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ISBN - 978-85-8209-004-6MATEMÁTICA NA LITERATURA: VIDA E OBRA DE MALBA TAHAN                                              ...
ISBN - 978-85-8209-004-6    O PIBID DE LETRAS - LITERATURA E CULTURA BRASILEIRA                                           ...
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ISBN - 978-85-8209-004-6                         UMA LEITURA PARTICIPATIVA                                                ...
ISBN - 978-85-8209-004-6                        2º SEMINÁRIO DE PRÁTICAS LEITORAS                                         ...
ISBN - 978-85-8209-004-6                   PROJETO A ARTE POR TODA PARTE                                                  ...
ISBN - 978-85-8209-004-6                   PROJETO A BANQUETA DO LEITOR                                             Ednéia...
ISBN - 978-85-8209-004-6                PROJETO BRINCANDO COM AS POESIAS                                                  ...
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  1. 1. ISBN - 978-85-8209-004-6Anais de Resumo Organizadora: Taiza Mara Rauen Moraes 1
  2. 2. ISBN - 978-85-8209-004-6 Anais de Resumos Organizadora Taiza Mara Rauen Moraes Realização Universidade da Região de Joinville - UNIVILLEPrograma Nacional de Incentivo à Leitura - PROLER Reitor Paulo Ivo Koehntopp Vice-Reitora Sandra Aparecida Furlan Pró-Reitora de Ensino Ilanil Coelho Pró-Reitora de Pesquisa e Pós-Graduação Therezinha Maria Novais de OliveiraPró-Reitora de Extensão e Assuntos Comunitários Berenice Rocha Zabbot Garcia Pró-Reitor de Administração Raul Landmann Joinville 2012 2
  3. 3. ISBN - 978-85-8209-004-6 Comitê PROLER Joinville Cássio Correia Eliana Aparecida Quadra Correia Eliete Terezinha Philippi Fábio Henrique Nunes Medeiros Lausivan Grangeiro Corrêa Hilda Maria Girardi Medeiros Marilene Gerent Rita de Cássia A. Barraca Gomes Taiza Mara Rauen Moraes Valéria Alves Comissão Científica Adair de Aguiar Neitzel Nielson Ribeiro Modro Taiza Mara Rauen Moras Equipe de Apoio Amanda Corrêa da Silva (PROLER) Fábio Henrique Nunes Medeiros (PROLER) Gabriela Huller (PROLER) Jussara Cascaes Longarzo (Eventos) Sônia Regina Biscaia Veiga (PROLER) Diagramação Gabriela HullerCampus Joinville - Rua Paulo Malschitzki, nº 10 Campus Universitário - Zona Industrial Joinville SC - CEP: 89219-710 Fone: (47) 3461-9000 | Fax: (47) 3473-0131 3
  4. 4. ISBN - 978-85-8209-004-6 APRESENTAÇÃO O 16º Encontro do PROLER de Joinville, 3º Seminário de Práticas Leitoras e3º Seminário de Pesquisa em linguagens, leitura e Cultura – Memória, atuação eprojeção - uma reflexão sobre os 20 anos do PROLER Nacional - tem comoproposição discutir questões que envolvem políticas de leitura em rede/ sujeitos/diversidades culturais, para ampliar espaços de compreensão do mundo quefacilitem a convivência, gerando atitudes mais conscientes e, portanto, realizadorasde ações leitoras que transformem a sociedade. O evento prevê a discussão e a fortificação da proposta de política de leiturapara a região, integrando instituições educacionais e culturais: Universidade daRegião de Joinville – UNIVILLE, SESC, UNIMED, Secretarias Municipal e Estadualde Educação, Fundação Cultural de Joinville e Bibliotecas públicas e escolares. A implementação do Plano Municipal do Livro e da Leitura – PMLL - é umameta a ser atingida para ampliar as condições efetivas que permitam às pessoasreconhecer seus direitos e deveres e promover uma articulação em âmbito nacionalem conexão com o Plano Nacional do Livro e da Leitura - PNLL. O encontro promoverá um diálogo político com a sociedade objetivandovencer os problemas de acesso à leitura, partindo do princípio de que as questõesque dificultam a democratização do livro e da leitura se solucionam de forma maisadequada quando discutidas em rede. 4
  5. 5. ISBN - 978-85-8209-004-6 3º SEMINÁRIO DE PESQUISA EM LINGUAGENS, LEITURA E CULTURA ÍNDICE“SE FOI VIAJAR, POR QUE NÃO VOLTA?” A MORTE NA LITERATURA INFANTIL JUVENIL ........................6A FORMAÇÃO ESTÉTICA E LITERÁRIA POR MEIO DO LIVRO DIDÁTICO ....................................................9A LITERATURA INFANTIL JUVENIL E A ESTÉTICA DA RECEPÇÃO............................................................ 10ARQUITETURA NEO-ENXAIMEL EM SANTA CATARINA: PATRIMÔNIO DE AMANHÃ? .......................... 12CINEDUCAÇÃO - COLORIZAÇÃO, RECORTE E DESENHO........................................................................ 13CINEMA DOCUMENTÁRIO; POTY LAZZAROTTO .................................................................................... 14CONTRIBUIÇÕES PARA A INTERPRETAÇÃO DA UTILIZAÇÃO DA ARQUEOFAUNA A PARTIR DO ESTUDOCOMPARATIVO ENTRE PERFIS DOS SAMBAQUIS CUBATÃO I E ESPINHEIROS II EM JOINVILLE – SC .... 16DIVERSIFICANDO PROPOSTAS, O PROJETO DE EXTENSÃO CINEDUCAÇÃO .......................................... 18DOCUMENTÁRIO: MEMÓRIAS FAMILIARES SOBRE A CULTURA DO CATUMBI .................................... 19DOCUMENTÁRIO: SER É A QUESTÃO! ................................................................................................... 21DOCUMENTÁRIO: TERNO DE REIS: CULTURA EM MOVIMENTO .......................................................... 23FORMAÇÃO DE LEITORES DO LITERÁRIO: UMA EXPERIÊNCIA NA ESCOLA DA PONTE ......................... 25FORMAÇÃO DE LEITORES NA ESCOLA PÚBLICA O PIBID DE LETRAS E AS ESTRATÉGIAS DE LEITURA .. 26GIRANDO O CALEIDOSCÓPIO – MEMÓRIAS COMO BUSCA IDENTITÁRIA E LEGITIMADORA DACULTURA DE CRIANÇAS ABRIGADAS ..................................................................................................... 27HISTÓRIA E MODA: REFLEXÕES SOBRE A GUERRA FRIA ATRAVÉS DA MODA. USOS E ABUSOS EM SALADE AULA................................................................................................................................................. 28JOINVILLE: IDAS E VINDAS, MITOS E MEMÓRIAS .................................................................................. 30LEITURA LITERÁRIA EM MEIO ELETRÔNICO: UMA EXPERIÊNCIA DE LEITURA EM BIBLIOTECA VIRTUAL............................................................................................................................................................... 31LITERATURA INFANTIL CONTEMPORÂNEA: ESPAÇO DE HIPERTEXTUALIDADE E FRUIÇÃO .................. 32MATEMÁTICA NA LITERATURA: VIDA E OBRA DE MALBA TAHAN ........................................................ 33O PIBID DE LETRAS - LITERATURA E CULTURA BRASILEIRA ................................................................... 34PROLER E ARTE VISUAL REGIONAL: A FORMAÇÃO ESTÉTICA NA ESCOLA ............................................ 35QUADRINHOS JOINVILENSES EM LIVRO................................................................................................ 36UMA LEITURA PARTICIPATIVA............................................................................................................... 37 5
  6. 6. ISBN - 978-85-8209-004-6 “SE FOI VIAJAR, POR QUE NÃO VOLTA?” A MORTE NA LITERATURA INFANTIL JUVENIL Ana Paula Kinas Tavares Acadêmica do curso de Letras Universidade da Região de Joinville - UNIVILLE Orientadora: Sueli de Souza CagnetiRESUMO"Não há nenhum mal na vida para aquele que bem compreendeu que a privação davida não é um mal. Saber morrer liberta-nos de toda sujeição e imposição."(MONTAIGNE) A morte sempre esteve entre os temas reincidentes da humanidade,assim aparece na literatura de diferentes épocas retratando as visões vigentes.Embora ainda hoje não tenha deixado de ser um tabu, há muito tempo, acompreensão da morte é considerada fundamental para o desenvolvimento cognitivoe para a formação da personalidade do indivíduo, ou nas palavras do filósofoSêneca: “Vive mal quem não sabe morrer bem.” Construtivamente, a LiteraturaInfantil Juvenil contemporânea traz novas visões da morte, sendo vista como naturale parte constitutiva da vida; não mais carregando aquela bagagem negativa, visívelnos contos de fada, por exemplo. Nesta perspectiva, a presente comunicação fazparte da necessidade sentida pelo Projeto de Iniciação Científica voluntário demesmo nome - realizado em 2012 na Universidade da Região de Joinville -, deincentivar a leitura e análise das obras que naturalizam a morte e permitem acrianças e jovens um bom entendimento da finitude da vida; bem como, a produçãode novos trabalhos sobre este tema ainda pouco explorado. Esta pesquisa tevecomo objetivo principal a identificação e promoção de tais livros, mais de 50 obrasforam lidas, além de materiais teóricos sobre desenvolvimento infantil nas áreas deliteratura e psicologia, para que pudessem ser categorizadas em abordagensdesmistificadoras do conceito negativo da morte. Assim, as obras mais significativasforam organizadas em quatro abordagens: aprendizagem do lidar com a morte, oviver dos que ficam; preparação para morrer; busca por explicações (do depois ou oporquê de acontecer); e acontecimento natural. Embora haja livros que mesclemduas ou mais abordagens, como critério didático nesta comunicação será analisadaapenas uma abordagem em cada obra selecionada. ""Vô, eu sei domar abelhas"",de Monika Feth e Isabel Pin (Brinque-Book, 2008), ""Vó Nana"", de Margaret Wild eRon Brooks (Brinque-Book, 2000), ""A preciosa pergunta da pata"", de Leen van denBerg e Ann Ingelbeen (Brinque-Book, 2009), e ""O herói imóvel"", de Rosa AmandaStrausz e Rui de Oliveira (Rovelle, 2011), serão aqui analisados, pois são possíveisde observar aspectos marcantes observados na pesquisa, como: o protagonismoanimal ou infantil, a construção gradual da conceituação da morte, a busca porreferenciais nos adultos ou amigos e a necessidade do compreender, sem que seexclua a dor natural do sentimento de perda. “Vô, eu sei domar abelhas” é um claroexemplar da abordagem que trabalha com o desenvolvimento da compreensão damorte, de como viver após a “perda” de um ente querido, neste caso. É a partir deum menino chamado Diego que a autora levanta a questão de que a criançabuscará seu entendimento de morte, o porquê de seu avô ter partido e para onde terido. Como viver com isso? O protagonista ouve os demais familiares e recebevariadas respostas comuns aos adultos (explicações religiosas, eufemismos emetáforas), também sua irmã adolescente, ainda que não bem compreenda, tenta 6
