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prática e técnica que facilita a futura inserção do formando na vida profissional comotambém uma integração consciente no ...
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O processo de avaliação, dentro desta abordagem tem tudo a ver com aescola de sucesso, porque nos indica em que aspecto é ...
A concepção da relação professor-aluno proposta pelos pcns está presentena escola-campo, pois o professor organiza ações q...
cultura, da economia do próprio aluno associando integração e articulação dosconhecimentos em processo permanente de inter...
2.5 AVALIANDO EM LÍNGUA INGLESA	         Quando falamos sobre avaliação ficamos preocupados no que será avaliado equais pr...
Avaliar não é um processo fácil e deve ser diário, pois não da para decidir osavanços de nossos discentes em apenas um dia...
Ao falarmos sobre escola, conteúdos programáticos e metas que devem seralcançadas durante o ano letivo, não poderíamos nos...
seu desempenho cotidiano; é diversificada utilizando diferentes ferramentasdiversidade de tarefas realizadas tanto individ...
Neste processo de construção de aprendizagem percebemos que o caminhoiniciado modificara-se. As letras hoje construídas sã...
REFERÊNCIASBAGNO, Marcos. Preconceito Lingüístico: o que é, como se faz. SãoPaulo:Edições Loyola, 2002.CASSEB-GALVÃO, Vâni...
http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_portuguesa acessado em 01 de julho de2011http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua...
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ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA E INGLESA: PROFESSORES EM FORMAÇÃO

  1. 1. UNIVERSIDADE DE UBERABA CURSO DE LETRAS PORTUGUÊS - INGLÊS AUGUSTO CÉSAR PINTO FIGUEIREDOENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA E INGLESA: PROFESSORES EM FORMAÇÃO BELÉM – PARÁ 2011
  2. 2. SUMÁRIOINTRODUÇÃO.............................................................................................................8CAPÍTULO 1 CARTA AOS INICIANTES..................................................................10 1.1 Trabalhando com as unidades temáticas e o ensino-aprendizagem de língua inglesa e língua portuguesa.......................................................................12 1.2 Origem da língua inglesa: uma breve história.................................................13 1.3 Formação do professor de inglês e português................................................17 1.4 Métodos e abordagens utilizados no ensino de inglês....................................19 1.5 Uma nova inclusão: libras como segunda língua do Brasil.............................24CAPÍTULO 2 A EXPERIÊNCIA DO ESTÁGIO CURRICULARSUPERVISIONADO..................................................................................................26 2.1 O sistema educacional Acrópole e sua infra-estrutura ..................................27 2.2 Os fundamentos do projeto político pedagógico da escola campo...................................................................................................................28 2.3 PCN’S e sua aplicação na escola campo.......................................................29 2.4 PCNEM’S e sua aplicabilidade na escola campo...........................................30 2.5 Avaliando em língua inglesa...........................................................................32 2.6 Avaliando em língua portuguesa....................................................................34CONSIDERAÇÕES FINAIS......................................................................................36REFERÊNCIAS.........................................................................................................38
  3. 3.  INTRODUÇÃO Durante o processo de escrita do trabalho de conclusão do curso de letrasportuguês-Inglês tivemos um contato com as primeiras letras no caminhar daprodução textual científica por meio dos portfólios construídos durantes as trêsetapas que constituem nossa licenciatura minha inserção no curso de LetrasPortuguês, pois a Universidade garante a entrada de alunos com diploma de cursossuperiores anteriores com créditos das matérias que compõem o núcleo comum.Este processo tem se mostrado bastante benéfico, pois ao sermos avaliados,podemos nos conhecer melhor e neste momento de contato com nosso amagoidentificamos algumas lacunas e as preenchemos com o conhecimento adquirido pormeio do feedback de nossos professores aprendendo também nessa etapaavaliativa como agiremos ou avaliaremos nossos futuros alunos. Então, concluímosque os instrumentos utilizados durante nossa jornada ao centro da terra doconhecimento científico retrata nossa evolução em semelhança ao homem quepassa pelo rio sendo que não é o mesmo a cada transposição feita por ele em tal rio.Essa mudança faz-se necessária por que faz parte do processo de amadurecimentodo homem tanto pessoal como profissionalmente em busca de um ensinocomprometido e responsável em nível social devolvendo a população o que foraconstruído em nossa formação na academia. Em nossos caminhos, precisamos andar de olhos bem abertos e perceber osvários procedimentos que se apresentam e em tais conhecimentos temos contantocom a psicologia que fala da maturação humana e as variantes comportamentaisque podem agir de forma benéfica ou de forma destrutiva em nosso discentes e comisso minar o aprendizado que é dado em graus diferentes de maturidade, em seusvários momentos de letramento durante a vida do ser humano. Precisamos estaratentos, pois a mesma mão que alimenta de forma a capacitar e humanizar os serespode ser a mesma que aprisiona em estruturas onde a sensibilidade torna-seausente prejudicando o processo de ensino aprendizagem que encontramosalgumas vezes nos espaços dedicados ao ensino.
  4. 4. Nas várias etapas percorridas destruímos e reinventamos nossa ação, a qualnão é reconhecida se comparada ao que se mostrava nos primeiros passos dadosno início de tal jornada em direção ao preenchimento das lacunas deixadas peloensino anterior ao ensino superior vivido em nossa juventude em espaços escolares.Neste momento o aprendiz tornasse mestre, ressaltando que a prática, como mestreprecisa também ser construída por aprendizes, pois nosso processo deaprendizagem na se esgota ao deixar a academia. No momento de lançar-se aomundo educativo, darmos apenas um passo importante de nossa odisseia, a qualtermina apenas com o último pulsar de nossos corações e apagar de lousa de nossaexistência humana.1. CARTA AOS INICIANTES
  5. 5. Em nosso primeiro momento como discípulos do saber acadêmico,percebemos as coisas de formas diferentes, pois mesmo tendo passado por umaprimeira graduação e outras pós-graduações, verificamos que nada é igual e tudomesmo que já esteja escrito e internalizado pode vir à tona de forma inovadora aoparafrasear algo que fora dito anteriormente. Você deve lembrar-se de alguém em algum momento do caminhar acadêmicoiniciado no ensino de 1º grau hoje ensino fundamental até a academia quando emum seminário ou trabalho feito em grupo foram proferidos discursos e nessascircunstâncias pareceu mais coerente calar e ao invés de expressar sua opinião,tornando sua participação totalmente nula e em seu íntimo o melhor seria nãoproduzir nenhum comentário e a única coisa que vem a sua cabeça é aquela frase jácalcificada na memória dos anos de estudo “professor fulano falou o que ia dizer” e oprofessor de forma a requerer a sua contribuição ao processo de ensino-aprendizagem instaurado em sala instiga sua participação dizendo ser importante oque você tem a dizer, pois a sala não pensa a mesma coisa da mesma forma.Precisamos agradecer nossos mestres por terem muitas vezes dito tais frases queparecem prontas, mas que se a analisarmos, inferiremos que elas possuem e fazemmuito sentindo na construção do que somos e dos profissionais que queremos serhoje. Nossos professores inconsciente ou conscientemente plantaram um desejode querer alçar voos maiores com tais morfemas, fonemas, estruturas frasais e tudoo mais que é versado na constituição da língua portuguesa, atacadas por alguns emrelação aos desvios da norma culta e por outro lado como instrumento dopreconceito que exclui as camadas mais baixas da população, marginalizados porsomente não dominar padrões linguísticos detidos pela minoria tradicional e cultanas letras da língua vernácula. Um dos autores que defendem as massas é Bagno (1999) em seu livrochamado preconceito Linguístico: como é, como se faz. Marcos Bagno em muitosdiscursos é mal interpretado pelas ordas de gramatiqueiros que somente enxergama excelência da língua com seus apostos e vocativos hierarquizadores eexcludentes, os quais não percebem a variação da língua em seu aspecto oral.
