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ANAMNESE- Ao sabermos a idade e a série, compararemos se há  alguma defasagem, retenção ou atraso.- O endereço nos fornece...
ANAMNESE- As idades dos irmãos nos trazem informações sobre a  rotina familial e os relacionamentos interpessoais  naquela...
ANAMNESE-   ATENÇÃO: apesar de ser importantíssimo    considerar todas as informações recebidas na    identificação, não f...
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Aula 2: Princípios Básicos

  1. 1. ANAMNESE A importância da coleta de dados para realização de um trabalho assertivo com a criança com Dificuldades de Aprendizagem
  2. 2. Aula 2Anamnese: princípios básicos.
  3. 3. ANAMNESE Como devo me portar? A família chega ao seu consultório espontaneamente ou por alguma indicação. Obviamente vai te analisar dos pés a cabeça antes de entregar um ente querido aos seus cuidados. Portanto, sua postura é fundamental para “conquistar” a confiança deles.
  4. 4. ANAMNESE Educação e cordialidade sem exageros. Falar baixo e pouco demonstrando calma e segurança. Você deve ouvir muito mais do que falar.
  5. 5. ANAMNESE Dependendo do especialista podem ter apenas poltronas na sala ou mesa e cadeiras. Ao receber o informante você o cumprimentará estendendo-lhe a mão (sem beijinhos e abraços) e solicitará que se sente. Confirmará seu nome e se apresentará perguntando em que pode ajudar-lhe.
  6. 6. ANAMNESE Nas primeiras aplicações de anamnese o profissional poderá ficar atrapalhado para anotar as informações que acabam chegando fora da ordem do protocolo. Não se preocupe. Tome o cuidado de anotá-las num outro lugar e depois poderá copiá-las para o “espaço certo” se isso o fizer sentir-se melhor. Caso o informante dispare a falar, observe-o. Talvez esteja tão angustiado que o melhor é deixá-lo desabafar primeiro e posteriormente você retoma alguns dados. Porém, caso perceba que o informante é “muito falante” diga que precisa ouví-lo por partes e que para isto vai fazer-lhe algumas perguntas importantes para a intervenção.
  7. 7. ANAMNESE Sente-se com postura ereta e demonstre que está interessado no que o informante está te contatndo olhando-o diretamente nos olhos evitando qualquer tipo de comentários. Use jaléco. Ele demonstra higiene e deve ser obrigatoriamente retirado ao sair do consultório.
  8. 8. ANAMNESE Os profissionais que têm cabelos longos devem mantê- los sempre presos. Além do aspecto higiênico, extremamente necessário para algumas especialidades que precisam fazer inspeção oral no paciente, passa-se a impressão de clareza e honestidade (você não está se escondendo por detrás do cabelo). O vestuário, obviamente deve ser compatível com a função do profissional e em nenhum momento aparenter vulgaridade. Decotes, transparências e calças justas devem ser evitados, assim como excessos de jóias e maquiagem. Tenha sempre bom senso.
  9. 9. ANAMNESE Quantas perguntas fazer?A quantidade de perguntas é muito variável, mesmo quando o terapeuta se apóia num protocolo.Pode ser que o informante relate de uma só vez tudo o que ocorreu durante a gestação, poupando o terapeuta de fazer todos os questionamentos que estão “listados”.Em outros casos, o investigador poderá ter a necessidade de instigar, questionar, estimular, incitar o informante fazendo várias perguntas até que consiga obter uma informação específica importante.
  10. 10. ANAMNESE E se o paciente perceber meu nervosismo? Para coletar dados em uma anamnese, obviamente o profissional deverá estar muito bem preparado em todos os sentidos. Emocionalmente pode ter contato com histórias que remexam seus próprios traumas. Mesmo que nas primeiras anamneses você não se sinta totalmente seguro, o paciente jamais poderá perceber. Passar confianças naquilo que está fazendo é fundamental e necessário.
  11. 11. ANAMNESEComo não demonstrar angústia, tristeza ou indignação diante de um fato contado pelo informante?- Vamos investigar assuntos delicados e teremos que aprender a como reagir diante deles; ou melhor, a como NÃO reagir.- Histórias de aborto, uso de drogas, estupros, violência doméstica, prostituição, agressões, abandonos, prisões, assassinatos são mais comum do que podemos imaginar justamente porque a falta de uma estrutura familial adequada pode desencadear a dificuldade que virá, posteriormente, na criança.
  12. 12. ANAMNESE- A palavra “julgamento” deve desaparecer do seu vocabulário. Você está ali para escutar e tentar ajudar seu paciente e a sua opinião sobre os fatos já ocorridos não importa, portanto, dispense qualquer tipo de comentário e apenas ouça, perguntado o que for relevante para sua intervenção.- Sua feição deverá ser sempre a mesma: tranquila, serena e segura, olhando nos olhos do informante e fazendo as anotações pertinentes.
  13. 13. ANAMNESE- Agindo desta maneira é provável que o informante te relate com detalhes sua vida. Ele está buscando por ajuda, Foi ele quem te procurou e não tem a intenção de esconder-lhe nada.- Nunca, em nenhuma hipótese, demonstre espanto, indignação ou reprovação.
