Trauma ocular

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  • Nas lacerações palpebrais atenção especial nas lesões de margem palpebral (garantir a aposição das bordas e evitar alteração no contorno palpebral), nas lesões que envolvem canalículo lacrimal (lesão de canto medial) e nas com perda de substância. Contusões palpebrais (olho roxo), nas primeiras 24h compressas de gelo para diminuir a formação de edema, e após, compressas quentes podem ajudar na absorção do hematoma.
  • Fig 1: corpo estranho metálico (fragmento de esmeril) na córnea. Lesão muito freqüente que ocorre por falta do uso dos óculos de proteção.

    As partículas de ferro ou cobre devem ser removidas para prevenir a desorganização tardia dos tecidos oculares de alterações tóxicas degenerativas (siderose do aço e calcose do cobre). Algumas das novas ligas são mais inertes e podem ser toleradas. Outros tipos de partículas, como vidro e porcelana, podem ser toleradas indefinidamente e normalmente são melhor deixadas sozinhas.
  • Os corpos estranhos corneanos e a abrasão causam dor e irritação que podem ser sentidas durante o movimento do olho e das pálpebras e os defeitos epiteliais corneanos podem causar sensação similar. A fluoresceína corará a membrana basal exposta ao defeito epitelial e pode evidenciar a saída do aquoso pelo ferimento (teste de Seidel positivo).

    Um simples defeito epitelial corneano é tratado com pomada antibiótica e um curativo para imobilizar as pálpebras. Para remover corpos estranhos, um anestésico tópico pode ser administrado e uma espátula ou agulha fina para remover o material durante o exame na lâmpada de fenda.
  • Se houver a ruptura óbvia do globo, sua manipulação deve ser evitada até que o paciente tenha recebido anestesia geral. Os agentes cicloplégicos ou antibióticos tópicos não devem ser aplicados antes da cirurgia devido ao potencial de toxicidade com relação aos tecidos intraoculares expostos. Uma proteção deve ser colocada em torno do olho, e é iniciada a administração de antibiótico parenteral de amplo espectro.

    Na indução da anestesia geral não pode ser incluído o uso de agentes bloqueadores neuromusculares despolarizantes porque esses transitoriamente aumentam a pressão do globo, aumentando portanto a herniação dos conteúdos intraoculares.

  • O hifema (presença de sangue no humor aquoso) é um sinal frequente, fácil de reconhecer à inspeção, bastando usar uma boa fonte de iluminação. Pode haver hemorragia subconjuntival (assintomática), luxação do cristalino, catarata traumática, hipertensão ocular, ruptura da coróide, hemorragia vítrea, hemorragia retiniana ou descolamento de retina (fotopsias, moscas volantes, alteração de campo visual), laceração de íris, fraturas do assoalho da órbita e ruptura do globo ocular.

    O hifema deve ser cirurgicamente evacuado se a pressão ocular permanecer elevada (> 35 mm Hg durante 7 dias ou 50 mm Hg durante 5 dias) para evitar danos ao nervo óptico e impregnações corneanas.

    Tratamento inicial: aliviar a dor, manter pupila dilatada (ciclopentolato, fenilefrina), colocar um curativo protetor e combater uma possível infecção com ATB locais (não utilizar pomadas se laceração do globo ocular, evitar penetração) ou sistêmicos. Nunca se deve forçar a abertura de pálpebras traumatizadas. AINES são contra-indicados, médico generalista não deve usar mióticos ou midriáticos, nestes casos.
  • As queimaduras oculares podem ser de causa química, térmica, radioativa ou elétrica. As queimaduras químicas são causadas por substâncias alcalinas ou ácidas e exigem tratamento urgente. A lavagem imediatamente com água deve ser iniciada no local da lesão antes que o paciente seja transportado.
    Atenção para sinais de gravidade: tipo de substância, tempo de exposição, isquemia limbar e melting corneano.
    Complicações: iridociclite, perfuração do globo ocular e deformidades da pálpebras.
  • Trauma ocular

