Odontopediatria aula 1 e 2 - Prof. Flavio Salomao

14.651 visualizações

Publicada em

Publicada em: Educação
1 comentário
25 gostaram
Estatísticas
Notas
Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
14.651
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
54
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
0
Comentários
1
Gostaram
25
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Odontopediatria aula 1 e 2 - Prof. Flavio Salomao

  1. 1. Odontopediatria I Flávio Salomão-Miranda
  2. 2. Odontopediatria I Odontopediatria II
  3. 3. Odontopediatria III
  4. 4. Odontologia em Bebês Desenvolvimento Psicológico e o Atendimento do Bebê
  5. 5. Compreendendo o Bebê • Atendimento não é tarefa fácil • Primeiras experiências • Conhecer desenvolvimento Psicológico e Motor • Ao Nascimento, condição de dependência (inclusive das necessidades essenciais = fome). Forte carga de influência interna (hereditário) e externa (meio ambiente) • Dependência gera limitações, afetando a experiência de vida de cada criança.
  6. 6. Compreendendo o Bebê • Do nascimento aos 3 anos = fortes laços emocionais na relação mãe- filho. • Medo, Choro e conduta não cooperadora são reações normais que o bebê pode apresentar • Reflexo de conjunto de ações fisiológicas, mentais, verbais e motoras, pelo qual se relaciona com o ambiente.
  7. 7. Compreendendo o Bebê • Compreendendo esses sinais o profissional deverá realizar o atendimento do bebê. • Sessões curtas, • Não esperar que o bebê para de chorar, • Saber identificar os diferentes tipos de choro, principalmente os relacionados com a dor, • O CD deve fazer com que o bebê se adapte ao atendimento.
  8. 8. Compreendendo o Bebê • O CD deve estar atento ao fato de que este período é propício ao descobrimento e aprendizado, onde estas podem perdurar por toda a vida.
  9. 9. • Conceito: Processo de mudanças que inicia na concepção e continua por toda a vida do ser humano. • Nos primeiros anos de vida, todo ser humano seguem (desenv. Motor) padrões semelhantes; • O padrão de desenvolvimento é complexo envolvendo: biológico (físico, carga genética, desenv. cérebro, ganho de peso, altura, habilidade motora e hormônios), cognitivo ( pensamento, inteligência e linguagem) e socioemocional (individualidade, mudanças nas emoções e personalidade. Desenvolvimento Neuropsicomotor
  10. 10. • Em geral, considera-se bebês, aqueles com idade entre 0 – 36 meses; • Recem-nascido: até 4 semanas de vida; • O ser humano nasce com vários tipos de reflexos (automáticos), alguns são primitivos e necessários para a sobrevivência. Desenvolvimento Neuropsicomotor
  11. 11. • Reflexos Primitivos: • Rotação • Sucção • Deglutição • Moro (susto) • Babinsky (planta do pé) • Preensão • Marcha automática Desenvolvimento Neuropsicomotor
  12. 12. Recém-nascido: órgãos do sentido pouco desenvolvidos, audição sensível apenas a fortes ruídos, visão sem foco. 1º Mês: move cabeça, movimenta braços sem controle, projeta braços e pernas para frente, começa a levar mão a boca 2º Mês: se desloca em direção de ruídos, brinca com as mãos, Bebe já sorri e parece se acalmar quando falam suavemente. 3º Mês: Tenta agarrar objetos, continua levando mão a boca sem desvios, é capaz de rolar da posição de lado para posição de costas, começa a emitir sons. 4º Mês: Reflexo de preensão começa a ser substituído com a capacidade de segurar objetos. 5º Mês: Melhora a coordenação motora, distingui as expressões de rosto amável, zangado e vocais. Reconhece a mãe.