  14. 14. ANAMNESE- Deixe sempre uma caixinha de lenços e um copo de água na mesa. Ao ter que lembrar fatos dolorosos vivenciados no passado, é comum que o informante pode se desestruturar emocionalmente e chorar. Caso isso ocorra, o profissional deverá oferecer um lenço e aguardar até que o informante se recomponha. Em hipótese alguma poderá levantar-se para dar um abraço ou chorar junto compartilhando do seu sofrimento.
  15. 15. ANAMNESEComo dizer ao informante que o tempo acabou?- Uma sessão de anamnese tem a duração de aproximadamente 1 hora.- Quando a entrevista é bem conduzida, esse tempo é suficiente para coletar grande parte da história de vida do paciente; porém, existem casos, nos quais, ou pelo excesso de informações relatadas ou pela programação mal feita do tempo, após essa 1 hora isso ainda não ocorreu.
  16. 16. ANAMNESE- Tanto o profissional como o informante podem ter compromissos agendados após este tempo previsto. Como dizer isso ao paciente?- Com sinceridade e profissionalismo. Ex: “Vanessa, por hoje as informações foram suficientes para iniciarmos o processo de avaliação. Caso se recorde de algum fato sobre o qual não discutimos podemos conversar durante o tratamento.”- O mesmo será feito pelo profissional. Se, após a análise da anamnese, quando for preparar a avaliação, perceber que deixou de abordar algum fato importante, é só retomá-lo na sessão seguinte.
  17. 17. ANAMNESE Quanto cobrar pelas consultas/ tratamento?- Cada profissional tem seu Conselho que determina o preço de tabela para cada procedimento que poderá ser realizado.- Dependendo da realidade do município e da população atendida, nem sempre é possível cobrar o valor estabelecido.
  18. 18. ANAMNESE- O profissional deve valorizar o seu trabalho para que o paciente sinta confiança em ser atendido.- Não é ético cobrar “preços simbólicos” num clínica particular, sendo passivo de denúncia no Conselho de sua especialidade.- Poderá ser feito um acordo com o paciente caso ele tenha que vir mais de uma vez por semana para que o custo não fique desproporcional.- Muitas famílias reclamam dos valores das terapias, mas seus filhos estão matriculados em escolas de Inglês, futebol, natação que chegam a cobrar mais que o clínico.
  19. 19. ANAMNESE Como abordar o preço da sessão/consulta?- Geralmente a informação é passada pela própria secretária no momento em que o paciente liga para agendar a anamnese.- Caso ao término da entrevista o paciente ou informante não questione sobre o valor das consultas, caberá a você informar-lhe os custos do seus serviços.- Isto será feito de forma simples e objetiva: “Cada sessão é R$....., se você preferir pode acertar mensalmente na data em que achar melhor.”
  20. 20. ANAMNESE- Muitos profissionais, por segurança, redigem uma espécie de “contrato” dos serviços que serão prestados no qual consta os dias e horários de atendimento, o custo do tratamento e o dia do pagamento.- Algumas clausulas “extras” são importantes estarem claras neste contrato: tempo de atendimento por sessão, com quanta antecedência o paciente deverá desmarcar a sessão para que não seja cobrada, se chegar atrasado será atendido apenas no tempo que resta de sua sessão, entre outros...
  21. 21. ANAMNESE A COLETA DE DADOS- Identificação;- Queixa;- História da “doença” atual;- História pregressa da queixa/ antecedentes;- Histórico familial;- Atendimentos;- Desenvolvimento escolar.
  22. 22. ANAMNESE IDENTIFICAÇÃO Na identificação, vamos coletar dados pessoais do paciente. Assim como a observação do comportamento e da dinâmica familial é importante desde o primeiro momento do tratamento, a análise do caso se iniciará juntamente coma coleta destes dados. Pelo grau de escolaridade dos pais, por exemplo, já podemos levantar algumas hipóteses e pensar na melhor forma que trabalharemos com a criança (no caso de serem analfabetos, não poderão auxiliá-los pedagogicamente....).
  23. 23. ANAMNESE- Ao sabermos a idade e a série, compararemos se há alguma defasagem, retenção ou atraso.- O endereço nos fornecerá noções da condição sócio- econômica da família nos levando a analisar os estímulos aos quais o paciente está exposto.- A quantidade de irmãos é importante para sabermos se o informante tem parâmetros de comparação do desenvolvimento motor, cognitivo e de linguagem do paciente; além do tempo que lhe sobra para dar atenção a cada filho.
  24. 24. ANAMNESE- As idades dos irmãos nos trazem informações sobre a rotina familial e os relacionamentos interpessoais naquela família.- Tendo conhecimento de onde a criança estuda, vamos avaliar o grau de cobrança dos pais em relação a esse filho e a expectativa que depositam em seu tratamento.- Convênio: é extremamente valiosa essa informação, pois saberemos se a família terá condições de realizar os exames complementeres que necessitaremos. Muitos têm que aguardar por anos numa fila de espera do SUS e isso certamente prejudica o trabalho do terapeuta.
  25. 25. ANAMNESE- ATENÇÃO: apesar de ser importantíssimo considerar todas as informações recebidas na identificação, não faça julgamentos antecipados. A análise completa do caso que permitirá que a hipótese diagnóstica seja levantada: Anamnese + avaliação + exames já realizados- Muitas famílias residem em bairros carentes e nem por isso falham na estimulação adequada dos filhos. O contrário também é verdadeiro.
  26. 26. ANAMNESE Atividade – Aula 2 Responda as questões disponíveis no site.

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