  7. 7. ISBN - 978-85-8209-004-6ajudá-lo, dizendo que é só o corpo do vovô que está enterrado. Mas, nada dissoparece ajudar Diego a lidar com a saudade, com a ausência e as dúvidas. Assimcomo muitas crianças, as imagens de Isabel Pin mostram o isolamento e a tristezado menino. Por fim, ele próprio desenvolverá sua compreensão, seu modo desuportar a saudade, através do que aprendeu com o avô ainda em vida. Mais quedomar abelhas, Diego aprende a conviver com o irreversível e natural acontecimentoda morte.“Vó Nana” é outra doce obra, bastante acessível às crianças menores, queatravés de personagens animais (avó e neta leitoas) discute o tema morte de formaleve e natural. Essa avó vê-se ao fim de sua vida e faz todos os preparativos paraque não deixe pendências, despede-se das coisas de que gosta e deixa seusensinamentos à neta. É possível, no entanto, que uma criança ouça algumas vezesesta história sem que se dê conta do falecimento ocorrido. Não é problema algum! Aconceituação e compreensão da morte deve ser gradual e ter aberturas pararessignificações, assim com a leitura de um livro, pode ser percebida aos poucos enão necessita de respostas e conclusões definitivas. Até porque, pelas razões jácomentadas, muitas vezes o leitor ignora determinados aspectos do lido porqueainda não está maduro para aceitá-lo.Já “A preciosa pergunta da pata” é um dospoucos livros que vem na contramão, traz o óbito infantil. É a mãe (neste caso, umapata) que sofre e questiona o que acontece depois da morte. Elementos da naturezapersonificados, animais e pessoas refletem o que serão quando morrerem. Algumasvezes uma resposta vem de encontro a anterior, como em: “- Sentarei no colo do Sol– sussurrou o floco de neve. / - Finalmente não sentirei mais tanto calor – bufou oSol.” (p. 31). Ainda assim de uma forma ou de outra, os amigos ajudam a pata aencontrar sua própria resposta.E “O herói imóvel” é entre os livros aqui analisados, omais recente exemplar da morte vista como parte constitutiva da vida. Através dedelicados trabalhos imagético e verbal, um garoto revela sua natural relação com adoença terminal do pai e com a finitude de tudo que é vivo. O contato com o pai –caso pouco comum em nossa sociedade, em que as crianças costumam serafastadas de doentes ou de idosos – não só faz com que o menino aproveite seutempo com ele, como permite que muito aprenda. São os ensinamentos como oimportante ser deixar “frutos”, sejam filhos, lembranças ou ações, que permitem aoprotagonista o bom entendimento do acontecimento da morte. A pretensão é poderdivulgar ao maior número possível de pessoas, especialmente àquelas quepromovem espaços para a leitura e escolha de livros, como professores, agentes deleitura, bibliotecários, pesquisadores e acadêmicos, a necessidade de bemcompreender a morte e o grande alicerce que a literatura contemporânea pode ser. "Palavras-Chave: Morte, Literatura Infantil, Contemporaneidade. 7
  8. 8. ISBN - 978-85-8209-004-6 A CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS NA FORMAÇÃO DE LEITORES Meurly Katiline dos Santos Carla Carvalho Adair de Aguiar Neitzel Universidade do Vale do Itajaí - UNIVALIO ContArte é um projeto de extensão vinculado ao PROLER UNIVALI e tem comoeixo sustentador a metodologia da leitura fruitiva que compreende o livro como umobjeto artístico a ser apreciado. Ele promove a formação do sensível através decontação de histórias, recitais literários e rodas de leituras. Como resultadosapresentamos: 13.709 alunos atendidos entre os anos de 2009 a 2012 e 594professores iniciados na metodologia da leitura fruitiva por meio da formaçãocontinuada.Palavras-Chave: Contação de Histórias; Leitura fruitiva; Formação de Leitores; 8
  9. 9. ISBN - 978-85-8209-004-6 A FORMAÇÃO ESTÉTICA E LITERÁRIA POR MEIO DO LIVRO DIDÁTICO Fabiana Henrique Grupo de pesquisa cultura, escola e educação, PPGE Universidade do Vale do Itajaí – UNIVALIRESUMOEste artigo apresenta análises referentes às concepções que os livros didáticosexibem do texto literário. Parte-se do princípio de que a literatura tem uma funçãoestética que precisa ser considerada para auxiliar na formação de leitores literários.Nesta etapa da pesquisa, analisamos três livros para os alunos de seis anos doensino fundamental com o objetivo de investigar como o livro didático aborda o textoliterário - sua concepção de literatura e os gêneros privilegiados. É uma pesquisadocumental, de abordagem qualitativa. Os procedimentos metodológicos foram: a)construção de roteiro de análise; b) adaptação da tabela construída por Kaufman(1995); c) leitura e análise dos textos e atividades; d) leitura das resenhas do PNLD2010. Dos três livros analisados, um faz com frequência o uso inadequado do textoliterário, sem respeitar as categorias do texto ficcional; dois deles mantém umapreocupação explícita com a formação de leitores, respeitando a função estética dotexto literário, adotando como concepção a literatura fruitiva.Palavras-Chave: literatura; livro didático; formação de leitores 9
  10. 10. ISBN - 978-85-8209-004-6 A LITERATURA INFANTIL JUVENIL E A ESTÉTICA DA RECEPÇÃO Rosane Patrícia Fernandes Mestranda do Mestrado em Patrimônio Cultural e Sociedade. Universidade da Região de Joinville – UNIVILLE Orientadora Sueli de Souza CagnetiRESUMOA literatura assim como o ato de ler se constituem numa experiência multidisciplinare enriquecedora, certa a despertar a curiosidade do saber mais, ao permitir que seestabeleçam múltiplas relações entre o sujeito e o mundo que o rodeia. Nestaperspectiva, a estética da recepção, teoria nascida no final do século XX, naAlemanha defendida pelo teórico alemão Hans Robert Jauss, é uma corrente quevaloriza o leitor no processo da leitura preocupando-se com o modo como o texto élido e assimilado pelo leitor. E de como ele é relacionado pelo receptor com oscontextos históricos, com o objetivo de reconstituírem as condições históricasresponsáveis pelas reações provocadas pela literatura. Jauss consideravaimportante levar em conta as condições históricas e o contexto social que moldam einfluenciam a atitude do receptor do texto, considerando que a tríade autor-obra-leitor desenvolve uma sinergia que contribui para a interpretação e a construção deinúmeros sentidos para o texto. É nessa intervenção do leitor com a obra que fazcom que o horizonte da obra não seja único, nem pré-determinado. Dessa forma oleitor não é entendido como alguém passivo, mas um indivíduo que a partir de seusquestionamentos poderá transformar completamente o objeto recepcionado. Assim,leitor e texto entram em uma relação simbiótica de experiências e sentidos, porquepara Jauss “obra literária não é um objeto existente em si mesma e que apresentaem todo tempo e a todo observador a mesma aparência”. Jauss em sua teoria aindasuscita a problemática acerca do leitor, em querer compreender como agem asressignificações na experiência de fruição dessa recepção, que estaria dividida emefeito e recepção. Onde o efeito seria uma ocasião condicionada pelo texto e arecepção um momento condicionado pelo leitor. Então o sentido seria efetivo naligação desses dois momentos; o apresentado pelo texto e o trazido pelo leitordeterminado por suas experiências. Vista assim, a teoria desenvolvida por Jausspode ser vastamente explorada para a compreensão de como as criançasinterpretam e reagem as diversas problemáticas que se apresentam, e que aospoucos vão influenciando no processo identitário desses sujeitos e definindo seumodo de ser e agir, pois as narrativas e as histórias remetem a criança para umaobservação do quotidiano, do universo da sua infância e do ambiente que a cerca. Aidentidade é entendida como um processo social, e em constante transformação aliteratura tem muito a contribuir no fortalecimento da identificação do sujeito que estasempre em transição com o meio em que vive, talhando assim o pertencimento econstruindo os significados. Muito se tem escrito sobre a importância da literatura naconstrução da identidade da criança, que segundo Bastos são duas as dimensõesdessa identidade explorada pela literatura: a “interiorização do eu e inserção social;dimensões essas que permitem a evolução da afetividade, do sentimento moral, dacorrelação do pensamento-imaginação, inter-relação da vontade e da inteligência,bem como as múltiplas possibilidades de integração num grupo, ou com o meio”Para autores como Dacosta “A vivência dos mais diversos sentimentos, através daliteratura, permite à criança a maturação psicológica e a compreensão do outro, os 10
  11. 11. ISBN - 978-85-8209-004-6que não têm experiência literária são muitas vezes imaturos, torna-se-lhes difícil àcompreensão do outro e é por isso que o mundo se desumaniza”. Em meados de 70e 80 do século XX, surgiram novas tendências na literatura infantil, relacionadas comas questões ambientais, as questões multiculturais e as questões políticas. Asquestões ambientais aparecem neste contexto como umas das grandespreocupações da nossa sociedade começam, então, a surgir histórias que abordama defesa dos animais no seu habitat, a poluição do planeta, o desaparecimento dosrecursos naturais, à defesa das árvores e de espaços urbanos mais harmoniosos everdes. Puxado por essa tendência nos anos 90, a temática do desenvolvimentosustentável perpetua os valores ambientais explícitos na literatura infantil juvenil.Compreendida como a preocupação pela busca de um equilíbrio abalado peloavanço tecnológico, pelo crescimento urbano desordenado . A partir do que foiexposto neste breve escrito é possível perceber que estudos a cerca da estética darecepção tem muito a contribuir com o desenvolvimento de um novo olhar, quemsabe mais atento acerca das potencialidades da Literatura Infantil juvenil, comovetora na transmissão de ideias, questionamento e valores. Não se tratando deinstrumentalizar a Literatura Infantil juvenil, mas de explorar todas as suaspotencialidades, visto que a leitura é a percepção, ao exigir que os leitores, seenvolvam com ela, evidenciando a ideia de que o ato de ler não é abstrato, mas simuma relação dialógica com seu leitor contribuindo assim para sensibilização sobretemas emergentes como identidade, pertencimento e sustentabilidade entre ascrianças.Palavras-Chave: Literatura infantil juvenil; estética da recepção; 11
