73: alteração estrutural e ajustamento da oferta à procura de trabalho.
  34. 34. 34 Trust Industry Report Indústria E. RENDIMENTO O nível de rendimento familiar parece não afetar significativamente a confiança no setor Automóvel, embora se verifique uma menor confiança por parte dos indivíduos com rendimentos superiores a €80.000. No caso da Indústria Química, os cidadãos mais confiantes no setor são os com maior rendimento familiar anual, enquanto são os indivíduos com rendimento médio-baixo (€8.000-€15.999) quem apresenta menores níveis de confiança, sendo o gap de 28 pontos percentuais. O mesmo se verifica para a Indústria Metalúrgica: os cidadãos com maior rendimento familiar são quem mais confia no setor, enquanto aqueles com rendimento médiobaixo confiam menos, como uma diferença de 16 pontos percentuais. Tanto para a Indústria Química como Metalúrgica, não se verificam significativas oscilações de confiança nos restantes níveis de rendimento. No que diz respeito ao setor Energia: o nível de rendimento familiar parece não afetar a confiança no setor, apresentando-se os níveis de confiança contidos num intervalo de pontos percentuais e a tender para a neutralidade. Figura 20 Confiança nos setores da Indústria por nível de rendimento (Portugal) AUTOMÓVEL IND. QUÍMICA Mais de €80.000 46% 72% €25.000 - €79.000 64% 50% €16.000 - €24.000 63% 63% €8.000 - €15.999 52% 44% Menos de €8.000 65% 50% ENERGIA IND. METALÚRGICA Mais de €80.000 43% 73% €25.000 - €79.000 54% 59% €16.000 - €24.000 55% 60% €8.000 - €15.999 46% 57% Menos de €8.000 45% 64% Figura 20. Confiança do Público Geral nos setores da Indústria relativamente ao rendimento anual, em Portugal. Os valores apresentados correspondem à percentagem de respondentes que selecionam o TOP BOX 4 de Confiança, numa escala de 9 valores, sendo 1 “Não Confia” e 9 “Confia Bastante”.
  35. 35. 35 Trust Industry Report Indústria F. AGREGADO FAMILIAR A presença de crianças no agregado familiar parece não influenciar significativamente a confiança nos quatro setores em estudo. No entanto, verifica-se que o setor da Indústria Metalúrgica, Química e Energia apresentam valores de confiança superiores se não existem crianças no agregado familiar, enquanto o setor Automóvel verifica a tendência oposta. Figura 21 Confiança nos setores da Indústria por presença de crianças no agregado familiar (Portugal) AUTOMÓVEL IND. QUÍMICA 61% 59% 51% 52% c/ crianças s/ crianças c/ crianças s/ crianças ENERGIA IND. METALÚRGICA 48% 50% 57% 62% c/ crianças s/ crianças c/ crianças s/ crianças Figura 21. Confiança do Público Geral nos setores da Indústria por presença de crianças no agregado familiar, em Portugal. Os valores apresentados correspondem à percentagem de respondentes que selecionam o TOP BOX 4 de Confiança, numa escala de 9 valores, sendo 1 “Não Confia” e 9 “Confia Bastante”.
  36. 36. 36 Trust Industry Report Indústria G. LOCALIZAÇÃO GEOGRÁFICA Região Autónoma dos Açores e Alentejo são as regiões do país que mais confiam nos setores industriais, com níveis de confiança de 74% e 66% respetivamente (e níveis de desconfiança de 16% e 13% respetivamente). Algarve e Norte são as regiões menos confiantes nestes setores, com níveis de Confiança de 49% e 47% respetivamente(e níveis de desconfiança de 27% e 24% respetivamente). Figura 22 Confiança nos setores da Indústria por área de residência (Portugal) Região Autónoma dos Açores 74% 16% Alentejo 66% 13% Região Autónoma da Madeira 63% 23% Centro 62% 16% Lisboa 62% 19% Algarve 49% 27% Norte 47% 24% CONFIA NÃO CONFIA Figura 22. Confiança do Público Geral nos setores da Indústria relativamente ao rendimento anual, em Portugal. Os valores apresentados correspondem à percentagem de respondentes que selecionam o TOP BOX 4 de Confiança, numa escala de 9 valores, sendo 1 “Não Confia” e 9 “Confia Bastante”.
