INSTITUTO DE EDUCAÇÃO SUPERIOR DO BRASIL - IESB

Antonio Bezerra de Sousa Filho

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Antonio Bezerra de Sousa Filho

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NOS JOGOS ESCOLARES DE BARRA DO CORDA – M...
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Antonio Bezerra de Sousa Filho

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“A maior tristeza não é a derrota, mas não ter a
oportunidade de tentar de novo”. Bernardinho,
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RESUMO

Este trabalho aborda a relação da aprendizagem significativa na prática desportiva da modalidade voleibol
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RESUMEN

Este trabajo de monografía aborda la relación del aprendizaje significativo en la práctica desportiva de la
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SUMARIO

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minha adolescência, freqüentando a Escol...
Quando surgiu o interesse pelo curso superior de Educação Física motivada
essencialmente pela prática na modalidade esport...
Diferenciar e conscientizar sobre as posições básicas tanto em ataque como em
defesa.
Nomear as diversas fases do jogo.
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CAPÍTULO I

1 TÍTULO:

O esporte é tratado por vários autores como um fenômeno sociocultural.
Historicamente foram criadas...
realizados em 2012, algumas modalidades deixaram de fazer parte do programa olímpico e,
em contrapartida, outras foram acr...
atuar educacionalmente, os objetivos principais não são os mesmos do ambiente escolar.
Segundo CRUM :
[...], partindo do p...
alunos para essa função ou outra qualquer, porém mostra-se significativo, ao assistir uma
partida pela televisão, que o al...
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atividades objetivando, em pr...
é dirigir racionalmente os efeitos acumulativos do treinamento, pois estes formam bases de
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(GOMES 2002).
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CAPÍTULO II

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CAPÍTULO III

3.0. TÍTULO

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e os fatores fi...
rotinas e competitividade, elevação de motivação e comprometimento. O desempenho de um
atleta está muito relacionado à sua...
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principalmente a idade biológica.
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A cada fase que se segue serão descritos os tipos de treinamento respectivos a
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Ocorre também um aumento da testosterona, que faz com que haja uma indução enzimática
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OBJETIVO GERAL:
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Recursos humanos: Alunos Atletas.
Tempo para treinamento: cinco dias, 2 horas em turnos matutino e vespertino, no total de...
Saque, Manchete, Toque, Cortada, Defesa e Bloqueio.
Técnicas:
Saque – Tênis, Viagem, Balanceado e por Baixo;
Toque – Para ...
Equipamentos de treino (ex.: bolas, redes, uniformes e etc.)
Informativos:
Formas de apresentação e correção do treino (ex...
Etapa:
Básica
Pré-competitiva
Competitiva
Atividade prioritária:
Preparação Física, Técnica e Individual;
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Semanais
Mesociclos de

Inicial

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Desenv. Específico

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Competitiv

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Treinam...
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CONSIDERAÇÕES FINAIS

