FACULDADE DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIA DE UNAÍ                      CURSO DE AGRONOMIAQUALIDADE FISIOLOGICA E SANITÁRIA DE SEM...
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AGRADECIMENTOS       A Deus pelo dom do raciocínio que me destes, agradeço.       A Faculdade de Ciências e Tecnologia de ...
Ao meu pai, em memória e a minha mãe, que sempre meajudaram e me orientaram nas horas difíceis. Aos meusirmãos que sempre ...
SUMÁRIOAGRADECIMENTOS .......................................................................................................
LISTAGEM DE TABELASTabela 1. Grupos, cultivares, tipo de coloração, local, porcentagem de germinação (PGerm-%),Incidência ...
LISTAGEM DE FIGURASFigura 1. Aspectos gerais da montagem do experimento. A. Processo de lavagem e limpeza do gerbox,B. Dis...
RESUMOQualidade fisiológica e sanitária de sementes feijão oriundos da safra 2005 de regiões próximas a Unaí(MG), Paracatu...
1. INTRODUÇÃO       A cultura do feijão no Brasil assume um grande valor social pois, constitui a base daalimentação da po...
2. REVISÃO DE LITERATURA2.1. Características Botânicas do Feijoeiro       O feijoeiro (Phaseolus vulgaris L.) pertencente ...
de fixar nitrogênio do ar, devido simbiose com bactérias (Rhizobium sp.), vivendo nos nódulos deraízes de plantas (GEMTCHÚ...
competitivo no sistema agrícola para garantir sua sustentabilidade no agronegócio brasileiro(UNIFEIJÃO, 2005b).         Na...
(ZAMBOLIM e CHAVES, 1978), que reduzem qualidade fisiológica, sanitária, nutricional e comercialdo produto (PARIZZI et al....
época (inverno), no estado de PE, especificamente na região de Garanhuns, há alguns plantios de feijãopreto (UNIFEIJÃO, 20...
de disseminação a longas distâncias e a novas áreas. Do ponto de vista fitopatológico, a importância daassociação patógeno...
onde sobrevive saprofiticamente, provavelmente por curto período de tempo, em restos de cultura,podendo entretanto sobrevi...
condições favoráveis, a mesma pode desenvolver tão rapidamente que 0,5% de sementes portadoras dopatógeno são suficientes ...
decorrentes de alterações nutricionais e condições climáticas adversas ocorridas no campo, noprocessamento ou no armazenam...
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Segundo os critérios para avaliação sanitária de sementes do Ministério da Agricultura (MARA,1992), o feijão deve seguir a...
3.5 Manuseio estatístico dos dados       A fim de verificar efeitos dos tratamentos (amostras) fez-se análise de variância...
4. RESULTADOS E DISCUSSÃO       A hipótese na ANOVA, permitiu rejeitar a hipótese de nulidade para as variáveis PGerm-%,PI...
27,2 % e -3,7%, respectivamente, o que significa que a elevada porcentagem de germinação possa serdevido a uma baixa incid...
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Tabela 2. Incidência de fungos nos 25 lotes de sementes de feijão avaliados aos sete dias dagerminação:                   ...
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6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:ALFIERI JR., S.A., LANGDON, K.R., WEHLBURG, C., KIMBROUGH, J.W. Index of Plant  Diseases in ...
MENDES, M.A.S., SILVA, V.L., DIANESE, J.C., FERREIRA, M.A.S.V., SANTOS, C.E.N., GOMES NETO, E., URBEN, A.F. e CASTRO, C. F...
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  1. 1. FACULDADE DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIA DE UNAÍ CURSO DE AGRONOMIAQUALIDADE FISIOLOGICA E SANITÁRIA DE SEMENTES DE FEIJÃO ORIUNDOS DASAFRA 2005 DE REGIÕES PRÓXIMAS A UNAÍ (MG), PARACATU (MG) E CRITALINA (GO). Unaí MG 2005
  2. 2. ROGÉRIO OLIVEIRA MARQUESQUALIDADE FISIOLOGICA E SANITÁRIA DE SEMENTES DE FEIJÃO ORIUNDOS DASAFRA 2005 DE REGIÕES PRÓXIMAS A UNAÍ (MG), PARACATU (MG) E CRITALINA (GO). Monografia apresentada à banca examinadora como parte das exigências do curso de Agronomia para obtenção do título de Engenheiro Agrônomo. Profo. M.Sc. Milton Luiz da Paz Lima (Orientador) Unaí, MG 2005.
  3. 3. ROGÉRIO OLIVEIRA MARQUES QUALIDADE FISIOLOGICA E SANITÁRIA DE SEMENTES DE FEIJÃO ORIUNDOS DA SAFRA 2005 DE REGIÕES PRÓXIMAS A UNAÍ (MG), PARACATU (MG) E CRITALINA (GO). APROVADA EM: 17 de dezembro de 2005._____________________________________ _____________________________________ Profo. Joilson Sodré Filho Profo. Luiz Adriano Maia Cordeiro (M.Sc. Fitotecnia) (D.S. Fitotecnia) _______________________________________ Milton Luiz da Paz Lima Orientador (M.Sc. Fitopatologia) i
  4. 4. “A vida é como andar de bicicleta,se você parar, ela perde o equilíbrio” Albert Einstein ii
  5. 5. AGRADECIMENTOS A Deus pelo dom do raciocínio que me destes, agradeço. A Faculdade de Ciências e Tecnologia de Unaí (FACTU) por ter-me cedido o Laboratório deAnálise de Sementes bem como o material necessário para a realização dos trabalhos experimentais. Ao coordenador do curso de agronomia, na pessoa do Prof. Luiz Adriano Maia Cordeiro, pelaflexibilidade e prontidão em me atender como aluno. Ao meu orientador, professor M. Sc. Milton Luiz da Paz Lima, por ter prontamente atendido omeu pedido e dedicado horas de seu precioso tempo para que eu pudesse realizar um bom trabalho. Ao funcionário da FACTU e amigo Sebastião Manoel Ezequiel Junior, por ter auxiliado nostrabalhos práticos e dedicada parte de seu tempo para que tudo ocorresse como esperado. Ao estagiário da FACTU, Vismar Martins Alves, por ter me auxiliado na montagem e avaliaçãodos experimentos. Aos amigos pela ausência em horas oportunas. Aos familiares pelo apoio e dedicação para que eu pudesse concluir meu curso. iii
  6. 6. Ao meu pai, em memória e a minha mãe, que sempre meajudaram e me orientaram nas horas difíceis. Aos meusirmãos que sempre me apoiaram. A república Moikana pelocompanheirismo e a todos que diretamente e indiretamentecontribuíram para a minha formação profissional. DEDICO iv