  37. 37. 37 Trust Industry Report Construir Confiança Indústria No Edelman Trust Barometer™ 2013 foram identificados dezasseis atributos que contribuem para a construção da Confiança, os quais foram agrupados em 5 clusters: Engagement, Integridade, Produtos e Serviços, Propósito Social, Operacional. Ao longo dos anos, o Edelman Trust Barometer™ tem permitido identificar a evolução destes atributos. Em 2008, os atributos mais importantes foram aqueles atualmente contidos no cluster Operacional, tendo perdido significativamente relevância em 2013 face aos restantes clusters. Este apresenta uma percentagem de confiança de 39% versus aquela tida em 2008, de 76%. Os restantes clusters apresentam os seguintes níveis de confiança: Engagement (59%), Integridade (58%), Produtos e Serviços (54%) e Propósito (47%). Em Portugal, a tendência mantémse e os atributos considerados mais importantes para a construção da confiança numa empresa estão alocados aos clusters Engagement, Integridade e Produtos e Serviços. Os três atributos mais valorizados no país para a construção de confiança são: • “Ouve as necessidades do cliente e responde” (72%) – Engagement; • “Oferece produtos e serviços de elevada qualidade” (71%) – Produtos e Serviços; • “Trata bem os colaboradores” (69%), como exemplificado na Figura 23.
  38. 38. 38 Trust Industry Report Indústria Edelman Trust Barometer revela 16 ATRIBUTOS ESPECÍFICOS que contribuem para construir confiança. Estes podem ser agrupados emCINCO CLUSTERS, aqui listados por ordem de importância. 16 ATRIBUTOS PARA CONSTRUIR A CONFIANÇA ENGAGEMENT • OUVE AS NECESSIDADES DO CLIENTE E RESPONDE • TRATA BEM OS COLABORADORES • COLOCA OS CLIENTES ACIMA DOS LUCROS • COMUNICA O ESTADO DO NEGÓCIO FREQUENTEMENTE E HONESTAMENTE INTEGRIDADE • TEM PRÁTICAS DE NEGÓCIO ETICAMENTE CORRETAS • TOMA ATITUDES RESPONSÁVEIS EM RESPOSTA A UM PROBLEMA OU CRISE • TEM PRÁTICAS DE NEGÓCIO TRANSPARENTES E ABERTAS PRODUTOS & SERVIÇOS • OFERECE PRODUTOS E SERVIÇOS DE ELEVADA QUALIDADE • É INOVADOR DE NOVOS PRODUTOS, SERVIÇOS E IDEIAS PROPÓSITO SOCIAL • TRABALHA PARA MELHORAR E PROTEGER O AMBIENTE • TEM EM CONTA AS NECESSIDADES DA SOCIEDADE NAS SUAS PRÁTICAS DE NEGÓCIO • CRIA PROGRAMAS COM IMPACTO POSITIVO NAS COMUNIDADES ONDE ATUA • SÃO PARCEIROS DE ONGS, GOVERNO E OUTROS NO SENTIDO DE RESOLVER PROBLEMAS DA SOCIEDADE OPERACIONAL • TEM UMA LIDERANÇA BEM RECONHECIDA E ADMIRADA • CONSTA NUM RANKING GLOBAL DE MELHORES EMPRESAS • ENTREGA RETORNOS FINANCEIROS CONSISTENTES AOS INVESTIDORES
  39. 39. 39 Trust Industry Report Indústria Com menor relevância para a construção da confiança em Portugal surgem claramente os atributos operacionais, revelando valores abaixo dos 50% e com uma diferença em relação aos atributos mais importantes em média de 30 pontos percentuais. Figura 23 Atributos para a construção de confiança numa empresa (Portugal) OUVE AS NECESSIDADES DO CLIENTE E RESPONDE 72% OFERECE PRODUTOS E SERVIÇOS DE ELEVADA QUALIDADE 71% TRATA BEM OS COLABORADORES 69% COLOCA CLIENTES ACIMA DOS LUCROS 65% TEM PRÁTICAS DE NEGÓCIO ETICAMENTE CORRETAS 65% TEM PRÁTICAS DE NEGÓCIO TRANSPARENTES E ABERTAS 