FamíLia Cristã Modulo 4

19.925 visualizações

Publicada em

Igreja Batista Ágape - EBD

Publicada em: Espiritual
4 comentários
12 gostaram
Estatísticas
Notas
Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
19.925
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
84
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
0
Comentários
4
Gostaram
12
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

FamíLia Cristã Modulo 4

  1. 1. ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL | FAMÍLIA CRISTÃ O conceito e o padrão de Deus para o casamento AULA 1 OBJETIVO(S) Identificar, na Bíblia, os padrões de Deus para o casamento. INTRODUÇÃO Já no início da criação, Deus viu que não era bom para o homem estar só (Gênesis 2.18), por isso criou a mulher para que fosse sua auxiliadora idônea. Portanto, concluímos que o casamento é uma instituição divina e que por isso mesmo tem padrões bem definidos para que tanto o homem, como a mulher possam se completar e viverem felizes dentro dos planos pré-estabelecidos por Deus. DESENVOLVIMENTO 1. O conceito de Deus sobre o casamento No evangelho de João capítulo 2 versículos de 1 a 11, podemos identificar claramente que os noivos tiveram naquela época uma atitude sábia ao convidar Jesus para aquela festa. Jesus por sua vez honrou os noivos com a Sua santa presença. Em todas as festas, até hoje, é costume servirem as melhores bebidas em seu início, quando as pessoas ainda podem julgar melhor a qualidade do que estão bebendo. Naquela festa, em Cana da Galiléia, a Bíblia relata que o vinho acabou, isso gerou certamente nos noivos e suas famílias, grande humilhação. Logo no verso três observamos que a mãe de Jesus informou esse fato a Ele e a história relata que através da ordem de Jesus, e após a obediência dos serventes, a água transformou-se em vinho. Mas o milagre não terminou aí; pois ao provarem aquele vinho, o Mestre Sala se admirou profundamente, pois ao contrário da tradição, naquela festa se serviu o melhor vinho, mais tarde. O que Jesus quer nos ensinar com isso? a) Quando Jesus está no casamento, algo especial sempre acontece; b) Quando Jesus é chamado a intervir nas situações difíceis do casamento, Suas soluções são milagres, sempre que obedecermos os seus comandos; c) Jesus quebra os conceitos do mundo, mostrando que aquilo que vem dele é sempre melhor; d) Quando Jesus está no casamento, como Senhor absoluto, o vinho novo e melhor sempre estará por vir, isto é: no casamento onde Jesus é o Senhor, quanto mais tempo passa, melhor fica. Concluímos, portanto que dentro do conceito de Deus, Jesus Cristo deve ser o principal convidado para restaurar e estabelecer os laços do matrimônio. 2. O padrão de Deus para a família Como vimos na introdução desta aula, o casamento existe desde o início da criação, logo a família existe desde a criação. Sabemos também que o pecado maculou a família trazendo destruição (Gênesis 4. 8); entretanto, o amor de Deus para com o homem não mudou, e novamente em Jesus a família torna-se totalmente restaurada; pois em Cristo: a) A dignidade da mulher foi firmada e reconhecida; b) A fidelidade entre o marido e a esposa foi restabelecida; c) A mulher é digna de consideração, amor e respeito por parte do marido; d) A mulher submete-se à autoridade do marido. O conceito e o padrão de Deus para o casamento 1 AULA 1
  2. 2. ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL | FAMÍLIA CRISTÃ O padrão de Deus para a família está muito bem estabelecido na carta de Paulo em Efésios 5.22 a 33. É importante notar que dentro do padrão de Deus existe uma hierarquia bem definida na família. Esque- maticamente, temos: Segundo Efésios 5.22 a 33, temos as seguintes orientações para o marido e para a esposa, sempre tomando como padrão o relacionamento de Cristo com a Igreja: A esposa deve ser submissa em tudo ao marido, como ao Senhor, da mesma forma que a Igreja está sujeita a Cristo. (Versos 22 a 24). O marido deve amar a esposa como Cristo amou a Igreja e ainda como a si mesmo. (Versos 25 a 33). Vale ressaltar que o princípio de autoridade estabelecido por Deus, para a família, valoriza e dignifica a mulher e não ao contrário como os movimentos feministas insinuam. Dentro desse princípio o amor do marido gera a submissão da esposa, da mesma forma que o amor de Cristo nos constrange, como Igreja, a obedece-Lo em plena submissão. Quando esse princípio é quebrado o padrão de Deus para a família é profanado e as conseqüências tornam-se desastrosas. REFLEXÃO SOBRE A REALIDADE ATUAL Em todo o Brasil, foram 87.885 separações em 1993 e 103.452, em 2003. Já o número de divórcios passou de 94.896 para 138.520, nesse mesmo período. http://www.acessa.com/mulher/arquivo/eles/2005/02/28-divorcio/ Certamente que os padrões do mundo não são estabelecidos pela Palavra de Deus, por isso o aumento assustador de famílias desestruturadas, casamentos desfeitos, filhos abandonados e profundo desrespeito pelo ser humano. MINISTRAÇÃO E APLICAÇÃO PRÁTICA Façamos uma análise do nosso casamento: 1. Cristo já foi convidado para cear na nossa família? 2. Cristo é nosso socorro quando o “vinho” acaba? 3. O padrão de Deus para a família cristã já foi ou está sendo estabelecido no nosso lar? Caso contrário cabe ao marido e à mulher o verdadeiro arrependimento, para que em Cristo, venham buscar esse O conceito e o padrão de Deus para o casamento 2 AULA 1
  3. 3. ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL | FAMÍLIA CRISTÃ Casamento AULA 2 OBJETIVO(S) Analisar biblicamente a profundidade do casamento como aliança entre um homem e uma mulher diante de Deus. INTRODUÇÃO Cremos que o desconhecimento da palavra de Deus sobre o casamento é um dos motivos principais das separações e divórcios que ocorrem ano a ano em todo mundo. Portanto, estudar e buscar a vontade de Deus sobre esse assunto torna-se fundamental nos dias atuais. DESENVOLVIMENTO 1. Casamento, uma aliança entre um homem e uma mulher na presença de Deus. “E, aproximando-se alguns fariseus, o experimentaram, perguntando-lhe: É lícito ao marido repudiar sua mulher? Ele lhes respondeu: Que vos ordenou Moisés? Tornaram eles: Moisés permitiu lavrar carta de divórcio e repudiar. Mas Jesus lhes disse: Por causa da dureza do vosso coração, ele vos deixou escrito esse mandamento; porém, desde o princípio da criação, Deus os fez homem e mulher. Por isso, deixará o homem a seu pai e mãe [e unir-se-á a sua mulher], e, com sua mulher, serão os dois uma só carne. De modo que já não são dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não separe o homem (Marcos 10.2 a 9). A definição de casamento, nos dicionários da língua portuguesa, refere-se à união legítima entre homem e mulher. Conforme Marcos 10.2 a 9, Jesus reconhece o casamento como sendo uma instituição divina e por isso mesmo indissolúvel, afirmando: “(...) o que Deus ajuntou não separe o homem”. Deus considera o casamento uma aliança entre um homem e uma mulher, observe: “(...) Porque o SENHOR foi testemunha da aliança entre ti e a mulher da tua mocidade, com a qual tu foste desleal, sendo ela a tua companheira e a mulher da tua aliança ( Malaquias 2:14) . Aliança, na Bíblia, refere-se a um concerto ou pacto que se realizava solenemente entre Deus e o homem (Gênesis 6.18), entre homens de forma geral (Gênesis 21.27) ou entre um homem e uma mulher no casamento (Malaquias 2.14). Principalmente na aliança entre Deus e o homem, o sangue era o símbolo usado para selar uma aliança, um pacto: “Pelo que nem o primeiro pacto foi consagrado sem sangue,...” (Hb 9. 18). “Este é o sangue do pacto que Deus ordenou para vós” (Hb 9. 20). “E Moisés tomou a metade do sangue e pôs em bacias; e a outra metade do sangue espargiu sobre o altar. Também tomou o livro do pacto e o leu perante o povo; e o povo disse: Tudo o que o Senhor tem falado faremos, e obedecemos. Então tomou Moisés aquele sangue e espargiu-o sobre o povo e disse: Eis aqui o sangue do pacto que o Senhor tem feito conosco no tocante a todas estas coisas” (Ex 24. 6-8). No novo testamento, Jesus ao celebrar a ceia com os discípulos disse: “Isto é o meu corpo que é por vós; fazei isto em memória de mim”(ICo 11. 24). “Semelhantemente também, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Este cálice é o novo pacto no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que o beberdes, em memória de mim” ( I Co 11. 25). A primeira aliança (entre Deus e o povo de Israel) foi selada com sangue, porém com sangue de animais. A segunda aliança (entre Deus e a Igreja) foi selada também com sangue, porém, esta com o sangue do Cordeiro Imaculado, o sangue do próprio Filho de Deus. Concluímos, portanto que uma aliança é um compromisso sério, verdadeiro e indissolúvel, válido até a morte. A aliança de casamento, da mesma forma, deve ser uma aliança séria, irrevogável e indissolúvel. Casamento 3 AULA 2
  4. 4. ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL | FAMÍLIA CRISTÃ 2. O que a Bíblia diz sobre casamento e divórcio? 2.1 O Casamento, do ponto de vista bíblico é definitivamente uma aliança e não um contrato. O conceito de contrato, por outro lado, é um conceito inteiramente diferente. Um contrato é um acordo bilateral, condicional e revogável; ou seja: pode ser anulado, invalidado ou tornar sem efeito. O contrato entre duas pessoas, para ter efeito e continuidade depende do desempenho do acordo. Assim, se uma parte falha, a outra não tem obrigação de manter a relação de contrato. O casamento é uma aliança, feita na presença de Deus, entre um homem e uma mulher que se unem num compromisso de amor e fidelidade conjugal, inde- pendente do desempenho do parceiro, até que a morte os separe. O casamento é uma união tão séria que após o ato do casamento Deus considera os dois (marido e mulher) uma só carne, sendo um o complemento do outro. 2.2 Em Lucas 16.18, Jesus afirma: “Quem repudiar sua mulher e casar com outra comete adultério; e aquele que casa com a mulher repudiada pelo marido também comete adultério”. Esse versículo confirma a posição de Jesus com relação ao casamento como uma aliança entre um homem e uma mulher que se unem num laço de amor eterno, incondicional e irrevogável e mesmo que um homem venha repudiar a sua esposa e casar com outra, comete adultério, pois pela aliança do casamento permanece ligado à sua primeira esposa. 2.3 Em Mateus 5:32, Jesus disse que o divórcio só deveria ocorrer, em última instância, no caso de relações sexuais ilícitas. Veja: “Eu, porém, vos digo: qualquer que repudiar sua mulher, exceto em caso de relações sexuais ilícitas, a expõe a tornar-se adúltera; e aquele que casar com a repudiada comete adultério”. Portanto, o divórcio não deve ocorrer sem critério algum, pelo contrário, deve-se primeiro analisar o caso, buscar em Deus o perdão e a reconciliação; porém ficando provado a infidelidade por meio de relações sexuais ilícitas, não havendo arrependimento por parte daquele que cometeu tal ultraje, aí sim se deve partir para o divórcio. Logo, concluímos que por incompatibilidade de gênios, problemas financeiros, doenças, incapacidade física, etc..., não servem de base para alguém pedir o divórcio. 