  6. 6. Entretanto, Bagno também assume uma posição preconceituosa e excludentequando fala em nivelamento da língua, o qual exclui de seu discurso os maisletrados em uma relação análoga, pois o tal “nivelamento” é concebido, imaginadocomo um “empobrecimento” da língua e não um meio de acesso ao bem comumpelos menos abastados linguisticamente falando às vantagens oferecidas pelalíngua mãe. Em um primeiro momento é necessário entender que nós professoresou linguistas, como melhor nos classificarmos, devemos realizar um ensino que nãoseja excludente, e nessa tentativa de não exclusão, fazer as pazes entre asvariantes e a língua culta, pois elas co-existem em vários momentos do cotidiano. Nosso dever é mostrar o momento de cada uma delas em cada palco ondeela é apresentada. Pois todos nós em semelhança ao teatro desempenhamosnossos papéis como atores e em cada momento de nossa vida, faz-se necessáriouma tomada de decisão oriunda do ambiente geográfico ou social e somosobrigados a assumir uma posição, a qual deve usar uma variante linguística quesatisfação o processo comunicacional. Em cada etapa do curso tivemos oportunidade de entrar em contato comunidades temáticas que foram de suma importância em nosso desenvolvimentocomo alunos do curso de Letras Português e Inglês. Nesses momentos chamadosseminários de integração e durante as oficinas de apoio a aprendizagem, podemosdiscutir cada uma das temáticas, as quais foram sendo proferidas de forma bastanteesclarecedora no ponto de vista conceitual e vivencial por meio do estágiosupervisionado. Muitos conceitos foram apresentados de forma que pudéssemos assumirnossas próprias tomadas de decisões e tivéssemos um posicionamento no que dizrespeito ao tipo de professor que queríamos ser sem formar arquétipos ouestereótipos do que seria um bom professor de línguas. Pegamos de empréstimosas teorias de Saussure, Chomsky, Arroyo entre tantos que foram modelando nossaconsciência de língua, nos vários setores entre eles o psicológico, linguístico,humano em busca de uma docência que fosse projetada em cima de nossosanseios sem nos aviltar a personalidade, pois nós professores em primeiro lugarprecisamos formar nossa identidade enquanto pessoas que trabalham com o ensinode jovens e adultos que não partiram do zero, que não estão sendo iniciados em sua
  7. 7. totalidade nos ambientes educacionais. Estamos lidando com pessoas que trazemconsigo culturas, hábitos construídos em sociedade, em seu leito familiar, os quaismuitos conceitos foram instituídos e internalizados, situações nas quais o papel doprofessor será o de reconstruir algo que fora construído de forma errônea ou apenasorganizar conhecimentos de forma hierarquizada pelo conhecimento epistemológicodo mundo dos saberes.  1.1 TRABALHANDO COM AS UNIDADES TEMÁTICAS E O ENSINO-APRENDIZAGEM DE LÍNGUA INGLESA, LÍNGUA PORTUGUESA Durante o Curso de Letras tivemos de focar nossas atenções para o realobjetivo que fora determinado pela licenciatura. Seriamos professores de portuguêse inglês, uma dupla habilitação que nos permitiria dar aulas de idiomas. Nesteprimeiro momento iremos tratar da língua inglesa em relação a origem do idioma, asclassificações pelas quais a língua passou em sua evolução, os métodos eabordagens usados no ensino da língua inglesa, a avaliação que pode ser realizadaem uma aula de línguas, em nosso caso língua portuguesa e língua estrangeirainglês. Como fora constituída a língua inglesa? Em aulas de língua inglesa, assimcomo em todas as disciplinas precisamos estar atentos ao primeiro dia de aula, poisem muitos ambientes escolares ele é quem diria como se dar ao processo de ensinoou de empatia dos alunos ao que será estudado. Nos dias atuais percebemos quedeve estar muito bem amarrado e isso nos referimos ao primeiro dia de aula. Todos nós, professores de língua inglesa, além dos conhecimentoslinguísticos, precisamos também acessar a história da língua que pretendemosensinar. Nosso papel na sala de aula não se restringe à repetição de palavras bementoadas com as estratégias fonológicas da língua que queremos ensinar. Éimportante ter contato com a língua e sua história. Todos nós devemos conheceraquilo que ensinamos, pois este será o alicerce de nossa prática para conquistar oudespertar o interesse dos alunos em nossa disciplina. Então, faz-se necessário terem mente que a primeira aula de inglês deve ser direcionada ao histórico da língua,
  8. 8. respondendo a algumas questões como, por exemplo, sobre a origem da língua, suaevolução histórica, sua importância, sua acessibilidade aos bens da humanidade,pois por meio dela podemos ter contato com várias culturas. Todo professor de línguas deveria fazer esse momento de acolhida com alíngua e depois desse acolhimento, despertar o interesse dos alunos mostrando osobjetivos a serem alcançados durante o ano letivo em língua seja e portuguesa ouinglesa, ensinando que nenhum deve sobrepor-se a outra em uma relação desupremacia. Durante as etapas do curso aprendemos conceitos que permitiramnossa visão diferenciada das línguas ensinadas e suas peculiaridades e a dinâmicaque envolve o professor e seu papel em sala. Podemos acompanhar um panoramasobre as concepções que existiram sobre o ensino de língua inglesa a partir demétodos e suas particularidades assim como as intervenções e mudanças ocorridasno ensino de língua portuguesa, principalmente no que tange o ensino de gramática.1.2 ORIGEM DA LÍNGUA INGLESA: UMA BREVE HIISTÓRIAA origem da língua inglesa é bastante antiga e remonta no tempo em uma regiãoque na atualidade ficou conhecida recebeu o nome de Grã-Bretania, a qual tinhaligação com a costa oeste da Europa. Em consequência dos degelos ocorridosdurante a Era Cenozóica e elevação do nível das águas do Mar Norte e o OceanoAtlântico onde fora originado o atualmente nomeado de “English Channel” (Canal daMancha). A Grã-Bretania, composta pela Inglaterra, Gales e Escócia é a maior dasilhas Britânicas e faz parte do complexo de ilhas denominado de “The British isles”, oqual em junção com a Irlanda do Norte compõem o Reino Unido. No roteiro que fala sobre a língua inglesa no contexto mundial temos noticiasde que por volta de 1000 a.C. depois de muitas migrações, vários dialetos daslínguas indo-européias tornaram-se grupos de línguas distintas tendo o idioma Celtatornado-se a principal língua na Europa, povo que habitou as regiões da Espanha,França, Alemanha e Inglaterra. Também nos é relatado que a região que servia de moradia ao povo celta foracenário de muitas invasões entre elas, a invasão dos romanos em dois momentos,