  12. 12. ISBN - 978-85-8209-004-6 ARQUITETURA NEO-ENXAIMEL EM SANTA CATARINA: PATRIMÔNIO DE AMANHÃ? Maurício Biscaia Veiga Mestrando em Estética e História da Arte Universidade de São Paulo, USP/MACRESUMOA comunicação é uma síntese da discussão sobre o neo-enxaimel disseminado apartir do final da década de 1970, em algumas cidades da região nordeste de SantaCatarina, em especial, Blumenau e Joinville, cidades que promoveram políticas deincentivo para a construção de novas edificações inspiradas na antiga técnicaarquitetônica do enxaimel, a qual havia sido trazida ao Brasil pelos imigrantesalemães no século XIX. Desta forma, com o intuito de promover o turismo na região,criou-se um estilo arquitetônico, o neo-enxaimel, uma vez que estas novasconstruções não tinham como objetivo resgatar ou perpetuar a antiga técnica, mastransformar a estética urbana do centro destas cidades, de forma a se valorizar ereafirmar uma possível identidade germânica. Assim, os encaixes de madeira vistosem suas fachadas não fazem parte de sua estrutura, como era nas antigas casas,sendo apenas decorativos. Se, por um lado, esta nova arquitetura encanta turistas etranseuntes, que realmente acreditam em sua legitimidade enquanto patrimônioarquitetônico, por outro ela provoca discussões sobre sua autenticidade. Na épocade sua construção, ao mesmo tempo em que havia elogios por parte daqueles queacreditavam que isso valorizava as tradições germânicas, havia também váriascríticas, especialmente de arquitetos e historiadores, os quais consideravam queestas imitações apenas depreciavam o autêntico enxaimel, criando uma arquiteturaKitsch, um pastiche. Foram até mesmo criados nomes pejorativos, comoenxamelóide e enxaimeloso. No entanto, embora ainda hoje a arquitetura destaépoca divida opiniões, é inegável que ela adquiriu um grande valor simbólico ao serincorporada ao imaginário social, tendo algumas das edificações se tornado símbolodestas cidades, além de populares atrativos turísticos, como o Castelinho deBlumenau, ou o mercado municipal e o pórtico, em Joinville. Assim, o neo-enxaimelpode vir a ser, futuramente, considerado patrimônio cultural e protegido como tal,não por seu valor arquitetônico ou artístico, visto que é apenas cópia, mas por seuvalor simbólico como a arquitetura de uma época e também por fazer parte damemória coletiva. Isto é hoje apenas uma hipótese, devendo ocorrer, ou não,somente daqui a alguns anos ou décadas. Porém, ao se analisar historicamente osestilos arquitetônicos, vê-se que um estilo renegado em uma época passa a servalorizado posteriormente. Pode-se citar como exemplos a arquitetura góticamedieval, que foi renegada pelos renascentistas e foi posteriormente elevada aestilo nacional em vários países europeus, culminando, inclusive no surgimento doneogótico; a arquitetura eclética e historicista do século XIX e início do XX, que foiamplamente condenada pelo movimento modernista e hoje é amplamentevalorizada; além do próprio enxaimel catarinense, antes considerado uma simplestécnica de arquitetura popular e hoje tombado como patrimônio nacional.Palavras-Chave: Arquitetura neo-enxaimel, patrimônio cultural. 12
  13. 13. ISBN - 978-85-8209-004-6 CINEDUCAÇÃO - COLORIZAÇÃO, RECORTE E DESENHO Pedro Augusto Villas Bôas Acadêmico do curso de Design de Animação Digital Universidade da Região de Joinville – UNIVILLE Orientador: Nielson Ribeiro ModroRESUMOO projeto de extensão Cineducação tem como objetivo sugerir filmes que possamser utilizados didaticamente. Um dos desdobramentos do projeto é a publicação delivros dentre os quais se destaca o Cineducação em Quadrinhos (2006) com a teoriado projeto apresentada na forma de história em quadrinhos. Em 2011 foi iniciado oprojeto de adaptar o livro para vídeo, transformando-o em um curta animado em 2D.Para isto toda a linguagem do livro precisou ser “retrabalhada”, partindo das imagensoriginais para através de recortes, remontagens e colorização ter material apropriadopara o processo de animação gráfica. As páginas foram recortadas e coloridasdigitalmente no Adobe Photoshop, editor de imagens, e posteriormente adaptadasparar passar no formato de tela mais recente “widescreen”, com a possibilidade deser exibida até em telas de cinema, sem perdas na qualidade. A paleta de cores foidefinida no início do projeto. Atualmente o vídeo se encontra na fase de execução,sendo animado por partes e transpondo a linguagem dos quadrinhos (livro/estática)para a linguagem audiovisual (filme/movimento).Palavras-Chave: cineducação, quadrinhos, filme 13
  14. 14. ISBN - 978-85-8209-004-6 CINEMA DOCUMENTÁRIO; POTY LAZZAROTTO Karla Adriana Nascimento Mestranda do Mestrado em Patrimônio Cultural e Sociedade. Universidade da Região de Joinville – UNIVILLERESUMOPresente na história do cinema desde seu início o gênero documentário é usado pormuitos realizadores como ferramenta de leitura do mundo. Eles se apropriam deestruturas narrativas e de recursos midiáticos para disseminar informações e mostrarao público a sua visão sobre determinado assunto. O projeto de documentáriocinematográfico tem o objetivo de publicizar a obra do artista plástico PotyLazzaroto, circulante na cidade de Curitiba. O artista retratou o cotidiano doscuritibanos, e se constitui como referência identitária. Nos murais espalhados pelacidade estão retratados os colonos de Santa Felicidade em carroças, a paisagemnatural repleta de pinheiros e referências aos povos indígenas e a arquitetura dosimigrantes. O início do projeto intitulado “Pelos Traços de Poty” se deu em forma depesquisa bibliográfica e documental, tal pesquisa culminou no desenvolvimento doargumento para o documentário. No ano de 2009 o projeto foi inscrito no edital doPrograma de Apoio e Incentivo à Cultura – PAIC da Fundação Cultural de Curitiba –FCC, depois de alguns meses saiu o resultado e ele foi contemplado na modalidadedo Mecenato Subsidiado, iniciava-se ali outra etapa, a de captação de recursos.Após um processo seletivo, a Superintendência de Varejo Estadual do Paraná doBanco do Brasil incentivou o projeto, iniciava-se naquele momento a pré-produçãodo documentário “Pelos Traços de Poty”. Nessa etapa, as pesquisas foramaprofundadas e foram feitos os contatos com os entrevistados. Durante a produção,aconteceram as entrevistas e as filmagens pela cidade de Curitiba. Na pós-produção, além da edição de imagens e do som, foram providenciadas aslegendagens, a autoração do DVD e as cópias desse. O resultado compreende emum documentário curta-metragem de 15 minutos, expositivo, biográfico, sobre a vidae a obra do artista plástico Poty Lazzarotto, finalizado em abril de 2012. Seu temaabrange a vida e a obra de Napoleon Potyguara Lazzarotto, o artista plásticocuritibano. O documentário foi filmado inteiramente na cidade de Curitiba emtecnologia digital, sendo a fotografia e a montagem assinadas pelo premiado diretorBeto Carminatti, já a trilha sonora original foi composta por Rodrigo Janiszewiski eFabiano O Tiziu. O documentário coloca em circulação inúmeros trabalhos, entrecapas de livros, vitrais e principalmente painéis em azulejo e em concreto. Trabalhosque permitiram a ele imprimir sua marca na cidade de Curitiba. No documentárioestão inseridas entrevistas de João Lazzarotto (irmão do Poty), Maria Ester(pesquisadora), Regina Casillo (historiadora de arte), Adoaldo Lenzi (artista plástico),Domicio Pedroso (artista plástico), Carlos Dala Estella (artista plástico) e de DanielaPedroso (arte-educadora). O artista nascido em Curitiba em 1924, desde criança semostrava apaixonado por desenhos e gravuras. Em 1946, partiu para estudar no Riode Janeiro onde trabalhou com nomes consagrados do modernismo, como Portinarie Di Cavalcanti. Depois foi estudar em Paris. Na volta ao Brasil, fixou-se em SãoPaulo, onde realizou uma série de painéis e murais. Ao voltar para Curitiba, dedicou-se a cobrir a cidade com suas obras. O último trabalho foi um painel em mosaico,para o Teatro Calil Haddad, de Maringá, concluído em 1997, mas somenteinaugurado em 2000, dois anos depois de sua morte. O curta foi selecionado pelo 14
  15. 15. ISBN - 978-85-8209-004-6Centro Técnico Audiovisual – CTAV para realizar os serviços de transfer para 35mme mixagem de som, o áudio está disponível em stereo e em cinco canais, licenciadopela Dolby. O Instituto Cultural Brasil Argentina - ICBA apoiou o projeto realizando astraduções dos diálogos para as línguas inglesa e espanhola. Seu desempenho emfestivais de cinema até o momento inclui o prêmio de “Melhor Direção de Fotografia”no Festival de Cinema Curta Amazônia em Junho de 2012 e Seleção oficial paraconcorrer ao prêmio de “Melhor Documentário” no Festival Iberoamericano deSergipe (ainda não divulgado o resultado).Palavras-Chave: documentário; arte de Poty Larazzaroto; referências identitáriascuritibanas 15
  16. 16. ISBN - 978-85-8209-004-6 CONTRIBUIÇÕES PARA A INTERPRETAÇÃO DA UTILIZAÇÃO DA ARQUEOFAUNA A PARTIR DO ESTUDO COMPARATIVO ENTRE PERFIS DOS SAMBAQUIS CUBATÃO I E ESPINHEIROS II EM JOINVILLE – SC Liliane Jacinto Zerger, Pós-graduada em Gestão e Educação Ambiental Associação Catarinense de Ensino - ACERESUMOO litoral brasileiro teve sua ocupação humana muito anterior à chegada dosprimeiros europeus. Estima-se que os primeiros registros da ocupação humana nolitoral catarinense tenham ocorrido a 6000 anos antes do presente (AP). SegundoBigarella (1949), no litoral catarinense foram registrados sítios arqueológicosdistribuídos ao longo da costa em locais de alta produtividade primária, comomanguezais, rios e lagoas. Os primeiros grupos humanos conhecidos ocupantes dolitoral catarinense foram pescadores, coletores e caçadores e marcaram suapresença por construir montes de conchas conhecidos como sambaquis. Estesgrupos ocuparam a linha da costa, por pelo menos 4000 anos. Os sambaquis sãocolinas artificiais de dimensão e datação variadas, sendo mais de 80% da suacomposição representados por conchas de moluscos bivalves, além deenterramentos, artefatos, ossos, dentes, restos de peixes, aves, répteis, vegetaisentre outros. Posteriormente, houve a ocupação do litoral por grupos detentores deconhecimento para a fabricação e manuseio da cerâmica. A cerâmica aparece nasatividades diárias como estratégia de armazenamento e cozimento dos alimentos,fato não observado entre os pescadores-coletores Este grupo cultural subsistiupreferencialmente de recursos marinhos, principalmente peixes . Provavelmenteeram horticultores. Um dos primeiros aspectos da pesquisa arqueológica emsambaquis é o estudo de suas camadas que nos remete obrigatoriamente à análisede sua composição faunística. Porém, além dos índices tradicionais emzooarqueologia. NISP e NMP (Número de Peças Identificadas e Número Mínimo deIndivíduos), o estudo das camadas requer também índices que forneçam dadossobre a fragmentação dos vestígios e dados tafonômicos, os quais conduzem ainformação sobre aspectos da formação do sítio. O propósito primário dazooarqueologia é aprender sobre a interação dos homens e dos animais e aconseqüência deste relacionamento para ambos. Uma das principais formas deutilização dos animais é para a alimentação. O uso de nutricional de plantas eanimais forma a base da estratégia de subsistência. A zooarqueologia apesar deconhecida por arqueólogos brasileiros desde seus primórdios como disciplina, aindaé vista essencialmente como um meio de identificar e contabilizar as espéciesanimais encontradas em determinados sítios. As análises dos restos faunísticos dosul do Brasil visaram, até o momento, descrever os hábitos alimentares daspopulações de pescadores-coletores e ceramistas. No Município de Joinville existem42 sambaquis cadastrados, embora extra-oficialmente estima-se que estes númerosultrapassem os dados. Estes sítios são encontrados em zona rural, urbanas ecosteiras, estando sob a responsabilidade do MASJ, fundado em 1969 para abrigara coleção do pesquisador autônomo Guilherme Tiburtius. Um dos sítiosarqueológicos objeto desta pesquisa é o sambaqui Cubatão I situado na área rural 16
