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15vulgado pela ONU, o Broadband: State of Broadband 36, divulgado em 2012 onde aponta ocrescente acesso à Internet através...
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19e concorda que a Internet é um local propício para se empreender, o índice chega a 63% dosentrevistados.5 CONSIDERAÇÕES ...
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A Internet nos últimos anos tem evoluído exponencialmente. Tanto no crescimento da quantidade de usuários e sites, quanto em serviços oferecidos para os internautas. O que antes era restrito a compartilhamento de informações, envio de emails, bate-papo por parte dos usuários, hoje há uma gama de serviços disponíveis, que vão desde serviços bancários, passando por redes sociais, compras coletivas, chegando até a sites que oferecem reservas de mesas de diversos restaurantes ao redor do planeta. Diante desta nova fase da Internet, chamada de Web 2.0, este artigo tem o objetivo de demonstrar, através da pesquisa e estudos bibliográficos, que há um mercado com grande potencial a ser explorado por pessoas de vários setores, inclusive os da área de Sistemas de Informação. Este artigo discute o conceito de Startup Digital e procura explicar o movimento empolgante de jovens empreendedores que criam soluções que, ao mesmo tempo em que solucionam problemas dos seus usuários, geram receita para suas Startups, com o objetivo de verificar se a Internet é viável como plataforma de serviços para o surgimento de novos modelos de negócio.

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  1. 1. NEGÓCIOS DIGITAIS – A INTERNET COMO PLATAFORMA DE SERVIÇOS1 Fernando da Silva Pontes2RESUMOA Internet nos últimos anos tem evoluído exponencialmente. Tanto no crescimento da quanti-dade de usuários e sites, quanto em serviços oferecidos para os internautas. O que antes erarestrito a compartilhamento de informações, envio de emails, bate-papo por parte dos usuá-rios, hoje há uma gama de serviços disponíveis, que vão desde serviços bancários, passandopor redes sociais, compras coletivas, chegando até a sites que oferecem reservas de mesas dediversos restaurantes ao redor do planeta. Diante desta nova fase da Internet, chamada de Web2.0, este artigo tem o objetivo de demonstrar, através da pesquisa e estudos bibliográficos, quehá um mercado com grande potencial a ser explorado por pessoas de vários setores, inclusiveos da área de Sistemas de Informação. Este artigo discute o conceito de Startup Digital e pro-cura explicar o movimento empolgante de jovens empreendedores que criam soluções que, aomesmo tempo em que solucionam problemas dos seus usuários, geram receita para suas Star-tups, com o objetivo de verificar se a Internet é viável como plataforma de serviços para osurgimento de novos modelos de negócio.Palavras-chave: Internet; Startups Digitais; Empreendedorismo; Modelos de negócio; Plata-forma de serviços.ABSTRACTInternet in the last years has exponentially developed. Both in the growth of the number ofusers and sites, and in services offered to internet users. What before was restricted to sharinginformation, sending e-mails, chat among users, there is now a range of available services,ranging from banking services, going through social networks, collective purchasing, reachingsites which offer reservation for tables in many restaurants around the planet. Given this newphase of the internet, called Web 2.0, this article aims to demonstrate, through the researchand bibliographical studies, that there is a market with great potential to be explored by peo-ple from many sectors, including the ones from the area of Systems of Information. This arti-cle discuss the concept of Digital Startup and looks for explaining the exciting movement ofyoung entrepreneurs who create solutions that, at the same time they solve problems of theirusers, generate revenue for their startups, in order to verity if Internet is practicable as a plat-form of services to the emergence of new models of business.Keywords: Internet; Digital Startup; Entrepreneurship; Business Models; Service platform.1 Artigo Científico apresentado ao curso de Sistemas de Informação da Faculdade de Imperatriz (FACIMP),como requisito para a obtenção do título de Bacharel em Sistemas de Informação, sob a orientação do Prof. Es-pecialista Jorge Ferreira da Costa.2 Graduando do Curso de Sistemas de Informação da Faculdade de Imperatriz – FACIMP.
  2. 2. 21 INTRODUÇÃO Conforme o relatório Broadband: State of Broadband 3 publicado pela ONU em setem-bro de 2012, existem 2.26 bilhões de usuários de Internet, onde o Brasil já é a quarta naçãoque acessa mais a Internet no mundo, com cerca de 70% de penetração. O mesmo relatórioaponta o crescente acesso à Internet por dispositivos móveis e que só os smartphones somarãocerca de 3 bilhões de unidades até 2017. Atrelado a esta pesquisa o Ibope Media divulgou emsetembro de 2012 que o Brasil alcançou 70,9 milhões4 de pessoas com acesso à Internet nolocal de trabalho ou em sua residência, resultado de um aumento de 7% nos últimos seis me-ses e de 16% no período de um ano. Através destas informações, percebe-se o real potencial de uma mídia que teve seu ob-jetivo inicial com o intuito de conectar mainframes e compartilhar seu poder de processamen-to e hoje é considerada pela ONU um dos direitos humanos. Por trás deste potencial, revela-seum mercado promissor para aqueles que se aventuram em desenvolver serviços que solucio-nem uma diversidade de problemas para esta quantidade enorme de internautas que estão ávi-dos por ferramentas que ajudem a melhorar as suas vidas. Sendo assim, com o presente artigo, busca-se verificar através de pesquisa e estudo bi-bliográficos se a fase atual da Internet Mundial é o momento propício para aqueles que que-rem investir tempo e dinheiro para desenvolver soluções que utilizem a Internet como plata-forma de serviços, onde qualquer um pode criar uma ferramenta que, ao mesmo tempo emque solucione os problemas de várias pessoas no mundo, também seja rentável, podendo as-sim verificar se há também um mercado para absorver estes empreendimentos. Esta nova fasetambém é conhecida como a segunda5 era das Startups Digitais6, onde tem-se como grandescases, “players” como Facebook, Google, Instagram, Tumblr, Twitter, Buscapé, Peixe Urba-no, Apontador e tantos outros.3 Relatório que avalia a implantação da Banda Larga em todo o mundo. Disponível em: <http://www.broadbandcommission.org/Documents/bb-annualreport2012.pdf>. Acesso em: 18 jan. 2012.4 Internet no Brasil cresceu 16% em um ano. Disponível em: < http://www.ibope.com.br/pt-br/relacionamento/imprensa/releases/Paginas/Internet-no-Brasil-cresceu-16-em-um-ano.aspx>. Acesso em: 18jan. 2012.5 A primeira era aconteceu nos anos de 1993 até o estouro da bolha da Internet no ano 2000.6 São empresas de pequeno porte, recém-criadas ou ainda em fase de constituição, com atividades ligadas à pesquisa e desen-volvimento de ideias inovadoras, cujos custos de manutenção sejam baixos e ofereçam a possibilidade de rápida e consistentegeração de lucros (SEBRAE).