65% MANTEM CONFIDENCIAIS AS INFORMAÇÕES PESSOAIS DOS CLIENTES 64% TOMA ATITUDES RESPONSÁVEIS EM RESPOSTA DE UM PROBLEMA OU CRISE 62% TRABALHA PARA MELHORAR E PROTEGER O AMBIENTE 62% COMUNICA O ESTADO DO NEGÓCIO FREQUENTEMENTE E HONESTAMENTE 59% CRIA PROGRAMAS COM IMPACTO POSITIVO NAS COMUNIDADES ONDE ATUA 55% É UM INOVADOR DE NOVOS PRODUTOS, SERVIÇOS E IDEIAS 54% TEM EM CONTA AS NECESSIDADES DA SOCIEDADE NAS SUAS PRÁTICAS DE NEGÓCIO 47% TEM UMA LIDERANÇA BEM RECONHECIDA E ADMIRADA 45% ENTREGA RETORNOS FINANCEIROS CONSISTENTES AOS INVESTIDORES 42% CONSTA NUM RANKING MUNDIAL DE MELHORES EMPRESAS 39% SÃO PARCEIROS DE ONGS, GOVERNOS E OUTROS NO SENTIDO DE RESOLVER PROBLEMAS DA SOCIEDADE 34% ENGAGEMENT INTEGRIDADE PRODUTOS E SERVIÇOS PROPÓSITO SOCIAL OPERACIONAL Figura 23. Valorização dos atributos da confiança em Portugal em 2013, agrupados segundo o seu cluster; sendo os clusters a que pertencem os atributos mais valorizados Engagement, Integridade e Produtos e Serviços. A importância dada aos atributos de Engagement e Integridade tem a ver com autenticidade: a perceção dos consumidores que as Empresas genuinamente fazem o que afirmam fazer é o primeiro driver de confiança. A responsabilidade social e corporativa começa neste ponto, na segurança e satisfação dos colaboradores, que posteriormente fazem a divulgação desta informação.
  40. 40. 40 Trust Industry Report Indústria Os dados referentes a estes atributos permitem compreender a dinâmica de empresas, indústrias, e instituições, o que permite tirar conclusões mais específicas sobre as expectativas dos consumidores e stakeholders e, subsequentemente, melhores recomendações estratégicas para manter e/ou gerir a reputação de uma organização e a Confiança dos seus stakeholders. A nível global, os resultados são os seguintes em 2013: Figura 24 Atributos para a construção de confiança numa empresa performance vs. expectativa (Global) OFERECE PRODUTOS E SERVIÇOS DE ELEVADA QUALIDADE 63% 41% OUVE AS NECESSIDADES DO CLIENTE E RESPONDE 62% 30% TRATA BEM OS COLABORADORES 61% 24% COLOCA CLIENTES ACIMA DOS LUCROS 59% 23% TOMA ATITUDES RESPONSÁVEIS EM RESPOSTA DE UM PROBLEMA OU CRISE 58% 25% TEM PRÁTICAS DE NEGÓCIO ETICAMENTE CORRETAS 58% 28% TEM PRÁTICAS DE NEGÓCIO TRANSPARENTES E ABERTAS 57% 24% COMUNICA O ESTADO DO NEGÓCIO FREQUENTEMENTE E HONESTAMENTE 54% 23% TRABALHA PARA MELHORAR E PROTEGER O AMBIENTE 53% 26% TEM EM CONTA AS NECESSIDADES DA SOCIEDADE NAS SUAS PRÁTICAS DE NEGÓCIO 49% 26% CRIA PROGRAMAS COM IMPACTO POSITIVO NAS COMUNIDADES ONDE ATUA 47% 23% É UM INOVADOR DE NOVOS PRODUTOS, SERVIÇOS E IDEIAS 44% 33% TEM UMA LIDERANÇA BEM RECONHECIDA E ADMIRADA 41% 26% ENTREGA RETORNOS FINANCEIROS CONSISTENTES AOS INVESTIDORES 38% 22% CONSTA NUM RANKING MUNDIAL DE MELHORES EMPRESAS 38% 28% SÃO PARCEIROS DE ONGS, GOVERNOS E OUTROS NO SENTIDO DE RESOLVER PROBLEMAS DA SOCIEDADE 37% 19% ENGAGEMENT INTEGRIDADE PRODUTOS E SERVIÇOS PROPÓSITO SOCIAL OPERACIONAL Figura 24. Gap entre a importância dos atributos de confiança e a performance das empresas em 2013, a nível Global, apresentando-se os atributos agrupados segundo o cluster a que pertencem.
