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● 2. Desastres naturais em números 
● 3. Nova Orleães – breve história 
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1. INTRODUÇÃO / OBJETIVOS 
Um relatório elaborado pelo “Intergovernmental Panel on Climate Change” (IPCC) apoiado pelas Na...
2. DESASTRES NATURAIS EM NÚMEROS 
Fig. 3 – N.º de desastres naturais reportados 1900-2011. (EM-DAT, 2012) 
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2. DESASTRES NATURAIS EM NÚMEROS 
Total de mortes: 1.833 
Danos Estimados (Biliões $ US): 125 
Pessoas afetadas: 500.000 
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3. NOVA ORLEÃES – BREVE HISTÓRIA 
Nova Orleães é a cidade mais populosa do estado americano do Luisiana. Foi 
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3. NOVA ORLEÃES – BREVE HISTÓRIA 
Fig. 6 - Mapa de Nova Orleães. (Campanella, 2006) 
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4. NOVA ORLEÃES - VULNERABILIDADES 
Nova Orleães é uma cidade vulnerável quando se trata de 
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5. CONTEXTO GEOLÓGICO DE NOVA ORLEANS 
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Os canais de drenagem de New Orleans são uma característica única da cidade. 
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5. CONTEXTO GEOLÓGICO DE NOVA ORLEANS 
Fig. 11 – Diques naturais existem ao longo da maioria dos canais permanentes sujeit...
5. CONTEXTO GEOLÓGICO DE NOVA ORLEANS 
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6. PAPEL DAS INFRAESTRUTURAS DE CONTROLO DE INUNDAÇÕES 
Em 2005, a capacidade da bombagem agregada poderia ter drenado a 
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6. PAPEL DAS INFRAESTRUTURAS DE CONTROLO DE INUNDAÇÕES 
Fig. 14 – O sistema de proteção contra inundações de Nova Orleães ...
7. O QUE ACONTECEU DURANTE O FURACÃO KATRINA? 
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10. CONCLUSÕES 
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11. BIBLIOGRAFIA 
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ÁGUA E RESILIÊNCIA URBANA – PREVENÇÃO, MITIGAÇÃO E ÁGUA E RESILIÊNCIA URBANA – PREVENÇÃO, MITIGAÇÃO E REGENERAÇÃO REGENERAÇÃO NOVA ORLEÃES NOVA ORLEÃES

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Trabalho da disciplina Planeamento Urbano e Serviços dos Ecossistemas do Mestrado em Ciclo Urbano da Água da UAlg - ISE

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ÁGUA E RESILIÊNCIA URBANA – PREVENÇÃO, MITIGAÇÃO E ÁGUA E RESILIÊNCIA URBANA – PREVENÇÃO, MITIGAÇÃO E REGENERAÇÃO REGENERAÇÃO NOVA ORLEÃES NOVA ORLEÃES

  1. 1. ÁGUA E RESILIÊNCIA URBANA – PREVENÇÃO, MMIITTIIGGAAÇÇÃÃOO EE RREEGGEENNEERRAAÇÇÃÃOO NNOOVVAA OORRLLEEÃÃEESS Replace this image with one of your choice. You can use thousands of Creative-Commons images available in Flickr. This picture: http://www.flickr.com/photos/swedish_heritage_board/4313607930/ MMeessttrraaddoo CCiicclloo UUrrbbaannoo ddaa ÁÁgguuaa PPllaanneeaammeennttoo UUrrbbaannoo ee SSeerrvviiççooss ddooss EEccoossssiisstteemmaass FFiilliippee VVeerrííssssiimmoo nn..º 1177771133 FFaarroo,, 3311 ddee oouuttuubbrroo ddee 22001144
  2. 2. CONTEÚDO ● 1. Introdução / Objetivos ● 2. Desastres naturais em números ● 3. Nova Orleães – breve história ● 4. Nova Orleães – vulnerabilidades ● 5. Contexto geológico de Nova Orleães ● 6. Papel das infraestruturas de controlo de inundações ● 7. O que aconteceu durante o furacão Katrina? ● 8. Falhas sistémicas das infraestruturas de controlo de inundações durante o furacão Katrina ● 9. Soluções para o futuro de Nova Orleães ● 10. Conclusões ● 11. Bibliografia UAlg-ISE / MCUA-Filipe Veríssimo PUSE 31.10.2014 2/31