  17. 17. ISBN - 978-85-8209-004-6do município de Joinville – SC, na Fazenda Trevo, às margens do Rio Cubatão. OSambaqui Cubatão I faz parte de um conjunto de 7 sítios da embocadura do RioCubatão. Este rio desemboca no sul do Canal do Palmital, no fundo e a norte daBaía da Babitonga, situada no litoral norte de Santa Catarina. Por estar localizado àsmargens do rio Cubatão este sítio arqueológico manteve-se constantemente úmidofavorecendo a preservação de material de origem vegetal. No entanto, este mesmorio que evidenciou e preservou o material arqueológico é também responsável porsua degradação devido às ações abrasivas da maré que desmoronampermanentemente porções do sítio em forma de blocos formando perfil com cerca de8 m de altura máxima por 110 m de comprimento. Por estas razões, o SambaquiCubatão I necessita de intervenção urgente para sua salvaguarda justificando anecessidade de garantir informações mínimas sobre os sítios e materiaisarqueológicos raríssimos em acelerado processo de desaparecimento, contribuindopara o registro da estratigrafia e materiais da porção do sítio que está erodindo. Opresente trabalho visa à ampliação da compreensão dos povos que construíram ossambaqui da região de Joinville ou baia da Babitonga por meio de comparação dosresultados obtidos em projetos de pesquisas arqueológicas realizadas nossambaquis Cubatão I e Espinheiros II – dois sítios de mesma tipologia e comdatação e ocupação aproximada - cujo foco foi o estudo de perfis estratigráficos eem particular os restos faunísticos. A pesquisa no sambaqui Cubatão I foi realizadapelo Museu Arqueológico de Sambaqui de Joinville, do qual a autora fazia parte e apesquisa realizada no Sambaqui Espinheiros II foi desenvolvida pelo Museu deArqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo. Em pesquisa realizada nosambaqui Espinheiros II as análises zooarqueológicas dos sedimentos de duasáreas diferentes (uma sondagem e um perfil), permitiram identificar duas fasesdistintas em sua formação. Na primeira fase, o sítio é constituído quaseexclusivamente por conchas de berbigão, na segunda fase de sua formação eocupação, a coleta de berbigões é acompanhada além de mariscos e ostras, poruma atividade pesqueira intensa . Os materiais obtidos nas amostras coletadas noSambaqui Cubatão I foram pesados de modo a obter o P0 peso inicial, depois forampeneiradas com água em peneira de 2 mm para separar o material passível deanálise obtendo-se o (P1). O processo de triagem foi feito com auxílio de pinça elupa binocular obtendo-se os seguintes constituintes: conchas (bivalve egastrópode), ossos, restos vegetais e rochas. As coletas foram realizadas com tubosde PVC de diferentes diâmetros, para atingir camadas de espessuras variadas,todos com 1 litro de volume. No sambaqui Espinheiros II, as coletas não foramrealizadas segundo peso ou volume o que seria mais indicado, mas de acordo com arepresentatividade de cada camada. A partir dos resultados obtidos, realizamos umacomparação com as conclusões geradas pelo estudo do Sambaqui Espinheiros II. Éimportante considerar que as análises apresentadas anteriormente são resultadospontuais de uma pequena amostragem de um grande universo. Assim, seria ingênuaqualquer tentativa de extrapolar estes resultados para o sítio como um todo. Porém,estes dados quando associados a outros que serão produzidos em pesquisas já emandamento e outros que porventura vierem, contribuirão para compreender oprocesso de formação e subsistência de populações pretéritas que viveram nesteambiente.Palavras-Chave: sambaqui, perfil estratigráfico, zooarqueologia. 17
  18. 18. ISBN - 978-85-8209-004-6 DIVERSIFICANDO PROPOSTAS, O PROJETO DE EXTENSÃO CINEDUCAÇÃO Nielson Ribeiro Modro Professor do curso de Letras Universidade da Região de Joinville - UNIVILLERESUMOSite de Apoio Didático, para Professores, para Utilização de Filmes em Sala deAula”, é vinculado ao departamento de Letras e objetiva sugerir filmes que possamser usados didaticamente. O projeto já participou de cerca de uma centena deeventos acadêmicos e muitas publicações, entre elas a parceria que durou quasetrês anos com o jornal paulista A Turma do Pulguinha, com periodicidade mensal.Também foram publicados cinco livros através do projeto: Cineducação: Usando oCinema na Sala de Aula (2005); Cineducação 2: Usando o Cinema na Sala de Aula(2006); Cineducação em Quadrinhos (2006); Nas Entrelinhas do Cinema (2008); e,O Mundo Jurídico No Cinema (2009). Durante o ano de 2011 o livro Cineducaçãoem Quadrinhos começou a ser transformado em uma animação; também foi iniciadaa produção do programa semanal Cinema no Ar, junto com a rádio educativa UdescFM, e ainda o site do projeto foi totalmente reformulado e hospedado em um novoservidor. Em 2012 estreou o programa Papo e Cinema na TV Babitonga e estásendo finalizado um novo livro voltado para crianças. O site do Cineducaçãoencontra-se em: http://www.modro.com.br/cinema.Palavras-Chave: Cineducação, cinema, educação 18
  19. 19. ISBN - 978-85-8209-004-6 DOCUMENTÁRIO: MEMÓRIAS FAMILIARES SOBRE A CULTURA DO CATUMBI Alan Roger Sousa Bruna Regina Borba da Silva Elder Diego Catarino Eloísa Cataneo Priscila Fernanda Ferreira Acadêmicos do curso de Letras Universidade da Região de Joinville – UNIVILLE Orientadora: Taiza Mara Rauen MoraesRESUMOO Catumbi é um movimento cultural e religioso entre negros escravos e libertos quevinham de várias regiões do país. Segundo Sestrem (2009), o grupo Catumbi é oresultado de uma homenagem a Nossa Senhora do Rosário feita por dois negrosescravos que pediram que os escondesse, então com um clarão ofuscou os cães eassim o capitão do mato não os encontrou. Como gratidão, os negros cantavam edançavam por onde passavam. No Brasil existem três folguedos: O Cacumbi,Quicumbi e Ticumbi que são folguedos afro-brasileiros os quais tem como centro osReis de Congo e o louvor a São Benedito e Nossa Senhora do Rosário. De acordocom o Sesc Santa Catarina (2009),o Catumbi Itapocu é semelhante ao Cacumbitradicional, a diferença é que no catumbi são valorizados mais os aspectosreligiosos, as características negras juntamente com as características religiosas daregião, valorizando a liberdade de opinião em defesa de seus princípios numasociedade dominada pela etnia branca. Portanto “a luta de espadas tem um valorsimbólico, na luta das tradições, não apenas um objeto de coroação ou ascensão degrupos rivais entre si dentro de mesma uma comunidade”. (Sestrem, 2009). Alocalidade de Itapocu, próxima ao município de Araquari, era conhecida como PortoSertão, um abrigo de escravos e libertos que mantinham o Catumbi como cultura eem 1854, criaram no povoado a Irmandade de Nossa Senhora do Rosário e assimsurgindo a festa. Hoje, existem duas igrejas nessa comunidade: A Igreja do SagradoCoração de Jesus, que é dos brancos e a Igreja Nossa Senhora do Rosário dosnegros. O Catumbi Itapocu acontece em Araquari, nos dias próximos ao Natal, apartir do dia 16 de dezembro .São realizadas novenas em uma igreja, há cantos,danças de versos centenários. Com o bater de espadas de madeira e arrastar decalçados no assoalho. Todo esse ritual acontece há 150 anos na região. O projetode documentário cultural têm como objetivos resgatar as memórias do Catumbi. Asprincipais características e os momentos que marcaram a história e os costumesdesse movimento cultural e religioso. Será buscado as origens como depoimentos ehistórias contadas por pessoas que participaram, viveram e vivem o Catumbi. Ospontos curiosos sobre o que passaram os integrantes desse grupo e os conflitos quepassaram os negros dos brancos. A Igreja Nossa Senhora das Graças a qual éconhecida como igreja do Catumbi, situada em São João do Itaperiú, é conhecidapor receber devotos ao catumbi, esta igreja será alvo da pesquisa, pois irá mostraruma parte dos objetivos que o grupo pretende alcançar: a religião. É por meio dacultura que o homem se adapta ao mundo ao seu redor e a realidade. Cadapovo/cultura transmite às outras o que aprendeu, gerando assim uma grandediversidade, como é o caso do Brasil, um país onde há várias culturas gerando a rica 19
  20. 20. ISBN - 978-85-8209-004-6cultura brasileira. Cabral (2006) coloca que todos os seres humanos possuemcultura, mas não é inata e sim adquirida no contato, na convivência com o outro,com grupos. Sabendo de tal relevância que tem a cultura queremos divulgar essatradição que faz parte da cultura do estado de Santa Catarina e muitas pessoas nãoa conhecem, pois de acordo com os próprios participantes do movimento ainda faltainformação sobre o Catumbi, por isso a cultura não é tão divulgada dentro doestado, pois há várias pessoas de outros estados que vem prestigiar a celebração.Ao nos depararmos com os primeiros dados, percebemos que é um movimentomuito rico, com rituais, cada momento da apresentação tem um objetivo, umsignificado para estar acontecendo, como a coroação dos reis e a escolha dasautoridades. Outro aspecto bem interessante é a forma como é dançada, realizada aapresentação do grupo Catumbi: bater de espadas de madeira, arrastar de calçadore tambor feito artesanalmente do coro do cachorro do mato. Segundo participantes,a tradição é passada de pai para filho, o espírito de grupo e a oralidade pela qualvão se perpetuando as letras e os nomes dos mestres puxadores. Há uma riquezade detalhes, levadas a sério, pois o foco é a religião, a fé. As pessoas entrevistadastem parentesco com outras que fazem parte do movimento, por isso foram relatadasmuitas memórias, lembranças do que sabem a respeito do Catumbi, que poderãoser melhor entendidas, analisadas na exibição do documentário. As históriasregistradas desvelam costumes, crenças, que fazem parte do nosso dia a dia emuitas vezes ignoramos como manifestação cultural que expõem nossas raízes.Palavra-chave: religião; cultura catumbi; Itapocu 20