  41. 41. 41 Trust Industry Report Indústria Como se pode verificar na Figura 24, o atributo com maior importância para o Público Geral a nível Global trata-se da qualidade dos Produtos e Serviços, mas a performance das instituições fica aquém das espectativas por 22 pontos percentuais. Por outro lado, recorde-se que (de uma forma geral), os atributos considerados mais importantes são os de Engagement (59%) e de Integridade (58%) e, no entanto, são aqueles que apresentam o maior gap entre a expectativa e a performance, todos os sete atributos apresentando gaps com valores acima dos 30%. Inclusive, o gap entre a performance das empresas e as expectativas dos stakeholders verificada para o atributo mais importante em Portugal - “Ouve as necessidades do Cliente e responde” - é de 32 pontos percentuais. Os dados apresentados são particularmente relevantes atendendo à dinâmica de stakeholders que se verifica atualmente, como se encontra esquematizado na Figura 24. O choque de 2008 e a atualidade na Zona Euro forçaram o restabelecimento do que se espera das instituições e dos seus líderes. Mais, o flow de informação é horizontal entre os membros da pirâmide da comunidade – colaboradores, consumidores fidelizados e ativistas sociais – e não vertical (de figuras de autoridade para consumidores), como era conceptualizado previamente. Esta democratização da influência leva à redefinição do objeto da mensagem de uma organização para “consumidores de Produtos e Serviços”, porque uma mensagem só tem significado se for recebida por quem influencia os níveis de Confiança numa organização. Figura 25 Diamante da influência, representando a dinâmica entre stakeholders de uma organização. CEO OFICIAIS DO GOVERNO QUADRO DE DIRETORES ACADÉMICOS ESPECIALISTAS TÉCNICOS ELITE MEDIA PÚBLICO GERAL COLABORADORES CONSUMIDORES FIDELIZADOS ATIVISTAS SOCIAIS
  42. 42. 42 Trust Industry Report Indústria Figura G Confiança nos Portavozes (Portugal) 2012 2013 68% Técnico Esp. numa empresa 66% Representante de ONG 57% Analista Financeiro ou Industrial 55% Académico ou Especialista 74% +3 Técnico Esp. numa empresa 67% +1 Representante de ONG Académico ou Especialista 56% -1 Empreendedor bem sucedido 51% Criador de novos produtos 37% Colaborador numa empresa 35% -5 CEO 32% -12 29% Representante do Governo 19% 18% 12% Artista/Atleta 20% -12 Blogger Representante do governo 43% Porta-voz de uma empresa Colaborador numa empresa 40% -1 Quadro de Directores de uma empresa CEO 44% 49% Analista Financeiro ou Industrial Alguém como Eu 50% Alguém como Eu 9% -1 G. Evolução da confiança do Público Informado nos porta-vozes de uma organização entre 2012 e 2013 em Portugal. Os valores apresentados correspondem à percentagem de respondentes que selecionam o TOP BOX 4 de Confiança, numa escala de 9 valores, sendo 1 “Não Confia” e 9 “Confia Bastante”. Como se pode ver, em 2013, os porta-vozes mais confiados numa organização são o Académico ou Especialista e o Técnico Especialista, como aliás é tendência a nível Global e da U.E.. Este facto está relacionado com o clima de incerteza que se faz sentir tanto a nível económico como social, pelo que as pessoas têm tendência a buscar certezas como é o caso da Ciência e Tecnologia, bem como os seus representantes, quer pela sua expertise, como postura, linguagem e proximidade com o cidadão comum. Mais uma vez, o que uma organização faz e como o faz – assim como a perceção que os stakeholders têm da sua atividade – é fundamental para a construção da confiança e credibilidade da mesma, o que por sua vez torna fundamental a construção de uma gestão coerente e transparente pelos membros da parte superior do diamante (figuras de autoridade) de forma a que consiga influenciar os membros da parte inferior (divulgadores da informação), para que a mensagem possa atingir com sucesso o Público Geral (ou seja, os consumidores).