  7. 7. SUMÁRIOAGRADECIMENTOS ............................................................................................................................ iiiLISTAGEM DE TABELAS .................................................................................................................... viLISTAGEM DE FIGURAS .................................................................................................................... viiRESUMO ............................................................................................................................................... viii1. INTRODUÇÃO .................................................................................................................................... 12. REVISÃO DE LITERATURA............................................................................................................. 2 2.1. Características Botânicas do Feijoeiro........................................................................................... 2 2.2. Aspectos econômicos e importância do feijoeiro .......................................................................... 3 2.3. Patógenos Transmitidos por Sementes .......................................................................................... 6 2.4. Ocorrência de fungos em sementes de feijão................................................................................. 9 2.5. Teste de Sanidade de Sementes: .................................................................................................... 93. MATERIAIS E MÉTODOS ............................................................................................................... 11 3.1 Procedimento para obtenção de sementes..................................................................................... 11 3.2. Tratamento e limpeza dos Gerbox ............................................................................................... 11 3.3 Método do “Blotter Test” para avaliação da condição sanitária e fisiológica das sementes ........ 11 3.4 Métodos de Avaliação................................................................................................................... 12 3.5 Manuseio estatístico dos dados:.................................................................................................... 134. RESULTADOS E DISCUSSÃO ........................................................................................................ 146. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:............................................................................................... 22 v
  8. 8. LISTAGEM DE TABELASTabela 1. Grupos, cultivares, tipo de coloração, local, porcentagem de germinação (PGerm-%),Incidência da doença (PInc-%) e porcentagem de correlação em sementes de Feijão, safra 2004-2005dos 25 lotes obtidos................................................................................................................................. 16Tabela 2. Incidência de fungos nos 25 lotes de sementes de feijão avaliados aos sete dias dagerminação:............................................................................................................................................. 17Tabela 3. Ocorrências de fungos encontrados nas sementes de feijão e citações em índices de doençasnacionais e internacionais: ...................................................................................................................... 18 vi
  9. 9. LISTAGEM DE FIGURASFigura 1. Aspectos gerais da montagem do experimento. A. Processo de lavagem e limpeza do gerbox,B. Distribuição da sementes, C. Sementes distribuídas prontas para serem dispostas nos Gerbox, D. e Esementes bem germinadas e pouco germinadas pertencentes ao mesmo lote, respectivamente, F. Lesãona folha cotiledonar, G. gêneros Alternaria sp. incidentes em sementes de feijão. ............................... 19Figura 2. Gêneros de fungos de hábito saprofíticos encontrados associados a grãos de feijão. A.Conidióforo de Aspergillus sp., B. Esporângios de fungo de gênero desconhecido, C. Conidióforo (cf),célula conidiogênica (cc) e conídio de Penicillium sp., D. Conidióforo de Geotrichum sp., E. Conídioformando tubo germinativo (tg) de Alternaria sp................................................................................... 20Figura 3. Gêneros de fungos fitopatogênicos associados a sementes de feijão. A. Conidióforo e célulasconidiogênicas (cc) de Fusarium sp. B. Conídio navicular de Fusarium sp. C. Lançamento hifálicotípico de Rhizoctonia sp. D. Emaranhado de conídios e hifas de Fusarium sp., E. Conídiosheteromorfos de Cladosporium sp. F. Conidióforo, célula conidiogênica e conídios de Cladosporiumsp. ............................................................................................................................................................ 21 vii
  10. 10. RESUMOQualidade fisiológica e sanitária de sementes feijão oriundos da safra 2005 de regiões próximas a Unaí(MG), Paracatu (MG) e Cristalina (GO). Sanitary and physiologic evaluation of bean seed fromUnaí/MG, Paracatu/MG and Cristalina/GO. MARQUES, R.O.¹; V.M. ALVES1; & M.L. PAZLIMA¹.¹Faculdade de Ciências e Tecnologia de Unaí, CEP 38610-000, Unaí-MG.Patógenos associados a sementes de feijoeiro são fatores limitantes à sua produção e comercialização.Este trabalho teve como objetivo avaliar a incidência de patógenos associados aos grãos de feijão e suarelação com a condição fisiológica das sementes. Foram utilizados 25 lotes de sementes de feijão(lotes/cultivar:15 ‘Pérola’, quatro ‘Preto’, um ‘Talismã’, um ‘Iapar 81’, um ‘Juriti’, um ‘Jalo’ e dois‘Campeão1’) oriundos de Unaí – MG, Paracatu – MG e Cristalina – GO, num delineamento foiinteiramente casualizado usando 16 repetições, totalizando 400 sementes por repetição. O métodoutilizado foi o “Blotter Test” a temperatura de 25º. C e 12 h de luz. A avaliação da porcentagem degerminação (PGerm-%), da Incidência de patógenos (Inc%) e incidência de gêneros de patógenos porlote foram realizadas aos oito dias de incubação com o auxílio de um microscópio estereoscópio eótico. Os maiores valores de correlação negativa entre PGerm-% e PInc-% foram obtidas paras ascultivares Pérola (Paracatu-MG, -67%), Pérola (Unaí-MG, -60,6%) e Talismã (Cristalina-GO -62%).Os patógenos encontrados foram Aspergillus sp., Alternaria sp., Botrytis sp., Bacillus sp.,Cladosporium sp., Phytophthora sp., Fusarium sp., Geotrichum sp., Mucor sp., Penicillium sp.,Pythium sp., Rhizoctonia sp., e Sclerotium sp., sendo o primeiro significativamente mais incidente doque os demais. Todos estes gêneros encontram-se registrados em literatura para a cultura do feijoeiro.A ocorrência de alguns gêneros como Alternaria, Botrytis, Fusarium, Phytophthora, Pythium eRhizoctonia, é uma informação útil, pois estes organismos associados a sementes de feijão podemservirem de fonte de inoculo, para possíveis epidemias. viii