A qualidade de informações deve propiciar que o atleta desenvolva uma gama
cada vez maior de atit...
muito tempo e atenção, pois requer cuidado redobrado nas questões relativas ao tempo de
trabalho, as condições da equipe, ...
FERNANDES, J.L., O treinamento desportivo: procedimentos organização, métodos. São
Paulo: EPU, 1981.
GOMES, AC. Treinament...
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  1. 1. INSTITUTO DE EDUCAÇÃO SUPERIOR DO BRASIL - IESB Antonio Bezerra de Sousa Filho VOLEIBOL MASCULINO NO CENTRO EDUCACIONAL CRISTÃO NOS JOGOS ESCOLARES DE BARRA DO CORDA – MA (JEBC) Barra do Corda Maranhão/2012
  2. 2. Antonio Bezerra de Sousa Filho VOLEIBOL MASCULINO NO CENTRO EDUCACIONAL CRISTÃO NOS JOGOS ESCOLARES DE BARRA DO CORDA – MA (JEBC) Monografia apresentada ao Instituto de Educação Superior do Brasil, ao Curso de Licenciatura em Educação Física, para a obtenção de nota, como Requisito para o Título de Licenciado em Educação Física, Orientada pelo Professor Mestre Osiel Cérsar Trindade Junior. Barra do Corda Maranhão/2012
  3. 3. INSTITUTO DE EDUCAÇÃO SUPERIOR DO BRASIL - IESB Antonio Bezerra de Sousa Filho VOLEIBOL MASCULINO NO CENTRO EDUCACIONAL CRISTÃO NOS JOGOS ESCOLARES DE BARRA DO CORDA – MA (JEBC) Monografia apresentada ao Instituto de Educação Superior do Brasil, ao Curso de Licenciatura em Educação Física, para a obtenção de nota, como Requisito para o Título de Educador Físico, Orientada pelo Professor Mestre Osiel Cérsar Trindade Junior. Banca Examinadora ________________________________________________________ Orientador ________________________________________________________ Membro I ________________________________________________________ Membro II
  4. 4. “A maior tristeza não é a derrota, mas não ter a oportunidade de tentar de novo”. Bernardinho, Técnico Seleção Brasileira de Voleibol Masculino.
  5. 5. RESUMO Este trabalho aborda a relação da aprendizagem significativa na prática desportiva da modalidade voleibol masculino de quadra através dos jogos escolares, enfatizando a participação dos estudantes da escola particular Centro Educacional Cristão (CEC) de Barra do Corda Maranhão, nos Jogos Escolares (JEBC ). Devido aos anos dedicados a este esporte, trabalhando com atletas estudantis na faixa etária de 10 a 17 anos masculino e feminino, e ainda na coordenação dos Jogos Escolares de Barra do Corda, este tema abordará como o professor irá encarar o desafio de formar equipes, fazendo uma periodização para alcançar um bom nível estudantil. Durante o processo de ensino-aprendizagem-treinamento, foi utilizado o método de Matveev (2003) para criar situações semelhantes àquelas específicas do jogo; o treinamento objetiva recriar situações de forma semelhante àquelas dos jogos, para treinar a equipe na sua coletividade e visando treinar melhor e de forma mais veloz todas as técnicas do voleibol. Desta forma, o jogador se adaptará imediatamente durante o jogo, as situações treinadas durante a semana. A passagem da situação treinada àquela que se apresentam no jogo, detectado a deficiência para assim fazermos as correções necessárias, O qual o objetivo é gerar um sistema de informações voltado ao público de Educação Física Escolar. A qualidade de informações deve propiciar que o atleta desenvolva uma gama cada vez maior de atitudes motoras, representando assim uma forma de evolução. Tomamos como desafio trazer para a realidade a construção de um sistema de periodização com treinamento físico, técnico e tático para competidores de jogos escolares. Utilizando metodologia de acordo com especificações desenvolvida na realidade que nos encontramos. Palavra Chave: Voleibol masculino, Treinamento, Ensino-aprendizagem.
  6. 6. RESUMEN Este trabajo de monografía aborda la relación del aprendizaje significativo en la práctica desportiva de la modalidad voleibol de cuadra a través de los juegos escolares, enfatizando la participación de los estudiantes de la escuela particular Centro Educacional Cristiano (CEC ) de Barra del Cuerda Maranhão, en los Juegos Escolares de Barra del Cuerda – Maranhão (JEBC ), en el período de 2005/2011. Debido a los años dedicados a este deporte, trabajando con atletas estudantis en la banda etária de 10 a 17 años masculino y femenino, y aún en la coordinación de los Juegos Escolares de Barra del Cuerda, éste es mi tema principal, o sea, como un maestro irá a encarar este desafío de formar equipos de buen nivel estudantil, Durante el proceso de enseño – aprendizaje - entrenamiento, fue utilizado el método global para crear situaciones semejantes àquelas específicas de lo juego; el entrenamiento objetiva recriar situaciones de forma semejante àquelas de los juegos, no para entrenar el equipo en su colectividad y sí visando entrenar mejor y de forma más presurosa todas las técnicas del voleibol. De esta forma el jugador se adaptará inmediatamente durante lo juego, las situaciones entrenadas durante la semana. De otra forma el billete de la situación entrenada àquela que se presentan en lo juego, detectado la deficiencia para así hacer las correcciones necesarias, Cuyo objetivo es generar un sistema de informaciones devotado al público de Educación Física Escolar. la calidad de informaciones, debe propiciar que el atleta desarrolle una gama cada vez mayor de actitudes motores, representando así una forma de evolución. Tomamos como desafío traer para la realidad la construcción de un sistema de entrenamiento físico para competidores de juegos escolares, Utilizando metodología orientación de acuerdo con especificaciones desarrollada en la realidad que nos encontramos. Palabra Llave: Voleibol, CEC, Juegos.
  7. 7. SUMARIO INTRODUÇÃO ............................................................................................09 CAPÍTULO I: CAPÍTULO II: INTRODUÇÃO
  8. 8. O interesse pelo estudo do voleibol vem ao encontro da minha história de vida. Na minha adolescência, freqüentando a Escola particular Centro Educacional Cenecista de Barra do Corda – CNEC, nas antigas séries denominadas de ginásio, hoje com o nome de Ensino fundamental II, Estabeleceu-se o primeiro contato com essa modalidade esportiva, não nas aulas de Educação Física mas nas praticas de voleibol de rua na frente da Escola, com colegas e vizinhos onde pude aprender os fundamentos básicos do voleibol somente observando e praticando. Pelo meu desempenho nas peladas assim chamadas as brincadeiras de voleibol, surgiu-me a possibilidade de fazer parte da equipe de voleibol daquela instituição, participando de campeonatos com as demais escolas particulares, estaduais e municipais de Barra do Corda. Com o aumento gradativo do interesse em jogar voleibol, com apoio e incentivo dos meus pais e amigos fui durante vários anos campão desta modalidade pela aquela instituição. Ocorreu um estimulo a mais para a pratica dessa modalidade, e assim iniciei o treinamento em clube - Trizidela vôlei clube, onde me consagrei campeão durante vários anos e chegando a defender a seleção de voleibol de Barra do Corda, nos amistosos e competições intermunicipais, hoje continuo defendendo como atleta e como treinador. Em 2005 fui contratado por uma Escola particular, Centro Educacional Cristão (CEC) que estava sendo fundada neste mesmo ano para trabalhar como professor de Educação Física, por conta da minha larga experiência na área esportiva, onde já trabalhava com Ensino fundamental pela rede pública, no primeiro ano conseguir levar as equipes de voleibol ao título de campeão, tanto no masculino e feminino conseguindo assim o vice campeonato geral dos jogos escolares daquele ano, e nos próximo cinco anos seguintes campeão geral dos jogos escolares de Barra do Corda, já mim mostrava incomodado como desenvolvimento do voleibol nas escolas particulares, estaduais e principalmente nas escolas municipais, tanto em relação dos trabalhos dos professores direcionados apenas para o jogo - não havendo nenhuma contextualização da modalidade esportiva, como pela necessidade da busca de uma maior reflexão da própria atuação profissional. Comecei então a preocuparme em oferecer um tratamento pedagógico adequado dessa e de outras modalidades nas aulas de Educação Física Escolar. Essa proposta passou a ter consistência quando houve uma maior aproximação de minha parte com as propostas definidas, onde pude estabelecer perspectivas, para o aluno, como por exemplo, o que o aluno deve saber, deve aprender e deve ser.