  9. 9. em 55 a. C e em 44 a. C, no qual as ilhas Britânicas foram anexadas ao ImpérioRomano, e a língua falada pelos conquistadores romanos, o latim é imposto ao povodominado, os celtas. Em um momento da história, o relevo geográfico apresentadopela região obriga a retirada do povo romano ocasionando no abandono do povocelta. A ausência de um exército céltico acaba forçando a população buscar aliançasdas tribos germânicas (“jutes”, “angles”, “saxons” e “frisans”), as quais aproveitarama falta de regimento celta para invadir os campos, destruir vilas econsequentemente, o estabelecimento de tais tribos em áreas férteis que pertenciamao povo novamente dominado. Após as novas investidas dos inimigos, osremanescentes foram empurrados para o oeste e norte da região. Neste cenário de invasões e de imposição dos dialetos germânicos faladospelos anglo-saxões que invadiram a região teremos a origem do inglês que é umalíngua do ramo germânico da família das línguas indo-europeias1. O inglês tem suatrajetória de desenvolvimento da língua classificada em três momentos: old English,middle English e o modern English e cada um destes períodos foram responsáveispelas transformações sofridas pela língua até a forma atual como a conhecemos. O período conhecido como old English tem seu inicio marcado pelas invasõesgermânicas, as quais foram responsáveis pela origem da língua. Neste momento dahistória também temos o movimento da igreja católica em 493 A.D com St, Patrickque teve como missão levar o Cristianismo a Irlanda, convertendo os anglo-saxões.O cristianismo foi inserido de forma pacifica e com certa influência sobre a línguagermânica, a qual corroborou para a origem do inglês moderno. Neste momentotambém percebemos o inicio da literatura inglesa devido à necessidade da novareligião e adaptação dos vocabulários necessários a reprodução dos textos bíblicosque professavam a fé Cristã. Durante a existência do old English a Inglaterra encontrava-se divididalinguisticamente entre os sete reinos anglo-saxões e old English em meio a umavariedade de dialetos diferentes. Na etapa final do século 8, a Inglaterra foi atacadapelo povo viking, vindos da Escandinávia, os quais foram responsáveis peladestruição ocorrida em muitas regiões da Europa. A presença dos vikings por maisde 200 anos exerceu influência sobre o old English apesar da similaridade                                                                                                                        1 [1]  O indo-europeu é uma família (ou filo) composta por diversas centenas de línguas e dialetos, que
  10. 10. apresentada pelas duas línguas tornando difícil precisar a influência legada à línguapelos povos escandinavos. Com relação as transformações linguísticas, o oldEnglish gramaticalmente fazia a declinação do substantivo e existiam os gêneros:masculinos, feminino e neutro e os verbos são conjugados. O middle English assistiu a um dos eventos históricos de grande importânciana história da Inglaterra conhecido como a Batalha de Hastings, comandada porWilliam, Duque da Normandia comandante do exército normando a qual obtevevitória sob os anglo-saxões liderados por King Harold 1066, consistindo em umadrástica reorganização política, associada a alteração linguística que marcava oinicio de uma nova era. A partir desta conquista, o dialeto francês denominado na época NormanFrench foi imposto aos conquistados. O francês era a condição para alguém deorigem anglo-saxã ascender socialmente e ganhar a confiança da classe dominante.A língua francesa foi bastante marcante e de grande influência no período conhecidocomo middle English que durou 300 anos contribuindo para a elaboração de umaporte considerável de vocabulário, o qual não afetou a pronúncia nem a estruturagramatical. O Moden English a partir de 1500 foi o momento da história que se preocupoucom a padronização e unificação da língua, o qual foi possibilitado pelo advento daimprensa e um sistema postal responsável por esta disseminação em Londres queera o centro político, social, econômico da Inglaterra. Neste momento a educação foibastante difundida acarretando no alfabetismo provida à classe média. Este momento de evolução da língua inglesa coincidiu com a great vowelshift2 e outras mudanças ocorridas na pronúncia que não aconteceram no nívelortográfico. Temos durante o modern English o desenvolvimento da literatura que                                                                                                                        2 O deslocamento da vogal Grande foi uma grande mudança na pronúncia do idioma Inglês , queteve lugar em Inglaterra entre 1350 e 1500. A mudança da vogal Grande foi inicialmente estudadopor Otto Jespersen (1860-1943), um dinamarquês lingüista e anglicista , que cunhou o termo. Porquea ortografia Inglês estava se tornando padrão nos séculos 15 e 16, o deslocamento da vogal Grandeé responsável por muitas das peculiaridades da ortografia Inglês.
  11. 11. contou com uma grande influência de William Shakespeare 3 , o qual contribuibastante no uso criativo do vocabulário que estava sendo criados pelas reformas daépoca. O American English surgiu com os imigrantes oriundos da Inglaterra quecolonizaram a América do Norte tinham como ideais de prosperidade e ansiavam aliberdade de religião. A chegada deste povo em 1620 marca o inicio da presença dalíngua inglesa no Novo Mundo. Por volta de 1776, época que diz respeito aindependência dos Estado Unidos, na qual a população chegava aos 4 milhões, odialeto norte-americano possuía características que o distinguiam dos demaisfalares antes realizados pelo povo. Em um novo ambiente, o povo teve contato comas culturas do índio nativo do local e com o povo espanhol que ocupava as regiõesadjacentes ao sul, que foram colonizadas pelas Espanha, o que provocou odesenvolvimento de um vocábulo variado em relação ao inglês britânico. Em relaçãoao inglês britânico, a língua inglesa falada nos Estados Unidos guarda algumasdiferenças em relação à pronúncia e a ortografia de certas palavras  1.3 FORMAÇÃO DO PROFESSOR DE INGLÊS E PORTUGUÊS Quando falamos em formação de professores, estamos nos referindo aosprocessos iniciados nos âmbitos da academia durante as aulas de práticapedagógica conhecida em nosso currículo com a temática espaço pedagógico dasala de aula, a qual tem como objetivo nos preparar para a prática em sala de aula.Nesta temática também temos contato com o processo de ensino-aprendizagem ecomo ele acontece no contexto escolar respeitando as fases do desenvolvimentobiológico, psicológico e afetivo do aluno.                                                                                                                        3 [ nb 1 ] William Shakespeare ( baptizado 26 de abril de 1564 e morreu 23 de abril de 1616) foi umInglês poeta e dramaturgo , amplamente considerado como o maior escritor do idioma Inglês e [1]dramaturgo do mundo pré-eminente. Ele é muitas vezes chamado de Inglaterra poeta nacional e [ 2 ] [ nb 2 ]do "bardo de Avon". Suas obras sobreviventes, incluindo algumas colaborações , consistem [ nb 3 ]de cerca de 38 peças , 154 sonetos , dois longos poemas narrativos , e diversos outros poemas.Suas peças foram traduzidas em cada língua viva grandes e são realizadas com mais freqüência do [3]que as de qualquer outro dramaturgo.
