TCAR de tórax: Princípios Básicos

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  • Para exemplificar, se uma tomografia helicoidal faz um exame de abdome com 8 mm de espessura, uma TC multi-slice de 4 fileiras, com praticamente os mesmos parâmetros técnicos, pode fazer o mesmo exame 4 vezes mais rápido ou com cortes 4 vezes mais finos.
  • LIP- PNEUMONIA INTERSTICIAL LINFOCÍTICA; UIP- PNEUMOPATIA INTERSTICIAL USUAL; NSPI- PNEUMONIA INTERSTICIAL NÃO ESPECÍFICA;
  • TCAR de tórax: Princípios Básicos

    1. 1. UNIVERSIDADE DO ESTADO DO AMAZONAS DEPARTAMENTO DE CLÍNICA MÉDICA DISCIPLINA DE PNEUMOLOGIA E TISIOLOGIA TCAR DE TÓRAX: PRINCÍPOS BÁSICOS Prof(a) FLAVIA SALAME
    2. 2. INTRODUÇÃO  O primeiro tomógrafo computadorizado convencional comercial foi introduzido em 1972.  Revolucionou o diagnóstico por imagem em razão das seguintes vantagens:  avaliar as imagens em cortes,  sem sobreposição de estruturas,  e com alta resolução.  Limitações da TC convencional:  Apenas cortes transversais  Demora na aquisição das imagens
    3. 3. Introdução  TC Helicoidal simples ou Espiral  Redução no tempo do exame  Possibilidade de fazer o exame em diferentes estágios de perfusão (ex: expiração máxima e inspiração máxima// Com contraste e sem contraste).  Possibilidade de obtenção de cortes coronais e sagitais.
    4. 4. Introdução  TC Helicoidal Multi-slice  Aumenta a velocidade de aquisição de imagem e reduzir o tempo de exame.  A diferença básica da TC helicoidal simples para o multi-slice é a quantidade de fileiras de detectores de raios X .  TC helicoidal: 1 fileira.  TC multi-slice: 2 ou mais (até 16)
    5. 5. Como é realizada?  Paciente em decúbito dorsal  Realizados em apnéia inspiratória máxima,  Deve captar dos ápices pulmonares às adrenais, com o paciente em decúbito dorsal.  Excepcionalmente, podem ser adquiridas imagens em expiração máxima, como na suspeita de aprisionamento aéreo, ou com o paciente em decúbito ventral, por exemplo, nas doenças de predomínio posterior, como pneumonia intersticial usual.
    6. 6. SITUAÇÕES EM QUE PODE SER NECESSÁRIO O DECÚBITO VENTRAL
    7. 7. TCARTCAR  TCAR em expiração máxima demonstrando padrão em mosaico do parênquima pulmonar. As áreas escuras correspondem a focos de aprisionamento aéreo. SITUAÇÕES EM QUE PODE SER NECESSÁRIO A EXPIRAÇÃO MÁXIMA
    8. 8. Cortes Tomográficos
    9. 9. Como o resultado é apresentado?  Janela de Pulmão  Janela de Mediastino
    10. 10. TCARTCAR • Os brônquios se distribuem do centro para a periferia, têm paredes finas, bifurcando-se e afilando-se progressivamente. • Usualmente não são visualizados nas proximidades da pleura visceral.
    11. 11. ANATOMIAANATOMIA • O suporte do pulmão é dado pelo interstício, que consiste numa rede de fibras de tecido conjuntivo. • O interstício normal não é visualizado na TCAR. • Podemos dividir o interstício em 3 componentes: 1. Peribroncovascular ou axial (ao longo das artérias e veias pulmonares) 2. Subpleural ou periférico (perto das fissuras e ao longo da pleura visceral) 3. Intralobular (no lóbulo pulmonar secundário).
    12. 12. Anatomia Lobular Pulmonar Os principais componentes do interstício são as artérias centrolobulares, veias centrolobulares, septos interlobulares, veias pulmonares e linfáticos.
    13. 13. TCARTCAR • As artérias pulmonares bifurcam-se progressivamente. Seu tamanho vai reduzindo à medida que se aproximam da periferia • Usualmente acompanham os brônquios • A relação artéria / brônquio 1:1
    14. 14. TCARTCAR • As veias pulmonares, ao contrário das artérias, não acompanham os brônquios e recebem tributárias em ângulo agudo