  9. 9. Quando surgiu o interesse pelo curso superior de Educação Física motivada essencialmente pela prática na modalidade esportiva voleibol por muitos anos. Na graduação pagamos a disciplina de voleibol, que infelizmente não atendeu as minhas expectativas, pois o conteúdo não se apresentou organizado e estruturado para atender as necessidades de atuação de futuros profissionais. Com essa disciplina pude estabelecer uma melhor interação entre o conhecimento acadêmico e a prática no local de trabalho. Nesse processo de formação, estabeleceu-se a diferença de abordagem do esporte em clubes e em Escolas, Sendo naquele momento direcionando para o trabalho de treinamento, baseado no aprofundamento nos estudos da modalidade que hoje uso este conhecimento teórico e prático para passar para os meus alunos que hoje tem um professor que pode orientá-los sobre o conhecimento básico da modalidade voleibol. O objetivo deste trabalho foi construir, e avaliar, uma proposta de ensino e treinamento do voleibol escolar baseado no modelo de Matveev dentro da escola Centro Educacional Cristão (CEC) nos jogos escolares de Barra do Corda - MA (JEBC) e identificar as possibilidades e dificuldades do desenvolvimento desta proposta, onde através do voleibol possamos melhor desenvolvimento o estado físico técnico tático e psicológico dos alunos com treinamentos dirigidos a alunos que possam assimilar melhor o espírito de competividade e companheirismo dentro e fora das competições e assimilar as diversas situações que pode ocorrer dentro e durante as competições escolares. e dar maior variedade à oferta existente no mundo escolar, para poder cobrir as necessidades dos meninos (as), que não tinham encontrado uma atividade que lhes aproximasse do mundo da atividade física, ou simplesmente lhes dar a possibilidade de conhecer outro esporte como o voleibol em nossa localidade, podendo conhecer todos os elementos novos que o mesmo oferece para sua prática. As vantagens segundo o doutor Arístides Lanier (Cuba) o desportista está preparado para suportar todo o tipo de obstáculo que interponha em seu caminho, dotado de uma profunda educação ética – moral, capaz de concentrar-se nas atividades, dissociado dos estímulos externos desfavoráveis, tanto do treinamento como na competição, tem um pensamento tático (análise de situações) rápido e preciso, capaz de superar-se ante a derrota e ante a vitória adotando sempre uma conduta positiva. Os objetivos específicos que se perseguirão com a realização deste trabalho, vão encaminhados a dar uma série de conhecimentos teóricos e práticos de base a respeito da atividade física e deste deporte em concreto o que podemos estruturar nos seguintes contidos. Conhecimento e familiarização com os elementos estruturais do jogo.
  10. 10. Diferenciar e conscientizar sobre as posições básicas tanto em ataque como em defesa. Nomear as diversas fases do jogo. Enunciar os distintos tipos de saque. Relacionar as diferentes possibilidades de deslocamentos. Apontar as diferentes possibilidades de passes. Definir as principais regras que regem este esporte. Dentro das atividades que se podem realizar dentro da pratica deste esporte se incluem a demais das próprias sessões de treinamentos, as de índole teórica que se realizarão em salas-de-aula ou no próprio ginásio com classes teóricas, projeção de filmes, partidos de competições oficiais e qualquer outro recurso didático que se estime necessário para complementar a formação em todos os aspectos dos meninos / ás. Deste modo e em relação com o chamado anteriormente, mas no plano meramente pratico, organizar-se-ão competições a escala interna, para nos beneficiar do fator lhe motivem que a competição possui, e aproveitar este para que eles mesmos participem de sua programação, seguimento e realização, conseguindo com isso maior implicação para a atividade e criando neles um maior sentido da responsabilidade e trabalho em equipe, de uma vez que maiores conhecimentos do âmbito esportivo no que a competições se refere.
  11. 11. CAPÍTULO I 1 TÍTULO: O esporte é tratado por vários autores como um fenômeno sociocultural. Historicamente foram criadas diversas modalidades esportivas, que sofreram modificações até o momento atual. Dos primeiros Jogos Olímpicos da era moderna em 1896 aos últimos
  12. 12. realizados em 2012, algumas modalidades deixaram de fazer parte do programa olímpico e, em contrapartida, outras foram acrescentadas, mostrando a capacidade de fortalecimento, transformação e expansão desse fenômeno. O esporte estar presente no nosso dia-a-dia; estamo-nos em contato com ele quase todo o tempo através dos meios de transmissão de jogos pela televisão, programas esportivos, jornais impressos, rádio, ou mesmo em praças esportivas e clubes, onde existem inúmeras pessoas vivenciando práticas de diferentes modalidades. Ao analisar o surgimento dos esportes modernos, KORSAKAS (2002) afirma que a sua origem se deu no século XIX, acompanhando o desenvolvimento da sociedade capitalista. A autora observa que vários tipos de jogos sofreram alterações até chegarem ao esporteespetáculo, transformando-se em um produto de consumo para a sociedade. A sua evolução acompanha os avanços da ciência, tendo contribuições das áreas do treinamento esportivo, medicina, fisioterapia, psicologia, nutrição, informática e também quanto aos aspectos tecnológicos, surgindo cada vez mais novidades, como vestimentas e materiais esportivos, sempre com o objetivo de torná-lo mais atraente para o consumo, seja na forma de venda de ingressos de estádios e ginásios, assinatura de canais de televisão ou venda de marcas esportivas que patrocinam atletas de alto nível de competição. Entretanto, cabe a nós entendermos que o esporte direcionado para o profissionalismo é apenas uma de suas possibilidades. por exemplo, sinaliza além do esporte profissional, o esporte dentro do ambiente escolar, o esporte como componente do lazer, com espírito primário de competição por parte dos atletas alunos, onde o compromisso e o profissionalismo ainda não desabrochou na sua concepção de vida, tendo em foco somente o esporte-participação cujas finalidades são o bem-estar e a participação do praticante. PAES (2006) destaca que o processo de educação acontece em diferentes locais, não se restringindo à escola. De acordo com o autor podemos identificá-lo em três ambientes de ensino: o formal, sendo instituições com fins especificamente educacionais, ou seja, a escola; o não formal, tratando-se de clubes, projetos extracurriculares em escolas, oferecimento em locais de administração pública, com organização e sistematização do trabalho; e o informal, realizado pelos pais e demais parentes, contatos com amigos, leitura de jornais, programas de televisão. CRUM (1993) ajuda-nos a reforçar a idéia da necessidade de oferecimento do esporte na escola, pois, segundo o autor, o esporte está presente em clubes, escolas especializadas em esporte, praças esportivas, porém não são todas as camadas da população que são atingidas, e, além disso, apesar de essas instituições também poderem
  13. 13. atuar educacionalmente, os objetivos principais não são os mesmos do ambiente escolar. Segundo CRUM : [...], partindo do princípio de que é desejável que todos os jovens tenham oportunidades iguais para se familiarizarem com uma série de aspectos da cultura motora no seio da qual crescem, parece óbvio que a escola tem de desempenhar um papel central no processo de socialização do movimento (CRUM, 1993, p.143). Defendemos a idéia de o esporte estar presente na Educação Física escolar, pois esse fenômeno está culturalmente enraizado em nossa sociedade, portanto, necessita de uma atenção especial para que possamos oferecer aos alunos condições de entendê-lo e refletir sobre suas variadas possibilidades, pois da mesma forma que os acontecimentos da sociedade exercem influência na escola, reciprocamente a escola também possui a propriedade intervir na sociedade. Para o nosso estudo, abordamos uma das manifestações do fenômeno esporte, tratando especificamente da modalidade esportiva voleibol de quadra, que segundo BOJIKIAN (2003), originou-se na divisão de Educação Física da Associação Cristã de Moços em Massachusetts, Estados Unidos, em 1895, com o nome de minonette, sofrendo evoluções e alterações nas regras, até atingir a forma atual de se jogar o voleibol de quadra. Na América do Sul, os relatos da chegada do voleibol são de 1910, trazido por uma missão norte-americana, que tinha como especialidade a Educação primária. No Brasil, os dados do início da prática dessa modalidade esportiva não são exatos, mas admite-se que tenha ocorrido entre os anos de 1915 e 1917 (BOJIKIAN, 2003). Sendo o voleibol uma modalidade esportiva coletiva e apresentando na sua essência o jogo, fator que sócio culturalmente motiva e estimula as pessoas, mostra-se muito favorecido e propício o desenvolvimento da sua prática. Um aspecto em destaque quanto à evolução do voleibol é a constante alteração de regras sofridas pela modalidade. Isso pode e deve ser um ponto de reflexão do profissional ao estruturar o ensino, pois se, até meados da década de 1990, o jogo caracterizava-se pela necessidade de conquistar a vantagem para posteriormente haver a concretização do ponto, atualmente não ocorre mais, sendo cada disputa de rali (disputa que se origina no saque de uma das equipes e termina com a concretização da jogada: bola na quadra; bola direcionada para fora da quadra de jogo; bola resvalada por algum jogador indo fora dos limites da quadra de jogo e não mais recuperada; falta do jogador apontado pela arbitragem etc.) finalizada em ponto para uma das equipes. Outro fator a ser destacado refere-se à criação de um jogador específico para as ações de recepção e defesa, denominado de líbero. Não somos a favor de especializar os