  12. 12. Ao falarmos sobre procedimentos que permeiam o ambiente escolar e entreoutras coisas planejamento, percebemos que a prática docente não é o vilãoimaginado por muitos de nós, entretanto, após as disciplinas pedagógicas cursadasna graduação e leituras que tiveram como propósito dirimir tantas dúvidas,percebemos que o processo não é tão complicado quanto parece, devemos sim, terem nossas cabeças as nomenclaturas e o papel de cada um no que diz respeito aoprocesso de ensino e aprendizagem que queremos realizar para a tão sonhadaqualidade buscada pelas autoridades que regulam a educação em nosso país. Para um trabalho docente efetivo precisamos ter claro, as distinções entremétodos, abordagens, técnicas, procedimentos pertinentes ao fazer pedagógicorealizado em sala de aula e durante o planejamento das aulas consonante com osobjetivos que são elencados, pois segundo Fulano, se os objetivos estiverem coesoscom a proposta de ensino, o caminho de escolha das estratégias ou métodos queserão aplicados para o alcance de tais objetivos terá mais expectativa de êxitobeneficiando o processo de ensino-aprendizagem de línguas ou qualquer disciplinaem voga. E nessa perspectiva do fazer educativo antes da ação propriamente dita énecessário compreender o processo que antecede a prática educacional. Váriosconceitos podem agir como norteadores, para a prática de um professor, e deacordo com os objetivos propostos poderemos vencer ou falhar em nossocompromisso com o ensino-aprendizagem. Precisamos remontar aos estilos deescola que tivemos na história educacional mundial e porque não dizer brasileira,nas quais fomos perpassados por várias visões de como se dava o processo deaquisição do conhecimento. Se formos buscar em nossos baús da memória teremos contato com umaeducação bancária, na qual os alunos a semelhança de soldados deveriamobedecer cegamente a um comandante totalmente superior em sua autarquiacognitiva, sendo que o mesmo e somente ele detinha todo o conhecimento existenteno mundo e com um ar de deus preenchia o ser humano com sua sabedoria paraque os mesmo pudessem ser cidadãos dignos ou pelo menos seres que serviriam àsociedade positivamente. Este paradigma foi bastante castrador, pois limitava o
  13. 13. discente a uma xícara vazia que precisava ser preenchida negando assim o inatismoque acompanha o ser humano na visão de Piaget, Vigotsky. No segundo momento o professor é destituído de seu posto de ser supremoocupando tal importância o aluno, ser primordial para que o ensino pudesse serrealizado, pois o discente era a estrutura fundante no ensino realizado por quemquer que seja. Em um terceiro momento, no qual a escola entende o papel doprofessor como facilitador, mediador, aquele que realiza a mediação, entendendo amediação em um espaço, no qual o professor encontra-se no meio entre aluno econhecimento sendo um facilitador neste processo interativo. Um ser que não sealimenta apenas das informações eligidas pelo professor mais de um mundo novo evirtual, no qual o conhecimento é oferecido por googles 4 , bings 5 e outrosnavegadores do conhecimento tecnológico em ao conhecimento globalizadoatualmente. Para que possamos ter sucesso ou aulas bem sucedidas precisamosentender primeiramente como se dá esse processo de criação das aulas e com issocontamos com a ajuda de métodos, abordagens, instrumentos e ou técnicas que nossubsidiaram em nossa busca pela excelência e sucesso no processo deaprendizagem que queremos oferecer aos nossos alunos. Então, o que devemos escolher em primeiro lugar ao planejar nossas aulas?Devemos pensar primeiramente, partir do planejamento e nesse momentopossamos nos concentrar nos objetivos que devem ser alcançados com tal planoagindo como um norte para a escolhas das estratégias que poderão ou não nostrazer sucesso no ensino que queremos fazer num processo didático mediando aopolo teórico e o polo prático da atividade educativa. (JÚNIOR apud MELO;URBANETZ 2008, p. 17)                                                                                                                        4 ]  Google Inc. (NASDAQ: GOOG) (Google) é uma empresa multinacional de serviços online esoftware dos Estados Unidos. O Google hospeda e desenvolve uma série de serviços e produtosbaseados na internet e gera lucro principalmente através da publicidade pelo AdWords. A empresa foifundada por Larry Page e Sergey Brin, muitas vezes apelidados de "Google Guys", enquanto os doisestavam frequentando a Universidade Stanford como Ph.D.s. Foi fundada como uma empresaprivada em 4 de setembro de 1998 e sua oferta pública inicial foi realizada em 19 de agosto de 2004.A missão declarada da empresa desde o início foi "organizar a informação mundial e torná-launiversalmente acessível e útil" e o slogan da empresa foi inventado pelo engenheiro Paul Buchheit,é “Dont be evil” em inglês e “Não seja mau” em português. Em 2006, a empresa mudou-se para suaatual sede, em Mountain View, Condado de Santa Clara no estado da Califórnia.5  Bing é o nome do novo buscador da internet lançado pela Microsoft em 28 de maio de 2009, nafeira de tecnologia All Things Digital, realizada pelo jornal americano The Wall Street Journal. Aocontrário do Google, o novo buscador não mostra os resultados de acordo com sua popularidade,mas organiza os links de acordo com a relevância. Segundo a Microsoft, o Bing não é um merobuscador, pois ajuda as pessoas a tomar decisões.
  14. 14. 1.4 MÉTODOS E ABORDAGENS UTILIZADOS NO ENSINO DE INGLÊS Neste momento pretendemos constatar o que tem sido feito no ensino delíngua estrangeira Inglês, quais métodos e abordagens e seu funcionamento e suaaplicabilidade no processo ensino-aprendizagem. Os métodos e abordagens serãoapresentados cronologicamente, permitindo nos ter uma visão histórica geral dasetapas pelas quais o ensino de inglês passou até chegar ao que é feito nos diasatuais para que tenhamos um ensino proficiente. Nosso objetivo não é ser um manual de pesquisa sobre os métodosabordados, pois destacamos alguns pela brevidade da pesquisa para termos umavisão de como se deu a evolução do ensino de línguas, tanto de forma diacrônicacomo síncrona na história do ensino que servem para enriquecer nossa visão comoalunos e mestres no ensino-aprendizagem de língua estrangeira.Método da Tradução e da Gramática Na literatura sobre ensino-aprendizagem ele é conhecido como o métodomais antigo da história da LE. O método da tradução e da gramática consiste natradução de textos de LE para a L1 do aprendiz e no estudo de regras gramaticaisque compõem o sistema linguístico da língua estudada. Objetivo do método é fazercom que o aluno seja capaz de ler da literatura escrita da cultura da LE, sendo esteconsiderado um objetivo nobre e um bom exercício para o desenvolvimento mental.O processo de leitura é um ato apenas de codificar e decodificar através de estruturada LE.Método Direto Um método no qual seu processo de ensino-aprendizagem se fundamenta nacapacidade do aprendiz em fazer associações, deduções e inferências a partir desituações apresentadas a ele. O principio fundamental é que o aluno aprende a LEatravés da própria língua não permitindo o uso de L1 em sala de aula. O trabalho éfeito com gestos, gravuras, figuras e mímicas que ajudam no processo decompreensão do aluno que não deve recorrer à tradução. A ênfase é dada a
  15. 15. linguagem oral, mas a escrita pode ser explorada desde o início do curso. Agramática é apresentada de forma explícita, sendo intuída pelos alunos. Privilegia oponto de vista oral, apesar de contemplas as outras habilidades diferentemente dométodo anterior que só o aspecto gramatical e a da tradução da LE.Método Audiolingual Um método que tem suas fortes bases na linguística e na psicologia, as quaisperceberam uma perfeita união entre o uso oral da LE e uso da repetição. SegundoLeffa (apud MOROSOV; MARTINEZ 2008, p. 31) cinco premissas sustentavam essemétodo e foram seguidas como uma verdadeira doutrina durante muitos anos noensino de línguas. Tais premissas são as seguintes: 1ª língua é fala, não escrita(havia muita ênfase na língua oral; 2ª língua é um conjunto de hábitos (concepçãoadvinda do behaviorismo de Skinner) 3ª ensine a língua e não sobre a língua (haviao efeito da negação da gramática); 4ª a língua é o que os falantes nativos dizem,não o que alguém acha que eles deveriam dizer); 5ª as línguas são diferentes (oinicio da análise contrastiva entre diferentes sistemas linguísticos). Memorização dediálogos feitos em sala e os drills (repetição de frase curtas ou frases longas partepor parte, repetição de modelos de perguntas e respostas, repetições de sentençasafirmativas, negativas e interrogativas.Método Silencioso de Gattegno Método influenciado pelo interesse que surgiu pelas abordagens cognitivas,as quais viam os aprendizes de LE como responsáveis pelo seu próprio aprendizadoe por isso precisam estar engajados no processo de ensino-aprendizagem. Osalunos precisam ser capazes de expressar suas ideias, suas percepções esentimentos por meio da LE, sendo necessário que os discentes desenvolvam certaindependência em relação aos professores, desenvolvendo também critérios decorreção. Tem como objetivo aproximar aprendizes de falantes nativos. Acontecepor meio de exercícios de pronúncia, e conhecimento básico de gramática da LE sãocomuns, mas a ideia principal é fazer com que aprendizes aprendam a aprender aLE.
