Avaliação e atendimento inicial

1.684 visualizações

Publicada em

0 comentários
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
1.684
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
22
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
76
Comentários
0
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Avaliação e atendimento inicial

  1. 1. Aula 1 Avaliação e Atendimento Inicial Julliana Negreiros, Tábita Nunes e Thais Paiva 07/11/2013 UNIVERSIDADE FEDERAL DO TOCANTINS Liga Universitária Tocantinense de Trauma e Emergência LUTTE Aula 1 Avaliação e Atendimento Inicial Julliana Negreiros, Tábita Nunes e Thais Paiva 07/11/2013
  2. 2. Avaliação e Atendimento Inicial Introdução • O tratamento de uma vítima de trauma deve ser rápido e sistematizado de forma que possa ser facilmente revisto. • A avaliação inicial inclui: – Preparação; – Triagem; – Exame primário (ABCDE’s) e Reanimação  medidas auxiliares; – Exame secundário (dos pés à cabeça) e história  medidas auxiliares; – Reavaliação e monitoração contínuas; – Cuidados definitivos.
  3. 3. Avaliação e Atendimento Inicial Preparação • Ocorre em dois cenários clínicos diferentes: – Pré hospitalar: • Todos os eventos devem ser coordenados em conjunto com os médicos do hospital que irá receber o doente. – Intra hospitalar: • Devem ser feitos os preparativos necessários para facilitar uma rápida reanimação do doente traumatizado.
  4. 4. Avaliação e Atendimento Inicial Preparação • Pré hospitalar: – O hospital deve ser notificado antes do doente ser removido pela equipe de resgate; – Deve ser dada ênfase: • Segurança de cena; • Manutenção das vias aéreas; • Controle dos sangramentos externos e choque; • Imobilização do doente; • Transporte imediato ao hospital; • Obtenção e documentação de informações necessárias à triagem.
  5. 5. Avaliação e Atendimento Inicial Preparação • Intra hospitalar: – Área de reanimação adequada: • Equipamento para abordagem das vias aéreas; • Soluções de cristalóides disponíveis; • Equipamentos adequados de monitoração.
  6. 6. Avaliação e Atendimento Inicial Triagem • Definição: – Classificação do doentes de acordo com o tipo de tratamento necessário e recursos disponíveis. • Dois tipos de situações de triagem: – Vítimas múltiplas: • Os doentes com risco de vida iminente e com traumatismos multissistêmicos terão preferência. – Situações de desastres: • Doentes com maior possibilidade sobrevida são atendidos primariamente.
  7. 7. Avaliação e Atendimento Inicial Exame Primário • Este processo constitui o ABCDE dos cuidados do doente traumatizado; – A  vias aéreas com proteção da coluna cervical; – B  respiração e ventilação; – C  circulação com controle da hemorragia; – D  déficit neurológico; – E  exposição e controle do ambiente. • As condições que implicam em risco de vida devem ser identificadas e instituído o seu tratamento.
  8. 8. Avaliação e Atendimento Inicial Exame Primário - A • Manutenção das vias aéreas com proteção da coluna cervical: – Identificar sinais de obstrução; – Manobras para estabelecer permeabilidade: • Chin lift (levantamento do queixo); • Jaw thrust (anteriorização da mandíbula). – Vias aéreas definitivas: • GCS ≤8; • Respostas motoras descoordenadas. – Considere a existência de fratura de coluna cervical em todo politraumatizado; – Reavaliação constante da permeabilidade das vias aéreas.
  9. 9. Avaliação e Atendimento Inicial Exame Primário - B • Respiração e ventilação: – O tórax deve ser exposto para avaliação; – Palpação, ausculta e percussão pulmonar minuciosa; – Lesões que podem prejudicar a ventilação de imediato: • Pneumotórax hipertensivo ou aberto; • Contusão pulmonar com fraturas de costela; • Hemotórax maciço;