  11. 11. 1. INTRODUÇÃO A cultura do feijão no Brasil assume um grande valor social pois, constitui a base daalimentação da população. No Estado de Minas Gerais, além da importância social, possui um enormevalor econômico, uma vez que é cultivado em quase 300 mil propriedades, em uma área total superior a500 mil hectares. Segundo PAULA JÚNIOR e ZAMBOLIM (1998) a cultura pode ser plantada emdiferentes épocas das “águas” (primavera-verão), e da “seca” (verão – outono). Evidentemente essasdiferenças influenciam o quadro de doenças, tornando algumas mais sérias e outras com menorimportância . No entanto, a produtividade da cultura é afetada pela ocorrência de várias doenças,especialmente as fúngicas, diminuindo a produção e, conseqüentemente, reduzindo sua oferta. Essasperdas variam grandemente, pois vão depender da cultivar plantada, da época de semeadura, do climada região e do causador da doença (ZAMBOLIM e CHAVES, 1978). Na região de Unaí-MG, Paracatu-MG e Cristalina-GO,varias são as doenças que vêm onerandoa produção do feijoeiro e, em alguns casos, inviabilizando o seu cultivo em determinadas áreas emfunção da grande quantidade de inóculo contido no solo em razão do monocultivo com estaleguminosa. O objetivo deste trabalho foi comparar o relacionamento da qualidade fisiológica e sanitáriaqualidade de sementes de feijão oriundos de Unaí-MG, Paracatu-MG e Cristalina-GO. 1
  12. 12. 2. REVISÃO DE LITERATURA2.1. Características Botânicas do Feijoeiro O feijoeiro (Phaseolus vulgaris L.) pertencente a família Fabaceae, e esta é representada por650 gêneros (VIDAL e VIDAL, 1995) e 18 000 espécies (8000 spp sensu GEMTCHÚJNICOV 1976),muitas delas representadas pela flora brasileira. São herbáceos, arbustos, rastejantes, trepadeiras eárvores. Folhas geralmente trifoliadas, mais raro encontram-se com folhas simples ou pinadas,alternas, opostas, estipuladas e infrequentemente sem estípulas, geralmente apresentando pulvinos.Alguns gêneros possuem gavinhas. Flores hermafroditas, zigomorfa ou actinomorfas, heteroclamídeas.Corola diapétalada, as vezes gamopétala, na corola zigomorfa as cinco pétalas são chamadas de vexilo,asas e carena. Perianto pentâmero, às vezes, tetrâmeros. Cálice às vezes persistente no fruto. Cálicepode ser sinsépalo ou não. Pétalas cinco, a maior vexilo ou vela ou estandarte de posição posterior,duas laterais asas ou alas e duas anteriores unidas entre si carena ou quilha. Estames geralmente emnúmero de 10, dialistêmone, os quais em alguns gêneros nove estão soldados, ou livre (estamesdiadelfos). Há formas com todos os 10 estames soldados (monodelfos) ou todos livres. Carpelos comovário súpero, unicarpelar, unilocular, placentação parietal. Fruto típico vagem ou legume, deiscente ounão, as vezes sâmara¸folículo, drupáceo ou lomentáceo. Muito raramente monospermos carnoso. Areúne espécies de grande valor agronômico, como alimentícias, oleíferas, forrageiras, pratenses e umgrande número de invasoras de culturas e pastagens (GEMTCHÚJNICOV, 1976). São plantas capazes 2
  13. 13. de fixar nitrogênio do ar, devido simbiose com bactérias (Rhizobium sp.), vivendo nos nódulos deraízes de plantas (GEMTCHÚJNICOV, 1976; VIDAL e VIDAL, 1995). O feijão (P. vulgaris L.) é a espécie tipo do gênero, havendo em cultura outras espécies e umconsiderado número de variedades. A maioria são ervas volúveis, há, porém formas eretas de pequenoporte. Flores brancacentas, roxas e rosadas, segunda a variedade. Características para todo gênero,quilha torcida. Sementes elípticas, e de várias cores segundo variedades (GEMTCHÚJNICOV, 1976). Os dois gêneros de feijões cultivados no Brasil são Phaseolus e o Vigna, sendo que o primeiro émais cultivado na região Centro Sul (carioca e preto), e o segundo na região Norte/Nordeste(macaçar/caupi) (UNIFEIJÃO, 2005a). Segundo estimativas, mais da metade da produção brasileira é constituída da variedade carioca,preferida pelos consumidores da região Centro Sul, seguida pelo feijão preto, e em pequenasquantidades “outras variedades” que são os feijões, vermelho, canário, jalo, rajado e rosinha, atendendoalguns nichos no mercado interno e externo (UNIFEIJÃO, 2005a). Já na região Norte/Nordeste o predomínio é do feijão de corda, também conhecido comomacaçar (utilizado na elaboração de pratos típicos), além do mulatinho, fradinho, e feijão caupi,apresentando grande variedade de grãos e cores (UNIFEIJÃO, 2005a).2.2. Aspectos econômicos e importância do feijoeiro Em 2001, o feijoeiro comum foi cultivado no Brasil em aproximadamente 3.500.000 ha,apresentando uma produção aproximada de 3.000.000 de toneladas e uma produtividade média de 868kg/ha. Apresenta, atualmente um consumo per capita da ordem de 17 kg/ano, o que representa umaumento de 31,47% nos últimos quatro anos. Estes dados classificam o Brasil como maior produtor econsumidor mundial de feijão. Entretanto, é necessário tornar o feijoeiro comum mais produtivo e 3
