Aula 2 fluidos hidráulicos

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Aula 2 fluidos hidráulicos

  1. 1. FLUIDOS HIDRÁULICOS Profº Engº Francisco Alves de Lima Júnior engenheirofranciscojunior@yahoo.com.br
  2. 2. SUMÁRIO Tipos de Fluidos Hidráulicos Funções dos Fluidos Hidráulicos Aditivação dos Fluidos Hidráulicos Viscosidade dos Fluidos Hidráulicos Requisitos de qualidade dos Fluidos Hidráulicos Procedimentos básicos de manuseio e manutenção Profº Engº Francisco Alves de Lima Júnior engenheirofranciscojunior@yahoo.com.br
  3. 3. FLUIDO HIDRÁULICO O fluido hidráulico é o elemento vital de um sistema hidráulico industrial. Ele é um meio de transmissão de energia, um lubrificante, um vedador e um veículo de transferência de calor. O fluido hidráulico à base de petróleo é o mais comum. São substâncias que se interpõem entre superfícies em movimento, formando uma película que reduz o desgaste e a geração de calor, bem como, um meio transmissor de energia. Normalmente, utilizamos óleos minerais, que são produtos destilados do petróleo, nos sistemas hidráulicos. Estes óleos têm grande importância em combinações saturadas de carvão - hidrogênio, as quais influenciam grandemente a resistência ao envelhecimento e à viscosidade. Os óleos de origem animal e vegetal não são apropriados, visto que formam resinas e se decompõem. São três os tipos de óleos minerais, derivados do petróleo: Óleos de base parafínica, óleos de base naftênica ou asfáltica e óleos de base mista (contém compostos parafínicos e naftênicos). Profº Engº Francisco Alves de Lima Júnior engenheirofranciscojunior@yahoo.com.br
  4. 4. FUNÇÕES DOS FLUIDOS HIDRÁULICOS Transmissão de energia Lubrificação das partes móveis que fazem parte do sistema hidráulico Dissipar o calor gerado na transformação de energia (refrigeração) Vedar as folgas internas dos componentes Reduzir o atrito Proteção contra a ferrugem e corrosão Amortecimento de oscilações provocadas por irregularidades da pressão Profº Engº Francisco Alves de Lima Júnior engenheirofranciscojunior@yahoo.com.br
  5. 5. ADITIVAÇÃO DOS FLUIDOS HIDRÁULICOS Para obter características que venham a melhorar o desempenho, que os óleos não possuem naturalmente, são adicionados algumas substâncias químicas capazes de preservar o sistema hidráulico. A estas substâncias, chamamos de Aditivos. O usuário não deve tentar colocar aditivos em um óleo hidráulico esta tarefa é exclusivamente do fabricante ou do refinador do óleo. O usuário deve solicitar um óleo hidráulico que atenda as necessidades reais do seu equipamento, e do processo de fabricação utilizando um sistema óleo hidráulico. Profº Engº Francisco Alves de Lima Júnior engenheirofranciscojunior@yahoo.com.br
  6. 6. COMPRESSIBILIDADE DO ÓLEO HIDRÁULICO A tendência, cada vez maior, nos campos de aplicações da óleo-hidráulica, de aumentar as pressões de operação, coloca a elasticidade do volume de óleo em primeiro plano. A compressibilidade depende principalmente da pressão e, em menor escala, da temperatura. Para cada 100 Kgf/cm2 (bar) de pressão aplicada, há uma redução de 0,7 % do volume do óleo. Podemos dizer com segurança que um fluido é incompressível. Profº Engº Francisco Alves de Lima Júnior engenheirofranciscojunior@yahoo.com.br
  7. 7. VISCOSIDADE DOS FLUIDOS HIDRÁULICOS Conceito: Viscosidade é a resistência de um fluido ao escoamento, ou seja, é o inverso da fluidez. Também podemos dizer que é o atrito interno de um líquido. Alguns Métodos para definir a Viscosidade Viscosidade Absoluta (poise) Viscosidade Cinemática (centistokes) Viscosidade Relativa (SUS e SAE) Para efeito prático, na maioria dos casos, a viscosidade relativa é suficiente. Determinamos a viscosidade relativa cronometrando o escoamento de uma quantidade de fluido, através de um orifício, a uma dada temperatura. Profº Engº Francisco Alves de Lima Júnior engenheirofranciscojunior@yahoo.com.br
