Avaliação nutricional de escolares matriculados em escola de turno integral.Cíntia Lopes Castro Lucho *Rita de Cássia Diez...
entre as séries de 1º ano até o 5ª ano do ensino fundamental. A classificação do estadonutricional através do IMC (OMS, 20...
A necessidade de instituir programas de educação nutricional visando a mudança de hábitosalimentares, e redução das morbid...
RESUMO EXPANDIDOAvaliação nutricional de escolares matriculados em escola de turno integral.Cíntia Lopes Castro Lucho *Rit...
se tornarem adultos obesos, causando aumento de morbidade e diminuição de expectativade vida.3 Alguns autores sugerem a im...
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Resumo FENERC 2012 - Alvorada 2

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Resumo FENERC 2012 - Alvorada 2

  1. 1. Avaliação nutricional de escolares matriculados em escola de turno integral.Cíntia Lopes Castro Lucho *Rita de Cássia Diez Leal Siqueira **Nutricionista do Núcleo de Nutrição da Secretaria Municipal de EducaçãoPrefeitura Municipal de AlvoradaINTRODUÇÃO O processo de transição nutricional acomete cada vez mais as populações domundo, inclusive o Brasil. A transição nutricional se caracteriza na redução da prevalênciada desnutrição para o acréscimo de sobrepeso e obesidade. 1 A obesidade e sobrepeso sãomorbidades que acometem milhares de pessoas em todo o mundo. 2,3 São caracterizadascomo um desequilíbrio crônico entre a energia ingerida e a utilizada, devido etiologiasmultifatoriais.2 São considerados como causadores dessas morbidades o consumo elevadode fontes ricas em carboidratos e lípídios e pobres em fibras, concomitantemente com ainatividade física.2 Conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), emresultados publicados em 2006, a desnutrição reduziu, no Brasil, de 16,6% no ano de 1974para 4,6% no ano de 2003.1 Visando conhecer o estado nutricional dos escolares do município deAlvorada/RS, realizamos esse estudo cujo objetivo foi determinar o perfil nutricional deescolares matriculados em escola de turno integral, através de medidas antropométricas.MATERIAL E MÉTODOS Através de estudo com delineamento quantitativo, transversal e observacional,foram avaliados 96 escolares (n=48 masculinos e n=48 femininos) de uma escola públicamunicipal de turno integral (manhã e tarde) do município de Alvorada, RS, no mês denovembro de 2011. As variáveis antropométricas coletadas foram: peso corporal (kg), idade(anos), altura (cm), sendo posteriormente calculados índice de massa corporal (IMC) emkg/m2 para idade. A equipe diretiva da escola informou a data de nascimento de todosavaliado. Os dados foram avaliados através de Organização Mundial da Saúde (2007) eSistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (2008), onde se considerou como critério declassificação os percentis: <3 (baixo peso), ≤3 e >85 (eutrófico), ≤85 e >95 (sobrepeso), ≥95(obesidade). Os equipamentos utilizados foram 01 balança digital, marca Plenna,capacidade máxima de 180 kg, com precisão em 100g, 01 fita métrica em aço, marcaSanny, inelástica, com precisão em 1mm, 01 plicômetro científico, marca Cescorf, comrelógio para leitura e precisão em 1mm e 01 estadiômetro, marca Sanny, com régua emalumínio, base móvel, com precisão em 1mm. Os educandos foram pesados e medidos como mínimo de roupa, descalços, em pé, com posição ereta. Os dados foram coletados eavaliados em programa Excel, Windows. A equipe diretiva da escola recebeu o projeto desse trabalho com todas as etapasde execução, destacando os objetivos da pesquisa e a metodologia empregada paraautorização da realização da coleta de dados. Os dados foram coletados por nutricionistas eestagiárias de curso técnico de Nutrição e Dietética e graduação de Nutrição lotadas naSecretaria Municipal de Educação (SMED) do município.RESULTADOS A distribuição de crianças pelo sexo obteve resultados que mostraram suahomogeneidade, pois encontramos 50% para masculino e feminino. A idade média dosmeninos foi de 9 anos e 5 meses, e das meninas foi de 8 anos e 6 meses. A faixa etária foide 4 anos até 16 anos. Todos alunos estavam matriculados na escola de turno integral,