    15. 15. Abordagem baseada em padrões  Há quatro padrões gerais de anormalidades em TCAR que são fundamentais para a sua interpretação: 1. Opacidades reticulares; 2. Nódulos; 3. Opacidade pulmonar aumentada; 4. Opacidade pulmonar diminuída.
    16. 16. Padrão 1: Opacidades Reticulares  Espessamento dos septos interlobulares  Opacidades Reticulares Predominantes  Bronquiectasias de Tração  Faveolamento
    17. 17. Opacidades Reticulares
    18. 18. Opacidades Reticulares Espessamento Septal Liso
    19. 19. Opacidades Reticulares Espessamento Septal Liso
    20. 20. Opacidades Reticulares Espessamento Septal Nodular
    21. 21. Opacidades Reticulares Bronquiectasia
    22. 22. Opacidades Reticulares Faveolamento
    23. 23. Opacidades Reticulares Faveolamento
    24. 24. Padrão 2: Nódulos  Perilinfáticos  Centrolobulares  Podem associar-se a opacidades tipo árvore em brotamento.  Aleatórios ou randômicos
    25. 25. Opacidades Nodulares
    26. 26. Nódulos Aleatórios Ocorrência aparentemente randômica em regiões peribroncovasculares, septos interlobulares e pleura, sem um padrão perilinfático consistente e ausência de uma relação consistente com lóbulo pulmonar secundário.
    27. 27. Nódulos Perilinfáticos Caracterizados por sua distribuição na bainha broncovascular, pleura e septos interlobulares, correspondendo às vias linfáticas no pulmão
    28. 28. Nódulos Centrolobulares A parte central do lóbulo pulmonar : • Bronquíolo terminais • Arteriola pulmonar • Tecido conjuntivo de suporte • Vasos linfáticos. Nódulos centrolobulares podem ser o produto de doenças: •Bronquiolares •Peribronquiolares •Doenças vasculares •Perivasculares.
    29. 29. Nódulos centrolobulares e árvore em brotamento  Representa impactação bronquiolar e é quase sempre devida a infecções.
    30. 30. Árvore em Brotamento
    31. 31. Árvore em Brotamento
    32. 32. Padrão 3: Opacidade Pulmonar aumentada  Vidro Fosco  Consolidação
    33. 33. Opacidade Pulmonar aumentada – Vidro Fosco  A opacidade em vidro fosco é uma opacidade pulmonar aumentada que não obscurece os vasos associados e representa anormalidades abaixo da resolução da TCAR.
    34. 34. Opacidade Pulmonar aumentada – Consolidação  A consolidação é uma opacidade pulmonar aumentada na qual os vasos são obscurecidos e representa uma doença confluente.
    35. 35. Opacidade Pulmonar aumentada
    36. 36. Opacidade Pulmonar aumentada
    37. 37. Padrão 4: Opacidade Pulmonar diminuída  Enfisema  Cistos Pulmonares  Áreas de atenuação em Mosaico  Bronquiectasias císticas
    38. 38. Enfisema
    39. 39. Enfisema
    40. 40. TCAR – REDUÇÃO DA DENSIDADE DOTCAR – REDUÇÃO DA DENSIDADE DO PARÊNQUIMA PULMONARPARÊNQUIMA PULMONAR Enfisema pulmonar
    41. 41. Enfisema
    42. 42. Enfisema
    43. 43. Cistos Pulmonares  Cistos pulmonares são lesões geralmente arredondadas, circunscritas e bem definidas com parede fina (geralmente < 3 mm de espessura).
    44. 44. Cistos Pulmonares
    45. 45. Atenuação em Mosaico
    46. 46.  Pneumonia eosinofílica aguda
    47. 47. TCAR – REDUÇÃO DA DENSIDADE DOTCAR – REDUÇÃO DA DENSIDADE DO PARÊNQUIMA PULMONARPARÊNQUIMA PULMONAR Perfusão em mosaico e aprisionamento aéreo
    48. 48. Pavimentação em Mosaico – “CrazyPavimentação em Mosaico – “Crazy Paving”Paving”  Pavimentação em mosaico
    49. 49. TCAR – REDUÇÃO DA DENSIDADE DOTCAR – REDUÇÃO DA DENSIDADE DO PARÊNQUIMA PULMONARPARÊNQUIMA PULMONAR Cistos pulmonares
    50. 50. TCAR – REDUÇÃO DA DENSIDADE DOTCAR – REDUÇÃO DA DENSIDADE DO PARÊNQUIMA PULMONARPARÊNQUIMA PULMONAR Cistos pulmonares
    51. 51. BronquectasiasBronquectasias  Bronquiectasias
    52. 52. Bronquectasias

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