2.4 Vale ressaltar que no Velho Testamento, o remédio para casos de adultério no casamento era a morte do adúltero por apedrejamento, encerrando-se assim o compromisso da aliança. No Novo Testamento, o remédio para o adultério é o arrependimento e o perdão, mantendo-se assim a aliança. O divórcio nega o valor da aliança do casamento, e é assim um remédio que só deve ser usado em última instância. REFLEXÃO SOBRE A REALIDADE ATUAL Divórcio é a dissolução do casamento, ou seja, a separação do marido e da mulher conferindo às partes o direito de novo casamento civil, religioso e/ou outras cláusulas de acordo com a legislação de cada país. A emenda Constitucional número 9, de 28 de junho de 1977, permitiu a instauração do divórcio no Brasil e a lei nº 6.515/77 o regulamentou. http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/registrocivil/divorcio.shtm Jesus disse que nós somos o sal da terra e a luz do mundo, por isso jamais deveríamos tomar a forma do mundo ou tomar decisões com base no que o mundo sugere, mas buscar na palavra de Deus a melhor saída para todos os problemas, por maiores que sejam. MINISTRAÇÃO E APLICAÇÃO PRÁTICA Senhor Jesus firma-nos mais e mais na Tua palavra. Fortalece nosso casamento. Dá-nos a consciência da aliança que fizemos com o nosso cônjuge e jamais permita que Satanás venha nos separar. Casamento 4 AULA 2
  5. 5. ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL | FAMÍLIA CRISTÃ As prioridades dentro da família AULA 3 OBJETIVO(S) Estabelecer, dentro da Palavra de Deus, quais prioridades Deus tem para a família cristã. INTRODUÇÃO O mundo moderno em que vivemos tende a nos escravizar com tantas atividades. É dentro desse panorama que vale a pena repensar nossas prioridades dentro da família. Deus está tremendamente interessado em nos ensinar e em nos ajudar no estabelecimento das prioridades que devemos buscar; pois Ele sabe que a ordem de prioridade que estabelecermos dentro da família irá solidificar ou destruir os laços familiares. Portanto, vamos em oração, buscar a vontade de Deus sobre esse assunto. DESENVOLVIMENTO 1. As prioridades reveladas na Palavra de Deus Para fins de estudos nesta aula vamos usar a hierarquia abaixo como ordem de prioridades, en- tretanto, a não ser com relação à primeira ordem hierárquica (o próprio Deus), a Bíblia não aponta uma ordem hierárquica a ser seguida. Sendo assim adotaremos a seguinte ordem hierárquica de prioridades: DEUS FAMÍLIA SUSTENTO 1.1. Deus tem a primazia na ordem hierárquica Jesus, em Mateus 6.24 a 34, nos ensina coisas tremendas sobre as preocupações diárias que te- mos durante a vida. Primeiramente Ele fala no verso 24 que não podemos servir, ao mesmo tempo, a dois senhores. Jesus está no verso vinte e quatro se referindo a Mamom, o deus das riquezas, que tende a competir com Deus, buscando a adoração do homem. Jesus sabia que as preocupações dos homens em relação às necessidades diárias poderiam desvia-los daquela que deveria ser a principal prioridade de todo ser humano: Adoração a Deus, buscando em primeiro lugar o seu reino e a sua justiça. Há uma tendência natural no ser humano em se preocupar ou ficar ansioso pelo alimento, pela vestimenta, moradia, etc... Entretanto o suprimento de todas essas coisas acontece naturalmente quando nossa prioridade for a verdadeira adoração a Deus. Devemos aqui tomar muito cuidado, pois quando não entendemos que buscar a Deus deve ser nossa principal prioridade, podemos facilmente negligenciar as coisas de Deus: os cultos na Igreja, a presença na vida da esposa e filhos, o ministério que Deus tem nos dado etc...; pois a ansiedade pela vida poderá nos levar a trabalhar, trabalhar e trabalhar, pensando que a fonte do nosso sustento está no trabalho e não em Deus. Jesus deixou claro: “Ora, se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada no forno, quanto mais a vós outros, homens de pequena fé?”(Mateus 6.30). Observe que Deus é a fonte de todo suprimento. É uma questão de fé, ou cremos e damos a Deus As prioridades dentro da família 5 AULA 3
  6. 6. ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL | FAMÍLIA CRISTÃ toda prioridade ou não cremos e vamos colocar qualquer outra coisa em primeiro lugar. Portanto, aquilo que adoramos, torna-se prioridade para nós. Assim, se adoramos ao Deus verdadeiro Ele tem prioridade, deixamos tudo por Ele. Quando adoramos às riquezas também podemos deixar tudo por ela, inclusive a adoração a Deus. Podemos adorar o cônjuge, os filhos, a família e coloca-los em posição de prioridade; mas a palavra de Deus é clara: “Não terás outros deuses diante de mim” (Êxodo 20.3), logo Deus tem exclusividade; ou seja: nada ou ninguém deve competir com Ele. 1.2 A família ocupa o segundo posto na ordem hierárquica Estudamos na primeira aula que Deus foi quem instituiu e estabeleceu a família. Vamos, portanto coloca-la no segundo posto na nossa ordem hierárquica. A Bíblia relata um caso interessante, observe: “(...) porque honras a teus filhos mais do que a mim, para tu e eles vos engordardes das melhores de todas as ofertas do meu povo Israel?” (1 Samuel 2.29). Essa foi a palavra que Deus enviou através de um profeta a Eli (sacerdote), que apesar do seu ministério sacerdotal não honrou a Deus em primeiro lugar. Observe que Eli inverteu, propositadamente ou não, a ordem e colocou os filhos (família) em primeiro lugar e o resultado foi uma palavra de correção. O sacerdote Eli tinha outro problema: negligência na educação dos filhos (Hofni e Finéias). Hofni e Finéias eram devassos e mal educados, por negligência do pai, ao ponto de serem classificados como filhos de Belial (1 Samuel 2.12) e não se importavam com o Senhor. A negligência do sacerdote Eli na educação dos filhos e no ensino da palavra do Senhor a eles quando crianças leva-nos a concluir que Eli não colocava a Deus em primeiro lugar e como conseqüência nem a família no segundo posto na ordem hierárquica a que estamos propondo. Portanto, quando negligenciamos a Deus como aquele que deve ocupar o primeiro posto das nossas prioridades os outros níveis também serão afetados. Quando colocamos Deus como prioridade não será difícil estabelecer a família em segundo lugar. Quando estudamos os dez mandamentos podemos perceber que os três primeiros mandamentos referem- se diretamente a Deus, o quarto mandamento refere-se ao dia de descanso semanal (sábado). O quinto mandamento refere-se à família, observe: “Honra teu pai e tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o SENHOR, teu Deus, te dá” (Êxodo 20:12). No Velho Testamento Deus esperava ser adorado pelas famílias: “Se alguma das famílias da terra não subir a Jerusalém, para adorar o Rei, o SENHOR dos Exércitos, não virá sobre ela a chuva” (Zacarias 14:17). Não há dúvidas de que Ele continua esperando que o mesmo ocorra ainda hoje, que como famílias (pai, mãe e filhos) possamos adora-lo, cultua-lo, louva-lo, não somente em casa mas na Igreja, Corpo de Cristo, com outros irmãos. 1.3 Sustento ou trabalho deve estar no terceiro nível de prioridade Deus é o grande provedor de todas as nossas necessidades. Como vimos, Ele “Dá sustento aos que o temem; lembrar-se-á sempre da sua aliança” (Salmo 111.5) Mais uma vez vamos perceber que a adoração a Deus deve ser a maior de todas as prioridades, pois Ele dá sustento aos que os temem. Quando colocamos o trabalho, na busca ansiosa por sustento, em primeiro plano invertemos a ordem da hierarquia e deixamos assim de confiar em Deus como fonte do nosso sustento. Não estamos defendendo com isso que devemos deixar de trabalhar para que Deus nos sustente. Temos sim a reconhecer que Deus abre as portas dos melhores empregos, abençoa nossos negócios para que venhamos prosperar para a Sua glória; entretanto, o trabalho jamais deve estar em primeiro lugar e nem ocupar o segundo posto na ordem hierárquica que pertence à família. Assim devemos rever nossas prioridades e dedicar, em primeiro lugar, tempo para Deus, em segundo lugar, tempo para a família, em terceiro lugar, tempo para o nosso trabalho. Na verdade em se tratando de tempo para Deus e tempo para a família não temos como fazer distin- ção, pois quando estamos reunidos em família, fazendo o papel de marido, esposa , filho, também estamos dedicando esse tempo para Deus e glorificando a Deus. As prioridades dentro da família 6 AULA 3
  7. 7. ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL | FAMÍLIA CRISTÃ Entretanto, vale ressaltar que Paulo esperava que todos permanecessem como ele, isto é: solteiro. Veja como ele expressou isso: “Quero que todos os homens sejam tais como também eu sou; no entanto, cada um tem de Deus o seu próprio dom; um, na verdade, de um modo; outro, de outro” (1 Coríntios 7:7). Porém ele reconheceu também que nem todos recebem de Deus o dom do celibato (estado de pessoa solteira, que não tem tenção de casar ou não pode casar), por isso afirmou que quem casa não comete pecado. Paulo reconheceu ainda que: “Quem não é casado cuida das coisas do Senhor, de como agradar ao Senhor, mas o que se casou cuida das coisas do mundo, de como agradar à esposa” (1 Coríntios 7.32 e 33). Logo concluímos que para aqueles que têm um chamado especial de dedicação exclusiva a Deus, se realmente têm convicção que receberam dele esse dom, é melhor ficarem solteiros dedicando-se exclu- sivamente para o serviço ou ministério do Senhor. “Porém em nada considero a vida preciosa para mim mesmo, contanto que complete a minha carreira e o ministério que recebi do Senhor Jesus para testemunhar o evangelho da graça de Deus”.( Atos 20:24). Na mente de Paulo, havia um único objetivo: realizar, com excelência, o ministério que Deus lhe deu. Ele sabia que se casasse teria que dividir o seu cuidado das coisas do Senhor com seu dever de marido, em agradar a esposa. REFLEXÃO SOBRE A REALIDADE ATUAL Qual tem sido a hierarquia de prioridades que temos estabelecido em nossas vidas atualmente? Será que Deus realmente está em primeiro lugar? MINISTRAÇÃO E APLICAÇÃO PRÁTICA Com base na reflexão acima, peçamos ao Espírito Santo que nos revele prioridades que temos As prioridades dentro da família 7 AULA 3