  13. 13. 6º Mês: Rola sozinho da posição de costas para abdominal, começa transferir interesse de pessoas para objetos inanimados. 7º Mês: Começa a engatinhar, fica sentado sozinho, bate palmas, compreende palavras, imita sons. 8º Mês: Demonstra prazer em olhar sua imagem no espelho. 9º Mês: Explora o ambiente, toca e pega objetos, começa a estabelecer contatos sociais. Começa emitir pequenas silabas 10º Mês: Fica em pé sem auxílio, coloca objetos em locais depois os move de lugar. 11º Mês: É capaz de pronunciar palavras pequenas e compreender perguntas simples.
  14. 14. Dois anos: Refinamento dos movimentos, fala continuamente, conhece mais palavras. Aprende por imitação. Possui habilidade de expressar emoções, ainda há negativismo acentuado. Durante o atendimento, o CD tem que falar de forma clara, simples e objetiva. Três anos: Grande atividade motora, maior progresso nas relações sociais, grande poder de imaginação e curiosidade. Todas perguntas devem ser respondidas de forma simples. Nesta idade necessita de aprovação social, as vezes esta disposto a ajudar no tratamento.
  15. 15. • Fase Pré-Natal: • 9 meses • Grande Transformação em termos de crescimento: multiplicação celular • A partir do 5º mês feto tem respostas emocionais ligadas as emoções vividas pela mãe; • Histórico da Gestação é importante para o atendimento da gestação; Desenvolvimento Emocional do bebê
  16. 16. • Fase Oral: (0 a 1,6 anos) • Boca é um centro de prazer para a criança • Bebê estabelece relação de intimidade com a mãe (mecanismo emocional, nutricional e de sobrevivência) • Amamentação auxilia o crescimento do complexo craniofacial • Sucção é importante para sobrevivência física e psicológica, e vai diminuindo a medida que cresce, os dentes irrompem e a alimentação sólida é introduzida • Bebê utiliza a boca para se relacionar com o mundo • A partir 6 meses criança começa a descobrir o limite entre o EU e o ambiente • 6-18 meses, aprende a morder e mastigar, e há aumento da capacidade mental • Chupeta!!! Usar ou não usar ??? Desenvolvimento Emocional do bebê
  17. 17. • Fase ANAL: (1,6 anos a 3 anos) • Função eliminatória com o anus passa a ser fonte de prazer para a criança; • Surge controle do esfíncter; • Visão mais clara sobre o EU; • Interação positiva entre criança e meio em que vive; • Nesta idade o tratamento é mais complexo, pois existe manifestação de vontades, podendo ser docilidade ou agressividade; • Interações negativas: criança se agarra aos pais, chorona, recusa tudo. • Bebes de pais permissivos = desobediência, impulsão e resistencia. Desenvolvimento Emocional do bebê
  18. 18. • Fáceis: abordam novos eventos positivamente, ajustam-se facilmente as mudanças • Difíceis: Reagem de maneira negativa e intensa a novos eventos, inclusive ao tratamento odontológico, chorando mais e sendo mais irritáveis. Entretanto uma vez adaptado poderá mostrar-se até feliz e cooperativo • Aquecimento Lento: Resistencia pacífica, inicialmente relutam, resitem mas por fim acabam por colaborar Temperamento do Bebê
  19. 19. O Atendimento do Bebê A primeira consulta odontológica
  20. 20. O ideal é que as primeiras experiências sejam agradáveis Aproximação através de recursos lúdicos Falar Mostrar e Fazer Atendimento Odontológico O papel dos pais no atendimento
  21. 21. Pais Atitude da Criança Seguros e confiam no CD Tratamento mais fácil Insegurança, deixam-se dominar Manhosa Permissivos Mimada e indisciplinada – Agridem o CD Muito Disciplinadores Extremamente tímida: dificuldade de relacionamento. Choro baixo e soluço. Insensíveis e não carinhosos Agressiva, rebelde e desobediente
  22. 22. O CD deverá orientar aos pais que o choro do bebê é algo próprio de seu desenvolvimento.