  3. 3. 32 O INÍCIO DA INTERNET AO SEU CONTEXTO ATUAL A Internet atual está anos luz do que foi na sua fase inicial. Não se sabe ao certo quan-do e onde foi criada realmente, o que se sabe é que na década dos anos de 1960, tanto nosEstados Unidos, com a ARPANET7, quanto na Europa – mais precisamente no Reino Unido –com a NLP Data Communications Network, existiam projetos para o desenvolvimento deredes de computadores. Nestes laboratórios, também foram desenvolvidos protocolos como oTCP/IP8 e outras técnicas como a comutação de pacotes. Em 29 de outubro de 1969, Leonard Kleinrock, então membro da equipe da ARPA-NET, conseguiu pela primeira vez transmitir uma mensagem9 entre mainframes interligadospor microcomputadores, os IMPs (Interface Message Processor), na rede da ARPANET. Umpouco antes na Inglaterra, o governo britânico desenvolvia e implantava a “Mark I”, uma dasredes pioneiras que utilizava o conceito de comutação de pacotes. Porém, devido à burocraciae o desinteresse do GPO (General Post Office), órgão do governo britânico responsável pelomonopólio do sistema de comunicação, a rede que entrou em operação em 1967, funcionousomente até 1973 em caráter experimental (CARVALHO, 2006, p. 14). Após vários acontecimentos, surgia em 1972, o primeiro programa para enviar e rece-ber mensagens eletrônicas (emails). O mesmo foi desenvolvido pela necessidade que a AR-PANET tinha de coordenar as suas atividades internas entre vários técnicos e cientistas. Daíem diante, o uso do email cresceu até se tornar, durante mais de uma década, a aplicação maisutilizada em toda a rede, contrariando as previsões iniciais de que a ARPANET seria, princi-palmente, usada para o compartilhamento de recursos computacionais (CARVALHO, 2006,p. 20). No entanto, para que a ARPANET se consolidasse como uma tecnologia pronta serianecessário convencer seus usuários finais. E em outubro de 1972, a ARPANET foi apresenta-da durante a primeira International Conference on Computer Communications (ICCC), emWashington, nos Estados Unidos, e o resultado foi surpreendente. Até mesmo os mais céticos,como as empresas telefônicas, se rederam ao potencial que a ARPANET representava. A par-tir daí muitas empresas foram criadas para explorar os recursos que a rede disponibilizava, e7 Advanced Research Projects Agency Network.8 Transport Control Protocol - Internet Protocol.9 Eles conseguiram transmitir o "l" e "o", e então o sistema caiu! Portanto, a primeira mensagem na Internet foi"lo". Eles foram capazes de fazer o login completo cerca de uma hora mais tarde. (Informação disponível em:<http://www.lk.cs.ucla.edu/internet_first_words.html>).
  4. 4. 4outras foram criadas para aperfeiçoá-la e assim tornar-se uma rede mundial conhecida comoInternet (CARVALHO, apud SALUS, 1995, p. 70). Até então a Internet era composta por um aglomerado de informações em texto puro,sem qualquer estilo de design como é apresentada hoje. Alguns esforços foram feitos paramelhorá-la esteticamente, mas algo que realmente iria mudar a “cara” da Internet só surgiu 20anos depois da primeira transmissão de dados da ARPANET. Foi em 1989, através de TimBerners-Lee, um engenheiro de software que trabalhava no CERN 10, que a Rede Mundial deComputadores ganhou uma nova face, a World Wide Web (WWW). A Web, como é mais conhecida, é uma das aplicações que rodam sobre a Internet e éconstituída por três tecnologias fundamentais. São elas:  HTML: HyperText Markup Language. É a linguagem de marcação responsável por formatar as páginas e possibilitar a criação de links que dão acessos a outras páginas.  URI: Uniform Resource Identifier. É uma espécie de endereçamento único para cada recurso Web.  HTTP: HyperText Transfer Protocol. Como o próprio nome diz, é o protocolo de transferência de dados para hiper-texto. Através deste tripé, que continua como base até hoje, que foi construída a Web atual.Porém foi com o HTML que as páginas que outrora eram somente texto puro, pudessem apre-sentar mais recursos, como imagens, vídeos e áudios. Para que isso fosse possível Tim desen-volveu o primeiro editor/navegador web, o WorldWideWeb, e também o primeiro Web Ser-ver, o httpd. No entanto, estas tecnologias estavam restritas somente a algumas universidadese cientistas do CERN e a liberação para o público em geral só seria feita em abril de 1993. Desde o princípio, a Web foi construída com o propósito de servir como uma plata-forma de compartilhamento de conhecimento, conforme afirma Tim Berners-Lee, “eu criei aWorld Wide Web (W3) para servir como uma plataforma global, uma loja online de conheci-mento, que contém informações de diversas fontes, e acessíveis para os usuários da Internetao redor do mundo”11 (BENERS-LEE, 1996. Tradução nossa). Com a abertura da Web para omundo, o número de sites crescia a cada dia, o que no início era um punhado de sites, em ja-neiro de 2013 já somam aproximadamente 630 milhões de sites publicados 12.10 Um dos maiores laboratórios de pesquisa da Europa, com sede em Genebra na Suíça.11 Declaration presented by Tim Berners-Lee. Disponível em <http://www.w3.org/People/Berners-Lee/9602affi.html>. Acesso em: 20 jan. 2013.12 Relatório da NetCraft. Disponível em <http://news.netcraft.com/archives/category/web-server-survey/>. Aces-so em 20 jan. 2013.
