Fernando da silva barbosa

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PATOGENICIDADE E AGRESIVIDADE DE ISOLADOS DE Myrothecium roridum EM FOLHAS DE FEIJÃO.

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Fernando da silva barbosa

  1. 1. FACULDADE DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIA DE UNAÍ CURSO DE AGRONOMIAPATOGENICIDADE E AGRESIVIDADE DE ISOLADOS DE Myrothecium roridum EM FOLHAS DE FEIJÃO. Unaí MG 2006
  2. 2. FERNANDO DA SILVA BARBOSAPATOGENICIDADE E AGRESSIVIDADE DE ISOLADOS DE Myrothecium roridum EM FOLHAS DE FEIJÃO. Trabalho de conclusão de curso apresentado à banca examinadora como parte das exigências do curso de Agronomia para obtenção do título de Engenheiro Agrônomo. Profo. M.Sc. Milton Luiz da Paz Lima (Orientador) Unaí, MG 2006.
  3. 3. FERNANDO DA SILVA BARBOSA PATOGENICIDADE E AGRESSIVIDADE DE ISOLADOS DE Myrothecium roridum EM FOLHAS DE FEIJÃO PÉROLA. APROVADA EM:_____________________________________ _____________________________________ Profo. Elizabeth Profo. (M.Sc. Fitotecnia) (D.S. Fitotecnia) _______________________________________ Profo. Milton Luiz da Paz Lima Orientador (M.Sc. Fitopatologia) i
  4. 4. “Sonhe sonhos elevados, e assim como vocêsonha, assim você se tornará. Sua visão é a promessadaquilo que um dia você será. Seu ideal é a profeciadaquilo que você por fim irá revelar”. ii
  5. 5. AGRADECIMENTOS A Deus pelo dom do raciocínio que me destes, por estar presente em minha vida a todo omomento agradeço. A Faculdade de Ciências e Tecnologia de Unaí (FACTU) por ter-me cedido o Laboratóriode Análise de Sementes bem como o material necessário para a realização dos trabalhosexperimentais. Ao coordenador do curso de agronomia, na pessoa do Prof. Luiz Adriano Maia Cordeiro,pela flexibilidade e prontidão em me atender como aluno. Ao meu orientador, professor M. Sc. Milton Luiz da Paz Lima, por ter prontamente atendidoo meu pedido e dedicado horas de seu precioso tempo para que eu pudesse realizar um bomtrabalho. Aos meus amigos pelo o constante apoio nestes anos de convivência, principalmente meuamigo Enoch Filho, Wenes Mendes, Wemerson Mendes, e muitos outros não citados aqui. Agradeço principalmente minha família, por ter me apoiado em todos os momentos difíceisque passei, para conseguir levar a diante esse sonho que agora está se realizando. Ao amigo e eng° agrônomo Niso Faria por ter me dado a chance de conhecer e me apaixonarpela agricultura, e insistido para que eu não ficasse apenas com um diploma de técnico agropecuáriae sim seguisse com os estudos, mesmo sabendo das dificuldades que eu iria encontrar pela frente. iii
  6. 6. Ao meu pai, a minha mãe, meus irmãos Gleice e Junior,meu cunhado Rodrigo, que sempre me ajudaram e meorientaram nas horas difíceis. Aos meus sobrinhos Pedroe Mateus. Enfim a todos que diretamente e indiretamentecontribuíram para a minha formação profissional. DEDICO iv
  7. 7. SUMÁRIOLISTAGEM DE TABELAS ................................................................................................................vLISTAGEM DE FIGURAS .................................................................................................................v1. INTRODUÇÃO ...............................................................................................................................62. REVISÃO DE LITERATURA........................................................................................................4 2.1 O Hospedeiro .............................................................................................................................4 2.2. Ocorrência no Brasil .................................................................................................................6 2.3 O patógeno .................................................................................................................................6 2.4. A Doença ..................................................................................................................................7 2.5. Sintomas....................................................................................................................................9 2.6. O Controle.................................................................................................................................93. MATERIAL E MÉTODOS ...........................................................................................................11 3.1 Obtenção dos isolados..............................................................................................................11 3.2 Inoculações...............................................................................................................................11 3.3 