  23. 23. 1 – 2 0 - 1 2 - 3
  24. 24. 0 a 1 ano • Ideal=Recém nascido para receber informações de saúde bucal; • Maior frequência nesta Idade: CPI e Traumatismo bucodentário; • Procedimentos devem ser simples e rápidos; • Nesta idade o controle da conduta do bebê é praticamente impossível e até mesmo irrelevante devido sua imaturidade; • “oferecer ao paciente e a família conforto e segurança psicológica e emocionais antes, durante e após o atendimento”;
  25. 25. 0 a 1 ano • Outros tipo de atendimento, é o preventivo; • Interessante é ir introduzindo o hábito de higiene bucal e a manipulação da cavidade bucal; • O momento do Banho é o mais oportuno para introdução do hábito; • Por volta de 6-7 meses irrupção dos primeiros dentes;
  26. 26. 1 a 2 ano • Se urgência, resolução do problema; • Nessa faixa etária alguns bebes já precisam de tratamento invasivo; • A partir de 1 ano, a relação é com o odontopediatra é mais concreta porem será frequente a presença do choro durante o atendimento; • Explicar aos pais sobre o choro; • Dependendo da condição e complexidade do tratamento será necessário realizar contenção da cabeça do bebe
  27. 27. 1 a 2 ano • Abridores do boca são instrumentos indispensáveis para o atendimento nesta idade; • Próximo aos 2 anos a interação torna-se mais plausível; • Nesta idade, o uso de recursos lúdicos, tais como bonecos e fantoches, podem fantasiar positivamente o atendimento odontológico; • É uma idade que os bebes gostam de imitar os pais; • Falar / Mostrar / Fazer • Recurso da distração • Tom de voz tranquilo
  28. 28. 2 a 3 ano • Bebê procura o que lhe proporciona maior conforto • Conduta cooperativa em um dia e o contrário em outro dia; • Idade da oposição (fazer o contrário do que é pedido); • Curiosidade aguçada; • Medo do desconhecido; • Possibilidade de ser abandonado* • Excelente capacidade de fantasiar
  29. 29. Não existem fórmulas para o manejo da conduta do bebê, sempre será um desafio diário e de muito estudo.
  30. 30. No nascimento, a face o crânio mostram pouca diferenciação; Ossos do Crânio não estão fundidos e são separados por 6 fontanelas (completamente ossificadas em 2 anos)
  31. 31. Fontanelas
  32. 32. Boca pequena, Pouco queixo devido a retrusão mandibular (normal nesta idade) A musculatura Labial possui contorno triangular, com vértice superior médio na altura do filtro nasal
  33. 33. Lábio Superior: Apresenta na porção média, o chamado apoio de sucção (sucking pad) = auxilia amamentação Na bochecha: a bola gordurosa de Bichat = auxilia amamentação
  34. 34. Sucking Pad Bola Gordurosa de Bichat
  35. 35. Porção interna do Lábio Superior: Freio Labial: +- 50 % liga lábio superior a papila palatina= freio teto-labial (auxilia na amamentação) Lábio inferior: freio labial inferior
  36. 36. Antes da irrupção dos dentes, os processos alveolares estão recobertos por espessamento da mucosa labial = rodetes gengival
  37. 37. Sobre região de incisivos e caninos = cordão fibroso de Robin e Magitot (auxilia amamentação)
  38. 38. A língua no RN, quando em repouso, posiciona-se entre os rodetes gengivais. O freio lingual insere-se na ponta da língua.
  39. 39. Desenvolvimento da dentição decídua
  40. 40. Ao nascimento, há ausência de tec. Ósseo entre o rebordo alveolar e os germes dentários; A tuberosidade e o processo alveolar são os principais locais de crescimento na maxila; Na mandíbula, os locais de crescimento ósseo : côndilo, processo alveolar e porção posterior do ramo da mandibula Desenvolvimento da dentição decídua
  41. 41. A sutura palatina mediana é responsável pelo crescimento em lateralidade da maxila.