  2. 2. entre as séries de 1º ano até o 5ª ano do ensino fundamental. A classificação do estadonutricional através do IMC (OMS, 2007) mostrou para meninos e meninos, respectivamente,77,08% e 72,91% eutróficos, 8,33% e 6,25% com baixo peso, 10,41% e 12,5% comsobrepeso, 4,16% e 8,33% com obesidade. A classificação geral considerando ambos ossexos foi 75% eutróficos, 7,29% com baixo peso, 11,45% com sobrepeso e 6,25% comobesidade.DISCUSSÃO Como critério para avaliação antropométrica foi utilizado o IMC para idadesegundo OMS (2007), cujas curvas de crescimento são atualizadas. A antropometria é ométodo mais utilizado para realização de diagnóstico nutricional, sendo preconizado seu usopela O.M.S.1 A utilização de métodos que exijam peso e altura tem importância nodiagnóstico nutricional da criança, sendo valorizados devido sua facilidade de realização eobjetividade na aplicação.3 Autores recomendam que os estudos longitudinais sejam osmais adequados, quando comparados aos transversais para avaliação do crescimento dascrianças. 3 Na amostra analisada encontramos a maioria dentro do perfil de normalidade doseu estado nutricional (75%), e cerca de 17,7% considerados acima dos valoresconsiderados como eutróficos. O percentual de sobrepeso e obesidade, nessa população,foi menor, quando comparado com outros estudos analisados. 1, 2, 3, 4 Esse achado podeestar relacionado ao fato de que as crianças dessa escola permanecerem o dia inteiro naescola, os turnos manhã e tarde, recebendo assim 4 refeições (desjejum, colação, almoço,lanche da tarde) através de cardápios elaborados por nutricionistas da SMED. Asnutricionistas seguem a legislação vigente do Programa Nacional de Alimentação Escolar(PNAE), cujo um dos principais objetivos é oferecer alimentação saudável aos alunos,excluindo assim guloseimas, frituras, refrigerantes, entre outros alimentos ricos em caloriasvazias. 5 Estudos mostram alguns fatores que têm relação com a obesidade, tais comovolume da ingestão alimentar, composição e qualidade da dieta como o menor consumo defrutas, hortaliças e leite, e aumento do consumo de guloseimas e refrigerantes. 4 Deve se levar em consideração que estudos relacionam a condição sócioeconômica baixa com níveis menos elevados de sobrepeso e obesidade, sendo àquelespertencentes a classes econômicas mais elevadas os mais acometidos. 2 A escola onde foirealizado esse estudo situa-se em um bairro cujos moradores possuem um baixo poderaquisitivo, podendo esse dados ser influenciado por essa variável, podendo apresentarresultados diferente se comparado com escolares de escolas em outros bairros domunicípio, cujo poder aquisitivo seja maior. Diversos estudam mostram que a obesidade e sobrepeso estão relacionadoscom morbidades (cardíacas, diabetes, hipertensão arterial sistêmica e dislipidemias). 1,2 Ascrianças obesas, caso não mudem seu perfil antropométrico, tendem a se tornarem adultosobesos, causando aumento de morbidade e diminuição de expectativa de vida.3 Alguns autores sugerem a implantação e implementação de programas comestratégias de intervenção e prevenção com cunho de educação nutricional, melhoramatitudes e comportamento alimentar, influenciando inclusive nos hábitos alimentares dafamília. 2,4 A atuação educativa com propostas de mudanças, quando aplicadas nessa faixaetária, promove a diminuição das doenças relacionadas na fase adulta. 2CONCLUSÕESOs dados antropométricos encontrados nos mostram que, como em todo o mundo, osíndices de obesidade e sobrepeso estão presentes, em valores aproximados aos de outrosestudos. Os dados de eutrofia representaram cerca de 2/3 da amostra analisada.