  21. 21. ISBN - 978-85-8209-004-6 DOCUMENTÁRIO: SER É A QUESTÃO! João Marcos da Silva Luana Francine Mayer Sônia Regina Biscaia Veiga Talita Fernanda Silva Bolduan Acadêmicos do curso de Letras Universidade da Região de Joinville – UNIVILLE Orientadora: Taiza Mara Rauen MoraesRESUMOA comunicação trata de um documentário sobre uma peça de Shakespeareencenada, dirigida e representada para uma comunidade é, replicar o contato comum dos dramaturgos mais famosos e provar que alguns escritores, mesmo deépocas tão distantes, continuam contemporâneos em seus temas, conquistandoleitores e criticando alguns problemas sociais que persistiram através dos anos. Oprojeto “Ser ou não ser: Shakespeare na Comunidade”, aprovado pela Lei doMecenato do SIMDEC/2011 da Fundação Cultural de Joinville é coordenado pelosatores e diretores Hélio Muniz e Norberto Xavier Deschamps, com realização doGrupo de Teatro Os Navegantes da Utopia. O objetivo do projeto é montar a peçateatral "Muito barulho por nada" do dramaturgo inglês William Shakespeare, queserá apresentada no bairro do Profipo e em locais culturais da cidade. Os ensaiosocorrem todos os sábados das 9h às 12h na E. E. B. Alícia Bittencourt Ferreira. Aproposta do projeto é muito significativa para a descentralização da cultura, visto quemuitas vezes o que ocorre é a cultura da cidade ficar restrita à área central. Alémdessa atividade no Profipo, há outros espaços culturais não centrais, como a CasaCultural Iririú do Grupo Canto do Povo, o Amorabi no bairro Itinga, o AváRamin noAmérica, a Sala Antonin Artaud no Bom Retiro, entre outros. Visando perceber qualé a real influência que o grupo exerce sobre o bairro, se faz necessário entenderqual a história do grupo, do projeto proposto o “Ser ou não ser, Shakespeare naComunidade” e do próprio bairro. Desta maneira o filme/documentário, tem porobjetivo mostrar as relações que o projeto “Ser ou não ser: Shakespeare nacomunidade” estabelece com o meio em que está inserido. Através do vídeo,espera-se poder estender o alcance do projeto e dar-lhe maior visibilidade. Apesquisa foi realizada com base no material que o grupo teatral disponibilizou acerca de teatro (na comunidade) e teatro shakesperiano, assim como em outrasmídias que possibilitaram a fundamentação e complementação de informações,além da busca de informações sobre o bairro em si. O resultado das pesquisasgerou um documentário contendo entrevistas com integrantes do grupo de teatro,bem como imagens de ensaios e do bairro. Os resultados parciais mostram queembora a proposta do grupo seja envolver a comunidade, ela ainda não atingeefetivamente o bairro Profipo. Grande parte dos moradores da região não temconhecimento sobre o projeto ali realizado, mesmo que os ensaios aconteçam numaescola local semanalmente. Os atores da peça, em sua maioria não são moradoresdo bairro e estão ali justamente por não ter havido adesão da comunidade. Nota-se,no entanto, que os moradores aprovam a ideia proposta de um grupo de teatrocomunitário e acreditam que ela possa possibilitar a melhoria da qualidade de vidados que ali residem. Espera-se que com a finalização dos ensaios e o início dasapresentações, a comunidade engaje-se culturalmente e dê um maior espaço para 21
  22. 22. ISBN - 978-85-8209-004-6propostas como esta, que incentivam a participação de crianças e jovens ematividades culturais e trazem para a realidade dos cidadãos experiências estéticas.Palavra-chave: Shakespeare; Teatro Comunitário; Bairro Profipo Joinville 22
  23. 23. ISBN - 978-85-8209-004-6 DOCUMENTÁRIO: TERNO DE REIS: CULTURA EM MOVIMENTO Camila Macedo Dhuan Luis Xavier Jéssica Kleinschmidt Rafael de Souza Soares Rafael Gomes Vanessa Melo Acadêmicos do curso de Letras Universidade da Região de Joinville - UNIVILLE Orientadora: Taiza Mara Rauen MoraesRESUMOCultura (do latim Colere – cultivar), nesta simples palavra cabe inúmeros conceitosinacabados de diferentes acepções, dentre esses conceitos destaca-se o Taylorcitado por Laraia ( segundo a qual cultura é “aquele todo complexo que inclui oconhecimento, as crenças, a arte, a moral, a lei, os costumes e todos os outroshábitos e aptidões adquiridos pelo homem como membro da sociedade”. Dentrodessa perspectiva entende-se que a cultura encontra-se fragmentada na sociedadee difundida nas diferentes esferas sociais, gerando um novo conceito, a diversidadecultural. Canclini, um dos maiores investigadores em comunicação, cultura esociologia da América Latina tem seus estudos marcados pelo conceito dohibridismo cultural. que segundo o autor, está presente em todas as partes. ParaCanclini (2008, p. 97), o hibridismo entre culturas homogêneas não deve serpensado apenas a partir de uma perspectiva demasiada pessimista, resumindo-seapenas na negação ou na adaptação durante o contato com essas culturas. Já ummesmo indivíduo pode identificar-se com várias línguas e estilos de vida, não fazsentido, segundo Clanclini(2008), entender identidade apenas como “ o repertório deações, língua e cultura que permitem a cada pessoa reconhecer que pertence acerto grupo social e identificar-se com ele”. Canclini (1984, p.70) diz ainda que aoriginalidade cultural “reside na insolência e na liberdade com que tomamos daqui edali aquilo que necessitávamos para o que desejamos ser”. No Brasil a colonizaçãopor diferentes povos permitiu uma variedade cultural muito rica. Em Santa Catarinatemos a forte influência da cultura trazida pelos povos germânicos , italianos eaçorianos no litoral, isto com a já existência dos povos indígenas, sobretudo Tupi-Guaranis. Dentro desta perspectiva do hibridismo cultural, o vídeo-curta “ Terno deReis: Cultura em Movimento” vai abordar a tradição do Terno de reis e o seumovimento de transformação ao longo do tempo e também nos diferentes locais emque é reproduzido. Esta cultura foi trazida pelos colonizadores luso-açorianos paraas cidades litorâneas do Brasil e também no meio rural, principalmente no estado deSanta Catarina. Esse movimento cultural acontece ainda hoje em várias outrasregiões do país, conhecido como “Folia de Reis” e assume características singularesde acordo com cada local, diferenciando-se um pouco do Terno-de-Reis catarinense.O Terno de Reis é inspirado na história bíblica dos Três Reis Magos, Gaspar,Melchior e Baltazar, que seguiram a estrela no céu para o encontrarem o MeninoJesus que nasceu dia 25 de dezembro. No dia 6 de janeiro, os Três Reis chegarama Belém e presentearam Jesus e Maria com ouro, mirra e incenso. Esta tradição sefundamenta nos ensinamentos cristãos católicos e as apresentações têm iniciosempre em Dezembro ou final de Novembro e encerram no dia 6 de janeiro. Os 23
  24. 24. ISBN - 978-85-8209-004-6grupos de Terno de Reis eram e ainda são organizados pela própria comunidade,adaptados com outros folguedos lusitanos e a cultura local. Os grupos formados porcantores e instrumentistas percorrem as casas do início da noite ao amanhecer. Aapresentação se divide em três partes. Na chegada, saúdam os donos da casa epedem licença para entrar. No segundo ato, louvam o menino Jesus em frente aopresépio. A cantoria é interrompida quando o dono da casa, seguindo o exemplo dosReis Magos, presenteia o grupo com bebidas e comidas. A apresentação se encerracom a despedida. Segundo a cultura popular quem recebe o Terno de Reis em suacasa é abençoado. O vídeo propõe uma reflexão sobre a diversidade cultural, tendocomo exemplo o Grupo de Terno de Reis de Joinville, Estrela Guia, para contrapor aideia do resgate das culturas dos colonizadores para manutenção da sua pureza eoriginalidade, demonstrando que essa tradição se reconfigura com o tempo, porém éresinificada pelos integrantes do grupo que mantém a tradição.Palavras-Chave: Terno-de-Reis; Tradição; Hibridismo 24
  25. 25. ISBN - 978-85-8209-004-6FORMAÇÃO DE LEITORES DO LITERÁRIO: UMA EXPERIÊNCIA NA ESCOLA DA PONTE Patrícia Cesário Pereira Offial Universidade do Val do Itajaí - UNIVALIRESUMOEssa comunicação é uma síntese da dissertação Formação de Leitores do Literário:uma experiência na Escola da Ponte e apresenta um estudo com o propósito decompreender a concepção de literatura da Escola da Ponte e sua ressignificação naprática cotidiana. Debruça-se, também, em entender como arte, em especial, aliteratura, pode contribuir para a educação estética do sujeito principalmente noambiente escolar. Tendo em vista que a literatura é arte, faz-se necessário observarque o texto literário possui uma função estética e que seu tratamento na escolanecessita respeitar essa função mediante uma escolarização adequada do textoliterário. O percurso metodológico foi norteado pelos pressupostos da pesquisaqualitativa (GIL, 1999), com dados produzidos a partir de observações, entrevistas equestionários realizados na escola da Ponte. As discussões que este estudo propõeestão ancoradas em um conjunto de teóricos multirreferenciais a partir da concepçãoda literatura fruitiva, respaldada por Eco (2010), Culler (1999), Barthes (2010),Calvino (1996), dentre outros. Os resultados apontam para algumas proposiçõesacerca do ensino da literatura na Escola da Ponte e das contribuições que essametodologia pode trazer para a formação estética dos sujeitos.Palavras-Chave: Literatura. Escola da Ponte. Formação Estética 25
  26. 26. ISBN - 978-85-8209-004-6 FORMAÇÃO DE LEITORES NA ESCOLA PÚBLICA O PIBID DE LETRAS E AS ESTRATÉGIAS DE LEITURA Cleide Jussara Müller Pareja Rafael Moura de Morais Universidade do Vale do Itajaí - UNIVALIRESUMOProjeto de leitura realizado na Escola de Ensino Médio Professor Henrique da SilvaFontes, Rede Estadual, Itajaí – SC, com o objetivo de formar leitores segundo ametodologia da literatura fruitiva. A partir de diagnóstico, os licenciandos de Letrasda UNIVALI propõem estratégias de leitura diferenciadas em verso e prosa, tendo olivro como objeto estético, a fim de contribuir à qualificação do ensino da escolapública, formação estética de leitores, ampliação de acervo bibliográfico eaproximação autor – livro – aluno; colaborando para a formação sensível dedocentes e leitores.Palavras-Chave: PIBID, Estratégias de Leitura, Formação de Leitores 26