  14. 14. competitivo no sistema agrícola para garantir sua sustentabilidade no agronegócio brasileiro(UNIFEIJÃO, 2005b). Na primeira safra de feijão primavera-verão 2004/05 a área plantada foi de 1,027 milhões ha, aprodutividade de 1070 kg.ha-1 e produção em 1,099 milhões toneladas. Já na segunda safra de2005/2004 verão-outono, a área plantada foi de 1,828 milhões ha, a produtividade de 566 kg.ha-1 eprodução em 1,034 milhões toneladas. Finalmente, na terceira safra de inverno, de 2004/2005 a áreaplantada foi de 861 mil ha, a produtividade de 885 kg.ha-1 e a produção em 762 mil toneladas. Aprimeira safra 2004/05 foi a que ocorreu os maiores índices de produtividade e produção, já a segundasafra foi a que teve maior área plantada. O Brasil é o maior produtor mundial de feijão, tendo maior destaque os estados do Paraná eMinas Gerais contudo as produtividades são baixa em torno de 550 Kg/ha ( BOREM e CARNEIRO,1998). Apesar da área de produção estar praticamente estagnada nestes últimos anos, a mesma temcrescido, devido à introdução de variedades mais produtivas e mais resistentes, e também pela inserçãodo maior número de produtores usando tecnologia, embora grande parte da atividade esteja nas mãosdos pequenos produtores, pouco tecnificados, principalmente na região nordeste, responsável por 30%da produção nacional (UNIFEIJÃO, 2005a). O feijão é um dos mais importantes constituintes da dieta do brasileiro por serreconhecidamente uma excelente fonte protéica, além de possuir bom conteúdo de carboidrato, ser ricoem ferro, uma importante fonte de proteína e apresenta uma boa adaptação a diferentes condiçõesclimáticas. A ocorrência do patógenos associado a sementes, mesmo em taxas relativamente baixas(produtividade média 500 a 600 kg/ha) pode gerar grandes perdas na produção (ANDRADE et al.,2004). Esta cultura possui grande expressão econômica para o Brasil e outros paises da AméricaLatina. Dentre os fatores responsáveis por essa baixa produtividade estão relacionadas as doenças 4
  15. 15. (ZAMBOLIM e CHAVES, 1978), que reduzem qualidade fisiológica, sanitária, nutricional e comercialdo produto (PARIZZI et al., 2002). A cultura do feijão tem uma enorme importância social e econômica no Estado de MinasGerais, pois é cultivada em 300 mil propriedades em uma área total de 500 mil ha, portanto uma grandeempregadora de mão de obra (BOREM e CARNEIRO, 1998). Os prejuízos causados pela incidência e severidade dessas doenças variam de acordo com aregião, época do ano, variedade, qualidade sanitária da semente e condições climáticas (PARIZZI et al.,2002). Em Minas Gerais a área ocupada com feijão, tem aumentado no inverno, como nessa épocaapresenta um baixo índice pluviométrico, a irrigação torna se obrigatória. Assim a adoção de pivôcentral na irrigação fazem com que as plantas sejam constantemente molhadas, criando condiçõesmicroclimáticas diferentes para o feijoeiro em relação aos plantios nas épocas tradicionais, isto é nas“águas” (primavera-verão) e nas “seca” (verão-outono). Evidentemente, essas diferenças influenciamno quadro de doenças, tornando algumas mais sérias e outras menos importantes (PAULA JÚNIOR &ZAMBOLIM, 1998). O feijão é cultivado em praticamente todo o território nacional, porém grande parte da produçãoestá concentrada em apenas 10 estados, PR, MG, BA, SP, GO, SC, RS, CE, PE e PA, responsáveis porpraticamente 85% da produção nacional, atingindo anualmente cerca de 3,0 milhões de toneladas,distribuídas em três safras distintas, águas, seca e inverno (UNIFEIJÃO, 2005a). A produção de feijão preto se concentra no Sul do país, enquanto do carioca, começa em SC,estendendo-se por toda a região Sudeste, Centro Oeste e parte do Nordeste. É nesta região, que sedestaca o estado da Bahia, 3º no ranking da produção nacional, produzindo em duas épocas do ano, umbom volume de feijão carioca, principalmente nas regiões de Irecê, (plantada entre os meses dedezembro e janeiro) e Ribeira do Pombal na época de inverno (entre março e abril). Nota-se que nesta 5
  16. 16. época (inverno), no estado de PE, especificamente na região de Garanhuns, há alguns plantios de feijãopreto (UNIFEIJÃO, 2005a). Na faixa que vai da BA até o Rio Grande do Norte, é onde está concentrada a produção davariedade Vigna, sendo que na região Norte (RO), a maior parte da área é destinada ao plantio decarioca, com destaque para o estado do Pará, concentrando uma boa produção do feijão caupi e maisrecentemente TO, produzindo o carioca, com custos mais baixos, atraindo produtores de GO e MG(UNIFEIJÃO, 2005a). A temperatura ideal para o feijoeiro no seu ciclo é de 18º a 24 °C, sendo 21°C a ideal para seudesenvolvimento (BUZZERIO, 2001). Vários princípios e medidas são recomendados para as doenças visando reduzir os danosprovocados. Práticas culturais como a rotação de cultura, alteração no espaçamento, incorporação dematéria orgânica, modificação na arquitetura da planta e no manejo de irrigação, são essenciais para ocontrole de doenças. A integração de tais práticas associadas a outras medidas, como o uso devariedades resistentes, controle químico, plantios em locais adequados, bem com o uso de sementessadias, constitui parte do manejo integrado dessas doenças na cultura do feijão (BUZZERIO,2001).quatro repetições e parcelas de quatro fileiras de 4 m, utilizando as tecnologias recomendadaspara os diferentes sistemas de cultivo, num total de 29 ambientes nos Estados de GO (10), DF (1), MG(13), MT (2), MS (3) (ARAÚJO et al., 1996).2.3. Patógenos Transmitidos por Sementes A maioria das culturas destinadas à produção de alimentos está sujeita ao ataque de doenças, sendogrande parte dos seus agentes etiológicos transmitidos pelas sementes. No caso específico do feijoeiromais de 50% das suas principais enfermidades, tem seus agentes causais transmitidos através dassementes. As sementes de feijão (Phaseolus vulgaris L.) podem ser infectadas por grande número depatógenos associados interna e externamente a semente, constituindo-se, um dos principais processos 6
