Já ninguém o queria. Afinal quem queria aquele velho livro de
biblioteca, com a velha história que todos conheciam, uma hi...
Ao que o livro respondeu:
- Nunca tive tanta certeza ao longo da minha existência. O
que posso, devo fazer?
- Para mudares...
Na manhã seguinte, pelas nove horas, o livro encontrava-se à
frente da editora, à espera que alguém o atendesse. Apareceu ...
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Sabores e dissabores de um livro 3º ciclo

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Sabores e dissabores de um livro 3º ciclo

  1. 1. Já ninguém o queria. Afinal quem queria aquele velho livro de biblioteca, com a velha história que todos conheciam, uma história com príncipes e princesas que relatava apenas um daqueles contos com finais previsíveis e que terminavam sempre da mesma forma: “ e viveram felizes para sempre”. Por isso, o livro teve uma ideia, ele tinha de mudar a sua história mas não sabia como fazê-lo. Então, dirigiu-se ao único livro da estante que já o tinha feito e perguntou-lhe: - Como conseguiste? - Caro amigo livro, o percurso não foi fácil, tens mesmo a certeza de que o queres fazer? Mas o diálogo foi interrompido, de súbito, pela chegada de uma menina que gostava muito de ler e de ouvir histórias de príncipes e princesas. Ao chegar à estante, pensou que poderia dar aquele livro á sua amiga, Rita, que estava doente. Quando chegou a casa da sua amiga, reparou que não o tinha consigo… afinal o livro tinha escolhido outro rumo para a sua vida. Tinha voltado para a estante, estava decidido a mudar, queria que quando o lessem, as pessoas pudessem sentir o sabor salgado do mar nas histórias de piratas aventureiras que percorrem os sete mares, permitindo-lhes viajar a todos os cantos do mundo, apenas lendo as suas palavras. Assim sendo, ele decidiu reencontrar-se com o único livro que conseguira mudar a sua história e retomar o diálogo: - Estás mesmo determinado a mudar? – Questionou o seu mestre e velho amigo.
  2. 2. Ao que o livro respondeu: - Nunca tive tanta certeza ao longo da minha existência. O que posso, devo fazer? - Para mudares, basta acreditares que o podes fazer… E assim, com os ensinamentos que o seu mestre lhe deu, o velho livro foi para o seu lugar na estante e ficou a pensar: “Sou velho, estou estragado, ninguém me quer, mas nem tudo pode ser assim tão mau, não é? È! Sempre me disseram que não devemos julgar um livro pela capa… O importante é o conteúdo, o que nós somos interiormente…” “Então, o que devo mudar, não é a minha história, porque essa dará prazer a muitas crianças que gostam de príncipes e princesas, mas sim o meu aspeto exterior!” “Devo dirigir-me, talvez, a uma editora, pois ela poder-me-á ajudar…” Se pensou isto, melhor o fez. Mas como iria ele sair daquela estante? Nisto avista uma criança com uma mochila entreaberta às costas e pensou se ao menos aquele miúdo passasse ali perto, talvez pudesse dar-lhe uma boleiazinha. Assim, o desejável aconteceu. Durante esta atribulada viagem e em conversa com os outros livros escolares que se encontravam dentro da mochila, o nosso livro conseguiu descobrir a morada da editora.
  3. 3. Na manhã seguinte, pelas nove horas, o livro encontrava-se à frente da editora, à espera que alguém o atendesse. Apareceu um senhor e o livro dirigiu-se a ele: - Bom dia, gostava de falar consigo… - Mas quem está a falar? Estarei doido? - Não, o senhor não está doido, olhe para baixo, estou aqui! - Meu deus nunca vi um livro falar, mas diga-me o que deseja? O livro contou a sua história e o editor resolveu ajudá-lo. Assim, chamou a sua equipa que prontamente fez novos arranjos gráficos, novas ilustrações e uma capa bastante apelativa para todas as crianças. O livro foi reeditado, fez a delícia dos mais novos e também dos mais velhos. No entanto o nosso amigo pediu ao editor que o voltasse a colocar na estante da sua biblioteca. Os amigos não o reconheceram, mas ele fez questão de lhes recontar a sua história, e disse-lhes: - Sejam sempre, sempre vocês mesmos, o importante é o que somos e não o que aparentamos. 3º ciclo

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