  27. 27. ISBN - 978-85-8209-004-6 GIRANDO O CALEIDOSCÓPIO – MEMÓRIAS COMO BUSCA IDENTITÁRIA E LEGITIMADORA DA CULTURA DE CRIANÇAS ABRIGADAS Laura Meirelles Mestranda em Patrimônio Cultural e Sociedade Universidade da Região de Joinville - UNIVILLE Orientadora Dra. Taiza Mara Rauen MoraesRESUMOA comunicação é um recorte do projeto de pesquisa: Girando o caleidoscópio –memórias como busca identitária e legitimadora da cultura de crianças abrigadas,que está sendo desenvolvido no Programa de Mestrado em Patrimônio Cultural eSociedade- UNIVILLE, pretende movimentar-se em direção às memórias pessoaiscomo via para recuperação identitária de crianças abrigadas que, em contato com asnarrativas ficcionais, poderão identificar sua própria história, elaborando a partirdesta descoberta, conceitos e princípios que unam a experiência individual à coletivaestabelecendo assim, elos sociais e culturais. Os conceitos sustentadores são deVigotski (2009) para tratar da expressividade dos relatos e Duborgel (1992) para aanálise da carga simbólica dos relatos nas manifestações do real. As fragilidadesdos vínculos de vida destas crianças refletem memórias que entremeadas pelasexperiências de abandono e de violência se mostram fragmentadas, tornando-seuma possível forma de proteção. Os reconhecimentos de fragmentos positivosnessas memórias poderão tornar-se importantes para as novas trajetórias de vida,onde o encontro nas tramas do texto das narrativas e o exercício da reescrita desuas histórias de vida, poderão ser importantes na nova organização de memóriaspositivas. A metodologia utilizada será de pesquisa e intervenção com abordagemqualitativa, explorando a elaboração de álbuns de registro de história de vida, asdiversas modalidades da produção textual e o registro dos encontros em diário decampo.Palavras-Chave: memória; infância; identidade. 27
  28. 28. ISBN - 978-85-8209-004-6 HISTÓRIA E MODA: REFLEXÕES SOBRE A GUERRA FRIA ATRAVÉS DA MODA. USOS E ABUSOS EM SALA DE AULA. Daniela Pereira Licenciada em História Universidade da Região de Joinville - UNIVILLERESUMOA moda tem um importante papel na História da Humanidade, desde que o serhumano começa a se organizar em civilizações a sociedade representa suaidentidade através das vestimentas. O discurso da moda faz uso de estratégiasargumentativas que, com a intenção de influenciar o público, provocam umaidentificação entre os grupos que o utilizam. Essas estratégias argumentativas sãoanalisadas nesse trabalho no período pós-guerra do século XX, onde a Guerra Friainfluenciava vários esferas sociais para se afirmar na esfera política.A ultima metadedo século XX foi influenciada pela disputa ideológica entre duas grandes ideologiaspolíticas na humanidade: o capitalismo, representado pela grande potência EstadosUnidos e o Social-comunismo representado pelo forte grupo unificado na região daEurásia em 1922, URSS (União das Republicas Socialistas Soviéticas). Essa disputabuscava a hegemonia política, econômica e militar no mundo, onde os EstadosUnidos tinha o interesse em expansão do sistema capitalista baseado na economiade mercado, sistema “democrático” , propriedade privada e a “liberdade” de escolha,de consumo. Já o partido comunista defendia a igualdade de direitos sociais aomesmo tempo que era autoritário e totalitarista. Essa guerra foi denominada de “Fria”pois não houve uma disputa direta entre ambos, uma disputa bélica. A partir dessecontexto, a moda se torna num dos elementos fundamentais da nova sociedade quese construía, a sociedade pós-guerra, onde os totalitarismos e racionamentos,fizeram a humanidade repensar muitas práticas enraizadas socialmente, surgindouma nova juventude, rebelde, radical, politizada. O Brasil foi fortemente influenciadopelos Estados Unidos na década de 50, principalmente pela juventude americanaque elegeu o rock and roll como símbolo de rebeldia e inovação da sociedade.Esses elementos trouxeram para o Brasil essa nova característica social, a doconsumo cultural, de elementos como a música e a moda.A cultura popular estasubmersa de elementos e simbologias riquíssimas para trabalhar de maneira lúdicaa disciplina de História. Ao pensar sobre o ensino de História, muitas vezes nossentimos distantes das discussões em relação a matemática ou a dicotomia entreciências exatas e humanas. Muito mais que para além de seus pares, a Históriadeve ter essa característica de poder transcender do espaço acadêmico ouinstitucional para outros locais, outras ambientes educativos, como a escola. Paraisso acontecer, há a necessidade do professor junto ao aluno perceber o ensino deHistória como um lugar de fronteira, entre o ensino e a pesquisa, pensadas sempreem movimento, não se desvinculado uma da outra. Para tanto “é importante que […]a História se aproprie de canais de diálogo entre a realidade vivida e interpretada eque possam, assim, ampliar suas respectivas possibilidades de compreensão”(FONSECA, 2007). Portanto a relação entre Moda e História é base para ampliarmuitas outras análises, assim como, a relação com outras disciplinas, pois para nosentendermos, temos que compreender como fomos construídos, como chegamosaté aqui, estudando as culturas de outros tempos, pois sem elas nem existiríamos,sem o passado não haveria presente e essa construção requer uma análise e 28
  29. 29. ISBN - 978-85-8209-004-6reflexão. Reflexão essa que perpassa por nossa própria existência, pois estudarnossa história é também estudar a nós mesmos. Trata-se de um processo, quegradualmente foi se transformando, até chegar nos dias atuais, comdesdobramentos e permanências. Sem essa reflexão perdemos nosso senso critico-reflexivo, tão importante na construção da cidadania.Pensando a partir dessascaracterísticas e tendo a teoria construtivista de Jean Piaget como horizonte teórico,este trabalho utilizou como corpus a moda popular na sociedade, durante o períodode 1950 à 1990 para análise da sociedade no período da Guerra Fria. Na análise dodiscurso da moda, do ponto de vista da argumentação das próprias tendências,serviram como base para explicar os recursos persuasivos das narrattivas políticaque seguiam naquela época. Na tentativa de alcançar a adesão da do consumidor, oenunciador do discurso da moda revela um ethos sedutor que incorpora estereótiposda juventude da época e da mulher moderna para despertar o fascínio do público.Otrabalho, realizado nesse ano(2012) na Escola Municipal João Costa, como TrabalhoInterdisciplinar com as disciplinas de História, Inglês e Português consiste emproblematizar e historicizar, utilizando a esfera da moda, como era a vida social epolítica dos anos de 1950 a 1990, no Brasil e no Mundo. Como a moda se (re)significa e se apropria de elementos da vida cotidiana, fomentando discursos eidentidades sobre a sociedade. Para tanto os alunos foram divididos em grupos,tendo cada grupo responsabilidade por uma década desse período, após foramrealizadas pesquisas na internet para compreensão inicial do período estudado,assim como base teórica na sala de aula, e aulas multimidia para maiorcompreensão desse período. No final do trabalho os alunos tiveram que produzirroupas com as tendências estudadas em cada período, refletindo sobre a maiorpreocupação da nossa era, a sustentabilidade. Foram produzidas roupassustentáveis, com material reciclável, possibilitando problematizar as novasidentificações e anseios sobre a moda e a História, suas apropriações culturais, eprocessos identificatórios condizentes com as práticas atuais representadas pormeios da roupas produzidas pelos alunos.Palavras-Chave: História da Moda, História Contemporânea, Guerra Fria. 29
  30. 30. ISBN - 978-85-8209-004-6 JOINVILLE: IDAS E VINDAS, MITOS E MEMÓRIAS Eliana Aparecida de Quadra Correa Mestre em Patrimônio Cultural e Sociedade Universidade da Região de Joinville - UNIVILLE Orientadora Dra. Taiza Mara Rauen MoraesRESUMOA comunicação é uma síntese da pesquisa intitulada Joinville: idas e vindas, mitos ememórias enfoca a cultura imaterial joinvilense. Causos e lendas narradas sob aótica de idosos migrantes nascidos antes da década de 1950 são abordados comomanifestação e representação popular e social da cidade. O trabalho apresentaresultados de uma investigação de textos de literatura oral como representaçãosocial e literária. A análise é cronologicamente apresentada por meio do processo demigração e construção de identificações culturais em Joinville. Os olhares analíticos,apoiados em historiadores regionais, cruzam com os causos e as lendas relatadosnas entrevistas de Luiza, Terezinha, Izabel, Maria Raimunda, Serafina, Hilda e Luiz,que foram gravadas e transcritas conforme a metodologia da história oral. Acategoria utilizada para a análise dessas narrativas orais foi sustentada nosconceitos de mito, rito, símbolo, lenda e causo e em suas variações encontradas naliteratura oral. Trata-se de histórias contadas em diversas localidades, mas queapresentam especificações conforme a cultura, o tempo e o espaço em que sãocontadas, porém sua representação é conservada. As narrativas coletadas sãocotejadas com versões de Cascudo, Cascaes e Azevedo e sustentadas pela teoriada memória, cultura, identidade, tradição, velhice, de modo a explorar a culturapopular, passada de geração em geração, expressando identificações, práticas,representações, conhecimentos, técnicas, instrumentos, lugares e grupos que osreconhecem como patrimônio cultural imaterial.Palavras-Chave: causos e lendas; vozes de idosos migrantes joinvilenses; culturaimaterial. 30
  31. 31. ISBN - 978-85-8209-004-6 LEITURA LITERÁRIA EM MEIO ELETRÔNICO: UMA EXPERIÊNCIA DE LEITURA EM BIBLIOTECA VIRTUAL Amanda Corrêa da Silva Sônia Regina Biscaia Veiga Taiza Mara Rauen Moraes Universidade da Região de Joinville – UNIVILLERESUMOA presente comunicação é decorrente de pesquisas desenvolvidas junto ao projeto“Autores, obras e acervos literários catarinenses em meio digital” (PRONEX –FAPESC/ CNPq/ UFSC/ UNIVILLE/ UDESC/ Universidade Complutense de Madrid),cujo objetivo é propor reflexões e discussões sobre a leitura no ciberespaço. Foramrealizadas quatro atividades de leitura e análise de textos literários com os alunosdo 1º ano de Letras da Universidade da Região de Joinville – UNIVILLE – que forampostadas no blog “Poética Tecnológica” (www.poeticatecnologica.blogspot.com), noprimeiro semestre de 2012. O projeto pretende dar sequência às atividades que oNúcleo de Pesquisas em Informática, Literatura e Linguística (NUPILLwww.nupill.org) vem desenvolvendo nas diversas interfaces entre literatura einformática. Os resultados parciais, obtidos através de análises das atividades dosalunos, indicaram que as questões dirigidas obtiveram menos êxito do que asreflexivas e demonstram como dados iniciais, o desejo de autonomia leitora porparte dos sujeitos envolvidos. Os resultados indiciam que as atividades de leituracrítica de textos em ambiente de hipermídia em biblioteca digital demarcam novasrelações entre professor e aluno. O professor deverá rever posturas dirigistas e criarsituações nas quais o aluno organiza seu processo leitor, partindo de um temacondutor proposto para o grupo. As discussões e reflexões sobre os formatos deapresentação de obras digitalizadas mais adequadas à leitura são questões a sereminvestigadas, pois ambientes digitais mais atrativos para a inserção de textosliterários podem gerar pactos estéticos.Palavras-Chave: biblioteca virtual, leitura, literatura 31