  3. 3. 1. INTRODUÇÃO / OBJETIVOS Um relatório elaborado pelo “Intergovernmental Panel on Climate Change” (IPCC) apoiado pelas Nações Unidas, confirma a ligação entre as alterações climáticas e a atual tendência de fenómenos extremos tais como inundações, ondas de calor, etc. e avisa que as medidas existentes, mesmo nos países desenvolvidos não são suficientes para lidar com a gravidade desses eventos. (UN, 2011) Atualmente, cerca de 54% da população reside em zonas urbanas (UN, 2014). Tendo em conta a maior concentração de população e capital nas cidades, estas são onde ocorrem maiores danos devido a fenómenos extremos. Exige-se assim que a sociedade e o poder público estejam preparados para enfrentá-los e superá-los, evitando e minimizando os desastres deles recorrentes. Isto significa, reduzir as vulnerabilidades a esses fenómenos e aumentar a resiliência urbana. (Furtado, 2013) No âmbito do tema “Água e Resiliência Urbana – prevenção, mitigação e regeneração”, a cidade de Nova Orleães (EUA) é um ótimo exemplo histórico de fenómenos extremos, experiência e resiliência. A cidade já passou por 27 grandes inundações nos últimos 290 anos (Kates et al., 2006), invasões (Séc. XIX), surtos de febre amarela, água potável de má qualidade (Séc. XX), declínio da população e economia (Colten, 2005). Atualmente, as inundações são a principal preocupação com vulnerabilidades futuras, ampliada pelas alterações climáticas que aumentam a intensidade dos furacões, assentamento contínuo, perda de áreas húmidas protetoras e proteção inadequada. Fig. 1 - Imagem satélite furacão Katrina. (NOAA, 2005) Fig. 2 – Nova Orleães inundada. (PHILLIP, 2005) UAlg-ISE / MCUA-Filipe Veríssimo PUSE 31.10.2014 3/31
  4. 4. 2. DESASTRES NATURAIS EM NÚMEROS Fig. 3 – N.º de desastres naturais reportados 1900-2011. (EM-DAT, 2012) UAlg-ISE / MCUA-Filipe Veríssimo PUSE 31.10.2014 4/31
  5. 5. 2. DESASTRES NATURAIS EM NÚMEROS Total de mortes: 1.833 Danos Estimados (Biliões $ US): 125 Pessoas afetadas: 500.000 Maiores rajadas: 280 km/h Menor pressão: 902 mbar Data: 23 de agosto de 2005 – 31 de agosto de 20050 Fig. 4 – Danos estimados causados por desastres naturais 1975-2011. (EM-DAT, 2012) UAlg-ISE / MCUA-Filipe Veríssimo PUSE 31.10.2014 5/31
  6. 6. 3. NOVA ORLEÃES – BREVE HISTÓRIA Nova Orleães é a cidade mais populosa do estado americano do Luisiana. Foi fundada pelos franceses em 1718 para proteger a passagem natural entre o rio Mississippi e Bayou St. John, levando ao lago Pontchartrain. Segundo o censo nacional de 2011 , a população da cidade é de 343.829 habitantes e sua densidade populacional é de 783,6 hab/km². Sua região metropolitana possui 1 235.650 habitantes. Possui 189.896 residências, que resulta em uma densidade de 432,77 residências/km². Durante a era do barco a vapor, Nova Orleães emergiu como o principal centro portuário, sendo atualmente o mais movimentado do Estados Unidos, e o quarto mais movimentado do mundo, graças à sua localização próxima ao Golfo do México e do Rio Mississippi, fazendo da cidade um polo de conexão para produtos que são importados/exportados para a América Latina. (Wikipedia, n.d.) Fig. 5 – Barcos a vapor Mississippi. (Sebron, 1853) Fig. 6 – Mapa de Nova Orleães. (Campanella, 2006) UAlg-ISE / MCUA-Filipe Veríssimo PUSE 31.10.2014 6/31
  7. 7. 3. NOVA ORLEÃES – BREVE HISTÓRIA Fig. 6 - Mapa de Nova Orleães. (Campanella, 2006) UAlg-ISE / MCUA-Filipe Veríssimo PUSE 31.10.2014 7/31