  8. 8. ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL | FAMÍLIA CRISTÃ As bem-aventuranças AULA 4 OBJETIVO(S) a) Identificar nas bem aventuranças, virtudes que conduzem o crente em direção a Deus; b) Após identificar as virtudes das bem aventuranças, colocá-las em prática no viver diário. INTRODUÇÃO “Vendo Jesus as multidões, subiu ao monte, e, como se assentasse, aproximaram-se os seus dis- cípulos; e ele passou a ensiná-los, dizendo: Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus. Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados. Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a terra. Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos. Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. Bem-aventurados os limpos de coração, porque verão a Deus. Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus. Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus. Bem-aventurados sois quando, por minha causa, vos injuriarem, e vos perseguirem, e, mentindo, disserem todo mal contra vós.” ( Mateus 5. 1-12). Nos versículos acima encontramos parte do sermão do monte, nele Jesus ensina seus discípulos (nós somos seus discípulos), pelo menos oito atitudes cristãs que temos chamado de bem aventuranças, são elas: 1. Humildade de espírito; 2. Sensibilidade espiritual (os que choram); 3. Mansidão; 4. Senso de justiça; 5. Misericórdia; 6. Coração puro (limpo); 7. Pacificador; 8. Prática da justiça. Nesta aula estaremos estudando as quatro primeiras e na próxima aula as outras quatro. DESENVOLVIMENTO 1. Bem aventurados os humildes de espírito. Essa bem aventurança refere-se àquele que submeteu sua vontade a Deus e pela fé colocou Cristo em primeiro lugar na sua vida. Jesus está nos ensinando que a humildade de espírito pode e deve ser praticada no meio social onde vivemos, ou seja: nos relacionamentos familiares, na igreja, nas relações de trabalho, na escola, etc... Existe, nessa bem aventurança um princípio fundamental a ser observado: o princípio da autoridade, que rege os relacionamentos humanos em todas as áreas da vida, inclusive na relação entre marido e mulher, pais e filhos, patrão e empregados. A prática da humildade nos livra do orgulho e da soberba, além disso, segundo a afirmação de provérbios 29.23, a humildade de espírito concede honra para aquele que a pratica. Observe: “A soberba do homem o abaterá, mas o humilde de espírito obterá honra”. Provérbios 29:23. Além da honra Jesus afirma que a prática da humildade de espírito evidencia aquele que experimentou o novo nascimento e está apto para herdar o reino dos céus. Concluímos que as conseqüências de ignorarmos ou não praticarmos essa bem aventurança gera a separação de Deus. 2. Bem aventurado os que choram. Os que “choram” demonstram uma profunda sensibilidade emocional, um coração compassivo às necessidade espirituais, emocionais e físicas do próximo. Essa bem aventurança sensibiliza o crente a uma vida profunda de oração em prol dos necessitados, além disso, leva-o a planejar meios adequados para ajudar outro em suas necessidades primordiais. Concluímos, portanto, que o princípio que Jesus quer nos ensinar nessa bem aventurança é o princípio da sensibilidade espiritual, cujo As bem-aventuranças 8 AULA 4
  9. 9. ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL | FAMÍLIA CRISTÃ discernimento promove o bem estar do outro. A prática desse princípio gera no crente a alegria da salvação e o consolo de Deus quando este passar por alguma provação. 3. Bem aventurados os mansos. A mansidão é uma virtude daqueles que possuem uma índole pací- fica. Refere-se ainda àquele que faz a entrega do direito de propriedade de todos os seus bens terrenos, e os considera um empréstimo temporário de Deus. Os mansos recebem de Deus poder: a) para viver sobre- naturalmente pela fé; b) para se aproximar das promessas de Deus; c) para vencer a ira, a preocupação e a ansiedade; d) para viver em brandura ou suavidade nas palavras. O princípio da mansidão capacita o crente com sabedoria para administrar as diversas áreas da vida como: relacionamento com o cônjuge, educação de filhos, administração do tempo e dinheiro, controle emocional, etc...Jesus nos ensina claramente que o segredo para herdar a “terra” está na mansidão, na sabedoria e brandura que provêm do alto, pois é Deus quem nos capacita para conquistar algo. 4. Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça. A palavra justiça refere-se ao ato de dar a cada um o que por direito lhe pertence. Aquele que deseja agradar ao Senhor, a ponto de seu objetivo ser o de fazer cada princípio das Escrituras natural de sua vida. A palavra de Deus, contida na Bíblia, é a fonte de toda a sabedoria que o homem precisa para ter, aqui na Terra, uma vida abundante, além disso, ela nos ensina a respeito da salvação. Portanto, a justiça do crente deve ser buscada na palavra de Deus, através de estudos e meditações diários. Conseqüentemente, através do estudo e do conhecimento da palavra o crente sentirá uma alegria crescente e um espírito satisfeito como resultado do seu crescimento espiritual (sentimento de fartura). REFLEXÃO SOBRE A REALIDADE ATUAL ONG pede que governo ensine a combater fraudes A organização da sociedade civil Força Tarefa Popular defendeu, nesta quinta (26/5/2005), a criação de uma campanha publicitária, promovida pelo governo federal, para ensinar e incentivar a população a combater fraudes e corrupção. Desde o dia 23, cerca de 40 integrantes da entidade e de outras organiza- ções marcham em direção a Brasília para participar do IV Fórum Global contra a Corrupção no próximo dia 7 de junho. Eles carregam faixas e entregam panfletos para as comunidades que vivem nas margens das estradas. Agência Brasil, 26/5/2005 O texto anterior reflete parte da realidade que vivemos hoje. Infelizmente, fraudes e corrupções sempre existiram; porém nos últimos tempos elas vêm aumentando. Você acredita que através de campanhas publicitárias para ensinar e incentivar a população, podería- mos combater esse grande mal? MINISTRAÇÃO E APLICAÇÃO PRÁTICA Senhor Jesus, agora que identificamos as virtudes e os princípios inseridos nas bem aventuranças estudadas nesta aula, capacita-nos a coloca-las em prática no viver diário. As bem-aventuranças 9 AULA 4
  10. 10. ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL | FAMÍLIA CRISTÃ As bem-aventuranças AULA 5 OBJETIVO(S) a) Identificar nas bem aventuranças, virtudes que conduzem o crente em direção a Deus; b) Após identificar as virtudes das bem aventuranças, coloca-las em prática no viver diário. INTRODUÇÃO “Vendo Jesus as multidões, subiu ao monte, e, como se assentasse, aproximaram-se os seus dis- cípulos; e ele passou a ensiná-los, dizendo: Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus. Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados. Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a terra. Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos. Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. Bem-aventurados os limpos de coração, porque verão a Deus. Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus. Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus. Bem-aventurados sois quando, por minha causa, vos injuriarem, e vos perseguirem, e, mentindo, disserem todo mal contra vós.” ( Mateus 5. 1-12). Na aula anterior estudamos as quatro primeiras bem aventuranças ensinadas por Jesus no sermão do monte. Dando continuidade, nesta aula estudaremos: 5. Misericórdia; 6. Coração puro (limpo); 7. Pacificador; 8. Prática da justiça. DESENVOLVIMENTO 5. Bem-aventurados os misericordiosos. Nos dicionários de língua portuguesa a palavra misericórdia refere-se à compaixão pela desgraça alheia; entretanto, de forma mais bíblica podemos dizer que a virtude da misericórdia refere-se àquele que tem uma profunda simpatia pelo próximo, amando e perdoando sempre que isso for necessário. Portanto, essa virtude também é de fundamental importância nos relacionamentos humanos: cônjuge, parentes, amigos, inimigos, patrão, empregado, etc... Observamos nessa virtude, o princípio do perdão que nos concede total liberdade nos relacionamentos humanos. A misericórdia com- bate diretamente: o espírito ferido (Provérbios 18.14) e toda raiz de amargura (Hebreus 12.15). Aquele que pratica misericórdia recebe poder para compreender o imenso amor de Deus e adquire liberdade e ousadia para comunicar sobre esse amor. Jesus nos ensinou ainda que a misericórdia está entre os preceitos mais importantes da Lei, veja: “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho e tendes negligenciado os preceitos mais importantes da Lei: a justiça, a misericórdia e a fé; devíeis, porém, fazer estas coisas, sem omitir aquelas!” Mateus 23:23. 6. Bem-aventurados os limpos de coração. Um coração limpo e puro só é possível mediante a renovação da mente, através da palavra de Deus. A mente (coração) pura nos protege do pecado. O salmista aprendeu que a pureza só era possível mediante o guardar a palavra de Deus: “Guardo no coração as tuas palavras, para não pecar contra ti.” Salmos 119:11. Jesus, ao referir-se aos limpos de coração está falando de uma categoria de pessoas que se submeteram à ação do Espírito Santo, por isso possuem agora um coração limpo e puro quanto às suas atividades mentais, emocionais e físicas. Essas pessoas possuem controle espiritual, mental e físico, por isso apreciam a vida do ponto de vista de Deus. Jesus afirmou que os puros de coração verão a Deus. 7. Bem-aventurados os pacificadores. Os pacificadores não têm prazer na discórdia, nas dissensões, As bem-aventuranças 10 AULA 5
  11. 11. ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL | FAMÍLIA CRISTÃ na ira, nas facções, mas deleitam-se nos relacionamentos pacíficos. Têm como característica o arrependimento e reconhecem quando erram, por isso pedem perdão a quem quer que seja. O pacificador é uma pessoa transparente em tudo que faz, possui um caráter refinado e equilibrado. Revela amor cristão genuíno. Alcança paz interior, tem sua consciência livre de culpa e assume responsabilidade integral por seus pensamentos e conduta. O pacificador apresenta um relacionamento perfeito com o cônjuge, pais, filhos, governo, patrão, empregado. Além disso, respeita e considera fielmente a ordem hierárquica que lhe é proposta. Jesus afirmou que os pacificadores serão chamados filhos de Deus. 8. Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça. Na aula passada falamos da bem aven- turança de ter sede de justiça. Porém, aqui Jesus está nos ensinando algo mais profundo: ser perseguido por causa da justiça; ou seja, sofrer o dano por ser justo, não sem sabedoria, mas por amor a Deus em obediên- cia à Sua palavra. A Bíblia relata que “Noé era homem justo e íntegro entre os seus contemporâneos; Noé andava com Deus”. Gênesis 6:9. E em Gênesis 6:18 vemos Deus fazendo uma aliança com Noé: “Contigo, porém, estabelecerei a minha aliança; entrarás na arca, tu e teus filhos, e tua mulher, e as mulheres de teus filhos.” Observe que a atitude de justiça praticada por Noé abençoou toda a sua família. A Bíblia diz ainda: “Ao justo, nasce luz nas trevas; ele é benigno, misericordioso e justo.” Salmos 112:4 . O próprio Reino de Deus é um reino de justiça, por isso os perseguidos herdarão, em Cristo, o reino dos céus. REFLEXÃO SOBRE A REALIDADE ATUAL Lutero, citado por John Stott no seu livro Contra Cultura Cristã, referiu sobre o Sermão da Montanha em que se insere a afirmação que nos serve de título: “Cristo nada diz neste Sermão sobre como nos torna- mos cristãos, mas apenas sobre as obras e os frutos que ninguém pode produzir se já não for um cristão e não estiver em estado de graça”. Samuel R. Pinheiro http://www.portalevangelico.pt/noticia.asp?id=1687 MINISTRAÇÃO E APLICAÇÃO PRÁTICA Senhor Jesus, obrigado pelo ensino das bem aventuranças. Leva-nos a produzir obras e frutos que glorificam o Seu nome. As bem-aventuranças 11 AULA 5