  43. 43. 43 Trust Industry Report Indústria Figura 26 Mapeamento de Influenciadores (Global) Em quem confia MAIS para lhe fornecer informação credível e honesta sobre: CEO de uma empresa Colaborador de uma empresa Consumidor fidelizado/ ativista Académico Porta-voz empresa Programa de emprego, condições e benefícios de trabalho de uma empresa 21% 63% 16% 13% 11% Como uma empresa serve os seus clientes e coloca as necessidades dos clientes acima dos lucros 19% 30% 44% 16% 15% INTEGRIDADE A situação de uma empresa em época de crise 30% 35% 18% 22% 23% PRODUTOS Os esforços de inovação e de desenvolvimento de novos produtos de uma empresa 31% 31% 27% 25% 13% Como uma empresa utiliza os seus recursos e influências para proteger o ambiente 21% 26% 34% 27% 13% Como uma empresa apoia projetos com um ímpacto positivo na comunidade local 22% 27% 35% 20% 23% Parcerias com ONGs e esforço para responder a problemas sociais 25% 20% 25% 23% 15% Retorno financeiro da empresa e respetiva performance operacional 34% 27% 23% 23% 12% Práticas de negócio de uma empresa, sejam positivas ou negativas 23% 36% 29% 21% 15% Feitos/ações da autoria dos líderes de uma empresa 35% 34% 17% 19% 19% ENGAGEMENT PROPÓSITO OPERACIONAL Figura 26. Mapeamento de stakeholders e a sua influência na opinião dos consumidores de um dado Produto ou Serviço. A confiança dos consumidores numa organização já não depende apenas dos seus líderes, mas de outros stakeholders. De facto, parecem ser os colaboradores de uma organização quem detém a maior relevância na transmissão de informação acerca de uma organização. Daqui conclui-se que, neste âmbito, a genuinidade e transparência são muito relevantes: a manutenção de uma boa relação com os colaboradores, mesmo que estes não permaneçam na organização no futuro, é fundamental para a divulgação da competência e credibilidade de uma empresa. A nível de Engagement, Integridade e Propósito – os clusters de atributos mais relevantes para a confiança numa Empresa – as opiniões mais confiadas são as daqueles stakeholders que detêm inside information sobre a organização, mas que não são figuras de autoridade: colaboradores e consumidores fidelizados. Este facto ajuda a explicar a subida dos níveis da confiança em Tecnologia e na Indústria a partir do momento (2008) em que o investimento em recursos humanos começou a aumentar em Portugal(11). Nas autoridades, regra geral, confia-se para divulgação de informação financeira e de performance operacional. Pode, portanto, concluir-se que 2013 verifica uma marcada crise de liderança (Figura F, Edelman TB™). 11. Eurostat, 2013, Science, Technology and Innovation in Europe – 2013 Edition.