  8. 8. 4. NOVA ORLEÃES - VULNERABILIDADES Nova Orleães é uma cidade vulnerável quando se trata de tempestades. Há duas razões principais para isso. A primeira razão é baixa altitude em relação ao nível do mar, a segunda razão é a falta das melhores defesas naturais contra tempestades, pântanos e ilhas barreira. O local da cidade era originalmente muito baixo em relação ao nível do mar, mas a interferência humana tem causado a cidade afundar ainda mais. Quando a cidade estava em desenvolvimento, os terrenos bons para urbanização acabaram. Para expandir a cidade, os pântanos em redor da área urbanizada foram drenados para que se pudesse continuar a expansão. Esta drenagem levou a um assentamento dos terrenos. Este efeito de assentamento levou a que atualmente, a cidade de Nova Orleães esteja em média, seis pés abaixo do nível do mar. (Below et al., 2006) UAlg-ISE / MCUA-Filipe Veríssimo PUSE 31.10.2014 8/31
  9. 9. 4. NOVA ORLEÃES - VULNERABILIDADES Fig. 7 – Mapa com elevação do terreno mostrando pontos mais altos a laranja e vermelho e pontos mais baixos a verde e azul. (Below et al., 2006) UAlg-ISE / MCUA-Filipe Veríssimo PUSE 31.10.2014 9/31
  10. 10. 5. CONTEXTO GEOLÓGICO DE NOVA ORLEANS A agravar ainda mais este problema, está a construção de diques. Nova Orleães está situada entre os diques ao longo do rio Mississippi, e aqueles em torno do lago Pontchartrain. Esta situação deixa Nova Orleães com um efeito de "taça". Devido a este efeito qualquer gota de água que entra na cidade tem de ser bombeada. (Below et al., 2006) Fig. 8 - Secção transversal típica através dos diques arenosos do Rio Mississippi, ilustrando como o canal principal do rio encontra-se acima da planície de inundação circundante, que foram terras pantanosas com má drenagem antes da urbanização. (Rogers, 2008) Fig. 9 - Existe separação hidráulica significativa de materiais depositados em ambos lado desses diques. (Rogers, 2008) UAlg-ISE / MCUA-Filipe Veríssimo PUSE 31.10.2014 10/31
  11. 11. 5. CONTEXTO GEOLÓGICO DE NOVA ORLEANS Os canais de drenagem de New Orleans são uma característica única da cidade. Fig. 10 - Todos os 58 km de canais de drenagem em áreas de Lakeview e Gentilly são mostrados nesta parte do mapa 1878 Hardee. Canais são, da esquerda: “17th Street”, “New Basin”, “Orleans”, “Bayou St. John”, e “London Avenue”, e Dique de Proteção da Linha Inferior. (Rogers, 2008) UAlg-ISE / MCUA-Filipe Veríssimo PUSE 31.10.2014 11/31
  12. 12. 5. CONTEXTO GEOLÓGICO DE NOVA ORLEANS Fig. 11 – Diques naturais existem ao longo da maioria dos canais permanentes sujeitos a inundações periódicas de canais de baixo caudal. Os diques feitos pelo homem são originados por acumulação de terras adicional sobre esses diques naturais. (Rogers, 2008) UAlg-ISE / MCUA-Filipe Veríssimo PUSE 31.10.2014 12/31
  13. 13. 5. CONTEXTO GEOLÓGICO DE NOVA ORLEANS Grande parte inferior de Nova Orleães, desenvolveu-se após a Primeira Guerra Mundial, encontra-se abaixo do nível Médio do Golfo (MGL). A água que encontra o seu caminho para a cidade deve ser bombeada para fora. Fig. 12 – Perfil da cidade de Nova Orleães entre o Lago. (Jason Digital Learning Resources, n.d.) UAlg-ISE / MCUA-Filipe Veríssimo PUSE 31.10.2014 13/31
  14. 14. 6. PAPEL DAS INFRAESTRUTURAS DE CONTROLO DE INUNDAÇÕES Em 2005, a capacidade da bombagem agregada poderia ter drenado a cidade de águas da inundação do Katrina em menos de três dias, se os diques tivessem simplesmente transbordado sem falhar. Fig. 13 – Mapa com o sistema de drenagem municipal operado pela”New Orleans Sewerage & Water Board”, tal como existia antes da passagem dos furacões Katrina e Rita. (Rogers, 2008) UAlg-ISE / MCUA-Filipe Veríssimo PUSE 31.10.2014 14/31