  14. 14. alunos para essa função ou outra qualquer, porém mostra-se significativo, ao assistir uma partida pela televisão, que o aluno saiba por que surgiu, como funciona e quais os objetivos da função do líbero em uma equipe de voleibol. Assim, a vivência dos alunos nessa posição e a discussão sobre a especificidade desse jogador possibilitarão o entendimento dos fatores positivos e negativos da sua utilização. Cabe ao professor estar atento às mudanças referentes ao voleibol, principalmente àquelas determinantes para a estrutura da partida, pois podem influenciar no processo de ensino e aprendizagem principalmente para a prática nas competições escolares, onde as equipes com maior qualidade técnica e usando todos os fundamentos técnicos e principalmente o material humano dentro das regras estabelecidas pela modalidade, podem alcançar melhores resultados. Trabalhar o esporte na escolar sem ter como objetivo um reflexão do indivíduo, pode acontecer situações que poderão ocasionar problemas futuros, como na busca de talentos especialização precoce exclusão dos menos habilidosos colocando a aula de educação física e idealizar como modelo de esporte de rendimento. A evolução histórica do treinamento desportivo acompanhou como é natural, a do próprio ser humano. Da prática empírica, avançou até o rigor científico de nossos dias. Antes, muitas vezes o esporte era privilégio de castas. Hoje é praticado pelas massas sem distinção de cor, religião, sexo ou credo político. Entretanto, muitas de suas facetas atuais tem origem no esporte praticado pelos gregos. A alimentação, os treinadores especializados, os planos de treinamento, a massagem e a idéia do treinamento total, colocam a Grécia antiga na atualidade do treinamento, faltando‐lhe, é evidente, o respaldo científico. Concomitante a esses fatos houve uma significativa melhora na condição social e na capacidade econômica do país, tendo dessa forma alcançado com êxito, a finalidade inicial deste trabalho. Também nesta época, surgiram novos profissionais que se agregaram neste empreendimento, como Treinadores com seus planos de treinamento. Os professores de Educação Física também começaram a ganhar status – sócio – político – econômico, foram importantes na formação dos cidadãos e adquiriu grande importância na formação moral desta carreira. A decadência grega aconteceu com as guerras, com a ascensão do Cristianismo e com o domínio Romano. Como em todos os ramos da atividade humana, a noção da necessidade da preparação do indivíduo para apresentar um determinado rendimento, originou‐se na mais remota antiguidade. Portanto essa necessidade de preparação não é coisa nova, como muitos pensam ou pretendem transparecer. Para melhor entendimento, podemos afirmar que é a partir da chamada antiga Grécia, que a idéia da necessidade de uma preparação sistemática assumiu maior
  15. 15. importância, embora se saiba que civilizações mais antigas, já utilizavam diversas formas de atividades objetivando, em primeira linha, a preparação de seus exércitos para as guerras; e isso sem dúvidas, caracterizava uma preparação sistemática, ou seja, uma forma primitiva de treinamento esportivo. Pode se entender que a periodização é um treinamento desportivo que inicia o seu assunto a partir da década xx, pelo russo Kotov. De acordo com Silva (1998), na década de 1950, o professor Lev Matvéiev, atualizou e aprofundou os conhecimentos desenvolvidos anteriormente e, com base nos sistemas de preparação dos atletas soviéticos, estruturou os fundamentos teóricos de um sistema de treinos que se tornou hegemônico em quase todo o mundo, passando a ser adotado como referencial básico para o processo de preparação. Para melhor se entender a história da periodização é importante mencionar a linha histórica que Manso (apud LOPES E MONTEIRO, 2009) nos descreve: O primeiro grupo é caracterizado pelos treinadores da Grécia antiga, em que seu objetivo era tornar homens simples que não possuíam qualquer treinamento e técnica alguma em grandes atletas de alto rendimento, processo este realizado a partir de um treinamento planejado. Entre os anos 1950 a 1970 começam a aparecer então várias questões, interrogamentos, críticas, bem como propostas e sugestões de períodos tradicionais. Nesta fase Matveev (apud LOPES E MONTEIRO, 2009) nos fala do composto essencial para um bom rendimento esportivo que seria uma preparação geral formado por períodos de tempo muito curtos. Este vai mais além dividindo os períodos de treinamento em três níveis, os microciclos, mesociclos e macrociclos. Não se pode deixar de acrescentar o que Manso (apud LOPES E MONTEIRO, 2009) ressalta em relação aos modelos tradicionais, nomeadamente em que estes apesar de serem antigos estes continuam a ser usados nos tempos de hoje. É interessante mencionar que estes são modelos não podem ser usados em qualquer desporto, estes obtém mais aceitação e sucesso em modalidades cíclicas. Pode se entender que a periodização origina-se da palavra período, com isso a idéia de periodização consiste em subdividir o treinamento em períodos específicos como, macrociclo, mesociclo e o microciclo. Essa divisão teve como objetivo reduzir os efeitos negativos do treinamento, proporcionando, assim, um desempenho máximo do atleta. Monteiro e Lopes (2009) também acrescentam que esse é um planejamento de treinamento, que será desenvolvido por um tempo permitido ao treinador, que fará uma análise do desenvolvimento do atleta para assim chegar a um ponto máximo do desempenho. O mesociclo é uma combinação de microciclos, do mínimo dos microciclos. O papel fundamental dos mesociclos
  16. 16. é dirigir racionalmente os efeitos acumulativos do treinamento, pois estes formam bases de construção das adaptações do mesmo e é o menor ciclo do treinamento com uma duração de sete dias. Os microciclos formam bases de construção, porque nesta fase é observada a alternância de intensidade das cargas. Da mesma forma que as organizações só conseguem alcançar seu sucesso através de um bom planejamento, organização e sua boa estrutura na periodização acontecem o mesmo processo, isto é, é necessário periodizar para se dar a conhecer os erros e proceder aos acertos dos mesmos. O planejamento em um treinamento é considerado um processo metodológico e cientifico que tem o objetivo de fazer com que um atleta consiga atingir seu nível máximo de desempenho. Este é talvez o item mais importante que um treinador necessita para conseguir um bom andamento em seu programa de treinamento conseguindo, assim, uma melhor organização, direção, sentido e alvo para aquilo que vai ser realizado e evitando o processo aleatório e sem objetivos que ainda é usado ate hoje em certos jogos coletivos. Portanto, treinamento pode ser considerado como sinônimo de propósitos, porque em um processo de treinamento nada acontece ao acaso. Ao se falar da importância da periodização esta falando nomeadamente no objetivo de predizer qual será a reação do organismo do individuo de acordo com o planejamento e a modalidade em causa, pois Bompa (2002 p.158), afirma que é necessário ver este como um: Processo de planejamento como um meio de manipular o treinamento do atleta, de acordo com a especificidade do desporto, para atingir o mais alto nível de desempenho possível. Bompa (2002) vai mais além falando que o treinamento é um processo complexo, porque este exige um conhecimento e inserção de itens referentes a praticamente todas as diversas áreas da educação física, pois um treinador independente dos jogos coletivos utilizado precisa ter em conta o potencial do individuo, bem como sua taxa de desenvolvimento, também é necessário considerar a existência e condições das instalações e equipamentos que se encontram disponíveis para referido treinamento. Com tudo, o planejamento necessita de ter certas características como sua simplicidade, precisa ser sugestivo e flexível, para se conseguir mudar de acordo com o progresso e elevação do conhecimento metodológico referente ao atleta. A periodização do treinamento tenta reunir as várias condições possíveis para alcançar um grupo de objetivos devidamente estabelecidos, pois este é um processo que não pode ser visto como uma parte separada mais sim como um todo. Nesta fase é necessária a