  12. 12. ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL | FAMÍLIA CRISTÃ Princípios para se tornar uma pessoa bem sucedida AULA 6 OBJETIVO(S) Aplicar os princípios bíblicos a serem estudados nesta aula no nosso viver diário. INTRODUÇÃO Uma pessoa bem sucedida aplica em sua vida os oito princípios (que estudaremos). Através deles Deus irá transformar o nosso caráter, aproximando-nos do caráter de Cristo, o que resultará numa pessoa com intensa maturidade espiritual, como vaso de honra para o Senhor. Estaremos, nas próximas aulas compartilhando os seguintes princípios: 1. O princípio do valor pessoal; 2. O princípio da autoridade; 3. O princípio dos direitos pessoais; 4. O princípio do amor; 5. O princípio da meditação; 6. O princípio da responsabilidade; 7. O princípio do discernimento; 8. O princípio da coragem. Nesta aula estudaremos os dois primeiros princípios. DESENVOLVIMENTO 1. Princípio do valor pessoal Deus ao nos criar investiu toda a sua sabedoria, amor e dedicação, portanto nos fez perfeitos para o louvor da Sua glória. Os versículos abaixo nos servem de base para nossa afirmação: “Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou” (Gênesis 1.27). “Graças te dou, visto que por modo assombrosamente maravilhoso me formaste; as tuas obras são admiráveis, e a minha alma o sabe muito bem; os meus ossos não te foram encobertos, quando no oculto fui formado e entretecido como nas profundezas da terra” (Salmo 139.14-16). “Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas” (Efésios 2:10). Pelos versículos lidos podemos verificar que: a) Fomos criados à imagem e semelhança de Deus; b) Deus nos formou de um modo assombrosamente maravilhoso; c) Fomos criados por Deus em Cristo Jesus. Portanto, segundo a palavra de Deus, cabe-nos concluir que Deus investiu tudo o que sabia e podia na criação do ser humano, evidenciando que Ele mesmo nos valorizou acima de todas as demais coisas criadas. Quando entendemos o investimento feito por Deus ao nos criar, fica fácil entender o Princípio do Valor Pessoal, que todos devemos possuir. A Bíblia relata ainda que Deus amou intensamente o ser humano a ponto de enviar o seu filho primogênito e ao mesmo tempo unigênito, Jesus Cristo, para nos resgatar das trevas para a luz. Talvez o maior problema do homem auto aceitar-se esteja no fato de observarmos apenas a beleza física, entretanto, a Bíblia relata que Jesus não possuía nenhuma beleza (física) que nos atraísse. Princípios para se tornar uma pessoa bem sucedida 12 AULA 6
  13. 13. ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL | FAMÍLIA CRISTÃ Observe: “Porque foi subindo como renovo perante ele e como raiz de uma terra seca; não tinha aparência nem formosura; olhamo-lo, mas nenhuma beleza havia que nos agradasse” (Isaías 53.2). Entretanto, por que somos tão fascinado por Jesus? Por que o amamos tanto? Por que o adoramos? Certamente que não foi sua aparência que nos conquistou, mas sim pelo seu caráter, mansidão, graça, misericórdia, sabedoria, compaixão, amor, etc...; Observe que o interior realiza uma conquista duradoura, eterna, enquanto que o exterior é passageiro (não estamos com isso dizendo que não devemos cuidar da aparência física). Creio haver na Bíblia, razões suficientes para nos aceitarmos fisicamente como somos, entretanto, nosso interior precisa de um total remodelamento, e isso só é possível pela palavra, para através dela buscarmos atingir a estatura de Varão perfeito; assim a beleza de Cristo será refletida em cada olhar, em cada palavra, em cada gesto que efetuarmos. 2. Princípio da autoridade Encontramos esse princípio por toda a Bíblia, porém vamos citar apenas alguns versículos que o embasam: “Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por ele instituídas. De modo que aquele que se opõe à autoridade resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmo condenação” (Romanos 13.1-2). “Filhos, obedecei a vossos pais no Senhor, pois isto é justo. Honra a teu pai e a tua mãe (que é o primeiro mandamento com promessa) para que te vá bem, e sejas de longa vida sobre a terra. E vós, pais, não provoqueis vossos filhos à ira, mas criai-os na disciplina e na admoestação do Senhor” (Efésios 6.1- 3). Considerando, com base em Romanos 13.1, que não há autoridade que não proceda de Deus, chegamos a uma conclusão óbvia: Deus é autoridade sobre todas as demais. “Também, nele, estais aperfeiçoados. Ele é o cabeça de todo principado e potestade. (...) e, despojando os principados e as potestades, publicamente os expôs ao desprezo, triunfando deles na cruz” (Colossenses 2.10 e 15). “... o qual, depois de ir para o céu, está à destra de Deus, ficando-lhe subordinados anjos, e potes- tades, e poderes” (I Pedro 3.22). Verificamos também que Jesus, ao morrer na cruz, despojou principados e potestades (seres de- moníacos), retirando-lhes qualquer autoridade e que mesmo antes de sua morte Jesus já era equipado de toda autoridade nos céus e na terra, e essa mesma autoridade ele concede aos seus discípulos (nós somos seus discípulos). Observe: “Chamou Jesus os doze e passou a enviá-los de dois a dois, dando-lhes autoridade sobre os espíritos imundos” (Marcos 6.7). Vale ressaltar que as autoridades instituídas por Deus merecem nosso total respeito e submissão; pois “ aquele que se opõe à autoridade resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesma condenação”. Deus mesmo tem colocado autoridades sobre nós em todos os ambientes sociais em que vivemos. Observe o quadro a seguir: Princípios para se tornar uma pessoa bem sucedida 13 AULA 6
  14. 14. ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL | FAMÍLIA CRISTÃ Logo, concluímos que o princípio da autoridade está presente tanto no céu como na terra, e respeitá- lo demonstra conhecimento da palavra e submissão a Deus. Quanto ao exercício desse princípio na família já discutimos na aula de número 01. REFLEXÃO SOBRE A REALIDADE ATUAL “A maior das exigências que Deus faz ao homem não é a de carregar a cruz, servir, ofertar ou negar- se a si mesmo. A maior das exigências é que obedeça”. Watchman Nee MINISTRAÇÃO E APLICAÇÃO PRÁTICA 1. Reconheça qualquer ressentimento seu para com Deus pela maneira como Ele o criou; 2. Peça perdão sempre que necessário; 3. Baseado em sua palavra agradeça-lhe pela maneira com que nos formou até agora; 4. Entregue o futuro a Ele quanto ao aperfeiçoamento das boas qualidades interiores; 5. Reconheça que Deus é maior que a sua autoridade; 6. Aprenda a discernir qual a verdadeira intenção das pessoas em posição de autoridade; 7. Aprenda a reconhecer as autoridades instituídas por Deus, sobre a sua vida, nos seus diversos ambientes sociais; Tenha confiança na capacidade de Deus para mudar decisões e ordens. Princípios para se tornar uma pessoa bem sucedida 14 AULA 6
  15. 15. ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL | FAMÍLIA CRISTÃ Princípios para se tornar uma pessoa bem sucedida AULA 7 OBJETIVO(S) Aplicar o princípios bíblicos dos direitos pessoais e do amor no nosso viver diário. INTRODUÇÃO Na aula passada estudamos, da relação abaixo, os dois primeiros princípios. Nesta aula estudaremos o princípio dos direitos pessoais e o princípio do amor. 1. O princípio do valor pessoal; 2. O princípio da autoridade; 3. O princípio dos direitos pessoais; 4. O princípio do amor; 5. O princípio da meditação; 6. O princípio da responsabilidade; 7. O princípio do discernimento; 8. O princípio da coragem. DESENVOLVIMENTO 3. Princípio dos direitos pessoais “Tornando a retirar-se, orou de novo, dizendo: Meu Pai, se não é possível passar de mim este cálice sem que eu o beba, faça-se a tua Vontade”(Mateus 26.42). Todos, como cidadãos, possuímos direitos e deveres. Vamos definir direito, no sentido de direito pessoal, como sendo algo conquistado, pertencente a nós, um poder legítimo, uma regalia, um privilégio. Entretanto, nossos direitos devem passar primeiramente pelo crivo da vontade de Deus, caso contrário, mesmo estando no nosso direito em relação a alguma coisa podemos ter sérios problemas. Jesus é o nosso padrão de conduta em todas as áreas da vida, portanto precisamos analisar suas atitudes, em relação aos direitos pessoais. Jesus, prestes a ser preso, abriu mão do seu direito de rogar ao Pai, para que seus anjos viessem lhe proteger. Disse Ele a seus discípulos: “Acaso, pensas que não posso rogar a meu Pai, e ele me mandaria neste momento mais de doze legiões de anjos? Como, pois, se cumpririam as Escrituras, segundo as quais assim deve suceder? (Mateus 26.53 e 54)”. Algumas horas antes da sua crucificação Jesus orou a Deus, pedindo para que se possível, o cálice amargo da sua morte fosse passado; entretanto ele deixou bem claro na sua oração: “faça-se a tua Vontade”. E Deus realmente fez a Sua vontade, permitindo que nossos pecados dilacerassem Jesus naquela rude cruz. Jesus então, por submissão (princípio da autoridade) à vontade do Pai, por amor à Igreja entregou-se totalmente, jamais reivindicando seus direitos, pelo contrário, abriu mão de todos eles. Paulo, escrevendo aos Filipenses nos desafia a termos os mesmos sentimentos que houve em Cristo Jesus: “Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus: antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz. Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está cima de todo nome” (Filipenses 2.5-9). Princípios para se tornar uma pessoa bem sucedida 15 AULA 7
