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CADERNO TÉCNICO
GABRIELA FERREIRA
ANAMNESIS
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humanos possuem conhecimento de encarnações
passadas e que o aprendizado consi...
PONTO
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PARTIDA
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rotina do centro urbano e vivência de um ambiente bucólico
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CASA
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CASEIRO
O local escolhido para a intervenção foi a casa do Senhor Francisco
Luiz. Um terreno aparentemente descuidado na Rua do Co...
PROCESSO
A intenção principal do grupo era retomar a memória da cidade
de Glaura junto aos habitantes que a constrói. Para isso, fo...
PROJEÇÕES PRÉ-EDITADAS
Durante a intervenção, um vídeo de cerca de dezesseis
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PROJEÇÕES AO VIVO
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RETROPROJEÇÕES NO TECIDO
No fim do caminho que conduz para os fundos do terreno
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ÁUDIOS
Dentro da casa do caseiro nosso trabalho foi restrito devido às condições do
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MATERIAIS
Durante todo o projeto um dos focos do grupo foi o
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ITENS
◊ quatro notebooks
◊ dois cabos HDMI
◊ cinco mini amplificadores com entrada USB
◊ cinco dispositivos de som
◊ dois ...
ENTREVISTAS
Já com o local da intervenção escolhido, o primeiro passo
do grupo foi iniciar as entrevistas com a população....
RESULTADO
A experiência de construir um espaço voltado para a população de Glaura,
que nos recebeu de forma tão acolhedora, foi únic...
ATELIÊ INTEGRADO DE ARQUITETURA
JULHO DE 2015
Caderno Técnico Gabriela Ferreira
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Caderno Técnico Gabriela Ferreira

  1. 1. ANAMINESISANAMNESIS
  2. 2. CADERNO TÉCNICO GABRIELA FERREIRA ANAMNESIS
  3. 3. Na filosofia, anamnesis é a ideia de que os humanos possuem conhecimento de encarnações passadas e que o aprendizado consiste no redescobrimento desse conhecimento interiorizado.
  4. 4. PONTO DE PARTIDA
  5. 5. Em nossa primeira viagem a Glaura, a experiência de fuga da rotina do centro urbano e vivência de um ambiente bucólico enriqueceu muito o processo de construção da intervenção na cidade. A sensação de estar em um vilarejo histórico que, de certa forma, foi negligenciado pela indústria do turismo, nos fez reviver a época colonial de maneira muito plena. As dinâmicas de percepção e apropriação do espaço somadas ao ambiente agradável possibilitaram o descobrimento de novas maneiras de observar e refletir, que influenciaram diretamente na maneira como preparamos e executamos o projeto. Em nosso grupo, a intervenção urbana foi resultado de uma apropriação profunda da cidade. Glaura, com todas suas especificidades, foi o ponto de partida para a construção da nossa proposta.
  6. 6. CASA DO CASEIRO
  7. 7. O local escolhido para a intervenção foi a casa do Senhor Francisco Luiz. Um terreno aparentemente descuidado na Rua do Contorno composto por duas construções: uma casa principal à frente e outra pequena aos fundos com aspecto de abandonada. Esta última, nomeamos carinhosamente como “casa do caseiro”. Aos poucos, fomos entendendo que aquele desleixo reflete uma questão da história daquela residência. Nela morou Dona Etelvina, avó de Luizinho, como gosta de ser chamado. Essa senhora criou toda sua família naquela casa, por isso, seu neto tenta mantê-la da melhor maneira possível. O sentimento de nostalgia e curiosidade, pontuados no brainstorm, são dominantes naquele ambiente. As lembranças de um passado que nós mesmos não chegamos a conhecer e a própria vontade de entender aquele cenário fez com que o grupo todo não exitasse na escolha da casa para ser feito o nosso projeto.
  8. 8. PROCESSO
  9. 9. A intenção principal do grupo era retomar a memória da cidade de Glaura junto aos habitantes que a constrói. Para isso, foram desenvolvidas ideias que pudessem ser acessíveis ao público, já que este era o grande motivador do projeto, de maneira lúdica e saudosista. A intervenção foi, basicamente, dividida em quatro partes: as projeções pré-editadas, as projeções ao vivo, a retroprojeção nos tecidos e os áudios. Esse conjunto permitiu que as pessoas pudessem, ao mesmo tempo, identificar-se no espaço e o modificar. Mas este foi, também, o grande desafio, pois havia a necessidade de comunicação e espacialização dessas quatro esferas.