  17. 17. existência de um planejamento de treino, mas também uma boa preparação dos atletas, (GOMES 2002). Tem se como parte essencial do treinamento a existência de vários fatores que assim influenciam o mesmo, pois como Bompa (2002), Gomes (2002) enumera estes fatores como sendo o tipo de desporto, a idade, o sexo, a fase, o nível do treinamento e ate mesmo a influencia das tradições nos diversos países, condições climáticas, a disponibilidade dos materiais a serem usados para as modalidades e as instalações desportivas. Com isto pode se afirmar que o planejamento nos jogos coletivos é um processo complexo, primeiramente devido à exigência de uma analise meticuloso a que todos os atletas são submetidos antes de seu processo de preparação. Seguidamente e necessário ter em conta os princípios do planejamento do treinamento desportivo, bem como do papel de qualquer treinador, que nada mais é do que descobrir meios possíveis para se conseguir os melhores resultados possíveis com a equipe desportiva. De acordo com Gomes (2002) é necessário ter em conta todos os passos e métodos necessários para elaboração dos jogos coletivos, ou seja, em toda a modalidade é preciso fazer uma abordagem ou um modelo de jogo, se referindo desde á constituição da equipe, ataque e contra ataque, situações defensivas, tempo de ataque e defesa, numero de fases de ataque e defesa, bolas perdidas, passe de bola, numero de ações táticas, individuais e coletivas, quantidades de saltos, números de faltas, números de jogadores utilizados, bloqueios e eficiência das ações. É importante citar que um atleta necessita ter em conta para obter uma boa pratica desportiva estes itens seriam: manutenção do equipamento pessoal, regime alimentar equilibrado, regime de sono, utilização dos meios naturais como fortalecimento do organismo além de ter um bom relacionamento com outros especialistas (psicólogos, nutricionista, fisiologista, etc.). Apesar de todos esses cuidados por parte do atleta um treinador para conseguir uma boa periodização nos jogos coletivos necessita de uma boa organização no sistema de registros. Por tanto, o treinamento de qualquer jogo coletivo alem de necessitar da existência de uma boa periodização no planejamento, também precisa de se lembrar das necessidades e habilidades dos atletas, pois na maioria das vezes um atleta melhora e domina uma habilidade com mais rapidez do que outra, ou de determinada modalidade. Por isso é importante selecionar e preparar um bom treinamento dos atletas tendo sempre em conta do jogo coletivo que esta em causa é com isto que será apontado e explicado as características e habilidade dos atletas necessárias para realização de uma modalidade especifica que no caso será o voleibol escolar.
  18. 18. CAPÍTULO II 2 O voleibol é um esporte jogado entre duas equipes numa quadra dividida por uma rede. Existem diferentes sistemas específicos desse jogo. Conforme as circunstâncias aplicam-se diferentes sistemas ao jogo, cabendo aos participantes escolher a melhor forma de executá-los. O objetivo do jogo é fazer a bola cair no campo do adversário, enviando-a por cima da rede e impedir que isto aconteça no seu próprio campo. Cada equipe dispõe de três toques para devolvê-la à quadra adversária (além do toque no bloqueio). A bola é colocada em jogo com um saque: o jogador golpeia a bola enviando-a por cima da rede para a quadra adversária. A bola continua em jogo até que caia dentro da quadra, vá para "fora" ou a equipe não a devolva corretamente para a quadra oposta. No voleibol, o time que ganha um rally marca um ponto (Sistema de Ponto por Rally). Quando a equipe receptora ganha um rally, ganha um ponto e o direito de sacar, e seus jogadores mudam de posição, efetuando um movimento de rotação sempre no sentido dos ponteiros do relógio. O voleibol é um jogo em que os jogadores usam as mãos para tocar a bola. Porém, não é permitido segurá-la ou carregá-la. Controlada apenas por toques das mãos, a bola deve ser lançada para o campo adversário, e vice-versa, por cima da rede que divide os dois campos, até que a bola toque o chão, o voleibol é um esporte jogado entre duas equipes numa quadra dividida por uma rede. Uma partida é disputada com 12 jogadores, 6 em cada equipe. Cada equipe deve ser composta por 12 jogadores: 6 que iniciam o jogo (Titulares) e 6 jogadores reservas. O Voleibol é jogado em sets. Quando uma equipe atinge a contagem de 25 pontos, com uma vantagem de pelo menos 2 pontos em relação ao adversário, completa-se um set, o jogo termina com no máximo 5 sets e no mínimo 3, acaba quando uma equipe ganha 3 sets seguidos, quando ganha 3 e a outra equipe ganha 1,ou quando as equipes estão empatadas com 2 sets cada uma e assim vai pro decisivo o quinto. A área de jogo compreende a quadra de jogo e a zona livre. Ela deve ser retangular e simétrica, A quadra de jogo é um retângulo medindo 18m x 9m, circundada por uma zona
  19. 19. livre com, no mínimo, 2m de largura, A superfície deve ser plana, horizontal, uniforme e não deve apresentar qualquer perigo de lesão aos jogadores. Duas linhas laterais e duas linhas de fundo delimitam a quadra. O eixo da linha central divide a quadra de jogo em duas quadras de medidas iguais, tendo, cada uma, 9m x 9m, Em cada quadra a zona de ataque é limitada pelo eixo da linha central e a linha de ataque traçada 3m atrás deste eixo. Uma rede é instalada verticalmente sobre o eixo da linha central. A altura da rede deve ser de 2,43m para as equipes masculinas e de 2,24m para as equipes femininas, a rede mede 1m de largura por 9,50m de comprimento, na parte superior há uma faixa horizontal branca, de 5 cm de largura. A antena é uma vara flexível medindo 1,80m de comprimento e 10 mm de diâmetro, duas antenas são fixadas na parte externa das faixas laterais, em cada lado da rede. A bola deve ser esférica, sendo sua capa feita de couro flexível ou couro sintético e a câmara interior feita de borracha ou material similar, a circunferência deve ser de 65 cm a 67 cm e o peso de 260g a 280g. Uma equipe é constituída de no máximo 12 jogadores, um técnico, um assistente técnico, um preparador físico e um médico, um dos jogadores é o capitão da equipe e como tal deve estar indicado na súmula do jogo, cada equipe tem a opção de registrar, entre seus jogadores, um (1) jogador especializado em defesa "Líbero". Os jogadores que não estão jogando devem permanecer sentados no banco de reservas ou em sua área de aquecimento, os bancos de reservas das equipes ficam localizados em cada lado da mesa do apontador, fora da zona livre. O uniforme dos jogadores consiste em camisa, calção, meias e tênis. O capitão da equipe é identificado por uma faixa em sua camisa, de 8 cm x 2 cm colocada no peito, abaixo do número, é proibido o uso de uniformes de cor diferente dos outros jogadores, exceto o do líbero. Durante todo o jogo, o técnico dirige sua equipe fora da área de jogo. Ele decide a formação inicial, as substituições e solicita os tempos de descanso para dar suas instruções. A equipe de arbitragem para um jogo é composta pelos seguintes oficiais: o primeiro árbitro, o segundo árbitro, o apontador e quatro (dois) juízes de linha. Um set (exceto o decisivo - 5º set) é vencido pela equipe que primeiro conquistar 25 pontos com uma diferença mínima de 2 pontos. No caso de um empate em 24-24, o jogo continuará até que uma das equipes consiga uma vantagem de 2 pontos,um jogo é ganho pela equipe que vencer três sets, caso haja empate 2-2 em sets, um set decisivo (5º) é jogado em 15 pontos, com uma diferença mínima de 2 pontos. Se uma equipe recusar-se a
