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Artigo astronomia e astronáutica em feira de ciências

  1. 1. OFICINAS DE ASTRONOMIA E ASTRONÁUTICA EM FEIRA DECIÊNCIAS Carlos Eduardo Monteiro Rodrigues1RESUMO O presente trabalho, é um relato das atividades desenvolvidas pelos bolsistasPIBID/PUC-SP em conjunto com alunos do 5º ano do ensino fundamental da EMEF Prof.Carlos Pasquale, em oficinas de Astronomia e Astronáutica, como parte do trabalhointerdisciplinar de Feira de Ciências Exatas, envolvendo trabalhos de Matemática, Física eLíngua Portuguesa.Palavras-chave: oficina, astronomia, astronáutica, feira, ciênciasINTRODUÇÃO A Feira de Ciências é um evento que constitui o mais completo processo dedivulgação científica, pois além de transmitir cultura, é um momento de integração edivulgação dos trabalhos e experiências desenvolvidas pelos alunos participantes. Alguns pontos positivos podem ser destacados quando da realização de umevento desta natureza, como a troca de ideias, do reconhecimento do trabalho desenvolvidopelos alunos e da superação de seus próprios limites, do relacionamento com outras pessoas. Estas atividades são realizadas em muitas das escolas do país anualmente e oresultado da participação dos alunos e da aprendizagem é muito significativo, o que éconfirmado pelo Programa Nacional de Apoio as Feiras de Ciências da Educação Básica(FENABECEB) vinculado ao Ministério da Educação do Governo Federal. O objetivo deste artigo é relatar as experiências na realização da Feira deCiências Exatas de forma interdisciplinar entre as disciplinas de Ciências e Matemática, como propósito de apresentar à comunidade escolar da EMEF Prof. Carlos Pasquale osconhecimentos gerais dessas áreas, e propiciar aos envolvidos formas de investigação dosmesmos. 1. Carlos Eduardo Monteiro Rodrigues, PUC-SP, Faculdade de Ciências Exatas e Tecnologia.
  2. 2. “Os trabalhos de pesquisa em ensino mostram que os estudantes aprendem muito mais sobre ciência e desenvolvem melhor seus conhecimentos conceituais quando participam de investigações científicas, semelhantes às feitas nos laboratórios de pesquisa [...]. Essas investigações, quando propostas aos alunos, tanto podem ser resolvidas na forma de práticas de laboratório como de problemas de lápis e papel. [...] Uma atividade investigativa é, sem dúvida, uma importante estratégia no ensino de Física e Ciências em geral. Moreira e Levandowski (1983) ressaltam que a atividade experimental „é componente indispensável no ensino de Física‟ e que „esse tipo de atividade pode ser orientada para a consecução de diferentes objetivos‟. É preciso que sejam realizadas diferentes atividades, que devem estar acompanhadas de situações problematizadoras, questionadoras e de diálogo, envolvendo a resolução de problemas e levando à introdução de conceitos para que os alunos possam construir seu conhecimento (Carvalho et al., 1995)” (Azevedo, 2004). Nós, como cientistas e educadores devemos procurar alternativas para aumentara motivação para a aprendizagem, desenvolver a autoconfiança, a organização,concentração, atenção, raciocínio lógico-dedutivo e o senso cooperativo, desenvolvendo asocialização e aumentando as interações do indivíduo com outras pessoas. Do ponto de vistado professor, propiciar ferramentas que supram as dificuldades(2) dos professores dos anosiniciais eventualmente tenham para tratar dos temas relacionados ao tema.DESENVOLVIMENTO Neste trabalho, alunos bolsistas da PUC/SP (Projeto PIBID) estiveramresponsáveis pela orientação dos alunos e professores do 4º ano, no desenvolvimento devárias atividades ligadas à astronomia e astronáutica. Todas as oficinas desenvolvidas forambaseadas no programa de ensino e divulgação de astronomia, astronáutica e astrofísica“FAMÍLIA DO UNIVERSO”(3), programa desenvolvido com êxito e ótimos resultadoseducacionais do Planetário e Escola Municipal de Astrofísica Prof. Aristóteles Orsini, queconta no programa com diversas oficinas, dentre elas, as relacionadas a seguir. Os bolsistasresponsáveis pela condução das atividades também tiveram apoio dos funcionários doPlanetário e Escola de Astrofísica. TEMAS As atividades iniciaram-se com a apresentação dos temas para todos os alunosselecionados pelos professores. O temas inicialmente propostos foram: Construção de foguete com garrafa PET. Um foguete espacial é uma máquinaque se desloca expelindo atrás de si um fluxo de fluido a alta velocidade. Por extensão, o