Avaliações................................................................................................................................124. RESULTADOS E DISCUSSÃO ...................................................................................................135. LITERATURA CITADA ..............................................................................................................22 LISTAGEM DE TABELASTabela 1. Descrição dos isolados de Myrothecium roridum, origem dos hospedeiros e local dobrasil onde foram coletados, que foram utilizados no experimento. .................................................12Tabela 2. Patogenicidade medida através da presença ou ausência de sinais dos isolados em folhascom ferimentos e sem ferimentos no primeiro experimento..............................................................14Tabela 3. Agressividade medida através do tamanho de lesão (mm) nos tratamentos com ferimentose sem ferimentos no primeiro experimento........................................................................................14Tabela 4. Patogenicidade medida através da presença ou ausência de sinais dos isolados em folhascom ferimentos e sem ferimentos no segundo experimento. .............................................................16Tabela 5. Agressividade medida através do tamanho de lesão (mm) nos tratamentos com ferimentose sem ferimentos no segundo experimento. .......................................................................................16 LISTAGEM DE FIGURASFigura 1. Patogenicidade e comprimento de lesão no primeiro experimento com relação ao períodode dias após a inoculação. ..................................................................................................................17Figura 2. Patogenicidade e comprimento de lesão no segundo experimento com relação ao períodode dias após a inoculação. ..................................................................................................................17Figura 3. Patogenicidade e comprimento de lesões no primeiro experimento com relação a folhascom ferimento e folhas sem ferimento...............................................................................................18Figura 4. Patogenicidade e comprimento de lesões no experimento dois com relação a folhas comferimento e folhas sem ferimento.......................................................................................................18Figura 5. Agrupamento dos isolados mediantes médias de comprimento de lesão e patogenicidadedos isolado apenas no primeiro experimento em folhas de feijão (8 isolados)..................................20Figura 6. Agrupamento dos isolados levando em consideração as médias do comprimento da lesãoe a patogenicidade em folhas de feijão no experimento 2. ................................................................21 v
  8. 8. RESUMOA mancha de mirothecium é uma doença muito comum em cultivos de algodoeiro e meloeirono nordeste. O objetivo do presente trabalho foi verificar as características fisiológicas epatogênicas de 10 isolados de Myrothecium roridum sob folhas de feijão. Inoculou-se 8isolados de Myrothecium oriundos de vi
  9. 9. 1. INTRODUÇÃO É inquestionável a importância do feijão na alimentação do brasileiro. A falta deestudos mais profundos e uma insistente divulgação da diminuição do consumo desse produtotêm provocado algumas incertezas quanto ao futuro da produção e consumo desse alimento.Nesse sentido, os menos informados apregoam que não é necessário ter maiores preocupaçõescom a pesquisa agrícola, na busca de alternativas de apresentação e de consumo. Ao mesmotempo, outros cobram do governo ações e políticas para que esse produto seja ofertado comabundância, e ainda há aqueles que culpam o governo e os produtores pelo fato de o nossopaís ser importador desse produto. Sendo parte da produção obtida por produtores poucoeficientes, explorada por pequenos produtores que não usam tecnologia e que tiram parte daprodução para seu sustento e vendem o excedente, contribui para que seja uma culturaestigmatizada como pouco competitiva em relação a outras culturas. A cultivar de feijão Pérola (linhagem LR 720982 CPL53) é proveniente de trabalho deseleção de linhas puras da cultivar Aporé, realizado pela Embrapa Arroz e Feijão. Estalinhagem foi avaliada em 57 ambientes, nos Ensaios Regionais de Feijão realizados nosEstados de Bahia (Região do Além São Francisco), GO (incluindo o Distrito Federal), MT eMG. Foi lançada com o nome Pérola em outubro de 1996, com recomendação estendida paraMS, em 1996, PR, em 1997, e RN, AC, RO e ES, em 1998. 2