  17. 17. de disseminação a longas distâncias e a novas áreas. Do ponto de vista fitopatológico, a importância daassociação patógeno-semente não reside apenas no fato de ser mais um processo de disseminação, mastambém por se constituir num meio de sobrevivência do patógeno em contato direto com o hospedeiro. Entre as doenças de maior importância econômica para a cultura, apenas a ferrugem e o mosaico-dourado não são transmitidos via semente. Muitos fungos como Aspergillus sp., Penicillium sp., Botritis sp. entre outros são freqüentementeencontrados em testes de sanidade, devido sua associação saprofítica e superficial as sementes(comunicação pessoal Miton Lima). A presença de agentes causadores de doenças nas sementes de diversas culturas afeta a germinação,emergência de plântulas, vigor e produção, além de representar um perigo potencial de disseminaçãodos patógenos à próxima geração e às novas áreas. Dentre os patógenos associados a sementes de feijoeiro tem-se: O fungo Colletotrichumlindemuthianum é o agente causal da antracnose na cultura do feijoeiro, esta moléstia no campo, sobcondições ideais de ambiente favorável para seu desenvolvimento, reduz drasticamente aprodutividade. Além de ser responsável por consideráveis estragos durante o transporte e acomercialização. Phaeoisariopsis griseola causa a doença denominada mancha angular do feijoeiro. P.griseola pode ser transportado tanto via externa como internamente na semente. Sclerotiniasclerotiorum este fungo provoca o mofo branco. Sementes infectadas com micélio ou contaminadascom escleródios são as principais formas de disseminação. O patógeno pode sobreviver em sementesinfectadas como micélio dormente e nos cotilédones por 3 ou mais anos. Macrophomina phaseolina é oagente causal da podridão cinzenta do caule. O patógeno é transmissível pela semente tanto internacomo externamente. Sua disseminação também se verifica por meio de escleródios, de esporos e desolo contaminado. Embora o fungo possa ser transmitido de um campo para outro pelo movimento desolo, água de irrigação ou chuva, o meio de transmissão mais eficiente é através da semente. Fusariumoxysporum f. sp. phaseoli é o agente causador da murcha de Fusário. O patógeno é um fungo de solo 7
  18. 18. onde sobrevive saprofiticamente, provavelmente por curto período de tempo, em restos de cultura,podendo entretanto sobreviver por vários anos na forma de clamidósporos (BIANCHINI et al.,1997).Nos tecidos infectados também são produzidos micro e macroconídios. O fungo é transportado pelasemente aderido à sua superfície. Fusarium semitectum causa a podridão das vagens e das sementesreduzindo a qualidade. F. semitectum pode penetrar através de injúrias presentes na vagens e assim,infecta as sementes. Sementes infectadas com F. semitecum não germinam e ainda se constitui emfonte de inóculo para infecção de raízes. Sob período de chuva prolongado, a doença pode causarconsideráveis perdas à produção de sementes de feijão. Fusarium solani f. sp phaseoli é o agente causalda podridão radicular seca. A semelhança do F. oxysporum, produz micro e macroconídios. O fungoapresenta pouca capacidade saprofítica, não conseguindo competir com outros organismos damicroflora do solo. Entretanto podem sobreviver vários anos na ausência de hospedeiros, sob a formade clamidósporos. Fusarium solani f. sp. phaseoli é um fungo introduzido e não ocorre normalmenteem gleba onde não se cultiva feijão. Segundo os autores, pequena quantidade de solo que acompanha assementes durante a colheita, e não sendo removido no processo de beneficiamento das sementes podeser portadora do fungo. A podridão radicular é causada por Rhizoctonia solani. Não é um fungotipicamente de sementes mas, o patógeno pode ser levado para novas áreas de cultivo por intermédio dasemente ou do solo contaminado. Por ser fungo habitante comum do solo o simples contato das hastes evagens com o solo podem infectá-las. A partir das vagens infectadas o patógeno atinge as sementes. Amancha de levedura causada por Nematospora coryli causa manchas salientes, de forma e tamanhovariáveis, apresentando geralmente coloração rosada. Na lesão, pode-se notar o sinal da picada doinseto responsável pela inoculação do patógeno durante o desenvolvimento da vagem. O crestamentobacteriano comum é causado por Xanthomonas campestris pv. phaseoli doença considerada importanteno Brasil, principalmente no cultivo de feijão das "águas", que pode causar sérios prejuízosprincipalmente nas regiões que apresentam altas umidade e temperatura. Tendo a semente como oprincipal e o mais eficiente meio de disseminação e sobrevivência da bactéria, quando prevalecem 8
  19. 19. condições favoráveis, a mesma pode desenvolver tão rapidamente que 0,5% de sementes portadoras dopatógeno são suficientes para iniciar uma epidemia. O Vírus do mosaico comum do feijoeiro é encontrado em todas as regiões produtoras de feijãodo Brasil. Sementes provenientes de plantas infectadas geralmente são pequenas, leves e enrugadas(MAGALHÃES e COSTA, 1978). “Bean golden mosaic virus” não é transmitido via semente.2.4. Ocorrência de fungos em sementes de feijão ALFIERI et al., (1984) relataram 46 patógenos associados á cultura do feijoeiro, sendo amaioria gêneros de fungos. Já MENDES et al., 1998 em índice brasileiro de registros de fungos relatou122 gêneros de fungos associados a cultura do feijoeiro. Esta leguminosa é cultivada durante todo ano, numa grande diversidade de ecossistemas, o quefaz com que inúmeros fatores tornem-se limitantes para a sua produção. Destes, um dos principais sãoas doenças que afetam o feijoeiro comum, as quais, além de diminuírem a produtividade da cultura,depreciam a qualidade do produto. O feijoeiro é hospedeiro de inúmeras doenças de origem fúngica,bacteriana, virótica e as incitadas por nematóides (UNIFEIJÃO, 2005b). Entre as principais doenças fúngicas, encontram-se a mancha angular, a antracnose, a ferrugem,a mancha de alternária e o mofo branco, às quais se somariam mais duas, identificadas recentemente: asarna e o carvão (UNIFEIJÃO, 2005b). O adequado controle dos fungos causadores das principais moléstias é fundamental para oaumento da produtividade e da competitividade da cultura (UNIFEIJÃO, 2005b).2.5. Teste de Sanidade de Sementes A sanidade de sementes refere-se a presença ou ausência de agentes patogênicos, tais comofungos, bactérias, vírus e nematóides. Entretanto, pode também estar relacionada a anomalias 9