    1. 1. UNIVERSIDADE FEDERAL DO TOCANTINS Liga Acadêmica Tocantinense de Trauma e Emergência - LUTTE - Trauma ocular Júlia Barbosa & Natália Pinheiro Basan - 05/03/2015
    2. 2. ANATOMIA Imagem: http://www.laboratoriorigor.com.br/anatomia.html TRAUMA OCULAR
    3. 3. ANATOMIA • Músculos retos (medial, lateral, inferior e superior)-origem: anel fibroso que circunda o forame óptico e o terço médio da fissura orbitária superior. Imagem: http://www.oftalmologiausp.com.br/imagens/capitulos/Capitulo%201.pdf TRAUMA OCULAR
    4. 4. ANATOMIA • Músculo oblíquo inferior • Músculo oblíquo inferior Imagem:NETTER,F.H.;Ed.5 TRAUMA OCULAR
    5. 5. ANATOMIA: Inervação • Motora: • M. oblíquo superior -nervo troclear (IV); • M. reto lateral - abducente (VI); • M. oblíquo inferior e Mm. retos (medial, inferior e superior)-oculomotor (III). • Sensitiva: • Os nervos sensitivos dentro da órbita são ramos das duas primeiras divisões do trigêmeo (Oftálmico e Maxilar). TRAUMA OCULAR
    6. 6. ANATOMIA • Órbitas – espaços simétricos entre o esqueleto facial (base anterior) e a base do crânio (extremidade posterior). • Relação com o ducto nasolacrimal, a fossa pterigopalatina, os seios paranasais . Imagem: http://www.lookfordiagnosis.com/mesh_info.php?term= Aparelho+Lacrimal&lang=3 TRAUMA OCULAR
    7. 7. Imagem: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000 • Teto (2 ossos): asa menor do esfenóide e osso frontal. • Parede lateral (2 ossos): asa maior do esfenóide e zigomático. • Parede medial (4 ossos): maxilar, lacrimal, etmóide e esfenóide. • Assoalho (3 ossos): zigomático, maxilar e palatino. TRAUMA OCULAR ANATOMIA
    8. 8. FRATURAS DE ÓRBITA • Acidentes automobilísticos • Fraturas de órbita podem ser: -“blow-out” / intra-sinusais (explosão do assoalho- seio maxilar) -“blow-in”/ intra-orbitárias (própria órbita) Imagem: Fraturas de órbita: sinais e sintomas baseados nas estruturas anatômicas envolvidas. Kuhnen,RB; Martins da Silva,F; Scortegagna,A; Cabral,RJB. INTERNATIONAL JOURNAL OF DENTISTRY, RECIFE, 1(1): 20-24 JAN/ MARÇ 2006 TRAUMA OCULAR
    9. 9. FRATURAS DE ÓRBITA: Diagnóstico • Histórico • Radiografia/tomografia/exploração cirúrgica • Exame clínico/sinais e sintomas: -assimetrias faciais, edemas, equimoses e hematomas; -globos oculares: verificar a movimentação (diplopia e enoftalmia); -por comprometimento nasal pode haver epistaxe no lado correspondente; -paciente pode vir a apresentar exo ou enoftalmia, de acordo com a elevação ou abaixamento do assoalho de órbita, respectivamente; -distúrbios sensoriais, devido à compressão ou ruptura do feixe nervoso; -perda da visão TRAUMA OCULAR
    10. 10. FRATURAS DE ÓRBITA: Observações • Fibras mielínicas Aβ (mecanismos de mecanorecepção /toque): mais susceptíveis à compressão e isquemia quando comparadas com as fibras Aδ e C (sensibilidade à dor e a temperatura). • A presença do blefarohematoma (olhos de guaxinim), é o sinal clinico mais comumente observado nos pacientes com este tipo de fratura. • Enfisema palpebral em cavidade orbitária por comprometimento dos seios paranasais (80%). • Tratamento: geralmente cirúrgico. TRAUMA OCULAR
    11. 11. LESÃO PALPEBRAL • Comum nos acidentes de trânsito; • Os ferimentos que atingem o tarso são os mais sérios; • Contusões palpebrais – Primeirsas24h compressas de gelo; – Após compressas quentes. TRAUMA OCULAR
    12. 12. LESÃO PALPEBRAL Atenção especial nas lesões de margem palpebral (garantir a aposição das bordas e evitar alteração no contorno palpebral). nas lesões que envol- vem canalículo lacrimal (lesão de canto medial) e nas com perda de substância. TRAUMA OCULAR
    13. 13. CORPOS ESTRANHOS • Localizam-se na córnea, na esclerótica e debaixo da conjuntiva palpebral superior. • São os ferimentos mais comuns. • Devem ser removidos sempre que possível. TRAUMA OCULAR
    14. 14. CORPOS ESTRANHOS • Causam dor e irritação pela abrasão do material no tecido ocular. • Teste com fluoresceína. TRAUMA OCULAR
    15. 15. TRAUMA GLOBO OCULAR • Se houver a ruptura óbvia do globo, sua manipulação deve ser evitada. – Colocar uma proteção em torno do olho, e iniciar a administração de antibiótico parenteral de amplo espectro. TRAUMA OCULAR
    16. 16. TRAUMA GLOBO OCULAR • O hifema é um sinal frequente; • O hifema deve ser cirurgicamente evacuado se: – A pressão ocular permanecer elevada (> 35 mm Hg durante 7 dias ou 50 mm Hg durante 5 dias) para evitar danos ao nervo óptico e impregnações corneanas. TRAUMA OCULAR
    17. 17. QUEIMADURAS • As queimaduras químicas são causadas por substâncias alcalinas ou ácidas. • A lavagem imediatamente com água deve ser iniciada no local da lesão. TRAUMA OCULAR
    18. 18. QUEIMADURAS • Sinais de gravidade: tipo de substância, tempo de exposição, isquemia limbar e melting corneano. • Complicações: iridociclite, perfuração do globo ocular e deformidades da pálpebras. TRAUMA OCULAR
    19. 19. OBRIGADO www.LUTTEUFT.com lutte@uft.edu.br • Fraturas de órbita: sinais e sintomas baseados nas estruturas anatômicas envolvidas. Kuhnen,RB; Martins da Silva,F; Scortegagna,A; Cabral,RJB. INTERNATIONAL JOURNAL OF DENTISTRY, RECIFE, 1(1): 20-24 JAN/ MARÇ 2006 • NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000 • http://www.oftalmologiausp.com.br/imagens/capitulos/C apitulo%201.pdf • http://www.laboratoriorigor.com.br/anatomia.html Referências

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