  32. 32. ISBN - 978-85-8209-004-6 LITERATURA INFANTIL CONTEMPORÂNEA: ESPAÇO DE HIPERTEXTUALIDADE E FRUIÇÃO Elaine Cristina da Silva Martins Adair de Aguiar Neitzel Carla Carvalho Universidade do Vale do Itajaí - UNIVALIRESUMOEsta comunicação trata da formação de leitores mirins por meio de obras literáriascontemporâneas e se propõe a investigar as obras Cigamiga e Formigarra de GloriaKirinus e A caligrafia de Dona Sofia de André Neves. Observar-se-á quais osprocedimentos narrativos utilizados pelo escritor que nos permitem perceber a obracomo um texto hipertextual, identificando as características literárias dos livros deliteratura infantil contemporâneos. Esta análise permitiu perceber que esses livros deliteratura infantil possuem elementos hipertextuais como: dinamicidade emultiplicidade, o tom poético imprime musicalidade, e o projeto gráfico amplia opotencial do escrito tornando a narrativa nos dois casos reversível. Dessa forma asobras avaliadas pelos elementos hipertextuais valorizam a experiência estética quepermitem ao leitor a interação com o livro por meio da fruição.Palavras-Chave: Literatura; Hipertextualidade; Fruição 32
  33. 33. ISBN - 978-85-8209-004-6MATEMÁTICA NA LITERATURA: VIDA E OBRA DE MALBA TAHAN Meurly Katiline dos Santos Cristian Elizabete de Freitas Acadêmicos do curso de Licenciatura Plena em Matemática Universidade do Vale do Itajaí - UNIVALI Orientadora: Cirlei Marieta de Sena CorrêaRESUMOO Projeto Vida e Obra de Malba Tahan foi desenvolvido por bolsistas do Programade Incentivo à docência – PIBID da UNIVALI. O estudo do conto “A Herança dos 35camelos” do livro O Homem que calculava – de Malba Tahan, possibilitou aaproximação entre matemática e literatura ao fazer uso de contos literários naresolução de problemas. Essa ação reforçou a prática do professor Julio César deMelo e Sousa, Malba Tahan, professor e escritor brasileiro. Além do estudo sobre aVida e obra do professor, os alunos tiveram acesso aos livros do acervo de mais de120 obras já publicadas. Os alunos demonstraram-se surpresos ao saber que umprofessor de matemática escrevera tantos livros e alguns, inclusive, relataram nãosaber que fosse possível matemática na literatura. O desenvolvimento do projetolevou ainda alunos, educadores, pais e à comunidade o conhecimento do diaNacional da Matemática, comemorado no Brasil em 06 de maio, data de nascimentode Malba Tahn.Palavras-Chave: Matemática; Malba Tahan; Contos Literários 33
  34. 34. ISBN - 978-85-8209-004-6 O PIBID DE LETRAS - LITERATURA E CULTURA BRASILEIRA Adair Aguiar Neitzel: Cleide Jussara Müller Pareja Bruno Lazarotto Farias Universidade do Vale do Itajaí – UNIVALERESUMOEsta pesquisa tem o objetivo de apresentar os resultados do PIBID de Letras daUNIVALI desenvolvido durante o ano de 2011-2012 na EEM Victor Meirelles, emItajaí, SC. Reflete acerca do contato dos licenciandos com o cotidiano da escola,priorizando atividades voltadas ao desenvolvimento de projetos inovadores,estratégias de ensino e materiais didáticos. Possuí foco na formação de leitores etem como eixo sustentador a metodologia da leitura fruitiva, com o objetivo deaproximar os alunos do texto literário e inseri-los num movimento de fruição literária,o PIBID de Letras planejou o desenvolvimento do projeto de leitura intituladoLiteratura e cultura brasileira com foco nas leituras de romances da literaturanacional. Esta concepção promoveu a experimentação de atividades lúdicas deleitura tais como: jogos dramáticos, leitura de narrativas, leitura dinâmica, entreoutros. Como resultado, podemos indicar, por exemplo: ampliação do acervoliterário, qualificação dos licenciandos, mobilização do grupo, da gestão e dacomunidade e introdução no currículo escolar de atividades de leitura.Palavras-Chave: Fruição - Literatura - PIBID 34
  35. 35. ISBN - 978-85-8209-004-6PROLER E ARTE VISUAL REGIONAL: A FORMAÇÃO ESTÉTICA NA ESCOLA Aline Amaral de Freitas Acadêmica do curso de Artes Visuais Universidade do Vale do Itajaí - UNIVALI Orientadora: Carla CarvalhoRESUMOApresenta pesquisa realizada pelo PROLER Itajaí em escolas da Rede Municipal deItajaí – SC. Objetiva investigar a formação estética dos estudantes por meio darelação com a produção artística visual regional. Realizaram-se as seguintes ações:pesquisa da arte visual regional, sistematização de exposições das obras de arte naescola, monitorias com mediação de leitura das obras de arte, visita dos artistaslocais aos espaços escolares e oficinas com crianças e adolescentes. Viabilizou aosestudantes contato com o artista, com a obra de arte original e imagens de outrasobras do mesmo artista, possibilitando a formação estética e artística dessessujeitos. Permitiu repensar os espaços estéticos nos contextos escolares, a leiturada obra de arte, assim como a reflexão e a interpretação da obra. Observamos queo contato com a Arte e o artista possibilitou estabelecer novos sentidos para a artevisual na escola, pensar o lugar do “objeto artístico”, naturalmente inserido nasGalerias ou nos museus, e o artista “produtor da arte” com isso repensando oestereótipo do sistema da arte. Possibilitou reflexões sobre o papel do professor dearte no contexto escolar, sua relação com os conceitos artísticos, com a leitura deobras de arte regionais e a formação estética e a formação docente.Palavras-Chave:: Ensino de Arte; arte regional; formação estética 35
  36. 36. ISBN - 978-85-8209-004-6 QUADRINHOS JOINVILENSES EM LIVRO Nielson Ribeiro Modro Professor do curso de Letras Universidade da Região de Joinville – UNIVILLERESUMOMesmo que os quadrinhos sejam considerados por muitos como sub-literatura háanos este panorama vem sendo mudado. Duas coletâneas inserem-se nessecontexto: O Cão Tarado (2009) e Os Monstrinhos do Rio Cachoeira (2011).Objetivando resgatar e registrar o trabalho de quadrinhistas joinvilenses foramrealizadas pesquisas sobre personagens que marcaram décadas de um traçocultural da cidade. O Cão Tarado realiza uma crítica social aguçada e foi publicadono ano em que completava 20 anos de presença diária no Jornal A Notícia. OsMonstrinhos do Rio Cachoeira resgatou 160 tiras e 10 histórias completas depersonagens que sempre visaram a crítica ambiental. Em ambos a metodologiaadotada foi a pesquisa bibliográfica, selecionando entre as milhares de tiraspublicadas aquelas que melhor representassem o contexto cultural em que seinserem os personagens. Nos dois livros há um texto introdutório com uma visãohistórica, contextualizando a importância dos personagens social e culturalmente, eapresenta uma análise sob perspectiva didática. Os livros, mais que mera pesquisahistórica operam um resgate e registro cultural de uma importante parte da culturalocal.Palavras-Chave: Literatura, quadrinhos, Monstrinhos do Rio Cachoeira 36
  37. 37. ISBN - 978-85-8209-004-6 UMA LEITURA PARTICIPATIVA Nielson Ribeiro Modro Professor do curso de Letras Universidade da Região de Joinville – UNIVILLERESUMOSem dúvida há séculos a leitura é um dos principais fatores na aquisição deconhecimento. Partindo-se desta constatação, nas aulas de Metodologia Científicaem turmas iniciais, é passada a necessidade de saber-se ler adequadamente,identificando o tipo de texto, adotando uma postura adequada e produtiva na leitura.Busca-se não apenas ressaltar a importância do ato de ler mas dar noções de comorealizar uma leitura participativa, num nível de leitura aprofundado, que leve a umposicionamento crítico e uma tomada de posição frente aos argumentosapresentados pelo autor, ao fim tendo condições de gerar argumentações próprias,concordantes ou não com o autor. Objetiva-se uma leitura não meramente mecânicae decodificadora mas sim crítica. Entende-se necessário adotar uma posturaadequada, como leitor participativo e argumentativo, adentrando nas camadasprofundas do texto e extraindo o máximo possível do mesmo, com caráter reflexivo,autônomo e crítico, buscando expressar os próprios pensamentos e diferente de umtrabalho meramente repetitivo e sem autonomia. Complementam-se tais orientaçõescom sugestões práticas de otimização das leituras realizadas.Palavras-Chave: Leitura, leitura participativa, leitura crítica. 37
  38. 38. ISBN - 978-85-8209-004-6 2º SEMINÁRIO DE PRÁTICAS LEITORAS ÍNDICEPROJETO A ARTE POR TODA PARTE .................................................................................................. 39PROJETO A BANQUETA DO LEITOR ................................................................................................... 40PROJETO BRINCANDO COM AS POESIAS........................................................................................... 41PROJETO CANTANDO E ENCANTANDO ............................................................................................. 42PROJETO CONTOS DE ASSOMBRAÇÃO E MISTÉRIO .......................................................................... 43PROJETO DE LEITURA “INTERAÇÃO ENTRE PAIS E FILHOS” .............................................................. 44PROJETO DEGUSTAÇÃO POÉTICA...................................................................................................... 45PROJETO ENCANTANDO E CONTANDO HISTÓRIAS........................................................................... 46PROJETO HISTÓRIAS E MAIS HISTÓRIAS............................................................................................ 47PROJETO: RESGATE DA CULTURA ATRAVÉS DA LITERATURA ........................................................... 48PROJETO VALORES MÁGICOS............................................................................................................ 49PROJETO VIVENCIANDO A LITERATURA ATRAVÉS DA NATUREZA .................................................... 50PROJETO VIVENDO O MUNDO DA IMAGINAÇÃO ............................................................................. 51 38