  20. 20. decorrentes de alterações nutricionais e condições climáticas adversas ocorridas no campo, noprocessamento ou no armazenamento (MARA, 1992). O objetivo de qualquer teste de sanidade é determinar o estado sanitário de uma amostra desementes e consequentemente, do lote que representa, obtendo-se assim, informações que podem serusadas para comparar a qualidade de diferentes lotes de sementes ou determinar a sua utilizaçãocomercial (MARA, 1992). Os patógenos transmitidos por sementes podem servir de inóculo inicial para odesenvolvimento progressivo da doença no campo, além dos lotes de sementes importadas podemintroduzir patógenos ou patótipos em áreas isentas (quarentena), e os testes de sanidade pode auxiliar aavaliação das plântulas e as causas de uma baixa germinação e de baixo vigor, complementando ostestes de germinação (MARA, 1992). Normalmente as sementes ficam incubadas em condições favoráveis para o desenvolvimento depatógenos ou manifestação de sintomas por eles causados. E nas mesmas normalmente é empregadoum pré-tratamento, que pode ser físico ou químico sob a amostra de trabalho, precedendo a incubação eutilização somente para facilitar o teste. O mais comum é a assepsia superficial com Hipoclorito desódio, NaOCl (1%) por três minutos para eliminação de microorganismos contaminantes, saprofíticos(MARA, 1992). 10
  21. 21. 3. MATERIAIS E MÉTODOS3.1 Procedimento para obtenção de sementes Visitou-se uma empresa de compra e repasse de cereais e grãos denominados Pink Ltda,localizada no município de Unaí MG, no mês de agosto de 2005, além de visitar algumas propriedadesrurais para coleta de amostras de 500 gramas de grãos de feijão. Vinte e cinco amostras de grãos de feijão pertencentes ao ano agrícola de 2005, oriundos dosMunicípios de Paracatu-MG, Unaí-MG (maioria) e Cristalina-GO foram analisados. Estes 25 lotesconsiderados como tratamentos forma avaliados através de quatro lotes de avaliação. Informações maisdetalhadas sobre as amostras estão contidas na Tabela 1.3.2. Tratamento e limpeza dos Gerbox Através da lavagem superficial fez-se assepsia com álcool (70%), logo após com Hipoclorito desodio NaOCl (1%), passado por duas lavagens com água destilada (Figura 1A). Logo após os gerboxlavados foram levados para a capela de fluxo laminar (Figura 1B) e colocou-se papel de filtroumedecido com água destilada, que logo após foi tampado (Figura 1C).3.3 Método do “Blotter Test” para avaliação da condição sanitária e fisiológica das sementes Os grãos não pré-tratados, foram colocadas espaçadamente, com auxílio de uma pinçaesterilizada em gerbox contendo papel de filtro umedecido com água destilada.(Figura 1). 11
  22. 22. Segundo os critérios para avaliação sanitária de sementes do Ministério da Agricultura (MARA,1992), o feijão deve seguir alguns procedimentos de análise específicos utilizados no experimento taiscomo: a) A amostra de trabalho foi de 400 sementes; b) Período de incubação de sete dias a 20 +2º.C, c) Regime de iluminação intermitente de 12 horas de luz e 12 horas de escuro; A avaliação foi feita em microscópio estereoscópio observando as estruturas do patógenos,sendo preparadas de lâminas rápidas com fita adesiva, para identificação utilizando o microscópiocomposto.3.4 Métodos de Avaliação Os patógenos avaliados foram fungos e bactérias associadas a sementes, e deste modoidentificou-se gêneros de fungos conforme BARNET E HANTER, 1999.Fisiologicamente avaliou-se a porcentagem de germinação (PGerm-%) que é número de sementesgerminadas dividido pelo número total de sementes e sanitariamente avaliou-se a incidência depatógenos (PInc-%) (fungos e bactérias) associadas aos grãos de feijão que é o número de sementesinfectadas por patógenos, dividido pelo número total de grãos. Calculou-se a incidência de gêneros defungos associados a sementes que é o número de sementes contendo determinado gênero dividido pelonúmero total de sementes. Foram analisadas 400 sementes, num delineamento experimental inteiramente casualizado,contendo 16 repetições, e cada repetição continham 25 sementes distribuídas ordenadamente nogerbox. 12
  23. 23. 3.5 Manuseio estatístico dos dados A fim de verificar efeitos dos tratamentos (amostras) fez-se análise de variância (ANOVA) eteste de comparação de médias (Tukey, P~0,05), para as variáveis Por% e PInc-%. A variável PInc-%foi transformada por √(PInc-%+10). Fez-se análise de correlação as variáveis Por% e PInc-% porgenótipo. Fez-se teste ANOVA e teste de comparação de médias (Tukey, P~0,05), com os valores deincidência dos gêneros de patógenos encontrados associados a sementes de feijão. Os valores deIncidência (IncGên%) de patógenos foram transformados por √(PInc-%+10). Nos dois casos detransformação, a mesma foi feita devido o aparecimento de muitos valores de zero no conjunto dedados, de forma que os mesmos satisfaçam as premissas dos testes paramétricos. 13
  24. 24. 4. RESULTADOS E DISCUSSÃO A hipótese na ANOVA, permitiu rejeitar a hipótese de nulidade para as variáveis PGerm-%,PInc-%, e PInc-% transformada ao nível de probabilidade de 5%. Fez-se transformação das variáveisPInc-% e PGen-% devido o valor de coeficiente de variação ser muito elevado. Tiveram as maiores e significativas porcentagens de germinação ao teste Tukey a 5%, ostratamentos 1, 8, 9, 11, 12, 13 e 14, aos quais todos são pertencentes ao grupo de feijão carioca ecultivar ‘Perola’ e foram produzidos nos municípios de Unaí-MG e Cristalina-GO (Tabela 1). Teve menor porcentagem de germinação o tratamento 15 o qual pertence ao grupo Carioca eCultivar ‘IAPAR 81’, e foi produzido no município de Cristalina-GO. Associada a essa menorporcentagem de germinação, houve um elevado valor de incidência de patógenos, contudo nãopodemos associar que os patógenos encontrados sejam responsáveis pela baixa porcentagem egerminação devido o valor de porcentagem de correlação ser positivo (+22,2%) (Tabela 1). A menor incidência de patógenos ocorreu nos tratamentos 19, 22, 24 e 25, aos quais todasforam produzidas no município de Unaí-MG. Para os tratamentos 19 e 22 a PGerm-% foi baixa para ascultivares 24 e 25 foram elevadas. Se existe uma menor porcentagem de germinação e uma menorporcentagem de incidência as possíveis hipóteses da causa dos distúrbios fisiológicos não foi emdecorrência de patógenos, e sim devido a semente não granada, resíduos de herbicidas dessecantes paraa colheita, erro experimental em decorrência do método de avaliação, entre outra causas. Ainterpretação deste resultado tomando os valores de r tem-se que os tratamentos 19 e 22 tiveram r=- 14