  10. 10. PROJEÇÕES PRÉ-EDITADAS Durante a intervenção, um vídeo de cerca de dezesseis minutos era reproduzido em quase toda a extensão da fachada da casa dos fundos. Nessa gravação, que não apresentava sons próprios, constavam imagens da cidade e de seus moradores mescladas com entrevistas gravadas para estudo do local. Para isso, foi utilizado um computador, no qual foram feitas as edições e, também, a conexão com o projetor (cabo HDMI). Este foi resposável por permitir o grande alcance da projeção, cobrindo quase toda a frente da casa.
  11. 11. PROJEÇÕES AO VIVO Ao lado das projeções pré-editadas, ainda na fachada da casa dos fundos, foram projetadas imagens ao vivo do espaço da intervenção. Um computador com câmera frontal foi colocado em um ponto distante, aproximadamente, dois metros da área em que andavam as pessoas. Ele era conectado a um segundo projetor através de um cabo HDMI e, assim, reproduzia o que estava acontecendo no momento. A webcam foi posicionada, propositalmente, virada para o espaço do retroprojetor, onde as pessoas poderiam ao mesmo tempo modificar o espaço e serem vistas como mudança.
  12. 12. RETROPROJEÇÕES NO TECIDO No fim do caminho que conduz para os fundos do terreno e para a garagem foi colocado um emaranhado de tecidos brancos com texturas diferentes. A ideia era criar uma terceira dimensão para que as imagens refletidas pelo retroprojetor, colocado logo a frente, apresentassem uma pequena distorção, causando um efeito estético muito interessante. As retroprojeções associaram a história do local à ordem visual e lúdica, através das transparências, que retomavam pontos e objetos referenciais da cidade, e dos potinhos de acrílico, que continham diferentes texturas, como gel e missangas.
  13. 13. ÁUDIOS Dentro da casa do caseiro nosso trabalho foi restrito devido às condições do próprio local, como a dificuldade para entrar na casa e a possibilidade da construção desabar. A alternativa encontrada pelo grupo para não ignorar um espaço tão significativo da intervenção foi explorar a esfera auditiva. No primeiro cômodo da casinha foram colocadas duas caixas de som reproduzindo o mesmo áudio, porém com volumes e tempos diferentes. Criou-se, assim, uma interpretação diferente daqueles sons, contribuindo para a formação de percepções individuais distintas de quem visitava o espaço. Além dos áudios presentes dentro da casa, foram distribuídas pequenas caixinhas de som pela grama do barranco lateral. Nelas eram reproduzidos sons da natureza, como passáros voando e barulho de água corrente. Essa escolha foi feita visando a necessidade de criação de uma ambientação no local.
  14. 14. MATERIAIS
  15. 15. Durante todo o projeto um dos focos do grupo foi o planejamento. Buscar alternativas mais viáveis para produzir efeitossemelhantesfoiopontomaistrabalhosodentrodetodaa execussão. Porém, optar por esse modelo foi crucial para que a nossa intervenção acontecesse da maneira que esperávamos. O resultado disso foi uma grande simplicidade no uso dos materiais, o que não se relacionou com o trabalho apresentado. Um exemplo foram as velas utilizadas na entrada do lote. Além de apresentarem efeito simbólico, as velas criaram uma continuidade das projeções e, também, contribuiram para a quebra do aspecto sombrio do local.
  16. 16. ITENS ◊ quatro notebooks ◊ dois cabos HDMI ◊ cinco mini amplificadores com entrada USB ◊ cinco dispositivos de som ◊ dois projetores ◊ um retroprojetor ◊ tecidos brancos variados ◊ papel acetato para fazer as transparências ◊ caixinhas de acrílico para colocar as texturas escolhidas ◊ velas diversas
  17. 17. ENTREVISTAS Já com o local da intervenção escolhido, o primeiro passo do grupo foi iniciar as entrevistas com a população. Esses relatos seriam a base para o desenvolvimento de todo nosso projeto. O primeiro entrevistado foi Luizinho, o dono da casa, o qual nos forneceu muitas informações que nos levaram aos outros entrevistados. As entrevistas eram voltadas para o papel das pessoas dentro de Glaura e sobre o conhecimento delas a respeito da casa de Dona Etelvina. Foram coletadas informações muito peculiares que tentamos utilizar não somente nos áudios e na projeção, como, também, na maneira de preparamos o ambiente.
  18. 18. RESULTADO
  19. 19. A experiência de construir um espaço voltado para a população de Glaura, que nos recebeu de forma tão acolhedora, foi única e muito gratificante. A sensação de dever cumprido, ainda que existissem muitos pontos a aprimorar, contagiou o grupo quando vimos a alegria das pessoas visitando nossa intervenção. Foram semanas de trabalho duro que possibilitaram o crescimento de todos como pessoas e futuros profissionais.
  20. 20. ATELIÊ INTEGRADO DE ARQUITETURA JULHO DE 2015

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