  10. 10. A cultivar Pérola apresentou reação de resistência à ferrugem e ao mosaico-comum.Em condições de campo, foi moderadamente resistente à murcha de Fusarium e à manchaangular. Quanto à antracnose, possui resistência à raça alfa-brasil TUS e suscetibilidade àsraças alfa-brasil, kapa e zeta. Myrothecium roridum é um fungo que ocorre naturalmente no solo, até então eraconhecido como um fungo secundário, saprófita, oportunista, que sobrevive em restosculturais e pode ser transmitido via sementes. Em condições favoráveis, com temperaturasentre 25 e 30ºC e elevada umidade relativa (Chase & Poole, 1984), o fungo é capaz depenetrar nos tecidos de plantas danificadas ou estressadas causando desfolha, apodrecimentode maçãs e, conseqüentemente, perdas de produção do algodoeiro. As condições de elevadatemperatura e alta umidade favorecem o seu desenvolvimento, assim levando emconsideração o fato de ser um patógeno pouco específico, polífago, as condições de estufa eas condições do clima amazônico favorecem epidemias não somente na cultura do algodoeiro,mas sim em outros cultivos comerciais onde o patógeno se estabeleça. Embora ele seja um patógeno que infecte uma ampla gama de hospedeiros, é umpatógeno muitas vezes encontrado com oportunista, e possivelmente alguns isoladosapresentam comportamentos de patogenicidade e agressividade diferenciados na cultura dofeijoeiro, informação até então não descrita em literatura e que serve de importante subsídiono planejamento de estratégias de controle. O feijoeiro até então não tem sofrido grandes perdas no mundo quanto à mancha demyrothecium, contudo esta doença é causada por um patógeno que está em processo deevolução e adaptação a outros hospedeiros, possivelmente este pode ser um grande problemafitossanitário como é para a cultura do melão e algodão. O objetivo do presente trabalho foi verificar as características fisiológicas epatogênicas de 10 isolados de Myrothecium roridum sob folhas de feijão. 3
  11. 11. 2. REVISÃO DE LITERATURA2.1 O Hospedeiro A cultivar de feijão Pérola (linhagem LR 720982 CPL53) é proveniente de trabalho deseleção de linhas puras da cultivar Aporé, realizado pela Embrapa Arroz e Feijão. Estalinhagem foi avaliada em 57 ambientes, nos Ensaios Regionais de Feijão realizados nosEstados de Bahia (Região do Além São Francisco), Goiás (incluindo o Distrito Federal), MatoGrosso e Minas Gerais. Foi lançada com o nome Pérola em outubro de 1996, comrecomendação estendida para Mato Grosso do Sul, em 1996, Paraná, em 1997, e Rio Grandedo Norte, Acre, Rondônia e Espírito Santo, em 1998. As características da planta são: hábitode crescimento indeterminado (entre os tipos II e III); porte semi-ereto; ciclo de 90 dias;média de 46 dias para floração; flor branca; vagem verde, levemente rosada, na maturação; evagem amarelo-areia na colheita. Classificado no grupo comercial carioca, o grão da cultivarPérola é de cor bege-clara, com rajas marrom-claras, brilho opaco e peso de 100 sementes de27 g. A qualidade do grão equipara se a das cultivares Aporé e Carioca, especialmente quantoao tempo de cozimento, conforme análise realizada pela Embrapa Arroz e Feijão. Valedestacar que esta cultivar, comparada às demais cultivares do mesmo grupo, produz grãosmaiores, o que lhe confere excelente aspecto visual (Yokoyama, 1996) 4
  12. 12. Dentre as doenças que atacam o algodoeiro à mancha de mirotécio, causada pelofungo Myrothecium roridum Tode ex Fr., foi observada na safra 2003/2004 nos Estados deMato Grosso, (Chitarra & Meyer, 2004), Bahia, Goiás e Maranhão (Meyer et al., 2004)causando perdas de aproximadamente 50%, em algumas áreas de produção de algodão. NoBrasil esta doença já foi relatada em diversas culturas, entre as quais podem ser citadas asculturas da soja (Almeida et al., 1980), do tomate (Pessoa & Correia, 1997) e do melão(Correia & Pessoa, 1998). Após avaliações em 57 localidades dos Estados da Bahia (Região do Além SãoFrancisco) Goiás, Distrito Federal, Minas Gerais e Mato Grosso, foram indicados paralançamento nesses estados e regiões, em 1994. Atualmente sua recomendação abrange osEstados de Acre, Bahia (Além São Francisco, Nordeste Paraguaçu, Vitória da Conquista),Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Norte, Rondônia e Santa Catarina.As avaliações para a recomendação de esta cultivar foram realizadas pelas seguintesinstituições EBDA, Agência Rural, ESUCARV, COACER, Embrapa Arroz e Feijão, EmbrapaCerrados, EMPAER/MT, EPAMIG, UFV, COOPERTINGA, COAGRIL e Embrapa Milho eSorgo (EMBRAPA, 2006). Segundo Yokoyama (1996) a produtividade é a principal vantagem da cultivar pérola,a segunda vantagem destacada refere-se à resistência às doenças, a qual tem permitidoreduzir o uso de fungicidas, principalmente no controle de mancha angular e murcha defusarium, diminuindo os custos de produção. Outros aspectos como mercados(comercialização) e porte da planta são também citados como características vantajosas. Oporte da planta pode ser explicado pela “agressividade” da cultivar Pérola, que emite umaquantidade de guias que se entrelaçam no dossel e servem de apoio à planta, diminuindo ocontato das vagens com o solo e, por conseqüência, o risco de se obterem grãos de baixaqualidade. Os grãos, por serem maiores, proporcionam um visual mais atraente. 5