  16. 16. A sugestologia de Lozanov. Criado por Lozanov, qual acreditava que o aprendizado de LE poderia sermais rápido do que se fazia na época. O método de Lozanov acontece por meio dasugestão com o nome da abordagem sugere, e ocorre quando os aprendizes estãoem profundo estado relaxamento. A intenção do método é que se obtenha um nívelavançado de habilidade oral rapidamente. Embora, o foco da aula esteja noentendimento do assunto abordado em aula, os aprendizes são solicitados amemorizar listas de vocabulários. O curso consiste em unidades que vão graduandoo nível do vocabulário e gramática. As atividades de perguntas e respostas ecompreensão auditiva são realizadas sob o efeito de profundo relaxamento. Oobjetivo do professor é criar situações em que o aprendiz receba e retenha oconteúdo.Respostas Física de Asher Este método leva o aprendiz seja levado a compreender antes de produzir.Tem a intenção de fazer com que o estudante aprenda a dominar a LE de maneiraproficiente, para se comunicar com falantes nativos. Algo que é muito utilizado nessemétodo são os drills 6 que instigarão ações físicas. Ele utiliza comandos que odiferenciam de outros métodos. Esses comandos parecem bastante simples comoolhe, repita e ao longo do aprendizado eles se tornam complexos.A abordagem natural de Krashen Krashen utilizando baseando-se trabalhando em cima da aquisição de L1 emChomsky em relação ao inatismo e os estudos interacinistas de Vigotsky em relaçãoa L2, criou uma abordagem que incorpora elementos de várias outras áreas. Para oautor a essência da linguagem está no significado e nao na gramática. Assimconstruindo uma teoria chamada hipótese da construção criativa, a qual e compostapor cinco hipóteses entre elas: a hipótese da aquisição e aprendizagem , falando dadiferença entre essas duas fases do aprendizado que é feito através da análise dasestruturas, realização de exercícios e atividade na aula de LE; hipótese do monitor,na qual percebe o aprendizado como algo consciente funcionando como  um monitor                                                                                                                        6 Recortes de diálogo são selecionados como “modelos” para exercícios de repetição e substituição.
  17. 17. realizando as correções das estruturas da língua até que a procução se torne corretanaturalmente; hipótese da ordem natural, mostrando a semelhança na ordem naturalde aprendizagem de uma LE em relação a L1 e que formas gramaticais simples econsequentemente a produção de tais formas, será realizada naturalmente após terocorrido o processo de aquisição das estruturas.; hipótese do input, ou seja, aquiloque é colocado como novo ao aluno de forma compreensível e relacionada domuma mensagem já conhecida; hipótese do filtros afetivo, a qual aposta em umambiente no qual o alunos tenha prazer e seja motivado para que o mesmo possaadquirir e aprender a LE.Abordagem comunicativa Esta abordagem busca a habilidade oral perseguida pelos métodos eabordagens que ambientam o movimento de ensino de LE. Alguns pesquisadores esuas pesquisas serviram de base para sua fudamentação, principalmenteWiddowson, Wilkisn e Hymes que seguiam a premissa a competência linguística nãoera condição sine qua non para o aprendizado efetivo de uma comunicação. Naabordagem comunicativa, a gramática não assume papel central, mas sim oprocesso comunicativo por meio de técnicas, jogos, resoluções de problemas emgrupo, a discussão de ideia e posições, o uso de dramatizações e os roleplays.Todas as habilidades do ensino de línguas são utilizados e o erro faz parte doprocesso de aprendizagem. Essa abordagem sofreu alguasm críticas por utilizartodos os processos de ensino aprendizagem ao mesmo tempo, sendo, em muitoscasos, um sistema falho de ensino. Ao falar dos métodos e abordagens de fizeram e ainda fazem parte do metierdo professor de línguas não é apenas fazer um panorama, tendo em mente quenossa leitura fora centrada em cima das que são mais conhecidas e se deixamos decitar algum método ou abordagem isso não fora feito por leviandade, mas sim umaforma de centrar nosso pensamento como aprendizes num ensino que vem sendorealizado e sabendo que muitos dels não são conhecidos pelos professores em seu
  18. 18. inicio, pois essa formação demanda recursos financeiros que não estão acessíveispara muito professores recém-formados provindos das mas variadas classes sociais. Temos em mente também durante a leitura feita em cima do ensino delínguas que não utilizamos apenas um método ou abordagem em nosso momentocomo mestre. Assim como os professores que se dizem rezar as cartilhas damodernidade e que o tradicionalismo ficou guardado nos baús da memória, pois hojeem dia o bom professor é aquele que está ligado com o novo, principalmente no quediz respeito às novas tecnologias. Aproveitando e usando como apoio Bakhtim aoque esta sendo dito em relação aos vários discursos que estão embutidos em nossodiscurso não se realizando totalmente de forma inédita, arrisco-me a dizer que nossaprática não é totalmente nova, existe algo de novo se pensarmos que lançamos algoque faz parte do nosso ser distinto, mas que este porção inovadora é permeada pelotradicionalismo de nossos mestres do passado e podes perceber isso em relação aoensino dos conteúdos na aula de língua, pois o que podemos fazer mão são asestratégias que permitem aos alunos acessarem a língua a ser aprendida, masverbo e outros elementos que estão no cerne da língua serão sempre os mesmosnos ao tradicionalismo tão combatido pelas novas pedagogias.  1.5 UMA NOVA INCLUSÃO: LIBRAS COMO SEGUNDA LÍNGUA DO BRASIL Na sexta etapa tivemos uma nova disciplina chamada processos interativoscom a pessoa surda, a qual fala sobre a as leis e as característica da LínguaBrasileira de Sinais, considerada a segunda língua falada no Brasil. Os surdos temuma forma diferente de ver o mundo, no qual a realidade e as pessoas são lidas pormeio de expressões faciais e corporais. Durante as várias épocas da história do mundo, o povo surdo sempre esteveem contato com muitas dificuldades. Isto pode ser conferido em Guarinelo (2007, p.19) que nos primórdios os surdos leram pessoas que incapazes de se expressaroralmente e por isso não poderiam alcançar a consciência humana tendo naaudição, o diferencial para o seu aprendizado, continuando tal maneira de pensarAristóteles (384-322 a. C) apud Guarinelo (2007, p. 19) dizia que os surdos eram
  19. 19. pessoas que não poderiam ser treinadas, pensamento que fora bastante difundidopor séculos sem que questionamentos fossem levantados para tal atrocidade. Aristóteles (384-322 a.C), conforme Guarinello (2007, p. 19), difundia que aspessoas surdas não podiam expressar nenhuma palavra e que, para atingir aconsciência humana, a audição era o canal mais importante para o aprendizado.Seu veredito era de que os surdos não eram treináveis. E esse conceitopermaneceu por séculos sem questionamentos. A crença do povo romano era de que, os surdos, por não falarem, não podiamfazer testamentos e necessitavam de um curador para tratar de todos os seusnegócios. Assim, no passado, os surdos eram considerados incapazes pelassociedades. A história do povo surdo foi sempre cheia de dificuldades. No passado,foram considerados, geralmente, ineducáveis. Portanto, faremos um breve relatohistórico, de toda uma trajetória repleta de dificuldades que, com o passar dos anos,estão sendo vencidas com esforço, luta e força de vontade por parte dos indivíduossurdos. Em conversas com o professor Ronaldo, durante uma das oficinas quetratavam do roteiro sobre os processos interativos com a pessoa surda, ficamossabendo da existência de um curso de libras realizado no Centro de Capacitação deProfissionais da Educação e Atendimento às Pessoas com Surdez (CAS) em Belém,e em textos de revista especifica da comunidade surda pudemos conferir a relaçãodo mundo dos ouvintes, pessoas ditas “normais” não que não encontramdificuldades no acesso à língua portuguesa ou qualquer outro idioma falado nomundo, pois este acesso dá-se desde os primeiros momentos posteriores aonascimento e que precedem o momento de aquisição da fala. As crianças ouvintesmesmo não tendo desenvolvido a habilidade da fala tem contato com um mundosonoro que é desconhecido para a criança surda. Elas vão ter acesso somente nomomento que adentram a escola por voltas dos 6 anos de idade e neste momentoserá o primeiro contato com a língua portuguesa que as aprisiona aos moldes deuma gramática sonora, audível que contempla somente a comunidade ouvinte. A criança surda em seu primeiro contato com a língua portuguesa precisa daorientação do professor que tenha feito curso de libras, pois a primeira língua dessa