  5. 5. 5 Muitas revistas importantes de negócios dos EUA publicaram matérias sobre o poten-cial da Internet e a chamaram de “supervia da informação”. Uma dessas revistas foi a tão con-sagrada Business Week, em que, em uma de suas matérias da edição de 11 de Julho de 1993,cujo título era Media Mania, relatava o poder de uma nova mídia que estava surgindo e queprometia revolucionar o entretenimento. “Fabricantes de computadores e companhias telefô-nicas estão se esforçando para entrar no "derby" digital. Todos eles veem a oportunidade dereinventar o entretenimento doméstico e os serviços de informação” (BUSINESS WEEK,Disponível em <http://www.businessweek.com/stories/1993-07-11/media-mania>. Acessoem: 6 jan. 2013. Tradução nossa). Assim muitas empresas “pontocom” iniciaram suas operações para vender seus produ-tos e serviços através da Web. Já em 1998, a Nasdaq estava repleta de Startups de Internet,fundada por empresários, financiadas por capitalistas de risco e contaram também, com inves-timentos de bancos para abertura de seus IPO’s 13 (ABURJANIDZE, Nana; BOUCHER, Jen-nifer; NOALL, Sarah; PARKINSON, Joshua; ZHENG, Samuel). Foi durante este período queempresas como AOL.com, Amazon, Ebay, Yahoo e Google surgiram, seja com ideias de uni-versitários, como no caso do Google 14 e Yahoo15, ou de pessoas comuns que perceberam quepodiam solucionar um determinado problema de um grupo de usuários, no caso do Ebay16com seus leilões online, ou de pessoas que tiveram um espírito visionário como o criador daAmazon17, que iniciou suas operações vendendo livros digitais, onde na época soava meio queloucura por parte de muitas pessoas. O enorme potencial comercial que a Internet representava, reforçou a ideia entre os in-vestidores de uma “nova era”, onde isso significou uma grande oportunidade para as empresascriarem formas inovadoras para resolverem problemas de seus consumidores. Com isso, vá-rias pessoas passaram a ver estas empresas como uma ótima oportunidade para investir, e es-tas últimas uma ótima oportunidade para conseguir investidores através da abertura de capitalna bolsa de valores, entre elas a Nasdaq18. Desde então, várias empresas iniciantes, conheci-das como Startups, começaram a chamar a atenção de investidores de risco.13 Oferta pública inicial, usualmente referida como IPO (do inglês Initial public offering), é o evento que marca aprimeira venda de ações de uma empresa no mercado de ações.14 Larry Page e Sergey Brin estudantes de Ciências da Computação.15 David Filo e Jerry Yang. Candidatos a Ph.D. em Engenharia Elétrica pela Universidade de Stanford.16 Programador Pierre Omidyar queria ter um lugar onde as pessoas pudessem comprar e vender coisas novas eusadas.17 Jeff Bezos, fundador e CEO.18 A Nasdaq (National Association of Securities Dealers Automated Quotation) foi a primeira bolsa eletrônica domundo, composta por empresas de tecnologia. Porém, as negociações não seguem o padrão mundial. Elas sãorealizadas através de uma rede de computadores, diferentemente do tumulto dos pregões convencionais, ondeoperadores fecham negócios literalmente no grito.
  6. 6. 6 [A Internet] é comparável em importância com o computador pessoal ou, antes mesmo, que a televisão. Na verdade, a impressão que transmite, é que o futuro mu- dou e que o entusiasmo é maior do que o produzido quando os televisores ou com- putadores pessoais entraram nas casas. Usando a internet dá às pessoas um senso de domínio do mundo. Eles podem eletronicamente percorrer o mundo e realizar tarefas que antes eram impossíveis. Eles podem até mesmo criar um site e se tornarem um fator na economia mundial de formas inimagináveis... Por causa desta sensação de imediatismo que a internet causa, as pessoas acham plausível supor que ela também tem grande importância econômica (SHILLER, 2005, p. 38. Tradução nossa). Foi um período intenso de investimentos de capital de risco. Muitas empresas de “dot-com”, como eram chamadas as Startups de tecnologia, receberam milhões de investimentosem se quer gerar um centavo de lucro. Com isso, as ações destas empresas na Nasdaq come-çaram a serem super valorizadas, causando um efeito nunca visto até então. Muitos analistascomeçaram a anunciar a existência de uma nova bolha especulativa, desta vez seria a “dotcombubble”. Já em meados de março de 2000, o que era previsto por alguns analistas aconteceu, oíndice da Nasdaq pulou dos 600 em 1995 para 5.000 pontos em 2000, a bolha tinha estourado. Eu defino uma bolha especulativa como uma situação em que as notícias de au- mentos de preços das ações estimulam o entusiasmo dos investidores, que se espa- lha por contágio psicológico de pessoa para pessoa, as histórias em processo de amplificação que possam justificar os aumentos de preços e trazendo uma classe cada vez maior de investidores, que, apesar das dúvidas sobre o real valor de um investimento, são atraídos para ela em parte por inveja de sucessos dos outros e, em parte, através da excitação de um investidor. (SHILLER, 2005, p. 3. Tradução nossa). Figura 1 – Pico da Nasdaq19 Assim foi o período conhecido como “dotcom bubble”. Com a falência de várias em-presas dotcom, centenas de milhares de profissionais de tecnologia perderam seus empregos,19 The Dot-com Bubble. Disponível em <http://www.stock-market-crash.net/dot-com-bubble/ >. Acesso em 10jan. 2013.