  20. 20. jogar, tendo sido convocada, é declarada desistente e perde o jogo, com o resultado final de 0 - 3 e de 0 - 25 para cada set. Cada equipe deve ter sempre seis jogadores na quadra de jogo, o formulário com a posição inicial indica a ordem de saque dos jogadores na quadra. Esta ordem deve ser mantida até o final do set, Antes do início de cada set, o técnico deve apresentar a formação inicial de sua equipe através do formulário de ordem de saque. No momento em que a bola é golpeada pelo sacador, cada equipe deve estar posicionada dentro da sua própria quadra (exceto o sacador) conforme a ordem de saque. Os três jogadores colocados ao longo da rede formam a linha de ataque e ocupam as posições 4 (ataque - esquerda), 3 (ataque - centro) e 2 (ataque - direita), os outros três jogadores que formam a linha de defesa ocupam as posições 5 (defesa - esquerda), 6 (defesa - centro) e 1 (defesa - direita), após o saque ser realizado, os jogadores podem se deslocar e ocupar qualquer posição dentro da sua própria quadra e na zona livre. Rodízio é determinado pela formação inicial e controlado através do formulário de ordem de saque, devendo ser mantida durante todo o set. Quando a equipe receptora ganha o direito de sacar, seus jogadores efetuam um rodízio, avançando uma posição, sempre no sentido dos ponteiros do relógio. A substituição é o ato de um jogador sair da quadra e outro ocupar o seu lugar. A substituição deve ser autorizada pelos árbitros. Cada equipe pode proceder a, no máximo, 6 substituições em cada set. Um ou mais jogadores podem ser substituídos ao mesmo tempo. A bola está em jogo a partir do momento do golpe de saque autorizado pelo primeiro árbitro, a bola está fora de jogo a partir do momento em que uma falta é apitada por um dos árbitros; na ausência de uma falta, no momento do apito, considera-se a bola "dentro" quando toca o piso da quadra de jogo, inclusive nas suas linhas de delimitação. Considera-se a bola "fora" quando: A parte da bola que toca o piso está totalmente fora das linhas de delimitação da quadra; toca um objeto fora da quadra, o teto ou uma pessoa fora do jogo; toca as antenas, cabos de fixação, postes ou a própria rede, fora das faixas laterais. Cada equipe deve jogar dentro de sua área e espaço de jogo, a bola pode, no entanto, ser recuperada além da zona livre. Cada equipe tem o direito de tocar a bola no máximo três vezes, além do toque do bloqueio, para devolver a bola. Se mais toques são utilizados, a equipe comete uma falta de "quatro toques”, o jogador não pode tocar na bola duas vezes consecutivamente.
  21. 21. Características do toque: bola pode ser tocada com qualquer parte do corpo; a bola deve ser tocada, não pode ser retida e/ou conduzida. Pode ser enviada para qualquer direção; a bola pode tocar várias partes do corpo, contanto que estes contatos ocorram simultaneamente. A bola enviada para a quadra adversária deve passar por cima da rede, dentro do espaço de cruzamento, Uma bola jogada de encontro à rede pode ser recuperada dentro do limite dos 3 toques da equipe, exceto no saque. No bloqueio, o bloqueador pode tocar a bola acima da rede no espaço do oponente, contanto que sua ação não interfira antes ou durante o golpe de ataque do adversário, é permitido invadir o espaço do adversário por baixo da rede, contanto que não interfira em sua ação de jogar. O saque é a ação de colocar a bola em jogo pelo jogador de defesa direita posicionado na zona de saque. O primeiro árbitro autoriza a execução do saque após ter verificado se as duas equipes estão prontas para jogar e o sacador está de posse da bola. A bola deve ser golpeada com uma das mãos ou qualquer outra parte do braço após ser solta ou lançada ao ar com a(s) mão(s) e antes que toque outra parte do seu corpo ou o piso da quadra. No momento em que golpeia a bola ou que salta para efetuar o saque, o sacador não pode tocar a quadra de jogo (inclusive a linha de fundo) nem pisar fora da zona de saque. Após o primeiro árbitro apitar autorizando o saque, o sacador tem até 8 segundos para golpear a bola. Toda ação de enviar a bola para a quadra adversária, à exceção do saque e do bloqueio, é considerada um ataque, durante a execução de um ataque, um leve toque ("largada") é permitido se este toque for claro e a bola não for acompanhada pela mão. Um ataque é efetivo quando a bola ultrapassa completamente o plano vertical da rede ou é tocado por um adversário, um atacante pode efetuar um golpe de ataque em qualquer altura, desde que, no momento em que tocar a bola, esteja dentro de seu espaço de jogo. Um jogador da defesa pode efetuar um ataque de qualquer altura atrás da zona de ataque, se no momento da impulsão, seu(s) pé(s) não tenha(m) tocado ou ultrapassado a linha de ataque. Bloquear é a ação dos jogadores, posicionados perto da rede, de interceptar a bola vinda da quadra adversária, acima do bordo superior da rede. Somente os jogadores da linha de ataque podem completar um bloqueio, o bloqueio é efetivo quando a bola é tocada por um bloqueador, o bloqueio do saque adversário é proibido.
  22. 22. CAPÍTULO III 3.0. TÍTULO É através desses conhecimentos sobre voleibol, que é possível determinar a base e os fatores fisiológicos envolvidos no treinamento das equipes. Contudo, é importante mencionar que o tipo de treinamento psicológico que é utilizado no esporte, este varia muito e as habilidades mentais e atributos psicológicos que geralmente são trabalhados com atletas são: aumento de autoconfiança, atenção e concentração, organização de objetivos, autocontrole da ativação e relaxamento, utilização de visualização e imagem, estratégias de
  23. 23. rotinas e competitividade, elevação de motivação e comprometimento. O desempenho de um atleta está muito relacionado à sua condição física, pois eles necessitam intensamente de coordenação física e motoras para a prática dessa modalidade, assim, entendemos que o voleibol se baseia muito nos gestos específicos sendo de muita importância para obter o nível desejado. De acordo com Bizzocchi, (2000) é normal os jogadores misturarem as várias formas de habilidade motora, como por exemplo, o saltitar, correr e galopar tendo como objetivo fazer o bloqueio ou até mesmo o ataque, tendo que realizar simultaneamente alguns passos cruzados e/ou laterais, o que torna, assim, a situação mais complexa principalmente na coordenação de movimentos. Uma das grandes dificuldades do voleibol moderno é conseguir, dentro de um calendário preestabelecido, trabalhar as diferentes qualidades físicas necessárias para um bom desempenho do atleta. Para desenvolvê-las, é fundamental; capacidade física básica dos atletas: tempo de treinamento e condições materiais adequadas: nível de treinabilidade da equipe, etc. Porém poucas são as equipe que dispõe de todos estes recursos para atingir os objetivos traçados. Muitas perguntas nos vêm a cabeça: - Como preparar uma equipe com um curto período de treinamento? - Como fazer a periodização adequada? - Que métodos de treinamento utilizar? - Que qualidades físicas devo priorizar dentro do trabalho? - Como adaptar a preparação física com a preparação técnico-tática? - Quais são os objetivos do treinamento para a equipe? - Como motivar a equipe durante os períodos de treinamento? Estas são apenas algumas perguntas que passam na cabeça dos técnicos e preparadores físicos na hora de escolher os métodos e meios de treinamento para levar sua equipe a atingir uma forma desportiva ideal. Cada realidade deve ter sua própria resposta. Assim como o treinamento deve ser o mais individualizado possível, os meios de treinamento devem ser de acordo com a; necessidades dos atletas e da equipe para melhor alcançar aqueles objetivos, outros fatores vão agravar esta situação: Falta de disponibilidade de tempo para uma preparação física ideal, falta de um preparador físico especifico para desenvolver e controlar o treinamento físico e poucos recursos materiais para o trabalho e etc. Para que o voleibol Escolar brasileiro mantenha sua evolução é preciso esforços concentrados de todo o esquema (tático, técnico, físico e psicológico) desta modalidade para definir os rumos, os objetivos e as metas para o futuro, assim podemos chegar a um objetivo específico, e claro obter os resultados almejados, Os resultados desportivos somente serão
  24. 24. possível se forem respeitadas as etapas naturais do desenvolvimento do atleta, principalmente a idade biológica. Para se chegar ao alto nível, o atleta deverá dispor de dedicação integral, condições ideais de treinamento (material esportivo, instalações) e, principalmente, uma educação física de base generalizada, adequada, com efeitos benéficos, conduzindo-o a uma iniciação esportiva eficiente, orientado sempre por treinadores conscientes de suas atuações. As atividades de base são fundamentais nas faixas etárias inferiores. “É preciso observar as características psicológicas do atleta em cada momento do treinamento, a hora de determinar objetivos e conteúdos físicos, adaptando-os às exigências que este demanda” (WEINECK, 1991). As primeiras etapas do treinamento (10/11 anos) são prioritariamente de formação, em que progressivamente devem-se criar as bases para as próximas fases. Ao se tentar atingir objetivos inerentes ao voleibol, com a vitória e o rendimento máximo, muitas vezes acabam especializando precocemente o atleta, tornando a aprendizagem mais rápida, possibilitando a obtenção dos resultados almejados rapidamente. Este procedimento tem sido comum em muitos desportos, em que as crianças começam a treinar na fase de desenvolvimento de habilidades motoras básicas. Entretanto, esta prática tem se mostrado inadequada, pois é grande o número de desportistas que têm abandonado os treinamentos em função da perda de motivação e saturação emocional. Diante desta situação, é possível dividir um planejamento em etapas, por idade, a longo prazo, em função das variáveis física, técnica e tática, para o voleibol. Portanto, este estudo tem como objetivo buscar subsídios que possam melhor orientar a formulação de um planejamento de treinamento no voleibol longo prazo, para indivíduos entre 10 e 17 anos. O objetivo final de cada etapa é obter um indivíduo qualitativamente novo e preparado para a etapa subseqüente. WEINECK (1991). Dentro do treinamento desportivo, são três as etapas predominantes, etapa de iniciação desportiva de 10-14 anos, etapa de preparação para pré-competição de 15-16 anos e etapa de competição de 17 anos em diante. A planificação deve ajustar-se segundo a determinação das etapas anteriormente mencionadas e, quanto mais próximo se está do início do treinamento desportivo, maior atenção se dedicará a uma preparação de muitas fases.