  20. 20. criança surda não é a língua portuguesa. O processo de formação das palavras dar-se-á pela soletração manual, processo único de formação dos vocábulos (sinais) emLibras, os quais não são articulados de forma linear como são as soletrações daspalavras em língua portuguesa. (ESCOBAR, 2008, p. 28) A Língua Brasileira de Sinais passa a ser obrigatória nos espaços escolarespor meio do Decreto nº 5.626, de 22 de dezembro de 2005, o qual vem regulamentara lei n º 10.436, de 24 de abril de 2002 sobre a língua de sinais brasileira – Libras.Também encontramos a obrigatoriedade de libras nos curso de formação deprofessores para irão atuar no magistério, em nível médio, assim como no superior,em cursos de fonoaudiologia, de instituições de ensino, públicas e privadas, dosistema federal de ensino e dos sistemas de ensino dos Estados explicitada nocapítulo II do artigo 3º do referido decreto. A lei acrescenta também a necessidade de professores com formação emnível de graduação ou pós-graduação em libras para exercer o magistério naeducação infantil dando oportunidade aos cidadãos surdos exercerem essa funçãoou ao professor ouvinte bilíngue mediante de comprovação de exame de proficiênciaem libras, promovido pelo Ministério da Educação. A lei reconhece também o papeldo interpretes de libras em sala no sentindo de ajudar na tradução do que éensinado em língua portuguesa para a primeira língua dos alunos surdos, ou seja, alibras. 2. A EXPERIÊNCIA DO ESTÁGIO CURRICULAR SUPERVISIONADO       O Estágio Curricular é uma das principais ferramentas de preparação para oexercício de uma profissão de toda a carreira que um docente pretende abraçar paraa sua formação e, sendo uma disciplina confirmada como um componente curriculararticulado e orientado pelos princípios da relação teoria e prática, caracteriza-se narelação entre as especificidades de discussão dos aspectos básicos dos conteúdosespecíficos de cada curso e das teorias da aprendizagem aplicadas em forma deensino, pesquisa e extensão, possibilitando assim, aos discentes uma formação
  21. 21. prática e técnica que facilita a futura inserção do formando na vida profissional comotambém uma integração consciente no mundo do trabalho da área de educação e,por ser um momento de formação profissional, esta disciplina precisa estararticulada com os   demais componentes curriculares do curso, ou seja, ao projetopedagógico do curso.2.1 O SISTEMA EDUCACIONAL ACRÓPOLE E SUA INFRA-ESTRUTURA O nome da escola por ocasião de um dos acionistas ter morado em Atenas(na Grécia), por vários anos e por inspiração dos modelos clássicos queinfluenciaram a Cultura Ocidental, na qual os cidadãos buscavam beber nas fontesda sabedoria por meio dos filósofos e deuses para a evolução cultural e espiritual dahumanidade. A Acrópole de Atenas, morada dos Deuses, seres sábios, lugar no qualos homens buscavam a proteção divina, assim como valor espiritual e filosófico queprovinha da morada dos Deuses. O Sistema Educacional Acrópole Belém fora idealizado por um grupo familiarde educadores, atuando há pelo menos duas décadas dedicadas à educação eminstituições públicas e particulares nos Estados do Pará, Rio de Janeiro e Paraná. Aescola nasceu da experiência adquirida na área da educação, a qual teve comoinspiração os modelos de educação existentes dentro e fora do país, com o espíritosempre empreendedor acreditando podendo contribuir com a sociedade naformação integral do cidadão por meio da educação, em uma Escola de Qualidade,com o objetivo de proporcionar ao seus alunos a formação do ser pleno e conscientede sua cidadania, o qual é o propósito principal da instituição, que investe noaperfeiçoamento e qualificação dos profissionais no processo de ensino-aprendizagem na Comunidade Escolar. O Sistema Educacional Acrópole, visando à formação integral do homem paraconviver num mundo Globalizado, oferecerá espaços multifuncionais, reunindo numsó lugar a possibilidade de desenvolver diferentes atividades. Além do ambienteescolar específico composto de biblioteca, laboratório (informática, ciências e delinguagem), anfiteatro, ginásio poliesportivo, ambientes para atividades culturais,auditórios para eventos, piscinas, etc. O Sistema Acrópole oferecerá também
  22. 22. academia de dança, curso de linguagem, curso intensivo preparatório aos concursosespeciais.2.2 Os Fundamentos do Projeto Político Pedagógico da escola campo deestágio. O Sistema Educacional Acrópole tem como base a abordagem cognitivista naqual segundo (MIZUKAMI, 1986, p. 71) a educação deve permear a autonomiaintelectual que será assegurada pelo desenvolvimento da personalidade e pelaaquisição de instrumental lógico-racional. A educação deverá visar que cada alunochegue a essa autonomia., a qual é construída de forma sistemática em movimentocontínuo e a escola deve dos objetivos contemplados por tal visão educativa. OEnsino-aprendizagem, nessa perspectiva, prioriza as atividades do sujeitoconsiderando-o inserido numa situação social, aprendendo, assimilando o objeto aesquemas mentais, buscando-se no ensaio e no erro, na pesquisa, na investigação,na solução dos problemas, na descoberta. O mundo deve ser reinventado pelosujeito. Em parceria com a abordagem cognitivista, o Sistema Educacional Acrópolecomunga, também, com as ideias interacionistas que acreditam na relaçãoestabelecida entre os seres humanos e o ambiente em que vivem. Para eles, tantofatores internos (do desenvolvimento) quanto fatores externos (próprios do meio)são importantes. Para os piagetianos, a formação dos seres humanos resulta daação do sujeito sobre o meio ambiente em que vivem; logo; para que aaprendizagem ocorra, é preciso contar com um certo nível de desenvolvimento, demodo que a aprendizagem esteja sempre a reboque do desenvolvimento. Nessa abordagem o aluno é visto como alguém que contribui para suaaprendizagem de forma ativa: seleciona, assimila, interpreta e generalizainformações sobre seu meio físico e social. O professor, nesta proposta entra comomediador – orientador das atividades entre os alunos e o conhecimento, a serconquistado, facilitando assim sua aprendizagem.
  23. 23. O processo de avaliação, dentro desta abordagem tem tudo a ver com aescola de sucesso, porque nos indica em que aspecto é preciso melhorar e nospermite reafirmar nosso compromisso de ensinar mais e melhor a todos. Avaliação eescola de qualidade andam lado a lado, o que nos faz concluir que avaliar e parteessencial do trabalho docente. O Sistema Educacional Acrópole apoiado pelos PCN’s (MEC), tanto nosobjetivos educacionais, quanto na conceitualização do significado das áreas deensino e dos temas da vida social contemporânea, adota como eixo odesenvolvimento de capacidades do aluno processo em que os conteúdoscurriculares atuam não como fins em si mesmo, mas como meios para aquisição edesenvolvimento dessas capacidades. Nesse sentido o que se tem em vista é que oaluno possa ser sujeito de sua própria formação, em um complexo processointerativo em que também o professor se veja como sujeito de conhecimento.2.3 PCN’s e sua aplicabilidade na escola-campo De acordo com os PCN´s todos os objetivos gerais do ensino fundamentaltem relação com o ensino aprendizagem de língua portuguesa e inglesa, visto que,ética, saúde, meio ambiente, orientação sexual, pluralidade cultural, trabalho econsumo são caracterização da área. Os objetivos de aprendizagem do terceiro e do quarto ciclo de línguaportuguesa e inglesa estão presentes no ensinar e no aprender da escola campo,visto que a mesma ver a compreensão da adolescência como o período da vidaexplicitamente marcado por transformações que ocorrem em vários ambientessociocultural, afetivo-emocional cognitivo e corporal. Requer ainda que sereconheçam e se considerem as características próprias do aluno adolescente, aespecificidade do espaço escolar, no que se refere á possibilidade de constituiçãode sentidos e referencias nele colocada, e a natureza e peculiaridades da e de suapratica.