  7. 7. 7e muitos que investiram seu dinheiro na compra de ações destas empresas perderam grandeparte de suas economias. O ano de 2001 foi marcado pelo esvaziamento da bolha, a falênciade várias empresas pontocom e com a destruição das Torres Gêmeas em 11 de setembro, esteultimo contribuiu mais ainda para queda da bolsa de valores por várias vezes. Os anos se passaram, e com eles várias empresas dotcom desapareceram, porém a In-ternet continuou a seguir seus passos, e com ela também algumas empresas que souberamlidar com a fase ruim do final dos anos 1990. Entre estas empresas destacam-se Google, Ya-hoo, Amazon, Ebay, que com planos de negócios bem definidos e consagrados souberam lidarcom a turbulência do estouro da bolha e firmaram-se ainda mais como empresas sólidas econsistentes. No Brasil não foi diferente, empresas como Buscapé e Apontador estavam nas-cendo no período do estouro da bolha, mais assim como os grandes players da Internet, sou-beram enfrentar as dificuldades, cresceram e se tornaram modelos de Startups Digitais de su-cesso nacional. Os tempos mudaram, e mesmo depois de mais de dez anos do estouro da bolha, o de-sejo de várias pessoas ao redor do planeta de empreender e criar algum produto Web que, aomesmo tempo em que possa ajudar a solucionar os problemas das pessoas, possa também ge-rar receita, continua. A partir deste desejo é que surgiram atualmente empresas como o Face-book, Twitter, Flickr, Thumblr, LinkedIn e Groupon. Hoje o Facebook já soma mais de umbilhão de pessoas conectadas em sua rede, o Twitter ultrapassou os 500 milhões de usuários eo LinkedIn já conta com mais de 175 milhões de profissionais compartilhando informação,currículos, ideias e oportunidades. Portanto, mesmo com um cenário semelhante ao final dos anos 1990, onde se presen-cia grandes investimentos nas Startups Digitais, o que podemos afirmar é que as empresas deInternet atuais, com as redes sociais como pontas de lança, estão mais maduras e mais organi-zadas, diferente daquelas dos anos de 1990. Hoje empresas como Facebook, Google e Twitterpossuem equipes altamente capacitas gerenciando seus passos, além de mentores e conselhei-ros experientes e os investidores estão mais cautelosos e atentos aos princípios tradicionais daeconomia. Mesmo com todas as turbulências, a Internet firma-se como uma plataforma deserviços, favorecendo a criação e desenvolvimento de novos modelos de negócio.
  8. 8. 83 A INTERNET E O EMPREENDEDORISMO DIGITAL Desde a criação da Internet, o empreendedorismo 20 esteve intrínseco aos seus criado-res. Foi assim a partir da concepção da ideia de conectar mainframes e compartilhar o poderde processamento que cada um tinha, até a primeira mensagem enviada pelas redes da Arpa-net. Várias foram as dificuldades até a Internet alcançar o potencial que tem hoje, porémmesmo com as adversidades, o espírito empreendedor sempre esteve presente entre aquelesque se aventuram em investir tempo e dinheiro com a Internet. Exemplos disso já foram co-mentados anteriormente, sucessos e fracassos fizeram, e ainda vão fazer parte desta, que hojese tornou uma plataforma de serviços21. Tim Berners-Lee em seu artigo intitulado “The Future of the Web” 22, submetido aosrepresentantes do Comitê de Energia e Comércio e Subcomitê de Telecomunicação e Internetdos Estados Unidos em 2007 já classificava a W3 como uma plataforma de serviços. A Web não foi apenas um espaço para a livre troca de ideias, mas também tem sido uma plataforma para a criação de uma grande e inesperada variedade de novos ser- viços. Aplicações comerciais, incluindo o eBay, Google, Yahoo e Amazon.com são apenas alguns exemplos da extraordinária evolução que é possível por causa dos pa- drões abertos e da tecnologia livre de royalty que compõe a web (BERNERS-LEE, 2007. Tradução nossa). A Internet como plataforma de serviços inaugurou uma nova fase da WWW, a Web2.0. O que antes era somente sites com uma variedade enorme de informações, hoje possuisites que oferecem desde a possibilidade de reservar uma mesa em algum restaurante ao redordo mundo, passando por sites bancários que possibilitam consultar extratos e realizar transfe-rências, até sites que possibilitam agendar uma consulta com médicos em sua cidade. A partirda Web 2.0 Conference23, a Internet deixou de ser uma rede mundial de computadores e setornou uma plataforma. Nesta mesma conferência foram apontadas algumas das principaiscaracterísticas da Web 2.0, que são:20 O conceito de empreendedorismo vem sofrendo constantes inovações. Ainda relacionado a práticas pró-ativase inovadoras, gradativamente se abandona uma visão reducionista do empreendedorismo associado exclusiva-mente ao exercício de uma atividade econômica e se passa a lhe associar a qualquer atividade humana; como,aliás, pode-se observar em todas as áreas do saber, que paulatinamente fazem do ser humano sua razão e seu fim.Os empreendedores são encontrados, agora, em casa, na comunidade, dentro de uma organização ou no meio deuma assembléia sindical, ou seja, em qualquer lugar onde existam pessoas. (SEBRAE).21 A Internet deixou de ser um aglomerado de sites que forneciam somente informações, para se tornar uma pla-taforma de serviços, onde agora existem softwares online que rodam na Internet, oferecendo serviços para seususuários, como por exemplo, sites de bancos onde os usuários podem consultar saldo, realizar transferências eetc.22 Digital Future of the United States: Part I -- The Future of the World Wide Web. Disponível em<http://dig.csail.mit.edu/2007/03/01-ushouse-future-of-the-web.html>. Acesso em: 20 jan. 2013.23 É um evento anual, realizado em São Francisco, Califórnia, com discussões sobre a World Wide Web. O even-to foi iniciado em 2004 por Tim OReilly. É organizado pela empresa OReilly.