  25. 25. 27,2 % e -3,7%, respectivamente, o que significa que a elevada porcentagem de germinação possa serdevido a uma baixa incidência de patógenos, a mesma coisa não ocorre para os tratamentos 24 e 25.Para as cultivares 24 e 25 houve uma relação inversa que era o esperado, ou seja, tiveram baixaincidência de patógenos e alta germinação. Contudo os valores de r para o tratamento 24 foi de r=+12,5%, o que significa que ao aumentar a porcentagem de germinação existe um aumento a incidência depatógenos e vice versa (contraditório), para o tratamento 25 o valor foi de r=-7,3% que é o esperadopara todos os genótipos. Os gêneros de patógenos encontrados associados aos 25 lotes de feijão foram Aspergillus sp.,Alternaria sp., Botrytis sp., Bacillus sp., Cladosporium sp., Phytophthora sp., Fusarium sp.,Geotrichum sp., Mucor sp., Penicillium sp., Pythium sp., Rhizoctonia sp., e Sclerotium sp (Tabela 2.).Todos esses gêneros encontram-se registrados em literatura, as diferenças de registros dizem respeito adenominação da espécie, que não foi avaliado neste trabalho, requerendo cuidados especiais para a suadenominação. Ao se considerar as correlações (r-%) entre a variável fisiológica (PGerm-%) e fitopatogênica(PInc-%), espera-se que para a totalidade das amostras a causa de uma falha da germinação seja emdecorrência da ação de patógenos associados. Deste modo, merecem destaque os tratamentos quetiveram as correlações negativas tais como 3, 5, 6, 8, 9,10, 11, 12, 13, 14, 19, 22, 23 e 25 (Tabela 1)totalizando 14 amostras, quanto que as demais amostras tiveram correlações positivas. Para os casosem que houve correlação positiva a causa da não germinação dos grãos de feijão ocorreu devido aoutros fatores, que não foram causas fitopatogênicas aos sete dias de avaliação. Na Figura 1D e E,mostra a diferença de vigor da germinação que existe entre sementes do mesmo lote, demonstrandovariações existentes entre semente do mesmo lote explicando até mesmo os casos de correlaçãopositiva. Tem-se neste trabalho considerado elevado os valores de porcentagem de correlação negativaacima de 50% destacando assim os tratamentos cinco, seis e 13 oriundos de Cristalina-GO, Paracatu- 15
  26. 26. MG e Unaí-MG, respectivamente . Para estes casos provavelmente com o plantio dos grãos, problemasde germinação poderão ocorrer devido ação de patógenos (Tabela 1). Na Tabela 1 a análise fatorial para os fatores grupo, cultivar, coloração e local, possivelmenteindicaria informações mais precisas sobre os efeitos destas variáveis independentes sobre a PGerm-%,PInc-%. Há a necessidade de realizar um teste de hipótese para a análise de correlação (r) dos dadospara saber o quão significativo é o relacionamento entre os tratamentos.Tabela 1. Grupos, cultivares, tipo de coloração, local, porcentagem de germinação (PGerm-%),Incidência da doença (PInc-%) e porcentagem de correlação em sementes de Feijão, safra 2004-2005dos 25 lotes obtidos. PGerm PInc- Trat Grupo Cultivar Cor Local -%* %* r-% 1 Carioca ‘Pérola’ Amarelo Unaí-MG 94,0 a 3,7 ef +25,9 2 Carioca (-) Amarelo Cristalina-GO 78,0 de 4,6 de +8,8 3 Preto (-) preto Unaí-MG 85,2 bc 5,4 b -34,2 4 Preto (-) preto Unaí-MG 88,2 bc 4,3 ef +17,1 5 (-) ‘Talismã’ amarelo Cristalina-GO 91,7 ab 4,0 df -62,0 6 Carioca ‘Pérola’ amarelo Paracatu-MG 83,0 cd 4,4 ef -67,4 7 Carioca ‘Pérola’ amarelo Unaí-MG 91,7 ab 3,5 ef +19,8 8 Carioca ‘Pérola’ amarelo Unaí-MG 95,7 a 3,6 ef -36,0 9 Carioca ‘Pérola’ amarelo Cristalina-GO 99,2 a 4,2 ef -23,1 10 Carioca ‘Pérola’ amarelo Unaí-MG 76,0 de 4,0 ef -7,5 11 Carioca ‘Pérola’ amarelo Unaí-MG 97,0 a 3,5 ef -36,0 12 Carioca ‘Pérola’ amarelo Unaí-MG 99,2 a 4,9 cd -14,1 13 Carioca ‘Pérola’ amarelo Unaí-MG 96,0 a 3,7 ef -60,6 14 Carioca ‘Pérola’ amarelo Cristalina-GO 96,2 a 4,3 ef -43,0 15 Carioca ‘Iapar 81’ amarelo Cristalina-GO 26,0 g 5,1 bc +22,2 16 Preto (-) preto Cristalina-GO 52,5 fg 3,6 ef +45,5 17 Preto (-) preto Unaí-MG 62,5 ef 3,7 ef +31,8 18 (-) ‘Juriti’ amarelo Cristalina-GO 36,6 gf 7,1 a +14,3 19 Carioca ‘Pérola’ amarelo Unaí-MG 80,5 de 3,3 f -27,2 20 Carioca ‘Pérola’ amarelo Unaí-MG 82,2 cd 4,2 ef +34,9 21 Manteiga ‘Jalo’ amarelo Unaí-MG 59,0 ef 3,9 ef +6,5 22 Carioca ‘Pérola’ amarelo Unaí-MG 50,5 fg 3,1 f -33,7 23 Carioca ‘Campeão 1’ amarelo Unaí-MG 76,0 de 4,1 ef -33,9 24 Carioca ‘Pérola’ amarelo Unaí-MG 91,0 ab 3,1 f +12,5 25 Carioca ‘Campeão 1’ amarelo Unaí-MG 88,2 bc 3,3 f -7,3 CV 29,8 23,1PGerm-% porcentagem de germinação média das repetições; PInc-% porcentagem média de incidência transformada(√x+10) ; r - porcentagem de correlação; (-) informação não coletada. *Valores seguidos de mesma letra na vertical nãodiferem entre si pelo teste Tukey a P~0,05. 16
  27. 27. Tabela 2. Incidência de fungos nos 25 lotes de sementes de feijão avaliados aos sete dias dagerminação: IncGên% Patógenos Transformada Aspergillus sp. 3,7 a Penicillium sp. 3,4 b Fusarium sp. 3,3 c Cladosporium sp. 3,2 cd Bacillus sp. 3,2 cd Mucor sp. 3,2 d Sclerotium sp. 3,2 d Geotrichum sp. 3,2 d Phytophthora sp. 3,2 d Pythium sp. 3,2 d Alternaria sp. 3,2 d Botrytis sp. 3,2 d Rhizoctonia sp. 3,2 d CV 11,07PInc-% porcentagem média de incidência transformada (√x+10), valores seguidos de mesma letra na vertical não diferementre si ao teste Tukey a P~0,05. Os maiores valores de médias de incidência foram obtidos para os gêneros de fungosAspergillus (Figura 2A), Penicillium (Figura 2C) e Fusarium (Figura 3A, 3B e 3D), respectivamente,diferindo estatisticamente dos outros 10 gêneros identificados (Tabela 2). Os dois gêneros maisincidentes normalmente são encontrados numa condição saprofítica, já Fusarium (Figura 3A, 3B e 3D)além do fato de poder ser encontrado associado como tal, pode ser patogênico, para sanar esta dúvidahá necessidade de isolamento e inoculação em plantas sadias (Teste de patogenicidade ~ Postulados deKoch). Destes gêneros encontrados são freqüentemente associados a doenças na cultura do feijoeiro osgêneros Alternaria (Figura 2E), Fusarium (Figura 3A, 3B e 3D), Phytophthora, Pythium, Rhizoctonia(Figura 3C) e Sclerotium, tendo menor importância os gêneros Aspergillus (Figura 2A), Bacillus,Botrytis, Cladosporium (Figura 3E e 3F), Geotrichum (Figura 2D), Mucor e Penicillium (Figura 2C).Na Figura 2B tem-se uma microfotografia ilustrando esporângios de um chromista em que não foiidentificado. Assim para qualquer um dos 13 gêneros encontrados, há a necessidade dodesenvolvimento de uma etapa não desenvolvida nesta monografia que é a realização dos testes depatogenicidade para cada gênero, sanando a dúvida se a associação com a semente de feijão é 17