  10. 10. Avaliação e Atendimento Inicial Exame Primário - C • Circulação com controle da hemorragia: – Volume sanguíneo e débito cardíaco: • Hipotensão = hipovolemia (até que se prove o contrário); • Elementos importantes a serem avaliados: – Nível de consciência (alterações); – Cor da pele (coloração acinzentada da face e pele esbranquiçada nas extremidades); – Pulso (de preferência central e de fácil acesso, bilateralmente) : » Deve ser analisado qualidade, frequência e regularidade; » Pulsos cheios, lentos e regulares  normovolemia; » Pulso rápido e filiforme  hipovolemia; » Irregular  alerta de disfunção cardíaca; » Ausência de pulsos centrais  ações imediatas de reanimação.
  11. 11. Avaliação e Atendimento Inicial Exame Primário - C • Circulação com controle da hemorragia: – Sangramento: • Hemorragias externas  identificadas e controladas; • Perda sanguínea externa  prensa manual direta; • Não se usa torniquetes; • Causas mais comuns de perdas ocultas de sangue: – Hemorragias intratorácicas e intrabdominais; – Hemorragias em partes moles ao redor de fraturas graves em ossos longos; – Hemorragias no espaço retroperitoneal (fratura pélvica); – Hemorragias de ferimentos penetrantes do tronco.
  12. 12. Avaliação e Atendimento Inicial Exame Primário - D • Déficit neurológico: – Avaliação neurológica rápida: • Estabelecer nível de consciência  GCS; • Exame da pupila e reação; – Diminuição do nível de consciência  hipoperfusão cerebral ou trauma direto; – Hipoglicemia, álcool e drogas podem, também, alterar o nível de consciência; – Qualquer rebaixamento deve ser considerado devido ao trauma até prova ao contrário.
  13. 13. Avaliação e Atendimento Inicial Exame Primário - E • Exposição e controle do ambiente: – Deve ser totalmente despido; – Depois da avaliação o doente deve ser protegido com cobertores aquecidos; – Fluidos intravenosos devem ser aquecidos antes da administração.
  14. 14. Avaliação e Atendimento Inicial Reanimação • Medidas agressivas são essenciais para maximizar a sobrevivência do doente: – Vias aéreas: • Manobras de desobstrução; • Doentes conscientes  cânula nasofaríngea; • Doente inconsciente e sem reflexo de deglutição  cânula orofaríngea;
  15. 15. Avaliação e Atendimento Inicial Reanimação • Medidas agressivas são essenciais para maximizar a sobrevivência do doente: – Respiração, ventilação e oxigenação: • Controle definitivo  vias áreas comprometidas, que têm problemas de ventilação e doentes inconscientes ; • Intubação endotraqueal; • Contraindicação à intubação endotraqueal  Via aérea cirúrgica; • Todo doente deve receber oxigenioterapia suplementar (máscara ou intubação)  oxímetro de pulso; • Cuidado !!!! – Pneumotórax hipertensivo  descompressão.
  16. 16. Avaliação e Atendimento Inicial Reanimação • Medidas agressivas são essenciais para maximizar a sobrevivência do doente: – Circulação: • Controle do sangramento; • Dois cateteres venosos de grosso calibre  veias periféricas nos MMSS; • Amostra de sangue para exames complementares; • Reposição volêmica: – Administração IV de soluções salinas balanceadas  RL; – 2 a 3 litros de solução; – Caso não haja resposta  transfusão sanguínea.
  17. 17. Avaliação e Atendimento Inicial Medidas Auxiliares • Monitoração cardíaca: – Necessária a todos os politraumatizados; – Arritmias  trauma cardíaco contuso ou hipotermia; – AESP  tamponamento, pneumotórax hipertensivo ou hipovolemia profunda; – Bradicardia  hipóxia ou hipoperfusão. • Sondas urinárias e gástricas: – Débito urinário  volemia e perfusão renal do doente; – Sonda urinaria não deve ser feita antes de exame retal e genitália; – Sonda gástrica  reduzir distensão gástrica e diminuir riscos de aspiração.
  18. 18. Avaliação e Atendimento Inicial Medidas Auxiliares • Monitoração dos parâmetros fisiológicos: – Avaliar a eficiência da reanimação; – Avalia-se periodicamente: • Frequência de pulso; • Pressão arterial; • Pressão de pulso; • Frequência respiratória; • Gasometria arterial; • Temperatura corpórea; • Débito urinário.
  19. 19. Avaliação e Atendimento Inicial Exame Secundário • Deve ser feito após o exame primário e reanimação, demonstrando tendência à normalização de suas funções vitais; • Exame da cabeça aos pés; • Inclui: – História clinica; – Exame físico completo; – Reavaliação de sinais vitais.