  13. 13. 2.2. Ocorrência no Brasil Segundo o site do Cenargen (2006), o fungo Myrothecium roridum Tode (anam.) foidetectado em vários hospedeiros, tais como Aphelandra squarrosa Nees (Venturiaceae)[AFELANDRA], Arachis hypogaea L. (Leguminosae) [AMENDOIM], Corchorus capsularisL. (Tiliaceae) [JUTA], Cucumis Cucumis melo L. (Cucurbitaceae) [MELÃO], Glycine maxMerr. (Fabaceae) [ SOJA], Leucaena leucocephala R. de Wit (Leguminosae) [LEUCENA],Lycopersicon esculentum P. Miller (Solanaceae) [TOMATEIRO], Malpighia glabra L.(Malpighiaceae) [ACEROLA], Oryza sativa L. (Gramineae) [ARROZ] e Phaseolus vulgarisL. (Leguminosae) [FEIJÃO]. Demonstrando que sua ocorrência é ampla e não específica auma única família botânica no Brasil, e na cultura do feijoeiro foi registrado a sua ocorrêncianatural no Brasil.2.3 O patógeno Myrothecium roridum identificador Tode ex Fries, Anamorfo, HOSPEDEIROs trigo,soja, algodão, feijão e tomate. Saprófito comum em sementes, invasor secundário. Sobre assementes forma massas densas, elevadas, de conidios verdes ou negros, circundadas por halode micélio branco, em algumas espécies ornamentadas por setas hialinas. Conídiossubhialinos (Barnett (1998); Warham, s.d.; Ellis (1971). É um fungo de solo comum no cerrado brasileiro, com maior presença no Maranhão ePiauí. O Myrothecium é um fungo saprófita. Sobrevive em restos culturais, necessita de altaumidade e temperatura entre 20 e 30 ºC para atuar sobre o tecido vegetal, sendo que períodoschuvosos auxiliam no ataque às folhas da região inferior da planta. Este fungo é habitante natural de solo, saprófita, oportunista, que sobrevive em restosculturais e pode ser transmitido via sementes. Myrothecium roridum é um fungo natural de solo, saprófita, oportunista, quesobrevive em restos culturais e pode ser transmitido via sementes. Em condições favoráveis, 6
  14. 14. com temperaturas entre 25 e 30ºC e elevada umidade relativa (Chase & Poole, 1984), o fungoé capaz de penetrar nos tecidos de plantas danificadas ou estressadas causando desfolha,apodrecimento de maçãs e, conseqüentemente, perdas de produção (Chitarra, 2004).2.4. A Doença A mancha de mirotécio, causada por Myrothecium roridum Tode ex FR (M. roridum),foi observada na safra 2003/2004 nos Estados do Mato Grosso, Maranhão, Goiás e Bahia.Esta doença tornou-se alvo de preocupação de produtores e técnicos devido a suaagressividade, rápida disseminação e a falta de informações técnicas sobre seu controle emplantas de algodoeiro. Dentre as doenças que atacam o algodoeiro à mancha de mirotécio, causada pelofungo Myrothecium roridum Tode ex Fr., foi observada na safra 2003/2004 nos Estados deMato Grosso, (Chitarra & Meyer, 2004), Bahia, Goiás e Maranhão (Meyer et al., 2004)causando perdas de aproximadamente 50%, em algumas áreas de produção de algodão. NoBrasil esta doença já foi relatada em diversas culturas, entre as quais podem ser citadas asculturas da soja (Almeida et al., 1980), do tomate (Pessoa & Correia, 1997) e do melão(Correia & Pessoa, 1998). Persistindo as condições de alta umidade e temperatura, a doença progride, atacandooutras partes como, hastes e estruturas reprodutivas do algodoeiro. A folha é o alvo primário,em seguida se percebe a preferência pelas brácteas para então ocorrer a infecção das maçãs.Nas folhas ocorrem lesões circulares que evoluem rapidamente, na maioria dos casos comformação de anéis concêntricos, ocorrendo um rápido amarelecimento próximo às lesões,levando à queda das folhas sobre as maçãs, ocasionando perdas por apodrecimento dasmesmas. Nas lesões, formam-se estruturas salientes (esporodóquios), que abrigam massas deesporos (conídios) (Fortunato, 2004). 7
  15. 15. As condições favoráveis ao seu desenvolvimento estão relacionadas com a sanidadedas plantas de algodão, umidade elevada, alta pluviosidade e temperaturas entre 25 e 30°C. Adisseminação dos esporos do fungo ocorre de partes de plantas infectadas para as partessadias, principalmente através de respingos de água das chuvas e irrigação. O número elevadode plantas de algodão por hectare proporciona um microclima favorável à rápidadisseminação e ocorrência de novos focos de infecção. Em condições favoráveis, o fungo écapaz de penetrar nos tecidos de plantas danificadas e/ou estressadas, causando problemas dedesfolha e, conseqüentemente, perdas de produção. A mancha de myrothecium pode serfacilmente confundidos com os sintomas da mancha de alternaria, devido à formação de anéisconcêntricos, porém, a evolução da mancha de