  28. 28. patogênica ou saprofitica, e ainda saber se no campo estes patógenos poderiam causar problemasepidemiológicos. Na Figura 1F vê-se uma folha cotiledonar lesionada por um patógeno, neste casopossivelmente seria o inoculo inicial para o desenvolvimento de doenças.Tabela 3. Ocorrências de fungos encontrados nas sementes de feijão e citações em índices de doençasnacionais e internacionais:Gêneros de Alfieri Jr. et al., 1984 Mendes et al., 1998 Site Embrapa Site SBMLpatógenosAlternaria Registrado Registrado Registrado RegistradoAspergillus Registrado Registrado Registrado RegistradoBacillus (-) (-) (-) (-)Botrytis Registrado Registrado Registrado RegistradoCladosporium Registrado Registrado Registrado RegistradoFusarium Registrado Registrado Registrado RegistradoGeotrichum (-) Registrado Registrado RegistradoMucor (-) Registrado Registrado RegistradoPenicillium (-) Registrado Registrado RegistradoPhytophthora Registrado Registrado Registrado RegistradoPythium (-) Registrado Registrado RegistradoRhizoctonia Registrado Registrado Registrado RegistradoSclerotium Registrado Registrado Registrado Registrado(-) gêneros não relatado pela literatura; SBML (http:nt-ars-grin.gov); Embrapa (http:www.cenargen.embrapa.br). Todos os fungos relatados em grãos de feijão encontram-se registrados em bancos de dados doBrasil e do mundo (Tabela 3.). Se a espécie de cada isolado tivesse sido identificada, poderia ter sidoencontrada algum isolado pouco ocorrente, ou não registrado no Brasil, ou ainda em nívelmicrogeográfico, ainda não registrado nos municípios de Unaí, Cristalina e Paracatu. Estas informaçõessobre a ocorrência de patógenos são uma poderosa informação principalmente quando analisadas nassementes, pois serve de alerta sobre possíveis focos de inoculo inicial, permitindo medidas preventivasde combate a possíveis epidemias. Conclui-se que existe uma ampla gama de patógenos associados a sementes de feijão e quepodem ou não dependendo do lote ocasionar falhas na germinação no momento do plantio, e asinformações sobre a situação sanitária e fisiológica permite traçar medidas de prevenção aodesenvolvimento de epidemias. Para alguns lotes avaliados (14 lotes) a incidência de patógenosexplicou em graus variáveis a elevada ou baixa porcentagem de germinação, para os demais lotes orelacionamento entre as variáveis fisiológicas e sanitárias não foi adequado. 18
  29. 29. B C A D E FFigura 1. Aspectos gerais da montagem do experimento. A. Processo de lavagem e limpeza do gerbox,B. Distribuição da sementes, C. Sementes distribuídas prontas para serem dispostas nos Gerbox, D. e Esementes bem germinadas e pouco germinadas pertencentes ao mesmo lote, respectivamente, F. Lesãona folha cotiledonar. 19
  30. 30. A B cn C cc cf D E tgFigura 2. Gêneros de fungos de hábito saprofíticos encontrados associados a grãos de feijão. A.Conidióforo de Aspergillus sp., B. Esporângios de fungo de gênero desconhecido, C. Conidióforo (cf),célula conidiogênica (cc) e conídio de Penicillium sp., D. Conidióforo de Geotrichum sp., E. Conídioformando tubo germinativo (tg) de Alternaria sp. 20
  31. 31. A B D C F EFigura 3. Gêneros de fungos fitopatogênicos associados a sementes de feijão. A. Conidióforo e célulasconidiogênicas (cc) de Fusarium sp. B. Conídio navicular de Fusarium sp. C. Lançamento hifálicotípico de Rhizoctonia sp. D. Emaranhado de conídios e hifas de Fusarium sp., E. Conídiosheteromorfos de Cladosporium sp. F. Conidióforo, célula conidiogênica e conídios de Cladosporiumsp. 21
  32. 32. 6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:ALFIERI JR., S.A., LANGDON, K.R., WEHLBURG, C., KIMBROUGH, J.W. Index of Plant Diseases in Florida. Bulletin 11, Gainesville, Florida, 1984.ANDRADE, C.A. et al. Produtividade e qualidade nutricional de cultivares de feijão em diferentes adubação.Ciência Agrotecnologia, Lavras, v.28.n.5, p. 1007-1086, 2004.ARAUJO, R. S.; RAVA, C. A.; STONE, L. F.; ZIMMERMANN, M. J. de O. (Coord.). Cultura dofeijoeiro comum no Brasil. Piracicaba: Associação Brasileira para Pesquisa da Potassa e do Fosfato,1996. 786p.BARNETT, H.L. & HUNTER, B.B. Illustred genera of Imperfect fungi. The American Phytopathological Society, St. Paul, Minnesota, 1999.BIANCHINI, A.; MARINGONI, A. C.; CARNEIRO, S. M. T. P G. Doenças do feijoeiro (Phaseolus vulgaris L.). In: KIMATI, H.; AMORIM, L.; BERGAMIN FILHO, A.; CAMARGO, L. E. A.; REZENDE, J .A. M. (Eds). Manual de Fitopatologia 2: doenças das plantas cultivadas. 3. ed. São Paulo. Agronômica Ceres, p. 376 – 399. 1997BOREM, A. e CARNEIRO, J.E.S. Feijão. Aspectos gerais e cultura no estado de minas. Viçosa:ED. UFV,1998.596p.BUZZERIO, N.F. Ferrugem e mancha angular do feijoeiro: efeito de fungicidas no desenvolvimento do hospedeiro e no progresso de doenças 2001. Dissertação – Faculdade de Agronomia, USP, São Paulo.GEMTCHÚJNICOV, I.D Manual de Taxonomia Vegetal, plantas de interesse econômico, agrícolas, ornamentais e medicinais. Editora Agronômica Ceres, São Paulo, SP, 1976. 368 pp.MAGALHÃES, B. P. & COSTA, C. L. Transmissibilidade do vírus do mosaico comum do feijoeiro pela semente de variedades recomendadas para plantio no Brasil. Fitopatologia Brasileira, v. 3, n. 96, 1978.MARA – Ministério da Agricultura e Reforma Agrária (Brasil). Regras para análise de sementes, In: Teste de Sanidade de Sementes. 1992. Brasília, DF. 22
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