  20. 20. Avaliação e Atendimento Inicial Exame Secundário • História clínica: – Mecanismos do trauma  fechado, penetrante, por queimadura ?? ; – Código AMPLA TO: • A  alergia; • M  medicamentos de uso habitual; • P  passado médico, gestações; • L  líquidos e alimentos ingeridos recentemente; • A  ambiente e eventos relacionados; • T  tétano; • O  outros sintomas associados.
  21. 21. Avaliação e Atendimento Inicial Exame Secundário • Exame físico completo: – Cabeça: • Acuidade visual e tamanho pupilar; • Hemorragias; • Lesões penetrantes; • Deslocamento de cristalino; • Encarceramento ocular. – Face: • Traumatismos maxilofaciais.
  22. 22. Avaliação e Atendimento Inicial Exame Secundário • Exame físico completo: – Pescoço e coluna cervical: • Deve se imobilizado até que lesões tenham sido descartadas; • Inspeção, palpação e ausculta; • Artérias carótidas devem ser palpadas. • Cuidado !!! - Pacientes com capacete.
  23. 23. Avaliação e Atendimento Inicial Exame Secundário • Exame físico completo: – Tórax: • Palpação de toda caixa torácica; • Cuidado !!! Hematomas e contusões  lesões ocultas; • Sinais de dor, dispneia e hipóxia  lesões torácicas; • Ausculta do Murmúrio Vesicular: – Parte anterossuperior  pneumotórax; – Parte posterior nas bases  hemotórax.
  24. 24. Avaliação e Atendimento Inicial Exame Secundário • Exame físico completo: – Abdome: • Inspeção, palpação e ausculta; • Exames de imagem; • LPD. – Períneo, reto e vagina: • Períneo  contusões, hematomas, lacerações e sangramento uretral; • Toque retal  realizado antes da introdução da sonda; – Presença de sangue; – Avaliação da próstata; – Avaliação de fraturas pélvicas. • Toque vaginal.
  25. 25. Avaliação e Atendimento Inicial Exame Secundário • Exame físico completo: – Sistema musculoesquelético: • Contusões e deformidades; • Pesquisa de dor e movimentos anormais. – Sistema nervoso: • Avaliação motora e sensorial das extremidades; • Reavaliação do nível de consciência e reação pupilar; • Monitoração frequente para avalizar queda de nível de consciência.
  26. 26. Avaliação e Atendimento Inicial Reavaliação • É importante a reavaliação constante e precisa do doente para se detectar possíveis alterações que possam levar ao agravamento do caso.
  27. 27. Avaliação e Atendimento Inicial Na Emergência • Dor - principal causa para buscar atendimento médico de emergência. – Traumática ou atraumática. • Febre • Sangramento
  28. 28. Avaliação e Atendimento Inicial • HDA – Elemento mais importante para diagnóstico, associado ao ex. físico; – Focada no problema atual, apenas informações adicionais relevantes; • LICIDEF • AP e AF Na Emergência
  29. 29. Avaliação e Atendimento Inicial • Como começou? • O que você estava fazendo quando começou? • Como é o sintoma? • Qual a intensidade? • Onde é? – Sempre foi nesse local? – Irradia? • Fatores de melhora ou piora? • Já teve antes? • Tem algum familiar com esses sintomas? • O que você acha que causou isso? Na Emergência
  30. 30. Avaliação e Atendimento Inicial Na Emergência
  31. 31. Avaliação e Atendimento Inicial Sinais de Alerta! Na Emergência
  32. 32. Avaliação e Atendimento Inicial Sinais Vitais! Na Emergência
  33. 33. Avaliação e Atendimento Inicial • Princípios Gerais: – Dê preferência aos casos que ameaçam a vida; – ABCDE; – Controle da dor, assim que possível; – Sempre esperar o inesperado; – Muitas vezes o tratamento inicial precede o diagnóstico definitivo – sempre buscar o diagnóstico; – Previna deterioração do paciente com sua estabilização; – Considerar diagnósticos diferenciais e a possibilidade de erro laboratorial; – Idosos podem ter apresentações incomuns para doenças comuns; – Polifarmácia e interações medicamentosas; – Reavaliação contínua. Na Emergência
  34. 34. Avaliação e Atendimento Inicial Referências Bibliográficas • MAHADEVAN, S. V.; GARMEL, G. M. An Introduction to Clinical Emergency Medicine. Cambridge University Press, 2005. • ATLS 8º edição.
  35. 35. Avaliação e Atendimento Inicial OBRIGADO www.uft.edu.br/LUTTE lutte@uft.edu.br

×