  3. 3. veículo, geralmente espacial, que possui motor(es) de propulsão deste tipo é denominadofoguete ou míssil. Normalmente, o seu objetivo é enviar objetos (especialmente satélitesartificiais e sondas espaciais) e/ou naves espaciais e homens ao espaço. Apesar de parecermuito complicado, existem várias formas de se construir e lançar foguetes.O foguete degarrafa pet(5) desenvolvido com os alunos, não visa o aprofundamento de conceitos físicosque os alunos só terão contato no ensino médio, no entanto, os principais conceitosrelacionados ao funcionamento e finalidade dos foguetes (propulsão, aerodinâmica,monitoramento de superfície, telecomunicações, história da astronáutica) será abordado pormeio de questionários ao longo das oficinas. As fases da lua como são denominados os quatro aspectos básicos que o satélitenatural da Terra, a Lua, apresenta conforme o ângulo pelo qual é vista a face iluminada peloSol. A atividade proposta é fases da lua com caixa de papelão(4). Os conceitos de ótica emovimentos planetários, denominado mecânica celeste, foram abordados semaprofundamento matemático corriqueiro, haja vista a falta de maturidade matemática dosalunos envolvidos no processo. A reprodução de um cometa com gelo seco. Cometa é um corpo menor dosistema solar que orbita o Sol é composto basicamente de dióxido de carbono congelado,água, moléculas orgânicas (baseadas em carbono) e silicatos. Estes elementos são detectadospelos telescópios e pelas sondas que recolheram e analisaram partículas dos cometas quandode sua passagem pelas proximidades da Terra. Quando se aproxima do Sol, um cometa passaa exibir uma atmosfera difusa, denominada coma, e uma cauda, ambas causadas pelosefeitos da radiação solar sobre o núcleo cometário. Os núcleos cometários são compostos degelo, poeira e pequenos fragmentos rochosos, variando em tamanho de alguns quilômetrosaté algumas dezenas de quilômetros. O Sistema Solar é constituído pelo Sol e por um conjunto de objetosastronômicos que se ligam ao Sol através da gravidade. Acredita-se que esses corpos tenhamsido formados por meio de um colapso de uma nuvem gigante há 4,6 bilhões de anos atrás.Entre os muitos corpos que orbitam ao redor do Sol, a maior parte da massa está contidadentro de oito planetas relativamente solitários e cujas órbitas são quase circulares e seencontram dentro de um disco quase plano, denominado plano da eclíptica. Na apresentação, cada tema foi individualmente discutido. De inicio todos osalunos manifestaram interesse na oficina de foguetes, mas diante da exposição de que ostemas deveriam ser diversificados, todos concordaram em diversificar a escolha com outrostemas.Mesmo com a abertura para que os alunos desenvolvessem os próprios temas, asturmas das 4ªs séries optaram pelos temas propostos inicialmente, e selecionaram por grupo,os temas mencionados. ATIVIDADES DESENVOLVIDAS O inicio dos trabalhos se dedicou à pesquisa do tema, onde os alunos tinham quedebater com toda a turma os temas propostos para serem escolhidos e após a definição,
  4. 4. começamos a explicação da montagem dos projetos, passando pela seleção dos materiais(todos de fácil utilização, recicláveis, em acordo com a proposta do tema Sustentabilidade). Durante o trabalho, os encontros aconteciam semanalmente com todas as turmasnos horários das 14 as 18 hs, tratamos com alunos da manhã e da tarde, sendo 2 horasdedicadas à cada grupo de alunos (manhã e tarde). Ao longo do projeto, alguns alunos seinteressaram por outros temas, tanto que a maior parte dos grupos acabou fazendo o própriofoguete (mesmo que não fosse responsabilidade do seu grupo) para ser lançado. Houvemomentos em que os alunos queriam ao