alternaria é mais lenta e não há formação deesporodóquios (Chitarra, 2004). No Estado do Maranhão, esta doença causou perdas de aproximadamente 20% a 50%na produção de algodão. Nas principais regiões produtoras de algodão dos Estados do MatoGrosso, Bahia e Goiás, a ocorrência da mancha de myrothecium foi de nível baixo, secomparada à região de Balsas, no Maranhão (Chitarra,2004). A safra de algodão 03/04 foi caracterizada pelo aparecimento dessa doença, até entãonão registrada na cultura no Brasil. Primeiro apareceu no sul do Maranhão e após, no MatoGrosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Bahia. Trata-se da Mancha de Mirotécio (Myrotheciumroridum Tode ex Fr), que resultou em perdas de 20% a 50% na produtividade, nas condiçõesde ataque intenso no sul do Maranhão (Fortunato, 2004). Segundo Fortunato, 2004 a liberação e disseminação dos esporos estão relacionadascom a presença de água livre na folha e também ao impacto da gota da chuva sobre a lesão. Aprecipitação nos meses de janeiro e fevereiro de 2004 na região de Tasso Fragoso/MA ficouacima da média, sendo que os plantios realizados na primeira quinzena de novembro de 2003foram os mais prejudicados. 8
  16. 16. 2.5. Sintomas Os primeiros sintomas de infecção da mancha de mirotécio aparecem nas folhas,seguida pelas brácteas, maçãs, pecíolos e caules. Os sintomas são caracterizados por manchascirculares, formando anéis concêntricos, circundadas por uma coloração vinho a avermelhada,apresentando o centro com uma coloração marrom. A estrutura reprodutiva do fungo,chamada esporodóquio, de coloração negra, é circundada por hifas de coloração branca, deformato irregular, e pode ser encontrada tanto na face superior como inferior das lesões nasfolhas e nas brácteas. Nas maçãs, pecíolos e caules as lesões são geralmente de formairregular e coloração escura, circundadas por uma coloração vinho a avermelhada,apresentando no seu interior os esporodóquios (Chitarra & Meyer, 2004). Myrothecium roridum tem como sinonímias, Myrothrcium advena Sacc. 1908 eGliocladium nigrum Moreau & Moreau, 1941. A estrutura reprodutiva do fungo chamada esporodóquio, de coloração negra, écircundada por hifas de coloração branca de formato irregular e pode ser encontrada tanto naface superior como inferior das lesões nas folhas e nas brácteas. Os sintomas da “mancha demyrothecium” podem ser facilmente confundidos com os sintomas da mancha de alternaria,devido à formação de anéis concêntricos, porém, a evolução da mancha de alternaria é maislenta e não há formação de esporodóquios (Chitarra, 1994).2.6. O Controle Quanto ao controle químico da doença, foram realizados testes em condiçõesemergenciais, apresentando uma tendência de melhor controle de fungicidas do grupo dosTriazóis e Benzimidazóis, porém, merecendo novos estudos, tanto que órgãos de pesquisaestão trabalhando nesse sentido, e, em breve, teremos informações mais seguras. Algunsaspectos do manejo são fundamentais para auxiliar no controle da doença, como evitar alta 9
  17. 17. densidade de plantio e plantas com porte elevado. É uma doença com grande dependência doregime de chuva e de alto potencial destrutivo. Espera-se com novos resultados quanto aocontrole químico e monitoramento da cultura, especialmente na fase de fixação das primeirasmaçãs, que a Mancha de Mirotécio tenha seu impacto reduzido na cultura do Algodoeiro.(Fortunato, 2004) Dentre as medidas de controle que devem ser adotadas para prevenir a mancha demirotécio, podem ser citadas: a rotação de cultura, a destruição de soqueira e plantasdaninhas, o tratamento químico das sementes, a adoção de população adequada de plantas porhectare e o uso adequado do regulador de crescimento. Deve-se também preservar o estadofitossanitário das plantas, evitando danos mecânicos provocados por implementos agrícolasou queimas provocadas por adubações de cobertura e pulverizações. Estes danos sãoconsiderados portas de entrada, pois o patógeno é capaz de penetrar, instalar e desenvolvernestes locais quando as condições climáticas forem favoráveis. Essas são as principaisrecomendações para dificultar a instalação do patógeno na lavoura em condições favoráveis.Caso estas medidas não sejam adotadas e o patógeno se instale na lavoura, o Controle químico e uma tática que deverá ser feito se o nível de incidência da manchade mirotécio for elevado (acima da nota 2,0 de acordo com a escala de notas) e baseado noestado fitossanitário das plantas. Isto, portanto, acarretará em um maior custo de produção. Sea incidência do patógeno for baixa, os fungicidas a serem utilizados no controle da Ramulosee da mancha de ramularia serão eficientes também no seu controle (Chitarra, 2004). 10