  9. 9. 9  O compartilhamento de informações.  A ascensão dos blogs e assim do RSS24.  A utilização do Ajax25.  A exploração de banco de dados de diversos sites – como Amazon, Google, Ya- hoo.  O fim do ciclo de lançamento de software, ou seja, o software deixa de ser um produto e passa a ser um serviço, devido a isso a presença do termo BETA em vá- rios sites.  O acesso da informação por vários canais, como celulares, tablets e TV’s interati- vas.  E somadas a tudo isso, a nova fase da Internet tem proporcionado uma experiência mais rica para o usuário. Com a ascensão da Internet como plataforma de serviços, uma legião de pessoas, entreelas jovens, estudantes, investidores, empreendedores individuais, começaram a empreendernesta nova plataforma. Várias são as motivações que levam estas pessoas a empreenderem,entre estas podemos destacar a liberdade de decisão, administrar o próprio horário, fazer o quegosta, ver um projeto crescer, trabalhar em casa, não ter chefe ou simplesmente para ajudar aspessoas. Foram e continuam sendo, essas algumas das motivações que levam pessoas a em-preender em um novo negócio, entre eles implantar e desenvolver uma ideia na Internet. As-sim foi com Shawn Fanning que criou a Napster26, Lary Page e Sergey Brin que criaram oGoogle, David Filo e Jerry Yang do Yahoo, Pierre Omidyar do Ebay, Mark Zuckerberg comsua rede social Facebook, David Karp que criou o Tumblr, uma plataforma de blogs e tantosoutros que estão no anonimato, mas que conquistaram sua independência financeira através daInternet. Este fenômeno que começou na década de 1990 nos Estados Unidos se espalhou pelomundo, e mesmo após a bolha das “pontocom”, continua com força e está conquistando maise mais pessoas ao redor do planeta. No Brasil esta tendência têm se confirmado nos últimos anos, segundo a AssociaçãoBrasileira de Startups, já somam 300, a quantidade de Startups associadas e o SEBRAE já24 É um subconjunto de "dialetos" XML que servem para agregar conteúdo ou "Web syndication", podendo seracessado mediante programas ou sites agregadores.25 Acrônimo em língua inglesa de Asynchronous Javascript and XML, em português "Javascript e XML Assín-cronos", é o uso metodológico de tecnologias como Javascript e XML, providas por navegadores, para tornarpáginas Web mais interativas com o usuário, utilizando-se de solicitações assíncronas de informações.26 Primeiro programa de compartilhamento de música MP3 da Internet.
  10. 10. 10promove ações voltadas exclusivamente para esse segmento, visando o desenvolvimento doecossistema das Startups Digitais. A atuação da entidade está baseada em três linhas de ação: capacitação, destinada à disseminação do conhecimento específico; ações de inovação, para potencializar as metodologias e adaptar os modelos de negócios; e ações de mercado, que preveem a preparação dos empreendimentos (SEBRAE. Disponível em: <http://www.sebraemais.com.br/noticias-midia/sebrae-atende-startups-e-empresas- inovadoras>. Acesso em: 21 jan. 2013). Além do mercado gigantesco, cerca de 70 milhões de usuários – segundo o Ibope Me-dia, outros pontos tem facilitado o movimento das Startups Digitais no país. O barateamentodo acesso a Internet, de hardwares e softwares, o crescente acesso da classe C à tecnologia, aexpansão da banda larga e a adesão do cloud computing. Somando-se a isso os exemplos deStartups nacionais de sucesso como, o Buscapé27 de Romero Rodrigues, o site de comprascoletivas Peixe Urbano de Julio Vasconcelos e o site referência no mercado de busca local egeolocalização, Apontador de Rafael Siqueira. Ter heróis nacionais é um dos mais poderososfatores de motivação para quem quer abrir um negócio próprio. Com todos estes pontos favoráveis, empresas, universidades e governo, têm incentiva-do através de palestras e campanhas o empreendedorismo em todos os setores, inclusive odigital. Incentivos financeiros também estão se tornando comuns, como o do Governo Federalque anunciou através do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação no final de novembrode 2012, um plano de 40 milhões de reais em investimentos para incentivar a área de tecnolo-gia no país através do programa Start-up Brasil28. Além destes incentivos, as Startups Digitaispodem também trilhas outros caminhos, como os investimentos provenientes dos investidoresAnjos, as incubadoras tecnológicas ou as aceleradoras. Segundo o Startup Ecosystem Report 201229, o Brasil representado pela cidade de SãoPaulo, é o décimo terceiro ecossistema do mundo para o surgimento de empresas de base tec-nológica. O relatório foi realizado utilizando como base mais de 50 mil startups espalhadaspelo mundo, onde o Silicon Valley está na primeira posição, e segundo o relatório, São Pauloé o maior ecossistema de startups do Brasil.27 Foi comprado por um grupo de mídia sul-africano Naspers em 2009 por US$ 343 milhões.28 Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Disponível em <http://www.mct.gov.br/index.php/content/view/344333.html>. Acesso em: 20 jan. 2013.29 Startup Ecosystem Report 2012. Disponível em <http://cdn2.blog.digital.telefonica.com.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2013/01/Startup-Eco_14012013.pdf>. Acesso em: 20 jan. 2013.