  16. 16. ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL | FAMÍLIA CRISTÃ 4. Princípio do amor Amor significa: Inclinação da alma e do coração; objeto da nossa afeição; paixão; afeto; inclinação exclusiva. http://www.bibliaonline.net “No amor não existe medo; antes, o perfeito amor lança fora o medo. Ora, o medo produz tormento; logo, aquele que teme não é aperfeiçoado no amor” (1 João 4.18). O amor é o ingrediente fundamental nas relações humanas. Paulo, falando do amor elenca quinze atitudes que o amor provoca no coração do crente: O amor é paciente(1), é benigno(2); o amor não arde em ciúmes(3), não se ufana(4), não se enso- berbece(5), não se conduz inconvenientemente(6), não procura os seus interesses(7), não se exaspera(8), não se ressente do mal(9); não se alegra com a injustiça(10), mas regozija-se com a verdade(11); tudo sofre(12), tudo crê(13), tudo espera(14), tudo suporta(15). “O amor jamais acaba; (...)” (1 Coríntios 13.4-8). Concluímos que a prática do verdadeiro amor combate: 1. A impaciência; 2. A malignidade; 3. O ciúme; 4. A vanglória (ufana); 5. A soberba; 6. A inconveniência; 7. O interesse próprio; 8. A irritação; 9. O ressentimento, a mágoa; 10. A injustiça; 11. A mentira; 12. A autodefesa para não sofrer; 13. A incredulidade; 14. A desesperança; 15. O não suportar. Observe que a atitude 7 (não procura os seus interesses) está relacionada com o princípio dos direitos pessoais. Pedro, inspirado pelo Espírito Santo, traduziu de forma clara o verdadeiro amor vivido por Jesus Cristo. Ele também nos ensina que fomos chamados para viver o amor e seguir a Cristo como exemplo, veja: “(...) porque isto é grato, que alguém suporte tristezas, sofrendo injustamente, por motivo de sua consciência para com Deus. Pois que glória há, se, pecando e sendo esbofeteados por isso, o suportais com paciência? Se, entretanto, quando praticais o bem, sois igualmente afligidos e o suportais com paciência, isto é grato a Deus. Porquanto para isto mesmo fostes chamados, pois que também Cristo sofreu em vosso lugar, deix- ando-vos exemplo para seguirdes os seus passos, o qual não cometeu pecado, nem dolo algum se achou em sua boca; pois ele, quando ultrajado, não revidava com ultraje; quando maltratado, não fazia ameaças, mas entregava-se àquele que julga retamente, carregando ele mesmo em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados, para que nós, mortos para os pecados, vivamos para a justiça; por suas chagas, fostes sarados. Porque estáveis desgarrados como ovelhas; agora, porém, vos convertestes ao Pastor e Bispo da vossa alma.” (1 Pedro 2.19-25). Princípios para se tornar uma pessoa bem sucedida 16 AULA 7
  17. 17. ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL | FAMÍLIA CRISTÃ REFLEXÃO SOBRE A REALIDADE ATUAL “ Tenho, porém, contra ti que abandonaste o teu primeiro amor” Apocalipse 2:4. MINISTRAÇÃO E APLICAÇÃO PRÁTICA 1. Superando a ira: • Identifique os direitos negados que o levaram a irar-se; • Entregue todos os seus direitos a Jesus Cristo; • Espere em Deus para prover “Seus Direitos”; • Reconheça as reações dEle à sua perda de direitos. 2. Superando a preocupação: • Submeta-se a Ele tudo que possui; • Ele só permitirá que ocorram situações que produzam, no futuro, benefícios maiores do que as perdas atuais; • Agradeça a Deus antecipadamente pelas situações que se encontram além do seu controle; 3. A prática do amor: • Reconheça sua amargura contra Deus e peça Lhe perdão; • Relacione as faltas dos que o prejudicaram e perdoe-lhes; • Compreenda a fonte de irritação que Deus lhe manda; • Agradeça a Deus pela fonte de irritação; • Se a irritação despertou uma característica negativa, reconheça-a; • Se não sou responsável pela irritação, estou livre para refletir as qualidades de Deus. Princípios para se tornar uma pessoa bem sucedida 17 AULA 7
  18. 18. ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL | FAMÍLIA CRISTÃ Princípios para se tornar uma pessoa bem sucedida AULA 8 OBJETIVO(S) Reconhecer a necessidade de aplicarmos diariamente os princípios da meditação e da responsabi- lidade, visando o crescimento espiritual e a glória de Deus. INTRODUÇÃO Na aula passada estudamos os princípios dos direitos pessoais e do amor. Nesta aula estudaremos o princípio da meditação e o da responsabilidade. 1. O princípio do valor pessoal; 2. O princípio da autoridade; 3. O princípio dos direitos pessoais; 4. O princípio do amor; 5. O princípio da meditação; 6. O princípio da responsabilidade; 7. O princípio do discernimento; 8. O princípio da coragem. DESENVOLVIMENTO 5. Princípio da meditação “Não cesses de falar deste Livro da Lei; antes, medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer segundo tudo quanto nele está escrito; então, farás prosperar o teu caminho e serás bem sucedido” (Juízes 1.8). “Antes, o seu prazer está na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite. Ele é como árvore plantada junto a corrente de águas, que, no devido tempo, dá o seu fruto, e cuja folhagem não murcha; e tudo quanto ele faz será bem sucedido” (Salmo 1.2-3). Nos versículos acima Deus nos ensina a importância da meditação na Sua palavra. Deus através da Sua onisciência é o Conselheiro por excelência. Ele sabe o que é bom para o homem, por isso usou homens inspirados pelo Seu Espírito para registrarem Seu plano para todos os seres humanos. Segundo os ensinos da palavra de Deus, a meditação na Lei do Senhor, ou seja, nos Seus manda- mentos, princípios, estatutos, etc..., gera conhecimento, sabedoria e discernimento para o homem. Dessa forma aqueles que descobrem esse tesouro recebem uma promessa: serás próspero e bem sucedido em tudo o que fizer. Através da meditação e conhecimento da palavra de Deus, transformando as escrituras na expressão dos nossos pensamentos, vontades e emoções, é possível ao homem obter um coração puro, como o Senhor sempre almejou. 6. Princípio da responsabilidade A palavra responsabilidade refere-se à obrigação de responder por certos atos próprios ou alheios ou por alguma coisa que lhe foi confiada. Todos nós recebemos de Deus responsabilidades como de filho, de cônjuge, de pais, de patrão, de empregado, de cidadão, etc... Responsabilidades quanto à obra que Ele tem nos confiado, bem como Princípios para se tornar uma pessoa bem sucedida 18 AULA 8
  19. 19. ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL | FAMÍLIA CRISTÃ responsabilidades seculares na empresa, no trabalho, etc... Como vimos na definição da palavra responsabilidade cabe a nós respondermos por certos atos sejam eles referentes à nossa própria pessoa, seja na educação dos filhos, nas responsabilidades conjugais e assim durante toda nossa existência aqui na Terra, sempre estaremos cercados de responsabilidades, não temos como fugir. Como crentes temos o precioso auxílio do Espírito Santo, despertando nossa consciência para as responsabilidades, de todas as naturezas, a qualquer tempo. Estudamos na aula 3ª aula deste curso que o sacerdote Eli foi negligente na educação dos seus filhos, por isso foi duramente exortado por Deus e acabou recebendo uma sentença trágica no final da sua vida. Devemos, bucar no Senhor uma consciência pura e limpa com relação às nossas responsabilidades. O desejo de Deus é ver em nós a prática do princípio da responsabilidade bem apurado e desenvolvido. Os irresponsáveis perdem oportunidades preciosas, entretanto aqueles que acatam e aceitam as responsabilidades são abençoados. Podemos notar isso numa passagem interessante do livro de Isaías, capítulo 22 em que Deus con- fia maiores responsabilidades a Eliaquim, observe: “Naquele dia, chamarei a meu servo Eliaquim, filho de Hilquias vesti-lo-ei da tua túnica, cingi-lo-ei com a tua faixa e lhe entregarei nas mãos o teu poder, e ele será como pai para os moradores de Jerusalém e para a casa de Judá. Porei sobre o seu ombro a chave da casa de Davi; ele abrirá, e ninguém fechará, fechará, e ninguém abrirá. Fincá-lo-ei como estaca em lugar firme, e ele será como um trono de honra para a casa de seu pai. Nele, pendurarão toda a responsabilidade da casa de seu pai, a prole e os descendentes, todos os utensílios menores, desde as taças até as garrafas” (Isaías 22.20-24). Esses versículos relatam que Deus exalta Eliaquim em lugar de Sebna, um homem presunçoso que buscava uma vida luxuosa. Segundo comentários da Bíblia de Estudo de Genebra, página 814, comentário do versículo 19 do capítulo 22 que diz: “Eu te lançarei fora”, por volta de 701 a. C., Sebna havia sido demitido de seu serviço como secretário, tendo Eliaquim assumido o cargo de Sebna. Portanto a não aplicação do princípio da responsabilidade produz conseqüências indesejáveis. REFLEXÃO SOBRE A REALIDADE ATUAL “Quanto amo a tua lei! É a minha meditação, todo o dia!” (Salmo 119.97). Para refletir: Assim como o salmista, nos dias de hoje temos meditado diariamente na lei do Senhor? A Sua palavra tem sido o nosso alimento? MINISTRAÇÃO E APLICAÇÃO PRÁTICA • Pela meditação na palavra de Deus, reconstrua suas estruturas de pensamento de modo a se adaptar aos pensamentos de Deus; • Cultive a capacidade da transparência obtendo e mantendo uma consciência limpa para com os outros e para com Deus; • Faça uma relação dos erros que tem cometido contra outros; • Supere racionalizações que o impeçam de corrigir coisas erradas; • Procure compreender como seus erros e irresponsabilidades têm afetado a vida de seu cônjuge, filhos ou de outra pessoa; • Peça perdão a Deus por todos os atos irresponsáveis que cometeu; • Esteja disposto a praticar, a partir de agora o princípio da meditação e o princípio da responsabili- Princípios para se tornar uma pessoa bem sucedida 19 AULA 8
  20. 20. ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL | FAMÍLIA CRISTÃ Princípios para se tornar uma pessoa bem sucedida AULA 9 OBJETIVO(S) Reconhecer a necessidade de aplicarmos diariamente os princípios do discernimento e da coragem, visando realizar a obra e o plano de Deus nas nossas vidas. INTRODUÇÃO Até aqui já estudamos, dos princípios abaixo relacionados, os primeiros seis. Nesta aula, terminando o tema: PRINCÍPIOS PARA SE TORNAR UMA PESSOA BEM SUCEDIDA, estudaremos o princípio do dis- cernimento e o princípio da coragem. 1. O princípio do valor pessoal; 2. O princípio da autoridade; 3. O princípio dos direitos pessoais; 4. O princípio do amor; 5. O princípio da meditação; 6. O princípio da responsabilidade; 7. O princípio do discernimento; 8. O princípio da coragem. DESENVOLVIMENTO 7. Princípio do discernimento A palavra discernir é de origem latina, discernere, e significa: distinguir uma coisa de outra, assina- lando a diferença existente entre elas. “Os seus sacerdotes transgridem a minha lei e profanam as minhas coisas santas; entre o santo e o profano, não fazem diferença, nem discernem o imundo do limpo e dos meus sábados escondem os olhos; e, assim, sou profanado no meio deles” (Ezequiel 22.26). O versículo acima relata o perigo da falta de discernimento. Observe que a falta de distinguir o santo do profano leva o homem a profanar o próprio Deus. O discernimento está intimamente relacionado ao con- hecimento que temos das coisas, ou seja: é preciso conhecer, por exemplo o que é santo, para distinguirmos daquilo que é profano. A palavra de Deus nos ensina ainda que as coisas referentes ao Espírito discernem-se espiritual- mente: “Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente” (1 Coríntios 2.14). Observe que o homem natural não consegue discernir as coisas de Deus. Discernir coisas espirituais requer novo nascimento, nascimento do alto, pois através desse ato recebemos o Espírito Santo de Deus que nos capacita, ampliando significativamente, o discernimento que temos das coisas. O apóstolo João, inspirado pelo Espírito Santo escreveu àqueles que experimentaram o novo nasci- mento: “E vós possuís unção que vem do Santo e todos tendes conhecimento” (1 João 2.20). Logo, a unção traz conhecimento e discernimento espiritual sobre as coisas naturais e espirituais. Deus tem nos capacitado, por isso espera de nós a prática diária do princípio do discernimento em todas as áreas da nossa vida. 8. Princípio da coragem A palavra coragem vem do latim, cor, coração e significa: firmeza de espírito, energia diante do perigo; intrepidez; ânimo; valentia; perseverança. Princípios para se tornar uma pessoa bem sucedida 20 AULA 9