  8. 8. VISCOSIDADE DOS FLUIDOS HIDRÁULICOS Problemas de Viscosidade Alta Viscosidade do Fluido Significa: Alta resistência à passagem do fluido Alta temperatura do fluido, causada pelo atrito A queda de pressão é inevitável, devido à resistência Os movimentos e operações tornam-se mais lentos Dificuldade de eliminar as bolhas de ar no reservatório O consumo de potência é alto, devido às perdas por atrito Baixa Viscosidade do Fluido Significa: Aumento do vazamento interno dos componentes (espessura reduzida da película lubrificante) Redução do rendimento da bomba (vazão e eficiência reduzidas) Menor pressão que a desejada no sistema Gasto excessivo ou engripamento, devido à quebra da película lubrificante Profº Engº Francisco Alves de Lima Júnior engenheirofranciscojunior@yahoo.com.br
  9. 9. REQUISITOS DE QUALIDADE Certas qualidades são exigidas em um bom fluido hidráulico, um óleo não deve sofrer colapso e deve proporcionar serviço satisfatório. Eis algumas das qualidades exigidas: Evitar ferrugem nas peças internas de válvulas, bombas Evitar a formação de sedimento ou goma de petróleo que possam bloquear as passagens nas válvulas e telas de filtros Reduzir a espuma que pode causar a cavitação na bomba Propriedades que proporcionem uma longa vida Profº Engº Francisco Alves de Lima Júnior engenheirofranciscojunior@yahoo.com.br
  10. 10. REQUISITOS DE QUALIDADE Não deteriorar quimicamente Qualidades que resistam à variação da capacidade de fluxo ou viscosidade com a mudança de temperatura Formar uma película protetora que ofereça boa resistência ao desgaste Evitar a corrosão Não emulsificar com água.. Não ter efeito deteriorante sobre gaxetas e vedações. Profº Engº Francisco Alves de Lima Júnior engenheirofranciscojunior@yahoo.com.br
  11. 11. MANUTENÇÃO Guardar o óleo em um recipiente limpo, que não contenha fibras ou resíduos. O óleo não deve ser guardado em recipientes abertos, devendo ser cobertos com tampas e coberturas hermeticamente fechadas, para que a sujeira e ou poeira não assentem na sua superfície. Guardar em lugar seco, não expondo a intempéries Profº Engº Francisco Alves de Lima Júnior engenheirofranciscojunior@yahoo.com.br
  12. 12. MANUTENÇÃO Não misturar óleos de fabricantes diferentes. Óleos com propriedades diferentes podem causar danos quando misturados. Usar um fluido hidráulico adequado para cada tipo de trabalho e de componentes Profº Engº Francisco Alves de Lima Júnior engenheirofranciscojunior@yahoo.com.br
  13. 13. MANUTENÇÃO Verificar regularmente o óleo da unidade de potência, solicitando ao fornecedor análises de amostras do fluido. Contaminações podem ser detectadas por testes freqüentes e analise de origem Atenção aos períodos de troca. É difícil estabelecer uma regra rígida sobre os intervalos de troca. Somente após uma análise das condições de operação da máquina e da qualidade do fluido hidráulico, é que vários fatores devem ser considerados na determinação dos intervalos de troca. De maneira geral, podemos estabelecer algumas sugestões que podem ser seguidas, como por exemplo: 1.500 a 2.000 horas, para cicios de trabalho leve sem contaminações 1.000 a 1.500 horas, para cicios de trabalho leve com contaminação ou ciclos de trabalho pesado sem contaminação 500 a 1.000 horas, para cicios de trabalho pesado com contaminação No momento da troca do fluido hidráulico em qualquer sistema observar sempre a temperatura normal de trabalho, possibilitando drenar melhor o fluido e as impurezas. Profº Engº Francisco Alves de Lima Júnior engenheirofranciscojunior@yahoo.com.br

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