  11. 11. 114 ANÁLISE DA PESQUISA4.1 Campo da pesquisa A pesquisa foi realizada em duas frentes, sendo que a primeira foi através da Internet,por meio da rede social Facebook e a segunda no calçadão e em cursinhos da cidade de Impe-ratriz no estado do Maranhão. As duas frentes foram desta forma escolhidas para que se pu-desse verificar o nível de utilização da Internet como plataforma de serviços e demonstrar se acidade de Imperatriz está em sintonia com outras cidades do Brasil no que diz respeitos à uti-lização de serviços oferecidos através da WWW. Ambas as áreas foram bastante receptivasem relação à pesquisa, alcançando 181 pessoas na frente on-line e 125 na off-line, totalizando306 pessoas que responderam um questionário de 10 perguntas.4.2 Público-alvo Para realizar esta pesquisa foi selecionado um público que de alguma forma acessa aInternet, seja por celular, por notebook, por tablet ou até mesmo pelo próprio Desktop. Paratanto, foi feito uma divisão de faixa etária que inicia aos 15 anos de idade, passando por aque-les com mais de 50 anos. É importante mencionar que aqueles que foram questionados napesquisa off-line se acessavam a Internet, somente cinco pessoas responderam que não, e asua faixa etária estava acima dos 50 anos de idade, e quando questionados o motivo de nãoacessarem a Internet, ambos responderam que não sabiam utilizar a Internet, este último resul-tado vai de encontro com o resultado da pesquisa30 divulgado pelo IBGE, onde 38,7% daspessoas que foram entrevistadas da região Norte e Nordeste responderam o mesmo quandoforam questionados de o porquê de não acessarem a Internet.4.2 Instrumentos utilizados e resultados alcançados O instrumento utilizado na coleta dos dados foi um questionário composto por 10 per-guntas fechadas, onde os inquiridos podiam escolher somente uma alternativa ao qual se ade-quasse a sua opinião. É importante ressaltar que o questionário aplicado off-line foi realizadoem dias e horários diferentes para obter um grau maior de informações diferentes. A pesquisa30 Acesso à Internet e posse de telefone móvel celular para uso pessoal 2008. Disponível em <http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/acessoainternet2008/internet.pdf>. Acesso em: 23 jan. 2013
  12. 12. 12on-line foi realizada no período de 05 a 22 de janeiro de 2013 e a off-line nos dias 18 e 21 dejaneiro do mesmo ano. Com os dados coletados, foram feitos análises qualitativas em relação aos referenciaisteóricos para fundamentar o posicionamento dos pesquisados e análises quantitativas, que sãodemonstrados através de tabelas estatísticas para melhor entendimento e para complementaros dados qualitativos.PERGUNTA: “Qual a sua idade?”RESULTADO: No questionário aplicado on-line, a faixa etária que predominou foi a de 21 a30 anos, correspondendo a 64%, já no questionário off-line a faixa predominante foi a de 15 a20 anos, com 44% dos entrevistados.Quadro 1 – Respostas dos entrevistados sobre a sua faixa etária (%) VERSÃO VERSÃO Descrição TOTAL ON-LINE OFF-LINE15 a 20 anos 21,00 44,00 30,3921 a 30 anos 64,00 30,00 50,0031 a 40 anos 11,00 19,00 14,3741 a 50 anos 3,00 6,00 4,5750 ou mais 1,00 0,00 0,67Fonte: pesquisa de campo (2013) Os dados acima demonstram que há uma predominância da geração Y31 e Z32 em rela-ção à geração X33, ou os chamados Baby Boomer 34. Confirmando assim, a pesquisa35 feitapelo IBOPE em 2008 sobre o acesso a Internet nos lares brasileiros, onde a porcentagem da-queles que estão na faixa etária entre 15 e 30 anos são maiores do que aqueles com faixa entreos 40 anos ou mais.31 Chamada também de geração da Internet, são aqueles nascidos em meados de 1970 até 1990.32 São aqueles nascidos a partir de 1991 a 1999.33 Geração nascida no início dos anos 1960 até o final dos 1970.34 É uma definição genérica para crianças nascidas durante uma explosão populacional - Baby Boom em inglês,ou, em uma tradução livre, Explosão de Bebês. Em geral, se refere aos filhos da Segunda Guerra Mundial, já quelogo após a guerra houve uma explosão populacional.35 Acesso à Internet e posse de telefone móvel celular para uso pessoal 2008. Disponível em <http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/acessoainternet2008/internet.pdf>. Acesso em: 23 jan. 2013
  13. 13. 13PERGUNTA: “Em média, quantas vezes você acessa a Internet por dia?”RESULTADO: No questionário aplicado on-line, o índice predominante de quantidade deacesso por dia foi o de mais de 4 vezes, correspondendo a 75%, já no questionário off-line oíndice predominante foi o de uma vez por dia, com 34% dos entrevistados.Quadro 2 – Respostas dos entrevistados sobre a quantidade de vezes que acessa a Internet por dia (%) VERSÃO VERSÃO Descrição TOTAL ON-LINE OFF-LINEUma vez 6,00 34,00 17,32Duas vezes 10,00 14,00 11,43Três vezes 9,00 21,00 13,73Mais de quatro vezes 75,00 32,00 57,52Fonte: pesquisa de campo (2013) Os dados acima demonstram que os usuários de Internet estão cada vez mais conecta-dos. Apesar daqueles que responderam o questionário off-line ter o item uma vez com maioríndice de conexões por dia, os que responderam mais de quatro vezes veem logo em seguidacom 32%.PERGUNTA: “Quanto tempo você permanece conectado?”RESULTADO: No questionário aplicado on-line, o índice predominante são daqueles quepermanecem a maior parte do dia conectado, correspondendo a 54%, já no questionário off-line o índice predominante foi dos que permanecem entre 2 a 5 horas, com 26% dos entrevis-tados.Quadro 3 – Respostas dos entrevistados sobre a quantidade de tempo que permanecem conectados a Internetpor dia (%) VERSÃO VERSÃO Descrição TOTAL ON-LINE OFF-LINE10 minutos 2,00 11,00 5,5730 minutos 5,00 22,00 11,76Uma hora 13,00 22,00 16,99