  15. 15. 6. PAPEL DAS INFRAESTRUTURAS DE CONTROLO DE INUNDAÇÕES Fig. 14 – O sistema de proteção contra inundações de Nova Orleães na altura do furacão Katrina que atingiu a cidade em 29 de agosto de 2005. Nova Orleães não tem sido atingida por inundações do rio Mississippi desde 1859; todas as inundações destrutiva emanaram de tempestades no Lago Ponchartrain e Lago Borgne. (New New York Times) UAlg-ISE / MCUA-Filipe Veríssimo PUSE 31.10.2014 15/31
  16. 16. 7. O QUE ACONTECEU DURANTE O FURACÃO KATRINA? As ondas de tempestades que ocorreram em Nova Orleães durante o furacão Katrina atingiram 8 metros de altura. As ondas de tempestades causaram a inundação das estações de fornecimento de energia e consequente paragem das estações de bombagem da cidade. O que significava que não havia nenhuma drenagem da água na cidade. Os canais que rodeiam a cidade de Nova Orleães não foram devidamente concebidos ou preparados para a quantidade de água que o furacão Katrina traria através deles. Canais de Nova Orleães não têm comportas para evitar que a água flua para a cidade. Além disso os canais, através da cidade, reúnem-se e criam um efeito de afunilamento, onde água de dois canais criam apenas um criando uma enorme massa de água num único canal. (Below et al., 2006) UAlg-ISE / MCUA-Filipe Veríssimo PUSE 31.10.2014 16/31
  17. 17. 8. FALHAS SISTÉMICAS DAS INFRAESTRUTURAS DE CONTROLO DE INUNDAÇÕES DURANTE FURAÇCÃO KATRINA Um dique é um monte de terra empilhado para evitar a entrada de água. A elevação da altura de um dique também requer o alargamento do dique porque a terra não é estável em encostas íngremes. Num ambiente urbano, como Nova Orleães, ampliando um dique exigiria aquisições de imóveis ao longo do dique. Isso teria sido muito caro. Em vez disso, foram propostas paredes em betão e construídas visto que uma parede em betão pode ser mais alta e providenciar um maior nível de proteção. Foram utilizados dois tipos de paredes no sistema de proteção contra furacões em Nova Orleães. (Nelson, 2012) Fig. 15 - Paredes-I eram o tipo mais comum de paredes usadas no sistema de proteção contra inundações de Nova Orleães. (Nelson, 2012) Fig. 16 - Paredes-T oferecem uma melhor resistẽncia mas são mais caras. (Nelson, 2012) UAlg-ISE / MCUA-Filipe Veríssimo PUSE 31.10.2014 17/31
  18. 18. 8. FALHAS SISTÉMICAS DAS INFRAESTRUTURAS DE CONTROLO DE INUNDAÇÕES DURANTE FURAÇCÃO KATRINA A falha de paredes-I foi o problema mais comum durante o furacão Katrina, e essas falhas resultaram em graves inundações na bacia principal da cidade. Em 1985, os US Army corps of Engineers (ramo de pesquisa) efetuaram testes em paredes contra inundações fixas em fundações de estacas-prancha com o mesmo design que eles estavam a usar para o sistema de proteção contra furacões de Nova Orleães, chamado de estudo E-99. Análise posterior deste teste constatou que as paredes provavelmente iriam falhar como resultado da deflexão da estaca-prancha (Fig. 17). (Nelson, 2012) Fig. 17 – Defleção das fundações (estaca prancha) dos diques. (Nelson, 2012) Os resultados do estudo de E-99 foram mal interpretados e "US Army Corps of Engineers" determinaram que profundidades de penetração mais curtas das estacas-prancha poderiam ser utilizados, o que resultou numa economia de custos na construção das paredes dos canais de aproximadamente $ 100 milhões. UAlg-ISE / MCUA-Filipe Veríssimo PUSE 31.10.2014 18/31