  21. 21. ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL | FAMÍLIA CRISTÃ Pela definição concluímos que a palavra coragem é contrária principalmente às palavras timidez, desânimo e medo. “Porque Deus não nos tem dado espírito de covardia, mas de poder, de amor e de moderação” (2 Timóteo 1.7). Observe que Deus mesmo já nos capacitou com o espírito de coragem, ousadia, poder, amor, in- trepidez, etc... Cabe a nós exercermos, diariamente, o princípio da coragem. “E continuarão os oficiais a falar ao povo, dizendo: Qual o homem medroso e de coração tímido? Vá, torne-se para casa, para que o coração de seus irmãos se não derreta como o seu coração” (Deuteronômio 20.8). “Apregoa, pois, aos ouvidos do povo, dizendo: Quem for tímido e medroso, volte e retire-se da região montanhosa de Gileade. Então, voltaram do povo vinte e dois mil, e dez mil ficaram” (Juízes 7.3). Todos sabemos que uma certa dose de medo é benéfico podendo preservar a vida. Entretanto, o medo exagerado das coisas, age como verdadeira fortaleza criada na mente das pessoas, impedindo-as de crescer espiritualmente ou de terem sucesso em outras áreas da vida. Observe como Deus quebrou a fortaleza do medo na vida de Gideão. Livre das mãos dos egípcios, já na terra prometida, os israelitas fizeram o que era mau perante o Senhor, por isso Deus os entregou nas mãos dos midianitas por sete anos. É durante esse panorama que Deus chamou Gideão para guerrear contra os midianitas. Porém, Deus sabendo do coração temeroso de Gidão teve que “trabalhar” arduamente para convencê-lo do chamado. Observe o que Deus disse a Gideão no primeiro encontro: “O Senhor é contigo, homem valente” (Juízes 6.12). Observe agora a resposta de Gideão: “Ai, senhor meu! Se o Senhor é conosco, por que nos sobreveio tudo isto?…” (Juízes 6.13). Como Deus pode chamar um medroso de homem valente? Ele pode porque o poder transformador pertence a Ele. Deus, ao chamar Gideão de homem valente, estava querendo gerar na mente dele uma nova imagem, diferente daquela que ele imaginava. E assim, Gideão com apenas trezentos homens, foi tremendamente usado por Deus para libertar o povo das mãos dos midianitas. Aleluia! Pois, Deus é especialista em transformar medrosos em valentes, fracos em fortes, incapazes em pessoas competentes. Não importa qual seja o seu temor, não tente fugir do chamado, saiba que a mesma palavra que Deus usou para transformar Gideão, usará para transformá-lo num grande líder, anunciador das Suas verdades, dentro do dom ou ministério que o Espírito Santo já lhe deu. Fomos eleitos por Deus para sermos Seus filhos por adoção. Enfim, Deus não nos vê como inferiores, e sim como Seus filhos, a quem Ele capacita para que em Cristo, tenhamos vida abundante. REFLEXÃO SOBRE A REALIDADE ATUAL Jesus tinha discernimento para distinguir o que tinha valor. Era Sua visão do ponto de vista divino, que penetrava os intuitos do coração, os motivos e sentimentos que norteavam as ações, que Lhe dava discernimento. Apenas o Espírito de Deus pode capacitar os homens a terem esta visão, mas para isto os homens devem estar dispostos a abandonar seu ponto de vista, se for contrário. http://www.musicaeadoracao.com.br/livros/mus_adv_etern/mus_adv_etern7.htm MINISTRAÇÃO E APLICAÇÃO PRÁTICA • Busque, na palavra de Deus, discernir a vontade dEle para a sua vida. • Supere o medo das pessoas, dos desafios, do chamado de Deus, aprendendo a tomar posição, usando a intrepidez que o Espírito lhe tem dado; • Experimente a alegria de ter um propósito e alcançar realização na vida pela obediência aos im- pulsos do Espírito Santo através da Bíblia e da oração. Princípios para se tornar uma pessoa bem sucedida 21 AULA 9
  22. 22. ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL | FAMÍLIA CRISTÃ • Aceite a Palavra de Deus como a autoridade máxima sobre como viver. • Tenha um plano sistemático de leitura e estudo da Palavra de Deus. Princípios para se tornar uma pessoa bem sucedida 22 AULA 9
  23. 23. ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL | FAMÍLIA CRISTÃ Alvos propostos para o casal - marido AULA 10 OBJETIVO(S) Buscar, na Palavra de Deus, alvos para os maridos, visando edificar o lar, reconhecendo que o casamento é uma aliança firmada na presença de Deus e para a glória dEle. INTRODUÇÃO Deus, ao instituir a família, intencionou um lar feliz e cheio de boas realizações para o marido, para a esposa e para os filhos. Entretanto, o que temos visto são casamentos frustrados, maridos e esposas infe- lizes, filhos desamparados, lares desestruturados. Apesar de todos os problemas que venhamos a enfrentar, cremos na restauração do lar e da família. É com esse pensamento que estaremos compartilhando, a partir desta aula, alguns alvos que Deus tem para os maridos, para que eles, como sábios construtores possam edificar seus lares sobre a rocha, que é Cristo. DESENVOLVIMENTO “Maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela” (Efésios 5.25). É importante ressaltar que o amor citado no versículo acima refere-se a um amor altruísta, que se baseia em seu desejo de dar e não no interesse de conseguir seus próprios intentos. Deus tem, na Sua palavra, proposto para os marido alguns alvos que estaremos compartilhando a seguir: ALVO 1 - O MARIDO DEVE COMPREENDER QUE UMA DAS NECESSIDADES BÁSICAS DA ESPOSA É SENTIR QUE TEM IMPORTÂNCIA PARA ELE. Ele deve sempre procurar dedicar algum tempo para satisfazer, de modo adequado, às necessidades básicas da esposa. A mulher para sentir-se segura precisa ser amada, valorizada, estimada e protegida pelo seu marido. A não observância desse alvo poderá provocar na esposa: a) Sentimento de insegura. Ela poderá pensar que o marido não lhe dá importância; b) Sentimento de solidão; c) Sentimento de frustração, pelo fato do marido não estar satisfazendo suas necessidades básicas. Ela se deu ao marido, vendo nele uma pessoa que a amava e desejava torná-la feliz, agora começa a duvidar do amor dele; d) Necessidade de afeto podendo levá-la a buscar em outra pessoa o preenchimento desta la- cuna. ALVO 2 - O MARIDO DEVE DAR ÀS OPINIÕES DA ESPOSA O MESMO VALOR QUE DÁ ÀS SUAS. Os homens em geral pensam que as idéias da esposa não são tão boas quanto as suas. Ela fica magoada quando suas idéias são depreciadas ou não são ouvidas. Embora sua visão das coisas seja bem diferente da do marido, suas opiniões são tão valiosas quanto as dele. Em muitos casos a esposa sabe dis- cernir melhor o caráter dos outros, pois é mais sensível ao espírito, ao passo que o marido tende a ignorar as faltas do caráter, e ver apenas os aspectos racionais das idéias de uma pessoa. Em 1 Pedro 3.7, a Bíblia Alvos propostos para o casal-marido 23 AULA 10
  24. 24. ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL | FAMÍLIA CRISTÃ orienta: “Maridos, vós igualmente, vivei a vida comum do lar, com discernimento; e, tendo consideração para com a vossa mulher”. A não observância desse alvo poderá provocar na esposa: a) Sentimento de magoa e rancor; b) Pensamentos de que Deus não se importa com seu problema; c) A resistência de trocar idéias com o marido; d) O sentimento de que o marido não lhe dá importância; e) Sentimento de inferioridade em relação ao marido; f) A falta de comunicação com o marido (ela tem medo de expressar suas opiniões). ALVO 3 - O MARIDO DEVE VALORIZAR OS PONTOS POSITIVOS DA PERSONALIDADE DA ESPOSA. Cabe ao marido procurar maneiras de animá-la e de edificar sua vida interior. Quando o marido dá muita atenção às falhas e fraquezas da esposa, está dando a entender que não a aceita como é. Sobre esse assunto a orientação bíblica é: “Não se critiquem nem falem mal uns dos outros, queridos irmãos. Se vocês fizerem isso estarão lutando contra a lei de Deus que ordena amarem-se uns aos outros e dizendo que ela está errada...” (Tiago 4.11). A não observância desse alvo poderá gerar as seguintes reações na esposa: a) Ela sente-se diminuída, como se estivesse precisando de aconselhamento espiritual; b) Não se sente bem aceita; c) Perde o respeito próprio; d) Desinteressa-se pelo que possa acontecer; e) Sua avaliação das coisas torna-se materialística. ALVO 4 - O MARIDO DEVE PROCURAR SOLUCIONAR OS PROBLEMAS, EM VEZ DE TENTAR ACONSELHAR A ESPOSA. Ele deve ver nos traços negativos do caráter da esposa as qualidades em potencial que Deus deseja cultivar nela, e aprender a descobrir a verdadeira causa do problema, ao invés de apontar as suas faltas. Dispor-se a colaborar com o Senhor para desenvolvimento das boas qualidades da esposa. Em Provérbios 23.23, a Bíblia diz: “Procure os fatos certos, custe o que custar, e segure firme todo o bom senso que você puder arrumar”. Em Gálatas 6.2, temos: “Levai as cargas uns dos outros e assim cumprireis a lei de Cristo”. E ainda em 1 Coríntios 13.7: “O amor....tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.” A não observância desse alvo poderá gerar as seguintes reações na esposa: a) Ela coloca-se na defensiva; b) Torna-se irritadiça; c) Sente-se frustrada e ameaçada; d) Sente-se inferiorizada e deprimida; e) Pensa que o marido não se interessa por seus sentimentos; f) Sente-se desprezada em seu papel de esposa. REFLEXÃO SOBRE A REALIDADE ATUAL Toda família tem desacordos. O casal que nunca tem conflitos não existe. Infelizmente, conflitos podem Alvos propostos para o casal-marido 24 AULA 10