  14. 14. 142 a 5 horas 27,00 26,00 26,47A maior parte do dia 54,00 18,00 39,21Fonte: pesquisa de campo (2013) De acordo com os dados acima, verifica-se que os internautas estão passando maistempos conectados. Cerca de 40% permanecem conectados a maior parte do dia, seguido poraqueles que permanecem conectados de 2 a 5 horas. Para encontrar uma justificativa para estealto índice de tempo de conexão, foram cruzados os dados e verificou-se que aqueles que es-tão com uma maior presença na Internet deve-se pelo fato de que cerca de 40% dos entrevis-tados utilizam mais de um dispositivo para acessar a Web, ou seja, ou utilizam o celular outablet, além do computador.PERGUNTA: “Por qual dispositivo você acessa a Internet?”RESULTADO: Tanto no questionário aplicado on-line, quanto no off-line, o dispositivo queprevaleceu para acesso a Internet foi o computador ou notebook, com 60% e 57% respectiva-mente.Quadro 4 – Respostas dos entrevistados sobre o dispositivo para acesso a Internet (%) VERSÃO VERSÃO Descrição TOTAL ON-LINE OFF-LINEComputador e notebook 60,00 57,00 58,82Celular 4,00 14,00 7,85Tablet 1,00 2,00 0,98Mais de uma alternativa 35,00 36,00 32,35acimaFonte: pesquisa de campo (2013) Os dados acima demonstram que há uma predominância do computador e do notebo-ok, com cerca de 59%, como dispositivo para acesso a Internet. No entanto os dados revelamum alto índice, cerca de 40%, de acessos através dos dispositivos móveis por aqueles que osusam além dos computadores ou notebooks. Esta informação vai de encontro ao relatório di-
  15. 15. 15vulgado pela ONU, o Broadband: State of Broadband 36, divulgado em 2012 onde aponta ocrescente acesso à Internet através de dispositivos móveis.PERGUNTA: “Você já comprou pela Internet?”RESULTADO: No questionário aplicado on-line, a predominância foi para aqueles que jácompraram pela Internet, com 82% para aqueles que responderam sim, da mesma forma, noquestionário off-line, a maioria dos entrevistados responderam que já realizaram algumacompra pela Internet, 58% dos entrevistados.Quadro 5 – Respostas dos entrevistados para saber se já compraram pela Internet (%) VERSÃO VERSÃO Descrição TOTAL ON-LINE OFF-LINESim 82,00 58,00 71,89Não 18,00 42,00 28,11Fonte: pesquisa de campo (2013) Observando os dados verifica-se que 71,89% dos internautas já compraram pela Inter-net. Algo a se destacar é que mais da metade dos entrevistados na pesquisa off-line já compra-ram algo por este canal.PERGUNTA: “Já comparou preços de produtos pela Internet em relação a preços dos pro-dutos em sua cidade?”RESULTADO: Tanto no questionário aplicado on-line, quanto no off-line, os entrevistadosjá compararam preços de produtos pela Internet em relação a preços dos produtos em sua ci-dade, com 89% e 86% respectivamente.Quadro 6 – Respostas dos entrevistados sobre comparação de preços de produtos na Internet em relação ao dasua cidade (%) VERSÃO VERSÃO Descrição TOTAL ON-LINE OFF-LINESim 89,00 86,00 87,9036 Relatório que avalia a implantação da Banda Larga em todo o mundo. Disponível em: <http://www.broadbandcommission.org/Documents/bb-annualreport2012.pdf>. Acesso em: 18 jan. 2012.
  16. 16. 16Não 11,00 14,00 12,10Fonte: pesquisa de campo (2013) Os dados acima demonstram que a maioria, 87,90%, dos entrevistados já realizaramcomparação de preços de produtos na Internet em relação a preços aplicados em sua cidade. Éimportante destacar que 13%, dos 28,11% dos que nunca compraram pela Internet, já realiza-ram pelo menos a comparação de preços de produtos.PERGUNTA: “Utiliza ou já utilizou algum serviço oferecido por algum site? Por exemplo:Bancos, Buscapé, Peixe Urbano, Apontador, Reclame aqui.”RESULTADO: No questionário aplicado on-line, a predominância foi de 59% dos pesquisa-dos que utiliza ou já utilizou algum serviço oferecido por algum site na Internet, da mesmaforma, no questionário off-line, a maioria dos entrevistados, 54% responderam que já utiliza-ram ou utilizam algum serviço online.Quadro 7 – Respostas dos entrevistados para a utilização de serviços oferecidos por sites na Internet (%) VERSÃO VERSÃO Descrição TOTAL ON-LINE OFF-LINESim 59,00 54,00 56,54Não 19,00 22,00 19,54Sempre utilizo 18,00 20,00 18,62Não, mas pretendo 5,00 5,00 4,90utilizar algum diaFonte: pesquisa de campo (2013) Observando os dados, verifica-se que unindo os que já utilizaram, os que sempre utili-zam e os que pretendem utilizar algum dia os serviços oferecidos por sites na Internet che-gam-se a um total de 80,06%. Destaca-se também, que mais da metade, cerca de 74%, dosentrevistados da pesquisa off-line utilizam ou já utilizaram algum serviço da Web.
  17. 17. 17PERGUNTA: “Qual o seu nível de conhecimento sobre empreendedorismo?”RESULTADO: No questionário aplicado on-line, o índice predominante é de 45% para aque-les que já estudaram sobre empreendedorismo na escola, da mesma forma no questionário off-line este índice chega a 50%.Quadro 8 – Respostas dos entrevistados sobre o seu nível de conhecimento sobre o termo empreendedorismo(%) VERSÃO VERSÃO Descrição TOTAL ON-LINE OFF-LINENão sei do que se trata 6,00 26,00 14,05Já estudei sobre isso na 45,00 50,00 47,06escolaJá fiz cursos na área 28,00 17,00 23,53Sou empreendedor 20,00 8,00 15,36Fonte: pesquisa de campo (2013) Através dos dados desta questão, verifica-se que o nível de conhecimento sobre o ter-mo empreendedorismo é bem disseminado, pois cerca de 86% dos entrevistados já conhecemo termo, porém o nível de empreendedores é relativamente baixo, 15,36%. No entanto, entreestes que fazem parte do grupo de empreendedores, verificou-se que eles estão sempre conec-tados à Internet, já compraram pela WWW, utilizam serviços oferecidos por sites e já possu-em suas empresas. Outro aspecto observado, é que cerca de 14% dos empreendedores já com-praram pela InternetPERGUNTA: “Você sonha algum dia abrir sua própria empresa?”RESULTADO: No questionário aplicado on-line, o índice predominante foi de 69% paraaqueles que sonham em abrir sua própria empresa, da mesma forma no questionário off-lineeste índice chega a 66% dos entrevistados.Quadro 9 – Respostas dos entrevistados sobre seu desejo de abrir seu próprio negócio (%) VERSÃO VERSÃO Descrição TOTAL ON-LINE OFF-LINENão 15,00 25,00 18,95