  18. 18. 3. MATERIAL E MÉTODOS3.1 Obtenção dos isolados Foram utilizados oito isolados de myrothecium roridum obtidos da coleção pertencentea EMBRAPA Hortaliças que estão descritos na Tabela 1, tais como, hospedeiros e locais emque foram encontrados. Todos os isolados foram repicados em meio BDA batata (125g), Agar(8g) e dextrose (12g), a partir da repicagem foram inoculados em folhas de feijão pérola.3.2 Inoculações Foram colhidas folhas de feijão cultivar “Pérola”, em lavouras da região de Unaí-MG,sendo que tomou-se o cuidado no momento em que foram colhidas de que seriam trifóliosmaduros e sem presença de doenças e lesões causadas por pragas. Com o intuito de sepromover maior durabilidade das folhas tornaram-se necessário cortar os trifólios o maispróximo possível da planta, deixando-o com um talo bem comprido para facilitar osprocedimentos no momento da inoculação. Com um chumaço de algodão, envolveu-se opecíolo fixando-os com uma fita crepe para manter a hidratação do tecido. Foram feitasinoculações com discos de 5 mm de diâmetro dos isolados, em folhas feridas (com alfinete) enão feridas. O experimento foi inteiramente causalizado, com dois fatores (efeito dos isolados,efeito da presença de ferimento), 3 repetições para os dois fatores. Com o auxílio de umapinça fixou um micélio em cada folha do trifólio e levados a uma câmara úmida. No primeiro experimento realizado no período se 05 de maio de 2006 a 10 de maio de2006, utilizou-se todos os isolados presentes na Tabela 1., sendo inoculados da forma descrita 11
  19. 19. acima, período em que a amplitude de temperatura foi de 30 o.C (máxima) e 16 o.C(mínima). Do período de 22 de maio de 2006 a 27 de maio de 2006 realizou-se o segundoexperimento seguindo o mesmo procedimento adotado no primeiro experimento, sendo queusaram todos os isolados citados na Tabela 1. exceto os isolados, MYR 25 e MYR 32, nesteperíodo as amplitudes de temperaturas foram de 26 o.C (máxima) e 14º.C (mínima).3.3 Avaliações Foi avaliado a presença de sinais do fungo nas folhas de acordo com o intervalo dedias após a inoculação que é a patogenicidade, a segunda variável foi o tamanho das lesõescausadas pelo fungo num intervalo de tempo, que é a agressividade, sendo que para apatogenicidade quando havia presença de esporos do fungo nas folhas registrava-se com umsinal positivo (+) e no período em que o fungo não apresentou esporos nas folhas foiregistrado com um sinal negativo (-) o que caracteriza a ausência de esporos do fungo (ousinais). Na segunda variável observou-se a presença de lesões nas folhas e estas lesões forammedidas a partir do micélio de 5 mm até a extremidade das lesões num intervalo de um diapara cada avaliação.Tabela 1. Descrição dos isolados de Myrothecium roridum, origem dos hospedeiros e local dobrasil onde foram coletados, que foram utilizados no experimento. Cód. CNPH Hospedeira-Cultivar Município-Local Myr3 Pepino (fruto) Santa Catarina Myr11 Algodão - Deltapine Acala 90 Riachão - MA Myr13 Algodão - Deltapine Acala 90 Tasso Fragoso - MA Myr14 Algodão - Deltapine Acala 90 Tasso Fragoso - MA Myr16 Soja - BRS Sambaíba Pedro Afonso - TO Myr18 Soja - BRS Pati Tasso Fragoso - MA Myr25 Algodão (folha) Serra Petrovina-MT Myr32 Melão ? 12
  20. 20. 4. RESULTADOS E DISCUSSÃO Todos os isolados foram identificados antecipadamente como pertencentes a espécieM. roridum utilizando literatura especializada.Teste de agressividade e patogenicidade dos isolados: Após os cinco dias de avaliação, foram colhidos resultados que geraram as tabelas aseguir, que mostram com clareza as diferenças entre os isolados. Nas folhas com ferimentosos isolados MYR13, MYR14 e MYR18 apresentaram período de incubação menor (2 dias),logo são mais agressivos, sendo o isolado MYR16 não patogênico no período avaliado. Nasfolhas sem ferimentos os isolados MYR13, MYR14, MYR18 e MYR25, apresentaramperíodo de incubação menor (três dias), logo são mais agressivos, sendo os isolados MYR 16MYR 32 e MYR 3. Assim a presença de ferimentos é um elemento importante para queocorresse a patogenicidade no tecido num período de tempo mais rápido. Os isolados maisagressivos (período de incubação mais curto) quando inoculados em folhas de feijoeiro, emcondições laboratoriais, são originários dos estados do MA e MT (Tabela 2). Ao final de cinco dias de avaliação em folhas com ferimentos, merece destaque oisolado MYR 18 por apresentar os maiores diâmetros de lesão, caracterizando-o como maisagressivo, já em folhas sem ferimento os isolados MYR 18 e MYR 25 apresentaram osmaiores diâmetros de lesão, sendo estes os mais agressivos. Assim MYR 18 com ou sem portade infecção é o isolado mais agressivo neste primeiro experimento (Tabela 3). 13