  44. 44. 44 Trust Industry Report Figura H Confiança na Instituição vs. Liderança (Empresas e Governo) (Portugal) Indústria CONFIANÇA NO GOVERNO CONFIANÇA NOS LÍDERES GOVERNAMENTAIS PARA DIZER A VERDADE Global 41% 13% -28 China 67% 32% -35 China 71% 24% -47 68% 34% -34 Índia 55% 20% -35 EUA CONFIANÇA NOS LÍDERES IMPRESARIAIS PARA DIZER A VERDADE 50% 18% -32 Índia CONFIANÇA NAS EMPRESAS Global 50% 15% -35 EUA 38% 10% -28 Alemanha 42% 42% -29 Alemanha 38% 6% -32 França 37% 13% -27 França 33% 8% -25 Portugal 57% 10% -25 Portugal 15% 19& +4 H. Diferença de confiança na instituição versus confiança na liderança em 2013, a nível Global e Portugal. Como se pode verificar, a confiança é sempre maior na instituição que no(s) seu(s) líder(es), com a exceção de Portugal no que diz respeito ao Governo. Os cidadãos portugueses parecem confiar mais nos seus líderes governamentais para passarem informação verdadeira que na instituição governamental. Com particular relevância para os setores em estudo, note-se que o Académico/Especialista tem uma presença relevante ao nível de todos os atributos como porta-vozes de informação – dados corroborados pela Figura 26. A confiança nos pares parece estar a sofrer uma depressão: “Alguém como eu” foi líder de confiança nos porta- em 2010 e 2011, mas sofreu uma queda de 16 pontos percentuais em 2012 e continuou a descer, se bem que menos acentuadamente, em 2013. A confiança nos “Colaboradores comuns numa empresa” também se encontra em queda, num total de 19 pontos percentuais desde 2011, enquanto “Representantes do Governo” revelam valores reduzidos (abaixo dos 30% nos últimos três anos) e uma descida pouco acentuada.
  45. 45. 45 Trust Industry Report Indústria Figura 27 Confiança nos porta-vozes 2010-2013 (Portugal) 80% 74% 76% 68% 70% 60% 69% 30% 61% 54% 50% 40% 74% 46% 32% 27% 20% 49% 50% 40% 35% 19% 20% 10% 0% 2010 ACADÉMICO OU ESPECIALISTA ALGUÉM COMO EU COLABORADOR COMUM NUMA EMPRESA REPRESENTANTE DO GOVERNO Figura 28 PORTUGAL 2012 59% Três a cinco vezes GLOBAL 63% Três a cinco vezes Figura 29. Número de vezes que um cidadão tem que ser exposto à mesma mensagem antes de acreditar nela. 2011 2012 2013 Figura 27. Evolução da confiança do Público Informado nos porta-vozes de uma organização, em Portugal, de 2010 a 2013. A figura do “Académico ou Especialista” é atualmente quem detêm maior relevância na divulgação de informação acerca de uma organização, os seus Serviços e Produtos, com um acentuado crescimento desde 2011 – mais ou menos desde a altura em que se verifica a crise de confiança nas figuras de autoridade como exemplificado pela pouca credibilidade nos “Representantes do Governo”. É também de relevância notar o forte ceticismo que marca os dados apresentados, como confirmado não só pelos dados do Edelman Trust Barometer™ 2013 relativamente à exposição à informação versus a credibilidade (Figura 27), mas também pelo facto de a maioria dos níveis de confiança gerais (Figura B, Edelman Trust Barometer™ 2013) e a confiança nos porta-vozes de uma organização (Figura 26) tenderem para a neutralidade ou mesmo desconfiança. Isto significa que uma mensagem menos sólida tem menos probabilidade de atingir o alvo pretendido (Figura 26). Considerando o facto de os colaboradores serem os mais confiados como porta-vozes de uma organização e os Académicos/Especialistas considerados os mais confiáveis na divulgação de informação, há que trabalhar para aproximar o Técnico do consumidor: isto requer uma mudança de discurso, no sentido de traduzir especificidades em utilidades. Mais: o colaborador deveria ter um papel mais ativo na gestão no sentido de identificar as gaps na performance específicas como as determinadas pelos consumidores e fazer a informação chegar a quem determina a estratégia operacional. Essencialmente, o que antes remetia para uma estratégia produzida por um grupo restrito de pessoas, objetivos fixos e autoridade, monólogo e controlo da informação, atualmente reflete-se no coletivo de stakeholders, objetivos fixos e co-criação, diálogo e de empowerment.