  42. 42. Manifestações sistêmicas e Locais atribuídas à Erupção dos Dentes Decíduos Irritabilidade Aumento da Salivação Diarréia Febre Perda de Apetite Inflamação gengival Erupções Periorais
  43. 43. Manifestações sistêmicas Irritabilidade: relação com sono que passa a ser interrompido em decorrência da dor.
  44. 44. Manifestações sistêmicas Aumento da salivação: Provavelmente pela maturação das glândulas salivares associada ao reflexo ainda em desenvolvimento da deglutição, além da mudança da saliva que passa a ser mais viscosa e difícil de deglutir.
  45. 45. Manifestações sistêmicas Diarréia: ocorre em decorrência de infecções causadas por contaminação através das mãos e objetos levados à boca. Febre: ocorre em decorrência de outras doenças durante esta fase.
  46. 46. Manifestações sistêmicas Perda de apetite: aparece mais como um fato isolado. Para considera-lo deveria haver controle rigoroso do peso antes e após a erupção dos dentes.
  47. 47. Manifestações Locais Inflamação Gengival: distúrbio mais frequente. Tec. Geng. Assume coloração mais vermelha podendo ou não haver edema na mucosa. Persiste de 2-3 dias podendo chegar a 10 dias.
  48. 48. Manifestações Locais Inflamação Gengival: tratamento uso de analgésicos ou mordedores resfriados. O Acetato de hidrocortisona é um esteróide adrenocortical que inibe a resposta inflamatória induzida por agentes de natureza mecânica, química ou imunológica. O Sulfato de neomicina é um antibiótico bactericida, eficaz contra germes Gram-positivos e Gram- negativos. A Troxerrutina é um derivado sintético da rutina, que reduz a fragilidade e a permeabilidade capilar. O Ácido ascórbico é essencial para o processo de cicatrização e para a síntese de colágeno e outros constituintes orgânicos de diversos tecidos, como ossos, dentes e endotélio capilar. A Benzocaína possui suave ação anestésica, para alívio da dor local.
  49. 49. Manifestações Locais Erupção cutânea periorais: resultado da umidade constante na região perioral devido ao aumento da salivação. Trat. Neomicina.
  50. 50. Cisto de Erupção/Hematoma de Erupção: área elevada, de coloração normal, que pode aparecer poucas semanas antes da erupção de um dente decíduo ou permanente.
  51. 51. Numa oclusão normal, deve haver relação harmoniosa. Inclusão total do arco inferior no superior – Oclusal Cêntrica: quando existe máxima intercuspidação. Sobressaliência: aos 2 anos em Mérida 4 mm., sofrendo decréscimo até os 5 anos.
  52. 52. PINHO, Teresa. A Ortodontia Intercetiva nas Deformidades Dento-Maxilares. Nascer e Crescer, Porto, v. 20, n. 3, 2011 . Disponível em <http://www.scielo.gpeari.mctes.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0872- 07542011000300027&lng=pt&nrm=iso>. acessos em 13 ago. 2013.
  53. 53. Relação Canina: Relação onde a ponta do canino superior deve ocluir entre o canino e o primeiro molar inferior
  54. 54. Plano terminal reto Plano terminal mesial Plano terminal Distal
  55. 55. Espaço Primata: espaço existentes tanto na maxila quanto na mandíbula e fazem parte do mecanismo compensatório de espaço para acomodação dos dentes permanentes nos arcos superiores e inferiores. Na Maxila: Mesial do canino superior e distal do incisivo lateral superior Na Mandíbula: Distal de canino inferior e mesial de primeiro molar inferior
  56. 56. Tipos de Arco Tipo I: Possui espaços generalizados tanto no arco inferior quanto no superior. Tipo II: Não possui espaços generalizados ou diastemas

×