  3. 3. A necessidade de instituir programas de educação nutricional visando a mudança de hábitosalimentares, e redução das morbidades relacionadas, é de suma importância parapossibilitar a mudança desse cenário em um futuro muito próximo.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS1 ROESLER, J. et al. Prevalência de excesso de peso em escolares de uma escola públicae uma particular na cidade de Porto Alegre RS. Nutrição Brasil. março/abril 2008;7(2).2 BRASIL, L. M. P.; FISBERG, M.; MARANHÃO, H. S. Excesso de peso de escolares emregião do Nordeste Brasileiro: contraste entre as redes de ensino pública e privada. RevistaBrasileira Materno Infantil, Recife, 7 (4): 405-412, out / dez., 2007.3 SOTELO, Y. O. M.; COLUGNATI, F. A. B.; TADDEI, J. A. A. C. Prevalência de sobrepesoe obesidade entre escolares da rede pública segundo três critérios de diagnósticoantropométrico. Caderno de Saúde Pública, Rio de Janeiro, 20 (1): 233-240, jan-fev, 2004.4 TRICHES, R. M.; GIUGLIANI, E. R. J. Obesidade, práticas alimentares e conhecimentosde nutrição em escolares. Revista de Saúde Pública, 2005; 39 (4): 541-75 BRASIL. Resolução/FNDE/ nº 38/2009. Dispõe sobre o atendimento da alimentaçãoescolar aos alunos da educação básica no Programa Nacional de Alimentação Escolar –PNAE.
  4. 4. RESUMO EXPANDIDOAvaliação nutricional de escolares matriculados em escola de turno integral.Cíntia Lopes Castro Lucho *Rita de Cássia Diez Leal Siqueira **Nutricionista do Núcleo de Nutrição da Secretaria Municipal de EducaçãoPrefeitura Municipal de Alvorada INTRODUÇÃO: O processo de transição nutricional acomete cada vez mais aspopulações do mundo, inclusive o Brasil. A transição nutricional se caracteriza na reduçãoda prevalência da desnutrição para o acréscimo de sobrepeso e obesidade. Conforme oInstituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em resultados publicados em 2006, adesnutrição reduziu, no Brasil, de 16,6% no ano de 1974 para 4,6% no ano de 2003. 1Visando conhecer o estado nutricional dos escolares do município de Alvorada/RS,realizamos esse estudo cujo objetivo foi determinar o perfil nutricional de escolaresmatriculados em escola de turno integral, através de medidas antropométricas. MATERIALE MÉTODOS: delineamento quantitativo, transversal e observacional, foram avaliados 96escolares (n=48 masculinos e n=48 femininos) de uma escola pública municipal de turnointegral (manhã e tarde) do município de Alvorada, RS, no mês de novembro de 2011. Asvariáveis antropométricas coletadas foram: peso corporal (kg), idade (anos), altura (cm),sendo posteriormente calculados índice de massa corporal (IMC) em kg/m 2 para idade. Aequipe diretiva da escola informou a data de nascimento de todos avaliado. Segundo OMS(2007) classificamos os percentis: <3 (baixo peso), ≤3 e >85 (eutrófico), ≤85 e >95(sobrepeso), ≥95 (obesidade). RESULTADOS: A distribuição por sexo foi de 50% paramasculino e 50% feminino. A idade média dos meninos foi de 9 anos e 5 meses, e dasmeninas foi de 8 anos e 6 meses. A faixa etária foi de 4 anos até 16 anos. Eram alunosmatriculados em escola de turno integral, entre as séries de 1º ano até o 5ª ano do ensinofundamental. A classificação do estado nutricional através do IMC (OMS, 2007) mostroupara meninos e meninos, respectivamente, 77,08% e 72,91% eutróficos, 8,33% e 6,25%com baixo peso, 10,41% e 12,5% com sobrepeso, 4,16% e 8,33% com obesidade. Aclassificação geral considerando ambos os sexos foi 75% eutróficos, 7,29% com baixo peso,11,45% com sobrepeso e 6,25% com obesidade. DISCUSSÃO: Como critério paraavaliação antropométrica foi utilizado o IMC para idade segundo OMS (2007). Autoresrecomendam que os estudos longitudinais sejam os mais adequados, quando comparadosaos transversais para avaliação do crescimento das crianças. 