  25. 25. ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL | FAMÍLIA CRISTÃ levar a brigas sérias. Uma briga séria é aquela que desune esposo e esposa, mas nunca resolve a causa do problema. Como resultado, casais acumulam amargura, rixas, raiva descontrolada, ódio e, freqüentemente, divórcio. O que falta a muitos casais é habilidade para discutir os desacordos e resolvê-los. Na verdade, falta- lhes a capacidade para discutir problemas sérios, chegar a um plano para resolvê-los e, então, pôr em ação esse plano. Eu ressalto que esta é uma habilidade que muitas pessoas simplesmente nunca aprenderam, mas que pode ser aprendida. http://www.estudosdabiblia.net/200036.htm MINISTRAÇÃO E APLICAÇÃO PRÁTICA Senhor Jesus, reconheço na Tua palavra, autoridade para me ensinar a ser um marido dentro dos padrões que o Senhor mesmo tem estabelecido, por isso, por tua graça te peço que me capacite, a partir deste momento: • A conceder à minha esposa, o amor verdadeiro e a devida importância que ela merece; • A valorizar, sem reservas as opiniões da minha esposa; • A valorizar os pontos positivos da personalidade da minha esposa; • A procurar solucionar os problemas, sem críticas, mas com amor e submissão ao Senhor. Alvos propostos para o casal-marido 25 AULA 10
  26. 26. ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL | FAMÍLIA CRISTÃ Alvos propostos para casal - marido AULA 11 OBJETIVO(S) Colocar em prática uma convivência conjugal edificante, oferecendo à esposa tempo, companheirismo e prioridade em relação às outras coisas. Respeitando a ordem de prioridades sugerida na aula 03 deste curso: DEUS, FAMÍLIA e SUSTENTO. INTRODUÇÃO O relacionamento humano é uma das dádivas de Deus ao homem; entretanto, o relacionar-se com o próximo depende de cada um de nós. Deus nos fez diferentes, com pensamentos, conhecimentos e muitas vezes culturas diferentes. Como, então um homem e uma mulher podem, dentro do casamento, manter um relacionamento harmonioso e duradouro, até que a morte os separe? A resposta é clara e objetiva: mediante a presença de Deus na vida do casal, lapidando diariamente marido e mulher. Como maridos, devemos buscar diariamente na palavra de Deus alvos que nos conduzam à verdadeira vida matrimonial que Deus tem para Seus filhos. DESENVOLVIMENTO Dando continuidade aos alvos que o marido deve buscar temos: ALVO 5 - O MARIDO DEVE DAR À ESPOSA OPORTUNIDADES E TEMPO SUFICIENTE PARA EXPRESSAR SUAS IDÉIAS. Em muitos casos a mulher precisa de mais tempo que o marido, para expressar bem suas idéias. Quando o marido fica impaciente ao ouvi-la ou não lhe dá tempo para falar, ela se sente frustrada e desalen- tada. Uma das características do verdadeiro amor é ser paciente. Veja: “Este amor de que falo, não perde a paciência; procura até ser construtivo. Não é invejoso; não procura impressionar nem alimenta idéias exageradas acerca de sua própria importância” (1 Coríntios 13.4). A não observância desse alvo poderá gerar as seguintes reações na esposa: a) Começa a invejar o marido (deseja ser como ele, capaz de se expressar facilmente); b) Fica ressentida; c) Não se sente à vontade quando fala com ele; d) Suas tensões internas aumentam e depois ela tenta desabafar tudo na primeira oportunidade; e) Para não se sentir frustrada a cada discussão, ela simplesmente para de conversar com ele. ALVO 6 - O MARIDO DEVE MANIFESTAR SEMPRE O PENSAMENTO DE QUE A PESSOA DELA É O COMPLEMENTO DA DELE. O marido que não aceita a esposa como ela é tende a comparar sua aparência e habilidade com as de outras mulheres mais bem dotadas. O marido que realmente quer ver uma esposa virtuosa deve propor- cionar essa condição, pois a Bíblia nos ensina: “Ele a louva com estas palavras: Há muitas mulheres ótimas neste mundo, mas você é a melhor de todas elas” (Provérbios 31.28-29). A não observância desse alvo poderá gerar as seguintes reações na esposa: a) Começa a comparar-se a outras mulheres; Alvos propostos para o casal-marido 26 AULA 11
  27. 27. ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL | FAMÍLIA CRISTÃ b) Sente-se magoada com as observações do marido a respeito de outras mulheres; c) Percebe que ele a compara às outras; d) Interiormente ela receia que ele dê a outras a atenção que lhe deve; e) Passa a vestir-se de modo a chamar a atenção de outros homens; f) Sente-se incapaz de cumprir seu papel de esposa. ALVO 7 - O MARIDO DEVE PASSAR BASTANTE TEMPO EM COMPANHIA DA ESPOSA, PARA DESCOBRIR O QUE É IMPORTANTE PARA ELA, APRENDER A VER AS COISAS DE SEU PONTO DE VISTA. Como o marido às vezes não se esforça para enxergar as coisas do ponto de vista da esposa, ele deixa de notar os pequenos cuidados que ela toma e as coisas que faz para demonstrar seu amor por ele. Devemos nos policiar com relação a isso, pois os homens têm a tendência de serem mais racionais, dando pouca ou nenhuma importância a detalhes. A Bíblia nos exorta a vermos as coisas sob o ponto de vista dos outros: “E que ninguém pense apenas nos seus negócios pessoais, mas aprenda a ver as coisas sob o ponto de vista dos outros” (Filipenses 2.4). A não observância desse alvo poderá gerar as seguintes reações na esposa: a) Ela sente-se desvalorizada; b) Sente solidão; c) Sente que os dois estão caminhando em direções opostas; d) Sente-se insegura quanto às suas responsabilidades de esposa. ALVO 8 - O MARIDO DEVE APRENDER A RECUSAR FIRMEMENTE CONVITES PARA ATIVI- DADES E RESPONSABILIDADES QUE O AFASTEM DO CONVÍVIO DA FAMÍLIA, NOS MOMENTOS EM QUE DEVE SE DEDICAR A ELA. Quando o marido não estabelece corretamente sua ordem de prioridades, ele pode ser levado por outros a assumir responsabilidades secundárias, esquecendo-se de que seu principal dever é dar assistên- cia à esposa e aos filhos. Lembre-se sempre desta ordem de prioridades: DEUS, FAMÍLIA e SUSTENTO. A Bíblia nos ensina que devemos usar bem o nosso tempo: “Fazei bom uso do tempo apesar das dificuldades atuais, porque os dias são maus” (Efésios 5.16). A não observância desse alvo poderá gerar as seguintes reações na esposa: a) Ela perde o respeito pelo marido; b) Sente rancor contra o marido e contra as pessoas que roubam o tempo que ele devia dedicar à família; c) Duvida do amor dele por ela; d) Começa a ter ciúmes do seu trabalho e de suas atividades fora do lar; e) Sente que ela e os filhos não ocupam o primeiro lugar na vida dele. REFLEXÃO SOBRE A REALIDADE ATUAL O fundamental num relacionamento é procurar conhecer bem um ao outro, perceber suas neces- sidades e desejos, agir com bom senso e sinceridade. A separação e a traição acontecem, na maioria dos casos, quando deixa de existir o altruísmo e as perspectivas começam a se estreitar, quando cada um pensa apenas em si, em querer refazer a vida, ignorando o sentimento do outro e não olhando sequer para os filhos. Alvos propostos para o casal-marido 27 AULA 11
  28. 28. ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL | FAMÍLIA CRISTÃ Adriana Kogachi e Ana Cristina Stabelito http://www.johvem.com.br/hiperinteressante/comportamento/010505casais.htm MINISTRAÇÃO E APLICAÇÃO PRÁTICA Senhor Jesus, declaro neste momento total dependência de Ti, reconheço minhas falhas como marido e te peço perdão. Capacita-me agora: • A dar à minha esposa oportunidades e tempo suficiente para expressar suas idéias. • A verbalizar sempre que minha esposa é a auxiliadora que o Senhor me deu, o complemento que eu precisava para glorifica-Lo. • A permanecer constantemente ao lado da minha esposa, para conhece-la e compreende-la, visando faze-la feliz. Alvos propostos para o casal-marido 28 AULA 11
  29. 29. ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL | FAMÍLIA CRISTÃ Alvos propostos para o casal - marido AULA 12 OBJETIVO(S) Reconhecer que o papel de cabeça cabe ao marido, quer seja na educação dos filhos, quer seja na liderança espiritual sobre o lar. INTRODUÇÃO Um lar sadio espiritualmente tende a suportar todas as provas e tribulações que porventura surjam. Deus tem nos capacitado, como maridos, a tomar decisões sob Sua orientação; portanto, devemos nos dias atuais reconhecer a importância que temos no desenvolver a vida espiritual do nosso lar. Cabe a nós criarmos a devida atmosfera espiritual que gera confiança na esposa e filhos, quando assim procedemos fazemos a vontade de Deus e damos a Ele toda a glória. DESENVOLVIMENTO ALVO 9 - O MARIDO DEVE DEFINIR AS NORMAS PELAS QUAIS OS FILHOS SERÃO DISCIPLI- NADOS. Ele deve também assumir a responsabilidade de disciplinar os filhos. Quando não o faz, está auto- maticamente lançando-a sobre a esposa. O resultado é que as crianças começam a jogá-los um contra o outro. Vale, mais uma vez recordarmos que Deus cobrou de Eli (o sacerdote) a educação e a disciplina dos seus filhos. Paulo, em Efésios 6.4 nos dá a seguinte lição:”E vós, pais, não provoqueis vosso filhos à ira, mas criai-os na disciplina e na admoestação do Senhor.” Observe também os ensinos do profeta Malaquias: “Eis que eu vos enviarei o profeta Elias, antes que venha o grande e terrível dia do Senhor; ele converterá o coração dos pais aos filhos e o coração dos filhos a seus pais; para que eu não venha e fira a terra com maldição” (Malaquias 4.5-6). A não observância desse alvo poderá provocar na esposa: a) Ela começa a pensar que ele não pratica o que prega; b) Sente-se rejeitada pelos filhos; c) Nutre rancor contra o marido por não assumir suas responsabilidades; d) Sente que o marido a diminui diante dos filhos; e) Perde a confiança na autoridade dele e em seu senso de responsabilidade. ALVO 10 - O MARIDO DEVE DISPOR-SE A EMPREGAR O TEMPO QUE FOR NECESSÁRIO PARA ESTUDAR COM A ESPOSA A PREPARAÇÃO PARA QUALQUER INOVAÇÃO DE IMPORTANCIA DRÁSTICA QUE FOR INTRODUZIDA NA FAMÍLIA. A esposa só consegue se adaptar a mudanças maiores se o marido se der ao trabalho de lhe ex- plicar detalhadamente os motivos que exigem tal modificação e se lhe for dado tempo para se acostumar a ela. Se isso não for observado, ela se torna insegura e apreensiva. Em Provérbios 20.18, temos o seguinte ensinamento: “Não vá adiantando seus planos antes de receber conselhos de outras pessoas”. A não observância desse alvo poderá provocar na esposa: a) Sente-se frustrada emocionalmente; b) Fica apreensiva; c) Acha o marido desatencioso e indiferente para com os outros e principalmente com a família; Alvos propostos para o casal - marido 29 AULA 12