  24. 24. A concepção da relação professor-aluno proposta pelos pcns está presentena escola-campo, pois o professor organiza ações que possibilitam aos alunos ocontato critico e reflexivo com o diferente e o desvelamento dos implícitos daspraticas de linguagem, inclusive sobre aspectos não percebidos inicialmente pelogrupo – intenções, valores, preconceitos que veicula explicitação de mecanismos dedesqualificação de posições- articuladas ao conhecimento dos recursos discursivose linguísticos. O professor tem sempre clareza das finalidades colocadas para oensino e dos conhecimentos que precisam ser construídos para alcançá-las. Os Conteúdos e os temas transversais da área de língua portuguesa einglesa são trabalhados em diferentes ambientes de aprendizagem na escolacampo, os conteúdos apresentam estreita relação com os usos efetivos dalinguagem socialmente construídos nos múltiplos exóticos discursivas. Já o trabalhodesenvolvido a partir dos temas transversais (ética, pluralidade cultural, meioambiente, saúde, orientação sexual, trabalho e consumo) oferece inúmeraspossibilidades para o uso vivo da palavra permitindo muitas articulações com a áreaalém de abrir a possibilidade de um trabalho integrado de varias área. O sistema de avaliação da escola campo é compreendido como um conjuntode atuações que tem a função de alimentar, sustentar e orientar a intervenção doseducandos. Portanto a avaliação é relacionada com as oportunidades oferecidas,isto é, ocorrendo sistematicamente durante todo o processo de ensino eaprendizagem e não somente após o fechamento da etapa do trabalho como é ohabitual. O que possibilita ajustes constantes que contribui efetivamente para que atarefa educativa tenha sucesso2.4 PCNEM’s e Sua Aplicabilidade na Escola-Campo A escola deve necessariamente cuidar do aprimoramento do educando comoser humana, sua formação, ética, desenvolvimento, de sua autonomia intelectual ede seu pensamento crítico, sua preparação para o mundo do trabalho e odesenvolvimento de competências para continuar seu aprendizadodiversificadamente atendendo as especificidades regionais e locais da sociedade da
  25. 25. cultura, da economia do próprio aluno associando integração e articulação dosconhecimentos em processo permanente de interdisciplinaridade, contextualização eparticipação dos docentes na elaboração da proposta pedagógica doestabelecimento de ensino. Pensar a escola a partir de sua própria realidadeprivilegiando o trabalho coletivo com a política curricular entendida como expressãode uma política cultural, na medida em que selecionar conteúdos e praticas de umadada cultura para serem trabalhados no interior da instituição escolar. A escola precisa possibilitar ao estudante; integrar-se no mundo do trabalhocom condição para prosseguir, com autonomia, no caminho de seu aprimoramentoprofissional; atuar de forma ética e responsável na sociedade tendo em vista asdiferentes dimensões da pratica social. Em síntese garantir a preparação para oexercício da cidadania promovendo condições para que os alunos reflitam sobre osconhecimentos construídos no processo de socialização e agir sobre ( e com ) eles,transformando-os continuamente, nas suas ações. Tornar a ação de ensinar comouma ação política reporta à ideia de que o conhecimento é o produto de um trabalhosocial e fruto de investigação e (re) elaboração com a cooperação dos outros. Cabe a escola fortalecer o compromisso de empreender uma educação quepropicie ao aluno viver e compreender de forma critica seu tempo e preparar-se paraa vida, qualificar-se para a cidadania e capacitar-se para uma formação presente.Incentivar a comunidade escolar para que conceba a prática cotidiana como objetode reflexão permanente. Somente assim, se encontrará um caminho profícuo para aeducação.
  26. 26. 2.5 AVALIANDO EM LÍNGUA INGLESA   Quando falamos sobre avaliação ficamos preocupados no que será avaliado equais procedimentos estarão embutidos nesse processo de verificação daaprendizagem principalmente quando essa avaliação é feita em uma línguaestrangeira. Como podemos avaliar em língua inglesa? Avaliar segundo LUCKESI(apud Melo; Urbanetz 2008, p. 84) é um processo que precisa articular-se aoprocesso educativo como um todo, pois a avaliação não tem nenhuma funçãoquando focada em si mesma. O que podemos entender de tal citação é que a provaou avaliação apenas como um instrumento avaliativo não abrange a avaliação quedeve ser feita atualmente em ambientes escolares. Essa avaliação deveacompanhar a competência linguística do aprendiz assim como a formação geral docidadão. (LDB Nº 9394/96 apud Morosov; Martinez 2008, p.93) Lembrando também que o ensino de inglês é pelas habilidades que devemser desenvolvidas é necessário entender que a avaliação deverá perpassar pelashabilidades descritas na LDB na constituição de um sujeito completo. Então,primeiramente, vamos lembrar das habilidades que devem ser desenvolvidas noensino de línguas e tentar fazer um paralelo entre habilidade e a avaliação que deveser associada a habilidade adquirida. Em qualquer escola que trabalhe com o ensino de línguas deve ter em mentedurante seu processo de aquisição e aprendizagem de línguas deve trabalhar comatividades de leitura, escrita, fala e audição. Devemos lembrar também que o ensinode inglês assim como qualquer outro idioma deve ser fracionado, pois selembrarmos nosso aprendizado de língua português fomos expostos a língua desdenosso nascimento, mas a aquisição deu-se de maneira micro, aprendemos por meioda junção de grafemas e nesse contínuo chegamos aos morfemas e aos enunciadosque deram sentido a compreensão que temos da língua vernácula. Esse ensinodeve ser enfatizado no ensino de línguas, entretanto, ele não se limita apenas ahabilidades linguísticas, precisando de outras habilidades sociais, habilidades deestudo e as habilidades de autoconscientização segundo Holden e Rogers (apudGarcia; Oliveira 2010, p. 75)
  27. 27. Avaliar não é um processo fácil e deve ser diário, pois não da para decidir osavanços de nossos discentes em apenas um dia, o qual o aluno pode estarpreparado ou não devido às influências externas que podem fazer com que estealuno tenha ou não um bom desempenho na avaliação. Pensando em talperspectiva seguimos os passos de Martinez (2009, p. 90) que diz devemos realizara avaliação fazendo uso da docimologia 7 , a qual opera uma distinção entrediferentes formas de intervenção: Somativa (ou certificativa) cuja finalidade é estabelecer a soma das aquisições e, eventualmente, estabelecer uma classificação em uma população avaliada, o que implica sucesso ou fracasso diante das exigências da avaliação; Normativa, que compara os desempenhos de um indivíduo aos objetivos demarcados no início da aprendizagem e visa, então, eventualmente, a uma correção no decorrer do processo de formação. Os testes diagnósticos ou de progresso medem aquisições. Testes prognósticos ou de nível podem permitir selecionar ou orientar. Podemos concluir que a avaliação em qualquer idioma, principalmente emlíngua inglesa deve pensar em um processo avaliativo que contemple o ser humanocomo um todo. Todos os aspectos que entre eles, o psicológico devem serespeitados vislumbrando o desenvolvimento de um ser capaz de de interagir com asociedade e a avaliação deve agir em cima de competências que são exigidas pelasociedade, entre elas a competências linguística que vai além do decorar e repertirdiálogos que não provam fluência nem competência em interação com o processode aprendizado de forma consciente que pode ser verificada num contínuo e nãoapenas em um instrumento como a prova que visa apenas o aspecto quantitativo.    2.6 AVALIANDO EM LÍNGUA PORTUGUESA                                                                                                                          77  Abordagem  científica  da  avaliação.  