  25. 25. A cada fase que se segue serão descritos os tipos de treinamento respectivos a esta, tendo como orientação a idade biológica e as modificações fisiológicas, físicas, sociais que se manifestam no indivíduo. É importante que o treinador conheça bem o seu futuro alunos atleta, pois nessa faixa etária a criança “passa” por vários processos de ajustamento, seja de ordem social, emocional ou psicológica, e são bastante sensíveis às mudanças que possam ocorrer no treinamento; qualquer deficiência de orientação por parte do treinador poderá desestimulá-la a continuar. A duração desta etapa, segundo WEINECK (1991), vem ocupar normalmente as idades compreendidas entre 9-10 anos até os 14 anos. Os jovens nessa fase pré-puberal, principalmente (12 a 14 anos de idade – meninos, e 10 a 12 anos de idade – meninas), apresentam crescimento em peso e estatura acelerados. O desenvolvimento neuropsicomotor também se acelera no setor emocional, quando ocorre também pequeno aumento de força muscular. Os jovens dominam perfeitamente o ritmo e a flexibilidade e começam a apresentar mais tolerância para o trabalho anaeróbico tático e força, porém essas duas qualidades não devem ser à base do treinamento, como afirma (WEINECK, 1991), principalmente por causa do baixo nível de testosterona (hormônio responsável pela força). Constatou-se também que as crianças de 11 e 12 anos alcançam índices morfofisiológicos e bons resultados nas provas de controle e mantém estas vantagens no futuro, à medida que aumentam de idade (WEINECK, 1999). É o começo da puberdade (13/14 anos). Há um crescimento e desenvolvimento em máxima velocidade, determinando um aumento da força muscular em virtude do aumento do hormônio testosterona nos meninos (WEINECK, 1991). Nesta fase há uma grande facilidade para originar deformações por má postura, principalmente se forem aplicadas grandes cargas, pois não houve ainda ossificação completa. O treinador deve observar se os alunos atletas estão executando de forma correta os exercícios. O aumento do volume do coração, segundo WEINECK (1999), é evidenciado, e quanto maior for o coração maior quantidade de ácido lático poderá ser metabolizada, contribuindo para retardar o limite geral da fadiga; isto não significa que se deva enfatizar o aspecto físico no treinamento para o pré-púbere, e sim ir graduando essa intensidade a cada sessão de treino, de forma que o coração se adapte aos novos estímulos. O aumento sensível da estatura, paralela ao aumento do peso, segundo WEINECK (1991), é observado nessa fase. Esse crescimento determina um decréscimo da capacidade de coordenação.
  26. 26. Ocorre também um aumento da testosterona, que faz com que haja uma indução enzimática que, entre outras coisas, provoca uma melhoria da capacidade de trabalho anaeróbio no adolescente (WEINECK, 1999). A capacidade anaeróbia só aumenta com o aumento da força na puberdade, em que a estrutura muscular adquire maior grau de tonicidade, tornando-a mais adaptável a cargas. WEINECK (1999), lembram que a capacidade de responder fisiologicamente ao treinamento físico começa a se acentuar a partir da puberdade, isto em razão do aumento do número de glóbulos vermelhos e da hemoglobina. Além dessas mudanças de ordem fisiológica, aparecem no organismo dos adolescentes novos valores, como psíquicos, susceptíveis de desequilíbrio (WEINECK, 1999), encontrados emocionalmente numa fase de turbulência indefinida contra os adultos, tendendo a se aproximar da maturidade. Na adolescência, o desenvolvimento intelectual do adolescente também encontrase bastante aprimorado, permitindo novas formas de aprendizagem do movimento e da organização geral do treinamento (WEINECK, 1999). Desta forma, os adolescentes compreendem melhor as noções básicas da tática do voleibol. Quanto à estrutura de treinamento (13-14 anos), WEINECK (1999) propõe que seja 50% preparação física, 30% preparação técnica e 20% preparação tática. Deve haver ausência de trabalho especifico de anaeróbica tática, pois exige grande desproporção entre o elevado aumento da cavidade cardíaca e o respectivo desenvolvimento vascular, originando freqüentemente fadiga. Algumas corridas de longa duração e intervaladas deverão fazer parte do treinamento, além de exercícios de força e potência muscular, velocidade, coordenação (WEINECK, 1991). Os exercícios de flexibilidade poderão ser realizados, desde que não sejam em excesso, pois, do contrário, poderão trazer seqüelas ao desenvolvimento de outras qualidades motoras e causar defeitos posturais (WEINECK, 1999). O treinador, observando e adequando convenientemente o treinamento a essas mudanças, contribuirá para a melhoria gradativa do aluno atleta, de forma a adaptar o organismo a novos estímulos. Lopes e Monteiro (2009 p.55) ressaltam a periodização sendo o objetivo da preparação esportiva, consiste em possibilitar que o atleta obtenha o nível ótimo de preparação técnicotático, físico e psicológico, de acordo com a especificidade da modalidade, para atingir os melhores resultados na atividade. O mesmo trás o exemplo de uma periodização no voleibol. MODALIDADE: voleibol Escolar. CARACTERÍSTICA DA EQUIPE: Equipe de voleibol escolar que disputará os Jogos Escolares de Barra do Corda – MA.
  27. 27. OBJETIVO GERAL: Desenvolver um plano de periodização esportiva baseada no modelo tradicional de Matveev a ser aplicado na modalidade voleibol. OBJETIVO ESPECÍFICO: Desenvolver um plano de periodização esportiva a ser aplicado na modalidade para voleibol, atletas entre 15 e 17 anos do sexo masculino que se encontram no período de formação esportiva, com vistas a atingir o melhor desempenho técnico, tático e físico durante a realização dos Jogos Escolares de Barra do Corda – MA. CARACTERÍSTICA DA MODALIDADE: Desporto Coletivo Força e Potência. CARACTERÍSTICA DA COMPETIÇÃO: Os jogos serão no sistema de mata – mata, onde a equipe que for derrotada será eliminada da competição. COMISSÃO TÉCNICA: Treinador: Antonio Bezerra de Sousa Filho, Professor do Ensino Fundamental (12 anos), Preparador de Atletas na Associação Atlética Banco do Brasil - AABB (23 anos), Vice - presidente Liga Esportiva de Barra do Corda (4 anos) e Acadêmico de Educação Física. Apoio: Direção Escola, pais e alunos CARACTERIZAÇÃO DOS ATLETAS: Idade: 15 a 17 anos – nascidos entre 1996 e 1998. Sexo: Masculino. Categoria: Infanto. Nº de atletas: 12 a15. Experiência na modalidade: três anos. CARACTERIZAÇÃO DA EQUIPE: Média de altura: 1m 70 cm. Peso médio: 70 kg. Nível de qualificação da equipe: nível médio. Nº de treinamentos por semana: cinco. Duração dos treinamentos: cinco meses. Competições previstas: Jogos Escolares de Barra do Corda – MA (JEBC). Etapa do treinamento em curto prazo: Formação esportiva. CONDIÇÕES DE TRABALHO: da
  28. 28. Recursos humanos: Alunos Atletas. Tempo para treinamento: cinco dias, 2 horas em turnos matutino e vespertino, no total de 4 horas diárias. Recursos econômicos: Direção da escola. Espaço físico: Quadra da escola. CALENDÁRIO ESPORTIVO: Jogos Escolares de Barra do Corda - MA (JEBC): em Junho. OBJETIVO: OBJETIVO GERAL Desenvolver um plano de periodização esportiva baseada no modelo tradicional de Matveev a ser aplicado na modalidade voleibol. OBJETIVO ESPECÍFICO Desenvolver um plano de periodização esportiva a ser aplicado na modalidade voleibol, para atletas entre 15 e 17 anos que se encontram no período de formação esportiva, com vistas a atingir o melhor desempenho técnico, tático e físico durante a realização dos Jogos Escolares de Barra do Corda - JEBC no ano de 2013. CAPACIDADES MOTORAS: Condicionais: Coordenativas: Mistas: Condicionais: As capacidades motoras são um dos pressupostos necessários para a aprendizagem e a realização de ações motoras, não só desportivas como do quotidiano, das mais simples às mais complexas. Baseiam-se em predisposições genéticas e desenvolvem-se através do treino. Coordenativas: Condução, adaptação e aprendizagem determinada fundamentalmente pelo processo psicomotores de condução e regulação do movimento. Mistas: Velocidade flexibilidade onde os elementos anteriores interagem, sendo até hoje difícil de determinar um nível de predominância. HABILIDADES MOTORAS: Princípios: Ataque Defesa Fundamentos:
  29. 29. Saque, Manchete, Toque, Cortada, Defesa e Bloqueio. Técnicas: Saque – Tênis, Viagem, Balanceado e por Baixo; Toque – Para frente, Para trás, Com salto, Com uma das mãos; Cortada – Tênis, De fundo, Balanceada e Largada; Defesa – De toque, De Manchete, Com um dos braços e com Rolamento; Bloqueio – Simples, Duplo, Triplo, Ofensivo e Defensivo; FASES DE TREINAMENTO: Fase de Aprendizagem: Desenvolvimento da psicomotricidade e coordenação específica incorporada na prática da técnica dos fundamentos; Incentivo à execução técnica dos fundamentos individuais, noções de regra de jogo e conjunto de equipe; Inicio das qualidades físicas especificas. Fase de Iniciação: Fortalecimento das aquisições anteriores; Melhora e polimento dos fundamentos técnicos; Inicio da aprendizagem dos sistemas de jogo defensivo e ofensivo; Desenvolvimento da aprendizagem das funções táticas individuais e coletivas; Desenvolvimento das qualidades físicas especificas e do conhecimento das regras. Fase de Aperfeiçoamento: Consolidação plena das aquisições anteriores; Ausência de falhas e erros na execução dos fundamentos técnicos; Conhecimento pleno dos sistemas de jogo; Especialização técnica; Conhecimento pleno das regras do jogo; Potencial físico especifico para o voleibol; MEIOS DE TREINAMENTO: Organizacionais: Formato do treinamento (ex: Jogos, circuitos) Instrumentais:
  30. 30. Equipamentos de treino (ex.: bolas, redes, uniformes e etc.) Informativos: Formas de apresentação e correção do treino (ex: demonstração, coordenação desejada de movimentos precisos necessários para a execução de suas técnicas). MÉTODOS DE TREINAMENTO: São os tipos de treinamentos disponíveis, específicos às capacidades a serem treinadas. Físico: Resistência - Método intervalado; Força - Método de repetições; Flexibilidade - Método de repetições; Técnico: É o conjunto de atividades e ensinamentos que o atleta assimila, visando a execução do movimento desportivo com o máximo de eficiência; Tático: É o conjunto de procedimentos que irá assegurar ao atleta ou à equipe a utilização dos princípios técnicos mais adequados a cada situação da competição ou do adversário. AVALIAÇÃO: TESTES DE AVALIAÇÕES: Para a realização das avaliações e testes de controle, a ser adotados os seguintes métodos e protocolos: Força – 1RM; Flexibilidade – Sentar e alcançar ou Flexeteste; Força Rápida – MMII: Vertical e Horizontal Jump, e MMSS: Arremesso de medicinebol; Agilidade – Corrida Sinuosa; Resistência Aeróbia – 12 min. Cooper; Resistência Anaeróbia – Teste de 40 Segundos; Corrida de 50 metros (resistência anaeróbia alática – velocidade); Composição Corporal. Avaliar a distribuição da gordura corporal com alterações no nível de aptidão física e no estado de saúde dos alunos atletas. PERIODIZAÇÃO: A idéia de periodização consiste em subdividir um período específico de treinamento (macrociclo) em períodos menores ou fases (mesociclos), com cada mesociclo sendo separado novamente em microciclos semanais.
  31. 31. Etapa: Básica Pré-competitiva Competitiva Atividade prioritária: Preparação Física, Técnica e Individual; Preparação Técnica, Individual, Tática e Coletiva; Preparação Tática, Coletiva, Técnica e Individual; Atividade Secundária: Tático Coletivo Preparação Física. MACROCICLO: Representa a organização de todo o treinamento que será desenvolvido em um determinado período de tempo; A estruturação desse período de treinamento obedece a um plano de expectativas e, geralmente, encerra-se num ponto máximo (peak) de performance do indivíduo. Mesociclo Um macrociclo é composto de vários mesociclos (no mínimo quatro). Um mesociclo é formado por vários microciclos – normalmente de três a seis; princípios da sobrecarga e da interdependência volume-intensidade, com vistas a proporcionar a aplicação de cargas crescentes com respectiva recuperação, visando progressos na performance. Microciclo É o menor ciclo de treinamento. Normalmente possui a duração de sete dias, nessa etapa a alternância de intensidade das cargas de treinamento. Dependendo da etapa do treinamento e da qualidade física desenvolvida essa composição de intensidades vai variando. Periodização Esportiva – Macrociclo de Treinamento - 2013 Modalidade Voleibol Categoria Infanto Idade 15 a 17 Sexo Masculino Fevereiro Março Abril Meses Etapas de Preparação Maio Preparatória Períodos de Preparação Semanas de Duração da Sessão 120 min. Preparação Geral 1 2 3 4 Competitiva Preparação Específica 5 6 7 8 9 10 Pré-Competitivo 11 12 13 14 15 Competitivo 16 17 Treinamento Miclociclos de 1 19 20 8 R Treinamento Nº de Sessões Junho C O 3 3 4 C C H O H 3 4 R C CH 3 3 4 C C C P P O H C H H O C C 4 2 3 3 3 3 C 1 3 C C C C R H JG R 2 H O H M 3 3 3 3 3
  32. 32. Semanais Mesociclos de Inicial Desen. Básico Desenv. Específico Estabilizador Competitiv 17 16 12 09 12 Treinamento Nº de Sessões Mesociclos Relação Treinamento 1X 1 1 2X 2 2 1 1X0X 2 1X 1 2 1 1X1 Técnico/Tático/Físico 1 1 1x 1x 0 x 1 x 0X X X 2X X X X 2 X 0X X X X X3 2 O 0 2X 0 0 0 1 2 0 0 0 X X 2 1x 1x 2 x 0x x 1 2 1 1 2 X X X X X X X X X X X x 2 3 1 1 2 2 2 1 2 2 1 0 0 2 Calendário da Competição Comp. Escolares Co Capacidades Físicas Motoras Resistência Aeróbica % 15 20 70 8 15 90 100 20 80 55 50 10 55 51 9 60 12 4 33 30 6 15 95 20 100 80 57 12 60 48 40 20 30 35 20 80 70 50 0 Min 9 12 42 4 8 Resistência Anaeróbica % 15 20 75 8 5 Min 9 12 45 5 1 Força Máxima 1 9 1 3 8 5 % 0 0 0 0 3 4 1 3 2 0 16 8 32 28 20 6 0 2 30 55 25 80 25 85 1 1 8 3 5 0 5 0 4 3 1 5 8 3 2 9 1 2 6 5 0 0 0 5 0 0 8 3 4 1 2 2 6 0 0 4 0 1 1 9 2 5 0 0 5 2 1 5 0 % 14 6 Força Rápida 12 15 Min 8 8 0 6 Min Velocidade de Reação 13 24 11 36 15 % 11 45 38 35 6 0 6 Min Flexibilidade % 20 35 70 Min 6 10 22 8 85 20 100 25 6 30 7 28 20 30 14 95 25 18 0 2 4 Agilidade % 85 65 60 0 4 Min Coordenação % 15 35 75 8 6 90 15 100 80 30 18 3 20 16 6 5 Min 3 7 15 1 17 13 12 3
  33. 33. 7 CONSIDERAÇÕES FINAIS A qualidade de informações deve propiciar que o atleta desenvolva uma gama cada vez maior de atitudes motoras, representando assim uma forma de evolução. Tomamos como desafio trazer para a realidade a construção de um sistema de treinamento físico para competidores de jogos escolares, Utilizando metodologia orientação de acordo com especificações desenvolvida na realidade que nos encontramos. O desenvolvimento de um plano de periodização esportiva para qualquer modalidade, em especial para o voleibol, é um processo bastante complexo e que demanda
  34. 34. muito tempo e atenção, pois requer cuidado redobrado nas questões relativas ao tempo de trabalho, as condições da equipe, o conhecimento a respeito das particularidades da modalidade, além de outros inúmeros fatores. Porém é indispensável para que se faça um trabalho realmente planejado e com objetivo bem delimitado, deixando de lado o achismo e tornando cada vez mais raro a utilização dos processos de tentativa e erro. Mais fundamental ainda torna-se o processo de periodização ou planejamento quando este é voltado para o trabalho com crianças e adolescentes, pois nesta faixa etária os jovens estão em pleno desenvolvimento de suas capacidades, e uma intervenção mal conduzida, por falta de um planejamento prévio, pode desperdiçar o talento de um jovem e futuro campeão. Quanto a este trabalho, ele não está sendo aplicado, ainda, estando, portanto, apenas no campo teórico, mas que certamente servirá de ponto de partida para futuros planejamentos. REFERÊNCIAS ARRUDA, M. de. & HESPANHOL, J. E. Resistência especial do voleibolista. Revista Treinamento Desportivo, 2000. BOMPA, TO. Periodiçao: teoria e metodologia do treinamento. São Paulo. Phorte, 2002. BIZZOCCHI, C. O voleibol de alto nível: da iniciação à competição. Barueri, São Paulo, Ed. Manole, 2004. BIZZOCCHI, C. O voleibol de alto nível. São Paulo: Fazendo Arte, 2000. Doutor Arístides Lanier (Cuba), 2003 FORTEZA, A. Treinamento desportivo: carga, estrutura e planejamento. São Paulo, Phorte Editora, 2001.
  35. 35. FERNANDES, J.L., O treinamento desportivo: procedimentos organização, métodos. São Paulo: EPU, 1981. GOMES, AC. Treinamento Desportivo: estruturação e periodização. Porto Alegre. Artmed, 2002. HEGEDUS, J. Treinamento Desportivo. Coleção Educação Física Escolar v. I, São Paulo: Esporte e Educação Ltda, 1969. MONTEIRO E LOPES, Artur e Charles. Periodização Esportiva: Estruturação do treinamento. São Paulo: AG Editora, 2009. WEINECK, Jürgen. Biologia do esporte. Tradução de Anita Viviani. São Paulo: Manole, 1991. _________. Treinamento ideal. São Paulo: Manole, 1999. WEINECK, J. Treinamento ideal. Barueri, São Paulo, Editora Manole, 2003. 1ª edição brasileira.

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