  21. 21. Neste primeiro experimento ficou evidenciado que a presença de ferimento e a condição de câmara úmida são fatores que potencializam a performance dos isolados neste experimento. Tabela 2. Patogenicidade medida através da presença ou ausência de sinais dos isolados em folhas com ferimentos e sem ferimentos no primeiro experimento. Folhas com ferimento Folhas sem ferimento Isolados 1 dai 2 dai 3 dai 4 dai 5 dai 1 dai 2 dai 3 dai 4 dai 5 dai MYR 03 - - - - - - + + + + + + + + + - - - - - - - - - - - - - - - MYR 11 - - - - - - + + + + + + + + + - - - - - - - - - + + + + + + MYR 13 - - - + + + + + + + + + + + + - - - - - - + + + + + + + + + MYR 14 - - - + + + + + + + + + + + + - - - - - - + + + + + + + + + MYR 16 - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - MYR 18 - - - + + + + + + + + + + + + - - - - - - + + + + + + + + + MYR 25 - - - - - - + + + + + + + + + - - - - - - + + + + + + + + + MYR 32 - - - - - - + + + + + + + + + - - - - - - - - - - - - - - - Dai=dias após a inoculação. Tabela 3. Agressividade medida através do tamanho de lesão (mm) nos tratamentos com ferimentos e sem ferimentos no primeiro experimento. Folhas com ferimento Folhas sem ferimentoIsolados 1 daí 2 dai 3 dai 4 dai 5 dai 1 dai 2 dai 3 dai 4 dai 5 daiMYR 03 0 0 0 0 0 0 2 3 3 5 5 5 7 7 7 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0MYR 11 0 0 0 0 0 0 2 3 2 4 4 4 9 10 11 0 0 0 0 0 0 0 0 0 3 3 3 6 6 6MYR 13 0 0 0 2 3 2 5 5 4 6 7 7 10 12 11 0 0 0 0 0 0 2 2 1 4 5 5 6 6 6MYR 14 0 0 0 2 2 2 4 4 4 6 5 6 10 9 10 0 0 0 0 0 0 1 1 1 3 3 3 5 5 5MYR 16 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0MYR 18 0 0 0 2 3 2 4 5 4 7 8 7 14 15 15 0 0 0 0 0 0 2 2 2 5 5 5 7 8 8MYR 25 0 0 0 0 0 0 3 2 3 4 5 5 10 11 10 0 0 0 0 0 0 1 2 1 3 4 4 7 8 7MYR 32 0 0 0 0 0 0 2 3 2 4 5 4 7 8 6 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 dai=dias após a inoculação. Repetição do teste de patogenicidade e agressividade dos isolados Neste segundo experimento o isolado MYR 18 apresentou período de incubação menor em folhas com ferimentos (2 dias), e os isolados MYR 13 e MYR 18 em folhas sem ferimentos apresentaram período de incubação de três dias, logo estes são mais agressivos (período de incubação). Novamente neste experimento o atraso do período de incubação ocorreu-se devido à presença de ferimentos nas folhas. Ao contrário do primeiro experimento, que no período de avaliação os dias apresentaram-se mais quentes, com T oC média 20 oC, no 14
  22. 22. segundo experimento os dias apresentaram-se mais frios com T oC media de 17 oC, fatorabiótico que pode justificar o atraso na infecção e aparecimento dos sinais nas folhas dosisolados MYR 13 e MYR 14 em folhas com ferimentos.O isolado MYR 16 não apresentousinais durante as avaliações, confirmando a não patogenicidade, já o isolado MYR 3 que noprimeiro experimento comportou-se como não patogênico, apresentou sinais do patógeno aosquatro dias tanto nos tratamentos com ferimento e sem ferimento. Vale a pena ressaltar queeste isolado é oriundo de um clima subropical (frio - Santa Catarina), e quando na cidade deUnaí apresentou médias de temperaturas frias na repetição do experimento, esta favoreceu o aexpressão da patogenicidade deste isolado (Tabela 4). No segundo experimento, o isolado MYR 18, repetiu a agressividade manifestada noprimeiro experimento, apresentando maior diâmetro de lesão em folhas com ferimento e semferimentos, reforçando a idéia de que este certamente é o isolado mais agressivo em folhas defeijão (Tabela 5). 15
  23. 23. Tabela 4. Patogenicidade medida através da presença ou ausência de sinais dos isolados emfolhas com ferimentos e sem ferimentos no segundo experimento. Folhas com ferimento Folhas sem ferimentoIsolados 1 dai 2 dai 3 dai 4 dai 5 dai 1 dai 2 dai 3 dai 4 daí 5 daiMYR 03 - - - - - - - - - + + + + + + - - - - - - - - - + + + + + +MYR 11 - - - - - - + + + + + + + + + - - - - - - - - - + + + + + +MYR 13 - - - - - - + + + + + + + + + - - - - - - + + + + + + + + +MYR 14 - - - - - - + + + + + + + + + - - - - - - - - - + + + + + +MYR 16 - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -MYR 18 - - - + + + + + + + + + + + + - - - - - - + + + + + + + + +Dai=dias após a inoculação.Tabela 5. Agressividade medida através do tamanho de lesão (mm) nos tratamentos comferimentos e sem ferimentos no segundo experimento. Folhas com ferimento Folhas sem ferimentoIsolados 1 dai 2 dai 3 dai 4 dai 5 dai 1 dai 2 dai 3 dai 4 dai 5 daiMYR 03 0 0 0 0 0 0 0 0 0 3 3 2 6 7 8 0 0 0 0 0 0 0 0 0 2 3 2 5 5 5MYR 11 0 0 0 0 0 0 2 3 3 4 5 5 7 8 7 0 0 0 0 0 0 0 0 0 2 2 3 5 6 5MYR 13 0 0 0 0 0 0 2 3 2 4 5 4 7 8 7 0 0 0 0 0 0 2 3 0 4 4 4 7 8 7MYR 14 0 0 0 0 0 0 2 2 3 4 5 5 7 8 7 0 0 0 0 0 0 0 0 0 2 3 2 5 6 5MYR 16 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0MYR 18 0 0 0 2 3 2 4 5 4 8 9 8 15 14 15 0 0 0 0 0 0 3 4 0 6 7 6 10 11 10Dai=dias após a inoculação Existe diferença estatística entre os isolados no tempo quanto a patogenicidade (0-ausência e 1-presença) e agressividade (diâmetro de lesão) (Figura 1). A maior patogenicidadeocorreu a partir do quarto dia, diferindo estatisticamente dos dias antecedentes, contudo aagressividade (comprimento de lesão) aumentou gradativamente durante os dias de avaliaçãodiferendo estatisticamente a cada dia (Figura 1). Na Figura 2 a evolução da patogenicidade e otamanho das lesões são semelhantes ao primeiro experimento onde as lesões aumentam com opassar dos dias e a patogenicidade se estabiliza a partir quarto DAI de avaliação. 16