  46. 46. 46 Trust Industry Report Conclusões Indústria Em 2013 Portugal surge como um país marcado pelo ceticismo que parece dominar as interações entre organizadores e cidadãos/consumidores. O facto de o Público Informado demonstrar níveis de Confiança superiores aos do Público Geral reforça a ideia de que o acesso à Informação é fundamental para a construção da confiança e reputação de uma organização. Os níveis de Confiança gerais sobem entre 2012 e 2013 a nível Global para todas as instituições. No entanto, em Portugal verifica-se uma tendência oposta justificada sobretudo devido à grande crise de Confiança no Governo, estando ainda de acordo com os dados recolhidos pelo INE relativamente à “confiança dos consumidores”. Todas as restantes instituições em Portugal verificam um aumento nos níveis de Confiança. Por outro lado, no contexto atual de crise económica que se faz sentir na Europa, desenvolvimento económico e geração de riqueza parecem ser fundamentais. Esta conclusão é essencialmente suportada pelo facto de serem os setores das Tecnologias, Automóvel – de particular relevância para o presente relatório – e Eletrónica de Consumo os que apresentam os maiores valores de Confiança a nível global, da U.E e em Portugal. Mais: a industrialização parece estar diretamente associada ao desenvolvimento tecnológico e, consequentemente, económico. Daí se explica que países emergentes apresentem maiores níveis de Confiança tanto nos setores da Indústria como nos setores da Tecnologia e das Telecomunicações. O acesso à informação e contacto com os setores parecem ser mais importantes que o desenvolvimento económico uma vez que os setores Automóvel e da Energia continuam a revelar valores de Confiança muito superiores às Empresas à escala global. Em Portugal, os valores de Confiança atribuídos ao setor Automóvel e da Energia apresentam valores superiores tanto às médias global e europeia, assim como à Confiança nas Empresas. Verifica-se ainda um crescimento mais acentuado dos níveis de Confiança nos setores industriais nos países emergentes, justificado pela sua atividade económica atual. Dos fatores socioeconómicos relevantes para os níveis de Confiança nos setores da Indústria, a idade, a profissão, o rendimento e o grau de instrução parecem ser relevantes, enquanto género, presença de crianças no agregado familiar e localização geográfica apresentam padrões específicos. Os atributos mais importantes para os níveis de Confiança são Engagement, a qualidade de Produtos e Serviços e Integridade. São precisamente estes que apresentam um maior gap entre as expectativas dos stakeholders e a performance das organizações a nível Global.
  47. 47. 47 Trust Industry Report Agradecimentos Indústria A elaboração do presente relatório foi possível devido ao fundamental contributo dos participantes no TIR Industrial. A análise crítica dos dados do Edelman Trust Barometer™ 2013 e, em especial, dos dados de confiança nos setores da Indústria tornou possível a identificação de fatores determinantes para o sucesso empresarial no setor em estudo e a formulação de recomendações que permitirão no futuro a elaboração fundamentada de estratégias de gestão sustentáveis. Pela sua participação e pelo importante contributo que imputaram à análise dos dados e à realização do presente white paper, dirigimos os maiores agradecimentos a: Pedro Vicente, Marketing Manager, Melom; Paula Mendes, Diretora de Educação, Comunicação e Relações Institucionais, Lipor; Mario Raposo, Marketing Director, SPV; Ana Cristina Lança, Diretora de Comunicação e Sustentabilidade, EFACEC. Jorge Vicente, Diretor Geral, Amb3e; Luís Rochartre, Secretário Geral, Empordef; Ana Casaca, Head of Innovation and Sustainability, CUF; Rodrigo Jorge, Export Manager, ICEL; António Victor, Diretor Comunicação e Relações Externas, Repsol.
  48. 48. 48 Trust Industry Report Indústria

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