  28. 28. Ao falarmos sobre escola, conteúdos programáticos e metas que devem seralcançadas durante o ano letivo, não poderíamos nos esquecer de falar sobreavaliação. Em se tratando de atividade por meio da qual possamos avaliar nossosalunos, imediatamente pensamos na prova, instrumento avaliativo, o qual verifica osaspectos quantitativos do ensino realizado. Entretanto, as novas literaturas quediscutem o processo avaliativo permitem-nos pensar e compreender que o processode comprovação do aprendizado não pode ser realizado apenas mediante a provaque segundo SELBACH (2010, p.152) diz: “a prova é, evidentemente, uminstrumento de avaliação, mas é apenas um instrumento”. Partindo destepressuposto teórico, visualizamos a necessidade de utilização de mais de uminstrumento para que aconteça a avaliação de nosso alunado. Devemos nopreocupar não somente com a quantidade mais também coma qualidade que deensino vislumbrada pelos órgãos que coordenam a educação. Então como fazer essa avaliação em língua portuguesa? Em um primeiromomento é preciso entender a evolução sincrônica sofrida pela gramática. Foramproduzidas algumas gramáticas entre elas a gramática normalista focada nasestruturas morfológicas das palavras com frases soltas sem nenhuma relação deforma a contextualizá-las. Em um segundo momento, a gramática gerativista deChomsky e a geração de palavras a partir dos radicais por meio de derivação. Emterceiro lugar a gramática de uso ou pragmática que atende aos usos que a língua éproduzida para satisfazer o processo comunicativo, na qual não há parâmetros decerto ou errado e sim um ambiente no qual as variantes co-habitam de maneiraharmônica respeitando as especificidades de língua entre elas a social, estuda pelasociolinguística que tem como lócus a sociedade formadora da língua. Em nossa tarefa de avaliar em língua portuguesa utilizamos como aporteteórico de Selbach (idem) que fala que a língua portuguesa não realiza umaavaliação distanciada das outras disciplinas e que guarda algumas característicascomuns entre elas, e salienta que a avaliação em Língua Portuguesa deve serformativa ressaltando os pontos onde o aluno precisa de maior empenho e atenção;global levando em consideração os interesses, necessidades e habilidadeapresentadas pelo aluno mostrando os avanços; é contínua atuando sobretudo em
  29. 29. seu desempenho cotidiano; é diversificada utilizando diferentes ferramentasdiversidade de tarefas realizadas tanto individualmente como coletivamente lidandocom a execução de desafios propostos em sala; é integradora considerando adiversidade cultural nos vários aspectos da relação aluno e escola; é apaziguadora,fazendo entender que a avaliação não é um processo aleatório, evitando tensões eansiedades em sua execução; e também é de forma explícita permitindo acessarnão apenas resultados mas também as conquistadas em cada etapa do processoeducativo. Hoje praticamos a língua portuguesa por meio dos gêneros textuais em umatentativa de contextualizar as aulas de nossa língua vernácula e compreendemosque não devemos privilegiar os conteúdos ou as competências e ou habilidades dosalunos na aquisição e aprendizagem da língua materna por meios dos processos degramaticalização8 da língua. Mas, compreendemos também o papel que a gramáticapossui no aprendizado de língua portuguesa, o qual não deve ser algo desprezívelapresentação de regras fazer com que o aluno aprenda com textos quedesafiadores, tanto na tentativa de fala quanto na de decifrar o que está presenteprincipalmente nas entrelinhas. O ensino deve também ser um ensinar a fazer pormeio da prática diária, compartilhando conhecimentos e analisando a sociedade emum processo individual, de autoconhecimento aprender a ler também o que não éverbalizado ajudando a transformar o mundo em que vivemos e aprendendo pormeio dessa convivência no mundo.CONSIDERAÇÕES FINAIS                                                                                                                        8  Passagem  de  uma  palavra  autônoma    à  função  de  elemento  gramatical.  
  30. 30. Neste processo de construção de aprendizagem percebemos que o caminhoiniciado modificara-se. As letras hoje construídas são as relativas à nossa práticacomo professores de língua compromissados com um ensino não excludente,baseado nas teorias psicológicas, assim como as teorias pedagógicas que veem oser humano sem preconceito de cor, raça, credo e sim como um cidadão capaz deconstruir uma sociedade mais justa permeada pela responsabilidade social. Somos frutos de nossos professores, sejam eles tradicionais, libertários, nãoimporta. O importante é que uma semente fora plantada em meio à desumanizaçãovivenciada e combatida nas palavras de Arroyo (2007) que diz que devemos praticaruma humana docência frente a tal desumanização. Os tempos são outros,parecemos contraventores, mas a realidade é que se encontrada subvertida pelafalta de valores e a enxurrada de informações veiculadas pelos meios que apenasmassificam um povo sem amor, sem sonhos, seu um futuro a ser vislumbrado. Atuar como docente mostra-se bastante enriquecedor. Por meio da docênciatemos acesso ao um bem comum, a língua vernácula e suas particularidades quefazem com que sejamos seres especiais, pois a língua é o bem mais precioso navida de um educador que tem compromisso em ensinar línguas. Neste trabalhofalamos sobre a avaliação e os processos que perpassam a verificação deaprendizagem de nossos alunos, que precisam entender o discente como um sertotal em todos os aspectos psicológicos, afetivos, biológicos que atuam na formaçãode alunos competentes para uma sociedade que tem sofrido muitas transformaçõesmediadas por um mundo globalizado. Fazendo referência à língua inglesa, ela também merece um tratamentodigno, pois ela também nos permite o acesso aos bens culturais do mundo. O inglêsem nosso mundo capitalista exerce um papel hegemônico, mas ensinamos a línguainglesa não para perpetuarmos tal hegemonia, mas sim para trazermos todas aspessoas das mais diversas classes sociais para um mundo mais igualitário e temosa chance de promover essa aproximação entre as classes em um ambiente no qualtodos nós somos iguais com direitos e deveres, que é cenário escolar.
  31. 31. REFERÊNCIASBAGNO, Marcos. Preconceito Lingüístico: o que é, como se faz. SãoPaulo:Edições Loyola, 2002.CASSEB-GALVÃO, Vânia Cristina (org). Introdução à gramaticalização. SãoPaulo: Parabóla Editorial, 2009.ESCOBAR, Marco Antonio. CADERNO SÉRIE LICENCIATURA: Letrasportuguês/inglês. Etapa VI, V.4, Uberaba: Universidade de Uberaba, 2008.GARCIA, Newton Gonçalves; OLIVEIRA, Renata de. A língua inglesa no contextomundial, vol. 1. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2010.LAKOMY, Ana Maria. Teorias cognitivas da aprendizagem. Curitiba: IPBEX, 2008.MARTINEZ, Pierre. Didática de Línguas Estrangeiras. Trad: Marco Marcionilo.São Paulo: Parabóla Editorial, 2009.MARINHO, Ronaldo Pinheiro. O ensino não tão distante da universidade deUberaba. Trabalho de conclusão de curso de graduação, Belém: Uniube, 2010.MELO, Alessandro de; URBANETZ, Sandra Terezinha. Fundamentos da Didática.Curitiba: IPEBX, 2009.MIZUKAMI, Maria da Graça. Nicoletti. Ensino: as abordagens do processo. SãoPaulo: EPU, 1986.PAULA, Anna Beatriz; SILVA, Rita do Carmo Polli da. Didática e avaliação emLíngua Portuguesa. Curitiba: IPBEX, 2008.PARAMÊTROS CURRICULARES NACIONAIS: Língua Portuguesa. Secretaria deEducação Fundamental, Brasília, 2007.PROGRAMA DE MELHORIA E EXPANSÃO DE ENSINO MÉDIO PROJETO ESCOLAJOVEM. Belém: SEDUC/FIDESA, 2003.SELBACH, Simone. Língua Portuguesa e Didática. Coleção como bem ensinar.Petrópolis: Vozes, 2010.Schütz, Ricardo. "História da Língua Inglesa." English Made in Brazil<http://www.sk.com.br/sk-enhis.html>. Online. 28 de março de 2008.http://revistaescola.abril.com.br/historia/fundamentos/era-glacial-era-do-gelo-485196.shtml acessado em 01 de julho de 2011.
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