  24. 24. Comp. lesão Patogenicidade 4,2 4 a Valores Transformados 3,8 b 3,6 3,4 c d b a a 3,2 e d c 3 1 2 3 4 5 DiasFigura 1. Patogenicidade e comprimento de lesão no primeiro experimento com relação aoperíodo de dias após a inoculação. 4,2 Tamanho Les ão Pato g enicid ad e 4 a valores transformados 3,8 b 3,6 3,4 c a a b 3,2 d c d 3 1 2 3 4 5 DiasFigura 2. Patogenicidade e comprimento de lesão no segundo experimento com relação aoperíodo de dias após a inoculação. 17
  25. 25. Estatisticamente existe maior expressão da patogenicidade (presença e ausência de sinais) eagressividade (comprimento de lesão) em folhas com ferimentos do que sem ferimentos,evidenciando que é um importante elemento para o desenvolvimento de lesões (Figura 3). Eno segundo experimento (Figura 4) a mesma conclusão pode ser observada. Vale a penalembrar que uma epidemia pode ser iniciada em menor intensidade em folhas não lesionadasou feridas. C om fe rime nto Se m fe rime nto 3,7 a 3,6 Valores Transformados 3,5 3,4 b 3,3 a b 3,2 3,1 3 1 2 1=comp. le são 2=Patoge nicidadeFigura 3. Patogenicidade e comprimento de lesões no primeiro experimento com relação afolhas com ferimento e folhas sem ferimento. Com ferimento Sem ferimento 3,6 a Valores transformados 3,5 b 3,4 3,3 a b 3,2 3,1 3 1 2 1=comp. lesão 2=PatogenicidadeFigura 4. Patogenicidade e comprimento de lesões no experimento dois com relação a folhascom ferimento e folhas sem ferimento. 18
  26. 26. Ao utilizar as medidas de patogenicidade e agressividade, com e sem ferimentos doprimeiro experimento, utilizando análise multivariada, separou-se os isolados em dois grupos.O grupo 1 também denominado de fracamente agressivos, tem-se como representantes MYR3, 16 e 32. Já os isolados pertencentes ao grupo 2, foram classificados como altamenteagressivos sendo representados pelos isolados MYR 11, 13, 14, 18 e 25 (Figura 5). Ao utilizar as medidas de patogenicidade e agressividade, com e sem ferimentos dosegundo experimento, utilizando análise multivariada, separou-se os isolados em dois grupos.O grupo 1 também denominado de fracamente agressivos, tem-se como representantes MYR3 e 16. Já os isolados pertencentes ao grupo 2, foram classificados como altamenteagressivos sendo representados pelos isolados MYR 11, 13, 14 e 18 (Figura 5). 19
  27. 27. Grupo 1 Grupo 2Figura 5. Agrupamento dos isolados mediantes médias de comprimento de lesão epatogenicidade dos isolado apenas no primeiro experimento em folhas de feijão (8 isolados). 20
  28. 28. Grupo 1 Grupo 1 Grupo 2Figura 6. Agrupamento dos isolados levando em consideração as médias do comprimento dalesão e a patogenicidade em folhas de feijão no experimento 2. 21
  29. 29. 5. LITERATURA CITADAYOKOYAMA, L.P., DEL PELOSO, M.J., DI STEFANO, J.G., YOKOYAMA, M. Nível deaceitabilidade da cultivar de feijão “Pérola”: avaliação preliminar. Santo Antônio de Goiás:Embrapa Arroz e Feijão, 1999. 20p. (Embrapa Arroz e Feijão. Documentos, 98).UFMT – Universidade Federal de Mato Grosso, Controle químico de Myrothecium roridumTode ex Fr em cultivares de algodão” LUIZ GONZAGA CHITARRA COORDENADOR DOPROJETOCHITARRA, L.G. Informativo da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão. Ano v,2004.Informativo Informativo da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão da AssociaçãoBrasileira dos Produtores de Algodão SETEMBRO 2004 Ano V Roni Paulo FortunatoControle químico de Myrothecium roridum Tode ex Fr em cultivares de algodão”Luiz Gonzaga Chitarra, Embrapa Algodão, Leimi Kobayasti, Universidade Federal do MatoGrosso(UFMT); Silvana Aparecida Meira, Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT); CristianeAparecida de Paula, Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT); Renan Krug,Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT).CNPF, Centro Nacional de Pesquisa de Arroz e Feijão, Disponívelem:<http://www.cnpaf.embrapa.br/feijao/perola.htm>, acessado em maio de 2006.CENARGEN - Centro Nacional de Recursos Genéticos e Biotecnologia, disponívelem:<http://icewall2.cenargen.embrapa.br>, acessado em maio de 2006.Manual de Sanidade de SementesPIEROBOM, C.R. E DEL PONTE, E.M. (Eds), Disponível em:<http://www.patologiadesementes.com.br>, acessado em maio de 2006. 22

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