  19. 19. 8. FALHAS SISTÉMICAS DAS INFRAESTRUTURAS DE CONTROLO DE INUNDAÇÕES DURANTE FURAÇCÃO KATRINA Diques mal construídos em St. Bernard Parish resultou na erosão dos diques galgados pela água. Galgamento e rompimento de diques são duas coisas diferentes. Rompimento de um dique é uma questão mais grave. Fig. 18 – Diferença entre um dique galgado que rompeu e um dique que rompeu. (Nelson, 2012) UAlg-ISE / MCUA-Filipe Veríssimo PUSE 31.10.2014 19/31
  20. 20. 8. FALHAS SISTÉMICAS DAS INFRAESTRUTURAS DE CONTROLO DE INUNDAÇÕES DURANTE FURAÇCÃO KATRINA Por volta de 06:00 em 29 de agosto uma onda de tempestade com 9 pés varreu a área "Inner Harbor Navigation Canal", engolindo a estação de produção de energia com ondas de até 17 pés de altura. Fig. 19 – Ondas Furacão Katrina. (Below et al., 2006) UAlg-ISE / MCUA-Filipe Veríssimo PUSE 31.10.2014 20/31
  21. 21. 8. FALHAS SISTÉMICAS DAS INFRAESTRUTURAS DE CONTROLO DE INUNDAÇÕES DURANTE FURAÇCÃO KATRINA Quilómetros de diques simplesmente desapareceram: O dique MRGO foi completamente varrido cerca de dois quilómetros a sudeste de Bayou Dupree Fig. 20 – Diques naturais destruídos durante passagem de furacão Katrina. (Rogers, n.d.) UAlg-ISE / MCUA-Filipe Veríssimo PUSE 31.10.2014 21/31
  22. 22. 8. FALHAS SISTÉMICAS DAS INFRAESTRUTURAS DE CONTROLO DE INUNDAÇÕES DURANTE FURAÇCÃO KATRINA Helicópteros do exército e empreiteiros privados trabalharam durante semanas para preencher as enormes lacunas no sistema de diques, antes de ser possível iniciar a bombagem. Fig. 21 – Reposição parcial de diques derrubados. (Rogers, n.d.) UAlg-ISE / MCUA-Filipe Veríssimo PUSE 31.10.2014 22/31
  23. 23. 8. FALHAS SISTÉMICAS DAS INFRAESTRUTURAS DE CONTROLO DE INUNDAÇÕES DURANTE FURAÇCÃO KATRINA Fig. 22 - Localização das falhas nos diques. (Nelson, 2012) UAlg-ISE / MCUA-Filipe Veríssimo PUSE 31.10.2014 23/31
  24. 24. 9. SOLUÇÕES PARA O FUTURO DE NOVA ORLEÃES O futuro de Nova Orleans não está claro. Vai levar uma combinação de vários elementos para proteger realmente a cidade de futuras tempestades que induzem inundações. Existem várias opções disponíveis para a cidade, umas um pouco mais razoável do que outras. No entanto, existem muitos fatores que inibem a utilização dessas ideias. O custo é um fator importante a considerar na implementação desses projetos; outras questões sócio-económicas também entram em jogo. A proteção e reposição de estruturas para o estado pré-Katrina foi o primeiro objetivo dos engenheiros. (Below et al., 2006) Fig. 23 – Reconstrução das estruturas. (Below et al., 2006) UAlg-ISE / MCUA-Filipe Veríssimo PUSE 31.10.2014 24/31
  25. 25. 9. SOLUÇÕES PARA O FUTURO DE NOVA ORLEÃES Comportas são uma outra opção que provaram ser bastante eficazes em outras áreas do mundo, como a Holanda, Grã-Bretanha, e Veneza, que também está abaixo do nível do mar e tem um grande número de canais. Estas comportas seriam provávelmente colocadas em duas saídas estreitas do Lago Pontchartrain e seriam apenas ser fechadas se uma tempestade se aproximásse. Tais estruturas foram consideradas desde a década de 1960, mas a idéia foi abandonada no final dos anos 1970, porque as pessoas temiam que as comportas iriam perturbar a vida marinha e transporte de sedimentos. No entanto, isto não deve ser um problema uma vez que as comportas estão abertas a maior parte do tempo. O principal obstáculo é o custo, que varia de $ 500 milhões a 1 bilhão. (Below et al., 2006) Fig. 24 – Comportas. (Below et al., 2006) UAlg-ISE / MCUA-Filipe Veríssimo PUSE 31.10.2014 25/31