3 Na amostra analisadaencontramos a maioria dentro do perfil de normalidade do seu estado nutricional (75%), ecerca de 17,7% considerados acima dos valores considerados como eutróficos. Opercentual de sobrepeso e obesidade, nessa população, foi menor, quando comparado comoutros estudos analisados. 1, 2, 3, 4 Esse achado pode estar relacionado ao fato de que ascrianças dessa escola permanecerem o dia inteiro na escola, os turnos manhã e tarde,recebendo assim 4 refeições (desjejum, colação, almoço, lanche da tarde) através decardápios elaborados por nutricionistas da SMED. As nutricionistas seguem a legislaçãovigente do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), cujo um dos principaisobjetivos é oferecer alimentação saudável aos alunos, excluindo assim guloseimas, frituras,refrigerantes, entre outros alimentos ricos em calorias vazias. 5 Deve se levar emconsideração que estudos relacionam a condição sócio econômica baixa com níveis menoselevados de sobrepeso e obesidade, sendo àqueles pertencentes a classes econômicasmais elevadas os mais acometidos. 2 A escola onde foi realizado esse estudo situa-se emum bairro cujos moradores possuem um baixo poder aquisitivo, podendo essa condição serinfluenciada por essa variável. Diversos estudam mostram que a obesidade e sobrepesoestão relacionados com morbidades (cardíacas, diabetes, hipertensão arterial sistêmica edislipidemias). 1,2 As crianças obesas, caso não mudem seu perfil antropométrico, tendem a
  5. 5. se tornarem adultos obesos, causando aumento de morbidade e diminuição de expectativade vida.3 Alguns autores sugerem a implantação e implementação de programas comestratégias de intervenção e prevenção com cunho de educação nutricional, melhoramatitudes e comportamento alimentar, influenciando inclusive nos hábitos alimentares dafamília. 2,4 A atuação educativa com propostas de mudanças, quando aplicadas nessa faixaetária, promove a diminuição das doenças relacionadas na fase adulta. 2 CONCLUSÕES:Os dados antropométricos encontrados nos mostram que, como em todo o mundo, osíndices de obesidade e sobrepeso estão presentes, em valores aproximados aos de outrosestudos. Os dados de eutrofia representaram cerca de 2/3 da amostra analisada. Anecessidade de instituir programas de educação nutricional visando a mudança de hábitosalimentares, e redução das morbidades relacionadas, é de suma importância parapossibilitar a mudança desse cenário em um futuro muito próximo.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS1 ROESLER, J. et al. Prevalência de excesso de peso em escolares de uma escola públicae uma particular na cidade de Porto Alegre RS. Nutrição Brasil. março/abril 2008;7(2).2 BRASIL, L. M. P.; FISBERG, M.; MARANHÃO, H. S. Excesso de peso de escolares emregião do Nordeste Brasileiro: contraste entre as redes de ensino pública e privada. RevistaBrasileira Materno Infantil, Recife, 7 (4): 405-412, out / dez., 2007.3 SOTELO, Y. O. M.; COLUGNATI, F. A. B.; TADDEI, J. A. A. C. Prevalência de sobrepesoe obesidade entre escolares da rede pública segundo três critérios de diagnósticoantropométrico. Caderno de Saúde Pública, Rio de Janeiro, 20 (1): 233-240, jan-fev, 2004.4 TRICHES, R. M.; GIUGLIANI, E. R. J. Obesidade, práticas alimentares e conhecimentosde nutrição em escolares. Revista de Saúde Pública, 2005; 39 (4): 541-75 BRASIL. Resolução/FNDE/ nº 38/2009. Dispõe sobre o atendimento da alimentaçãoescolar aos alunos da educação básica no Programa Nacional de Alimentação Escolar –PNAE.

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