menos entender o que se passava nos trabalhos dosoutros e de certa forma “brincar” com os outros experimentos. Na medida do possível,incentivamos essa prática fazendo com que os alunos praticassem a exposição do seutrabalho para outro público. A maior parte dos materiais utilizados nas oficinas foi trazida pelos própriosalunos (garrafas pet, bolas de borracha, caixas de papelão, etc), enquanto outros de customais alto ou difícil aquisição (gelo seco, areia, bolas, etc) eram trazidos pelos bolsistas a fimde tornar as atividades mais simples para os mesmos. Durante todas as fases, houve muito interesse dos alunos nos temas, recursostecnológicos (pesquisas na internet, softwares de astronomia, vídeos de astronomia, jogoseducativos para tablets, simuladores, etc) foram utilizados para os alunos se familiarizaremcom as tarefas e entenderem os fenômenos que estavam se relacionando. Desenvolvemos todas as oficinas até o dia 18/ago/2012, deixando a últimasemana exclusivamente para testes e revisão dos conceitos tratados para apresentação, nestasocasiões, atividades (questionários, pesquisas, etc) foram entregues corrigidos para que osalunos pudessem estudar e estar aptos a apresentar os assuntos durante a feira. Nas últimas 2semanas os encontros foram mais frequentes, sendo 2 a 3 vezes por semana, para que osdetalhes de organização para o dia da feira, fossem corrigidos. APRESENTAÇÃO DA FEIRA DE CIÊNCIAS No dia da apresentação da feira, todos os alunos compareceram com uma horade antecedência à abertura da sala de astronomia. Foi feita uma reunião onde repassamos aresponsabilidade de cada um sobre o seu experimento, todos foram montados e testados, adecoração da sala ficou a cargo dos alunos com auxílio de professores dos mesmos, e depoisda abertura geral da feira, todos tomaram seus postos diante dos experimentos. Por segurança, os experimentos que envolviam algum risco mínimo (tratar comgelo seco, lançar o foguete à alta pressão), eram desenvolvidos pelos bolsistas, sendo que osalunos apenas auxiliavam nas tarefas e explicavam do que se tratava o experimento.
  5. 5. Durante a apresentação, os alunos se mostraram ansiosos principalmente com olançamento dos próprios foguetes (interesse também do público presente) e da mostra docometa com gelo seco. Também manifestaram maior interesse na apresentação, quando paise parentes chegavam à sala para ver a mostra que haviam desenvolvido.CONCLUSÃO O desenvolvimento de todas as etapas da feira de ciências exatas, desde aconcepção até a apresentação para a comunidade escolar, foi de grande proveito paracomplemento da formação dos orientadores e dos orientados, pois o trabalho em oficinasfoge da rotina de trabalhos em sala de aula, o que exige uma dinâmica diferente da sala deaula para todos os envolvidos no processo. Para o desenvolvimento acadêmico do aluno, foiperceptível o interesse deles em todos os trabalhos das oficinas, com os recorrentescomentários sobre o desejo de “ser cientista” quando crescer, o que por si só, demonstra aafinidade dos alunos quanto em contato com os assuntos ligados à astronomia.
  6. 6. REFERÊNCIAShttp://www.feiradeciencias.com.br/ - site sobre feiras de ciências, desde elaboraçãoconceitual a construção física, com foco em experimentos de física, voltados a alunos de 6°a 9° anos, com alguns experimentos mais simples e mais lúdicos para anos anterioresLANGUI, R. e NARDI, R. - DIFICULDADES INTERPRETADAS NOS DISCURSOS DEPROFESSORES DOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL EM RELAÇÃOAO ENSINO DA ASTRONOMIA.http://www.sbfisica.org.br/fne/Vol8/Num2/v08n02a02.pdfhttp://www.relea.ufscar.br/num4/A1_n4.pdfhttp://www.pucsp.br/iniciacaocientifica/downloads/artigos/LIVIA_CAMARGOS_CRUZ.pdfhttp://universo.liada.net/Memorias/3%20-%20Simula__o_de_um_cometa__.pdfhttp://www.feiradeciencias.com.br/sala24/24_k15.aspCAPELARI, D.;1 ZUKOVSKI, S. N. S. 2 - A IMPORTÂNCIA DA FÍSICAEXPERIMENTAL NO COTIDIANO E A EDUCAÇÃOhttp://www.cienciamao.usp.br/tudo/exibir.php?midia=pmd&cod=_pmd2005_i3701

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