  18. 18. 18Sim 69,00 66,00 67,65Já tenho uma empresa 16,00 10,00 13,40Fonte: pesquisa de campo (2013) Através dos dados desta questão, verifica-se que o nível de interesse por parte dos en-trevistados é alto, 67,65%, em relação ao desejo de ter seu próprio negócio. Tanto os queforam entrevistados on-line quanto os off-line tem o anseio de abrir sua empresa. O que sepôde perceber em relação à pergunta anterior é que dos 14,05% dos entrevistados que respon-deram que não sabia do que se trava o termo empreendedorismo, 10% responderam que so-nham em ter sua própria empresa, concluindo assim que para estes, o termo empreendedoris-mo não está associado a criar e gerenciar um negócio próprio. Outro aspecto importante veri-ficado é que cerca de 72% dos que possuem conhecimento sobre o termo empreendedorismo,sonham em ter ou já possuem sua própria empresa.PERGUNTA: “Você concorda que a Internet é um local aconselhável para empreender? OUseja, criar um serviço que ajude outras pessoas e também possa ganhar dinheiro com isso.”RESULTADO: No questionário aplicado on-line, o índice predominante é de 85% para aque-les que concordam que a Internet é um local aconselhável para empreender, da mesma formano questionário off-line este índice chega a 93% dos entrevistados.Quadro 10 – Respostas dos entrevistados sobre sua opinião em relação a Internet como local propício para em-preender (%) VERSÃO VERSÃO Descrição TOTAL ON-LINE OFF-LINENão 3,00 6,00 4,25Sim 85,00 93,00 87,91Já ganho dinheiro com 13,00 1,00 7,84a InternetFonte: pesquisa de campo (2013) Os dados acima demonstram que a maioria dos entrevistados, 87,91%, concorda que aInternet é um local propício para se empreender. Verifica-se também, que do grupo dos entre-vistados que são empreendedores e sonham em abrir uma empresa, cerca de 7% já ganhamdinheiro com a Internet. Outro aspecto relevante é que do grupo que deseja abrir uma empresa
  19. 19. 19e concorda que a Internet é um local propício para se empreender, o índice chega a 63% dosentrevistados.5 CONSIDERAÇÕES FINAIS Os resultados da pesquisa, apresentados anteriormente, vão em direção as hipóteseslevantadas inicialmente na introdução deste artigo. Confirmando-as, a saber, de que os usuá-rios da Internet, tanto aqueles que foram entrevistados através do formulário on-line, quantodaqueles que foram off-line, na cidade de Imperatriz, no estado do Maranhão, estão mais co-nectados, estão passando mais tempo na Web, utilizam o computador ou notebook como dis-positivo preferencial para acesso a Internet, porém complementam este acesso com disposit i-vos móveis e estão na faixa dos 15 aos 30 anos aqueles que mais acessam a WWW. Outros aspectos verificados com os resultados, foi que a maioria já comprou pela In-ternet, já realizou comparações de preços de produtos através de site em relação aos preçosaplicados em sua cidade, já utilizou ou utiliza serviços como Buscapé, Apontador, Redes So-ciais, site de bancos. Verificou-se ainda, que mesmo aqueles que não compraram através daInternet já realizaram pelo menos a comparação de preços em sites especializados. Com estasinformações comprova-se que a Internet é utilizada como uma plataforma de serviços e quepossui sim, um mercado com grande potencial a ser explorado. A pesquisa também mostrou, por meio de dados quantitativos e qualitativos que agrande parte dos entrevistados sabe do que se trata o termo empreendedorismo, no entanto oíndice de empreendedores foi baixo. Porém foi demonstrado que o perfil destes últimos, sãode pessoas que estão sempre conectados à Internet, já compraram pela WWW, utilizam servi-ços oferecidos por sites e já possuem suas empresas, e que já ganham de alguma forma di-nheiro através da Web. Verificou-se que a maioria sonha em abrir seu próprio negócio e queacredita que a Internet é um local propício para o empreendedorismo, ou seja, criar um siteque, ao mesmo tempo em que solucione os problemas de várias pessoas no mundo, tambémseja rentável.
  20. 20. 20 REFERÊNCIASABURJANIDZE, Nana; BOUCHER, Jennifer; NOALL, Sarah; PARKINSON, Joshua;ZHENG, Samuel. The Dot-Com Boom...And bust – Identifying the causes and character-istics of the 21st century’s first speculative bubble. Disponível em:<http://joshuaparkinson.com/dot-com-bubble.pdf>. Acesso em: 18 jan. 2013.BUSINESS WEEK. Media Mania. Disponível em:<http://www.businessweek.com/stories/1993-07-11/media-mania>. Acesso em: 06 jan. 2013.CARVALHO, Marcelo Sávio. A Trajetória da Internet no Brasil: do surgimento das re-des de computadores à instituição dos mecanismos de governança. Disponível em:<http://www.nethistory.info/Resources/Internet-BR-Dissertacao-Mestrado-MSavio-v1.2.pdf>.Acesso em: 24 dez. 2012.DECENTRALIZED INFORMATION GROUP. Digital Future of the United States: Part I-- The Future of the World Wide Web. Disponível em:<http://dig.csail.mit.edu/2007/03/01-ushouse-future-of-the-web.html>. Acesso em: 20 jan.2013.EBAY INC. The History of Ebay. Disponível em: <http://www.ebayinc.com/history>. Aces-so em: 05 jan. 2013.IBGE. Acesso à Internet e posse de telefone móvel celular para uso pessoal 2008. Dispo-nível em: <http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/acessoainternet2008/internet.pdf>. Acesso em: 20 jan. 2013.IBOBE. Internet no Brasil cresceu 16% em um ano. Disponível em:<http://www.ibope.com.br/pt-br/relacionamento/imprensa/releases/Paginas/Internet-no-Brasil-cresceu-16-em-um-ano.aspx>. Acesso em: 18 jan. 2013.INTERNATIONAL TELECOMMUNICATION UNION, UNITED NATION EDUCA-TIONAL. The State of BroadBand 2012: Achieving Digital Inclusion for all. Disponívelem: <http://www.broadbandcommission.org/Documents/bb-annualreport2012.pdf>. Acessoem: 18 jan. 2013.MINISTÉRIO DA CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO. Start-up Brasil precisa serágil como o setor de TI, diz Raupp. Disponível em:<http://www.mct.gov.br/index.php/content/view/344333.html>. Acesso em: 20 jan. 2013.NETCRAFT. January 2013 Web Server Survey. Disponível em:<http://news.netcraft.com/archives/category/web-server-survey>. Acesso em: 20 jan. 2013.SEBRAE. Sebrae atende startups e empresas inovadoras. Disponível em:<http://www.sebraemais.com.br/noticias-midia/sebrae-atende-startups-e-empresas-inovadoras>. Acesso em: 20 jan. 2013.
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