  39. 39. ISBN - 978-85-8209-004-6 PROJETO A ARTE POR TODA PARTE Fátima de Souza Bastos Maria Isabel de Oliveira Centro de Educação Infantil Sol NascenteRELATOA arte é uma forma do ser humano expressar suas emoções, sua história e suacultura através de valores estéticos. Pode ser representada de várias formas, emespecial na música, na escultura, na pintura, no cinema e na dança e na literatura. Aarte vem evoluindo e ocupando um importantíssimo espaço na sociedade, dediferentes maneiras: visualizadas, ouvidas ou mistas (audiovisuais). SegundoMartins, Picosque, Guerra (1998, p.14): “A comunicação entre as pessoas e asleituras de mundo não se dão apenas por meio da palavra”. O nosso compromissocomo educadoras e estimuladoras é propor um trabalho em que o desenvolvimentodas expressões e percepções infantis sejam cada vez mais expressivas,aprimorando as potencialidades da criança, orientando-a a observar, ouvir e tocar,percebendo as coisas, a natureza e os objetos à sua volta. O Projeto foi direcionadoà faixa etária de cinco anos, e o vivenciamos através de fases. Primeira Fase: A Artede Viver Bem. Tudo bem ser diferente. Segunda Fase (Natureza, a arte que noscerca). Terceira Fase: A Leitura e a Arte Dramática. Enfim, com o Projeto “A arte portoda parte” pôde-se perceber o envolvimento e o comprometimento da criançaatravés das descobertas e construções de mundo ampliando seus conhecimentosda diversidade cultural e literária.Palavras-Chave: arte; literatura; diversidade cultural; linguagem e expressão. 39
  40. 40. ISBN - 978-85-8209-004-6 PROJETO A BANQUETA DO LEITOR Ednéia Taborda dos Santos Mistura Escola Municipal Professora Ada Sant’Anna da SilveiraRELATOEste trabalho expõe as vivências, os limites e as possibilidades que a leitura trazpara os alunos. Ler é uma forma ativa de prazer que não traz apenas repouso ealienação, portanto exige atenção, consciência e participação ativa do leitor. Assim éimportante que a escola oportunize o desenvolvimento da habilidade leitora nosalunos de modo criativo e prazeroso, para que tenha ao longo da vida a leitura comohábito. Diante disso, a banqueta do leitor, tem como objetivo despertar, resgatar ecultivar o desejo de ler, ouvir histórias, contos e poesias no âmbito escolar. Para aconsecução desses objetivos utilizar-se-ão as seguintes metodologias: apresentaçãoda professora aos alunos do que é uma leitura compartilhada; construção dabanqueta do leitor com materiais recicláveis (caixa de leite e jornais) e a elaboraçãoda tabela de acompanhamento na qual constam as datas e os nomes dos alunosque serão os leitores do dia. No momento da leitura, aquele que é o leitor do dia,utiliza da banqueta do leitor e, os “apreciadores da leitura” ficam organizados emvolta da banqueta como nos contos orais antigos, que ocorriam em volta dasfogueiras. Essa iniciativa estende-se por além dos portões da escola: a família éconvidada a contar histórias na banqueta do leitor, participando ativamente doprocesso de construção do saber leitor de seus filhos. Todo esse envolvimento dosalunos e da família na banqueta do leitor possibilitou e ainda possibilita resultadosvisíveis no campo da leitura, de que o livro leva a criança a desenvolver acriatividade, sensibilidade, senso crítico e imaginação. É lendo que se aprende a ler,escrever e interpretar. A liberdade de participar do projeto também valoriza oeducando como protagonista de seu próprio aprendizado. Pois, ele decide a hora departicipar das leituras na banqueta. E, o envolvimento da família aproxima aindamais as crianças de seus pais, reforçando a afetividade e a responsabilidade dospais no processo ensino e aprendizagem de seus filhos. Os professores dos anosseguintes percebem que os alunos que tiveram a experiência da banqueta do leitortêm uma relação mais estreita com os livros e com a leitura e ainda apresentammaior segurança na hora de ler em voz alta para os amigos. Nesse contexto, torna-se cada vez mais necessário que as práticas pedagógicas sejam inovadoras echeias de possibilidades. Permitindo que o educando construa com autonomia,habilidade e competência seus conhecimentos.Palavra-Chave: Banqueta do leitor; Leitura; Ensino; aprendizagem. 40
  41. 41. ISBN - 978-85-8209-004-6 PROJETO BRINCANDO COM AS POESIAS Silvana Borges Biblioteca Escola Municipal Professora Eladir SkibinskiRELATOAtualmente, a biblioteca escolar nos mostra que é preciso fazer muito esforço parasuperar conceitos antigos que fizeram da biblioteca um depósito de livros e materiaisimpressos, um local pouco frequentado. O desenvolvimento das novas tecnologias,nas décadas últimas, vem movimentando todos os setores da atividade humana,proporcionando maior agilidade de comunicação, reduzindo esforços nas rotinasdiárias e ampliando as possibilidades de acesso à informação em todo mundo. Abiblioteca é um centro ativo da aprendizagem e deve ser utilizada de maneira amplae criativa. Em nossa escola, os momentos de leitura na biblioteca, nos possibilitouidentificar e estimular as preferências literárias da maioria dos alunos. A proposta deum café com poesia foi bem recebida pelos alunos dos 5ºs anos. Lendo poesias edeclamando-as, foi mais interessante contar e conhecer um pouco da história e davida de vários autores-escritores. Vinícius de Moraes e Ricardo Azevedo foram osmais citados e declamados. É de fato, visível que, seus poemas e poesias são maisadequados para a faixa etária. O “Café Com Poesia” teve como objetivo dar ao alunoa autonomia de fala, despertar o prazer da leitura, promover o desenvolvimento dovocabulário, possibilitar a vivência de emoções, o exercício da fantasia e daimaginação, oportunizando o alargamento dos horizontes pessoais e culturais,garantindo a sua formação crítica e emancipadora. Em sala de aula, com a propostaem mãos, buscaram conhecer os dois escritores mais lidos pelos alunos. Nabiblioteca, usando o aparelho datashow, conhecemos os escritores através deimagens e algumas memórias dos mesmos, dando ao aluno a condição de conhecê-los mais de perto. O projeto proporcionou colaborar para que o aluno se sintaestimulado a ler com domínio e confiança os diferentes gêneros e que, compreendaa leitura em seus diversos objetivos. Este trabalho foi e será um incentivo à leitura, afim de que os alunos conheçam os diferentes objetivos e objetos de leitura, tenhamum maior acesso à diferentes portadores de texto, e envolvam-se na busca de açõespara tornar o ambiente escolar um espaço privilegiado para refletir o mundo, sejasob a perspectiva da realidade, seja sob o da fantasia. E, é com esse sentido,ajudando o aluno a se tornar um leitor competente, que possa ler e compreender oque leu, interpretar e recontar com suas próprias palavras que, os alunos seapresentaram para outras turmas na unidade escolar. Houve excelente repercussãoe, mais alunos e professores de outras turmas se colocaram para um próximoevento e, trouxeram sugestões de outras linguagens, a música foi um exemplo bemaplaudido.Palavras-Chave: Biblioteca. Poesia. Incentivo. 41
  42. 42. ISBN - 978-85-8209-004-6 PROJETO CANTANDO E ENCANTANDO Sheila Emmanuelle Grime de Oliveira. Neusa Makovski Marques Centro de Educação Infantil Amandos FinderRELATOEste projeto vem sendo aplicado com as crianças das turmas de maternais,primeiros e segundos períodos do Centro de Educação Infantil Amandos Finder.Surgiu da reflexão de como proporcionar à criança novas experiências de interaçãoda criança com a literatura, de interações das crianças com outras crianças, deinterações das crianças com adultos e famílias e, interações das crianças com osdiversos espaços existentes do CEI, de maneira criativa, dinâmica e muitoprazerosa. Neste sentido tem por objetivo geral levar as crianças ao mundo daimaginação e ao mesmo tempo a descobrirem o maravilhoso universo da literaturainfantil. Contempla os seguintes objetivos específicos: despertar na criança acriatividade, a imaginação e o gosto pela leitura; ampliar o seu conhecimentoliterário; ampliar a linguagem oral; ampliar as formas de expressão gestual, plástica,dramática e musical; promover o cuidado com as obras literárias; despertar nacriança um comportamento leitor; e, criar um ambiente favorável para a formação dohábito da leitura. Em seu procedimento metodológico estão sendo realizadasdiversas atividades tais como, dramatizações pela equipe de professores para todasas crianças; a “Hora do Conto” momento em que são contadas diversas histórias emdiferentes espaços do CEI; a “caixa encantada” com personagens de histórias nasquais as crianças interagem e recontam histórias; músicas dramatizadas pelascrianças; visitas como a Feira do Livro; Interpretação de personagens por meio do“Baú de Fantasias”. Contudo, a atividade que está sendo muito apreciada tantopelas crianças quanto pelas famílias é a “Ciranda da Leitura”, por meio da qualsemanalmente, levam para casa uma bolsa com livros de histórias para seremcontadas reunindo os familiares e registrando em um caderno que acompanha estematerial, o que foi de mais significativo neste momento literário junto a família pormeio de fotos, desenhos e escritas. Ao devolver a bolsa com as histórias a criançanarra em roda de conversa a experiência vivenciada mostrando o registro querealizou no caderno com muita satisfação e propriedade de fala. A relevância destetrabalho está exatamente na sua articulação da teoria com a prática, sabendo-seque a literatura surgiu da necessidade humana de contar aquilo que se vivencia, sesente, se sonha. E a criança enquanto sujeito ativo que por meio das interações erelações que estabelece amplia seus conhecimentos, criando e transformandoculturas pelas suas diversas linguagens, sente prazer em contar suas ricasvivências, seus novos conhecimentos e emoções. Os resultados em torno desteprojeto tem se demonstrado muito valorosos, tanto no que diz respeito ao que acriança transmite pela sua participação dinâmica quanto aos comentários dasfamílias, principalmente quando relatam o fortalecimento dos vínculos familiares emtorno do ato da leitura. A repercussão dos resultados está sendo tão positiva que aatividade da “Ciranda da Leitura” será estendida a outras turmas a pedido dospróprios professores regentes.Palavras-chaves: Leitura, Interações, Crianças. 42

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