  26. 26. 9. SOLUÇÕES PARA O FUTURO DE NOVA ORLEÃES Fechando ou cobrindo certos canais é uma opção que ajudaria a evitar tempestades de chegar tão longe no interior. Atualmente, os canais podem dar à tempestade acesso direto às zonas do interior. A foz do rio Mississippi no Golfo [MRGO] é um dos canais que tem causado grandes problemas no passado. Onde MRGO encontra o canal costeiro, há uma grande área de afunilamento. As duas frentes reunem-se num ponto de estreitamento que forma o Canal Industrial e a altura da água é amplificada 20-40%, colocando pressão intensa sobre os diques e levando-os à rotura. Ao manter canais só muito utilizados pela navegação abertos e transformando o resto em trilhas ou parques, os danos causados por inundações poderiam ser reduzidos. (Below et al., 2006) Fig. 25 – Canais de navegação. (Below et al., 2006) UAlg-ISE / MCUA-Filipe Veríssimo PUSE 31.10.2014 26/31
  27. 27. 9. SOLUÇÕES PARA O FUTURO DE NOVA ORLEÃES A adição de um sistema de drenagem subterrâneo para a cidade é uma outra idéia que os engenheiros têm. Isso incluiria transformar alguns canais em tuneis (cobrindo-os com trilhas e parques) e depois ter bombas de alto débito (localizadas em terreno alto) para bombear a água totalmente para fora da cidade. Os tuneis ajudariam a canalizar a água e tirá-la rapidamente em alturas de inundações. Esta é uma tecnologia simples, mas é cara, custando cerca de US $ 1 milhão por quilómetro de canal. Movendo as estações de bombeamento é uma forma relativamente simples para ajudar a evitar Nova Orleães de ser dominada. Instalação de estações de bombeamento de alto débito em terreno alto. Durante o furacão Katrina, assim que as estações de bombeamento foram inundadas as zonas mais baixas apenas continuaram a subir no nível da água. (Below et al., 2006) UAlg-ISE / MCUA-Filipe Veríssimo PUSE 31.10.2014 27/31
  28. 28. 9. SOLUÇÕES PARA O FUTURO DE NOVA ORLEÃES Recuperação de zonas húmidas é um outro plano que poderia ajudar a proteger Nova Orleães de tempestades. As zonas húmidas atuam como barreiras naturais contra águas impulsionadas pelo vento, mas as zonas húmidas estão a ser destruídas pela intrusão de água salgada todos os dias. (Below et al., 2006) Fig. 25 – Zonas húmidas. (Below et al., 2006) UAlg-ISE / MCUA-Filipe Veríssimo PUSE 31.10.2014 28/31
  29. 29. 9. SOLUÇÕES PARA O FUTURO DE NOVA ORLEÃES Reabilitação de ilhas barreira que estão a encolher é outra forma de proteger Nova Orleães. As barragens dos rios Mississippi e Missouri têm reduzido a quantidade de sedimentos que chega ao golfo. Hoje mesmo o sedimento que chega ao delta é muitas vezes perdido no abismo profundo por causa de dragagem constante para a navegação de navios. Isso foi proposto no plano Costeiro 2050, mas o financiamento nunca foi concedido. (Below et al., 2006) Fig. 26 – Ilhas barreira. (Below et al., 2006) UAlg-ISE / MCUA-Filipe Veríssimo PUSE 31.10.2014 29/31
  30. 30. 10. CONCLUSÕES A comissão nomeada para investigar o que aconteceu de errado durante o Katrina - A "Interagency Performance Evaluation Task Force (IPET)" concluiu o seguinte no seu relatório final: "O sistema não funcionou como um sistema: a proteção contra furacões em Nova Orleães e Sudeste do Louisiana era um sistema apenas no nome ... O desempenho do sistema foi comprometido pela incompletude do sistema, a inconsistência dos níveis de protecção, bem como a falta de redundância. Seções incompletas do sistema resultaram em seções com elevações ou transições de proteção mais baixos entre tipos e níveis de proteção que foram pontos fracos ." (US Army Corps of Engineers, 2009) Além do relatório oficial acima mencionado, foi também elaborado um relatório de uma equipa independente com o apoio da Universidade de Berkley e outras entidades. (Seed et al., 2006) UAlg-ISE / MCUA-Filipe Veríssimo PUSE 31.10.2014 30/31