  30. 30. ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL | FAMÍLIA CRISTÃ d) Sente-se depreciada. ALVO 11 - O MARIDO DEVE DISCIPLINAR SEUS SENTIMENTOS E ATITUDES PARA COM A ESPOSA. A mulher é muito sensível quanto à honestidade e pureza moral do marido com relação a ela. Sua admiração por ele sofre detrimento quando ele demonstra falta de autocontrole. Observe o que Paulo diz sobre isso: “Cada um deve procurar dominar o corpo, conservá-lo puro e tratá-lo com respeito” (1 Tessalonis- sences 4.4). A não observância desse alvo poderá provocar na esposa: a) Perde a admiração que sentia por ele; b) Torna-se fria e indiferente às necessidades físicas do marido; c) Passa a demonstrar atitude de desinteresse. ALVO 12 O MARIDO DEVE CONTINUAR A DESENVOLVER A SUA LIDERANÇA ESPIRITUAL. O marido deve proporcionar estabilidade espiritual à esposa; se não o fizer, ou não demonstrar inter- esse nisto, os resultados futuros se farão sentir sobre os filhos e, além disso, ele estará expondo a esposa a pressões desnecessárias. “Porque eu sou o Senhor teu Deus, Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos até a terceira geração daqueles que me aborrecem” (Êxodo 20.5). A não observância desse alvo poderá provocar na esposa: a) Nutre ressentimento contra o marido pelo fato de ter que carregar a responsabilidade do cresci- mento espiritual da família; b) Passa a menosprezar a liderança do marido. REFLEXÃO SOBRE A REALIDADE ATUAL O homem, além de ser fiel à sua esposa, deve conduzir seus filhos no caminho do Senhor e numa vida de santidade, o que exigirá dele não só conselhos casuais, mas todo um acompanhamento, investimento e ministração na vida espiritual de seus familiares. O posicionamento de um homem de Deus sempre deve envolver sua casa. Este foi o exemplo dado por Josué: “Mas se vos parece mal servir ao Senhor, escolhei hoje a quem sirvais, se aos deuses a quem serviram vossos pais, que estavam dalém do Rio, ou aos deuses dos amorreus, em cuja terra habitais. Porém eu e a minha casa serviremos ao Senhor” (Josué 24.15). Luciano P. Subirá. Pastor da Comunidade Evangélica Alcance, em Curitiba/PR. http://www.lagoinha.com/igreja/materias.asp?codMateria=1111 MINISTRAÇÃO E APLICAÇÃO PRÁTICA ORAÇÃO DO MARIDO Obrigado Senhor pelo sacerdócio que tens confiado a mim. Leva-me, a partir de agora a exercer a devida posição que tens me dado para desenvolver no meu lar a atmosfera de louvor e adoração que o Senhor sempre esperou. Ensina-me a orar pela minha esposa e filhos e a exortá-los em amor na disciplina do Senhor. Alvos propostos para o casal - marido 30 AULA 12
  31. 31. ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL | FAMÍLIA CRISTÃ Alvos propostos para o casal - marido AULA 13 OBJETIVO(S) Reconhecer que o relacionamento conjugal requer: a) Respeito entre os cônjuges; b) Capacidade de perdoar; c) Reconhecimento e confissão de erros; d) Definição clara das responsabilidades. INTRODUÇÃO “Maridos, amai vossa esposa e não a trateis com amargura” (Colossenses 3.19). “Maridos, vós, igualmente, vivei a vida comum do lar, com discernimento; e, tendo consideração para com a vossa mulher como parte mais frágil, tratai-a com dignidade, porque sois, juntamente, herdeiros da mesma graça de vida, para que não se interrompam as vossas orações” (1 Pedro 3.7). Os versículos acima resumem, para o marido, o padrão que Deus estabelece para o tratamento da esposa. Entretanto, será que tal padrão pode ser vivido nos dias de hoje? Vamos ver nos alvos abaixo que, com entendimento da palavra de Deus podemos cultivar uma vida conjugal satisfatória dentro dos planos e padrões de Deus. DESENVOLVIMENTO ALVO 13 - O MARIDO DEVE EVITAR FAZER BRINCADEIRAS DE MAU GOSTO E ZOMBAR DA ESPOSA NA PRESENÇA DE OUTRAS PESSOAS. Às vezes alguns maridos gostam de fazer piadinhas às custas da esposa, ou de criticá-la na presença de terceiros. Geralmente eles o fazem com a intenção de levá-la a modificar-se em alguma coisa que lhes desagradem. Tal atitude demonstra a imaturidade e a incapacidade do marido em resolver conflitos no casa- mento. A Bíblia recomenda: “Nem converseis acerca de obscenidades, tolices e vaidades, mas sim acerca de tudo aquilo que devemos a Deus” (Efésios 4.5) e ainda: “Quanto aos moços, de igual modo, exorta-os para que, em todas as coisas, sejam criteriosos” (Tito 2.6). A não observância desse alvo poderá provocar na esposa: a) Sente-se magoada em seu espírito; b) Sente-se envergonhada perante os outros; c) Passa a ter medo de expressar suas opiniões; d) Fica desanimada de procurar aprimorar-se, com receio de ver suas boas qualidades serem de- preciadas. ALVO 14- O MARIDO DEVE PERDOAR AS FALHAS PASSADAS DA ESPOSA. O marido que ama a sua esposa deve dispor-se a perdoar completamente todos os erros por ela cometidos no presente ou no passado, e todas as ofensas que vier a sofrer no futuro. Ele deve ser sensível para compreender que o espírito de rancor revela uma atitude de vingança; um excesso de orgulho e auto- piedade. “E, quando estiverdes orando, se tendes alguma coisa contra alguém, perdoai, para que vosso pai celestial vos perdoe as vossas ofensas” (Marcos 11.25). Alvos propostos para o casal - marido 31 AULA 13
  32. 32. ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL | FAMÍLIA CRISTÃ A não observância desse alvo poderá provocar na esposa: a) Dúvida da sinceridade do amor do marido; b) Reage negativamente às suas atitudes de superioridade; c) Considera justificadas as suas atitudes negativas e ofensas para com o marido. ALVO 15- O MARIDO DEVE RECONHECER SEUS ERROS E CONFESSÁ-LOS HONESTA- MENTE. O marido precisa admitir que é ele quem tem que manter o relacionamento mútuo sempre desim- pedido, e que a disposição de reconhecer nossos erros resulta em honra e em uma atitude de respeito para com o próximo. O salmista, no Salmo 34 reconhece que enquanto se calou a mão de Deus pesava sobre ele; entretanto ao confessar encontrou perdão. Como maridos devemos reconhecer nossos erros. Nosso pecados devem ser reconhecidos e confessados, pois o arrependimento gera libertação. A Bíblia nos ensina ainda: “Confessai, pois, os vossos pecados uns aos outros, e orai uns pelos outros, para serdes curados” (Tiago 5.16). A não observância desse alvo poderá provocar na esposa: a) Perde a humildade com relação ao marido; b) Fica magoada em seu espírito; c) Passa a tratar o marido com frieza. ALVO 16 O MARIDO DEVE DEFINIR BEM PARA A ESPOSA SUAS RESPONSABILIDADES BÁSICAS COMO MARIDO. Deus espera que o marido, sob Sua orientação, governe o seu lar. A omissão dessa tarefa pode gerar sérios problemas no relacionamento do casal, bem como na educação dos filhos. Portanto, cabe ao marido levar a esposa a compreender claramente seus pontos de vista. Isto ele consegue ao definir suas responsabilidades detalhadamente, e definindo também as áreas de responsabilidade mútua. Observe: “Ora, se alguém não tem cuidado dos seus e especialmente dos da própria casa, tem negado a fé e é pior do que o descrente” (1 Timóteo 5.8). A não observância desse alvo poderá provocar na esposa: a) Sente solidão; b) Fica ressentida contra o marido, c) Perde o respeito pelo marido por causa de seu desinteresse em se ocupar dos serviços mais pesados da casa; d) Acha que ele não está contente com sua família e seu lar. REFLEXÃO SOBRE A REALIDADE ATUAL Diz-se com freqüência que um bom casamento é uma “amostra do céu”. O companheirismo de que um homem e uma mulher podem gozar em relação ao casamento é uma bênção imensa dada por nosso Criador (Gênesis 2:18-24). Certamente, Deus destinou o casamento a ser benéfico e satisfatório para ambos, o esposo e a esposa. Infelizmente, muitos casais não descreveriam seus casamentos como “celestiais”. Allen Dvorak http://www.estudosdabiblia.net/d46.htm Alvos propostos para o casal - marido 32 AULA 13
  33. 33. ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL | FAMÍLIA CRISTÃ MINISTRAÇÃO E APLICAÇÃO PRÁTICA Vem Senhor Jesus e capacita-me como marido a colocar em prática os alvos estudados até aqui. Fortalece-me como sacerdote do lar, como um homem que esteja disposto a edificar o lar sobre a Rocha. Em Teu nome. Amém! OBSERVAÇÃO: EMBORA ESTES ALVOS PROPOSTOS SEJAM IDEALÍSTICOS, O CASAL DEVE SEMPRE ESTAR ATENTO ÀS ÁREAS DO RELACIONAMENTO QUE ENFOCAM, E DEVE PROCURAR APERFEIÇOÁ- LAS. É NATURAL QUE CADA UM PASSE A ESPERAR QUE O OUTRO CONSIGA ALCANÇAR TOTAL- Alvos propostos para o casal - marido 33 AULA 13
  34. 34. ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL | FAMÍLIA CRISTÃ Alvos propostos para o casal - esposa AULA 14 OBJETIVO(S) Reconhecer, na palavra de Deus, princípios que conduzem e norteiam o relacionamento conjugal. INTRODUÇÃO “A mulher sábia edifica a sua casa, mas a insensata, com as próprias mãos, a derriba” (Provérbios 14.1). O versículo acima reflete de uma forma bastante clara a importância da mulher na edificação do seu lar. A sabedoria citada provém de Deus, como resultado de um relacionamento íntimo com o Criador. Entretanto, muitas mulheres ainda hoje, têm dificuldade de aplicar esse provérbio na sua vida. Queremos, nas próximas aulas, discutir sobre alguns pontos importantes que devem ser observados pelas esposas, visando a edificação e o fortalecimento do casamento e conseqüentemente do seu lar. DESENVOLVIMENTO ALVO 1 - A ESPOSA DEVE APRENDER A CONFIAR NAS DECISÕES TOMADAS PELO MARI- DO. Principalmente para aquelas mulheres acostumadas a liderar, o alvo acima é um verdadeiro desafio. Não podemos esquecer que o Espírito Santo pode capacitar a esposa para viver dentro dos planos e alvos estabelecidos por Deus. Cabe, portanto à esposa procurar solucionar os problemas, em vez de discutir, preocupar-se ou mostrar sua desaprovação através de uma atitude de ressentimento contra as decisões do marido. A Bíblia revela às mulheres um segredo, observe: “Este era o segredo da beleza das santas mulheres doutros tempos, que confiavam em Deus e eram submissas aos maridos” (1 Pedro 3.5). A não observância desse alvo poderá provocar no esposo as seguintes reações: a) Passa a tomar decisões sem consultar a esposa; b) Começa a ter medo de fracassar diante dela. ALVO 2 - A ESPOSA DEVE TER MOTIVOS JUSTOS. Muitas vezes a mulher, tentando provocar uma reação positiva por parte do marido, usa suas próprias estratégias e acaba se frustrando por não ver um resultado satisfatório. Sua motivação para qualquer ato ou atitude deve estar centrada no seu amor a Cristo e nunca na idéia de modificar o marido ou conseguir dele alguma coisa A mulher que submete-se à autoridade da palavra de Deus receberá sabedoria para compreender e auxiliar seu marido, confiando que Deus é capaz de mudá-lo naquilo que for necessário.. A Bíblia diz que a melhor estratégia para ganhar o marido é através do procedimento e não tentando convencê-lo de alguma coisa: “Mulheres, sede vós, igualmente, submissas a vosso próprio marido, para que, se ele ainda não obedece à palavra, seja ganho, sem palavra alguma, por meio do procedimento de sua esposa, ao observar o vosso honesto comportamento cheio de temor” (1 Pedro 3.1-2) e ainda em 1 Timóteo 1.5, temos: “O que no fim de contas interessa a um ministro cristão, é produzir o amor que brota dum coração puro, duma consciência perfeita e duma fé verdadeira.” Alvos propostos para o casal - esposa 34 AULA 14

×