  31. 31. 11. BIBLIOGRAFIA Below, C., Dierich, C., Erickson, K., & Kjos, R. (2006). Why New Orleans is Vulnerable?. Environmental Hazards Storm Surge Induced Flooding in New Orleans. Retrieved 29 October 2014, from http://people.uwec.edu/jolhm/eh3/group7/WhyNOVulnerable.htm Campanella, T. (2006). Urban resilience and the recovery of New Orleans. Journal Of The American Planning Association, 72(2), 141-146. Retrieved 29 October 2014, from http://cstl-cla.semo.edu/wmiller/ps691/Campanella.pdf Colten, C. (2005). An Unnatural Metropolis: Wresting New Orleans from Nature. Baton Rouge: Louisiana State University Press. EM-DAT,. (2012). Natural Disasters Trends. Retrieved 17 October 2014, from http://www.emdat.be/natural-disasters-trends Furtado, M. (2013). Mudanças Climáticas, Desastres e Resiliência Urbana. Anais: Encontros Nacionais Da ANPUR, 15. Retrieved 29 October 2014, from http://www.anpur.org.br/revista/rbeur/index.php/anais/article/view/4657 Jason Digital Learning Resources,. City of New Orleans Ground Elevations. Retrieved 29 October 2014, from http://gated.jason.org/digital_library/210.aspx Kates, R., Colten, C., Laska, S., & Leatherman, S. (2006). Reconstruction of New Orleans after Hurricane Katrina: A research perspective. Proceedings Of The National Academy Of Sciences, (103(40), 14653-14660. Retrieved 29 October 2014, from http://www.pnas.org/content/103/40/14653.short Nelson, S. (2012). Why New Orleans is Vulnerable to Hurricanes. Tulane University. Retrieved 31 October 2014, from http://www.tulane.edu/~sanelson/New_Orleans_and_Hurricanes/New_Orleans_Vulnerability.htm Rogers, J. (2008). Development of the New Orleans flood protection system prior to Hurricane Katrina. Journal Of Geotechnical And Geoenvironmental Engineering, 134(5), 602-617. Retrieved 29 October 2014, from http://web.mst.edu/~rogersda/levees/History%20New%20Orleans%20Flood%20Control-Rogers.pdf Rogers, J. (n.d.). Levees. Web.mst.edu. Retrieved 27 October 2014, from http://web.mst.edu/~rogersda/levees/Articles%20for%20Downloading.htm Seed, R. B., Bea, R. G., Abdelmalak, R. I., Athanasopoulos, A. G., Boutwell, G. P., Tray, J. D., . . . Yim, S. C. (2006). Investigation of the Performance of the New Orleans Flood Protection Systems in Hurricane Katrina on August 29, 2005 (Vol. I). Retrieved 2 November 2014, from Independent Levee Investigation Team Final Report website: http://www.ce.berkeley.edu/projects/neworleans/ Sebron, H. (1953). Giant Steamboats at New Orleans. Retrieved 29 October 2014, from http://steamboattimes.com/images/artwork/giantsteamboats_hippolytesebron1600x1100.jpg UN News Service,. (2014). UN-backed report spotlights links between global warming and extreme weather . Retrieved 27 October 2014, from http://www.un.org/apps/news/story.asp?NewsID=40440#.VFK6Vo-pnYO UN,. (2011). World’s population increasingly urban with more than half living in urban areas | UN DESA | United Nations Department of Economic and Social Affairs . Retrieved 27 October 2014, from http://www.un.org/en/development/desa/news/population/world-urbanization-prospects-2014.html US Army Corps of Engineers,. (2009). Performance Evaluation of the New Orleans and Southeast Louisiana Hurricane Protection System. Retrieved 27 October 2014, from http://biotech.law.lsu.edu/katrina/ipet/Volume%20I%20FINAL%2023Jun09%20mh.pdf Wikipedia,. Nova Orleães. Retrieved 20 October 2014, from http://pt.wikipedia.org/wiki/Nova_Orle%C3%A3es UAlg-ISE / MCUA-Filipe Veríssimo PUSE 31.10.2014 31/31

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